3 de mar de 2016

GM VAI DEMITIR 1.500 FUNCIONÁRIOS DA FÁBRICA DE SÃO CAETANO DO SUL


Em fevereiro deste ano, outros 517 colaboradores de São José dos Campos foram dispensados da empresa. GM culpa crise pelas demissões no país GM culpa crise pelas demissões no país

Blastingnews - A General Motors, montadora norte-americana com fábrica na cidade de São Caetano do Sul, na região metropolitana de São Paulo, está prestes a demitir 1.500 funcionários da unidade que mantém naquele município.

De acordo com notícia publicada em importantes jornais e revistas como Exame, Veja e Diário do Grande ABC, a dispensa afetará principalmente os trabalhadores que já estão com o contrato suspenso desde outubro do ano passado.

Segundo a GM, apesar de pagar normalmente o salário mensal, não havia previsão de retorno dos colaboradores à linha de produção.

No último mês de fevereiro, a companhia demitiu mais de 500 metalúrgicos da unidade de São José dos Campos, no interior de São Paulo. A crise no setor automotivo é apontada como a principal razão para a diminuição no quadro de funcionários.

Recessão da economia, custo alto do crédito e as dúvidas dos consumidores sobre o futuro do país também foram indicados pela empresa como motivos para uma urgente readequação da fábrica ao momento atual.

O Sindicato dos Metalúrgicos da cidade chegou a gravar um vídeo que foi compartilhado com os associados no qual o presidente da instituição fala sobre a busca de uma alternativa em conjunto com a GM para evitar a demissão em massa. 

Para o sindicato, entre as possibilidades que serão sugeridas estão a extensão do lay-off por mais cinco meses e a adesão da empresa ao PPE, programa criado pelo governo que permite a redução de até 30% na jornada de trabalho, e consequentemente, na remuneração.

Em entrevista ao Estadão, o presidente mundial da GM declarou que, caso a economia brasileira não mostre sinais claros de recuperação nos próximos meses, a multinacional vai rever os planos de investimento no país. Havia uma expectativa de que a empresa injetaria mais de R$ 6 bilhões no mercado nacional até o ano de 2019.

A associação dos fabricantes (Anfavea) culpa o desemprego e a queda na renda das famílias pelo recuo nas vendas em 2015 e no início deste ano. A produção caiu quase 30% no período, voltando ao mesmo nível de 2003. 

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