26 de jun de 2017

Conheça a jovem física apontada como a "nova" Einstein"




Ela não tem conta no Twitter, no Instagram nem no LinkedIn e não atualiza seu Facebook, algo um pouco estranho se você levar em consideração seus 22 anos.

Claro que essa não é a sua única particularidade (e muito menos a mais importante), e não restam dúvidas de que ela escolheu administrar seu tempo de uma forma diferente da habitual: só assim que Sabrina González Pasterski, uma norte-americana de origem cubana, conseguiu, com sua pouca idade, formar-se no prestigiado Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), tirando nota máxima. Não contente com isso, essa jovem física, que se dedica ao estudo dos buracos negros, da gravidade e do espaço-tempo na mecânica quântica, também apresentou um doutorado na Universidade de Harvard.

Desde pequena, Sabrina demonstra uma predisposição notável para a compreensão de fenômenos físicos (aos 12 anos, ela construiu e pilotou um monomotor), e, no ano passado, sua capacidade foi mundialmente reconhecida: a revista Forbes a incluiu na lista dos 30 cientistas com menos de 30 anos mais importantes do mundo. 

Depois disso, tanto a NASA quanto Jeff Bezos, da Amazon, lhe ofereceram trabalho. Mas, no momento, ela continua publicando seus artigos e reflexões na página PhysicsGirl.

Programação Oficial da EXPOACRE – de 22 A 30 de julho de 2017


SÁBADO – DIA 22 DE JULHO
08h30 – Cavalgada que abre a Expoacre 2017. Concentração no
Calçada o da Gameleira. Desfile pela Via Chico Mendes até o Parque de Exposição es Marechal Castelo Branco;
18h00 – Abertura ao público dos estandes de exposições, setores de gastronomia e atividades de nego cios e entretenimento da Expoacre 2017;
03h00 – Encerramento de todas as atividades do dia na Expoacre
2017.

DOMINGO – DIA 23 DE JULHO
12h00 – 25º Leilão AD (Esteios Leiloes), no Tatersal do Alemão;
17h00 – Provas de Team Penning na Arena de Rodeio;
18h00 – Abertura ao público dos estandes de exposições, setores de gastronomia e atividades de nego cios e entretenimento da Expoacre 2017;
03h00 – Encerramento de todas as atividades do dia na Expoacre 2017.

SEGUNDA – DIA 24 DE JULHO
17h00 – Final da Prova de Team Penning, na Arena de Rodeio;
18h00 – Abertura ao público dos estandes de exposições, setores de gastronomia e atividades de negócios e entretenimento da Expoacre 2017;
19h00 – 7º Leilão Criadores do Acre (Esteios Leilões), no Tatersal do Alemão;
03h00 – Encerramento de todas as atividades do dia na Expoacre 2017.

TERÇA – DIA 25 DE JULHO
17h00 – Provas de Laço em dupla, na Arena de Rodeio;
18h00 – Abertura ao público dos estandes de exposições, setoresde gastronomia e atividades de negócios e entretenimento da Expoacre 2017;
19h00 – Mega leila o (Leila o Marca), no Tatersal do Alemão;
00h00 – Fechamento dos estandes de Exposições;
03h00 – Encerramento de todas as atividades do dia na Expoacre 2017.

QUARTA – DIA 26 DE JULHO
17h00 – Final da Prova de Laço em dupla, na Arena de Rodeio;
18h00 – Abertura ao público dos estandes de exposições, setores de gastronomia e atividades de nego cios e entretenimento da Expoacre 2017;
19h00 – 4º Leilão Girolando do Tonzim Fazenda Santa Terezinha (Leilão Marca), no Tatersal do Alemão;
23h00 – Show do Wesley Safadão, na nova Arena de Shows;
00h00 – Fechamento dos estandes de Exposições;
03h00 – Encerramento de todas as atividades do dia na
Expoacre 2017.

QUINTA – DIA 27 DE JULHO
18h00 – Abertura ao público dos estandes de exposições, setores
de gastronomia e atividades de nego cios e entretenimento da
Expoacre 2017;
18h00 – Provas de Tambor, 4ª Etapa da NBHA-AC, na Arena de
Rodeio;
19h00 – 1º Leilão Senepal Taquari (Esteios Leilões), no Tatersal do Alemão;
20h00 – 1º Festival de Mu sica Gospel da Expoacre 2017. Local:
Territo rio Park Show.
00h00 – Fechamento dos estandes de Exposições;
03h00 – Encerramento de todas as atividades do dia na Expoacre
2017.

SEXTA – DIA 28 DE JULHO
18h00 – Abertura ao público dos estandes de exposições, setores
de gastronomia e atividades de nego cios e entretenimento da
Expoacre 2017;
19h00 – 4º Leila o de Elite Nelore Star (Esteios Leilões/Bovinos), no Tatersal do Alemão;
20h00 – Abertura oficial das Provas de Rodeio na arena;
23h00 – Show da cantora Solange Almeida, ex-vocalista da banda Aviões do Forro , na nova Arena de Shows;
00h00 – Fechamento dos estandes de Exposições;
03h00 – Encerramento de todas as atividades do dia na Expoacre 2017.

SÁBADO – DIA 29 DE JULHO
15h00 – Abertura da prova de vaquejada Classificatória - AVAC
16h00 – 21º Leilão da Fazenda Sinuelo 2R (Esteios Leilões/Bovinos), no Tatersal do Alemão;
18h00 – Abertura ao público dos estandes de exposições, setores
de gastronomia e atividades de negócios e entretenimento da
Expoacre 2017;
20h00 – Classificatória das Provas de Rodeio na Arena;
20h00 – Show de manobras radicais em motocicletas do Grupo
Força e Ação. Local: Território Park Show da Expoacre;
00h00 – Fechamento dos estandes de Exposições;
03h00 – Encerramento de todas as atividades do dia na Expoacre 2017.

