1 de out. de 2022

Pesquisa Brasmarket: Bolsonaro tem 45,4% e Lula 30,9% das intenções de voto

De acordo com a pesquisa, Bolsonaro teria mais intenções de voto do que a soma de todos os candidatos

Entre os dias 26 e 28 de setembro foram ouvidas 1.600 pessoas em 529 cidades das cinco regiões do país

Pesquisa estimulada da Brasmarket divulgada nesta sexta-feira (30) mostra o presidente Jair Bolsonaro (PL) com 45,5% e o ex-presidente Lula com 30,9% das intenções de voto.

Ciro Gomes (PDT)  aparece com 6,2% seguido por Simone Tebet (MDB) com 5,2%.

A candidata Soraya Thronicke (União) aparece com 0,8%; e Felipe D’Ávila (Novo), 0,3%; os demais registraram menos de 0,1%. Votos brancos e nulos chegam a 2,6% e indecisos, 8,3%.

De acordo com a pesquisa, Bolsonaro teria mais intenções de voto do que a soma de todos os candidatos: 45,4% contra 43,8%, o que seria suficiente para vencer no primeiro turno.


Pesquisa estimulada

Jair Bolsonaro (PL): 45,4%

Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 30,9%

Ciro Gomes (PDT): 6,2%

Simone Tebet (MDB): 5,2%

Soraya Thronicke (União): 0,8%

Felipe d’Ávila (Novo): 0,3%

Padre Kelmon (PTB): 0,3%

Leonardo Péricles (UP): menos de 0,1%

Constituinte Eymael (DC): 0,0%

Sofia Manzano (PCB): 0,0%

Vera Batista (PSTU): 0,0%

Brancos e nulos: 2,6%

Indecisos: 8,3%


Pesquisa espontânea

Jair Bolsonaro (PL): 44,3%

Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 27,6%

Ciro Gomes (PDT): 3,8%

Simone Tebet (MDB): 3,2%

Soraya Thronicke (União): 0,4%

Felipe d’Ávila (Novo): 0,3%

Padre Kelmon (PTB): 0,1%

Léo Péricles (UP): menos de 0,1%

Outros: 0,1%

Brancos e nulos: 5,1%

Indecisos: 15,1%

Entre os dias 26 e 28 de setembro foram ouvidas 1.600 pessoas em 529 cidades das cinco regiões do país.

Entre os entrevistados: 53,1% mulheres e 46,9%, homens.Faixa etária: 16 a 24 anos (14,1%); de 25 a 44 anos (19,9%); de 35 a 44 anos (21%); de 45 a 49 anos (24%); de 60 ou mais anos (20,9%).

Sobre o grau de instrução: 10,9% são analfabetos, 30% têm o ensino fundamental completo, 43,1% completaram o ensino médio e 16% têm o ensino superior.

Renda familiar:: 59,8% ganham até um salário mínimo; 20,3% de um a dois mínimos; 12,2% de dois a cinco mínimos; mais de cinco mínimos representam 6,4% e 1,3% não informaram.

O nível de confiabilidade da pesquisa é de 95% e a margem de erro é de 2,45 pontos percentuais. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-08847/2022.

Eleições 2022: votação segue horário de Brasília em todo o país

Divulgação de resultados iniciará tão logo seja encerrada a votação


O eleitor deve ter atenção redobrada neste domingo (2), pois diferentemente de pleitos anteriores, o período de votação para as Eleições 2022 foi unificado em todo o país e seguirá somente o horário de Brasília, não mais levando em consideração diferenças de fuso horário.

A decisão pela unificação foi tomada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda em dezembro, sob a justificativa de que, dessa maneira, será possível iniciar a apuração e a divulgação de resultados logo após o fim da votação, sem a necessidade de se aguardar os estados com fuso mais atrasado.

Com a decisão, no próximo domingo todas as seções eleitorais do país estarão abertas das 8h às 17h no horário de Brasília. Somente poderão votar após as 17h de Brasília os eleitores que já estiverem na fila.

Horário das votações segundo o TSE - Arte/ EBC

Nos estados que seguem fuso horário diferente daquele de Brasília, o horário local de abertura das urnas será adequado. É o caso de Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Roraima e parte do Amazonas, onde a votação ocorrerá de 7h às 16h, no horário local.

No Acre e em algumas seções eleitorais do Amazonas, as urnas abrirão e fecharão com duas horas de antecedência. Nesse caso, a votação ocorrerá das 6h às 15h. Já na ilha de Fernando de Noronha, onde o fuso é uma hora adiantado em relação a Brasília, as urnas devem ficar abertas de 9h às 18h.


Divulgação

A previsão do TSE é que a divulgação de resultados seja iniciada tão logo seja encerrada a votação. Os números poderão ser acompanhados, por exemplo, pelo aplicativo de celular Resultados, disponíveis nas lojas Android e iOS. A Justiça Eleitoral também criou uma página na internet especificamente para este fim.

FAB e empresa sul-coreana Innospace assinam contrato

A assinatura do contrato ocorreu nessa quinta-feira (29), na sede do Comando da Aeronáutica, em Brasília (DF)


A Força Aérea Brasileira (FAB) e a empresa da Coreia do Sul Innospace, representada pela Innospace do Brasil, assinaram um contrato, nessa quinta-feira (29/09), na sede do Comando da Aeronáutica (COMAER), em Brasília (DF). O documento tem como objetivo a disponibilização de bens e serviços para lançamentos de veículos espaciais a partir da área 1, conhecida como área da SISPLAT/VLS, do Centro Espacial de Alcântara (CEA), no estado do Maranhão.

Participaram do ato, o Comandante da FAB, Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Junior; o Embaixador da Coreia do Sul, Lim Ki-Mo; integrantes do Alto-Comando da Aeronáutica; Oficiais-Generais; o Presidente e Ceo da Innospace, Soo Jong Kim; dentre outros representantes da empresa sul-coreana.

