28 de jul. de 2026

Retomada da guerra encarece fertilizantes e aumenta riscos para o agronegócio brasileiro

Imagem: reprodução/internet


A retomada dos ataques entre Estados Unidos e Irã em julho, depois de um acordo temporário que havia permitido a reabertura parcial do Estreito de Ormuz, voltou a pressionar o mercado de fertilizantes. Embora os bombardeios norte-americanos tenham sido suspensos na sexta-feira (24.07), a pausa não representa um cessar-fogo e o transporte marítimo pela região permanece instável.

A situação atinge diretamente o planejamento da safra brasileira de verão, que começa a ser plantada a partir de setembro. Com o encarecimento dos insumos, a dificuldade de contratar fretes e o atraso nas compras, parte dos agricultores pode reduzir a adubação, principalmente em culturas com margens menores ou menor acesso ao crédito, como arroz, trigo, café e laranja.

O Brasil é o maior importador mundial de fertilizantes e compra do exterior entre 85% e 88% do que utiliza. Em 2025, as importações atingiram o recorde de 45,5 milhões de toneladas, enquanto as entregas ao mercado interno somaram 49,1 milhões de toneladas.

A dependência torna o país especialmente vulnerável ao que ocorre no Estreito de Ormuz. A passagem marítima concentra cerca de um terço do comércio internacional de fertilizantes e mais de 40% das exportações globais de ureia, principal fonte de nitrogênio utilizada nas lavouras. A região também responde por aproximadamente metade da oferta mundial de enxofre e por parcela relevante da produção de amônia.

A ureia é fabricada principalmente a partir do gás natural. Já o enxofre é indispensável à fabricação de fertilizantes fosfatados. Assim, a interrupção da navegação não afeta apenas o produto pronto: ela restringe o acesso às matérias-primas necessárias para que indústrias instaladas em outros países, inclusive no Brasil, mantenham suas fábricas em operação.

Depois de recuar durante a trégua, a ureia voltou a subir no mercado brasileiro e chegou a aproximadamente R$ 2,23 mil por tonelada, considerando o preço internacional com frete até o Brasil e o câmbio de R$ 5,10. O valor ainda não inclui despesas portuárias, transporte interno, tributos e margens comerciais.

A pressão é mais forte sobre os fosfatados. O fosfato monoamônico, conhecido como MAP, está próximo de R$ 4,54 mil por tonelada nos portos brasileiros. O enxofre alcançou o equivalente a R$ 6,38 mil por tonelada no mercado internacional, reflexo da escassez provocada pelas limitações de produção e transporte no Oriente Médio.


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O Brasil importou cerca de 1,4 milhão de toneladas de MAP no primeiro semestre, redução de 24% em relação ao mesmo período de 2025. As compras de superfosfato simples também recuaram 14%, para aproximadamente 1,4 milhão de toneladas. No caso do enxofre, a queda chegou a 41%, com cerca de 671 mil toneladas desembarcadas.

A menor disponibilidade da matéria-prima já provoca efeitos na indústria nacional. Unidades produtoras de fertilizantes fosfatados reduziram ou interromperam atividades em Goiás, Minas Gerais, Bahia, Tocantins e Mato Grosso. Novos cortes estão previstos caso o fornecimento de enxofre e ácido sulfúrico não seja normalizado.

Isan Rezende

A redução da produção doméstica amplia a dependência das importações justamente quando os fornecedores internacionais enfrentam restrições. A China passou a exigir inspeções obrigatórias para exportar sulfato de amônio, medida que pode atrasar os embarques. Rússia e outros países produtores também priorizam o abastecimento interno ou enfrentam dificuldades logísticas relacionadas a conflitos e sanções.

O efeito não será igual para todos os agricultores. Grandes propriedades que anteciparam as compras, possuem melhor acesso ao crédito ou mantêm níveis adequados de nutrientes no solo conseguem atravessar um período curto de escassez com menor impacto. O risco é maior entre pequenos e médios produtores que compram mais perto do plantio e dependem do estoque disponível nas revendas locais.

