17 de out de 2018

Bancada do Podemos na Câmara adere a Bolsonaro


Deputados federais do Podemos anunciaram ontem à noite que apoiam Jair Bolsonaro no segundo turno e se comprometem a integrar a base aliada no Congresso em 2019 caso ele seja eleito, registra O Globo.

O anúncio foi feito pelos deputados Onyx Lorenzoni, Eduardo Bolsonaro e Aluísio Mendes, que é do Podemos maranhense. Alvaro Dias, candidato à Presidência pelo partido, não estava presente.

16 de out de 2018

Associações dos militares e bombeiros do Acre denunciam cortes em banco de horas e redução de viaturas; comandos respondem



Luciano Tavares - A pouco menos de três meses do fim do atual do governo, o que estava ruim pode ficar pior. Em plena crise na segurança pública e coincidentemente logo após uma disputa eleitoral, o comando da Polícia Militar do Acre resolveu reduzir a frota de veículos  e o chamado banco horas em 50% e ainda diminuir o abastecimento das viaturas. Já no Corpo de Bombeiros houve o corte integral do banco de horas. Nesta segunda-feira, 15, o presidente da Associação dos Militares do Acre, Joelson Dias, e o presidente da Associação dos Praças do Corpo de Bombeiros, Abrahão Carlos Púpio, se manifestaram contra a medida governo.


“O que nos preocupa é que essa medida do comando ela afete a prestação de serviço para a sociedade. A partir do momento que ele diminui a cota do combustível e os BH’s, são menos policiais militares que estarão prestando serviços para a sociedade. O que a gente espera é que além de ele poder fazer uma escala humanizada, ele não deixe a sociedade desguarnecida. É um processo delicado porque nós estamos com um processo muito defasado, como nós vínhamos falando há muito tempo”, disse o presidente da Associação dos Militares.

Abrahão Púpio, do Corpo de Bombeiros, afirmou em ofício ao comando da corporação que considera “tal interrupção, desplanejada, desrespeitosa com o profissional bombeiro militar, com as famílias, mas também com a sociedade usuária de nossos serviços. Em vista do baixo efetivo que possuímos, pouco mais de 500 (quinhentos) homens e mulheres para todo o Estado do Acre, a maior parte das nossas escalas de serviço são preenchidas com serviço no sistema de banco de horas”.

No mesmo ofício, ele compara os cortes ao trabalho escravo. “Inexistem razões para o Estado do Acre não pagar as horas trabalhadas. Não há trabalho escravo no Brasil. Seria afronta ao princípio da legalidade e da dignidade da pessoa humana. Trabalho escravo contemporâneo é o trabalho forçado que envolve restrições à liberdade do trabalhador, onde ele é obrigado a prestar um serviço, sem receber um pagamento ou receber um valor insuficiente para suas necessidades e em relação ao previamente pactuado (quebra do princípio da legalidade)”, diz.

O outro lado: o que dizem os comandos da PM e do Corpo de Bombeiros

O comandante da PM, coronel Marcos Kinpara, disse que ainda não há nada definido sobre os corte e reduções e acrescentou que “há muitos rumores sem veracidade”.

“Não foi nada definido ainda. Estamos verificando as contas, pois não podemos passar nossas pastas com débito, então temos ter responsabilidade.”

Por meio de sua assessoria de imprensa, o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Batista, argumentou que a suspensão ocorreu, como prevê a legislação, porque o limite com despesas do banco de horas alcançou neste mês de outubro o mesmo teto do ano passado. O benefício volta a partir de janeiro, segundo a assessoria.

“O banco de horas ele foi alterado pra quando o trabalho realizado é no final de semana e à noite. Isso aumentou de R$ 18 pra R$ 25 a hora. Com tudo isso, chegou nessa data do mês de outubro e foi gasto igual ao ano passado. E conforme a legislação, quando alcançar o mesmo valor do ano anterior não pode mais haver gastos com esse tipo de despesa. Isso foi o que gerou a suspensão. Nós já alcançamos agora em outubro o mesmo teto alcançado ano passado. Em relação às pessoas que já fizeram banco de horas antes dessa data, o comando está tratando com o governo pra que seja pago.”

15 de out de 2018

Bolsonaro vence Haddad no segundo turno com 59%, aponta pesquisa BTG Pactual


Matheus F. Romero/Conexãopolítica  - Neste domingo (14) foi divulgada a pesquisa de intenção de voto para o segundo turno do instituto FSB, encomendada pelo banco BTG Pactual.

A pesquisa estimulada mostra Jair Bolsonaro (PSL) com 59% dos votos válidos, tendo 18 pontos percentuais de vantagem sobre Fernando Haddad (PT), que aparece com 41%.

Entre os eleitores do candidato do PSL, 94% disseram que não há possibilidade de mudarem seu voto. Enquanto 89% dos eleitores de Haddad já têm seu voto como definitivo.

Em votos totais, Bolsonaro aparece com 51% contra 35% de Haddad, havendo 5% de votos brancos ou nulos, 6% que dizem não apoiar ninguém e 3% que não responderam.



38% dos eleitores disseram que não votariam de jeito nenhum em Jair Bolsonaro, enquanto 53% disseram o mesmo sobre Haddad.

O levantamento também aponta que os dois candidatos ainda são desconhecidos entre a população. 7% dos entrevistados disseram não conhecer o candidato do PT enquanto 8% disseram não conhecer o candidato do PSL.

A pesquisa mostra também as “razões de voto do eleitor no 2º turno”, que mostram que apenas 10% dos eleitores de Jair Bolsonaro votarão para impedir o vitória de Haddad enquanto 84% querem Bolsonaro porque acham que o candidato é a melhor opção, enquanto 6% optaram por não responder.

O instituto entrevistou, por meio de telefones fixos e móveis, 2.000 eleitores com idade a partir de 16 anos, nos 26 estados e no Distrito Federal entre os dias 13 e 14 de outubro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-07950/2018.

Gladson Cameli anuncia equipe de transição governamental para implantação de sua gestão



Silvânia Pinheiro - O governador eleito pela coligação Mudança e Competência no último dia 7 de outubro, senador Gladson Cameli (Progressistas) e seu vice, deputado federal Major Rocha (PSDB), anunciaram nesta segunda-feira (15) a equipe que executará a transição entre o atual governo e a nova gestão a ser implantada por Cameli a partir do dia 1 de janeiro de 2019.

O advogado José Ribamar Trindade de Oliveira coordenará a equipe, composta ainda pela engenheira civil Maria Alice Araújo, o economista e professor da Universidade Federal do Acre (Ufac), Carlito Cavalcante, o administrador Anderson Abreu de Lima e o mestre em desenvolvimento regional, sargento Joelson Dias, que iniciaram na semana passada as reuniões para definir as pautas prioritárias da primeira fase dos trabalhos de transição.