DOMINGO – DIA 30 DE JULHO
08h00 – 2ª Corrida Expoacre - Circuito Parque de Exposições com percurso 4k e 8k;
12h00 – 13º Leilaõ de Elite da Fazenda Brasil (Leilão Marca), no Tatersal do Alemão;
15h00 – Final da Prova de Vaquejada - AVAC
18h00 – Abertura ao público dos estandes de exposições, setores de gastronomia e atividades de negócios e entretenimento da Expoacre 2017;
20h00 – Final do Rodeio na Arena;
23h00 – Show de encerramento da Expoacre 2017 com a dupla
sertaneja Bruno e Marrone, na nova Arena de Shows;
00h00 – Fechamento dos estandes de Exposições;
03h00 – Encerramento de todas as atividades do dia na Expoacre 2017.

Moro condena Palocci a doze anos de prisão na Lava Jato


Ex-ministro é acusado de participar de esquema de propinas envolvendo atuação da Odebrecht junto a Petrobras e terá que pagar 1,06 milhão de reais em multa

O ex-ministro Antonio Palocci (PT) chega ao Instituto Médico Legal, em Curitiba (PR), após ser preso durante a 35ª fase da Operação Lava Jato, intitulada "Omertà" (Vagner Rosário/VEJA.com)

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato em 1ª instância, condenou, na manhã desta segunda-feira, o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci Filho (PT) a doze anos, dois meses e 20 dias de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Essa é a primeira condenação do petista, que também chefiou a Casa Civil, na operação que investiga um esquema de corrupção na Petrobras.

A decisão foi proferida em um processo que envolve a atuação da Odebrecht em contratos com a estatal, favorecida em troca de repasses de propina ao PT. Além da prisão, Antonio Palocci terá que arcar com uma multa de 1,06 milhão de reais. Segundo o juiz, o esquema teria movimentado pouco mais de dez milhões de dólares, o equivalente a cerca de 34 milhões de reais em valores de hoje. A sentença também condenou o empresário Marcelo Odebrecht, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, os marqueteiros João Santana e Mônica Moura, ex-diretores da Petrobras e ex-executivos do grupo Odebrecht.

Na sentença, Moro ressalta que Palocci não tem antecedentes, uma vez que ainda não foi condenado em outros processos nos quais é acusado. O juiz ressalta, no entanto, que deve ser considerado negativamente o fato dos valores desviados terem envolvido pagamentos de serviços em campanhas eleitorais. “A contaminação com recursos do crime do processo político democrático é o elemento mais reprovável do esquema criminoso da Petrobras”, escreveu o magistrado.

De acordo com as delações do grupo Odebrecht, que o juiz avalia terem sido corroboradas por provas, o ex-ministro interferiu nas decisões do governo federal em favor da empresa, em troca de recursos para as campanhas do PT. Seria ele o “Italiano”, codinome ao qual são associados repasses de valores nas planilhas encontradas pela Polícia Federal durante ações na empresa, nas casas e escritórios de executivos.

Nas suas alegações finais, Palocci negou as acusações e pediu a absolvição. Ele está preso preventivamente desde setembro de 2016 e continuará detido após a condenação, mesmo que recorra da decisão. O tempo cumprido agora será debitado da pena que lhe for imputada ao final do processo. O ex-ministro negocia acordo de delação premiada, com a expectativa de que possa comprometer ainda mais a situação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cujo processo entra agora no radar de Moro, uma vez que também já foram cumpridas todas as etapas processuais, faltando a sentença.

Quadrilhas usam chips para alterar volume em bombas de combustível


Fiscalizações apontam aumento de fraudes


A um passo da condenação


O juiz Sergio Moro irá condenar Lula nos próximos dias a até 22 anos de cadeia. O roteiro já foi definido. No itinerário do magistrado apenas uma etapa o separa do anúncio da sentença do ex-presidente petista: a definição da pena ao intermediário da propina, Antonio Palocci

Crédito: MAX G PINTO

AREIA MOVEDIÇA Um apartamento na praia levará Lula a ser condenado pela primeira vez por corrupção (Crédito: MAX G PINTO)

Germano Oliveira - Mais do que nunca, os olhares do mundo político e jurídico estão voltados para as movimentações do juiz Sergio Fernandes Moro, da 13ª Vara Federal do Paraná. Nos próximos dias, ele anunciará a sentença que condenará Lula à prisão no caso do tríplex do Guarujá por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O ex-presidente é acusado de ter recebido o imóvel da OAS como contrapartida às benesses que a empreiteira obteve do governo no período em que o petista esteve no poder. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o ex-presidente foi beneficiado com pelo menos R$ 87,6 milhões dados pela OAS, dos quais R$ 3,7 milhões foram usados por Lula no apartamento de três pavimentos.

Conforme apurou ISTOÉ junto a integrantes da Lava Jato, o petista vai pegar até 22 anos de cadeia – 10 anos por lavagem de dinheiro e 12 por corrupção passiva. No cronograma de Sérgio Moro só uma etapa o separa do anúncio da condenação de Lula: a definição da pena a ser aplicada ao ex-ministro Antonio Palocci, hoje preso.
RISÍVEL Advogados de Lula alegaram que o triplex era da Caixa.
Mentiram. De pronto, o banco negou (Crédito:SUAMY BEYDOUN)

Chegaram ao desplante de afirmar que os procuradores usariam, na acusação a Lula, a mesma teoria aplicada por Hitler em seu primeiro discurso como chanceler da Alemanha na qual o ditador nazista defendeu a “elasticidade dos veredictos”.

Ou seja, que a posição dos procuradores seria manifestamente contrária às provas dos autos. Uma excrescência. Ao contrário do que alardeiam os advogados do petista, o MPF dispõe de farta documentação e depoimentos que demonstram que o ex-presidente ocultou a propriedade.

Nas alegações finais enviadas ao juiz Moro, na última semana, o dono da OAS, Léo Pinheiro, atestou que o imóvel era mesmo de Lula.“O tríplex nunca foi posto à venda e as reformas foram executadas seguindo orientações dos reais proprietários do imóvel, o ex-presidente Lula e sua esposa.

O projeto de reforma foi aprovado na residência do ex-presidente”, escreve o advogado de Pinheiro, José Luiz Oliveira Lima. O advogado esclarece na defesa da OAS que o tríplex, “bem mais caro do que o apartamento que Lula tinha no local”, não saiu de graça. “Os gastos feitos eram contabilizados e descontados da propina devida pela empresa ao PT em obras da Petrobras. Tudo com a anuência de seu líder partidário (Lula)”, afirmou.