A possibilidade de reduzir a aplicação também depende da análise do solo. Em áreas que receberam adubação adequada nos últimos anos, pode existir algum efeito residual de fósforo. Isso não significa, porém, que o nutriente possa ser retirado indiscriminadamente. Nitrogênio e potássio também desempenham funções fundamentais e a redução sem orientação técnica pode comprometer o desenvolvimento das plantas, a produtividade e a qualidade da colheita.

O Rabobank estima que as entregas de fertilizantes no Brasil podem cair para 47,2 milhões de toneladas em 2026, quase 2 milhões de toneladas abaixo do recorde do ano passado. Além da guerra, pesam nessa projeção o endividamento rural, a restrição de crédito e a relação menos favorável entre o preço dos insumos e o valor recebido pelas commodities.


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O resultado da menor adubação dependerá também do clima. Chuvas regulares podem ajudar as plantas a aproveitar melhor os nutrientes disponíveis no solo. Em contrapartida, a previsão de um El Niño forte aumenta o risco de estiagens, excesso de chuva e irregularidade das precipitações nas regiões produtoras.

Uma eventual perda de produtividade não deve aparecer imediatamente nos preços ao consumidor. O impacto será sentido primeiro nas lavouras plantadas no segundo semestre e poderá chegar ao varejo em 2027, principalmente se a redução dos fertilizantes coincidir com problemas climáticos. O risco maior não é a falta completa de adubo, mas a soma de custos elevados, crédito restrito, compras atrasadas e clima desfavorável.

Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, essa nova escalada no Oriente Médio amplia uma preocupação que o produtor já carregava antes mesmo do plantio. “Os fertilizantes representam uma parcela importante do custo da lavoura e qualquer aumento compromete o orçamento, sobretudo entre pequenos e médios produtores, que enfrentam mais dificuldade para obter crédito e antecipar as compras”, afirma Isan.

“Quando o adubo encarece ou não chega no momento adequado, o agricultor é obrigado a rever o pacote tecnológico. Reduzir a aplicação pode aliviar o caixa no curto prazo, mas aumenta o risco de perda de produtividade e de renda. O produtor acaba exposto dos dois lados: paga mais para plantar e pode colher menos”, acrescenta.

“O Brasil precisa tratar a dependência externa de fertilizantes como uma questão estratégica. Não existe solução imediata para substituir as importações, mas é necessário ampliar a produção nacional, diversificar fornecedores e melhorar a infraestrutura de entrada e distribuição desses insumos. O custo de uma crise internacional não pode continuar chegando integralmente à porteira”, conclui Rezende.

Fim da espera: mulheres passam por cirurgias com recursos destinados por Alan Rick


Assessoria - Depois de anos convivendo com dores e sangramentos, mulheres acreanas começaram a sair da fila de cirurgias eletivas.  A espera para centenas delas chega ao fim após o senador Alan Rick destinar R$ 9 milhões que garantiram a celebração de um convênio entre a Prefeitura de Rio Branco e o Hospital Santa Juliana. 

Os procedimentos da primeira etapa do programa, realizada com R$ 4,8 milhões já liberados, começaram a ser realizados no início de julho. 

Moradora de Feijó, Maria Ernande da Silva Lima aguardava há cerca de três anos pela retirada do útero e passou os últimos seis meses em Rio Branco realizando exames enquanto esperava pelo procedimento.

“Foram três anos de batalha. Graças a Deus chegou essa oportunidade para mim”, resumiu.

A filha, Maria José Lima, acompanhou todo o sofrimento da mãe. Moradora da zona rural de Feijó, ela conta que a distância até a cidade tornava a rotina ainda mais difícil quando as crises se agravavam.

“Tivemos medo de perdê-la. Quando soubemos que ela seria operada, foi uma felicidade muito grande”, disse.

O senador destacou a alegria de ver o recurso beneficiando quem precisa. “Nada é mais importante do que ver uma pessoa voltar a ter esperança. Saber que essas mulheres estão deixando para trás anos de espera e sofrimento reforça o nosso compromisso de continuar trabalhando para garantir mais acesso à saúde para quem mais precisa”, pontuou Alan Rick.  