Além dos nomes técnicos já definidos por Gladson Cameli e Major Rocha, na última quinta-feira (11) foi realizada uma reunião com representantes dos 11 partidos que formaram a coligação Mudança e Competência, entre eles o Progressistas, PSDB, PSD, MDB, PR, PTB, PPS, Solidariedade, PMN, PTC e DEM, sendo formalizado um convite para indicação de um nome com perfil apropriado para ser inserido na equipe de transição.

De acordo com Gladson Cameli, as ações da equipe de transição serão balizadas pela obtenção de informações técnicas em cada setor do governo, procurando objetividade, operacionalidade e um ambiente cordial entre os profissionais envolvidos no processo.  “No dia seguinte ao resultado das eleições, conversei por telefone com o governador Tião Viana e esta semana aguardo a confirmação de uma reunião para, pessoalmente, iniciarmos a transição governamental oficialmente”, disse ele.

Cameli agradeceu ao atual governador, destacando sua cordialidade e diplomacia para acelerar o início da transição tendo em vista a necessidade de manter o estado com o pleno funcionamento de seus serviços, independente das mudanças administrativas do Poder Executivo.

O açaí e a doença de Chagas continuam matando


Associada ao açaí, doença de Chagas avança e dobra em sete anos no país.
Pará concentra metade dos registros; transmissão oral, por alimentos, predomina


UOL - Após contrair a doença de Chagas, Maria das Graças passou a ter dificuldades para respirar e se alimentar, mas o que mais a machucou foi a reação da amiga ao saber da enfermidade: “Ela me empurrou longe, agora só fala comigo do outro lado da rua”.

Ex-diarista, Maria das Graças Oliveira, 60, conta seu caso em uma das salas da vigilância epidemiológica de Abaetetuba (PA) —uma casa simples, com pintura desgastada e esgoto a céu aberto. “Falei para ela que a doença não era pegativa, mas não adiantou. Dói muito ser rejeitada”, diz.

O preconceito e o desconhecimento em relação à doença são comuns, mesmo em áreas endêmicas. Abaetetuba, a cerca de duas horas de carro de Belém, é um dos municípios mais afetados pela doença no Pará —estado que concentrou mais da metade dos registros de Chagas no país em 2018.

Os casos da doença na forma aguda, a única de notificação obrigatória, mais do que dobraram de 2010 a 2017, passando de 136 para 356 no país.

Segundo o Ministério da Saúde, a média anual era de 200 casos, número que tem sido superado desde 2015.

De 30% a 40% dos pacientes desenvolvem a forma crônica da doença, com complicações cardíacas e digestivas.

Não há números precisos de doentes crônicos, mas a pasta estima que haja de 1,9 milhão a 4,6 milhões de brasileiros nessa condição, como Maria das Graças.

Maria das Graças Oliveira, 60, sofreu com preconceito e a rejeição de amiga após o diagnóstico de doença de Chagas – Avener Prado/Folhapress.

Ela contraiu a doença há seis anos e fez o tratamento na fase aguda, quando as chances de cura são altas, de cerca de 80% —o medicamento, o benznidazol, é dado pelo SUS.

Quatro anos depois, a ex-diarista começou a ter falta de ar de noite. O marido tinha que apertar a sua barriga para ela conseguir respirar.

“Fiz quatro alargamentos do esôfago, porque estava quase fechado”, diz ela. O marido, também com Chagas, desenvolveu arritmias e problemas no fígado. Os dois pararam de trabalhar e hoje são sustentados pelos filhos. “Esse bicho acaba com o nosso corpo.”


“O bicho” a que Maria se refere é o parasita Trypanosoma cruzi, presente nas fezes do barbeiro, e causador da doença. A transmissão clássica, a vetorial, ocorre pela picada do inseto. A partir dos anos de 1970, o controle do vetor reduziu esse tipo de transmissão no país. Atualmente, predomina a via oral, em que a infecção ocorre por meio de alimentos contaminados com as fezes do barbeiro ou com partes do inseto triturado.

Ainda que a transmissão possa ocorrer por outros alimentos, como a cana-de-açúcar, no Pará a doença está muito associada ao açaí. Na época da safra, no segundo semestre, os casos aumentam. Até agosto de 2018, foram 231, embora a safra esteja só no início.

“Antes tinha um período para os surtos acontecerem, agora é o ano todo. E está muito subnotificado, é só a ponta do iceberg”, diz a cardiologista Dilma Souza, coordenadora do programa de Chagas do Hospital Universitário João de Barros Barreto, referência para a doença.

Ainda não se sabe o motivo do aumento. “Precisamos fortalecer estudos epidemiológicos já iniciados para entender o que tem ocorrido”, diz a infectologista Ana Yecê Pinto, coordenadora do setor de atendimento médico do Instituto Evandro Chagas, outra referência no estado para a doença.

Mas há algumas hipóteses, como a expansão do consumo do açaí ou a melhora do diagnóstico da doença no Pará.

A bióloga e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Juliana de Meis, diz que o treinamento de profissionais pode ter contribuído para o aumento dos registros.

Desde 2003, o governo do estado faz capacitações para microscopistas sobre diagnóstico laboratorial de Chagas. “Mesmo assim, é um sinal de alerta, porque sugere uma infecção silenciosa”, diz Meis.

Para o diretor de endemias do Pará, Bernardo Cardoso, o aumento se deve ao uso das batedeiras. “Quando se amassava na mão, as pessoas jogavam água quente para amolecer e isso higienizava o açaí. Agora vai direto na máquina.”

A diretora do Instituto de Medicina Tropical da USP, Ester Sabino, afirma, no entanto, que não há um risco de epidemia nacional, porque o consumo do açaí fresco é restrito ao Norte. “Os números nunca vão ser tão altos quanto foram na forma vetorial clássica.”

Ainda assim, a transmissão oral preocupa, por causar mais óbitos (cerca de 5%).

Subnotificação
Um dos desafios é evitar a subnotificação. Há um desconhecimento de médicos sobre Chagas, mesmo em áreas endêmicas, e muitos pacientes não apresentam sintomas, nem mesmo na fase aguda. No Pará, cerca de 25% são assintomáticos.

“Quando existem, os sintomas, como a febre, podem parecer virose, malária ou dengue. Muitas vezes o exame laboratorial nem é pedido”, diz a especialista em doenças negligenciadas, Vitória Ramos, do Médicos Sem Fronteiras.

