17 de mai de 2017

Deputado denuncia suposto calote da Peixes da Amazônia em piscicultores do Acre


"Peixes da Amazônia compra e não paga, vender para o Peru não podem, então o que vão fazer?”, indagou Diniz


Alamara Barros - Durante a sessão na

Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) desta terça-feira (16), o deputado estadual Gehlen Diniz (PP) disse que se reuniu com os vereadores e alguns piscicultores do Alto Acre, e que durante esse encontro pôde perceber que a situação que produtores de peixe daquela região estão vivendo uma situação calamitosa.

O motivo, segundo o deputado, é que a empresa Complexo Industrial de Piscicultura do Acre, denominada de ‘Peixes da Amazônia’ compra o pescado, mas não paga os piscicultores “A situação é de calamitosa, a Peixes da Amazônia compra o produto e não paga. Eu conversei com o piscicultor João Garcia e no dia 15 de agosto de 2017 vai completar um ano que ele vendeu seu pescado para a empresa, não recebeu um centavo. No total é uma dívida de cinquenta mil reais que ele precisa receber dessa empresa”, disse.


O parlamentar falou ainda que o governo está pretendendo fazer com os piscicultores o que era feito na época dos seringais, pagar as dívidas com mercadorias como carro, casas e outros bens. O que para ele é um absurdo, pois os pescadores venderam seus produtos para receber em dinheiro.

“Uma vez ouvi o depoimento de um deputado do PT de que o Governo Federal estaria propondo uma reforma trabalhista rural, na qual os produtores pudessem receber com mercadorias e isso seria um retrocesso, um regime de seringal. E hoje os trabalhadores rurais estão tendo que se submeter a esse tratamento que eu sou totalmente contra. Foi o que fizeram com o seu Garcia, ofereceram ração e alevinos, mas ele quer receber em dinheiro. Isso é total direito dele, mas os devedores não atendem nem mais suas ligações”, completou.

Gehlen ressaltou ainda que esses produtores estavam conseguindo se manter porque exportavam o pescado para o Peru, mas recentemente essa exportação foi proibida pelo Governo do Estado e inclusive o Idaf apreendeu duas toneladas que estavam saindo para o país vizinho. “Foram duas toneladas de pescado enterradas. Aí eu pergunto, a Peixes da Amazônia compra e não paga, vender para o Peru não podem, então o que vão fazer?”, indagou Diniz.

Além disso, o deputado finalizou dizendo que o complexo de piscicultura Peixes da Amazônia tem cotas de particulares também e que são vítimas tanto quanto os piscicultores. “Esses empresários acreditaram no empreendimento e atualmente estão com dinheiro lá preso, e a empresa ao que parece não está ‘bem das pernas’. Apesar disso, para o pessoal do PT é uma vitrine que exportaria para outras regiões e países, mas veja só o que está acontecendo. O que acontece com quem acredita no PT? Quebra a cara! Esses piscicultores estão passando grandes dificuldades, perdendo produtos e sem receber”, protestou.

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