O contrato é consequência do Edital de Chamamento Público nº 02/2020 da Agência Espacial Brasileira (AEB), de 22 de maio de 2020, e possui vigência de cinco anos, podendo ser prorrogado por até igual período.

O documento foi assinado por intermédio do Comando da Aeronáutica, representado pelo Presidente da Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE) e Chefe do Centro Conjunto de Operações Aéreas (CCOA), Brigadeiro do Ar Francisco Bento Antunes Neto. “A parceria firmada entre o Brasil e a Innospace reforça cada vez mais a cooperação entre os dois países. É a segunda empresa que assina um contrato com a FAB para operar comercialmente no CEA. Esperamos que o produto seja uma alavanca para que mais empresas venham a fechar parcerias com a Força Aérea e reforçar a operação a partir de Alcântara”, destacou o Brigadeiro Antunes. 

Segundo o Tenente-Brigadeiro Baptista Junior, a Força Aérea tem, por meio do CEA, investido nas atividades de preparo e lançamento de veículos espaciais, visando à melhoria na capacitação dos recursos humanos e à otimização dos processos utilizados, de modo a tornar as atividades espaciais menos dependentes do orçamento da União. “Ao firmarmos, hoje, esse contrato de receita com a Innospace, temos a convicção de que mais um estratégico passo é dado adiante, rumo ao desenvolvimento do nosso País”, salientou o Oficial-General.

O Presidente e CEO da Innospace, Soo Jong Kim, agradeceu a colaboração e a parceira com a Clique aqui para baixar a imagem originalFAB. “Hoje é um grande dia. Obrigado por todo o apoio e pela grande oportunidade. Estamos realizando um grande voo comercial”, disse.

Já o Embaixador da Coreia do Sul, Lim Ki-Mo, ressaltou que as duas nações já cooperam em várias áreas e compartilham ideias inovadoras. “Em particular, na ciência e na tecnologia, a Coreia do Sul e o Brasil reforçam a vontade de ampliar a indústria aeroespacial, que tem sido considerada um campo promissor”, frisou.


Fonte: Agência Força Aérea, por Tenente Flávia Rocha

Fotos: Sargento Viegas e Sargento P. Silva / CECOMSAER

Exército acusa Estadão de publicar fake news sobre auditoria de votos; Bolsonaro comenta

 

Iveco Defense Vehicles apresenta o 600° Guarani

Guilherme Wiltgen - No dia 28 de setembro de 2022, quarta-feira, na fábrica da IDV LATAM (Iveco Defence Vehicles – Latin America) em Sete Lagoas – MG, ocorreu a cerimônia comemorativa referente à fabricação da Viatura Blindada de Transporte de Pessoal Média Sobre Rodas (VBTP-MSR) 6×6 GUARANI de número 600. A festividade contou com a presença de militares da Diretoria de Fabricação (DF) do Exército Brasileiro e de colaboradores da diretoria e gerência da empresa IDV.

Inicialmente, ressalta-se que, dentro do Programa Estratégico do Exército FORÇAS BLINDADAS (Prg EE F Bld), esse projeto surgiu com o objetivo de contribuir para a transformação das Organizações Militares de Infantaria Motorizada em Mecanizada e modernização das Organizações Militares de Cavalaria Mecanizada, substituindo a VBTP EE-11 URUTU.

Diante desse contexto, o desenvolvimento da VBTP GUARANI teve início no ano de 2007, no antigo Escritório de Projetos do Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT), no Rio de Janeiro, com a participação ativa dos engenheiros militares da Diretoria de Fabricação (DF), organização militar subordinada ao DCT.

Assim, em meados de 2013, a IVECO inaugurou sua planta voltada à produção de veículos de defesa na cidade de Sete Lagoas – MG. Desde então, são produzidos, anualmente, cerca de 60 (sessenta) viaturas destinadas a dotar diversas organizações militares pelo Brasil.

Ainda, destaca-se o caráter inovador do projeto, que agrega sistemas de armas e de comando e controle (comunicações) de ponta em uma plataforma automotiva militar moderna, compondo a Nova Família de Blindados Sobre Rodas (NFBR), em atual implantação na Força Terrestre.

Dessa forma, o Prg EE F Bld e, em particular, o Projeto GUARANI fortalece a Base Industrial de Defesa (BID) do Brasil, conquistando autonomia em tecnologias estratégicas para o país, contribuindo para a geração de empregos e capacitando civis e militares na pesquisa, desenvolvimento e inovação na área de viaturas militares blindadas


FONTE: Diretoria de Fabricação (DF) do Exército Brasileiro

30 de set. de 2022

Desemprego cai para 8,9% em trimestre encerrado em agosto, diz IBGE

Número de trabalhadores desocupados atingiu 9,7 milhões


Cristina Indio do Brasil - O desemprego no Brasil diminuiu para 8,9% com a queda de 0,9 ponto percentual registrada no trimestre encerrado em agosto, em comparação com o período anterior, terminado em maio.

O percentual é o menor patamar desde o trimestre encerrado em julho de 2015, quando atingiu 8,7%. O contingente de pessoas ocupadas ficou em 99 milhões, batendo novamente o recorde na série histórica, iniciada em 2012. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, foram divulgados hoje (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O percentual de pessoas ocupadas em idade de trabalhar, que representa o nível de ocupação, foi estimado em 57,1%. O resultado significa avanço em relação ao trimestre anterior. Naquele período o nível de ocupação ficou em 56,4%. Ficou também acima do mesmo período do ano passado, quando registrou 53,4%.

Para a coordenadora da Pnad, Adriana Beringuy, o mercado de trabalho mostra recuperação. “O mercado de trabalho segue a tendência demonstrada no mês passado, continuando o fluxo que ocorre ao longo do ano, de recuperação”, observou.

De acordo com a pesquisa, três atividades contribuíram para o recuo do desemprego em agosto com aumento da ocupação. O setor de comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas teve alta de 3% em relação ao trimestre anterior, adicionando 566 mil pessoas ao mercado de trabalho.

