21 de mar de 2018

Quebrado, governo adia concurso para bombeiros, frustra centenas de alunos e aprovados da PM entram em alerta



Assem Neto por Assem Neto  - O Governo do Acre não publicará mais o edital com as regras para o aguardado concurso para contratação de novos militares bombeiros. A notícia foi dada pelo governador Tião Viana (PT) a um grupo de professores, durante audiência no escritório de governo, na tarde desta terça-feira. A informação chega aos poucos aos centenas de candidatos que estão se preparando há mais de um ano, desde quando o governador anunciou que o concurso seria uma realidade.

Os aprovados na investigação criminal e social do concurso da Polícia Militar – a última fase do certame antes da convocação para a posse – também entraram em alerta diante da possibilidade de a contratação ser prorrogada.

Tião Viana disse que as finanças do estado não estão boas e até confirmou a implantação do horário corrido nas repartições públicas como meta para economia. Os cidadãos que dependem do serviço público prestado pela OCA, por exemplo, serão obrigados a buscar atendimento somente até às 13 horas. Todas as demais repartições públicas fecharão as portas nesse horário. Terceirizados devem ser dispensados. O assunto repercutiu negativamente na Assembléia Legislativa, na sessão de terça-feira.

Tião Viana disse aos professores que, no caso do concurso dos bombeiros, a decisão de cancelar as provas foi por orientação da Procuradoria Geral do Estado (PGE). Mais uma vez, os procuradores argumentam que os gastos com pessoal extrapolaram os limites prudenciais da Lei de Responsabilidade Fiscal.  Contrariando, porém, a regra da LRF, o governo contrata cargos comissionados em ritmo acelerado. As nomeações no Diário Oficial são alvo de críticas à gestão petista.

Já na noite desta terça-feira, a Secretaria de Gestão Administrativa deu uma informação diferente. Pressionada por internautas, a secretária Sawana Carvalho mandou anunciar que “não há prazo para o concurso”. Contraditoriamente, Sawana se apega também à Lei Eleitoral como mais um obstáculo. Essa desculpa não foi dada quando o governador criou enormes expectativas.

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