17 de out de 2015

ALGUÉM AINDA TEM DÚVIDA QUE A VENEZUELA É UMA DITADURA?


Opositor passou seis anos no exílio e é acusado de enriquecimento ilícito.
Ex-candidato presidencial foi preso ao chegar em voo procedente de Aruba.

 Manuel Rosales em foto de 5 de dezembro de 2006 (Foto: AP Photo/Gregorio Marrero)


O ex-candidato presidencial e opositor venezuelano Manuel Rosales foi preso nesta quinta-feira (15) no aeroporto de Maracaibo (oeste), ao voltar à Venezuela depois de seis anos no exílio, informou a procuradoria-geral.


Rosales "foi detido por funcionários do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin) nesta quinta-feira, 15 de outubro, no aeroporto internacional La Chinita, quando chegou em um voo procedente de Aruba", informou a justiça em um comunicado, ao destacar que será apresentado a um tribunal de Caracas nas próximas horas.

Até agora não há imagens do momento da detenção porque, segundo jornalistas no local, as autoridades impediram a entrada na pista.

Momentos após o pouso, o dirigente divulgou um vídeo em seu perfil no aplicativo Periscope no qual questionou a operação policial e militar, disposta no terminal.

"Este deslocamento de minha chegada deveriam fazer para combater a delinquência, a insegurança. Faremos isto em paz, vamos cobrar em 6 de dezembro", escreveu, em alusão à data das próximas eleições legislativas.

Rosales tinha uma ordem de prisão, acusado de corrupção.

Com 62 anos e um dos adversários mais fortes do falecido presidente venezuelano Hugo Chávez (1999-2013), Rosales chegou por volta das 16h30 (18 horas em Brasília) ao aeroporto da cidade de Maracaibo, capital de seu estado natal, Zulia.

Fundador do partido de centro-direita Um Novo Tempo, ele chegou em um voo comercial procedente da ilha de Aruba, no Caribe, segundo um curto vídeo difundido por ele mesmo no momento em que a aeromoça anunciou a chegada a Maracaibo.

Rosales anunciou seu retorno na sexta-feira passada. Na ocasião, a procuradoria-geral advertiu que Rosales seria detido para responder a um processo por enriquecimento ilícito durante o tempo em que ocupou o cargo de governador de Zulia, entre 2000 e 2008.

Da AFP
Nota: O Subtítulo é o título original.

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