13 de fev de 2016

GOVERNO MANTÉM PROPOSTA "INACEITÁVEL"E SINTEAC AGUARDA DELIBERAÇÃO POR GREVE


O governo do Estado não garantiu qualquer reajuste neste ano aos professores e funcionários de escola

“O sinteac defende o percentual de 25% mesmo que escalonado, com efeito financeiro já neste ano”, disse Rosana Nascimento

Assessoria - O ano letivo está previsto para iniciar na próxima segunda-feira (15). Se haverá aula ou não nas escolas estaduais dos 22 municípios esta decisão será tomada a partir das 16 horas desta sexta-feira (11), no Hall da Assembleia Legislativa, durante assembléia extraordinária da categoria.

O governo do Estado não garantiu qualquer reajuste neste ano aos professores e funcionários de escola, durante reunião ocorrida pela manhã. No entanto, comprometeu-se a não interromper as negociações. Os representantes do governo manterão encontros semanais com os sindicalistas, sempre ás sextas-feiras, abrindo possibilidade de haver progresso nas negociações.

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteac) informará o resultado da reunião durante assembleia geral de logo mais. Os trabalhadores vêm reivindicando há vários anos um aumento de 25%, mas o Estado acena com menos da metade.

O governo informou ao sindicato que não tem como conceder reajuste neste ano, e manteve o percentual de 11,48% a serem pagos em três vezes (janeiro de 2017, agosto de 2017 e março de 2018). Segundo a proposta, não há nenhum centavo de reajuste para os servidores de escola, que sobrevivem há sete anos com um piso de R$ 672,00 (abaixo do salário mínimo). O sindicato propôs a criação de um piso aos funcionários de escola, similar ao do magistério.

A presidente do Sinteac, Rosana Nascimento, ainda tentou sensibilizar o subsecretário de Educação, José Alberto, o “Chachá”, mas o assessor do governador Tião Viana se manteve irredutível.

“O sinteac defende o percentual de 25% mesmo que escalonado, com efeito financeiro já neste ano. Não é justo que os trabalhadores fiquem sem nada em 2016. O governo não foi decente com os funcionários de escola. Esses servidores merecem mais respeito também”, disse a sindicalista. 

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