Apesar de todas as evidências de que cometeu vários crimes, Lula, como todo acusado que cai nas garras da Justiça, insiste em alegar inocência. Em entrevista a Rádio Tupi do Rio na manhã da última terça-feira 20, o ex-presidente classificou de “piada” a peça acusatória dos procuradores da Lava Jato. “Espero que o Moro leia os autos e anuncie para o Brasil a minha inocência. Eu já provei que sou inocente. Quero que eles agora provem minha culpa”, acrescentou.

Em nota oficial, os procuradores do MPF foram contundentes ao rebater Lula. “A defesa do ex-presidente está usando recursos eticamente duvidosos para atacar. Quer transformar um julgamento de crimes por corrupção em julgamento político”, dizem os procuradores do MPF. Eles reiteraram que, “apesar de todas as dificuldades para superar a impunidade, todo esse processo pode restabelecer a crença de que é possível termos um País onde todos sejam efetivamente iguais perante a lei”.
UM JUIZ IMPLACÁVEL Moro já condenou 76 pessoas na
Lava Jato. Lula está na fila. Palocci é o próximo
(Crédito:MIGUEL SCHINCARIOL
)
O imóvel efetivamente não se encontra no nome do ex-presidente, mas a corrupção está fartamente provada, já que as benfeitorias no imóvel aconteceram e constituíram uma contrapartida ao tráfico de influência exercido pelo petista em favor da OAS.

Mesmo assim, a ideia era de que o apartamento fosse transferido mais tarde para Lula. Segundo Léo Pinheiro, a transferência fazia parte do acordo firmado com Paulo Okamotto, diretor do Instituto Lula e braço direito do ex-presidente. A eclosão do escândalo, no entanto, alterou os planos.

Na última semana, o advogado de Lula, Cristiano Martins Zanin, mostrou que a defesa do petista veio para confundir, não para explicar, como versava a famosa frase de Abelardo Barbosa, o Chacrinha. Segundo ele, o imóvel havia sido transferido pela OAS para um fundo imobiliário da Caixa. O blefe se transformou num tiro no pé.

De pronto, a Caixa esclareceu que o imóvel jamais lhe pertenceu. “Ele foi dado pela OAS como garantia de uma operação de debêntures com financiamento da Caixa, mas o imóvel continua sendo da empreiteira”, afirmou a Caixa. O próprio dono da construtora, Léo Pinheiro, garantiu em depoimento ao juiz Sergio Moro que o tríplex estava destinado a Lula e sua família desde o início de 2010, ano em que a empreiteira assumiu as obras de construção do Edifício Solaris, antes pertencente à Cooperativa dos Bancários de São Paulo (Bancoop). Pinheiro fez questão de deixar claro que a OAS só aceitou assumir as obras do Solaris porque soube, por meio de João Vaccari, ex-tesoureiro do PT, que o então presidente Lula tinha imóvel no local.

Outras importantes testemunhas corroboraram a versão de Léo Pinheiro. Entre elas, o ex-zelador José Afonso. Segundo ele, Lula esteve duas vezes no imóvel, uma das quais acompanhado pelo dono da OAS. E agiu como dono do apartamento, não como alguém que desejava visitá-lo na condição de futuro comprador.

À ISTOÉ, o zelador chegou a dizer que testemunhou em 2014 a ex-primeira-dama Marisa Letícia, mulher de Lula falecida em fevereiro, pedir a engenheiros da OAS que construíssem o elevador privativo. “Como é que alguém, que não é dono, pede a construção de um elevador?”, questionou Afonso. O envolvimento de Lula nas práticas de corrupção tisnou sua imagem perante a sociedade.

Em levantamento feito pelo Instituto Paraná Pesquisas no Distrito Federal, 87,1% dos entrevistados garantiram que não votarão em candidatos citados na Lava Jato. Na pesquisa, Lula é considerado “o mais nocivo para o Brasil” para 37% das pessoas pesquisadas.

O ex-presidente foi denunciado em setembro de 2016 pelo MPF. No mesmo mês, Sergio Moro aceitou a acusação, transformando-o em réu pela quinta vez, afirmando que, dos R$ 3,7 milhões doados pela OAS ao ex-presidente, R$ 2,2 milhões constituíram vantagens oferecidas a ele por meio do apartamento 164-A do Edifício Solaris, no Guarujá.

Nesse valor, estão incluídas as reformas feitas no imóvel de 300 metros quadrados, que passou a contar com um elevador privativo, cozinha completa e área de lazer com piscina. Na denúncia formulada pelo MPF, Lula é considerado “o comandante da corrupção” na Petrobras. Ou seja, o chefão da quadrilha. “Lula dominava toda a empreitada criminosa, com plenos poderes para decidir sobre sua prática, interrupção e circunstâncias. Nos ajustes entre diversos agentes públicos e políticos, marcados pelo poder hierarquizado, Lula ocupava o cargo público mais elevado (…) Os atos de Lula, quando analisados em conjunto, e em seu contexto, revelam uma ação coordenada por ele, desde o início, com a nomeação de agentes públicos, comprometidos com o desvio de recursos públicos para agentes e agremiações políticas, até a produção do resultado, isto é, a efetiva corrupção (…) Lula é um dos principais articuladores do esquema de corrupção que defraudou contratos da Petrobras”, diz a denúncia assinada por 13 procuradores, incluindo Deltan Dallagnol, que menciona Lula como um dos políticos que usou recursos da Petrobras para enriquecimento ilícito.



O mais nocivo

Além da sentença de Moro no processo do tríplex, novos revezes se descortinam no horizonte de Lula. Para convencer o MPF a aceitar um acordo de delação premiada, o ex-governador do Rio Sérgio Cabral promete envolver o petista em mais uma falcatrua.

Entre as histórias que Cabral se dispôs a contar está uma reunião, realizada em 2009 com a presença de Lula, em que o ex-presidente teria autorizado o empresário Arthur César Soares de Menezes a pagar propina a integrantes do Comitê Olímpico Internacional em troca da escolha do Rio de Janeiro como cidade sede das Olimpíadas de 2016. Em março, o jornal francês Le Monde já havia abordado o assunto.

De acordo com a publicação, o Ministério Público da França descobriu que Arthur César Soares pagou US$ 1,5 milhão ao presidente da Associação Internacional de Federações de Atletismo, Lamine Diack, três dias antes da votação que confirmou o Rio como sede dos Jogos.

