31 de jul. de 2026

Gastos públicos: Monarquia vs. República


Casa Imperial do Brasil


✍🏻 Geraldo Helson Winter - Durante quatro séculos o Brasil se beneficiou da forma de governo monárquica e isto lhe assegurou dimensões continentais, povoamento, desenvolvimento e prestígio internacional. Basta lembrar que as fronteiras do Brasil foram definidas em 1494, pelo Tratado de Tordesilhas, antes mesmo de descoberto pela esquadra de Pedro Álvares Cabral, em 22 de abril de 1500. E lembrar também que em 1750 o Tratado de Madri ratificou as fronteiras brasileiras, expandidas largamente para oeste, adquirindo dimensões territoriais já muito próximas das atuais. A evidência histórica desse fato é um dos marcos de pedra das novas fronteiras do Tratado de 1750, que se encontra na cidade de Cáceres, no Mato Grosso do Sul.

Contudo, há pouco mais de um século, o Brasil vem experimentando amargamente a forma de governo republicana, que lhe tem garantido uma sequência interminável de desilusões, descontinuidade política e dilapidação dos cofres públicos.

Mas, qual a razão para essa diferença flagrante entre o prestígio do Brasil monárquico e o desprestígio do Brasil republicano? Comparando-se Monarquias e Repúblicas é possível verificar facilmente que as Monarquias são mais austeras em seus gastos do que as Repúblicas. Isso é uma realidade, mesmo diante da pompa com que as Monarquias normalmente se apresentam. Palácios suntuosos pesam pouco no bolso dos contribuintes, pois já fazem parte do patrimônio nacional há séculos. Mas não é apenas por isso, já que as Repúblicas são mais dispendiosas, mesmo quando seus governantes ocupam palácios de monarcas destronados.

A razão de as Monarquias serem mais austeras reside em dois fatores fundamentais: um é a moralidade elevada dos monarcas e o outro é o mecanismo de transmissão do poder. O primeiro fator denota a sadia formação da consciência moral da pessoa e o segundo denota a sólida formação da estrutura política e social de um país.

Se considerarmos também que o papel da Monarquia é elevar o conjunto social, fica fácil compreender que a condição indispensável para isso é justamente a integridade elevada do Monarca, que por sua vez influencia profundamente a moralidade de seu povo. Evidentemente na República a probidade dos governantes também é condição indispensável para uma administração austera. Contudo, essa austeridade fica profundamente prejudicada justamente em função do mecanismo de transmissão do poder. Enquanto na Monarquia tal mecanismo é hereditário e vitalício, na República é eleitoral e transitório. A transmissão do poder na Monarquia favorece não apenas a moralidade elevada do monarca, mas também de todo o conjunto social. No entanto, o sistema eleitoral e transitório de transmissão do poder na República não favorece nem a moralidade elevada do governante, nem a dos cidadãos.

Na República, o declínio vertiginoso da moralidade é sistematicamente alimentado pela engrenagem de transferência do poder. A transmissão do poder eleitoral e transitório abre espaço a todo tipo de oportunismo, levando governantes medíocres a se preocuparem apenas com interesses pessoais ou, quando muito, com interesses de seu partido, em notório prejuízo do povo e do bem comum.

É possível constatar com facilidade que as Monarquias são realmente mais austeras que as Repúblicas. Tomemos como exemplo dois países vizinhos, fazendo a comparação entre a Monarquia espanhola e a República portuguesa: a Monarquia custa, para cada espanhol 0,53 de euro por ano, enquanto a Presidência da República custa 1,58 euro para cada português. O governo espanhol transfere para a Casa Real quase 9 milhões de euros anualmente, enquanto o governo português transfere para a Presidência da República quase 16 milhões de euros.

Apesar de as Monarquias serem mais austeras do que as Repúblicas, existe a falsa impressão de que são mais dispendiosas. Um dos motivos é o pomposo cerimonial da Monarquia inglesa, que devido a seu aparato é a mais cara entre todas as Monarquias. Mas, ainda assim, seu custo é incomparavelmente menor do que o de uma República. O custo anual da Monarquia inglesa é de US$ 1,20 para cada súdito, o da sueca e da belga US$ 0,77, o da espanhola US$ 0,74, o da japonesa US$ 0,41, o da holandesa US$ 0,32. Em sentido contrário, a República dos Estados Unidos onera cada contribuinte em quase US$ 5.