O crescimento de 2,9% em administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais representou mais 488 mil pessoas empregadas, enquanto a alta de 4,1% no grupo outros serviços significou a entrada de 211 mil pessoas.

Evolução

O número de trabalhadores desocupados atingiu 9,7 milhões de pessoas e caiu ao menor nível desde novembro de 2015. Segundo a pesquisa, o resultado corresponde a uma queda de 8,8% ou menos 937 mil vagas formais na comparação trimestral e queda e 30,1%, (menos 4,2 milhões de trabalhadores), na comparação com o mesmo período do ano passado.

O contingente de empregados sem carteira assinada no setor privado chegou a 13,2 milhões de pessoas. O número é o maior da série histórica, iniciada em 2012. Na comparação com o trimestre passado, houve alta de 2,8% no trimestre ou mais 355 mil trabalhadores sem carteira assinada. Na comparação anual, houve alta de 16% na informalidade - 1,8 milhão de pessoas.

Já o total de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado, sem contar os trabalhadores domésticos, subiu 1,1% e atingiu 36 milhões.

O número de trabalhadores por conta própria ficou em 25,9 milhões de pessoas e manteve a estabilidade se comparado ao trimestre anterior. No setor público alta foi de 4,1% e contingente chegou a 12,1 milhões.

A pesquisa indicou ainda que há 4,3 milhões de pessoas (3,8%) que o instituto classifica como desalentada - que gostariam de trabalhar e estariam disponíveis, porém não procuram vagas por achar que não encontrariam. O resultado neste quesito manteve a estabilidade.

Rendimento médio

Após dois anos sem crescimento, pelo segundo mês seguido, o rendimento real habitual registrou alta. Em agosto, o salário médio do trabalhador brasileiro alcançou R$ 2.713. O valor representa um avanço de 3,1% em relação ao trimestre anterior, apesar de mostrar estabilidade na comparação anual.

“Esse crescimento está associado, principalmente, à retração da inflação. Mas a expansão da ocupação com carteira assinada e de empregadores também é fator que colabora”, completou a coordenadora.


Pesquisa

A Pnad Contínua é o principal instrumento para monitorar a força de trabalho brasileira. De acordo com o IBGE, a amostra da pesquisa por trimestre no Brasil corresponde a 211 mil domicílios pesquisados. “Cerca de 2 mil entrevistadores trabalham na pesquisa, em 26 estados e Distrito Federal, integrados à rede de coleta de mais de 500 agências do IBGE”, informou.

Por causa da pandemia de covid-19, o IBGE desenvolveu a coleta de informações da pesquisa por telefone a partir de 17 de março de 2020. A volta da coleta de forma presencial ocorreu em julho de 2021.

“É possível confirmar a identidade do entrevistador no site Respondendo ao IBGE ou via Central de atendimento (0800 721 8181), conferindo a matrícula, RG ou CPF do entrevistador, dados que podem ser solicitados pelo informante”, destacou.

Trens de carga geral na Ferrovia do Aço, Minas Gerais

 

No vídeo mostramos a passagem dos trens mais legais que circulam na Ferrovia do Aço, ou seja... os trens de carga geral, na maioria das vezes com grande variedade de cargas e variados tipos de locomotivas. 

Composições que circulam diariamente pela ferrovia com diversas origens e destino, sendo cada vagão ou um número de vagões destinados para algum cliente (X) diferente dos trens de minério que todos os vagões são destinados para o mesmo cliente. 

Vídeos realizados entre as regiões de Ritápolis-MG e Madre de Deus de Minas-MG.

Projeto administrado em parceria com ITA oferece oportunidades a alunos carentes

Objetivo é oferecer educação de qualidade de forma gratuita para jovens em situação de vulnerabilidade socioeconômica

Tenente Carolina Redlich - O Curso Alberto Santos Dumont (CASD) é um projeto administrado por alunos do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e demais instituições apoiadoras que, há 25 anos, tem como objetivo oferecer oportunidades para jovens em situação de vulnerabilidade socioeconômica, provendo educação de qualidade de forma gratuita.

No ano de 2002, o então Prefeito de São José dos Campos e Iteano da turma de 1981, Engenheiro Emanuel Fernandes, forneceu o espaço e o subsídio para a construção das instalações que hoje são utilizadas como a sede do projeto. Atualmente, o CASD conta com cerca de 100 professores voluntários e mais de 700 alunos atendidos, somando um total de 4000 aprovações ao longo de sua história.

O curso é dividido em duas categorias, o CASDinho, focado em jovens que entrarão para o 8° ou 9° ano e que cursaram o Ensino Fundamental, inteiramente em escolas públicas; ou particulares, com bolsa de estudo; e o CASDvest, destinado à estudantes de pré-vestibular em situação de vulnerabilidade socioeconômica, que já cursaram o Ensino Médio ou que estão cursando 2º ou 3º ano.

No CASDinho, também são oferecidos cursos de preparação para a Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAr) e para olimpíadas científicas, a fim de engajar todos os alunos a imergirem no mundo do conhecimento. As aulas são 100% gratuitas. O material disponibilizado é uma doação do Poliedro, um dos melhores sistemas educacionais do Brasil, com altos índices de aprovação no ITA, que, adicionalmente, oferece bolsas de estudo para os estudantes que mais se destacam no CASD. O Poliedro foi fundado pelo também Iteano Nicolau Sarkis, da turma de 1992.

“Capacitar pessoas para alcançarem oportunidades em instituições de ensino de qualidade é uma iniciativa nobre, de grande impacto social. Educar é transformar as vidas desses jovens, para que possam ser protagonistas de sua própria história e contribuir para o futuro do nosso país, tornando-se agentes de mudança na sociedade”, pontuou o Diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), Tenente-Brigadeiro do Ar Maurício Augusto Silveira de Medeiros, que visitou o projeto.

