30 de jun. de 2020

Profissionais de saúde do Exército participam de missão em apoio a comunidades indígenas em Roraima



Boa Vista (RR) Luiz Padilha - No dia 29 de junho, nove militares do Serviço de Saúde do Exército Brasileiro embarcaram, em São Paulo e Brasília, para uma missão de combate à COVID-19 no estado de Roraima. As atividades são coordenadas pelo Ministério da Defesa e pelo Ministério da Saúde e contam com 21 profissionais das Forças Armadas: médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem. O objetivo é que os militares atuem com profissionais da Secretaria Especial de Saúde Indígena no atendimento médico à população em 136 Distritos Sanitários Especiais.


É a segunda missão desse tipo da Capitão Médica Fernanda Silva Dalcomo Cunha, ginecologista do Hospital das Forças Armadas, em Brasília. A profissional esteve, ainda no mês de junho, trabalhando com comunidades indígenas e ribeirinhas no interior do estado do Amazonas. “Novamente fui voluntária e ressalto a importância do trabalho em equipe. Cada especialista tem um cuidado diferenciado com o paciente. Minha expectativa baseia-se em servir à comunidade sempre. Estamos todos confiantes que, mais uma vez, podemos fazer a diferença para aquela população”, destacou.


Os atendimentos começam hoje, dia 30 de junho, e vão até o dia 5 de julho. O objetivo é beneficiar cerca de 2,5 mil indígenas das etnias Yanomami, Macuxi e Ye’Kuana, que vivem nas reservas Yanomami e Raposa Serra do Sol, em Roraima. Insumos médicos e equipamentos de proteção individual também foram levados para a região a ser atendida. Equipes de imprensa do Brasil e do exterior acompanham a missão.


Antes do embarque, no dia 29 de junho, como medida de prevenção, todos os passageiros passaram por uma checagem de suas condições de saúde, preenchendo pesquisas e aferindo pressão e temperatura.

Fonte: CCOMSEx

Para manter o vácuo de soberania na Amazônia, fundos “gafanhotos” chantageiam Brasil


Os autores mostram a realidade das "ameaças" feitas em tom de alarde contra o Brasil


Lorenzo Carrasco e Geraldo Lino - MSIa  - O Brasil ficou em polvorosa em 23 de junho, com o anúncio de que embaixadas brasileiras em seis países europeus e nos EUA haviam recebido um autêntico ultimato de um grupo de investidores internacionais, que, alegando preocupação com “o aumento no desmatamento” e “violações dos direitos dos povos indígenas”, ameaçavam reduzir os seus investimentos em empresas e títulos públicos do País. O assunto deslocou para o segundo plano a grave evolução da pandemia de covid-19, ainda longe de uma situação de controle.

“A escalada do desmatamento nos últimos anos, combinada com relatos de um crescente enfraquecimento das políticas ambientais e de direitos humanos e esvaziamento dos órgãos de fiscalização, estão criando uma incerteza generalizada sobre as condições para investir ou fornecer serviços financeiros ao Brasil”, diz a carta, enviada às embaixadas na Noruega, Suécia, França, Dinamarca, Holanda, Reino Unido e EUA (texto divulgado pelo Observatório do Clima).

Como de hábito, não se trata de qualquer preocupação legítima com a preservação do meio ambiente e a defesa dos povos indígenas, mas de uma maldisfarçada manipulação da crescente fragilidade política do presidente Jair Bolsonaro, para impor um retorno às políticas de “limitação de soberania” sobre a Região Amazônica e o controle dos recursos da região, por meio da bem financiada rede de ONGs que representa aqueles interesses. A implicação tácita é a de que esses recursos naturais são as “garantias” dos seus investimentos no Brasil.  Por isso, a ofensiva se insere no contexto da “financeirização” das questões ambientais, a vasta iniciativa que reúne governos de nações industrializadas, altos interesses corporativos e a rede de ONGs que forma as “tropas de choque” do aparato ambientalista-indigenista internacional, como este Alerta tem acompanhado.

Os signatários (28 fundos de investimento e, curiosamente, os Church Commissioners, entidade que administra as propriedades da Igreja da Inglaterra) se mostram particularmente interessados no Projeto de Lei 2633/2020, peça-chave para a regularização fundiária, imprescindível para qualquer política ambiental e de desenvolvimento séria para a Amazônia, cuja votação encontra-se pendente na Câmara dos Deputados.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo (23/06/2020), Jan Erik Saugestad, CEO do fundo norueguês Storebrand Asset Management e iniciador da carta, foi categórico quanto ao destaque conferido ao PL: “Claro que será muito negativo se esse projeto passar porque legaliza a ocupação e encoraja mais o desmatamento. Não há dúvida de que isso será muito negativo. E temos que ter a fotografia completa para tomar nossas decisões. Fortemente insistimos ao governo que não deixe esse projeto passar da forma como está.”

Saugestad deixou claro que o Brasil está sendo tratado de forma diferenciada em relação aos outros países: “Normalmente, tendemos a nos engajar diretamente com as empresas, como o esforço feito no ano passado para combater o desmatamento com o apoio de mais de 250 instituições financeiras à iniciativa [ver Alerta Científico e Ambiental, 26/09/2019]. Temos iniciativas em andamento que cobrem a produção de soja e gado. Mas é o governo que faz as políticas e o arcabouço regulatório com as quais as companhias trabalham. Então, para nós que investimos em empresas, também é importante que as políticas sejam previsíveis e alinhadas com o que acreditamos ser um desenvolvimento sustentável. Desta vez, decidimos não fazer isso de forma indireta com as companhias, mas, sim, de forma direta com perguntas, num diálogo direto com o governo. ”

De forma curiosa, instado a estimar o volume de investimentos no Brasil representado pelo grupo de paladinos ambientais corporativos, limitou-se a dizer, “adoraria ter esse número, mas não tenho”.

Os presidentes dos grandes bancos privados nacionais bateram na mesma tecla. Em uma videoconferência promovida pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), o presidente do Itaú Unibanco, Cândido Bracher, afirmou que a questão ambiental é o principal “perigo” que ameaça o Brasil. “As consequências ambientais podem até vir de uma maneira mais lenta do que as da saúde como a covid-19, mas são mais duradouras e difíceis de reverter”, disse ele (O Estado de S. Paulo, 23/06/2020).

Para seu colega do Bradesco, Octavio de Lazari: “Todo mundo falava de sustentabilidade, de problema com o Planeta, de aquecimento global, reflorestamento, derrubada, de qualidade do ar, da água. Todo mundo falava sobre isso, mas de fato nós temos de reconhecer que fizemos muito pouco em relação a isso.”

