6 de jan de 2017

Condenado por exploração sexual, irmão de Garotinho assume como deputado


Nelson Nahim (PSD-RJ) assumiu como suplente no lugar de Índio da Costa, que se licenciou do mandato para comandar secretaria no Rio de Janeiro.


Condenado a 12 anos de prisão por exploração sexual de menor, Nelson Nahim (PSD-RJ) assumiu na quarta-feira (4) uma vaga na Câmara dos Deputados. Ele é irmão do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho.


Nahim ocupará o lugar de Índio da Costa (PSD-RJ), que se licenciou do mandato parlamentar para comandar a Secretaria Municipal de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação do Rio.
Ex-presidente da Câmara de Campos dos Goytacazes, Nelson Nahim chegou a ficar preso por mais de quatro meses, mas foi solto em outubro do ano passado graças a um habeas corpus.

Ele foi condenado a 12 anos de prisão por estupro de vulnerável, coação no curso do processo e exploração sexual de adolescentes no caso que ficou conhecido como "Meninas de Guarus".

O G1 procurou, por telefone, o deputado em seu gabinete funcional, mas não conseguiu localizá-lo. O Poder Legislativo está em recesso até o início de fevereiro.

Nahim já tinha assumido uma outra vez como deputado suplente no dia 15 de dezembro de 2015, mas se afastou no dia seguinte.

O caso
Ao todo, 14 pessoas foram condenadas no caso "Meninas de Guarus", que começou a ser investigado desde 2009. De acordo com a denúncia, os réus mantinham e exploravam sexualmente crianças e adolescentes, entre 8 e 17 anos, em uma casa em Guarus, distrito de Campos.
O lugar era mantido com as portas e janelas trancadas, sempre sob vigília armada, e as vítimas eram obrigadas a consumir drogas. Segundo o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, elas chegavam a fazer 30 programas por dia.
Após a negociação do valor do programa, as vítimas eram levadas de carro até os "clientes" para realizar programas sexuais em diversos motéis e alguns hotéis da cidade.
Pelos programas realizados, recebiam comida e drogas e, em alguns casos, uma parte do valor pago pelo "cliente". O bando também firmou convênios com proprietários de hotéis e motéis locais, onde parte dos encontros era realizada.

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