20 de abr de 2016

CÂMERAS DE VIGILÂNCIA PODEM NÃO SER TÃO SEGURAS QUANTO VOCÊ IMAGINA


Hackers podem estar de olho em você! (Fonte da imagem: iStock)
Tecmundo/Lucas Karasinskem - Cada vez mais as pessoas buscam alternativas para tornar os ambientes mais seguros. São várias as opções, como seguranças particulares, empresas terceirizadas de vigilância, alarmes e muitos outros. O fato é que entre essa grande gama de alternativas, as câmeras de vigilância se destacam como sendo as favoritas.

Presentes em condomínios, bancos, hotéis e nos mais diferentes empreendimentos, desde a banquinha da esquina, até grandes prédios comerciais, esse tipo de monitoramento sempre está lá para nos vigiar.

Porém, segundo um artigo trazido pelo Gizmodo, esse tipo de dispositivo é mais inseguro do que muita gente imagina. De acordo com o site, as câmeras podem ser facilmente hackeadas por indivíduos mal-intencionados.

Isso acontece porque as marcas mais famosas desse tipo de equipamento trazem conexão com a internet para que seja possível a realização de acessos remotos. Tudo bem, isso é um ponto positivo. No entanto, o problema é que, também de fábrica, elas vêm com senhas de acesso muito fáceis – algo que facilita bastante a vida dos hackers de plantão.

E o resultado, segundo Justin Cacak, Engenheiro Sênior de Segurança ouvido pelo Gizmodo, é que os bandidos conseguem assumir o controle das câmeras sem realizar grandes esforços, mudando a direção para a qual elas se encontram apontadas, interrompendo gravações e alterando o nível de zoom dos equipamentos.

Comprovadamente fácil
Para tentar mensurar a facilidade que os hackers encontram na hora de invadir sistemas fechados de segurança, Cacak e a sua equipe conduziram alguns testes com os clientes da sua empresa, a Gotham Digital Science.

Durante o trabalho, o time conseguiu invadir com facilidade mais de 1.000 circuitos de vigilância, acessando-os remotamente pela internet. E o pior: eles encontraram senhas absurdamente fáceis, como “admin”, “user”, “1111” ou “1234”, além de muitas outras.

Esses códigos são geralmente utilizados pelas empresas que vendem os equipamentos e são padronizados para que o “dono” do sistema as substitua por alguma chave de acesso personalizada. Entretanto, segundo o engenheiro, em 70% dos lugares pesquisados isso não ocorreu.
Riscos reais

Senhas fáceis combinadas à uma rede ligada à internet e sem controle de acesso são elementos que facilitam demais a vida dos indivíduos mal-intencionados. E isso pode trazer grandes riscos para o local que as câmeras deveriam ajudar a manter mais seguros.

Inclusive, esse equipamento de vigilância é capaz de acabar fazendo o caminho inverso, auxiliando os bandidos na hora de cometer delitos. Se um hacker brincalhão pode invadir o sistema para simplesmente mudar o foco das câmeras, uma quadrilha especializada consegue facilmente identificar a rotina dos guardas de um banco ou, então, desligar o circuito para que realizem um assalto sem que sejam reconhecidos.

Combatendo os hackers
Para prevenir os clientes que contam com sistemas inseguros, Cacak e a sua equipe desenvolveram o Rapid7, um programa que ajuda os administradores de sistemas de vigilância, testando as senhas e a segurança das redes em que as câmeras estão inseridas.
Assim, caso o software perceba alguma facilidade na hora de se invadir algum circuito fechado, automaticamente quem o gerencia será alertado dos riscos, podendo assim mudar chaves de acesso ou, mesmo, excluindo o equipamento de uma rede com internet vulnerável.

Fonte: Gizmodo

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