A mãe de Miguel Ferreira, 83, morreu sem o diagnóstico. Em 1998, oito pessoas da sua família ficaram doentes, em um dos primeiros surtos de Chagas registrados em Abaetetuba. Nos casos de transmissão oral, é comum que vários familiares fiquem doentes de uma só vez, pelo consumo do mesmo alimento.

O diagnóstico só chegou 20 dias depois, quando a mãe já havia morrido. Miguel estava internado e não pôde ir ao enterro. “Eu queria ir, mas o médico não me liberou”, diz ele, dono de uma loja de ferragens. Na época, Miguel e a esposa foram tratados, mas desenvolveram o tipo crônico.

Ele teve um AVC e colocou quatro pontes de safena e uma mamária. A esposa precisou de um marca-passo. Miguel reclama do cansaço, que atrapalha o trabalho: “Durmo o tempo todo”.


Miguel Ferreira, 83, e sua esposa, Agustínia Ferreira, 76, sofrem de cansaço e problemas cardíacos pela doença de Chagas crônica – Avener Prado/Folhapress.

Para se tratar, o casal vai até Belém, porque não há um cardiologista especializado em Chagas no município, situação comum no estado. Em Igarapé-Miri, um município próximo também muito afetado pela doença, a família de Radija Pena, 15, passa pelo mesmo problema.

Ela e três parentes contraíram Chagas, mas resistem em associar a doença ao açaí, principal renda da família de ribeirinhos extrativistas. A mãe, Risolar Souza, 35, e a irmã, Valquíria, 13, ficaram mais de dez dias internadas, quatro na UTI.

Radija teve dores no peito e arritmia por dois anos. “Não podia nem nadar no rio. O professor de educação física achava que eu era fresca”, conta ela, que hoje está bem.

A mãe e o pai, entretanto, desenvolveram a forma crônica e não conseguem mais trabalhar na extração do açaí. Precisam pagar duas pessoas na época da safra, quando ganham cerca de R$ 5 mil no total —renda que sustenta a família o ano inteiro.

“Não posso nem lavar roupa mais ou espanar a casa que sinto falta de ar, preciso parar e descansar”, explica Risolar. A casa da extrativista, de cimento aparente, fica na beira do rio, cercada pelo açaizal.

Para pagar os custos com saúde, a família tem dependido da ajuda de parentes. Eles gastam R$ 600 para ir a Belém fazer o acompanhamento.

Há um programa de transporte de pacientes, mas o estado e municípios dizem que faltam recursos. “O Pará é enorme, com áreas de difícil acesso e não é tão rico para pagar tudo isso”, diz Cardoso, diretor de endemias do estado.

O Ministério da Saúde afirma que os repasses de Tratamento fora de domicílio (TFD) para o estado foram de R$ 82,2 milhões desde 2016. A pasta diz que o número de médicos no Pará cresceu 36% em sete anos.

Pacientes aguardam atendimento no Instituto Evandro Chagas, centro de referência para doença de Chagas no Pará – Avener Prado/Folhapress.

Higiene do açaí
A principal forma de evitar a expansão da doença, segundo especialistas, é melhorar as práticas de higiene do açaí.

Um estudo dos pesquisadores Renata Ferreira e Otacílio Moreira, da Fiocruz, publicado em fevereiro, identificou a presença do DNA do parasita em 10% das amostras de açaí coletadas em feiras e supermercados no Rio e Belém.

Isso não significa que o parasita estava vivo e causaria a doença, mas sim que entrou em contato com a fruta e houve uma falha de higiene. “É um alerta. Não é para não consumir açaí, ao contrário, eu mesmo tomo, é para ter segurança alimentar”, diz.

Há uma preocupação em não se criminalizar a fruta, importante para a economia do estado e parte da alimentação diária do paraense. “Por que acontece mais com o açaí? Porque 100% da população daqui consome, é como água para nós e uma fonte maravilhosa de nutrientes”, diz Yecê, do Evandro Chagas.

Os especialistas explicam que o barbeiro não tem uma preferência pela palmeira de açaí, o contato do inseto com o fruto ocorre depois, durante o processamento ou armazenamento. “O barbeiro fica nas palmeiras mais frondosas, não no açaí”, afirma a bióloga e especialista em Chagas, Angela Junqueira, da Fiocruz.

Armazenado em cestos abertos, o açaí fermenta, gerando calor, gás carbônico e odores que atraem insetos, como o barbeiro.

De acordo com professor de engenharia de bioprocessos na UFPA, Hervé Rogez, o açaí é pouco ácido, o que permite sobrevivência do parasita. “O açaí é muito hospitaleiro. O Trypanosoma cruzi nunca sobreviveria em um limão, por exemplo”, explica.


Feira do Açaí no Ver-o-Peso, em Belém do Pará. – Avener Prado/Folhapress.

Uma forma de eliminar o parasita é o branqueamento, que consiste em mergulhar o fruto em água a 80°C por dez segundos e, em seguida, jogar na água fria para um choque térmico. Em 2012, após um decreto estadual, a prática passou a ser obrigatória para batedores artesanais.

A Prefeitura de Belém, em parceria com o Governo do Pará, criou um selo de qualidade, o Açaí Bom, para vendedores que seguem as regras de higiene. O Programa Estadual de Qualidade do Açaí também promove capacitações para batedores no interior.

Na capital, entretanto, são apenas 140 com selo, dentre 5.000 batedores. No início do mês, a Casa do Açaí, da vigilância sanitária de Belém, fez uma pesquisa com 134 vendedores com o selo e só 21% estavam aptos.

Na época de safra, o desafio da vigilância aumenta: surgem cerca de três mil pontos de venda temporários. Na periferia da cidade, vendedores fazem batedeiras nos fundos de casa e anunciam o produto com uma pequena bandeira vermelha. A Casa do Açaí tem apenas seis funcionários para fiscalizar toda a cidade.

“É o único município que tem equipe exclusiva para o açaí, foi um grande avanço. E o decreto melhorou muito a qualidade da bebida. Hoje muitos pontos já abrem com a estrutura certa”, diz a gerente da Casa do Açaí, Camila Miranda. Para ela, os consumidores também precisam se conscientizar. “Eles sempre buscam o açaí mais barato”.

Iracema Pereira, 62, prepara açaí no puxadinho da sua casa; a batedeira deveria ficar protegida em uma área fechada – Avener Prado/Folhapress.

Para obter o selo, vendedores gastam de R$ 10 a R$ 18 mil em adaptações e equipamentos. No caso dos ribeirinhos extrativistas, que consomem o produto em casa, há outras medidas de higiene, mais baratas, que reduzem o risco de contaminação: tampar cestos e batedeiras, lavar o açaí com água fervente, mergulhar em bacia com hipoclorito, telar casas e afastar lâmpadas do local de processamento do fruto.