Segundo o Reitor do ITA, Professor Doutor Anderson Ribeiro Correia, o CASD tem a missão de promover a equidade do sistema educacional brasileiro, disseminando valores essenciais, como foco no aluno, solidariedade e excelência. “O ITA é amplamente reconhecido como expoente em suas áreas de atuação por ter continuamente prestado elevada contribuição para a evolução tecnológica e industrial do Brasil. Isso só é possível porque investimos nas pessoas e no poder da educação”, finalizou.

Um sonho Iteano - a história de Mateus de Paula Ribeiro

Joseense de nascimento, Mateus cresceu em um bairro humilde da zona sul de São José dos Campos. Embora pouco instruída, sua mãe sempre valorizou o poder transformador da educação. Em 2010, no 8º ano, participou da VI Jornada Espacial. Nesse evento teve o primeiro contato com o ITA e assim nasceu o sonho de ingressar em uma das mais reconhecidas instituições de ensino do país. Ainda nesse ano, tomou conhecimento do inédito e gratuito curso preparatório, o CASDinho.

Após ser aprovado no processo seletivo, foi aluno do CASDinho, em 2011. “A experiência foi muito diferente de tudo que eu já tinha vivenciado no colégio. Todos partilhavam de um objetivo comum e, indiretamente, percebíamos que a educação é uma ferramenta de transformar vidas. Esse ponto foi constantemente enfatizado por toda equipe de 2011, afinal, se propunham a transformar potencial em movimento. Na época, pude conhecer melhor o ITA durante uma preparação para a Olimpíada de Física. A partir dessas experiências, cursar o ITA tornou-se meu sonho. Todos os professores com quem partilhei essa minha intenção me incentivaram fortemente a perseguir esse objetivo”, relembra Mateus, emocionado.

Mesmo cursando o Ensino Médio em uma escola de qualidade, o sonho de estudar no ITA ainda parecia um pouco distante, entretanto, devido ao bom desempenho em Olimpíadas Científicas e aprovações em outros vestibulares, Mateus seguiu firme em seu propósito, continuou se dedicando inteiramente aos estudos e, em 2015, recebeu a tão sonhada notícia de que havia sido aprovado no ITA, um dos vestibulares mais concorridos do Brasil.

“No ITA, me vi em uma realidade completamente diferente da minha origem. Contemplei a oportunidade de mudar não só a minha vida, mas a de toda a minha família. Durante os cinco anos da graduação me dediquei única e exclusivamente ao curso para assegurar uma vaga na carreira ativa do curso de Engenharia Aeronáutica. Ao final desse ciclo de muito aprendizado e madrugadas em claro, pude atingir esses objetivos. A formatura foi a coroação desses intensos anos de ITA. Ao receber o diploma, a emoção era contagiante, mas quando anunciaram meu nome novamente não pude conter as lágrimas. Aquele garoto de 2011 no CASDinho jamais poderia imaginar que realizaria seu tão ambicioso e distante sonho de se formar no ITA, ainda mais com um desempenho louvável”, finaliza o Tenente Engenheiro Mateus de Paula Ribeiro.

Fotos: Acervo CASD

Área de refúgio em soja registra altos patamares de produtividade

Exclusivas para a prática, variedades proporcionam acima de 100 sacas em algumas regiões

Lavoura de soja. Foto: Max Gazzi/ Canal Rural

Alcançar índices de produtividade acima de 100 sacas de soja por hectare é o sonho de muitos produtores do país. Conseguir um resultado assim, em área de refúgio, parecia algo ainda mais distante.

No entanto, alguns agricultores de importantes polos de produção de soja do país, entre eles Goiás, Paraná e Minas Gerais, conseguiram registrar produtividades médias entre 100 e 111 sacas de soja por hectare na primeira safra comercial, utilizando variedades com a tecnologia Xtend® Refúgio, marca exclusiva para o plantio de áreas de refúgio da nova Plataforma Intacta2 Xtend®, da Bayer.

No Maranhão, nas fazendas pertencentes ao Grupo Samara, as áreas cultivadas com a variedade Xtend Refúgio, na safra 2021/2022, também surpreenderam com uma produtividade média de 97,4 sacas de soja por hectare, mostrando que além de colaborar com as estratégias de manejo de resistência de insetos (MRI) em lavouras que utilizam a tecnologia Bt, a prática é economicamente sustentável.

Para efeitos de comparação, a produtividade média da soja registrada no Maranhão está na casa de 55,5 sacas por hectare, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Alcançar altas produtividades não é uma tarefa fácil e exige muita dedicação e investimento em inovação e sustentabilidade, segundo Marco Samara, diretor da propriedade.

“Meu pai, Jamil João Samara, foi um pioneiro em agricultura mecanizada de sementes em Mato Grosso do Sul e fundador de uma das mais importantes empresas de produção de sementes de Mato Grosso. Ele sempre preconizou a inovação sustentável por onde passou, chegando até aqui no Maranhão. Os resultados que temos registrado comprovam que esse tipo de cuidado e atenção valem a pena.”

Refúgio de alta produção

Foto: Pixabay

Na fazenda, são quase 7 mil hectares cultivados com soja por ano, divididos entre os municípios de São Domingos do Azeitão, Pastos Bons e Carolina, no Maranhão, e o agricultor não abre mão do plantio de áreas de refúgio. A variedade Xtend Refúgio surpreendeu ao chegar próximo a uma produtividade de 100 sacas por hectare, já que o refúgio ocupa 20% destas áreas e tem um rendimento médio já considerado elevado, próximo a 80 sacas.

“Foi o primeiro ano que testamos a variedade, em 1% da área de refúgio da fazenda. Gostamos muito. Na próxima safra ampliaremos para quase 7% da área destinada ao refúgio e, assim, sucessivamente. À medida que o material se solidifica no ranking da fazenda, vai ganhando área, pois além de se mostrar uma excelente ferramenta para refúgio, tem trazido bons resultados e rentabilidade”, conta Marco.