E o presidente do BTH Pactual, Roberto Sallouti, foi enfático ao afirmar que a “agenda ASG”, sigla para ações ambientais, sociais e de governança, não é mais “opcional”, mas “algo que se nós não incorporarmos, os nossos clientes vão escolher outros bancos, porque essa é uma demanda da sociedade”.

Previsivelmente, a ofensiva desses fundos especulativos – verdadeiros “fundos gafanhotos”, que chegam, devastam e voam –, caiu como uma luva para os planos do “superministro” de Economia Paulo Guedes, que, prontamente, manifestou a sua preocupação imediata com que os “ruídos” na questão ambiental não possam prejudicar a pauta de atração de investimentos externos, item fundamental da sua agenda pós-pandemia. Ou seja, para que não faltem os recursos necessários ao seu plano de desmonte do Estado brasileiro, com a privatização de empresas estratégicas como a Eletrobrás, é preciso assegurar o “engessamento” econômico da Amazônia Legal (a, rigor, do País) e frear todo e qualquer exercício de uma soberania efetiva do Estado sobre a região, em detrimento dos seus 24 milhões de habitantes. Este é o corolário direto da política ultraliberal de Guedes, inteiramente atrelada aos interesses da alta finança “globalizada”, cuja meta se limita a pouco mais que gerar grandes fluxos financeiros para operações especulativas, em detrimento de toda a economia real, aí incluída a infraestrutura física, cuja expansão fica condicionada aos interesses de investidores privados.

Assim, o País permanece com as suas aspirações e perspectivas de retomada do desenvolvimento ao cumprimento de um duplo “dever de casa”, tanto em relação aos investidores privados (principalmente, internacionais), como ao aparato ambientalista-indigenista, que sempre operou como instrumento auxiliar daqueles, que tem sido a tónica dos últimos 30 anos.

Em entrevista ao “Estadão” de 24 de junho, o vice-presidente Hamilton Mourão, coordenador do Conselho da Amazônia, disse que a resposta brasileira será dada “com a verdade e com trabalho”.

Todavia, as reações das autoridades e lideranças nacionais não podem ser apenas defensivas. É preciso demonstrar, pelas mesmas embaixadas, que o País não é uma nação “bananeira”, por exemplo, recordando aos signatários que a área preservada do Bioma Amazônia, em território nacional, equivale a quase o dobro da área combinada dos seis países europeus cujos embaixadores brasileiros receberam a carta.

Igualmente, dever-se-ia reiterar o recado dado sem rodeios pelo presidente brasileiro, em seu discurso na abertura da 74ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro passado: “Quero reafirmar minha posição de que qualquer iniciativa de ajuda ou apoio à preservação da Floresta Amazônica, ou de outros biomas, deve ser tratada em pleno respeito à soberania brasileira. Também rechaçamos as tentativas de instrumentalizar a questão ambiental ou a política indigenista, em prol de interesses políticos e econômicos externos.”

Para os patriotas brasileiros, independentemente de ideologias, deveria ser claro que estamos frente a uma tentativa de manipulação da crise política nacional em prol de interesses alheios ao País. Parafraseando a resposta de outro presidente, Floriano Peixoto, diante do oferecimento da “ajuda” da frota britânica, na Revolta da Armada de 1891, os fundos “gafanhotos” deveriam ser recebidos, figurativamente, à bala.     

É mais que hora de se retomar o impulso, há muito abandonado, para um novo projeto nacional de desenvolvimento, um imperativo para o período pós-pandemia imediato, com o qual os brasileiros possam retomar as rédeas da construção do seu futuro, em vez de deixá-lo ser definido por essa exótica aliança de especuladores desligados da economia real e do bem-estar geral da sociedade com militantes profissionais, todos descompromissados com os interesses maiores dos brasileiros.

Após tensão na fronteira, Índia proíbe dezenas de aplicativos chineses



Luiz Padilha A ação do governo parecia especificamente direcionada ao TikTok, que foi recentemente encontrado acessando dados de usuários nos iPhones da Apple.

Em meio a tensões com a China, a Índia proibiu 59 aplicativos móveis chineses, incluindo a crescente plataforma de compartilhamento de vídeos TikTok.

Uma disputa diplomática vem se desenvolvendo entre Nova Deli e Pequim nas últimas duas semanas após um confronto mortal entre suas tropas em uma área fronteiriça disputada em 19 de junho.

A decisão de barrar os aplicativos chineses foi anunciada nesta segunda-feira (29) pelo Ministério da Eletrônica e Tecnologia da Informação da Índia. De acordo com o órgão, a decisão foi tomada por conta do suposto envolvimento dos aplicativos em “atividades que são prejudiciais à soberania e integridade da Índia” e da ameaça à “segurança do estado e ordem pública”.

O Ministério disse que responder às ameaças que emanam desses aplicativos “é uma questão de profunda e imediata preocupação, que requer medidas de emergência”.

Também estão proibidos outros aplicativos populares como o WeChat, Kwai, Baidu, Clash of Kings, Weibo, entre outros.

FONTE: Sputnik

Luto pelo Falecimento do Sr. João Francisco da Silva, último ex-combatente da FEB da Guarnição Federal de Bagé/RS



Marcelo Barros   - Na madrugada de 29 de junho, travou sua derradeira batalha o 2º Tenente João Francisco da Silva, com 96 anos de idade, último dos trinta e três bajeenses que integraram a Força Expedicionária Brasileira (FEB), durante a Segunda Guerra Mundial.

Em 1944, contava com 20 anos e servia no 12º Regimento de Cavalaria, em Bagé, hoje 3º Batalhão Logístico, momento em que foi voluntário para integrar o contingente da FEB. Ato contínuo embarcou no trem até Rio Grande, seguindo de navio para o Rio de Janeiro, onde permaneceu por três meses em intenso treinamento. Ao fim da preparação, o então Soldado João Francisco embarcou para a Itália, aportando em Nápoles após quinze dias de viagem.

Em território inimigo, demonstrou o valor do soldado brasileiro, perpetrando atos de bravura e coragem, atos estes, que inclusive salvaram vidas de compatriotas.

O Sr João Francisco retornou a Bagé em 1945, após o fim da guerra, momento em que constituiu família, deixando o legado de sete filhos. Desempenhou diversas atividades para sustentar seus filhos, inclusive mais de doze anos de serviços no próprio Hospital de Guarnição de Bagé.

Deixará saudade sua presença, constante, nos palanques das formaturas desta Brigada de Cavalaria. Nossa última continência ao herói bageense Sr João Francisco.