Voltando à Inglaterra, os cofres britânicos desembolsaram 37,4 milhões de libras para financiar a Monarquia. Em compensação, as propriedades da Coroa, que pertencem à Rainha e são administradas pelo governo, renderam ao país no ano passado 184,8 milhões de libras.

Outro equívoco comum é a crença de que em uma Monarquia o imposto dos contribuintes é utilizado para custear extravagâncias da Família reinante. Devemos observar que nem todos os gastos da Monarquia são pagos com dinheiro público, mas somente os inerentes a sua função constitucional. Na Inglaterra isso ocorre, por exemplo, com os Palácios de Buckingham, Hillsborough, Holyroodhouse, Kensington, St. James, Windsor. Tais palácios pertencem ao Estado e são utilizados para cumprir deveres oficiais pela Família Real.

Suas residências particulares de Balmoral e Sandringham são mantidas com a renda proveniente da herança da Família Real. É necessário lembrar que nem todos os membros da Família Real têm suas despesas pagas pela Lista Civil, mas apenas a Rainha, o Príncipe de Gales e seus consortes, o Príncipe Phillip, Duque de Edimburgo, e Camilla, Duquesa da Cornualha. Os filhos da Princesa Margaret, Condessa de Snowdon, e únicos sobrinhos da Rainha Elizabeth II, David Armstrong-Jones, Visconde Linley, e Lady Sarah Chatto, em 2006, por exemplo, tiveram que vender joias e obras de arte para pagar os impostos sobre herança vigentes na Inglaterra.

Esses aspectos de austeridade da Monarquia inglesa são praticamente desconhecidos dos meios de comunicação que não dão a isso a atenção devida. Por outro lado, na República muitas famílias precisam ser sustentadas. O Jornal “Miami Herald” fez uma pesquisa em 1992 e constatou que os Estados Unidos naquele ano tiveram um gasto de mais de US$ 20 milhões em pensões de seus ex-presidentes ou de suas viúvas, sem contar as despesas com a proteção oferecida pelo Serviço Secreto, estimadas na época em US$ 18,5 milhões. No Brasil a República não é diferente. Os ex-presidentes brasileiros têm, por lei, direito de empregar oito servidores às custas do erário, além de utilizar dois carros oficiais com motoristas.

O contraste entre gastos da Monarquia e da República brasileiras também é gritante. Entre 1840 e 1889 a Família Imperial recebia 67 contos de réis mensalmente, apesar de a arrecadação ter crescido 15 vezes nesse período. O Marechal Deodoro da Fonseca, entretanto, já no dia 16 de novembro de 1889 assinou decreto dobrando a renda destinada ao Chefe de Estado para 120 contos de réis mensais. Com os 67 contos de réis D. Pedro II conseguia manter a Família Imperial, palácios e servidores, além de destinar às vítimas da Guerra do Paraguai 30% de todos os seus rendimentos. Pagava também de seu bolso pensão a necessitados e enfermos, viúvas e órfãos, num total de 409 pessoas. Quando, em 1871, partiu para sua primeira viagem ao Exterior, recusou vultosa verba oferecida pela Assembleia Geral, além de aumento na dotação da Princesa Isabel, por assumir pela primeira vez a Regência. Na ocasião a Assembleia Geral ofereceu um navio de guerra, com escolta de outros três, para a viagem do Imperador, que recusou e preferiu seguir viagem em navio de carreira.

De lá para cá, o Brasil republicano cai cada vez mais pelas tabelas. No índice da Transparência Internacional sobre percepção de corrupção, irmã gêmea da roubalheira institucional, nosso país encontra-se em 72º lugar. E quem vem entre os mais honestos? Os primeiros lugares são ocupados por Monarquias: Dinamarca, Nova Zelândia, Suécia, Noruega, Holanda, Austrália, Canadá, Luxemburgo e Inglaterra, entre outros. Dois pequenos fatos mostram porque as Monarquias são mais bem avaliadas: quando um incêndio destruiu, em 1992, parte do Castelo de Windsor, a Rainha Elizabeth II fez questão de pagar a reforma com seus próprios recursos; o Rei da Espanha, Juan Carlos, em 1991, doou ao patrimônio público um palácio que recebera de presente do Rei Hussein da Jordânia.