Segundo o prefeito de Rio Branco, o programa marca a história da saúde municipal. 

“Pela primeira vez, a Prefeitura de Rio Branco avança na oferta de procedimentos de média complexidade. É um convênio importante com o Hospital Santa Juliana, que possibilita ampliar o acesso da população às cirurgias eletivas, reduzir o tempo de espera na fila única de regulação e fortalecer a assistência especializada dentro do município”, afirmou o prefeito.

Nesta primeira etapa, serão realizados mais de 500 procedimentos pelo SUS, entre eles laqueadura tubária, histerectomia videolaparoscópica, laparotomia videolaparoscópica para drenagem e/ou biópsia, histerectomia total e histerectomia por via vaginal.

Outra paciente beneficiada é Cleidione Mendonça de Oliveira, moradora de Rio Branco. Ela esperava havia mais de um ano pela retirada do útero e chegou à cirurgia com o quadro de saúde bastante debilitado.

“Eu estava muito debilitada. Esperei mais de um ano por essa cirurgia. Graças a Deus isso aconteceu”, afirmou.

O secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, destacou que a iniciativa representa um avanço na oferta de serviços à população e explicou que todas as pacientes são atendidas dentro da ordem da fila única de regulação do estado.


“Estão sendo realizados entre 10 e 15 procedimentos por semana, podendo chegar a até 60 cirurgias por mês”, explicou.

As cirurgias são realizadas por videolaparoscopia, técnica minimamente invasiva que proporciona menor tempo de recuperação e menos desconforto no pós-operatório.

Ao final do tratamento, as pacientes Maria e Cleidione fizeram questão de agradecer ao senador Alan Rick pelo investimento.

“Quero agradecer. Ele vai estar sempre nas minhas orações”, disse Maria Ernande.

“Agradeço muito, de coração. Que Deus o abençoe e que outras mulheres também possam ser atendidas”, declarou Cleidione.

16 de jul. de 2026

Lula assina aumento de impostos sobre insumos agrícola, e setor do agro alergta: "Vai tudo ficar mais caro"

Fim da isenção sobre insumos agrícolas reacende debate sobre o preço dos alimentos.


Easy fatos - A cobrança de PIS/Cofins sobre insumos agrícolas, como fertilizantes, sementes e defensivos, voltou a gerar repercussão no país. Com o fim da alíquota zero para esses produtos, representantes do agronegócio afirmam que os custos de produção aumentam e podem ser repassados ao longo da cadeia, chegando ao consumidor.

Segundo entidades do setor, a medida tende a impactar principalmente pequenos e médios produtores, que possuem menor capacidade para absorver o aumento das despesas. A preocupação é que esse cenário contribua para a alta no preço de alguns alimentos nos próximos meses.

O tema também ganhou forte repercussão política. Enquanto críticos afirmam que a mudança pode pesar ainda mais no bolso da população, o governo defende que a medida faz parte da reorganização do sistema tributário e da política fiscal em andamento. 

Fonte/Crédito: @salvadorpresss

9 de jul. de 2026

Em Sessão Solene toma posse o vereador Charle da Silva Luiz (Charle Yawanawa) do PDT


Câmara Municipal de Tarauacá -  Em uma Sessão Solene realizada hoje (09), a Mesa Diretora na pessoa do presidente em exercício Tatu do Bem deu posse ao Sr. Charle da Silva Luiz (PDT), conhecido em Tarauacá como Charle Yawanawá.

A posse é em virtude do pedido de afastamento solicitado pela vereadora Neirimar Lima, a Veínha do Valmar de 130 dias por motivos de saúde.


Charle foi diplomado como 2º suplente nas eleições municipais no último pleito em 2024.

Após ser declarado empossado, Charles subiu à Tribuna proferir algumas palavras.

