6 de fev de 2017

Comandante sai em defesa de policiais que desaticularam quadrilha em Sena Madureira


“Eles resistiram com força letal, então não tivemos outra escolha se não neutralizar qualquer tipo de reação”, disse o capitão


Contilnet - O capitão Michel Casagrande, comandante do 8° Batalhão da Polícia Militar do Acre (PMAC), responsável por Sena Madureira, Manoel Urbano e Santa Rosa do Purus, contou detalhes da operação que desarticulou um quadrilha de 6 assaltantes que cometia crimes na região.


O bando de assaltantes estava escondido na comunidade Santa Amélia, no Rio Purus, entre Sena Madureira e Manuel Urbano, após invadir a residência de um senhor para roubar. Os policiais estavam em missão para capturar os suspeitos desde segunda-feira (30) e só conseguiram encontra-los nesta sexta-feira (3).

Dois suspeitos morreram em confronto com os militares, um meliante conseguiu fugir e os outros 3  estavam feridos e foram capturados. Dois dos feridos são adolescentes de 17 anos e não poderão ter seus nomes divulgados, o nome adulto baleado é Ermilton Miranda Lima, de 22 anos. Os que morreram foram Frank Willian Alves da Silva, de 19 anos, e Sérgio da Cruz Santana, de 23 anos.


O comandante Casagrande disse que o polícia agiu dentro da lei: “Primeiro lugar eu parabenizo a guarnição que ficou à frente dessa ocorrência. Desde de domingo [29] a gente já tinha iniciado uma operação para encontrar esses indivíduos, várias guarnições vinham se revezando (…) Daí ontem [3] logramos êxito e conseguimos encontra-los. Eles resistiram com força letal, então não tivemos outra escolha se não neutralizar qualquer tipo de reação”.


Dois suspeitos morreram em confronto, um meliante conseguiu fugir e os outros 3 foram capturados/Foto: senaonline

Portanto o capitão acredita que o operação foi bem sucedida: “Conseguimos desbaratar  essa quadrilha que vinha aterrorizando não somente Sena Madureira, mas o entorno, Manuel Urbano e zona rural. Eu fiquei muito feliz com o resultado.

Famílias dos assaltantes mortos se dizem inconformadas com a Polícia

De acordo com o irmão de um dos mortos na operação da PM, que preferiu não ser identificado, o irmão havia ido morar em Sena há dois meses quando começou a integrar uma facção criminosa. Segundo ele, o irmão estava desaparecido há quase duas semanas. Nesta manhã ele foi ao Instituto Médico Legal (IML) para fazer a liberação do corpo.

“Eles alegam que foi troca de tiros, que apenas revidaram, mas como é que vamos saber? Meu irmão fez coisas erradas sim, mas deveria ter sido preso e pagado por isso, não morrer dessa maneira. Esperamos que o caso seja investigado e que seja feita justiça”, disse em entrevista ao G1 Acre.

Já a tia do outro que foi faleceu, que também pediu para não ter a identidade revelada, relatou que os pais do jovem estão muito abalados e não conseguem acreditar no que aconteceu. Ela conta que o sobrinho disse à família, há cerca de nove dias, que estava indo para uma colônia e retornaria no dia seguinte, porém após três dias sem notícias começaram a ficar preocupados. Na noite de sexta, a família soube da morte do jovem.

“A gente nunca entendeu porque ele fez isso, ele nunca precisou, sempre teve tudo. Ele trabalhava em uma firma de Rio Branco e havia voltado há dois meses para Sena Madureira e isso aconteceu. Disseram para gente que eles estavam aterrorizando as famílias dessa colônia que tinham feito vários assaltos. É tudo muito difícil e agora só pedimos justiça”, finaliza.


Sérgio Santana [esquerda] e Frank da Silva [direita] morreram em confronto com a polícia/Foto: Arquivo pessoal

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