26 de fev de 2016

MINISTÉRIO DA SAÚDE CONFIRMA PRIMEIRO CASO DE ZIKA VÍRUS NO ACRE, PACIENTE CONTAMINADA ESTÁ GRAVIDA


Mulher contaminada é moradora do bairro Abraão Alab, em Rio Branco


Jorge Natal - A Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) recebeu nesta quinta-feira (25), do Ministério da Saúde (MS), a confirmação do primeiro caso de zika vírus no estado do Acre. A paciente é uma mulher, que está grávida e mora no bairro Abrão Alab, em Rio Branco.

Paciente contaminada pelo zika vírus está grávida: 
Foto ilustrativa

O exame foi realizado na rede particular, mas, desde novembro, o caso vem sendo acompanhado pelas equipes de saúde do Estado e Município.

A paciente, que não teve o nome revelado, por iniciativa própria procurou um laboratório particular para fazer o exame. O governo do Estado e a Prefeitura de Rio Branco tomaram todas as providências, inclusive iniciando o bloqueio químico em toda a região. A mulher, que hoje está no 6 mês de gravidez, é acompanhada principalmente para evitar que a criança venha desenvolver a microcefalia.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Zika é um vírus transmitido pelo Aedes aegypti e identificado pela primeira vez no Brasil em abril de 2015. O vírus Zika recebeu a mesma denominação do local de origem de sua identificação em 1947, após detecção em macacos sentinelas para monitoramento da febre amarela, na floresta Zika, em Uganda.

O MS informa em seu site que: “cerca de 80% das pessoas infectadas pelo vírus Zika não desenvolvem manifestações clínicas. Os principais sintomas são dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos. Outros sintomas menos frequentes são inchaço no corpo, dor de garganta, tosse e vômitos”.
  
De acordo com o secretário Gemil de Abreu Júnior, a paciente mora no bairro Abraão Alab/Foto: Charlton Lopes/ContilNet

Segundo o ministério, no geral, a evolução da doença é benigna e os sintomas desaparecem espontaneamente após três a sete dias. No entanto, a dor nas articulações pode persistir por aproximadamente um mês. Formas graves e atípicas são raras, mas quando ocorrem podem, excepcionalmente, evoluir para óbito, como identificado no mês de novembro de 2015, pela primeira vez na história.

Com informações da Agência de Notícias do Acre

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