1 de abr de 2015

AZUL DEVE DEMITIR ATÉ 700 FUNCIONÁRIOS, DIZ JORNAL



Martina Cavalcanti - A companhia aérea Azul cortou voos para 11 destinos brasileiros e deve demitir até 700 funcionários com o objetivo de reduzir custos operacionais, informa a coluna de Mônica Bergamo publicada nesta quarta-feira (1°) no jornal “Folha de S. Paulo”.

Segundo a colunista, outras 12 cidades brasileiras serão tiradas da rota da empresa. Cada local emprega 30 pessoas.

A queda de passageiros e a alta do dólar são os principais motivos para a contenção, de acordo com as informações do jornal.

Enquanto o fluxo de passageiros que viaja a negócios caiu 30%, o combustível das aeronaves é negociado nos valores da moeda americana, que acumula valorização de cerca de 35% ante o real nos últimos seis meses.
As grandes demissões já anunciadas para este ano – até agora

Confira 22 empresas que já avisaram que irão cortar pessoas dentro e fora do país. Montadoras lideram a lista no Brasil

Volvo

A Volvo havia sido a única entre as oito principais fabricantes de caminhões do país que não havia adotado medidas para reduzir a produção – até hoje.

A empresa acaba de anunciar que também dará férias coletivas ou folgas aos funcionários da fábrica de Curitiba (PR) nas próximas semanas. Número de pessoas e período de dispensa ainda não foram definidos.

GM

Em janeiro, a GM cortou os turnos pela metade em uma de suas fábricas na Coreia do Sul, uma medida que chegou a afetar cerca de 1.100 empregos. Isso porque a montadora vai parar de vender seus carros da marca Chevrolet na Europa até o final de 2015.

No Brasil, a montadora demitiu 1.053 pessoas em sua fábrica em São José dos Campos, interior de São Paulo, no início do ano. Boa parte deles foi avisada por telegrama na véspera de Ano Novo e o sindicato não foi avisado. 

Petrobras

Também em janeiro, a Petrobras anunciou um plano de demissão voluntária que pode envolver 8.379 petroleiros, dos quais 6.879 aposentados que continuam trabalhando para a empresa, segundo o sindicado dos trabalhadores.

Segundo a estatal, o plano é fruto da implantação do Programa de Otimização de Produtividade. O número de demitidos ainda não foi confirmado. 

Basf

A Basf vai cortar 260 postos de trabalho até 2015 em todo o mundo. As demissões serão resultado de uma reorganização que a companhia está promovendo na divisão de nutrição e saúde.

Fiat

A Fiat deu férias coletivas de dez dias para 900 operários em Betim (MG) nesta semana. A empresa já tinha concedido férias por 20 dias a outros 800 funcionários no dia 14.

Volkswagen

A partir do dia 5, a Volkswagen vai suspender o contrato de trabalho (sistema chamado de lay-off) de 900 trabalhadores na fábrica de São Bernardo do Campo (SP) e de 400 da unidade de São José dos Pinhais (PR) por cinco meses.

Juntas, Fiat e Volks dispensaram mais 2,2 mil funcionários para adequar a produção à demanda.

Mercedes

A fabricante de caminhões Mercedes-Benz anunciou um Programa de Demissão Voluntária (PDV) que estará aberto até julho – 700 pessoas já aderiram ao programa até agora.

A empresa tem pressa em reduzir o quadro de pessoal em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, onde afirma ter 2 mil funcionários excedentes. 

Peugeot Citroën

Outra empresa que passa por reestruturação e terá, com isso, que dispensar 650 pessoas no Brasil é a montadora Peugeot Citroën. Esses funcionários foram colocados em lay-off (suspensão temporária dos contratos de trabalho), com duração de dois a cinco meses.

O grupo PSA Peugeot Citroën reduziu a produção de veículos em Porto Real (RJ) em 28% e tem operado com dois turnos e passou a produzir 450 automóveis por dia, ante 630 anteriormente.

Eletrobras

Em janeiro, o Conselho de Administração da Eletrobras aprovou um plano de incentivo ao desligamento de empregados na Eletronuclear.

O programa de desligamento na Eletronuclear já estava previsto pela holding, que realizou programas similares em outras subsidiárias, como parte dos planos de reestruturação.

Sony

A empresa japonesa Sony anunciou, em março, a demissão de 5.000 trabalhadores, como parte de um plano de reestruturação que inclui o fim da fabricação de computadores pessoais (PC).

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