Incapaz de se reinventar, o petista insiste no surrado discurso da vitimização. “Já provei minha inocência. Agora quero que provem a minha culpa. Mexeram com a pessoa errada”, disse em tom de ameaça, tal qual um capo mafioso. Não cola mais. Apesar de as investigações da Lava Jato atestarem que toda a política nacional está corrompida, resta evidente que a corrupção institucionalizada na era petista no poder não foi mera continuidade de um sistema corrupto, como adora alegar setores da esquerda. Sem dúvida, existe um “antes e depois de Lula”.

Não que a corrupção não existisse, por óbvio. Mas, sob o petista, a bandalheira foi transformada em política de Estado. É como se o Estado tivesse sido posto à venda. No governo dele e de sua sucessora, o pentarréu valeu-se do discurso histórico de esquerda, qual seja, de intensificação da intervenção do Estado na economia para angariar novas oportunidades de negócio à cúpula petista.

O caso da exploração do pré-sal é emblemático. Por trás daquilo que era apresentado como defesa do interesse nacional estava uma intencional e bem articulada ampliação do Estado como balcão de negócios. A serviço de um partido e de interesses particulares, como foi o caso do tríplex.

A realidade exposta pelos depoimentos colhidos por Moro é pródiga em demonstrar que o mito do herói, cultivado pelo PT nos últimos quarenta anos, serve melhor à literatura farsesca do que à política. Lula exerceu papel determinante na construção da pior crise política, econômica e moral da história recente do Brasil. Se ainda pairam dúvidas sobre qual caminho o País deverá seguir em 2018, o lulopetismo já apresentou abundantes motivos para o brasileiro saber qual trilha deve ser evitada.

Num artigo escrito, em 2004, para a Revista Jurídica do Centro de Estudos Judiciários sobre a Operação Mãos Limpas ocorrida na Itália nos anos 1990, o juiz Sérgio Moro a descreveu como “uma das mais impressionantes cruzadas judiciárias contra a corrupção política e administrativa”. E acrescentou: “se encontram presentes várias condições institucionais necessárias para a realização de ação semelhante no Brasil”. Estava certo o magistrado. E a condenação de Lula, a ser confirmada também pela segunda instância, será o seu apogeu, sem a qual a Lava Jato não terá feito qualquer sentido.

Mãos limpas

No mesmo artigo, Moro analisou o caso de Bettino Craxi, líder do Partido Socialista Italiano (PSI), primeiro socialista chefe de um governo na Itália (1983-1987) e um dos principais alvos da Operação Mãos Limpas. Moro sublinhou que Craxi, àquela altura já alvo de investigações e depois de refutar várias vezes o seu envolvimento, reconheceu despudorada e cinicamente, sem corar a face, o cometimento das práticas ilícitas em célebre discurso no Parlamento italiano, em 3 de julho de 1992, servindo-se de argumentos muito semelhantes aos utilizados pelo PT e por Lula: “Casos de corrupção e extorsão floresceram e tornaram-se interligados. O que é necessário dizer e que todo mundo sabe é que a maior parte do financiamento da política é irregular ou ilegal. Os partidos e aqueles que dependem da máquina partidária, de jornais, de propaganda, atividades associativas ou promocionais têm recorrido a recursos irregulares”.

As coincidências não param por aí. Em dezembro de 1992, Craxi receberia um documento de dezoito páginas no qual era acusado de corrupção, extorsão e violação da lei de financiamento de campanhas. A base da acusação era a delação premiada de Salvatore Ligresti, amigo pessoal de Craxi preso em julho de 1992.

Dizia ele que o grupo empresarial de sua propriedade teria pago cerca de US$ 500 mil desde 1985 ao Partido Socialista Italiano em troca de favores. Em janeiro de 1993, chegou à residência do político o segundo aviso com acusações de que a propina teria beneficiado não apenas o PSI, como também a ele próprio. Um mês depois, Craxi renunciou ao posto de líder do partido.

Transformado em símbolo do que havia de pior na política italiana, Craxi chegou a ser alvo de uma chuva de moedas ao andar pelas ruas de Milão. Ao condenar Lula, Sergio Moro terá alcançado, ironicamente 13 anos depois de ter escrito o artigo, a versão tupiniquim do corrupto italiano Bettino Craxi.

Uma relação tão delicada

A JBS, que no início chamava-se apenas Friboi, transformou-se na maior produtora de proteína animal do mundo graças ao governo Lula, que deu mais de R$ 10 bilhões em empréstimos do BNDES com juros de pai para filho ao grupo de Joesley Batista. Com essas mamatas todas, a JBS deu um salto de 3.600% no faturamento durante o governo petista. Em 2006 faturava R$ 4,7 bilhões e em 2016 passou para R$ 170,4 bilhões. Apesar de Lula turbinar os negócios do amigo Joesley, o empresário vem tentando se esquivar desse relacionamento mais do que próximo. A amizade era tanta que houve boatos de que ele era sócio de um dos filhos de Lula.

AMIGOS PRA SEMPRE Lula e Joesley (de camisa branca) 
sempre foram muito próximos, mas o dono da JBS
 diz que só se encontrou com o ex-presidente duas vezes 
(Crédito:Divulgação)
Mentiu. Afinal, no depoimento da delação premiada que o próprio dono da JBS concedeu aos procuradores do Ministério Público Federal (MPF) em Brasília, em março último, Joesley relatou diversas outras conversas com Lula.

Um desses encontros, segundo Joesley, aconteceu em outubro de 2014 na sede do Instituto Lula, quando o empresário alertou o ex-presidente de que a JBS já havia doado R$ 300 milhões à campanha do PT , o que ele considerava “perigoso”, caso viesse a conhecimento público. “Lula me fixou nos olhos, mas não disse nada”, afirmou Joesley aos procuradores. Os encontros dos dois, portanto, eram constantes. Os dois se falavam com frequência por telefone também.

