16 de dez de 2016

SHEIK DO CATAR VEM AO BRASIL PARA AJUDAR A CHAPECOENSE


Ele vai visitar Chapecó e conhecer a família do técnico Caio Júnior, com quem estabeleceu amizade durante o período em que o treinador morou no Catar

Torcedores vão às ruas de Chapecó para cortejo com as vítimas do acidente aéreo envolvendo a equipe da Chapecoense (Ivan Pacheco/VEJA.com)


O sheik Tamim bin Hamad bin Khalifa Al Than, emir do Catar, virá para Chapecó no sábado para realizar dois desejos. O chefe de Estado do país do Oriente Médio quer visitar a Chapecoense depois da tragédia aérea e conhecer a família do técnico Caio Júnior, com quem estabeleceu uma relação de amizade durante o período em que o treinador dirigiu entre 2009 e 2011 o Al-Gharafa, clube do qual é torcedor.


O contato entre Al Than e o clube foi intermediado pela CBF. A entidade enviou à Chapecoense um comunicado e agendou a presença do emir para sábado na cidade catarinense. A chegada dele está prevista para as 10h da manhã. A agenda inclui uma passagem pela sede, conversas com dirigentes, visita à Arena Condá e um encontro com a viúva e o filho de Caio Júnior. Os dois virão de Curitiba para o encontro.

Al Than, além do cargo de chefe de Estado, ocupou funções como chefe do comitê olímpico local. O sheik abriu em 2005 o fundo de investimentos dono do Paris Saint-Germain, da França, e trabalhou nas candidaturas do país para receber a Copa do Mundo de 2022, fora a tentativa frustrada de ser sede da Olimpíada de 2020, que será em Tóquio, no Japão.

A ideia do emir de visitar Chapecó surpreendeu os dirigentes do clube. No primeiro momento a diretoria não acreditou no interesse de Al Than. Diante da falta de retorno dos pedidos para o encontro, o sheik decidiu entrar em contato com a CBF que mediou as conversas e virá para a cidade catarinense com um grupo de representantes, para acompanhar a passagem do visitante.

O clube não confirmou se além da visita o emir pretende doar dinheiro para o trabalho de remontagem do elenco. A diretoria tem encontrado dificuldades para achar reforços, depois de perder 19 jogadores no acidente aéreo na Colômbia, no último dia 28 de novembro.

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