Os resultados obtidos foram tão bons que o Grupo Samara se sagrou campeão na categoria “Refúgio” do Liga i2x, concurso de produtividade criado pela Bayer para reconhecer e premiar os produtores que alcançarem novos patamares de produtividade com a Plataforma Intacta2 Xtend.

Para a safra 2022/23, os produtores terão à disposição mais de 100 variedades de soja posicionadas para as principais regiões produtoras do Brasil, sendo cerca de 20 delas com tecnologia Xtend Refúgio.

Ele ainda destaca que a área de refúgio serve para retardar o desenvolvimento de populações de insetos resistentes às proteínas das culturas Bt, ou seja, esse manejo contribui diretamente para que os agricultores continuem usufruindo os benefícios da tecnologia em longo prazo.

“É uma das boas práticas agronômicas que visam a sustentabilidade do sistema de produção e a proteção da rentabilidade do agricultor, uma vez que atrasa a evolução da resistência dos insetos às proteínas expressas pelas culturas Bt. Ao adotar a área de refúgio, o produtor permite que insetos não resistentes sobrevivam, cruzem com os resistentes e gerem descendentes que continuarão sendo sensíveis à tecnologia”, reforça o gerente técnico de soja da Bayer, Matheus Palhano.

O que considerar ao criar uma área de refúgio

Área de refúgio da soja. Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

Um dos primeiros aspectos que o produtor de soja deve considerar é a proporção da área de refúgio em relação ao total da lavoura. A prática consiste em plantar variedades convencionais ou apenas tolerantes a herbicidas em, no mínimo, 20% da área total de soja plantada, respeitando a distância máxima de 800 metros entre as áreas Bt e não Bt.

“Isso é importante uma vez que o cruzamento de insetos suscetíveis com os que têm resistência à tecnologia contribui para manter a frequência sempre baixa das pragas resistentes que venham a se desenvolver. Consequentemente, ajuda a manter a biotecnologia em pleno funcionamento, em longo prazo”, diz Palhano.

Outro ponto de atenção está relacionado ao ciclo da cultura. O gerente técnico de soja da Bayer explica que o ideal é investir em cultivares com ciclo próximo, ou seja, semear a soja Bt e não Bt na mesma época. A eficácia depende, sobretudo, do monitoramento adequado das áreas. Por isso, é importante promover um processo de gestão agrícola com base nas necessidades e características de cada variedade de soja.

Monitoramento na soja

O monitoramento da presença de lagartas deve ocorrer a partir do método tradicional, por meio do chamado pano-de-batida. Isso deve ser feito semanalmente em ambas as áreas. É fundamental garantir que a cultivar esteja protegida, não só das lagartas mencionadas, mas também de outras pragas. Isso vale para o controle de plantas daninhas e uso racional de defensivos agrícolas.

Também é recomendado não usar biológicos compostos de Bacillus thuringiensis (Bt) na área de refúgio, já que eles podem acelerar o processo de resistência às pragas. Por fim, a rotação de culturas e as medidas de Manejo Integrado de Pragas (MIP) devem fazer parte do planejamento de controle.

“Por meio das iniciativas de MIP, como o monitoramento de pragas e manejo pontual com inseticidas, seguindo as recomendações de bula, aliadas ao trabalho genético desenvolvido para variedades de soja não Bt, é possível obter resultados muito positivos”, finaliza Palhano.

Como a agricultura digital pode ajudar no refúgio?

Através de informações e recomendações, a plataforma de agricultura digital Climate FieldView™ apoia o produtor em diversas tomadas de decisão na propriedade, inclusive sobre onde implementar a área de refúgio estruturado no talhão. Com a tecnologia, fica mais fácil determinar a porcentagem de sementes utilizadas e a distância entre os talhões Bt e não-Bt que deverão ser plantados.

Por meio de imagens de satélite capturadas ao longo de toda safra, é possível acompanhar o desenvolvimento da cultura, tanto da soja Bt, quanto da soja da área de refúgio. Esta solução permite monitorar a incidência de pragas, avaliar se a população de plantas está adequada e, ao final do ciclo, calcular a produtividade linha a linha plantada. Assim, o produtor terá condições de entender a performance de cada variedade e de cada talhão da lavoura.

Depois de mais de 20 anos, a família de E-Jets continua forte. Na verdade, acabam de entregar a 1.700ª aeronave. Qual é o segredo para o sucesso contínuo deles?

 

Que debate ÉPICO! Vamos de melhores momentos

 

Transplante de fígado passa a integrar lista da ANS

Procedimento terá cobertura obrigatória por planos de saúde


Alana Gandra - O transplante de fígado para o tratamento de pacientes com doença hepática, contemplados com a disponibilização do órgão por meio de fila única do Sistema Único de Saúde (SUS), passará a ter cobertura obrigatória pelos planos de saúde.

A decisão foi anunciada hoje (30) pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e passará a integrar o rol da agência a partir de sua publicação no Diário Oficial da União (DOU), prevista para segunda-feira (3).

A Diretoria Colegiada da ANS aprovou também nesta sexta-feira a inclusão do medicamento Regorafenibe, para o tratamento de pacientes com câncer colorretal avançado ou metastático, no rol de procedimentos e eventos em saúde.

De acordo com a ANS, as tecnologias cumpriram os requisitos previstos em norma e passaram por todo o processo de avaliação e incorporação após serem apresentadas por meio do FormRol, o processo continuado de avaliação da agência, cuja análise é baseada em avaliação de tecnologias em saúde. Trata-se de um sistema de excelência que prima pela saúde baseada em evidências.

As tecnologias também discutidas em reuniões técnicas da Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde), realizadas entre junho e setembro deste ano, com ampla participação social.

Ajustes

Para assegurar cobertura aos procedimentos vinculados ao transplante hepático, foram realizados ajustes ao Anexo I do Rol, que traz a listagem dos procedimentos cobertos, incluídos procedimentos para o acompanhamento clínico ambulatorial e para o período de internação do paciente, bem como os testes para detecção quantitativa por PCR (proteína C reativa) do citomegalovírus e vírus Epstein Barr.