Coube ao ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) desmentir Joesley. Em carta escrita de próprio punho da cadeia de São José dos Pinhais, onde está preso desde o final do ano passado, Cunha disse que o dono da JBS faltou com a verdade. “No dia 26 de março de 2016, sábado de aleluia (véspera da Páscoa), houve um encontro entre eu, ele e Lula, a pedido do Lula, para discutir o impeachment de Dilma”, diz Cunha na carta. Nessa reunião, acrescentou Cunha, realizada na casa do empresário, “pude constatar que a relação de Lula e Joesley era de constantes encontros”. O ex-deputado afirmou que pode provar o que está falando por meio de recibos do aluguel dos carros que utilizou em São Paulo para ir à casa de Joesley encontrar o ex-presidente petista.


A CARTA Eduardo Cunha diz, em mensagem escrita na prisão, que os encontros de Lula e Joesley eram constantes

Tarauacá é reconhecido pelo excelente trabalho na campanha contra o Influenza




Assecom - O Município de Tarauacá teve o reconhecimento pelos relevantes trabalhos realizados na ação desenvolvida pela Secretaria Municipal de Saúde, dentro da Campanha de Imunização Contra a Gripe (Influenza).


Com o advento do dia “D”, Campanha Nacional de Vacinação Contra a influenza-2017, ocorrido entre 17 de abril e 26 de maio, o município de Tarauacá chegou a vacinar mais de 10 mil pessoas, uma representatividade de 94,90% do público alvo, deixando o município entre os primeiros a alcançar a meta estipulada pela Secretaria de Estado de Saúde. 

A equipe de Imunização se antecipou aos outros municípios e deu inicio aos trabalhos de imunização contra a gripe no dia 10 de Abril, uma estratégia da Coordenadoria Municipal de Imunização, para alcançar a meta estipulada pelo Ministério da Saúde, por conseguinte dá antecipação o município ficou entre os primeiros a atingir a meta de imunização contra a Infruenza-2017, tendo seus trabalhos reconhecidos pela Secretaria de Estado de Saúde. 

Em face ao reconhecimento, o município de Tarauacá foi contemplado com a “Operação Gota”, executado pela Força Área Brasileiro (FAB), quando na ocasião foi ministradas mais de 358 doses nas comunidades ribeirinhas, se estendendo em algumas localidades do município de Jordão. Também foram realizadas missões de apoio Social e Humanitário, junto às populações ribeirinhas e indígenas, atuando, principalmente, na campanha de vacinação do Ministério da Saúde. A “Operação Gota” beneficia comunidades rurais de difícil acesso.

23 de jun de 2017

TRIBUTO AO PASSADO - TARAUACÁ HÁ 97 ANOS: CEL. JOAQUIM PINHEIRO CAVALCANTE - PREFEITO 1919/1920


O avô do conhecido Zequinha Pinheiro, o Cel. Joaquim Pinheiro Cavalcante no aniversário de 15 anos da Isinha Pinheiro. 

Cel. Pinheiro, como era mais conhecido, foi Prefeito em Tarauacá nos anos 1919/1920.

Na Galeria de Prefeito no hall da Prefeitura Municipal consta essa foto designando o Sr. Joaquim Pinheiro Cavalcante como prefeito na referida data.

Uma questão a ser estudada.

“Escolas estão negociando com facções para garantir aulas. Isso é um vexame para a Segurança Pública”, dispara Sinhasique



Da Assessoria - A deputada estadual Eliane Sinhasique (PMDB) usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), na manhã desta quinta-feira (22), para falar da insegurança nas Escolas Estaduais. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), existem escolas fechando acordo com facções para manter a tranquilidade.

“Isso é um vexame para a Segurança Pública do Acre. Diretores de escola precisam fechar acordo com as facções para se sentirem seguros. Essa situação aconteceu na Escola José Ribamar Batista (EJORB), localizada no bairro Aeroporto Velho. É lamentável ver esse tipo de coisa acontecendo”.

Além da Escola José Ribamar Batista, a parlamentar citou que em maio deste ano, um aluno foi baleado na Escola José Raimundo Hermínio de Melo, em Sena Madureira. No começo do mês, soltaram uma bomba no Colégio Glória Peres, em Rio Branco.

“Em vez de se buscar a segurança pública para impedir que a criminalidade chegue nas escolas, estão procurando os próprios criminosos. Essa situação é preocupante! Professores e alunos se sentem ameaçados, coagidos, e não tem a quem recorrer”.

Resultados

Após reclamar do abandono do Centro de Polícia Comunitária do Jorge Lavocat, Sinhasique informa que trabalhadores da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos estavam no local fazendo a limpeza.

“Reclamar dá certo. Nosso papel é alertar os gestores para as falhas existentes. Ontem mesmo falei do Centro de Polícia Comunitária do Jorge Lavocat que estava abandonado e hoje já estavam lá fazendo a limpeza do espaço”.

E aproveitou para pedir que seja dada finalidade ao Box da Polícia Militar do Tancredo: “Já que o box está desativado, o Governo deveria ceder o espaço para a Associação de moradores do bairro para que o espaço fosse aproveitado pela comunidade”.

Polícia prende 8 Vereadores durante Sessão no Estado de Alagoas

Dólar fica estável ante real, ainda monitorando quadro político


Claudia Violante - O dólar fechou novamente praticamente estável ante o real nesta quinta-feira, repetindo o movimento da véspera, com os investidores aguardando novidades sobre o cenário político e o desenrolar das reformas no Congresso Nacional.

O dólar avançou 0,09 por cento, a 3,3355 reais na venda. O dólar futuro tinha leve baixa de cerca de 0,10 por cento.

Na máxima do dia, a moeda norte-americana bateu 3,3510 reais, o que acabou atraindo fluxo de vendedores para aproveitar os preços mais altos.

"A instabilidade vai continuar enquanto não se dissiparem as dúvidas em relação às reformas", disse o operador da Advanced Corretora Alessandro Faganello.

Nesta semana, o mercado ficou nervoso depois de o governo sofrer revés na tramitação da reforma trabalhista, que não foi aprovada pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado. Embora não tenha poder de veto, a rejeição sinalizou a fragilidade da base aliada, o que pode afetar a aprovação da reforma da Previdência, considerada essencial para colocar as contas públicas em ordem.

O movimento de queda do dólar sobre divisas de países emergentes também segurou maiores altas no mercado doméstico nesta sessão.

