1 de out de 2015

PETROBRAS NÃO DESCARTA NOVO REAJUSTE ESTE ANO SE DÓLAR CONTINUAR SUBINDO, DIZ FONTE


Posto de combustíveis BR no Rio de Janeiro


Rodrigo Viga Gaier - A Petrobras não descarta um novo reajuste dos combustíveis em 2015 se o dólar continuar a subir ante o real, após a estatal ter anunciado elevação dos preços da gasolina e do diesel na noite de terça-feira, disse uma fonte da empresa à Reuters nesta quarta-feira.


"Se o dólar subir mais ainda, é claro que vamos ter que fazer novo aumento para manter preço competitivo", afirmou a fonte da Petrobras, que falou sob condição de anonimato.

O reajuste, acrescentou a fonte, visa dar sinalização positiva aos acionistas com relação à política de paridade de preços de combustíveis da Petrobras ante o mercado externo.

"A gente acompanha sempre os movimentos do petróleo Brent e do dólar, e a gente achou que tinha fazer (um aumento). A discussão se intensificou na semana passada, depois que a alta (da moeda norte-americana) se intensificou e o dólar mostrou que ficaria acima dos 4 reais", disse a fonte da Petrobras.

No fim da terça-feira, a Petrobras divulgou aumento de 6 por cento nos preços da gasolina e de 4 por cento no diesel nas refinarias a partir desta quarta, no primeiro reajuste desses combustíveis da atual diretoria e num momento em que a forte alta do dólar eleva os custos de importação e a dívida em moeda estrangeira da companhia.

Segundo a fonte ouvida pela Reuters, a alta dos combustíveis no mercado interno é resultado principalmente do movimento cambial, e não da variação dos preços do petróleo no exterior, embora haja nesse segundo semestre uma tendência de aumento nos valores do diesel fora do Brasil, devido à maior demanda pelo produto no inverno no Hemisfério Norte.

Com o reajuste de preços, a diretoria comandada por Aldemir Bendine, que assumiu o posto de presidente-executivo em fevereiro, busca ganhar a confiança do mercado, ainda que haja falta de clareza sobre a fórmula para a alta dos preços dos combustíveis adotada pela Petrobras.

"Nós buscamos preços competitivos e alinhados ao mercado internacional. Essa é a política do presidente Bendine para garantir a competitividade da companhia. A meta é ter custos competitivos, mas temos de ter preços competitivos", afirmou a fonte.

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