28 de out de 2016

TANQUES E TROPAS DO REINO UNIDO SE DESLOCARÃO PARA A ESTÔNIA


O deslocamento total de tropas para os países do Leste Europeu previsto, no momento, é de cerca de 4.000 soldados


Sulconnection Guilherme Schineder - Tanques Challenger, veículos blindados, aviões não-tripulados, e cerca de 800 soldados do Reino Unido começaram a ser deslocados para a Estônia. O deslocamento faz parte da decisão da OTAN, esta semana, de reforçar o efetivo militar estacionado nos Países Bálticos e na Polônia. Os outros países que deverão enviar tropas são França e Dinamarca.

O treinamento e preparação do efetivo já foram iniciados, e a expectativa é que as tropas cheguem aos seus destinos finais até Maio de 2017.

O Secretário de Defesa do Reino Unido disse: "Com ajuda do incremento do orçamento de defesa, este deslocamento de forças de ar, terra e navais mostra que o Reino Unido continua com seu compromisso de liderança na OTAN, apoiando a defesa e segurança de nossos aliados no Norte e Sul da Aliança".

Tropas Americanas na Polônia

Esta semana também foi anunciado o deslocamento de um efetivo de cerca de 900 soldados dos Estados Unidos para a Polônia, no mesmo período de Maio de 2017.   

O deslocamento total de tropas para os países do Leste Europeu previsto, no momento, é de cerca de 4.000 soldados que ficarão estacionados nestes países sob a alegação de uma suposta ameaça de invasão dos Países Bálticos por parte da Rússia. 

Kremlin

O Presidente russo Vladimir Putin disse hoje, durante a reunião principal do encontro anual do Valdai Club em Sochi, que as acusações de uma "ameaça russa" sendo propagadas por políticos e mídia ocidentais não passa de "propaganda" e garantiu que a Rússia não tem intenção alguma de invadir quaisquer países ou iniciar qualquer guerra. 

Putin comentou, também, que o discurso anti-Rússia escalou exponencialmente com a descoberta de informações contra a candidata presidencial americana Hillary Clinton que passou a atacar os russos como estratégia de cortina de fumaça, e que a Europa deveria preocupar-se com a real ameaça do terrorismo e cooperar com a Rússia para atacar esse problema, e deixar de lado o discurso vazio belicoso contra aquele país. 

Guilherme Schneider é colaborador internacional do Sul Connection 

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