"Objetivamente, venda entre 3,30 reais e 3,35 reais. A partir deste ponto, entendemos que não é recomendável vender e esperar alguns dias para verificar o mercado. Seguimos com o alerta de luz amarela ligado", recomendou a clientes a consultoria de valores mobiliários Wagner Investimentos.

O Banco Central brasileiro vendeu integralmente a oferta de até 8,2 mil swaps cambiais tradicionais --equivalente à venda futura de dólares-- para rolagem dos contratos que vencem julho. Com isso, já rolou 4,920 bilhões de dólares do total de 6,939 bilhões de dólares que vence no mês que vem.

22 de jun de 2017

Condenado na Lava-Jato recorre e sua pena é aumentada em 15 anos


Gerson de Mello Almada recorreu de sentença dada por Sergio Moro, mas teve sua pena aumentada

 Gerson de Mello Almada (Reprodução)


Ernesto Neves  - O Tribunal Regional Federal da 4ª Região aumentou em 15 anos a condenação do ex-vice-presidente da Engevix, Gerson de Mello Almada. Ele havia recorrido contra a sentença dada pelo juiz Sergio Moro em 2015.

Com isso, o julgamento feito pela 8ª Turma do órgão aumentou sua pena de 19 para 34 anos de reclusão. Mello foi sentenciado por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Já o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa teve a condenação mantida. Ele foi sentenciado por Moro a 15 anos de cadeia pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

As penas relativas a Almada e Oliveira deverão ser executadas logo que esgotados os prazos de recurso no Tribunal.

Tendo havido divergência entre os desembargadores, a defesa poderá recorrer com embargos infringentes, a ser julgado pela 4ª Seção do Tribunal, e com embargos de declaração, caso considere alguma parte da decisão obscura ou contraditória.

PSB de Marechal Thaumaturgo anuncia saída da Frente Popular Acreana


Os dirigentes não quiseram informar os motivos do rompimento


Jorge Natal - Em reunião realizada na manhã da última terça-feira (20), o Partido Socialista Brasileiro (PSB) de Marechal Thaumaturgo, no Alto Juruá, decidiu romper com a Frente Popular do Acre. Os dirigentes não quiseram informar os motivos do rompimento.

O encontro aconteceu na residência do presidente municipal da sigla, ex-vice-prefeito, João Deles de Menezes, com a presença do vereador José Niallem e dos ex-vereadores Raimundo Costa, Antônio Alemão, Allan Keyser e filiados.

A sigla tem o comando de João Deles de Menezes, um dos políticos mais experientes do munícipio, que acumulou seis mandatos (cinco de vereadores e um de vice-prefeito). “O PSB tem sido nas últimas décadas um dos principais pilares da Frente Popular em Marechal Thaumaturgo”, declarou o dirigente.

O partido, no último pleito, indicou dez candidatos a vereador, somando mais de mil votos, o suficiente para eleger José Niallem. Na legislatura passada, chegou a ter três parlamentares em suas fileiras: Alam Kaiser, Antônio Alemão e Raimundo Costa.

Prefeita Marilete Vitorino concede aumento a servidores municipais


Assecom - A Prefeita Marilete Vitorino anunciou o aumento salarial dos servidores que foram contemplados com a Lei Complementar Nº005/2015 que eleva de 1 (um) para 2 (dois) salários mínimo, o vencimento desses trabalhadores.

A notícia foi dada pela própria Prefeita Marilete que reuniu os servidores no Teatro José Potyguara na tarde desta quarta feira, 21, com a presença de secretários e Assessoria Jurídica da Prefeitura.

De acordo com a prefeita, o salário com o aumento passa a contar a partir de 1º de julho de 2017, quando serão contemplados mais de 100 servidores de diversas secretarias do município.

Entre os que receberão o aumento estão: Digitadores, Fiscal Sanitário, Fiscal de Obras, Auxiliar de Enfermagem e Auxiliar de Administração. Vale ressaltar que esse aumento salarial deveria ter sido pago ainda na gestão anterior que fez a Lei mas não cumpriu.

“Nem o Estado paga um salário igual o que a prefeitura de Tarauacá vai pagar a partir do próximo mês para servidores com as mesmas funções”, destaca a prefeita Marilete Vitorino.

“Eu só queria parabenizar a prefeita Marilete por ter nos concedido esse aumento salarial e dizer que farei o melhor para atender bem os usuários dos serviços da minha secretaria e desejar sucesso para essa administração”, declarou o servidor Gustavo.

A prefeita Marilete fez questão de alertar a todos os servidores quanto ao atendimento e a qualidade dos serviços públicos “peço com muito carinho, que deem o melhor de vocês para que os usuários dos serviços públicos sejam contemplados com um atendimento de cortesia, respeito e qualidade”, alertou a prefeita.

Representação protocolada no MP pede a suspensão de pagamento de pensão de ex-governadores do Acre


Ray Melo - Uma representação protocolada junto ao Ministério Público do Acre (MPAC) na manhã desta quarta-feira (21) pelo deputado Gerlen Diniz (PP) pede a suspensão imediata do pagamento das pensões de ex-governadores do Estado do Acre. Diniz justifica a iniciativa com a aprovação de uma PEC de sua autoria que revogou integralmente o artigo 77 da Constituição estadual que amparava o benefício que ex-governadores e viúvas recebem mensalmente.

“A emenda aprovada nessa Casa revogou o artigo 77 da Constituição que garantia o pagamento de pensões para ex-governadores. Uma das principais funções do deputado é legislar e fiscaliza. Eu legislei e apresentei a lei. Não sou eu que tenho essa função de cortar os pagamentos. Porque o pagamento das pensões consomem mais de 400 mil mensais. Entrei com a ação para que o estado suspenda imediatamente o pagamento das pensões”, destaca Diniz.

O parlamentar informa ainda que, em outro pedido, se a procuradoria entender que os ex-governadores tenham o direito a pensão, que suspenda o acumulo da pensão com outros tipos de vencimentos. “É notório que temos parlamentares na Câmara e no Senado que acumulam o salário e a pensão de ex-governador. Pedi que suspendam todos os pagamentos de pensões. Se entenderem que essas pessoas gozam do direito da pensão, que suspendam o acumulo”, destaca.