Fonte: 3ª Brigada de Cavalaria Mecanizada

'Desinformação atrapalhou combate ao coronavírus', diz Nise Yamaguchi


Em live promovida pelo IEJA, a oncologista lamentou a "absoluta dissintonia entre os poderes" no combate à pandemia

Reprodução/Faceboook - A oncologista, imunologista
 e pesquisadora científica 
Nise Yamaguchi afirmou nesta segunda-feira (29) que o ambiente de desinformação atrapalhou o combate à pandemia do novo coronavírus no Brasil.

"Essa situação de dificuldade de informação acabou atrapalhando a dinâmica do combate ao coronavírus. As pessoas tentaram se preparar em tempo recorde para suprir uma deficiência crônica de um sistema de saúde que não tinha UTIs e unidades de atendimento suficientes e acabaram destinando todos seus recursos para a covid-19 e deixaram outras áreas desatendidas", avaliou Nise em live promovida pelo IEJA (Instituto de Estudos Jurídicos Aplicados).

Nise ainda lamentou a o que classificou como uma "absoluta dissintonia entre os poderes" no combate à pandemia. "É um momento de haver uma movimentação sólida para que se consiga passar por essa pandemia de forma conjunta. Precisamos entender que somos uma nação, com todos participantes cientes de que devemos lutar em prol de um bem comum”, disse a oncologista, que vê atrasos na recomendação para o uso de máscaras e na forma de conduzir a crise.

Questionada pela ex-secretária geral do STF e presidente do IEJA, Fabiane Oliveira, sobre a dificuldade de atendimento a outras doenças com o avanço do coronavírus, Nise disse acreditar no potencial dos gestores e viu uma contribuição positiva das parcerias público-privadas.

De acordo com Nise os diferentes aspectos do Brasil, inclusive dentro de uma mesma cidade, tornam o isolamento social algo "impossível", principalmente para quem vive em áreas mais carentes.

Hidroxicloroquina

Ao comentar sobre o uso da hidroxicloroquina, Nise disse que o medicamento tem se mostrado eficiente no combate à covid-19 ao ser prescrito em doses baixas para pacientes na fase inicial da doença. "As doses utilizadas devem ser de uma utilização prática, de cinco dias, que está sendo mais utilizada em populações grandes", analisou.

A oncologista lamentou o estudo que classificou como "fraudulento" publicado pela LanceNet e disse que uma outra pesquisa com grande repercussão negativa sobre o uso da cloroquina, desenvolvido em Manaus, utilizou de doses muito altas do medicamente. "Tudo isso criou uma narrativa de desconstrução", afirmou ela.

Segundo Nise, a própria covid-19 causa arritmias os momentos mais graves e, por isso, o uso do medicamento não é recomendado nessa fase do tratamento. "Ela é extremamente útil nos pacientes antes de momentos mais graves", explicou.

Receita paga hoje segundo lote de restituição de Imposto de Renda


Terão direito a receber mais de 3,3 milhões de contribuintes

Kelly Oliveira - A Receita Federal paga hoje (30) o segundo lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2020. Mais de 3,3 milhões contribuintes receberão R$ 5,7 bilhões no lote de maior valor já registrado.

Desse valor total, R$ 3,977 bilhões são para contribuintes com direito a prioridade no recebimento: 54.047 acima de 80 anos; 1.186.406 entre 60 e 79 anos; 89.068 pessoas com alguma deficiência física, mental ou doença grave; e 937.234 contribuintes cuja maior fonte de renda é o magistério. Foram contemplados ainda mais de 1 milhão de contribuintes não prioritários que entregaram a declaração até o dia 4 de março.

Neste ano, os lotes de restituição foram reduzidos de sete para cinco, com pagamento iniciando antes mesmo do fim do prazo de entrega, que é hoje. O primeiro lote foi pago em 29 de maio.

Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deve acessar a página da Receita Federal na internet.

Na consulta à página da Receita, serviço e-CAC, é possível acessar o extrato da declaração e ver se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento. Nessa hipótese, o contribuinte pode avaliar as inconsistências e fazer a autorregularização, mediante entrega de declaração retificadora.

A Receita disponibiliza ainda aplicativo para tablets e smartphones, que facilita consulta às declarações do IRPF e situação cadastral no CPF. Com ele, será possível consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do Imposto de Renda Pessoa Física e a situação cadastral de uma inscrição no CPF.

A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá fazer requerimento, por meio da internet, mediante o Formulário Eletrônico - Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço Extrato do Processamento da DIRPF.

Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá contactar pessoalmente qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento, por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos), para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.

Paulo Freire, o patrono do fracasso educacional brasileiro



ILISP - Rogério Marinho - Infelizmente, segundo numerosas pesquisas nacionais e internacionais, o sistema de ensino brasileiro é um dos mais ineficientes do planeta. Crianças e adolescentes sabem muito pouco do que deveriam saber: dominam precariamente a língua portuguesa e não possuem habilidades básicas em matemática. A falta de aprendizado é o nosso maior obstáculo educacional. Tal precariedade é resistente e subsiste à revelia das questões fiscais e de investimento público. É um ensino ruim quando o dinheiro é farto ou escasso.

As raízes da precariedade do ensino brasileiro podem ser encontradas na formação de nossos professores. Há muito, cursos universitários, públicos e privados, foram invadidos pela demagogia política mais abjeta. De fato, o ensino pedagógico de nível superior furtou-se a ensinar aos jovens mestres técnicas de aulas, metodologias baseadas em evidências científicas e conhecimento de como as pessoas aprendem. Ademais, há professores que também não dominam os conteúdos de suas próprias disciplinas.

O estudante de pedagogia forma-se sem conhecer os elementos fundantes de sua futura profissão e muitos sequer desfrutam de estágios profissionais sérios e sistemáticos. No Brasil, abandonou-se a pedagogia em prol de discursos políticos e formação de militantes. O maior símbolo desse tipo de educação é o famoso, muito comentado e pouco lido, Paulo Freire.

O tema não é novo. Desde que estreou no cenário público e político, Paulo Freire causou polêmicas e motivou inúmeros intelectuais brasileiros a denunciar suas artimanhas revolucionárias. Em setembro de 1963, por exemplo, o jornal Estado de São Paulo endossou a análise demolidora de Dulce Salles Cunha Braga, na época vereadora em São Paulo, sobre o “método de alfabetização” do intelectual comunista: “esse método, em si, apresenta sérias lacunas, sendo passível de críticas fundamentais no que se refere à sua oportunidade e eficiência. O mais grave, porém é que segundo depoimentos de pessoas de ilibada idoneidade, o método em causa tem sido veículo de doutrinação marxista, sob pretexto de alfabetização.” A professora Dulce foi a primeira senadora paulista, vereadora por três vezes e deputada estadual também por três vezes.

