6 de jan de 2017

RJ: Não haverá aumento nas tarifas de ônibus tão cedo, diz vice-prefeito


Mac Dowell, prefeito e governador vão se reunir nesta quinta-feira para tratar do bilhete único carioca

Ônibus municipal em Copacabana 
 

O vice-prefeito e secretário de transportes do Rio, Fernando Mac Dowell, afirmou que não haverá aumento nas tarifas de ônibus " tão cedo". Isso ao menos até que a frota esteja equipada com ar-condicionado. A declaração foi dada em entrevista ao "Bom Dia Rio", da TV Globo, na edição desta quinta-feira.


— Eles têm que cumprir o contrato. Estão pedindo aumento de tarifa. Não vou deixar, em hipótese nenhuma, enquanto não resolverem o problema do ar-condicionado — garantiu ele. — Não adianta ficar aumentando a tarifa porque a demanda cai. E cai a receita deles também.

Além disso, Mac Dowell disse ainda que, mesmo após os aparelhos serem instalados nos coletivos, o aumento da tarifa ainda precisará ser estudado. Para começar a tratar dessas questões, ele vai se reunir com envolvidos no processo e realizar os cálculos na semana que vem, com o intuito de cumprir o que estava estabelecido no contrato.

— Eles estão preparando lá o trabalho para poder vir (nos) apresentar, porque não vai ser esse negócio da população pagar a conta de quem não está cumprindo o contrato. Não vamos tão cedo aumentar essa tarifa. O problema do ar-condicionado não é luxo aqui no Rio de Janeiro.

Na entrevista, que também contou com a presença do novo presidente da CET-RIO, Paulo Cézar Ribeiro, Mac Dowell falou ainda sobre a proposta de incluir o metrô no bilhete único carioca. Para tratar do assunto, ele disse que se reunirá com o governador Luiz Fernando Pezão, nesta quinta-feira. O encontro também contará com a participação do prefeito Crivella.

— Lamentavelmente, essa Linha 1A reduziu a capacidade do metrô em mais de 86%. Na Supervia estamos com um problema sério, porque o metrô não consegue retirar a quantidade de pessoas que chega, porque houve essa redução. Se nós não arrumarmos isso, vai sobrar pra prefeitura — explicou ele. — Nós vamos ter que sentar, estabelecer (medidas), de preferência, vir o metrô para o Rio para que a gente possa, por exemplo, ter um sistema que foi tirado do metrô indevidamente, que é a pilotagem automática da Linha 2. Vamos precisar reformar essa Linha 1A para ampliar novamente a capacidade do metrô.

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