20 de fev de 2016

“UM PAÍS SEMPRE TEM UM EXÉRCITO, PODE SER O DELE OU DE OUTRO PAÍS” - CÉLEBRE FRASE!


Lendo a matéria sobre o Porta-Aviões São Paulo que terá tripulação reduzida para "cortar gastos" (aqui), e o sucateamento das “nossas” Forças Armadas só me vem à mente, a emblemática, mas verdadeira frase que encabeça o título dessa matéria cujo autor não consegui identificar.

Os cidadãos de bom senso que não se deixam levar por rixas antigas e que principalmente gostam de ler, verificarão sobre o que eu estou falando se lerem a excelente coleção do Jornalista Júlio Mesquita – A GUERRA 1914/1918 que você pode encontrar aqui mesmo na biblioteca estadual. Isto é, se ainda existir essa biblioteca por aqui.

São quatro volumes grossos que podem ser adquiridos temporariamente por quem, como já disse, gosta de ler. 

Mas, vou me ater a umas pequenas páginas que 100 anos depois é o retrato do Brasil, e pior, é o quadro real das Forças Armadas de nossa nação.

Trata-se de um discurso do Senador Charles Humbert, relator da comissão do exército (um francês patriótico e que não era ingênuo), em que na ocasião apontava as dificuldades das Forças Armadas do seu país já quando os sinais da I guerra mundial despontavam no horizonte.  O que para o Ministro da Guerra Sr. Messimy foi classificado como “críticas carregadas” provou-se no futuro que ele estava certo acerca de suas fortes palavras, no que resumidamente se transformou em troca de acusações, um querendo apontar o culpado, ou, os culpados segundo suas concepções.

O que o Senador Humbert queria imediatamente chamar a atenção é que quando o rufar dos tambores começam a ser ouvidos do outro lado da fronteira e as Forças Armadas não estão preparadas, é tarde demais.

Nesse caso, não adianta mais saber quem estava certo ou quem estava errado. Ter um exército de outro país dentro de seu país deve ser no mínimo uma tortura psicológica indescritível. 

O interessante comparando com nós é que hoje em dia é raro ver parlamentares desta estirpe, parlamentares que sabem que não existem países “amiguinhos” e sim grandes jogos de interesse, muito pelo contrário, o escárnio e a ironia que vem dos ternos e colarinhos sujos contra as forças Armadas aumentam a cada dia no Brasil.

Poderíamos citar um parlamentar nesse nível, chama-se Jair Bolsonaro um patriota que para denegrir sua imagem, o chamam de nacionalista, facista, homofóbico, e pasmem, até de agredir mulheres.

Outra frase, mas não menos célebre, dessa vez com o autor identificado, é uma de Sun Tzu que diz:

“A suprema arte da guerra é derrotar o inimigo sem lutar.”, mostra o quão importante é o país ter um mínimo de poder dissuasório, e se os leigos começarem a se interessar por esse assunto e deveriam, constatarão que estamos longe, muito longe disso.


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