A Pedagogia do Oprimido, livro mais famoso de Paulo Freire, é obra recheada de elogios a Fidel Castro, Che Guevara, Mao Tsé-Tung, Lenin e às revoluções comunistas. Freire ignora o sangue de inocentes derramado por esses tiranos e assassinos, responsáveis por genocídios covardes e produz um panfleto socialista com quase nada de pedagogia. Seu objetivo, coberto por um manto de palavras confusas e desconexas, é estabelecer as bases de uma revolução socialista no Brasil por meio da subversão cultural de estudantes em prol do velho e refutado materialismo marxista.

Prega em seu livro sinuoso a revolta dos alunos diante da autoridade do professor e da família. O patrono da educação brasileira esforçasse-se, utilizando uma linguagem tosca e truncada, em demonizar a família e a autoridade paterna: “as relações pais-filhos, nos lares, refletem, de modo geral, as condições objetivo-culturais da totalidade de que participam. E, se estas são condições autoritárias, rígidas, dominadoras, penetram nos lares que incrementam o clima da opressão”. Tudo para ele é opressão, exploração e domínio.

De 1989 a 1991, Freire teve a oportunidade de pôr em prática suas ideias copiadas da tradição teórica marxista. Foi secretário de educação de São Paulo na gestão de Luiza Erundina. O legado do idolatrado militante foi a promoção automática dos estudantes. Freire considerava a autoridade do professor em avaliar os alunos como algo opressor. A libertação é promover estudantes mesmo que não tenham aprendido a contento o conteúdo programado. É a perpetuação da falta de qualidade do ensino.

Precisamos urgentemente promover uma profunda revisão na formação de nossos professores. Jamais poderemos superar nossas dificuldades sem introduzir no ensino superior pedagogias realmente científicas e calcadas em evidências empíricas. Não podemos continuar apenas com a politização canhota e que tanto mal faz ao ensino nacional. Precisamos de mais ciência e menos ideologia barata e mistificadora.

29 de jun. de 2020

Mais decisões estranhas no Supremo

Médicos de hospital em Israel identificam causa de coágulos sanguíneos fatais em pacientes com covid-19



Thaís Garcia - Uma equipe de pesquisa do Centro Médico da Universidade Hadassah, em Ein Kerem, Jerusalém, descobriu o que faz com que os pacientes com coronavírus chinês fiquem gravemente doentes, levando muitas vezes à morte, informou o The Jerusalem Post.

Eles também dizem que há uma maneira de tratar a causa antes que seja tarde demais. Ao menos 30% dos pacientes com coronavírus chinês desenvolvem coágulos sanguíneos que bloqueiam o fluxo sanguíneo para os rins, coração e cérebro, além dos pulmões, de acordo com pesquisas internacionais.

Os pesquisadores do Hadassah descobriram que os pacientes que formam esses coágulos fatais têm um nível aumentado de proteína alfa-defensina no sangue, explicou o Dr. Abd Alrauf Higavi, que dirige um laboratório no Hadassah e estuda coágulos há 30 anos.

“Pacientes com sintomas leves têm uma baixa concentração de alfa-defensina”, disse ele. “Pacientes com fortes sintomas da doença têm altos níveis. As pessoas que morrem têm níveis muito altos.”

A equipe do Hadassah estudou mais de 700 amostras de sangue de 80 pacientes que foram admitidos no centro médico durante o primeiro pico do surto de coronavírus chinês em Israel. Os resultados mostram que a alfa-defensina acelera a formação de coágulos sanguíneos, o que pode causar embolia pulmonar, ataques cardíacos e derrames.

Além disso, quando coágulos sanguíneos se formam nos alvéolos, cuja função é trocar moléculas de oxigênio e dióxido de carbono de e para a corrente sanguínea, isso pode levar a problemas respiratórios e, eventualmente, à intubação.

Vários estudos mostraram que cerca de 80% dos pacientes com coronavírus chinês que foram intubados morreram.

Higavi disse que sua equipe está a caminho de uma solução: administrar a droga colchicina a pacientes com coronavírus chinês.

A colchicina é um medicamento aprovado usado na prevenção e tratamento de ataques de gota, causado por excesso de ácido úrico no sangue.

Higavi disse que concluiu o teste da colchicina em ratos e descobriu que ela inibiu com sucesso a liberação de alfa defensina. Agora, eles estão aguardando as aprovações necessárias para testá-la em pacientes com coronavírus chinês.

O pesquisador disse que os ensaios clínicos analisariam o uso da droga em casos graves e a administração a pacientes com sintomas leves ou moderados para ver se isso ajudaria a diminuir as chances de desenvolver um caso grave da doença.

“Os medicamentos disponíveis hoje no mercado de afinadores de sangue não atendem totalmente a essa coagulação, pois seu mecanismo difere dos mecanismos pelos quais esses medicamentos existem atualmente”, disse Higavi. “Os recursos devem ser desviados para encontrar um medicamento adequado para pacientes com coronavírus”.

Após detectar caças chineses, Índia implementa sistema de defesa aérea na região de Ladakh



O Ministério da Defesa Indiano está implementando um sistema de defesa antimísseis de curto alcance na região de Ladakh, depois que radares rastrearam mais aviões de combate chineses perto da Linha de Controle Real (LAC).

A imprensa local relatou que um novo heliporto está sendo construído no setor 4 do lago Pangong Tso, em Ladakh, que fica muito perto de um posto militar indiano, nas imediações da LAC.

Fontes do ministério revelaram a ANI News, que ‘Como parte da construção em andamento no setor, os sistemas de defesa aérea do Exército indiano e da Força Aérea da Índia foram implantados no setor para evitar qualquer contratempo dos caças da Força Aérea chinesa ou dos helicópteros do Exército de Libertação Popular da China’.

“A situação permanece tensa e que Pequim continua enviando equipamentos militares pesados, incluindo caças Sukhoi-30 e bombardeiros estratégicos”, explicou uma das fontes.

Os radares indianos também detectaram aviões e helicópteros de combate da China perto do setor de Daulat Beg Oldie, no vale do Galwan, na região de Hot Springs e Pangong Tso, e que estes estão se aproximando do lado indiano do lago.

Durante seu discurso mensal na rádio neste domingo (28), o primeiro-ministro indiano Narendra Modi afirmou que as tropas deram uma resposta adequada em Ladakh.