Gerlen Diniz ressalta que na mesma ação pediu que quem recebeu de forma irregular, como é o caso de Flaviano Melo, Jorge Viana e Binho Marques, beneficiários da pensão vitalícia, eles terão que devolver o dinheiro que receberam nos últimos anos aos cofres públicos. “Quero deixar claro que esses pedidos, eu fiz como cidadão, já que apresentei a emenda como parlamentar e os deputados aprovaram. Agora estou pedindo o cumprimento”, finaliza.

Cooperativa de pisicultores assina termo de desistência de uso do Mercado do Peixe


Assecom - A Cooperativa dos Piscicultores, Produtores, Agricultores, Familiares, Extrativistas e Ribeirinhos – COOPTAR assinou Termo de Desistência de Uso do Mercado do Peixe, que estava com o Termo de Permissão de Uso de Imóvel desde novembro de 2016, celebrado na gestão passada. 

O Termo de Desistência foi assinado de livre e espontânea vontade pela própria Cooperativa na presença de duas testemunhas  e entregue na manhã de ontem 21, no gabinete da Prefeita Marilete Vitorino. A Vereadora Janaína Furtado esteva presente no ato.

De acordo com a assessoria jurídica da prefeitura, será feito um laudo técnico para identificar se a necessidade de algum reparo de danos na estrutura física do imóvel. Se houver, a Cooperativa tem até 10 (dez) dias para fazê-lo e desocupar o prédio público.

Eletrobras deve cortar quase 50% do pessoal durante reestruturação



Luciano Costa - A estatal de energia Eletrobras deverá cortar quase 50 por cento de seu quadro de funcionários em uma reestruturação para sair de uma enorme crise financeira iniciada no final de 2012, após um pacote de medidas do governo federal para reduzir as tarifas de eletricidade.

O presidente da elétrica, Wilson Ferreira Jr. disse que a redução do quadro e outros cortes de custos, além da venda de imóveis administrativos e de distribuidoras de energia do grupo, prevista para até o final do ano, deverão gerar uma economia anual de 2,5 bilhões de reais para a companhia.

"Tem saída para o grupo Eletrobras, o que não parecia no começo", disse Ferreira, que assumiu a presidência da companhia em julho do ano passado, ao participar de evento na Fundação Fernando Henrique Cardoso nesta quarta-feira.

Hoje com 23 mil trabalhadores, a Eletrobras deverá chegar ao final de seu processo de reestruturação com 12 mil empregados.

Quase 6 mil pessoas deverão sair do grupo apenas com a venda de seis distribuidoras de eletricidade controladas pela Eletrobras no Norte e Nordeste. A companhia espera concluir essas privatizações ainda neste ano.

Outros 5 mil deverão sair em planos de demissão voluntária e de aposentadoria incentivada.

Além disso, a companhia deverá obter recursos e reduzir despesas com a venda de imóveis administrativos.

Ferreira disse que a estatal prevê terminar 2017 utilizando dois prédios no Rio de Janeiro, contra seis edifícios na cidade no início de sua gestão.

"Tem muito espaço para redução de custos", disse o executivo, que citou ainda cortes em cargos gerenciais, centralização de atividades e ganhos de eficiência como medidas previstas para alcançar uma meta de reduzir em 30 por cento as despesas.

Com isso e com as vendas de ativos, que podem levantar cerca de 4,6 bilhões de reais, a Eletrobras espera reduzir a relação entre sua dívida líquida e a geração de caixa (medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização - Ebitda) para cerca de 4 vezes, ante quase 9 vezes antes do início da reestruturação.

21 de jun de 2017

Nota de esclarecimento da força-tarefa Lava Jato em Curitiba


Segundo procuradores, defesa do ex-presidente tenta pessoalizar acusações e transformar julgamento por crimes de corrupção em julgamento político

A força-tarefa Lava Jato do Ministério Público Federal no Paraná vem a público repudiar o artigo “A verdade de Lula”, publicado no jornal Folha de S. Paulo em 20 de junho de 2017, de autoria dos advogados Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Martins.A defesa do ex-presidente reitera seu comportamento de tentar pessoalizar as acusações feitas contra o ex-presidente na pessoa de Deltan Dallagnol, esquecendo-se que, além dele, outros 12 procuradores da República são signatários da acusação que imputou a Lula os crimes de corrupção e de lavagem de dinheiro. Esquecem também que esse processo é resultado de investigações extensas feitas pela Polícia Federal e Receita Federal, bem como de uma equipe dedicada de servidores do Ministério Público Federal, todos sem qualquer vinculação político-partidária.Não bastasse, a defesa do ex-presidente vem se utilizando de todos os recursos, mesmo aqueles eticamente duvidosos, para atacar os acusadores. Assim, além das inúmeras representações que fez contra os membros da força-tarefa, também apresentou ações de indenização contra o procurador Deltan Dallagnol e contra o delegado de Polícia Federal Felipe Pace, e queixa-crime contra o juiz federal Sérgio Moro.

Dessa forma, fica claro que a defesa se esqueceu do próprio mérito do processo, tentando inutilmente transformar um julgamento por crimes de corrupção em um julgamento político.

Vivemos em um momento singular da nossa história republicana em que os governantes estão tendo que responder por seus atos perante a Justiça. Apesar de todas as dificuldades para superar a impunidade, todo esse processo pode restabelecer a crença de que é possível termos um país onde todos sejam efetivamente iguais perante a lei.

A força-tarefa Lava Jato confia na Justiça e espera com tranquilidade a sentença nesse caso.

Lava Jato – Acompanhe todas as informações oficiais do MPF sobre a Operação Lava Jato no site www.lavajato.mpf.mp.br.

10 Medidas – O combate à corrupção é um compromisso do Ministério Público Federal. Para que a prevenção e o combate à corrupção existam de modo efetivo, o MPF apresentou ao Congresso Nacional um conjunto de dez medidas distribuídas em três frentes: prevenir a corrupção (implementação de controles internos, transparência, auditorias, estudos e pesquisas de percepção, educação, conscientização e marketing); sancionar os corruptos com penas apropriadas e acabar com a impunidade; criar instrumentos para a recuperação satisfatória do dinheiro desviado. Saiba mais em www.10medidas.mpf.mp.br.

MPF denuncia prefeito de Rio Branco por fraude em licitações da BR-364


Marcus Alexandre informou que não é réu e não responde ações penais.
Outras oito pessoas também foram denunciadas por fraude e desvios.

