31 de jan de 2017

Sindicato pretende denunciar Correios ao TCU por abandonar frota utilizada para fazer entregas


O Sintect apurou que existem carros e motos com documentos atrasados, além de pneus desgastados (lisos) e peças como as setas amarradas com barbantes


ASCOM SINTECT/Via Contilnet - O Sindicato dos Trabalhadores da Empresa de Correios e Telégrafos do Acre (Sintect/AC) encaminhará fotos e vídeos dos veículos abandonados dos Correios para o Tribunal de Contas da União (TCU) e para o Ministério Público Federal (MPF). O motivo e a falta de manutenção dos bens, que deixados nos pátios da instituição, estão se deteriorando com a exposição ao sol e a chuva.

Segundo o presidente do Sintect, Edson Pinheiro, os carros, motos e bicicletas poderiam agilizar a entrega das encomendas. Atualmente, os carteiros fazem o revezamento de veículos para tentar agilizar a entrega.

“Um carteiro fica esperando o outro chegar com a moto para poder fazer a entrega das encomendas. Por isso que as correspondências chegam atrasadas nas casas e tudo isso é culpa da gestão”, explicou o sindicalista.


Edson Pinheiro disse que há anos os veículos não passam por manutenção, sendo que em alguns casos o próprio funcionário tira dinheiro do próprio bolso para fazer pequenos reparos.


O Sintect apurou que existem carros e motos com documentos atrasados, além de pneus desgastados (lisos) e peças como as setas amarradas com barbantes ou fixadas com fitas adesivas. O resultado é o sucateamento da empresa para a privatização.


“Esse é o sucateamento do serviço dos Correios, que não investe no setor estratégico, mas gasta milhões em patrocínio. Por isso temos defendido a empresa contra este sucateamento que está depredando todo seu patrimônio para um claro objetivo, que é a privatização”, protesta o sindicalista.


De acordo com Pinheiro, a população continuará sem receber as encomendas ou receberá com atraso enquanto existir essa grande quantidade de veículos quebrados.

“As motos e bicicletas sucateadas colocam em risco a vida dos empregados e a qualidade dos serviços. Muitas vezes, os carteiros ficam sem entregar as correspondências por causa destes veículos quebrados”, finalizou o presidente.

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