“A Índia sabe fazer amizades, mas também pode olhar alguém nos olhos e retaliar para dar uma resposta adequada. Nossos bravos soldados mostraram que não deixarão que seja feito nenhum mal ao orgulho da Mãe Índia”, disse Modi.

Imagens de satélite do vale de Galwan, já haviam mostrado que pelo menos 16 postos chineses estão presentes na região em um raio de 9 km da Linha de Controle Real, que é o local de um confronto violento no qual 20 soldados indianos foram mortos no dia 15 de junho.

​Imagem de 22 de junho mostra como as forças do Exército de Libertação Popular da China mantiveram suas posições com camuflagem e reorganizaram seu posicionamento anterior

As tropas indianas e chinesas estão envolvidas em um impasse há mais de dois meses na região de Ladakh, ao longo da Linha de Controle Real de 4.057 km. Ambos os lados se acusam de violar a fronteira demarcada no vale.

Com agências internacionais

C-390 Millennium da FAB transporta mais de 4 toneladas de EPIs para Boa Vista (RR)

Mais um Gripen E no Programa de Ensaios em Voo


SAAB do Brasil - Mais uma aeronave Gripen E começou a participar do Programa de Ensaios em Voo realizando testes táticos com os nossos sistemas de bordo. Estamos nos preparando para expandir o programa para incluir o Centro de Ensaios em Voo do Gripen no Brasil. Confira os detalhes e etapas desse processo e quais são os próximos passos do Programa

Porto de Santos registrou pelo 4º mês seguido a maior movimentação de cargas da sua história


Estudo Comparativo - A Constituição do Império do Brasil e a Constituição do Reino da Noruega


Obra inédita em língua portuguesa

Description


Dunapress - Este guia de estudos foi organizado com o escopo de permitir um estudo comparativo entre as constituições do Império do Brasil (1824) e a do Reino da Noruega (última atualização em 2018). O objetivo do cotejo é verificar o quanto a constituição imperial do Brasil mantém pontos fortes e importantes, princípios e valores que uma nação não pode perder de vista.

Por que é importante demonstrar que uma constituição de 1824 tem pontos em comum com a constituição de um dos países mais prósperos do mundo? Justamente para demonstrar o quanto a constituição imperial estava à frente de seu tempo.

Essa sinopse pretende servir de manual acadêmico, fonte de fomento de pesquisa e investigação nas áreas da Educação, do Direito Constitucional, Direito Internacional e Direito Comparado. Ademais, é muito útil para estudantes de História e Ciências Políticas que poderão trabalhar e desenvolver temas como: Estado laico ou não?, Estado e Governo, Estadista e Governante, Monarquia e Prosperidade, Monarquia e Soberania; entre outros.

O guia fornece, em anexo, as versões em inglês, para fins de consulta; e para que estudantes e acadêmicos de outros países tenham a oportunidade de também realizar os cotejos.

Historicamente, dentro do Direito Comparado, no âmbito dos sistemas jurídicos, o Brasil é classificado como integrante do chamado “Grupo Francês” enquanto que a Noruega do “Grupo Escandinavo”. Será que as constituições monárquicas de Brasil e Noruega se identificam de alguma maneira?

Por fim, este guia certamente oferecerá aos estudiosos das monarquias, dos impérios e das constituições importantes dados para análise e debates.

O Direito comparado é um grande aliado no escrutínio de semelhanças e diferenças entre as cartas magnas de diferentes países, em que os comparatistas têm em mãos documentos que primam pela dignidade humana, direitos humanos e direitos fundamentais, e o desafio será apontar de que formas, e se essas formas têm ou não algum diálogo.

Caixa inicia hoje o pagamento do Saque Emergencial do FGTS


O total de recursos soma mais de R $ 3,1 bilhões

A Caixa inicia, nesta segunda-feira (29), o pagamento do Saque Emergencial do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), para 4,9 milhões de trabalhadores nascidos em janeiro. Nessa primeira etapa, o total de recursos liberados soma mais de R$ 3,1 bilhões.

O novo saque tem como objetivo enfrentar o estado de calamidade pública em razão da pandemia da covid-19. No total, serão liberados, de acordo com todo o calendário, mais de R$ 37,8 bilhões, para aproximadamente 60 milhões de trabalhadores.

O pagamento do Saque Emergencial será realizado por meio de crédito na Conta Poupança Social Digital, aberto automaticamente pela Caixa em nome dos trabalhadores. O valor do Saque Emergencial é de até R $ 1.045, considerando a soma dos saldos de todas as contas ativas ou inativas com saldo no FGTS.

O pagamento será realizado por meio de crédito em economia social digital aberto automaticamente pela Caixa em nome dos trabalhadores

Calendário de crédito em conta e saque

O pagamento será realizado por meio de crédito em economia social digital aberto automaticamente pela Caixa em nome dos trabalhadores, conforme calendário a seguir:

O calendário foi estabelecido com base no mês de nascimento do trabalhador e contém dados que correspondem a valores de crédito na conta de armazenamento digital social, quando os recursos podem ser usados ​​em estatísticas eletrônicas, além de dados a partir de quando os recursos disponíveis estão disponíveis para saque em espécie ou transferência para outras contas.

Caso não haja movimentação na conta de economia social digital até 30 de novembro deste ano, o valor será devolvido à conta do FGTS com devida remuneração do período, sem prejuízo para o trabalhador. Se após esse prazo, o trabalhador decidir fazer a emergência, poderá solicitar pelo Aplicativo FGTS até 31 de dezembro de 2020.

A Caixa disponibiliza os seguintes canais de atendimento para informações sobre o Saque Emergencial do FGTS: site fgts.caixa.gov.br, Telefone 111 - opção 2, Internet Banking Caixa e APP FGTS.

*Com informações da Caixa

28 de jun. de 2020

Terceira aeronave KC-390 Millennium é incorporada à frota da FAB

Aeronave de matrícula FAB 2855 pousou neste sábado (27/06), na Ala 2, em Anápolis (GO)



A Força Aérea Brasileira (FAB) recebeu, neste sábado (27), a terceira unidade do multimissão KC-390 Millennium. O FAB 2855 pousou às 16h35 na Ala 2, Base Aérea de Anápolis (GO).

O recebimento celebrou a realização do primeiro translado do KC-390 por tripulação exclusivamente composta por integrantes do Primeiro Grupo de Transporte de Tropa (1º GTT), tendo sido o Comando de Preparo (COMPREP) o responsável pelo desenvolvimento da doutrina utilizada no preparo operacional dos tripulantes.

A entrega da aeronave aconteceu com o tradicional batismo.


O Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez, falou sobre a importância do KC-390 para a FAB: “O recebimento da terceira aeronave KC-390 é motivo de grande satisfação para o Comando da Aeronáutica, pois será somado às missões para as quais as outras duas unidades já estão sendo empregadas. O maior exemplo disso é a utilização no transporte aéreo logístico de insumos e equipamentos para combate e prevenção à COVID-19, dentro da Operação coordenada pelo Ministério da Defesa, o que demonstra o grande ganho para toda a sociedade brasileira”, disse.

O Comandante de Preparo, Tenente-Brigadeiro do Ar Luiz Fernando de Aguiar, comentou sobre a chegada da terceira aeronave. “Em vista da recente comemoração do Dia da Aviação de Transporte, em 12 de junho, é motivo de grande honra para o Comando de Preparo receber o terceiro KC-390 Millennium, na ALA 2. Essa aeronave chega para incorporar à frota do Esquadrão Zeus e oferecer sua capacidade operacional à Força Aérea Brasileira”, reforçou.


O Comandante da Ala 2, Coronel Aviador Gustavo Pestana Garcez, ressaltou o esforço de todas as Organizações para que a aeronave fosse entregue. “A preparação das equipagens, juntamente com a chegada de novos vetores, amplia as capacidades da Força Aérea Brasileira. É um momento de júbilo, pois sabemos do esforço conjunto para a entrega da aeronave no calendário previsto. Nesse momento em que o Ministério da Defesa atua diuturnamente no combate à pandemia, a aeronave certamente contribuirá com ações voltadas ao apoio do povo brasileiro”, declarou.

O Tenente-Coronel Aviador Luiz Fernando Rezende Ferraz, Comandante do 1º GTT, descreveu a importância da terceira aeronave para a Força. “A incorporação do terceiro KC-390 representa um incremento na operacionalidade da FAB e possibilita a aceleração do processo de formação de tripulantes. Considerando o atual cenário nacional, o FAB 2855 também somará forças e oportunidades de apoio ao combate à pandemia da COVID-19”, afirmou.

O processo de recebimento na Embraer

O FAB 2855, aeronave KC-390 Millennium fabricada pela Embraer, foi recebido por equipe formada de especialistas em diversas áreas. Todo o processo foi executado no período compreendido entre 4 de maio e 26 de junho de 2020. Participaram diretamente do processo de recebimento as seguintes Organizações Militares:

Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo (IPEV): encarregado pelo planejamento e execução dos voos do KC-390, na fase de recebimento, assim como a análise e reporte dos resultados encontrados nos cheques funcionais, garantindo a entrega da aeronave em condições seguras de operação;

Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC) e Grupo de Acompanhamento e Controle (GAC-PAC): responsáveis por gerenciar os projetos de desenvolvimento, aquisição e modernização de materiais e sistemas aeronáuticos, bem como pelo acompanhamento presencial das atividades contratadas de produção de aeronaves com a empresa Embraer S.A.


Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI): encarregado de garantir a conformidade final do produto, de acordo com os requisitos contratuais, sejam eles relativos ao projeto ou à qualidade, a fim de embasar a emissão da segunda Permissão Especial de Voo inicial (PEVi2) da versão de entrada em serviço, aprovada no dia 24 de junho de 2020;

Diretoria de Material Aeronáutico e Bélico (DIRMAB) e Parque de Material Aeronáutico do Galeão (PAMA-GL): incumbidos pelas coordenações e verificações logísticas relativas ao projeto KC-390, incluindo publicações, programas de manutenção, funcionamento de sistemas e estruturas, recebimento de peças, dentre outras; e


Ala 2: por meio do Grupo de Logística (GLOG), responsável pela assistência nas atividades especializadas de manutenção e suprimento, e por meio do 1º GTT, encarregado de prover todos os assessoramentos relativos ao emprego operacional e realizar o translado da aeronave, após recebida da empresa fabricante, para a sede, em Anápolis-GO.

FONTE E FOTOS: FAB

Bolsonaro inaugura no Ceará trecho da transposição do São Francisco


Presidente foi ao município de Penaforte, no sul do Estado; quando for terminada, construção vai levar água a 12 milhões de pessoas no Nordeste

Obra, concluída, beneficiará 12 milhões de pessoas
Divulgação / Ministério do Desenvolvimento Regional

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) participou, nesta sexta-feira (26), no Ceará, da inauguração de um trecho das arrastadas e polêmicas obras da transposição do Rio São Franciso a municípios do Nordeste.

Em entrevista rápida à imprensa local, o presidente afirmou que o compromisso de seu governo foi não deixar nenhuma obra parada no país. "[A transposição] É uma novela enorme que está chegando ao fim."

Bolsonaro destacou a importância da obra para a irrigação das terras e para o consumo dos nordestinos dessas regiões.

O presidente acionou a abertura da comporta do município de Penaforte, no sul do Estado do Ceará e a cerca de 550 quilômetros da capital, Fortaleza.

'Novela chegando ao fim'
Reprodução/Twitter/Jair Bolsonaro
Bolsonaro participou do evento ao lado dos ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, Augusto Heleno, e do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho.


O governador do Estado, Camilo Santana (PT), não participou da inauguração. Ele declarou, em um post em suas redes sociais, que só voltará ao local da transposição "após superarmos este grave momento de pandemia".

A obra, quando for terminada, terá 477 quilômetros de extensão e levará as águas do rio a 12 milhões de pessoas que hoje sofrem com a escassez.

Segundo o governo federal, a transposição concluída vai beneficiar 390 municípios de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte.

26 de jun. de 2020

Centro de Lançamento de Alcântara realiza primeiro lançamento do ano



O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) realizou na tarde desta quinta-feira (25/06) o lançamento de um Foguete de Treinamento Básico (FTB) na Operação Falcão I/ 2020. A operação tem o apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB) e integra o cronograma de atividades de lançamento do CLA do ano de 2020. Além do treinamento operacional das equipes envolvidas, exercita as principais funções de comunicações, telemetria, rastreamento e gerenciamento dos procedimentos de segurança e comandos para lançamentos.

A Operação iniciada desde o dia 22 de junho, seguiu com os procedimentos de segurança de interdição e esclarecimento de área marítima, patrulhamento terrestre e aviso aos navegantes para a comunidade pesqueira local.

O FTB utiliza combustível sólido e é estabilizado por quatro hastes. aerodinâmicas O sistema de lançamento emprega um casulo reutilizável que pode ser novamente empregado em outras operações para integração do veículo junto à plataforma de lançamento. A Operação Falcão é a primeira a ser realizada no CLA no ano de 2020 e
não possui carga útil cientifica, neste lançamento.

