9 de dez de 2015

PETROBRAS OFERECE VENDER ATÉ 10% DA ÁREA DE LIBRA NO PRÉ-SAL, DIZEM FONTES



A Petrobras está oferecendo até um quarto de sua participação de 40 por cento na enorme área de exploração de petróleo de Libra, no pré-sal, conforme busca reduzir sua dívida, considerada a maior da indústria petrolífera no mundo, disseram duas fontes do setor na terça-feira.


 Sede da Petrobras, no RJ.
REUTERS/Sergio Moraes
A parcela pode valer até 1,5 bilhão de dólares, de acordo com analistas da Macquarie, e é provável que atraia companhias internacionais de petróleo ansiosas para expandir atividades em uma das bacias com desenvolvimento mais rápido do mundo.

A Petrobras tem como meta alienar 15,1 bilhões de dólares até o fim do próximo ano, mas têm tido dificuldades para vender ativos em prospecções menos atrativas no Brasil e no Golfo do México.

O presidente-executivo da estatal, Aldemir Bendine, disse ao Congresso brasileiro que a petroleira não será capaz arcar com a obrigações de sua dívida de mais de 130 bilhões de dólares e manter um plano de investimentos de 19 bilhões de dólares no ano que vem, a menos que atinja a meta de venda de ativos.

A companhia está agora oferecendo prospecções mais atrativas de petróleo nas chamadas áreas de pré-sal na bacia de Santos, no sul do Rio de Janeiro, disseram várias fontes da indústria. Essas áreas contêm amplas reservas embaixo de uma camada de sais minerais em áreas profundas do leito do oceano.

A Petrobras não respondeu imediatamente a pedidos de comentários.

"A Petrobras finalmente percebeu que os ativos que estava oferecendo não eram atrativos como pensou que fossem e decidiu oferecer oportunidades que provavelmente devem valer um preço maior", disse uma das fontes da indústria.

A Petrobras fez um pagamento adiantado de 6 bilhões de reais por sua parcela de 40 por cento na área de Libra, vendida em 2013 no primeiro leilão do pré-sal dentro do regime de partilha, no qual a estatal tem que ser obrigatoriamente a operadora e deter uma parcela mínima de 30 por cento.

A Royal Dutch Shell, que pode se tornar a maior investidora estrangeira no Brasil após a concretização de sua proposta de fusão de 70 bilhões de dólares com a BG Group, e a francesa Total têm cada uma parcela de 20 por cento em Libra. A China National Petroleum e a chinesa CNOOC detém 10 por cento cada.

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