Em suma, Monarquias e Repúblicas evidenciam diferenças de mentalidade diametralmente opostas: enquanto Monarcas visam exclusivamente ao bem de seu povo, Presidentes aproveitam seus mandatos para cobrir os gastos da última eleição e garantir a próxima.


Artigo publicado originalmente na edição nº 36 do boletim “Herdeiros do Porvir”, de abril, maio e junho de 2014. Para receber futuras edições, cadastre-se em monarquia.org.br/faca-parte.

Defesa sem legado: cinco meses para o fim e um país esperando decisões

Defesa sem legado: cinco meses para o fim e um país esperando decisões. Faltam cinco meses para o fim da atual gestão. Cinco meses




Fiel Observador


Depois de quase quatro anos de reuniões, viagens, apresentações, grupos de trabalho, pedidos de informação, cartas de intenção e promessas, uma pergunta precisa ser feita sem rodeios: qual será o legado concreto desta gestão para as Forças Armadas brasileiras?

Onde estão os contratos?

A justificativa habitual é conhecida: falta orçamento. É verdade que o Brasil investe pouco em Defesa diante de sua dimensão territorial, de suas responsabilidades no Atlântico Sul e da necessidade de proteger a Amazônia e suas fronteiras. Mas reduzir toda a paralisia à questão orçamentária começa a parecer uma explicação conveniente.

O problema também é outro.


* Falta ação.

* Falta coragem administrativa.

* Falta assumir responsabilidades.

* Falta decidir.


Na Força Aérea Brasileira, novos aviões aparecem constantemente em discursos, estudos e intenções. Fala-se em ampliar a frota de caças, recuperar capacidades e adquirir novas plataformas. Mas contratos concretos continuam escassos.

Os A-1 AMX caminham para a desativação sem substitutos contratados. Uma aeronave que durante décadas representou uma importante capacidade de ataque da FAB simplesmente deixará o serviço. E depois?

Qual aeronave ocupará seu espaço? Qual será a capacidade de ataque de longo alcance? Qual é o planejamento para Santa Maria?


Promessas não voam.

Na Marinha do Brasil, o Programa Fragatas Classe Tamandaré demonstra que, quando existe decisão, planejamento e contrato, os navios aparecem.

Mas onde está a assinatura das quatro fragatas adicionais?

Onde estão os novos NPa de 500 toneladas necessários para patrulhar uma costa de dimensões continentais?

E qual aeronave substituirá os A-4 Skyhawk do VF-1?

A Aviação Naval de Caça será preservada ou o Brasil simplesmente aceitará perder essa capacidade?

Novamente, estudos. Reuniões. Avaliações.

Decisão, nenhuma.

No Exército Brasileiro, a situação talvez seja ainda mais emblemática.

Onde está o ATMOS?

Onde está a nova artilharia autopropulsada sobre rodas?

Onde estão os novos lotes do Centauro II capazes de transformar efetivamente a força mecanizada brasileira?

Onde está a defesa antiaérea de média altitude?

Onde estão os drones?

Onde está a nova família de blindados sobre lagartas?

O Exército conhece suas necessidades. Os fabricantes apresentaram suas propostas. Delegações visitaram fábricas. Sistemas foram demonstrados. Informações foram solicitadas. Estudos foram realizados.

O que mais falta estudar?

Enquanto Brasília analisa documentos, o mundo se rearma.

A guerra na Ucrânia mostrou que artilharia, drones, guerra eletrônica e defesa antiaérea voltaram ao centro do campo de batalha.

Os conflitos no Oriente Médio demonstraram que países sem uma defesa aérea integrada permanecem vulneráveis desde as primeiras horas de uma crise.

A Europa aumenta dramaticamente seus investimentos militares.

A Ásia acelera seus programas de mísseis, drones e sistemas autônomos.

Os Estados Unidos reposicionam sua estratégia de segurança no continente americano.

E o Brasil continua realizando estudos.

O ambiente geopolítico mudou.