O lançamento ocorreu às 17h52min pelo horário de Brasília com o veículo atingindou uma altitude máxima (apogeu) superior de 30 quilômetro em 1min15seg. Em um total aproximado de 2min44seg de tempo em voo até o  términodo rastreio sobre a costa alcantarense.

“ Destaca-se na Operação Falcão a operacionalidade do Centro, treinamento de equipes e meios, sendo essa operação voltada principalmente para a preparação para atividades de grande porte”, confirma o Coronel Aviador Marcello Correa de Souza, Diretor do CLA.

Fonte: CLA

Fiocruz: antiviral para hepatite tem bom resultado contra a covid-19


O resultado foi obtido com testes in vitro


Akemi Nitahara - Um estudo liderado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com medicamentos que são usados para tratar hepatite C mostrou eficácia contra o novo coronavírus, que causa a covid-19. 

A doença já infectou mais de 9,6 milhões de pessoas no mundo e matou quase 490 mil, segundo o painel global da universidade Johns Hopkins. No Brasil, os dados de ontem (25) do Ministério da Saúde contabilizam 1.228.114 casos e 54.971 óbitos.

Em experimentos in vitro com três linhagens de células, incluindo células pulmonares humanas, o antiviral daclastavir impediu a produção de partículas virais do novo coronavírus que causam a infecção. O medicamento foi de 1,1 a 4 vezes mais eficiente do que outros remédios que estão sendo usados nos estudos clínicos da covid-19, como a cloroquina, a combinação de lopinavir e ritonavir e a ribavirina, este último também usado no tratamento de hepatite.

O daclastavir superou também a eficiência do atazanavir, um antirretroviral utilizado no tratamento de HIV que foi testado anteriormente pelos cientistas da Fiocruz.

“As análises apontaram que o fármaco [daclastavir] interrompeu a síntese do material genético viral, o que levou ao bloqueio da replicação do vírus. Em células de defesa infectadas, o fármaco também reduziu a produção de substâncias inflamatórias, que estão associadas a quadros de hiperinflamação observados em casos graves de covid-19”, diz a Fiocruz.

Os testes mostraram que o sofosbuvir, outro remédio para hepatite, foi menos eficiente do que o daclastavir. Ele também inibiu a replicação viral em linhagens de células humanas pulmonares e hepáticas, mas não apresentou efeito em células Vero, derivadas de rim de macaco e muito utilizadas em estudos de virologia.

Pré-print
Os estudos foram publicados no site de pré-print bioRxiv. Ou seja, os resultados já estão disponíveis para consulta pela comunidade científica internacional, mas ainda requerem aprofundamento e revisão.

O trabalho foi liderado pelo pesquisador Thiago Moreno, do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz), em parceria com cientistas do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e dos Laboratórios de Imunofarmacologia e de Pesquisa sobre o Timo do IOC. Também colaboraram o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), Universidade Iguaçu (Unig), Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor), Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Inovação de Doenças de Populações Negligenciadas (INCT-IDPN) e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Neuroimunomodulação (INCT-NIM).

De acordo com Moreno, os parâmetros farmacológicos do daclastavir contra o novo coronavírus são compatíveis com os efeitos do medicamento em pacientes.

“O reposicionamento de medicamentos é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a maneira mais rápida de identificar candidatos ao tratamento da covid-19. Considerando que os antivirais de ação direta contra o vírus da hepatite C estão entre os mais seguros, nossos resultados indicam que estes fármacos, em especial o daclastavir, são candidatos para a terapia, com potencial para ser imediatamente incorporados em ensaios clínicos”.

Os cientistas alertam para os riscos da automedicação e destacam que ainda são necessários testes com pacientes para avaliar a eficácia das terapias. “Todas as pessoas com casos suspeitos ou confirmados de covid-19 devem procurar atendimento médico para orientação da terapia adequada”, adverte a Fiocruz.

25 de jun. de 2020

Presidente Bolsonaro inaugurou hoje a Galeria de Heróis do Programa Vigia


A verdade sobre a invasão de gafanhotos - Não caia na especulação e direcionamento da grande mídia

A quem interessa o fim da Polícia Militar, exatamente neste momento?


Excelente texto que analisa o movimento para extinção das polícias Militares

Viatura do Departamento de Polícia de Nova York destruído pelos manifestantes nos recentes tumultos nos Estados Unidos
Dimas Mecca Sampaio
(Dep Est  PSL/SP)
Flávio César Montebello Fabri
Ambos Policiais Militares (Reserva PMESP)


Em um discurso emocionado, perante centenas de policiais, disse o então Comandante Geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo, Cel PM Marcelo Vieira Salles, “não espere reconhecimento daqueles que não conhecem o cheiro da pólvora ou o calor dos incêndios”. Da mesma forma, em formidável trabalho monográfico, deixou em sua dedicatória o competentíssimo e com vasta experiência operacional, Cel PM Cássio Araújo de Freitas, hoje Comandante do CPI-6 (comando que abrange todo o litoral paulista e Vale do Ribeira, área extensa e, por suas características, complexa) uma reflexão mais ampla sobre: ”Ao Soldado Anônimo, graduação genérica de todo militar, sinônimo daquele que milita e que, no caso do soldado policial, sustenta a ordem, o estado de direito e a democracia. Jamais lembrado nos grandes discursos. Homenageado com flores nos países líderes, negligenciado nos países submissos”.

O que seguiremos a expor tem como base este pensamento do Cel PM Cássio. E, indo além, principalmente quando vemos as manifestações do presente ano e, também, recordamos as de 2013.


Interessante notar a estatística alusiva a somente o mês de abril de 2020 da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Qual “empresa” possui uma demanda tão elevada de atendimentos?

O enfraquecimento ou a extinção de uma força como a Polícia Militar (legalista, treinada e coesa), como alguns pregam tão intensamente, interessa principalmente a qualquer grupo que deseje alterar o ordenamento do país, principalmente por vias não democráticas e subjugando a vontade da maioria da população. Até, infelizmente, facções criminosas, com notória dedicação ao tráfico de drogas, como ocorre no Rio de Janeiro, organizam grupos com características paramilitares, para manter o controle de áreas e impor “sua ordem”. No site YouTube os vemos gritando em diversos vídeos “- Aqui é tropa!”.

Lembremos que tivemos vários outros movimentos, alguns com viés ideológico, como em 2015 com a ocupação de escolas (que tal recordar da Rebelião dos Pingüins, no Chile em 2006?). DefesaNet, inclusive, já citou anteriormente este evento

A PM foi acionada. Como foi também em 2000, para desobstruir rodovias. Ela é a primeira resposta do Estado para a manutenção da ordem e, por vezes, a única.

