Giordani - Os dois grupos de porta-aviões, com caças MiG-29K Fulcrum a bordo do Vikramaditya e caças F/A-18E Super Hornet a bordo do Nimitz, participarão de jogos de guerra na costa de Goa na Índia, em mais um recado a China.
O navio-Capitania da Marinha da Índia, Vikramaditya, e o super porta-aviões dos EUA Nimitz, junto com dois destróieres das Marinhas australiana e japonesa, conduzirão exercícios de amplo espectro na costa de Goa no Mar Arábico (ex território português invadido e anexado pela Índia no final dos anos 1960), como parte dos jogos de guerra entre os dias 17 e 20 de novembro.
O exercício será realizado em um ambiente bastante congestionado, com pelo menos 70 navios de guerra estrangeiros patrulhando a área entre o Golfo Pérsico e o Mar Arábico. Os navios de guerra da Marinha do Exército de Libertação do Povo (PLA) não estão nas proximidades, mas também não estão muito longe – aparentemente conduzindo operações anti-piratas no Golfo de Aden.
De acordo com os principais comandantes navais, a Marinha indiana está totalmente implantada tanto no litoral leste quanto no oeste e preparada para contingências no caso de a situação piorar na região de Ladakh Leste. Analistas dizem que está claro que os membros estão comprometidos em manter as rotas marítimas de comunicação abertas para a navegação e estão prontos para enfrentar o desafio trazido pela Marinha chinesa ao impor restrições no Mar do Sul da China.
Com a expectativa da Marinha indiana de comissionar o porta-aviões INS Vikrant junto com seu segundo submarino de mísseis balísticos movido a energia nuclear, o INS Arighat, no próximo ano, a Índia será capaz de projetar força no Estreito de Malaca ao Golfo de Aden e além, acrescentaram os analistas.
Sob o comando do chefe da marinha, almirante Karambir Singh, o foco da força também tem sido o rápido desenvolvimento da infraestrutura militar nas ilhas Andaman e Nicobar, para que a Índia possa projetar poder muito além do Estreito de Malaca. A Marinha também deseja construir um terceiro porta-aviões para que se transforme em uma verdadeira Marinha de águas azuis.
Embora haja um intenso debate entre os planejadores de segurança nacional sobre a viabilidade de um terceiro porta-aviões em uma época em que as chamadas armas standoff e mísseis balísticos de longo alcance estão na ordem do dia, o argumento da Marinha é que uma potência em ascensão como a Índia não pode ser amarrada à linha da costa. Esse argumento faz sentido, dizem analistas, já que a influência da China na África, Oriente Médio e Golfo Pérsico cresceu com Pequim abrindo linha de crédito para esses países.
Com a China alcançando o Oceano Índico através do Paquistão e Mianmar, a Marinha indiana quer que os interesses marítimos e comerciais do país sejam protegidos por três porta-aviões, um para o Mar da Arábia, um para a Baía de Bengala e outro para o Oceano Índico.
NOTA DO EDITOR: Que inveja ver uma nação falando abertamente em defender seus interesses comerciais. Lá na Ilha de Vera Cruz, se um comandante disser que a defesa dos interesses comerciais passa pela defesa do Atlântico Sul, é capaz de um partido político entrar com ação na Suprema Corte da ilha pedindo a suspensão do comandante alegando que isso é ofensivo as sereias.




Nenhum comentário:
Postar um comentário
Atenção:
Comentários ofensivos a mim ou qualquer outra pessoa não serão aceitos.