Algumas dessas práticas já foram incorporadas à rotina de Iracema Pereira, 62. Na sua casa de madeira, no rio Maracapucu, em Abaetetuba, seis pessoas ficaram doentes, mas foram tratadas e estão bem. Após a visita da vigilância municipal, a família passou a lavar a batedeira e o açaí com água quente.

A máquina, entretanto, ainda fica em um puxadinho de madeira nos fundos da casa, totalmente exposta à mata. O telhado de palha e a lâmpada Iracema quer retirar porque “chamam o barbeiro”.

Mas com o pouco dinheiro do açaí e da sua aposentadoria, os avanços são lentos. “Consegui comprar um filtro de água outro dia, e paramos de ter verme”, conta, orgulhosa. “Vamos aos poucos, né, mana?”. Por Marina Estarque e Avener Prado. Folha SP.

14 de out de 2018

Dediquei 35 anos da minha vida à Força Aérea Brasileira



Coronel Aviador Ricardo Elias Cosendey - Quando olho para trás,  sinto um orgulho imenso de tudo que fiz e vi esta instituição fazer pela sociedade brasileira. Estivemos onde ninguém quer estar, onde ninguém quer morar. Acolhemos os brasileiros esquecidos pela sociedade, índios, negros, pobres, brancos, pardos. Nunca notamos diferenças de cor, pois a nossa cor sempre foi o azul da FAB e as cores da nossa bandeira. 

Resgatamos meninas da escravidão sexual nos garimpos, nunca perguntamos se eram gays ou hetero porque simplesmente não importa. Ensinamos jovens a voar, a ser honestos, a servir sua pátria, seu povo. Trabalharmos junto com outras milhares de pessoas bem intencionadas de nossa sociedade, para que o Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro fosse internacionalmente reconhecido como um dos cinco melhores do mundo. 

Durante toda essa jornada de 35 anos,  tive o prazer de conviver com o Exército Brasileiro e com a Marinha do Brasil.  Em todos esses lugares e momentos vi pessoas de bem, bem intencionadas, patriotas e honestas. Obviamente que, como em qualquer grupo,  há aqueles que se deixam corromper,  traindo a confiança de seus pares. Contudo esses 35 anos anos permitem-me afirmar que  são uma insignificante minoria.

É triste e frustrante,  hoje ver parte da sociedade brasileira demonizando militares em detrimento de bandidos. É chocante assistir a um candidato dizer que vai receber ordens de um presidiário, um homem que traiu seu povo, que preferiu seu partido à seu país. É triste ver o apoio dado a uma organização criminosa a atacar pessoas de bem. É preocupante ver a parcela da sociedade que é  manipulada por exageros absurdos como a volta da ditadura, a volta da tortura, a perseguição a homossexualidade e  outros absurdos e exageros piores. É desalentador ver o superdimensionamento  de defeitos que nunca foram cobrados de outros políticos (mesmo por terem defeitos bem piores). Um partido que saqueou o Brasil,  que tem seu líder supremo na cadeia, que teve toda sua alta direção presa por nos trair, por nos roubar, corre o risco de ser levado novamente ao poder, por medo de nós,  os militares.”

13 de out de 2018

Hospitais do Acre não terão mais segurança de policiais militares



Os hospitais do Acre não terão mais a segurança da Polícia Militar. A denúncia é feita pelo Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado do Acre (Sintesac). A situação deixa as unidades de saúde do estado à mercê do bom senso dos usuários e, problemas simples podem acabar em confusão generalizada.

A medida adotada pelo governo do Acre já atinge, por exemplo, o maior hospital de urgência e emergência do estado, o chamado Pronto Socorro. Problema que deixa todos os trabalhadores e usuários dos serviços hospitalares em contínuo perigo, segundo o presidente do Sintesac, enfermeiro Adailton Cruz

“O governo simplesmente retirou toda a segurança que havia nas unidades.Por não ter um local adequado para a Polícia Militar descansar, o comando retirou os policiais. Com isso ficou somente o agente de portaria, que não oferece a devida segurança para pacientes e para os servidores”, destacou.

A retirada dos policiais também vai atingir o interior do estado, e, segundo gestor sindical, chegará à Maternidade Bárbara Heliodora (MBH) e à Fundação Hospital Estadual do Acre (Fundhacre), já nos próximos dias. “Com isso todos os trabalhadores e as pessoas que necessitam de atendimento estão à mercê da violência”, salientou.

Procurada, a Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) não se manifestou até às 09h30 desta sexta-feira, dia 12.

Combate a focos de dengue é intensificado em Tarauacá



Assecom - A Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Unidade de Saúde Maria da Luz, desenvolve regularmente ações de prevenção e controle da dengue. Estas ações passam a ser intensificadas com o aumento do período chuvoso.

Além de visitas domiciliares na área urbana em período bimestral, que possuem o objetivo de orientar a população a eliminar criadouros e tratar os depósitos fixos, com intuito de esclarecer e conscientizar quanto à necessidade da participação comunitária na prevenção e controle da doença.

No período chuvoso, considerado sazonal, pela alta proliferação do mosquito transmissor da dengue, profissionais da Saúde têm realizado bloqueios de casos com a borrifação espacial, em todos os imóveis onde foram notificados casos suspeitos, inclusive os circunvizinhos.

A cobertura realizada é de 89% de visitas domiciliares, números que atingem as recomendações do Ministério da Saúde. Além das visitas domiciliares realizadas diariamente pelos agentes de endemias e de Saúde, os moradores são orientados a procurar uma unidade de saúde, caso venham a sentir os primeiros sintomas, facilitando assim o diagnóstico precoce da doença.

Placas do Mercosul são suspensas pela Justiça em decisão provisória


Desembargadora de Brasília acolheu pedido de associação de fabricante de placas de Santa Catarina.

Primeiras placas do padrão Mercosul foram instaladas no Rio de Janeiro — Foto: Ministério das Cidades

A Justiça suspendeu na última quarta-feira (10) a adoção das placas do Mercosul no Brasil. A decisão é da Desembargadora Federal Daniele Maranhão Costa, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, e tem caráter liminar, ou seja, é uma decisão provisória.

O pedido de suspensão foi feito pela associação das empresas fabricantes e lacradoras de placas automotivas de Santa Catarina, a Aplasc.

As placas começaram a ser instaladas no Rio de Janeiro há um mês, em 11 de setembro. Até 1º de dezembro, todos os demais estados deverão fazer o mesmo.

Causas da decisão
De acordo com a decisão, há duas causas para a suspensão. A primeira é que, na resolução que implementou as placas Mercosul, o Denatran ficaria responsável por credenciar as fabricantes de placas.

No entanto, segundo a desembargadora, o Código de Trânsito Brasileiro estabelece que esta função é dos Detrans.

