16 de set de 2016

CENTRÃO REAFIRMA APOIO A TEMER NO CONGRESSO PARA APROVAR MEDIDAS ECONOMICA


Maria Carolina Marcello - O chamado centrão, grupo de bancadas da Câmara que reúne aproximadamente 200 deputados, reafirmou nesta quinta-feira apoio ao presidente Michel Temer no Congresso Nacional para a aprovação de medidas consideradas prioritárias pelo governo, como a PEC que estabelece um teto para os gastos públicos.

Segundo líderes desses partidos que participaram de um almoço com o presidente nesta quinta-feira e divulgaram uma nota de apoio a Temer, também ficou acertado com o Planalto que será feita "uma reforma por vez", e que as alterações na Previdência serão discutidas sem "açodamento".

"Tivemos um almoço com o presidente Michel Temer para reiterar apoio dos nossos partidos, das nossas bancadas, às medidas e às ações do governo, especialmente no que tange ao ajuste fiscal", disse um dos mais excessivos representantes do grupo de parlamentares, o líder do PSD, Rogério Rosso (DF).

Na nota assinada por partidos como o PP, PSD, PRB, PTB, SD e PR, além do PMDB, os líderes reiteram seu "mais absoluto e irrestrito compromisso e apoio às ações do governo" e reafirmam sua "confiança na condução" do presidente.

De acordo com o líder do PTB, Jovair Arantes (GO), ficou acertado que Temer deve retomar as conversas com centrais sindicais sobre a reforma da Previdência quando retornar da viagem para Nova York. O presidente embarca no fim de semana para os Estados Unidos, onde participa da assembleia-geral da ONU e também de encontro com empresários.

"Decidimos também, junto com ele (Temer) que cada coisa será feita por vez. A primeira questão é a PEC 241 (do teto dos gastos). Nesse período estaremos falando sobre a Previdência com muita tranquilidade, ele deixou isso claro, que não será feito no açodamento, será feito com negociação", explicou o líder.

Jovair negou que tenham conversado sobre uma mudanças na legislação trabalhista durante o almoço, mas acrescentou que Temer anunciaria nesta quinta-feira medida para melhorar o ambiente entre empresários e trabalhadores.

Em nota divulgada posteriormente, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República informou que o governo decidiu recuperar a ideia das câmara setorias, para reunir empresários e trabalhadores.

"As áreas específicas da produção nacional serão chamadas para discutir matérias relacionadas ao crescimento econômico de cada setor e que, em consequência, promovam a abertura de novos campos de trabalho", diz a nota divulgada pelo Planalto.

Líderes negaram que o tema de sucessão da presidência da Câmara tenha sido abordado nas conversas desta quinta, que ocorrerá no início do ano que vem.

Questionados sobre o futuro do centrão após a cassação e expressivo enfraquecimento político de um de seus principais mentores, o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), defenderam o grupo de parlamentares como a representação de um conjunto de líderes para dar sustentabilidade ao governo.

"Não existe uma liderança do centrão, e sim os líderes", disse Rosso.

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