“Quero começar agradecendo a Deus pela oportunidade de estar aqui. Quero agradecer também a Câmara Municipal de Tarauacá por esta solenidade e a todos que vieram compartilhar comigo este momento tão importante nessa caminhada. Recebo essa missão com muita humildade e com o coração cheio de gratidão. Quero fazer um agradecimento especial ao povo Yawanawa, minha origem, minha raiz, minha maior escola de vida. Charles ainda registrou seu agradecimento aos seus ancestrais, as lideranças atuais. “Muito do que eu aprendi sobre compromisso, diálogo e responsabilidade devo ao exemplo deles. Disse Charles. “Registro também minha gratidão ao grupo político que me acolheu”. Finalizou

Charles Yawanawa é o terceiro indígena a se sentar em uma das cadeiras do Parlamento Mirim, sendo precedido pelo senhor Chagas e Nasso da etnia Huni Kuin (Kaxinawa), mas Charle é o primeiro da etnia Yawanawa a assumir uma das cadeiras.

Os Kaxinawa são uma etnia indígena que pertence à família linguística Pano. Eles habitam a floresta tropical no leste do Peru, do pé dos Andes até a fronteira com o Brasil, e são mais numerosos na região brasileira do Acre. Os Kaxinawa autodenominam-se Huni Kuin, que significa "homens verdadeiros" ou "gente com costumes conhecidos". A palavra "Kaxinawa" é um termo pejorativo que significa "povo morcego" e não é aceito pelos próprios indígenas.

Os Yawanawa (yawa/queixada; nawa/gente) são um grupo pertencente à família lingüística pano que ocupa atualmente a T.I. Rio Gregório. "Yawanawa" aparece nas fontes escrito de formas diversas: Yawavo ou Yauavo, Jawanaua, Yawanaua, Iawanawa. A grafia "Yawanawa" que nós utilizamos é a que aparece nas cartilhas e outros documentos de autoria indígena.

A comunidade Yawanawa é na realidade um conjunto que inclui membros de outros grupos: Shawãdawa (Arara), Iskunawa (atualmente conhecidos como Shanênawa, moram em uma aldeia próxima à cidade de Feijó), Rununawa, Sainawa (conhecidos geralmente como Yaminawá e que moram na região do Bagé), e Katukina. Esta configuração é o resultado de uma dinâmica sociológica própria de muitos grupos pano — alianças através de casamentos, raptos de mulheres no contexto de conflitos bélicos, migrações de famílias — e uma série de contingências históricas, especialmente as mudanças ocorridas a partir da chegada do homem branco — epidemias, alterações demográficas... Por meio destes processos foram se incorporando pessoas de outros povos que mantiveram relações com os Yawanawa no passado.

Entre os Yaminawa da TI Cabeceira do Rio Acre existe um subgrupo que recebe também o nome de Yawanawa. No entanto, os Yawanawa do Gregório não têm conhecimento deste outro grupo homônimo.

6 de jul. de 2026

O Brasa esfriou e o Haaland fez Créu!

 Tragam um psicólogo pra CBF urgente!

Haaland cadenciou o time

Por Reginaldo Palazzo - Em meio a idiotices de ideologias retrógadas e roubo de troféu a seleção brasileira que muito se assemelha ao Brasil atual, não só continua precisando aprender a se defender como agora precisa aprender a ganhar também.

Difícil, olhando o elenco mimizento contaminado pelo vírus que atingiu grande parte da “seleção” e do povo.

O que eu fico pasmo é ver pessoas que até gostam de futebol nutrir alguma esperança de ver futuro próximo no futebol brasileiro com tanta frescura à vista

Em 2014 acertei, (tem um vereador aqui na cidade que pode confirmar), que quem ganharia aquela copa seria a Alemanha quando assisti ao primeiro jogo daquela copa, só não esperava claro que a peia (surra) seria tão grande.

Dessa vez acertei novamente afirmando que infelizmente não passaria das oitavas de final.

Pessimismo? Não, realismo.

A última seleção que pode até não ter vencido, pois é coisa do futebol, mas que realmente convenceu, foi a de 1982.

