4 de jan de 2016

ARGENTINA REDUZ IMPOSTOS DE CARROS E MOTOS PARA IMPULSIONAR PRODUÇÃO


Valores variam de acordo com o preço dos veículos. 

Ministério diz 99% da produção de motos não pagará impostos.

Da EFE
Ford Focus no Salão de Buenos Aires (Foto: Rafael Miotto/G1)


O gabinete econômico do governo de Mauricio Macri anunciou nesta terça-feira (29) a redução de impostos sobre automóveis e motos "para favorecer a produção", informaram fontes oficiais.


O Ministério de Produção da Argentina diminuiu a taxa de impostos internos aos automóveis a 10% para os veículos que superem o valor de 350.000 pesos (cerca de R$ 102 mil) "com o objetivo de aumentar a produção e facilitar os investimentos no setor".

No caso dos carros de mais de 800.000 pesos (cerca de R$ 233 mil), a alíquota será de 20%, segundo detalha um comunicado da pasta de Produção.

Segundo o ministério, 99% da produção argentina de motos "não pagará impostos internos", pois passarão a tributar 10% somente as que superem os 65.000 pesos (cerca de R$ 18,9 mil).
Além disso, uma taxa impositiva de 10% será aplicada à produção de embarcações quando estas superarem o valor de 400.000 pesos (cerca de R$ 116 mil).

O decreto, que terá uma vigência de seis meses para analisar o comportamento do setor, será publicado nesta quarta-feira no Diário Oficial.

"Estamos eliminando impedimentos e distorções que limitaram o investimento com o foco na geração de mais e melhores empregos", afirmou Francisco Cabrera, ministro de Produção.

Para a Associação de Fábricas de Automotores (ADEFA), a modificação permitirá às empresas "planejar e aumentar a produção e comercialização daquelas versões dos segmentos de veículos que se viram afetados, aumentando a oferta de modelos e as fontes de trabalho na cadeia automotiva".

"Estas medidas adotadas recentemente são um passo importante no caminho de execução de uma agenda de médio e longo prazo, focada no diagrama de uma política industrial sustentável no tempo. Premissa que de maneira permanente impulsionamos nesta entidade", declarou Enrique Alemañy, presidente da ADEFA.

O rebaixamento destes impostos se soma às reduções impulsionadas por Macri nas retenções sobre as exportações de carne, grãos e cereais e as vendas ao exterior da produção industrial.

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