1 de abr de 2016

AO SABER QUE SÓ PODEM TER AUMENTO EM 2018, SERVIDORES DA SAÚDE AMEAÇAM ENTRAR EM GREVE GERAL


Descontentes, os manifestantes tomaram as galerias da Aleac gritando palavras de ordem contra o governo

Servidores da saúde protestam na Aleac
Os servidores da saúde do Estado do Acre não ficaram satisfeitos com a reunião realizada na manhã desta quinta-feira (31) com a Comissão de Saúda da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) e secretário-adjunto de Saúde, Iraílton Lima. Eles afirmaram que caso o projeto de reestruturação salarial das diversas categorias não seja levado para votação no plenário da casa haverá greve geral.

Durante a reunião, os servidores foram informados que a Secretaria de Saúde (Sesacre) só terá condições de reajustar os salários em 2018. Descontentes, ele acusaram Iraílton Lima de mentir para a categoria e o governo do Estado de fazer manobra para que o aumento não seja sequer votado.

Os manifestantes tomaram as galerias da Aleac gritando palavras de ordem contra o governo e chamando o Iraílton Lima de mentiroso por não ter honrado o compromisso feito anteriormente com a categoria.

De acordo com a sindicalista Francinete Barros, a reunião dos servidores da saúde com os representantes da Comissão de Saúde foi extremamente improdutiva, deixando a categoria revoltada diante da possibilidade de não haver aumento conforme havia sido pactuado com os gestores da Secretaria de saúde do Acre (Sesacre).

“O que eles estão fazendo é enrolar para ganhar tempo, pois esperam que seja aprovado o congelamento dos salários dos servidores via Brasília. Eles nos disseram que o Projeto de Lei não será enviado ao plenário. Mentiram descaradamente para a categoria. Eles querem enrolar. Se não for votado haverá greve sim”, garante.

Irailton negou que haja qualquer tentativa de manobra do Executivo com a finalidade de prejudicar os servidores da saúde e afirmou que por uma questão legal não há condição do projeto ser levado para votação.

”Eles que estão dando para trás no que havia sido combinado. O que dissemos foi que quando houvesse previsão legal o projeto seria enviado. O entendimento do jurídico do Gabinete Civil é que a lei seja mandada tão longo tenhamos limite. Há outras categorias como educação e Polícia Civil que também estão aguardando. Eles estão fazendo cavalo de batalha por uma questão que nem existe, pois agora estão querendo que haja os mesmos patamares para efetivos e para os trabalhadores do Pró-Saúde também. Estamos tratando de maneira transparente”, disse.

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