De lá pra cá mesmo tendo conquistado duas copas do mundo, atribuo à sorte.

Primeiro, porque as outras seleções eram visíveis o crescimento técnico e tático, segundo, que também era visível que a seleção brasileira decaia em conjunto gradativamente.

Cogitaram até uma camisa da seleção brasileira na cor vermelha em plena polarização incrementando ‘a contrario sensu’ os fluídos e energias positivas que eram emanadas de ambas as partes se dissipou entre um espectro e outro e o que influía e muito, não influi mais.

Uma bobagem sem tamanho porque se fosse pra ter uma cor alternativa no caso dessa ‘seleça’ teria que ser alaranjado, a cor da brasa fria.

E teve gente que ainda colocou lenha nessa fogueira, (ôh desculpa), nessa brasa, mas era tarde demais, só não percebeu que a decadência do futebol brasileiro advém também de suas próprias escolhas políticas e seus reflexos.

Entre um Pelé e um Ronaldinho Gaúcho, verdadeiros craques que aparecem de 40 em 40 anos, é bom que se preparem as crianças que, essas sim, da pena porque não conhecem as obsolescências da vida esportiva desse país e se põem a chorar copiosamente sempre que uma vergonha dessas aparece de quatro em quatro anos.

Aí vem os técnicos de finais de semana, pilotos de aviões, e analistas políticos, porque sim, desses todo mundo tem um pouco, dizer que a culpa foi do técnico.

Muito pelo contrário, se não fosse ele não passava nem da fase de grupo, quanto mais adentrar nos dezesseis avos.


Coincidência ou não, ontem somente as bandeiras que tinham cruz passaram para as quartas de final, inclusive estampada na camisa da Noruega


Talvez quem sabe se a nossa bandeira ainda fosse a monárquica com a ‘Cruz da Ordem de Cristo’ descendente dos Templários teríamos passado.

Já não basta a ‘Ré-Pública’ inventar que o verde se refere as matas e o amarelo ao ouro?

Pra quem não sabe o verde se refere aos Braganças e o amarelo aos Habsburgos juntamente com o losango graças a origem da Imperatriz Leopoldina.

Por fim temos o (Erling Haaland), que cujo nome soa a bombardeiro da segunda guerra mundial, fez com que a torcida da Noruega explodisse ontem duas vezes em êxtase.

Também não é pra menos, em suas palavras Haaland, disse:

“Incredible, Unbelievable...”

Interessante também foi um narrador esportivos dizer:

Ainda temos uma bola”, referindo-se a mais uma chance que a seleção brasileira teria após a cobrança de pênalti como se pudesse toda hora fazer como fez contra o Japão, ou seja, ter sorte no finalzinho do jogo. O que eles fariam em vinte segundos o que não fizeram em mais de noventa minutos de jogo?

Fato, fato mesmo, daqueles concretado com betoneira, é que o declínio é visível e que estrela em camisa não ganha nada.

Alguém por favor componha uma música com o título.

Onde estão os campos de várzea?

Haaland é o astro do Manchester City

Imagem: Mark Leech/Offside/Offside via Getty Images

Embrapa e NASA expõem verdade que desmonta a maior mentira ambiental contra o agro brasileiro


Por Compre Rural Notícias via Diário do Acre


Durante anos, o Brasil passou a conviver com uma narrativa que ganhou força dentro e fora do país: a ideia de que o agronegócio brasileiro seria um dos principais responsáveis pela destruição ambiental em escala global. Esse discurso, repetido em debates internacionais, campanhas ambientais e até em disputas comerciais envolvendo exportações brasileiras, ajudou a consolidar uma visão frequentemente negativa sobre a produção rural nacional. Mas, agora, Embrapa e NASA expõem verdade que desmonta a maior mentira ambiental contra o agro brasileiro.

Quando a discussão sai do campo ideológico e passa a ser analisada sob a ótica dos números oficiais, a realidade apresentada é bastante diferente. Levantamentos técnicos da Embrapa Territorial, cruzados com dados de monitoramento por satélite utilizados pela NASA, mostram que o Brasil ocupa hoje uma posição singular no planeta: além de ser uma potência agrícola global, está entre os países que mais preservam vegetação nativa em seu território.