A América Latina mudou.

O Atlântico Sul ganhou nova importância.

A Amazônia e o Arco Norte estão cada vez mais inseridos na disputa estratégica internacional.

O narcotráfico deixou de ser tratado apenas como um problema policial e passa a integrar as discussões de segurança hemisférica.

Diante deste cenário, qual é a resposta brasileira?

Onde estamos?

Onde queremos chegar?

Que Forças Armadas o Brasil pretende possuir em 2030?

E em 2040?

Existe uma estratégia ou estamos apenas administrando a obsolescência?

Não se modernizam Forças Armadas com PowerPoint.

RFI (Request for Information) não derruba drone.

RFQ (Request for Quotation) não protege o espaço aéreo.

Memorando de Entendimento (MoU) não dispara artilharia.

Carta de intenção não patrulha o Atlântico.

Promessa não substitui avião.

Contrato, sim.

Decisão, sim.

É preciso abandonar a ideia confortável de que o Brasil está protegido por sua geografia, por sua tradição diplomática ou pela ausência histórica de grandes conflitos em seu território.

O “berço esplêndido” não é um sistema de defesa.

A neutralidade não substitui capacidade militar.

E soberania sem meios para protegê-la é apenas um conceito escrito em documentos oficiais.

Faltam cinco meses.

Cinco meses para que esta gestão demonstre que os últimos anos não foram apenas uma sucessão de anúncios e intenções.

Cinco meses para assinar contratos.

Cinco meses para definir prioridades.

Cinco meses para deixar um legado.

Depois disso, chegará uma nova gestão. Novos ministros. Novos comandantes. Novas prioridades. E, como tantas vezes ocorreu na história da Defesa brasileira, os programas poderão voltar às mesas de estudo.

Talvez por mais quatro anos.

Quem possui a responsabilidade de decidir, que decida.

Agora!

Porque a História não julga apenas as decisões erradas.

Ela também registra, com precisão, aqueles que tiveram a oportunidade de agir e escolheram não decidir.

Aero Por Trás da Aviação - O Catalina está voltando! A História do Avião Anfíbio Mais Icônico

 

29 de jul. de 2026

O macadame da insensatez

Quando o Vale do Juruá vai se livrar de tanta falta de raciocínio?


Por Reginaldo Palazzo – Cantado em verso e proza a “nova tecnologia” em curso de implementação só vem ratificar o que eu venho falando há tempos.

Falta visão, falta investimento sério.

Dinheiro não falta, segundo economistas governamentais estamos de motor em popa, então como falam os acreanos estamos bamburrando!

É inadmissível gastar-se uma tonelada de dinheiro pra fazer trecho perto da capital sendo que quem é mais prejudicado são os que trafegam pela “BR” -364 no vale do Juruá.

Pra início de conversa o trecho do Jurupari/Juritipari nunca foi terminado como andam propagando por aí.


Veja o que diz o diretor do DNIT em entrevista ao portal Contilnet em 27/05/2017


Coluna – Você acha justas as críticas que pessoas ligadas ao PT vêm fazendo?


Thiago Caetano – Não acho justas. São cobranças demasiadas e desproporcionais ao DNIT, pois nunca nesse Estado houve esse nível de cobrança, especialmente durante a construção da rodovia, quando era a fase mais importante, pois problemas executivos durante a construção trazem graves consequências durante a utilização da rodovia, que é o que temos vivido nesses dias. Valendo destacar que durante a construção da rodovia o país vivia o tempo das “vacas gordas”, e atualmente vivemos o tempo das “vacas magras”, por isso temos tido o máximo de cuidado e critério na execução de cada serviço, para que não seja mais aplicado nenhum recurso público de forma equivocada.


Não podemos mais desperdiçar nem um real a mais nessa rodovia. Às vezes as pessoas não entendem que, para se executar os serviços com qualidade e aplicar corretamente os recursos públicos, temos que seguir normativos rígidos e atender a procedimentos que muitas vezes são excessivamente burocráticos. Contudo, mesmo com um dos quadros mais reduzidos do DNIT (a nível nacional), com uma Superintendência recém-criada, temos conseguido avançar muito rapidamente em tudo. Só para você ter uma ideia, ano passado fomos nós que analisamos e aprovamos os projetos de restauração. Eram seis projetos, normalmente se demora de 1 a 2 meses para se concluir cada um. Nós analisamos e aprovamos os 6, em 10 dias, trabalhando até meia-noite em alguns dias. Por tudo isso, apesar de entender a impaciência e descrença da população, pelo próprio histórico da rodovia (que vale dizer, não fomos nós que demos causa), acho que essa cobrança tem sido desproporcional.