As reuniões técnicas da Cosaúde contaram com representantes do Ministério da Saúde e da Central Nacional de Transplantes, visando assegurar que o transplante seguirá sua cobertura conforme a situação do paciente na fila única nacional gerida pelo SUS e de acordo com os processos definidos pelo Sistema Nacional de Transplantes.

Outros medicamentos

A diretoria da ANS aprovou ainda a inclusão de outros quatro medicamentos no rol de procedimentos. Trata-se de antifúngicos que podem ter uso sob regime de administração injetável ambulatorial e que possibilitam a desospitalização de pacientes em um contexto de aumento de micoses profundas graves como resultado da pandemia de covid-19.

Os medicamentos são Voriconazol, para pacientes com aspergilose invasiva; Anfotericina B lipossomal, para tratamento da mucormicose na forma rino-órbito-cerebral; Isavuconazol, para tratamento em pacientes com mucormicose; e Anidulafungina, para o tratamento de candidemia e outras formas de candidíase invasiva.

A ANS destacou que esta é a 13ª atualização do rol em 2022. Somente este ano, foram incorporados à lista de coberturas obrigatórias 12 procedimentos e 25 medicamentos, bem como ampliações importantes para pacientes com transtornos de desenvolvimento global, como o transtorno do espectro autista, além do fim dos limites para consultas e sessões de psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e fisioterapia, desde que sob indicação médica.

29 de set. de 2022

BRASIL: Preço do querosene de aviação cai 0,84% a partir de sábado

É a terceira queda seguida no preço de venda para distribuidoras



Fernando Valduga - Os preços do querosene de aviação (QAV) terão redução de 0,84% nos valores de venda para as distribuidoras a partir do próximo sábado (1º). A informação foi divulgada nesta quarta-feira, 28, pela Petrobras.

Esta é a terceira queda seguida nos preços do combustível. Em setembro houve queda de 10,4% e no mês anterior, em agosto, o recuo foi de 2,6%.

Segundo a companhia, a prática dos últimos 20 anos indica que os ajustes de preços de QAV são mensais e definidos por meio de fórmula contratual negociada com as distribuidoras.

“Os preços de venda do QAV da Petrobras para as companhias distribuidoras buscam equilíbrio com o mercado internacional e acompanham as variações do valor do produto e da taxa de câmbio, para cima e para baixo, com reajustes aplicados em base mensal, mitigando a volatilidade diária das cotações internacionais e do câmbio”.

Aeronave é reabastecida com QAv. (Foto: Tony Winston / Agência Brasil)

A Petrobras comercializa o QAV produzido em suas refinarias ou importado apenas para as distribuidoras. Cabe às distribuidoras transportarem e comercializarem o produto para as empresas de transporte aéreo e outros consumidores finais nos aeroportos, ou para os revendedores. “Distribuidoras e revendedores são os responsáveis pelas instalações nos aeroportos e pelos serviços de abastecimento”, completou.

“Importante ressaltar que o mercado brasileiro é aberto à livre concorrência e não existem restrições legais, regulatórias ou logísticas para que outras empresas atuem como produtores ou importadores de QAV”, destacou a estatal.

Informações adicionais sobre os preços de venda da Petrobras podem ser acessadas no site da companhia. “Conforme regulação da ANP, os novos preços de QAV estarão disponíveis nesse site a partir de 1º de outubro, data de início de vigência”, concluiu.

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CVT-E realiza primeira edição da “Semana Espacial”

Ação levou conhecimento sobre temática espacial para a população local


A Agência Espacial Brasileira (AEB), por meio do Centro Vocacional Tecnológico Espacial Augusto Severo (CVT-E), realizou, entre os dias 19 e 23 de setembro, a “Semana Espacial CVT-E 2022”. A ação, que recebeu um público diversificado e abordou diversos temas ligados à área espacial, foi realizada nas instalações do próprio CVT-E, que integra a Unidade Regional da AEB no Rio Grande do Norte e está localizado no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Parnamirim/RN.

Cada dia, de acordo com a programação, contou com a parceria de uma instituição local que atua com a temática espacial. Além de divulgar as diversas áreas ligadas ao setor, a ação também teve como objetivo estimular o interesse pelo tema e capacitar a população, por meio de palestras e oficinas direcionadas à comunidade estudantil do ensino fundamental, ensino médio, universitário, professores do Rio Grande do Norte e regiões próximas. Ao todo, a Semana Espacial CVT-E 2022 alcançou mais de 400 participantes em todos os dias do evento.

O Workshop de Satélites (19), que teve foco o público universitário, aconteceu em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) de Natal e São José dos Campos. As palestras abordaram os seguintes temas: Engenharia de Sistemas para Pequenos Satélites, CONASAT - Constelação de Nanossatélites para Coleta de Dados e EMMN - Estação MultiMissão de Natal. A atividade prática foi de Classificação de Uso e Cobertura da Terra em imagens de satélite usando Redes Neurais Convolucionais.

O Dia Espacial (20) teve como parceiros o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN Campus Parnamirim) e a Secretaria Municipal de Educação de Parnamirim (SEMEC). Foi direcionado a alunos do ensino fundamental II. Durante o dia, foram ministradas palestras com os temas foguetes, satélites e Astronomia, além da realização de sessões de planetário e das oficinas práticas "Construindo um Rover" e "Integrando CubeSat."

Já o Workshop de Foguetes (21), destinado ao público do ensino médio e universitário, foi realizado em parceria com o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI). Os participantes tiveram a oportunidade de adquirir conhecimento sobre os centros de lançamentos brasileiros, a importância do CLBI no cenário nacional e internacional, segurança em lançamentos, rastreio/estação Natal e trajetografia. A convite do diretor do CLBI, puderam acompanhar um lançamento ao vivo de um foguete, proveniente da Operação Natal XLIV, realizado pelo Centro de Lançamento considerado o berço do Programa Espacial Brasileiro. 