KORYBKO, autor de obra que versa sobre Guerras Híbridas, aborda sobre as Revoluções Coloridas, que envolvem a derrubada de governos (considerados antiamericanos, no caso) e cita:

“O objetivo de uma Revolução Colorida... é tomar o poder e derrubar a liderança do Estado. Ela é muito eficiente para essa finalidade... une a população... faz com que ela subjugue as instituições públicas que representam o governo...”

(Korybko, Andrew. Guerras Híbridas - Das Revoluções Coloridas aos Golpes - Editora  Expressão Popular - 2018)

É óbvio que o mesmo princípio é usado pelo outro lado. Ainda mais pelo fato da PM ser uma força de Estado. Não de governo e muito menos de partidos políticos.

Notório que nas manifestações atuais, a maioria da população é simpática a Polícia Militar. E têm sido rotineiro que muitos cidadãos acabem por, nestas mesmas manifestações, procurarem os integrantes da PM para posarem em fotos que são amplamente divulgadas nas redes sociais. Por curiosidade, semanas a fio, durante as manifestações populares na área central da capital paulista, a Polícia Militar não necessitou fazer uso de um único artefato antimotim.  

Por outro lado isso causou, principalmente para alguns atores políticos (particularmente os com viés político / ideológico contrário) incômodo. Tanto que alguns desses mesmos políticos acabaram por fazer uso ou apoiar movimentos como ACAB (acrônimo da frase em inglês “all cops are bastards”, todos os policiais são bastardos, lema que é usado por alguns grupos violentos de torcedores de futebol da Europa, grupos anárquicos e de rua) e, levianamente, os associar a movimentos “democráticos”. Idem os ANTIFA.

O uso da desinformação como estratégia é recorrente pelos que querem a extinção da Polícia Militar da mesma forma que outros se utilizam da desinformação nesse momento quando uma das “pautas”, de “alguns” é a derrubada ou enfraquecimento do governo federal.
Meios de comunicação citaram como ato pró-democracia aqueles cujos participantes, ao menos em parte, ostentavam “siglas” como ANTIFA e ACAB (fonte: internet)


Alguns integrantes de manifestações “Pró-Democracia” (termo usado pela mídia leiga e alguns políticos) ostentavam (camisas, bandeiras etc) com o acrônimo ACAB.

“Este lema é usado por torcedores de futebol da Europa (hooligans, ultras etc) grupos ligados a ideologia Anarquista, grupos de rua (Skinheads e Punks, Rappers). Recentemente se popularizou por grupos Esquerdistas e anarquistas (principalmente pelos Antifas) pelo Brasil.” (fonte: https://delegados.com.br/noticia/novos-tipos-de-tatuagens-acab-e-1312-remetem-violencia-contra-policiais)

Não somente a pura e simples idéia de extinção das Polícias Militares ocorre. Se não diretamente, ocorre solapamento (o enfraquecimento) da Polícia Militar de outras formas.

Em São Paulo, por exemplo, desde a “era Covas”, isso é feito de forma sistemática. Mantendo os salários sempre baixos, apresentaram uma “vitória” (termo usado à época) para valorizar o policial: que ele vendesse suas folgas para as prefeituras, atuando fardado à disposição do ente municipal. Depois, a DEJEM (fazendo o mesmo para o Estado).

Dessa forma, com salários baixíssimos, os policiais militares paulistas passaram a empenhar a quase totalidade de suas folgas ou em missões que não as suas (como atuando contra comércio ambulante, missão da prefeitura, seus fiscais e guardas municipais) ou, trabalhando exatamente no mesmo serviço extenuante (e exposto aos riscos inerentes da missão), o qual poucas horas antes havia deixado para repouso. Na ótica governamental, ficou a idéia de que o policial possui muitas folgas, não é necessário o repouso ou convívio familiar, é desnecessário investimento pessoal (como, por exemplo, aprimoramento mediante a freqüência em um curso superior), tão como a “vantagem” (para o Estado) de que não era necessário reajustar salário, tão como dedicar o erário aos policiais veteranos.

O “bônus” salarial surgiu depois, para que nem todos o recebessem (principalmente os policiais veteranos). Serve como “maquiagem” de reajuste.  O governador se referiu aos policiais aposentados, quando confrontado, como vagabundos. A situação de penúria faz com que o pessoal da ativa às vezes se esqueça dos companheiros da reserva. A necessidade imediata fala mais alto. E é assombrosa a quantidade de “vaquinhas” em redes sociais, onde se busca que outros policiais contribuam para que um companheiro (ou parente deste) em necessidade seja atendido.

O governo sabe que com o tempo isso se torna “normal” e é “necessário”, para o integrante da Polícia Militar, aceitar essas aberrações. Essa é UMA FORMA DE SOLAPAMENTO, pois causa exaustão, baixa auto-estima, manutenção de um efetivo eternamente tenso, com pouco convívio familiar, sem a possibilidade de investir em aprimoramento próprio (em São Paulo não há qualquer valorização ou incentivo, diferente de outros Estados ou carreiras, para que um policial militar busque um curso superior ou especialização, por parte do ente estatal)  e, relegando ao esquecimento, os veteranos (que possuem um longevidade inferior à população em geral).

Se surgem não conformidades, poucas instituições são tão céleres para as devidas apurações. E poucas promovem uma depuração interna como a Polícia Militar. Seus milhares e milhares de integrantes são extremamente críticos com desvios de conduta. E afirmamos que poucas áreas estatais o fazem como na Polícia Militar.

Por curiosidade, da mesma forma das manifestações de 2013, como agora, voltam a surgir “manuais” para que grupos radicais (para alguns, manifestantes “pró-democracia”) promovam o enfrentamento a policiais militares. Citamos trechos de um, de fácil consulta, na internet para quem o desejar:

“De Gênova à Seattle, do Egito ao Rio de Janeiro o que se pode ver é a repressão violenta estatal institucionalizada como único meio de “diálogo” para com as massas e seus anseios. Os Black Blocs, em seu “estado de conservação original” de métodos e táticas, são o mais puro exemplo de como é dever de todo o revolucionário se organizar de forma a efetivar um revide não pacífico às forças de repressão do estado. Não há a possibilidade de abertura para um diálogo com armas ou fardas... Uma flor não vence um canhão. Não importa o quão grande, belo e legítimo seja o jardim de rosas e margaridas, um único canhão fará estrago suficiente para que naquele lugar não nasça mais flores.”

Por sinal, ao citarem Seattle, é extremamente fácil entender a necessidade de alguns grupos de verem extintas as Polícias Militares, tão como o que ocorre com a inexistência ou mesmo interferência política das forças policiais.