Os dados revelam uma realidade que raramente aparece no debate público: grande parte dessa preservação está justamente dentro de propriedades rurais privadas, mantidas diretamente pelos próprios produtores brasileiros.

Brasil lidera preservação ambiental entre grandes economias mundiais, derrubando a maior mentira ambiental contra o agro brasileiro

Os números impressionam quando colocados lado a lado com outras grandes economias consideradas referência em políticas ambientais ao redor do mundo.

Segundo levantamentos técnicos utilizados por pesquisadores brasileiros, o país mantém atualmente 65,6% de todo o território nacional coberto por vegetação nativa preservada.

A comparação internacional ajuda a dimensionar esse cenário:


Brasil → 65,6% do território preservado

Estados Unidos → aproximadamente 19,9%

União Europeia → cerca de 17,9%

Na prática, isso significa que proporcionalmente o Brasil preserva mais áreas naturais do que diversas economias desenvolvidas frequentemente utilizadas como parâmetro em discussões ambientais globais.

Esse cenário ajuda a explicar por que especialistas argumentam que parte do debate internacional sobre sustentabilidade costuma desconsiderar características exclusivas da realidade brasileira.


Código Florestal obriga produtor rural a preservar grandes áreas

Uma das principais diferenças do modelo brasileiro está justamente na legislação ambiental aplicada às propriedades privadas.

O Código Florestal Brasileiro, considerado por especialistas um dos mais rigorosos do mundo, estabelece percentuais obrigatórios mínimos de preservação dentro das propriedades rurais.


Dependendo da região, produtores são obrigados a manter:

80% da propriedade preservada na Amazônia Legal

35% em áreas de Cerrado localizadas dentro da Amazônia Legal

20% em grande parte das demais regiões brasileiras


Na prática, isso significa que milhares de produtores brasileiros não utilizam integralmente suas terras para produção, mantendo grandes áreas preservadas por obrigação legal.

Segundo dados consolidados pela própria Embrapa, o país possui atualmente cerca de 246,6 milhões de hectares de vegetação nativa preservados dentro de propriedades rurais privadas.

Para efeito de comparação internacional, essa área equivale aproximadamente ao território somado de cerca de 10 países europeus.


Para cada hectare produzido, o campo preserva mais de dois hectares de natureza


Outro dado técnico ajuda a desconstruir a ideia frequentemente difundida de que a expansão agropecuária necessariamente significa avanço sobre áreas naturais.

Atualmente, para cada 1 hectare efetivamente utilizado na produção agropecuária brasileira, existem aproximadamente 2,1 hectares de vegetação nativa preservados dentro das próprias propriedades rurais.

Esse indicador reforça uma característica pouco discutida fora do setor: em boa parte do território nacional, produção e conservação ambiental coexistem dentro da mesma atividade produtiva.

Em outras palavras, o mesmo produtor que cultiva alimentos também é responsável por manter grandes áreas preservadas.


Embrapa: A agricultura realmente “consome” água de forma definitiva?

Outro ponto que frequentemente aparece no debate ambiental envolve o uso da água pelo setor agrícola, especialmente em sistemas de irrigação.

É comum a narrativa de que o agronegócio “retira” grandes volumes de água de rios e aquíferos, comprometendo permanentemente a disponibilidade hídrica.

Mas estudos hidrológicos e especialistas em irrigação mostram uma dinâmica bem mais complexa.

No processo agrícola:

Parte da água infiltra naturalmente no solo

Outra parcela evapora e retorna à atmosfera

O ciclo hidrológico permite que boa parte retorne ao ambiente em forma de chuva, umidade e recarga subterrânea

Pesquisas do setor indicam que aproximadamente 90% da água utilizada em sistemas agrícolas retorna ao meio ambiente através do próprio ciclo natural da água, especialmente em sistemas tecnificados e manejados corretamente.