Professores das redes pública, privada e entusiastas, participaram do Workshop sobre Astronomia (22), realizado em parceria com a Associação Norte-Riograndense de Astronomia (ANRA). Foram abordados temas como: Apresentação de Pálido Ponto Azul, Estações do Ano e a Órbita da Terra em Torno do Sol (Um episódio na vida de Joaozinho da Maré), O Planetário e a Educação, Astrofotografia, Instrumentos de Observação do Céu, além de uma atividade prática de observação, com uso de telescópios levados por participantes, palestrantes e pela equipe do CVT-Espacial.

“A Semana Espacial foi extremamente importante para as equipes da Regional do Rio Grande do Norte, do CVT-E e da AEB, principalmente para darmos continuidade no desenvolvimento dos nossos programas educacionais. Foi uma atividade sequencial, com vários públicos e temáticas diferentes, e serviu de teste para a nossa capacidade e para a receptividade da comunidade com relação a cada um dos temas”, explica o coordenador da Unidade Regional de Natal/RN, Danilo Sakay.








IGP-M cai 0,95% em setembro, diz FGV

Queda nos preços de commodities e combustíveis influenciam resultado


Ana Cristina Campos - O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), considerado a inflação do aluguel, caiu 0,95% em setembro, após queda de 0,70% no mês anterior. Com o resultado, o índice acumula alta de 6,61% no ano e de 8,25% em 12 meses. Em setembro de 2021, o índice havia caído 0,64% e acumulava alta de 24,86% em 12 meses.

Os dados foram divulgados hoje (29) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 1,27% em setembro, após queda 0,71% em agosto. Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo Bens Finais caiu 0,39% em setembro. No mês anterior, a taxa do grupo havia sido de -0,73%.

Segundo o levantamento, a principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de -1,07% para -0,04%, no mesmo período. O índice relativo a bens finais, que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, variou 0,20% em setembro, ante -0,12% no mês anterior.

De acordo com o coordenador dos Índices de Preços do Ibre/FGV, André Braz, as quedas registradas nos preços de commodities e combustíveis continuam influenciando o resultado.

“O preço do minério de ferro caiu 4,81%, ante queda de 5,76% na última apuração. Já os preços do diesel (de -2,97% para -4,82%) e da gasolina (de -8,23% para -9,18%) recuaram ainda mais em setembro. No âmbito do consumidor, a inflação ficou menos negativa, acelerando de -1,18% em agosto para -0,08% em setembro. O setor serviços contribuiu para tal movimento, com destaque para passagem aérea (27,61%), aluguel residencial (1,42%) e plano e seguro de saúde (1,15%)”, afirmou, em nota, André Braz.

A taxa do grupo Bens Intermediários passou de -0,76% em agosto para -1,47% em setembro. Segundo a FGV, o principal responsável por este movimento foi o subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cujo percentual passou de -1,55% para -5,82%. O índice de Bens Intermediários, obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, caiu 0,43% em setembro, após variar -0,57% em agosto.

O estágio das Matérias Primas Brutas caiu 1,84% em setembro, após queda de 0,63% em agosto. “Contribuíram para intensificar a taxa negativa do grupo os seguintes itens: leite in natura (12,59% para -6,72%), bovinos (-2,01% para -4,06%) e cana-de-açúcar (0,41% para -0,72%). Em sentido oposto, destacam-se os itens milho em grão (-1,54% para 1,07%), minério de ferro (-5,76% para -4,81%) e algodão em caroço (-4,43% para 3,95%)”, diz o Ibre/FGV.

IPC

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou -0,08% em setembro, após queda de 1,18% em agosto. Seis das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Educação, Leitura e Recreação (-3,07% para 4,47%). “Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item passagem aérea, cuja taxa passou de –17,32% em agosto para 27,61% em setembro”, informou o estudo.

Também tiveram acréscimo em suas taxas de variação os grupos transportes (-4,84% para -2,93%), habitação (-0,31% para 0,21%), vestuário (0,20% para 0,57%), comunicação (-0,83% para -0,54%) e saúde e cuidados pessoais (0,67% para 0,72%). Nestas classes de despesa, o estudo destaca os seguintes itens: gasolina (-15,14% para -9,46%), tarifa de eletricidade residencial (-3,32% para -0,87%), calçados (-0,17% para 0,87%), tarifa de telefone móvel (-2,40% para -0,35%) e artigos de higiene e cuidado pessoal (1,07% para 1,24%).

Em contrapartida, os grupos alimentação (0,44% para -0,34%) e despesas diversas (0,36% para 0,08%) registraram decréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, a pesquisa ressalta os seguintes itens: laticínios (6,45% para -3,82%) e cigarros (2,55% para 0,90%).

INCC

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,10% em setembro, ante 0,33% em agosto. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de agosto para setembro: materiais e equipamentos (0,03% para -0,14%), serviços (0,68% para 0,34%) e mão de obra (0,54% para 0,26%). 

27 de set. de 2022

Filha de Jeanine Añez desmente imprensa e diz que mãe não recusou asilo ofertado por Bolsonaro

 

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Marinha fortalece Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul

Em entrevista, o Comandante de Operações Marítimas e Proteção da Amazônia Azul enfatiza a importância e consolidação do sistema


 Capitão-Tenente (RM2-T) Luciano Franklin de Carvalho - Brasília, DFCom o reaparecimento de resíduos de óleo em algumas praias do nordeste neste mês de setembro, medidas vêm sendo adotadas para análise desses fragmentos, assim como para ampliação do combate à poluição hídrica na costa do Brasil. Nesse sentido, o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz), desenvolvido pela Marinha do Brasil (MB) é uma das principais ferramentas para o monitoramento e proteção das Águas Jurisdicionais Brasileiras (AJB). 