Prefeito de Rio Branco foi denunciado pelo MPF por irregularidades nas obras da BR-364 (Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre)


Quésia Melo - O Ministério Público Federal no Acre (MPF-AC) denunciou, nesta sexta-feira (14), o atual prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre e Sérgio Nakamura, por irregularidades na execução de obras na BR-364. Os dois são ex-diretores do Departamento de Estradas e Rodagem do Acre (Deracre) entre 2005 e 2008.


Em nota, a prefeitura enfatizou que Alexandre não é réu, não responde a nenhuma ação penal e destacou que os inquéritos são referentes a época em que estava na direção do Deracre. A nota diz ainda que ao menos 35 inquéritos foram abertos e 28 arquivados por inconsistência jurídica. "Nenhum deles se transformou, até o momento, em ação penal".(Confira a nota na íntegra no fim da reportagem).

O G1 tentou contato com Nakamura, por telefone, mas não obteve sucesso até a publicação desta reportagem.

Já o Deracre alega que todos os procedimentos foram regulares e diz que tem demonstrado isso diante de todos os questionamentos administrativos e judiciais sobre o caso. "Diante disse, aguardaremos com tranquilidade o posicionamento da Justiça", disse em nota.

Entre as acusações estão fraudes em procedimentos licitatórios, desvio de recursos e crimes na execução de obras de implantação, construção e pavimentação da rodovia federal que liga o Acre a Rondônia.

O órgão também denunciou um ex-diretor administrativo-financeiro e responsável pelo controle de pagamentos do Deracre. A denúncia alega que ele determinou o pagamento de serviços não realizados ou em desacordo com o contrato.

Também foram denunciados um ex-coordenador de rodovias do Deracre, dois engenheiros civis e o responsável técnico pelo consórcio feito com duas empresas de construção em 2005.
A denúncia foi oferecida pelo procurador regional da República Alexandre Camanho e, segundo o MPF no Acre, aguarda recebimento pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília. Caso sejam condenados, os denunciados podem cumprir pena de dois a 12 anos de reclusão e pagamento de multa.

Investigação
Ao todo, o órgão instaurou 44 inquéritos para averiguar as irregularidades como: direcionamento de concorrências públicas, superfaturamento e sobrepreço.

Dentre as ilegalidades apontadas pela perícia, foi descoberto o uso de materiais de baixa qualidade, que não atenderiam a real necessidade das obras na BR-364.  Ainda de acordo com o MPF,  foram pagos R$ 5 milhões em sobrepreço e R$ 2,3 milhões por superfaturamento.

No total, os peritos detectaram um prejuízo de mais de R$ 16 milhões aos cofres públicos. Além de alegar defeitos na obra que teriam sido causados pela falta de cuidados na execução e má qualidade do serviço.

Os peritos, constataram que o custo real da obra seria de R$ 10 milhões a menos que o valor pago. A denúncia afirma ainda, que notas fiscais de empenhos e pagamentos feitos durante a administração de Nakamura apresentavam valores abaixo dos débitos realizados. Segundo o MPF, algumas das notas não continham a assinatura do diretor ou do engenheiro responsável. O mesmo teria ocorrido durante a administração de Alexandre.

Falta de fiscalização
Nakamura, segundo o MPF, teria celebrado em 2005, contratos com as empresas de outros dois denunciados nos inquéritos. Os acordos teriam vigência de 18 meses, mas sete teriam sido adicionados para reajustar o valor e prazo de entrega da obra chegando ao total de R$ 48,5 milhões. O reajuste total do contrato, segundo o MPF, foi de R$ 3,9 milhões.

Já o atual prefeito assumiu a diretoria do Deracre em 2007 e permaneceu no cargo até 2008. De acordo com a denúncia acolhida pelo MPF, nenhum dos diretores, responsáveis pela fiscalização e ordenação das despesas dessas obras, estabeleceu sanções administrativas ou aplicaram multas às empresas contratadas, caso os contratos não fossem executados parcialmente ou totalmente.

Dnit assumiu rodovia federal no final de 2014
(Foto: Divulgação/Dnit)

BR-364
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) assumiu a BR-364 no final de 2014 e criticou as condições de tráfego em que a rodovia foi entregue pela administração estadual. Ao longo de 2015  e 2016 vários desbarrancamentos foram registrados na pista sendo necessária a construção de desvios.

Em julho deste ano, o Dnit disse que investiria R$ 300 milhões em um plano de reconstrução da rodovia. No mês de setembro o órgão anunciou a abertura de licitação para a contratação de construtoras na recuperação e manutenção de seis trechos da BR-364. De acordo com o Dnit, os trechos mais críticos abrangem a divisa entre Rondônia e Acre até o município de Sena Madureira, seguindo para o Rio Liberdade, região de Tarauacá e Cruzeiro do Sul.

Veja a nota da prefeitura:
Nota distribuída à imprensa pelo Ministério Público Federal, nesta sexta-feira, 14 de outubro, chama atenção pelo destaque que confere a citação do prefeito Marcus Alexandre, embora tenha como fato principal procedimento sobre ações do Deracre no ano de 2005, muito antes, portanto, de o atual prefeito assumir a direção-geral daquele órgão.

É importante esclarecer que o prefeito Marcus Alexandre não é réu e não responde a nenhuma ação penal. Inquéritos referentes a época em que ele foi Diretor do Deracre, se referem a questionamentos administrativos próprios do Tribunal de Contas da União, relativos a convênios para manutenção de ramais e da BR 364.

Embora todos os questionamentos tenham razões e objetos parecidos, chegaram a abrir 35 inquéritos. E desses, 28 foram arquivados por inconsistência jurídica. Nenhum deles se transformou, até o momento, em ação penal.

Quando se busca Justiça, e apenas Justiça, é relevante atentar que inquérito não é processo, que um eventual investigado não é réu, nem tais procedimentos carregam a certeza de uma futura ação penal.

Respeitosamente, o prefeito Marcus Alexandre se mantém à disposição para prestar qualquer esclarecimentos solicitado acerca da sua gestão no Deracre, assim como o fez com os outros 28 inquéritos com o mesmo objeto, já arquivados.

E espera que nenhuma precipitação de juízo moral venha agravar prejuízos à sua honra.