11 de mai de 2016

ESTUDO ENCONTRA DNA HUMANO E DE RATOS EM HAMBÚRGUERES


Porém, mais preocupante são outros ingredientes e erros de dados nutricionais. Entenda
   


Lendas urbanas dizem que os hambúrgueres têm carne de minhoca, mas a realidade é um pouco pior. Um estudo produzido pela start-up Clear Labs realizou uma análise molecular em 258 amostras de sanduíches de 79 marcas americanas e 22 lojas. Os resultados são assustadores para os fãs de fast-food. Um em cada dez hambúrgueres apresentaram problemas, sendo que três amostras testaram positivo para DNA de rato e, em uma, foram encontrados traços de DNA humano.

Foram testados hambúrgueres de carne moída, congelados, produtos de fast-food e versões vegetarianas e veganas. Com análises de sequenciamento genético, os pesquisadores fazem o rastreamento por contaminantes, glúten, fungos e plantas tóxicas, alergênicos e ingredientes em falta.

Sobre o DNA humano, ele foi encontrado em uma amostra de hambúrguer vegetariano congelado. “Não é possível precisar a fonte do DNA. A causa mais provável é que fios de cabelo, fragmentos de pele ou unhas tenham sido misturados acidentalmente durante o processo de produção”.

“Embora desagradável, é importante pontuar que é pouco provável que o DNA humano e de ratos seja prejudicial à saúde do consumidor”, destacou o estudo. “Em geral, a presença de DNA humano e de ratos é um indicador em potencial da baixa qualidade e se refere a questões de protocolos de manipulação”.

Em 16 amostras foram encontrados traços de ingredientes que não constam da receita. Por exemplo, foram encontrados traços de DNA de boi em hambúrgueres vegetarianos, de carneiro, de bisão e de frango. Em alguns hambúrgueres de carne de boi foram encontrados DNA de porco e de galinha.

Outro problema identificado foi a falta de ingredientes. Em um hambúrguer vegetariano de feijão preto, por exemplo, os pesquisadores procuraram, mas não encontraram traços do ingrediente principal.

As informações nutricionais também se mostraram problemáticas. Apesar de uma pequena variação ser esperada pela margem de erro, o estudo descobriu que em 119 amostras, ou 46% do total, os hambúrgueres continham mais calorias que o indicado. Em média, a diferença em relação ao valor indicado foi de 39,6 calorias.

A questão é particularmente grave nas cadeias de fast-food. Das 47 amostras coletadas nesses estabelecimentos, 38 continham mais calorias que o indicado, sendo que em 12 a diferença era superior a 100 calorias.

“Essas discrepâncias são preocupantes para consumidores que tomam suas decisões com base na contagem calórica e outras informações nutricionais”, alerta o estudo.

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