O texto diz ainda que "a União não traz nenhum argumento que legitime a transferência de atribuição quanto ao credenciamento das empresas pelo Denatran, embora traga como justificativa a necessidade de solucionar problema relacionado ao direcionamento das atividades a determinadas empresas e o monopólio existente no setor."

A juíza ainda conclui, dizendo que, "sem adentrar na pertinência dessas afirmações, o fato é que não pode, a despeito de solucionar um problema, criar outro, abstraindo da previsão expressa em lei que diz ser dos Detrans a competência para a atividade de credenciamento."

A outra razão, segundo a desembargadora, é que o Brasil deveria ter implantado o sistema de consultas e troca de informação das novas placas antes que as placas passassem a ser adotadas nos veículos, como diz o trecho abaixo:

"É impensável a adoção de um novo modelo de placas automotivas, que com certeza vai gerar gastos ao usuário, sem a contrapartida da implementação do sistema de informação integrado, sob pena de inverter indevidamente a ordem das coisas, pois a mudança do modelo visa a viabilizar a integração das informações com vistas à maior segurança e integração entre os países signatários do tratado."

O prazo para que todos os estados adotem as placas do Mercosul é 1º de dezembro. Elas só serão obrigatórias para carros novos, transferidos de munícipio ou de proprietário, e em outras situações que exigem a troca de placas.

As novas patentes foram lançadas em 2014, e tiveram o prazo de adoção adiado três vezes.

O novo padrão tem quatro letras e três números, diferente do modelo usado até então, com três letras e quatro números.

Outra diferença é que a cor do fundo das placas será sempre branca. O que varia, é a cor da fonte. Para veículos de passeio, cor preta, para veículos comerciais, vermelha, carros oficiais, azul, em teste, verde, diplomáticos, dourado e de colecionadores, prateado.

Além disso, o nome do país estará na parte superior da patente, sobre uma barra azul. Brasões da cidade e do estado estarão na lateral direita.

Só no Rio, por enquanto
Por enquanto, apenas o Rio de Janeiro já utiliza o novo padrão. Por lá, desde o dia 11 de setembro, os veículos novos já recebem as patentes com padrão diferente.

No entanto, até o final de setembro, pelo menos, o novo modelo ainda não era reconhecido pelo próprio sistema do Detran-RJ.

Porém, com a decisão, ainda não se sabe se o estado deverá voltar a usar o antigo padrão.

12 de out de 2018

Bolsonaro no 2º turno permitiu ganhos turbinados no Tesouro Direto; entenda


Evento permitiu ganhos "extraordinários" também na renda fixa


O mercado reagiu com euforia depois que os resultados das eleições mostraram o candidato Jair Bolsonaro (PSL) avançando para o segundo turno com 46,03% dos votos e Fernando Haddad (PT) com 29,28%. Na segunda-feira pós-primeiro turno, a bolsa disparou, o dólar caiu e as taxas dos títulos públicos também foram impactadas.

Com o mercado mais otimista, as taxas do Tesouro Direto voltaram a cair. Alguns papéis pós-fixados que pagavam o IPCA mais quase 6% a.a., por exemplo, hoje remuneram em torno de 5% a.a. - como é o caso do Tesouro IPCA+ com vencimento em 2024.

Mas por que isso acontece? E o mais importante: como ganhar dinheiro com isso? 

No programa Tesouro Direto com Ganhos Turbinados desta quinta-feira (11), o professor do InfoMoney, Alan Ghani, explicou que cada título público possui uma taxa de juros e que para cada vencimento existe uma taxa. Nesta taxa estão embutidas variáveis como inflação, prazo e risco. "Nós estamos emprestando dinheiro para o governo", explica.

Com um candidato mais reformista avançando nas eleições, o mercado vê esse movimento como positivo, pois entende que o ajuste fiscal está mais próximo - justamente por conta das medidas liberais. O efeito disso é uma queda nas taxas de juros, como se o mercado estivesse precificando que está "menos arriscado emprestar dinheiro para o governo".

Resultado? Todo mundo começa a comprar. Com o aumento da demanda, o preço do papel sobe e a taxa de rentabilidade cai. E é aí que o investidor pode ter "ganhos turbinados" também na renda fixa - caso venda o papel antes da data de vencimento. Os investidores que mantiverem o papel até o vencimento, porém, receberão a taxa contratada no momento da compra.

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Isso acontece quando compramos um papel a uma taxa de 10% ao ano, por exemplo, e a taxa do mercado para este título cai para 8% a.a. Nesse caso, dependendo do prazo, se vendermos o papel antes do vencimento, teremos um ganho muito acima da rentabilidade contratada de 10% a.a.

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Alunos da UFAC denunciam apologia ao crime, uso de drogas e agressões aos contrários aos ideais do PT


Coordenação da UFAC diz que não recebeu qualquer informação oficial ou reclamação do assunto

Professor teria suspendido a palestra e ido embora/Foto: cedida


SALOMÃO MATOS, DO CONTILNET - Um grupo de calouros do curso de História da Universidade Federal do Acre- UFAC – procurou a reportagem do ContilNet, para denunciar que vem sofrendo ameaças pelos alunos mais antigos, que fazem apologia à violência contra quem não aceita seus ideais de esquerda, favoráveis às ideologias do Partido dos Trabalhadores e ameaçam os que fazem qualquer comentário favorável ao candidato a presidente do Brasil Jair Bolsonaro, do PSL .


 As agressões por enquanto foram apenas verbais (um  ou outro empurrão) contra quem não está do lado deles. Não querem nada com os estudos. Só ligam em fumar maconha ali atrás do Diretório Central- DCE e, por serem veteranos, se acham os donos do Campus”, lamentam os calouros.

 “O cúmulo da insensatez dos veteranos, com sua arrogância aliada ao sentimento puro de fanatismo, se deu nesta quarta-feira (10), quando o Professor Doutor da Universidade de São Paulo – USP, Marcus Antônio da Silva, que veio fazer uma palestra a convite da própria UFAC e ainda lançar dois de seus livros sobre a “Ditadura Militar”, foi chamado de “fascista” e literalmente expulso pelos acadêmicos veteranos, simplesmente  pelo fato de algumas de suas explicações estarem em desacordo com o modelo de governo que os alunos antigos de história defendem”, afirmam.


Outra reclamação dos calouros de história é de que na porta de entrada da sala de aula já foi afixado um cartaz com os dizeres que não são bem vindos os que defendem ou são simpatizantes de Bolsonaro e muitos alunos, por medo, estão deixando de frequentar o Campus e sendo prejudicados.

