20 de nov de 2015

FRANÇA CONFIRMA TERCEIRO CORPO EM LOCAL DE OPERAÇÃO EM SAINT-DENIS


Vítima é uma mulher. Passaporte de prima de mentor dos ataques de Paris foi encontrado

Perito examina apartamento invadido por forças especiais da polícia francesa, em Saint-Denis, onde dois jihadistas foram mortos e sete presos - JOEL SAGET / AFP


A Procuradoria da França informou nesta sexta-feira que o corpo de uma terceira suspeita ligada aos ataques de Paris há uma semana foi encontrado no local da megaoperação realizada pela polícia francesa em Saint-Denis, ao norte de Paris, na quarta-feira. Segundo as autoridades, a vítima é uma mulher, informou o jornal francês "Le Figaro".


Os procuradores informaram que uma bolsa contendo um passaporte foi encontrado. O documento está sob o nome de Hasna Aitboulahcen, mulher-bomba que se explodiu durante a operação no apartamento. Ela seria prima de Abdelhamid Abaaoud, mentor dos atentados coordenados em Paris há uma semana, que também morreu na ação policial, conforme confirmou a Procuradoria na quinta-feira.

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Apreensão. O primeiro-ministro Manuel Valls, o ministro-júnior de relações parlamentares, Jean-Marie Le Guen e a ministra Christiane Taubira em debate no Parlamento:

"Três pessoas morreram no curso da incursão, entre elas Abaaoud", afirmou a Procuradoria, segundo a AFP. "Não se conhece ainda a identidade da outra vítima".

Nesta sexta-feira, ministros europeus do Interior e da Justiça se reúnem em Bruxelas para entrar em acordo a respeito de mecanismos que facilitem a troca de inteligência contraterrorismo.

Um dos principais suspeitos de participar dos atentados de Paris, Salah Abdeslam, ainda está foragido. O primeiro-ministro da França, Manuel Valls, afirmou na quinta-feira que as autoridades não sabem se ele está na França ou na Bélgica.

Abdeslam, 26 anos, cidadão francês nascido em Bruxelas, é suspeito de ter alugado um carro VW Polo preto usado nos ataques em Paris. Perguntado se ele sabia se Abdeslam estava na França ou na Bélgica, Valls declarou:

— Não. A caçada continua — disse em entrevista ao canal France 2. — Sabemos que há outros indivíduos que podem vir para a Europa. Precisamos estar vigilantes.

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