3 de dez de 2015

ZECA PAGODINHO É CONDENADO A TRÊS ANOS DE DETENÇÃO POR SHOW SUPERFATURADO EM BRASÍLIA


Cantor e outras quatro pessoas foram condenadas por irregularidades em shows na capital

Justiça considerou que houve superfaturamento em contratos dos shows do cantor Zeca Pagodinho/Francisco Cepeda/AGNews


A Justiça do Distrito Federal condenou o cantor Zeca Pagodinho e outras quatro pessoas por envolvimento em fraude na contratação de dois shows em 2008. 


De acordo com o Ministério Público, houve superfaturamento nos contratos do artista para realizar os shows da 15ª Expoagro e do aniversário de Brasília. Na exposição, foram gastos R$ 170 mil apenas com o cachê do cantor. 

Apresentações realizadas poucos meses antes custaram cerca de R$ 200 mil com o cachê do artista e outros serviços. No aniversário da capital, o cachê foi de R$ 120 mil por 45 minutos de apresentação, o valor é semelhante ao que foi cobrado por um show com uma hora e meia de duração.

Casal que teve suíte invadida por funcionário de hotel na noite de núpcias vai receber indenização

Zeca Pagodinho foi condenado a três anos de detenção em regime aberto, sendo a pena convertida em prestação de serviços à comunidade e ao pagamento de multa. Outros três envolvidos foram condenados a quatro anos e oito meses de detenção em regime semiaberto e ao pagamento de multa no valor de 2% dos dois contratos. O quarto investigado recebeu condenação de três anos e seis meses de detenção em regime aberto e pagamento de multa no valor de 2% dos dois contratos.

De acordo com Marcelo Alessandro, advogado de uma das cinco partes envolvidas, o réu não foi notificado pela justiça. No entanto, ele adiantou à equipe de reportagem pretende recorrer a segunda instância.

A assessoria de imprensa de Zeca Pagodinho informou, por meio de nota, que o artista cobrou o cachê padrão e usual da época e fez a apresentação que constava do roteiro do show contratado.Segundo a nota, "não houve diferença entre o show de Brasília e qualquer outro realizado na época, seja na sua duração, seja no seu valor, conforme foi provado nos autos. Assim, não há que se falar em superfaturamento, posto que o artista recebeu o que cobrava de todos".

Ainda segundo a assessoria do artista, "a condenação é absurda e não se sustenta na prova dos autos, nem mesmo diante dos fatos".

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Atenção:
Comentários ofensivos a mim ou qualquer outra pessoa não serão aceitos.