23 de jun de 2016

HOMEM MORRE DE INFARTO AO LADO DA UPA E MORADORES ALEGAM QUE MÉDICOS NEGARAM ATENDIMENTO


Diretor assistencial da unidade, diz que médicos não são autorizados a fazer atendimentos fora da UPA

Homem morreu de infarto ao lado da UPA

Um homem que não teve o nome divulgado morreu na tarde desta quarta feira (20) após ter um provável infarto dentro do Restaurante Popular, na região da Sobral. Funcionários do restaurante alegam que pediram socorro na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Franco Silva, que fica logo, mas os médicos se negaram a prestar socorro.

De acordo com a funcionária do Restaurante Popular, Isa de Oliveira, o homem havia acabado de se alimentar e sofreu o mal súbito quando já estava no bebedouro bebendo água. Imediatamente, populares e os próprios funcionários saíram em busca de socorro na UPA e como resposta receberam que não os médicos não poderiam atender, pois teriam que acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

“Ele estava vivo quando fomos buscar ajuda, fomos na UPA pelo menos três vezes e disseram que tinha que chamar o Samu pois não poderiam sair das dependências da unidade ou então levar o homem até lá”, explicou Isa.

Funcionários de restaurante denunciam falta de atendimento a paciente

O diretor assistencial da unidade disse que os médicos não são autorizados a fazer atendimentos fora da UPA.

O médico e diretor social da unidade, Glauber Lucena, disse que o homem chegou à UPA já sem vida, e confirmou que populares chegaram a pedir ajuda na unidade, mas que o profissional da UPA não pode sair da unidade devido a descaracterização da função.

“Os populares trouxeram o paciente, mas ele já chegou à UPA em óbito. A orientação da unidade é que os profissionais de saúde não podem se ausentar da unidade, porque descaracteriza a função dele. Se sai, vai deixar de atender as pessoas que estão na espera em busca de atendimento, e isso é norma regimentar.

O corpo foi levado pelo Instituto Médico Legal (IML) para que fosse reconhecido pela família, já que não estava acompanhado no momento da morte.

Nota do Blog: Eu fico imaginando a cara de perplexidade de um cidadão norte-americano lendo isso.

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