Ou seja, o conceito frequentemente difundido de “consumo definitivo da água” costuma ser apresentado de forma simplificada no debate público.


Agronegócio sustenta parte importante da economia brasileira

Além da questão ambiental, existe um fator econômico impossível de ignorar. Hoje, o agronegócio representa aproximadamente 25% de todo o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, sendo responsável por sustentar parte importante da economia nacional.

O setor responde diretamente por:

Milhões de empregos diretos e indiretos

Grande parte do superávit da balança comercial brasileira

Produção de alimentos para mercado interno e exportação

Segurança alimentar nacional e internacional

O Brasil se consolidou nas últimas décadas como potência mundial em segmentos estratégicos como:


Soja

Carne bovina

Milho

Café

Açúcar

Celulose

Proteína animal

Tudo isso operando sob uma das legislações ambientais mais restritivas do planeta.


O debate ambiental precisa ser construído com dados — não apenas narrativas


Isso não significa ignorar problemas reais que precisam de enfrentamento, como desmatamento ilegal, queimadas criminosas e necessidade permanente de fiscalização ambiental.

Mas especialistas defendem que o debate sobre sustentabilidade precisa considerar dados técnicos, contexto legal e a realidade produtiva brasileira, evitando generalizações que frequentemente colocam toda a produção rural nacional dentro da mesma narrativa, ou da maior mentira ambiental contra o agro brasileiro.

Os números mostram algo que raramente recebe o mesmo destaque internacional: o país que se tornou uma das maiores potências agrícolas do planeta também está entre os territórios que mais preservam vegetação nativa no mundo — e parte significativa dessa preservação está nas mãos do próprio produtor rural brasileiro.

Diante disso, cresce uma pergunta cada vez mais inevitável:

o mundo realmente conhece a realidade ambiental do agro brasileiro ou ainda continua enxergando o país através de uma narrativa construída sem considerar os dados completos?

3 de jul. de 2026

Pedofilia: Não feche os olhos

 Movimento todos contra a pedofilia - 20 anos!


Para entrar no site clique (aqui), lá você pode baixar o Guia de Prevenção e Enfrentamento ao Abuso Sexual de Crianças e Adolescentes” dentre outros em PDF.

Mara Rocha declara apoio a Fernanda Hassem e afirma: “Sonho em vê-la vice-governadora do Acre”


Durante encontro realizado em Brasiléia, a ex-deputada federal e pré-candidata ao Senado, Mara Rocha, fez um discurso de reconhecimento à trajetória política da ex-prefeita Fernanda Hassem e declarou publicamente o desejo de vê-la ocupando a Vice-Governadoria do Acre ao lado do senador Alan Rick.

Ao falar para lideranças e moradores presentes, Mara destacou o trabalho desenvolvido por Fernanda durante os dois mandatos à frente da Prefeitura de Brasiléia e afirmou que o estado precisa de uma gestão com maior participação feminina.

“Eu acompanhei o trabalho da Fernanda como prefeita. Sei da mulher guerreira que ela é e do compromisso que sempre teve com a população. Sonho em vê-la vice-governadora do nosso estado, porque o Acre precisa de uma mulher que cuide das pessoas e ajude a construir um novo tempo.”, declarou.

A ex-deputada também manifestou apoio ao senador Alan Rick, ressaltando a expectativa em torno de um novo projeto político para o Acre. “Governador, o nosso estado precisa de você.”, afirmou, dirigindo-se ao parlamentar.

Mara ainda fez questão de reconhecer o trabalho do deputado estadual Tadeu Hassem, chamando-o de “meu deputado estadual” durante sua fala e destacando sua atuação no Alto Acre.

O encontro reuniu diversas lideranças políticas e comunitárias da região, entre elas o senador Sérgio Petecão, o deputado estadual Tadeu Hassem, vereadores, representantes de categorias profissionais, fazedores de cultura, juventude e lideranças municipais. A agenda integrou a série de encontros promovidos por Alan Rick para ouvir a população e discutir propostas para o futuro do Acre.