Em entrevista à Agência Marinha de Notícias, o Comandante do COMPAAZ - Comando de Operações Marítimas e Proteção da Amazônia Azul, Contra-Almirante Gustavo Calero Garriga Pires, fala das capacidades do sistema e da integração com outros programas de monitoramento. Com sede no Rio de Janeiro (RJ), a organização militar é o órgão central para essa fiscalização e pode ser também classificada como uma organização interagências, com a colaboração de diferentes órgãos como a Polícia Federal, Receita Federal, Ibama e ICMBio. 

Como funciona o SisGAAz?Almirante Garriga: O SisGAAz integra equipamentos e sistemas compostos por radares localizados em terra, aeronaves e embarcações, além de câmeras de alta resolução e capacidades como o fusionamento de informações recebidas de sistemas colaborativos. Entre essas integrações, destacam-se o Sistema de Monitoramento Marítimo de Apoio às Atividades de Petróleo, o SIMMAP, o Sistema de Identificação e Acompanhamento de Navios a Longa Distância (LRIT) e o Programa Nacional de Rastreamento de Embarcações Pesqueiras por Satélite (PREPS). Todos esses sistemas são baseados em rastreamento de posição por via satélite. Os dados captados de GPS são transmitidos por meio de comunicação satelital para centrais de rastreamento e, no futuro, haverá a incorporação de sensores acústicos aos sites de monitoramento.

O SisGAAz facilita o planejamento das operações e reduz custos, principalmente nas áreas a serem fiscalizadas e patrulhadas, onde envolve o deslocamento de pessoal. A capacidade obtida com sua implementação permite que as infrações ambientais, como a poluição que atingiu o litoral nordestino, por exemplo, sejam mitigadas por meio de ações de pronta resposta, inteligência e dissuasão.

Que medidas a Marinha vem adotando em relação à poluição hídrica?Almirante Garriga: A Marinha tem investido no SisGAAz, programa estratégico da Força, indispensável também para a prevenção e repressão à poluição hídrica. Em se tratando do óleo, foi criada, em 2020, uma Comissão Técnico-científica para o Assessoramento e Apoio das Atividades de Monitoramento e Neutralização dos Impactos Decorrentes da Poluição Marinha por Óleo e Outros Poluentes na Amazônia Azul ‒ a ComTecPolÓleo. 

Decorrente dos trabalhos da comissão, foi estabelecido um sistema multiusuário para a detecção, prevenção e monitoramento de óleo no mar, resultado de uma integração de projetos e iniciativas fomentadas pela Marinha e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. A parceria permitiu o incremento na área de formação de pessoal, mediante a concessão de bolsas e demais despesas que facilitem a mobilização do pessoal envolvido no futuro sistema.

A Marinha também participa do Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA), que passou a ser um órgão colegiado de caráter permanente, composto também por representantes do IBAMA e da Agência Nacional de Petróleo, no contexto do Plano Nacional de Contingência. Além disso, têm sido executadas diversas ações, por meio de seus Grupamentos, Capitanias dos Portos, Delegacias e Agências, dentre as quais destacam-se as Inspeções Navais e as Patrulhas Navais. O COMPAAz e os Centros Regionais e Locais de Segurança Marítima ou Fluvial realizam análises das informações do tráfego marítimo com o monitoramento dos navios que passaram por nossas Águas Jurisdicionais. 

Qual é a responsabilidade da Marinha no combate às manchas de óleo?Almirante Garriga: Cabe a Marinha, como Autoridade Marítima Brasileira, ser a responsável pela segurança da navegação aquaviária, pela salvaguarda da vida humana e pela prevenção da poluição ambiental, assim como implementar e fiscalizar o cumprimento de leis e regulamentos, no mar e nas águas interiores. A Força atua em coordenação com outros órgãos do Poder Executivo, federal ou estadual, quando se fizer necessária, em razão de competências específicas.


Quais são as lições aprendidas no caso do aparecimento de óleo, em 2019?Almirante Garriga: São várias as lições, como por exemplo a importância do desenvolvimento do monitoramento dentro SISGAAz. Entretanto, gostaria de ressaltar uma outra lição advinda desse episódio: a relevância do envolvimento da comunidade científica para orientar as ações de resposta ao incidente. Observamos que, após o enfrentamento do derramamento de óleo em 2019, o investimento em pesquisa oceânica contribuiu, significativamente, para a atuação da Autoridade Marítima e dos órgãos federais de meio ambiente. Nesse sentido, a ComTecPolÓleo busca preencher esse vácuo, por meio de uma articulação inclusiva junto ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, institutos de pesquisa, universidades e órgãos ambientais. 

O derramamento de óleo, em 2019, demonstrou que essas ameaças precisam ser mais bem compreendidas e enfrentadas pela sociedade brasileira. Exemplifica-se essa evolução com as ações desenvolvidas pelas autoridades estaduais e municipais do Ceará, com o apoio da Marinha e dos órgãos ambientais da esfera federal. Vislumbrou-se, também, a necessidade de dotar o País de uma legislação nacional que contribua para o monitoramento da Amazônia Azul. Nesse sentido, foram promovidas alterações em Normas da Autoridade Marítima para exigir que os navios nacionais e estrangeiros, em trânsito, operação e permanência na Amazônia Azul e na Área de Busca e Salvamento Marítimo, área SAR brasileira, operem permanentemente com equipamentos de identificação automática. 

A revisão do Plano Nacional de Contingência, contemplada pelo Decreto nº 10.950/2022, contribui no aumento da capacidade de resposta e contempla a participação de diversos órgãos do Poder Executivo Federal por meio da rede de atuação integrada. De forma a melhor proteger a Amazônia Azul, é necessária a aquisição de novos meios, com o intuito de substituir os que foram retirados de serviço e aqueles que ultrapassaram sua vida útil. 

O que posso dizer é que a Marinha tem atuado, permanentemente, por meio da estrutura da Autoridade Marítima para ampliar, junto com a Comunidade Científica, a participação da Academia, a fim de orientar, assessorar e ampliar as ações de resposta em um eventual incidente. 

Confira também a entrevista do Almirante Garriga ao "Brasil em Pauta" da TV Brasil sobre mais fatores de proteção da Amazônia Azul.