30 de jan de 2017

Gladson Cameli deixa petistas preocupados após mostrar habilidade e oposição vencer eleição na Amac


Cameli percorreu vários municípios do Acre em busca de unir a oposição para a eleição da Amac/Foto: Época

Régis Paiva - Não se engane: a eleição da prefeita Marilete Vitorino (PSD) para conduzir a Associação dos Prefeitos do Acre (Amac) foi um vitória política do senador Gladson Cameli (PP). A estratégica alterada de última hora em dois votos dados como certos para o candidato do PT são uma prova de que o jovem político está assumindo seu papel de protagonista nas ações políticas no Estado.

Apesar de ter sido uma ação conduzida em várias frentes, com a participação dos demais partidos de oposição, foi a condução do novo maestro da oposição a grande responsável por, pela primeira vez em muitos anos, que os grupos contrários ao PT se uniram em um objetivo comum. As luzes vermelhas do diretório regional petista e do palácio Rio Branco estão acesas desde a última sexta-feira (27), após a derrota de Marcus Alexandre para Marilete Vitorino.

Mudando o jogo

Para se entender onde entra a ação do Senador Gladson Cameli, é preciso lembrar que ele visitou todos os municípios do Acre nos últimos dias, tendo estado em Sena Madureira ainda na quinta-feira (26). Até esta data, o prefeito da cidade, Mazinho Serafim, era voto declarado pela reeleição do candidato do PT.

Em sua estada em Sena Madureira, o senador Cameli disse: “Estou pronto para ser governador e a oposição, caso esteja unida, precisa fazer isso agora, com união temos chances de ganhar logo no primeiro turno”. Ele disse ainda ser o momento do “trabalho de formiguinha”. Em outro momento, ele foi textual: “Quando se esquecem as brigas partidárias, as coisas funcionam. Usem-me, pois se vocês me deram a fórmula da receita, eu faço o remédio”.

Ação conjunta

Outro ponto a ser considerado na eleição da Amac foram os votos dos prefeitos ligados ao senador Sérgio Petecão (PSD), pois Marilete Vitorino, até então era apenas mais uma eleitora. No caso de André Maia, ele era dado como eleitor certo para o candidato do PT, enquanto Marilete era uma incógnita, mas apontada como sendo um voto favorável ao prefeito da Capital. Em um dia, mudou tudo. Mesmo sendo integrante da chapa de Alexandre, André votou em Marilete, que só virou candidata pouco antes da eleição.

O nome da oposição era do cruzeirense Ilderlei Cordeiro, mas este retirou seu nome e aceitou ser vice/Foto: reprodução

Ilderlei recua e senadores viram o jogo

Além disso, até a véspera, o nome da oposição era do cruzeirense Ilderlei Cordeiro, mas este retirou seu nome e aceitou ser vice de Marilete. Com a estratégia dele, foi o último ato para unir os demais prefeitos em torno de um nome só. A ação de Gladson foi sentida nesses votos e denotam um contato muito próximo e afinado entre os dois senadores da oposição. Graças ao trabalho conjunto deles, a oposição venceu o primeiro embate em âmbito estadual.

A força do Juruá e do PMDB

Mas é claro que sem a participação do PMDB de Ilderlei Cordeiro e Vagner Sales, nada teria sido possível. O partido tem o maior número de prefeitos e somente Zezinho Barbary manteve o voto no PT. Mas até mesmo isso é uma prova da liderança hoje vinda do Juruá, terra natal de Gladson Cameli.

Feitas as contagens prévias e checados os critérios desempate, a oposição somente esperou calada a apuração dos votos. Como houve empate, a prefeita de Tarauacá foi declarada vencedora. Mas o quadro estava tão calculado que o vereador Roberto Duarte (PMDB) já estava ao lado de Marilete dando a solução antes mesmo da assessoria da Amac dizer o critério de desempate.

Amac continua com perfil técnico

Contudo, é preciso destacar que isso não implica em mudar a forma de ação técnica exercida pela Amac, pois a presidente Marilete Vitorino foi bem clara na afirmação de uma gestão técnica à frente do órgão. Mesmo os demais prefeitos, eleitores dela, votaram sabendo disso.

Mas é fato que tendo dois senadores na base de apoio do atual presidente, isso conta muito na liberação dos projetos junto aos ministérios federais. Pois essa foi a mensagem entendida pelos prefeitos ao votarem unidos na candidata da oposição.

A eleição de Marilete Vitorino foi um vitória política do senador Gladson Cameli (PP)/Foto: reprodução.

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