 “Até os professores do curso de História, a maioria,  são do mesmo pensamento desses alunos mais antigos. Reclamamos na coordenação do curso, mas nada foi feito. Se continuar, entraremos com uma representação junto ao Ministério Público Federal para que nos dê o direito de estudar, ou pelo menos garanta a nossa segurança em sala de aula”, reclamam os estudantes.

 ”Só queremos estudar e concluir o nosso curso”, lamenta outro calouro. Em contato com o coordenador do curso de História da UFAC,  professor Euzébio Oliveira, este disse que até o momento não recebeu qualquer informação oficial ou reclamação sobre o assunto. Quanto ao uso de drogas, ele afirma que isso é absolutamente normal em qualquer universidade ou outro lugar.

11 de out de 2018

Prefeita Marilete confirma empenho de recurso para reforma e ampliação do estádio Naborzão em Tarauacá



Assecom - Nesta terça-feira (09), a Prefeita de Tarauacá, Marilete Vitorino, recebeu a noticia - Associação dos Municípios do Acre, (AMAC), sobre o empenho no valor de R$ 1.390,804, 60, para reforma e ampliação do Estádio Municipal O Naborzão.

Para a Prefeita Marilete Vitorino, “Aos poucos já podemos ver alguns resultados de minha ida a Brasília em busca de recursos para Tarauacá. Agradeço a Deputado Federal Jéssica Sales, pois é através de emenda extra orçamentária dessa parlamentar que estamos conseguindo melhorar a cidade”, afirma a Prefeita Marilete. 

Merenda vencida é servida em escola



João Renato Jácome  - Uma vistoria do Ministério Público do Acre (MP/AC) nas escolas municipais de Xapuri revelou o descaso com crianças que fazem refeições nas dependências das escolas. A Promotoria da cidade flagrou vários produtos distribuídos pela Prefeitura de Xapuri com data de validade vencida.

A devassa, que de cara já registrou produtos vencidos na escola Latife Zaine Kalume, terminou com um relatório detalhado sobre os problemas que ocorrem com os produtos entregues às crianças. O caso pode ir parar na Justiça, e o prefeito Bira Vasconcelos vai ter que explicar ao MP porque o material estava disponível.

Segundo o MP/AC, em uma das prateleiras da escola havia 22 pacotes de bolachas vencidas. Além disso, produtos de cozinha como óleo de soja, cujas validades variavam entre junho e outubro desse ano. Outro problema é que havia carnes e líquidos armazenados junto dentro de uma freezer.

A Vigilância Sanitária da cidade foi acionada para identificar a qualidade dos produtos que, em grande parte, estava sem data de validade disponível à consulta dos alunos ou profissionais da escola. A Gestão escolar informou ao promotor da visita que a nutricionista do município autorizou o consumo dos produtos, mesmo vencidos.

A reportagem tentou contato com a Prefeitura de Xapuri, mas não obteve sucesso até às 11h30min desta terça-feira, dia 09. O telefone do prefeito Bira Vasconcelos estava indisponível.

Nota do Blog: A matéria não cita, mas Bira Vasconcelos é do PT. 

Datafolha: Bolsonaro tem 58% dos votos válidos contra 42% de Haddad


Os dados do levantamento já excluem os votos brancos, nulos e os indecisos
Bolsonaro lidera no segundo turno com 54% dos votos válidos; Haddad tem 46%, mostra pesquisa


Na primeira pesquisa eleitoral de segundo turno, publicada nesta quarta-feira (10), o Datafolha mostrou uma larga vantagem para Jair Bolsonaro (PSL) contra Fernando Haddad (PT). O deputado aparece com 58% dos votos válidos, contra 42% para o petista.


O levantamento exclui os votos brancos, nulos e os eleitores indecisos, que é a forma como a Justiça Eleitoral considera oficialmente. No primeiro turno, Bolsonaro teve 46% dos votos válidos, enquanto Haddad registrou 29%.

Já na contagem de votos totais, em que são considerados os votos brancos, nulos e indecisos, Bolsonaro ficou com 49% e Haddad teve 36%. Brancos e nulos chegaram a 8%, enquanto não souberam ou não responderam, 6%.

O instituto também questionou o momento em que o eleitor decidiu o seu voto para presidente. 63% dos entrevistados disseram que definiram com pelo menos um mês de antecedência, enquanto 10% disseram 15 dias antes. Outros 8% afirmaram tomarem a decisão uma semana antes do pleito e 6% na véspera. Por fim, 12% escolheram o seu candidato no dia da eleição.

O Datafolha ouviu 3.235 pessoas em 227 municípios nesta quarta-feira. A margem de erro do levantamento, contratado pela Folha e pela TV Globo, é de dois pontos para mais ou para menos.

10 de out de 2018

PREFEITURA DE TARAUACÁ ABRE LICITAÇÃO PARA A CONTRATAÇÃO DE EMPRESA, PARA EFETUAR SERVIÇOS DE RECAPEAMENTO ASFÁLTICO


ESTADO DO ACRE

PREFEITURA DE TARAUACÁ

AVISO DE LICITAÇÃO – TOMADA DE PREÇOS N° 008/2018

TIPO MENOR PREÇO GLOBAL


A PREFEITURA MUNICIPAL DE TARAUACÁ, por intermédio da sua Comissão Permanente de Licitação, torna público aos interessados a realização da Tomada de Preços nº 008/2018. Objeto: Contratação de Empresa Jurídica para Execução dos Serviços de Recapeamento Asfaltico de Rua no Bairro Centro (Rua Justiniano de Serpa - Trecho: Início da Rua Cel. Juvêncio de Meneses / Rua Capitão Hipólito, em conformidade com os detalhamentos contidos neste Edital e seus Anexos, por execução indireta, em regime de empreitada por preço Global, em Atendimento ao Convênio nº 864041/2018 - SICONV, celebrado entre o Município de Tarauacá e o Ministério da Integração Nacional. Abertura: 30/10/2018 às 09h:30mm, na sede da Prefeitura Municipal de Tarauacá, situada na rua Cel. Juvêncio de Menezes, nº 395, centro. A íntegra do Edital com seus anexos poderão ser obtidos junto a CPL ou através do e-mail: setordelicitacoestk@gmail.com no período de 11/10/2018 a 29/10/2018 no endereço supra citado no horário de expediente.

Tarauacá/AC, 09 de Outubro de 2018.



Francisco Rodrigues Oliveira
 Presidente da CPL/PMT.

AVISO DE LICITAÇÃO PREGÃO PRESENCIAL SRP Nº 029/2018.


ESTADO DO ACRE

PREFEITURA MUNICIPAL DE TARAUACÁ

COMISSÃO PERMANENTE DE LICITAÇÃO

AVISO DE LICITAÇÃO

PREGÃO PRESENCIAL SRP Nº 029/2018.



A PREFEITURA MUNICIPAL DE TARAUACÁ – CPL nos termos e para os fins do disposto no Art. 21º, I e II da Lei 8.666/1993 art., 4°, 1, da lei n°10.520/2002 Torna Público para conhecimento dos interessados que realizará a sessão pública de abertura sob a modalidade PREGÃO PRESENCIAL SRP Nº 029/2018, cujo Registro de Preços para Contratação de Serviço Especializado de Locação de Barcos com condutor a serem utilizados no transporte fluvial de alunos da rede de ensino municipal no município de Tarauacá. Visando atender a necessidade da Secretaria Municipal de Educação. Conforme descrição contida nos anexos I – Termo de Referencia do Edital. Abertura dia 26 de outubro de 2018 ás 9h00min na sede da prefeitura municipal de Tarauacá situada na Rua Cel. Juvêncio de Menezes n° 395 centro. A íntegra do Edital com seus anexos poderá ser obtida na CPL ou endereço eletrônico setordelicitacoestk@gmail.com a partir do dia 10/10/2018 a 25/10/2018 no horário de expediente.


Tarauacá-Acre, 09 de outubro de 2018.


Francisco Rodrigues Oliveira
Pregoeiro.

"Bolsonaro precisa conquistar menos votos que Haddad" William Waack comenta

Irã lança mísseis com inscrição ‘Morte à América’ em ataque noturno contra a Síria



O Irã lançou dia 01/10 uma salva de mísseis com ‘Morte à América’ escrita na fuselagem. A república islâmica atacou militantes apoiados pelos EUA na Síria dizendo que estava punindo a ‘maldade’ do inimigo

O ruído de sabres de Teerã provocou novos medos de uma 3ª Guerra Mundial, quando se lançou contra os interesses americanos na nação sitiada.

As áreas visadas também são apoiadas por potências regionais no leste da Síria.

O ataque da noite foi iniciado pouco antes da meia-noite de ontem e visava as bases dos “terroristas takfiri” acusados ​​de um recente ataque a uma parada militar, disse a Guarda Revolucionária do Irã em um comunicado no site de notícias da poderosa força militar.

A declaração acrescentou: “Nosso punho de ferro está preparado para dar uma resposta decisiva e esmagadora a qualquer maldade e dano dos inimigos.”

A palavra “takfiri” é frequentemente usada pelo Irã para descrever os radicais muçulmanos sunitas, marcando-os como apóstatas. O país é predominantemente muçulmano xiita, o outro ramo principal do Islã.

Em um vídeo chocante compartilhado pela Fars News, uma agência de notícias iraniana, vários mísseis podem ser vistos em um céu escuro.

Mísseis tinham inscrições de ameaças de “Morte à família de Saud”, “Morte à América” ​​e “Morte a Israel” na fuselagem.

Os mísseis balísticos usados ​​no ataque voaram 354 milhas (570 quilômetros) para atingir os alvos, disseram os guardas, acrescentando que eles dispararam um total de seis mísseis contra a Síria vindos do oeste do Irã.

Sete drones também foram usados ​​para bombardear alvos militantes durante o ataque, que mataram vários líderes militantes e destruíram suprimentos e infra-estrutura usada pelo grupo, acrescentaram os Guardas.

A Fars News afirmou que Teerã disparou mísseis Zolfaqar e Qiam, fabricados no Irã.

خبرگزاری فارس

@FarsNews_Agency
 🔴🎥گزارشی از محل شلیک موشک‌های #سپاه علیه تروریست‌ها در #سوریه

12:52 AM - Oct 1, 2018
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O ataque acontece depois que a Resistência Nacional de Ahvaz, um movimento separatista árabe do Irã, e o Estado Islâmico reivindicaram a responsabilidade pelo ataque a uma parada militar que ocorreu em 22 de setembro.

Ao todo 25 pessoas, incluindo 12 guardas, foram mortos.

O líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, autoridade máxima do Irã, disse na semana passada que os responsáveis ​​por essas mortes foram pagos pela Arábia Saudita e pelos Emirados Árabes Unidos (EAU), dois aliados importantes dos EUA no Oriente Médio.

O governo do Irã acrescentou que “puniria severamente” aqueles que estavam por trás da violência, uma ameaça renovada na semana passada pelo presidente do Irã, Hassan Rouhani, durante seu discurso na Assembleia Geral da ONU.

A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos negaram envolvimento no ataque.

Rouhani travou uma guerra de palavras contra o presidente dos EUA, Donald Trump, na reunião anual da Assembléia Geral.

Trump, que desistiu do acordo nuclear com o Irã em maio, argumentando que apenas enriqueceu Teerã, disse que o Irã semeia “caos, morte e destruição”.

Ele acrescentou: “Eles não respeitam vizinhos ou fronteiras de soberania das nações.

“Eles enriquecem e espalham o caos pelo Oriente Médio e muito além”.

E o conselheiro de segurança nacional dos EUA, John Bolton, advertiu que Washington está observando de perto o comportamento do Irã.

Ele disse: “Deixe minha mensagem hoje ser clara: nós estamos acompanhando, e nós iremos atrás de vocês”.

E falando diretamente aos clérigos do país, ele os incitou a não “cruzar nossos aliados ou nossos parceiros”, a menos que eles não queiram enfrentar consequências severas.

“De fato haverá inferno para pagar.”


FONTE: Daily Express/ Al Jazeera English

9 de out de 2018

Gestor do Alaska explica por que a Faria Lima se converteu a Bolsonaro


Henrique Bredda é apenas um dos gestores que mais ganhou dinheiro na Bolsa desde 2016 e também é conhecido por suas postagens pró-Bolsonaro no twitter; ele escreveu uma coluna com exclusividade ao InfoMoney explicando por que o mercado financeiro abraçou o deputado

Jair Bolsonaro (Gabriela Korossy/ Câmara dos Deputados)


Como explicar por que tanta gente demorou para perceber o "fenômeno Bolsonaro"? Concorde ou não com as ideias do candidato do PSL, o fato é que a onda conservadora colocou o deputado a um passo da Presidência da República, além de ter ajudado a eleger 52 deputados do partido e tantos políticos que declararam apoio.

A resposta para a pergunta está com Henrique Bredda, gestor de um dos fundos de ações que mais lucrou no Brasil nos últimos anos e um dos primeiros investidores profissionais que começou a ver com bons olhos as ideias econômicas de Bolsonaro.

Bredda enviou com exclusividade ao InfoMoney sua análise sobre como nasceu esse fenômeno Bolsonaro e por que os investidores que habitam a Faria Lima abraçaram de vez o candidato. Mas antes do texto, uma breve apresentação para quem não conhece o Henrique Bredda.

Bredda é gestor do fundo de ações Alaska Black, que de janeiro de 2016 pra cá teve ganhos de impressionantes 305%, bem acima da alta de 83% do Ibovespa.

Importante ser dito que o fundo carrega uma boa dose de "emoção" na sua cota, com uma volatilidade acima da média da indústria. Por isso o Alaska Black é uma ótima opção para quem quer ter uma "pimenta" na carteira de investimentos - mas como toda pimenta, coloque uma quantidade que não te faça se arrepender depois.

Mas Bredda não é famoso apenas pela impressionante performance de seu fundo, e quem segue sua conta no twitter sabe bem o motivo. Um dos primeiros profissionais da indústria de fundos a "quebrar a casca" que dividia o buy side do investidor de varejo, ele atraiu muitos fãs (e alguns haters também) pelas suas postagens favoráveis a Bolsonaro.

Em julho, por exemplo, o gestor revelou que teve um encontro com Bolsonaro e ficou com uma ótima impressão dele, gerando forte reação de apoiadores e desafetos do candidato.

A saber: o fundo Alaska Black está aberto para aplicação em várias plataformas, como a XP Investimentos. Se você quer investir no fundo, clique aqui e abra sua conta gratuitamente na XP.

E para quem quiser conhecer Bredda pessoalmente, ele será um dos palestrantes do evento que o InfoMoney fará parte e acontecerá nesta quarta-feira (10) na sede da Fecomercio em São Paulo. O evento é gratuito, mas as vagas são limitadas. Veja aqui como assistir.

Confira a análise de Henrique Bredda enviada ao InfoMoney:

"Ainda teremos o 2º turno pela frente, mas o que vimos até aqui já foi histórico. Vários conceitos, antes tidos como verdades absolutas pelos especialistas em 'ciência política', foram destruídos. Na eleição presidencial vimos as principais vantagens, tidas como essenciais, serem reduzidas em frangalhos: tempo de TV, coligações, dinheiro para a campanha, estrutura e tradição partidária. Fosse tudo isso importante, não teríamos Jair Bolsonaro do PSL com 46,2% e Geraldo Alckmin (PSDB) com 4,8%. Foram quase 10 vezes mais votos para o candidato sem dinheiro, sem estrutura partidária, sem tempo de TV, sem coligações e sem nunca ter disputado uma eleição presidencial.

Alckmin teve um arsenal invejável ao seu dispor: tempo de TV infindável, muito dinheiro a disposição, conseguiu a maior coligação entre todos - atraindo o tão desejado 'Centrão' - e representou o PSDB, um partido que disputou competitivamente todas as eleições presidenciais desde o Plano Real, chegando sempre entre os dois candidatos mais votados. Alckmin teve ainda um dos melhores track records no currículo: foi por diversas vezes governador do mais rico estado do Brasil, tendo vencido todas as eleições com grande facilidade.

O que aconteceu então? A eleição para governador de São Paulo nos dá uma pista: Dória terminou em 1º, sendo o representante do PSDB, no estado com tradição tucana, mas Bolsonaro ganhou com folga no mesmo estado. Essa é a prova que o eleitor não é ideologicamente ligado a partidos. O eleitor define o seu voto nome a nome. E nessa eleição em especial, ter o nome conhecido ou ser político da velha guarda não significou se sair bem. A população quer renovação. O povo não gosta do que está vendo e quer trocar. Doria é um 'new face', mesmo sendo do PSDB. Alckmin não. Bolsonaro, por mais que esteja há quase 30 anos no Congresso, é uma pessoa nova para a maioria da população e se posiciona claramente anti-establishment.

Outra característica presente em todas as eleições, e fica agora a grande dúvida depois do fiasco que vimos nessas eleições de 2018, foram as pesquisas eleitorais. Qual a real utilidade? São críveis? O mercado balançou vigorosamente a cada nova pesquisa, principalmente a do Datafolha e do Ibope. Dezenas de bilhões de reais em valor de mercado foram retirados e acrescidos nas mais diversas companhias de acordo com as intenções de voto. E por mais que esses institutos tenham corrido nos últimos dias para 'ajustar' os números de intenções de voto do Bolsonaro, eles ficaram várias 'margens de erro' erradas. Bolsonaro veio muito acima do mais otimista cenário previsto anteriormente, e acrescido ainda de algumas 'margens de erro' a mais. Foi surreal o erro. Diria que esse 'erro' se estenderá no 2º turno novamente.

Leia também:
> O segredo do sucesso do Alaska Black: "gostamos dos ativos que ninguém gosta"
> Fundador do Alaska explica por que o Ibovespa pode subir 1.000% nos próximos anos

Do ponto de vista prático, pensando no Congresso, onde as maiores batalhas para aprovação de reformas que o país tanto precisa serão travadas, temos excelentes notícias. Políticos que poderiam atrapalhar o avanço do país ficaram de fora: Suplicy, Lindbergh, Dilma, Requião, Wadih Damous, Vanessa Graziotin, Vicentinho, Jorge Viana etc... Já outros alinhados com o avanço do país entraram: Luiz Philippe de Orleans e Bragança, Kim Kataguiri, Carla Zambelli, entre outros. A população quer renovação e se cansou da hegemonia da esquerda. Quer renovação, e é pela direita. No 2º turno, Bolsonaro começa com uma enorme vantagem. Receberá uma migração natural de eleitores anti-petista do Alckmin, Amoedo, Meirelles, Marina e até do Ciro Gomes. E não adianta o candidato que ficou fora do 2º turno pedir voto pro Haddad ou pro Bolsonaro: o eleitor brasileiro é independente.

Segunda-feira os mercados devem abrir comemorando a grande vantagem do Bolsonaro frente ao Haddad, comemorando o fato do Ciro Gomes estar fora do 2º turno (cenário mais temido pelo mercado) e comemorando (por que não?) o fato de Suplicy, Lindbergh, Dilma, Requião e tantos outros saírem de cena e não poderem atuar contra as tão necessárias reformas.

É jogo de ida e volta, mas podemos dizer que Bolsonaro ganhou de goleada fora de casa no jogo de ida, contra todas as previsões dos especialistas, desde os que falavam em desidratação, até os que nem sequer o levavam a sério. No jogo de volta agora, terá igual condição naquilo que ainda não teve: tempo de TV para que a população o conheça um pouco mais de perto e desmistifique as impressões ruins que as campanhas difamatórias ininterruptas por ventura tenham lhe dado.

Estou particularmente curioso para saber o posicionamento oficial do PSDB e do NOVO: Bolsonaro, PT ou em cima do muro. Veremos.

Bom 2º turno a todos.

Henrique Bredda"