Para ler a matéria completa, clique AQUI.


Não aceitamos desculpas

Nem venham com o papo que a verba foi destinada pra trecho tal.

Existe uma bancada federal pra isso, decidir as PRIORIDADES, as coisas mais urgentes, fazer macadame em rodovia pra aeroporto colado em cidade é escárnio.

Fizessem a colcha de retalho que estamos tão acostumados a ver ao invés de deixar o povo de Manoel Urbano até Mâncio Lima na peia, (surra).

Sem duplo sentido, acredito piamente que se um deles precisasse da estrada pra ganhar dinheiro esse problema já teria sido resolvido.

Buraco que atravessa toda a estrada está há 180 km TK/RB


Ciência & tecnologia


Não, o macadame não é se adequar  a nossa realidade, o macadame é falta de investimento sério há anos em Ciência&Tecnologia bem como na defesa


Falando em falta de prioridade isso tudo que ocorre há anos é reflexo da falta de investimento em ciência e tecnologia, pois se isso já tivesse caído nas mãos de um japonês, coreano, chinês, alemão etc. essa tabatinga tão criticada já teria sendo usada a favor.


Só nos resta a inveja

O Japão construiu um aeroporto em cima do mar, o  Aeroporto Internacional de Kansai.

Conversando com um chinês no Rio de Janeiro o mesmo me contou que o ministério mais importante lá é o da ciência & tecnologia, pois é dali que sai dinheiro pra educação, saúde, infraestrutura, fomento etc.

Isso faz todo sentido.

Ele me adiantou que na China saiam (à época que conversamos), da faculdade por ano, nada mais nada menos que 1,2000.000 (um milhão e duzentos mil engenheiros das universidades), e com alta qualificação.

Hoje já deve tá beirando 1,5 milhões.

Agora a pergunta que não quer calar:

Quantos saem no Brasil? 

Eles já conseguem na ferrovia Qinghai–Xizang, com 20 anos de existência, combinar trem de passageiros com vagões que transportam carro.

Lá as pessoas conseguem transportar seus carros particulares por trem, o que é o certo. 

Assista ao vídeo abaixo e morra de inveja!



Pelo andar das carruagens, ou melhor dos pobres freteiros, ‘ex-trada’ vai ficar pronta lá pelo ano 2.113.

Que tal sair do século XIX e chegar no século XXI?


28 de jul. de 2026

Retomada da guerra encarece fertilizantes e aumenta riscos para o agronegócio brasileiro

Imagem: reprodução/internet


A retomada dos ataques entre Estados Unidos e Irã em julho, depois de um acordo temporário que havia permitido a reabertura parcial do Estreito de Ormuz, voltou a pressionar o mercado de fertilizantes. Embora os bombardeios norte-americanos tenham sido suspensos na sexta-feira (24.07), a pausa não representa um cessar-fogo e o transporte marítimo pela região permanece instável.

A situação atinge diretamente o planejamento da safra brasileira de verão, que começa a ser plantada a partir de setembro. Com o encarecimento dos insumos, a dificuldade de contratar fretes e o atraso nas compras, parte dos agricultores pode reduzir a adubação, principalmente em culturas com margens menores ou menor acesso ao crédito, como arroz, trigo, café e laranja.

O Brasil é o maior importador mundial de fertilizantes e compra do exterior entre 85% e 88% do que utiliza. Em 2025, as importações atingiram o recorde de 45,5 milhões de toneladas, enquanto as entregas ao mercado interno somaram 49,1 milhões de toneladas.

A dependência torna o país especialmente vulnerável ao que ocorre no Estreito de Ormuz. A passagem marítima concentra cerca de um terço do comércio internacional de fertilizantes e mais de 40% das exportações globais de ureia, principal fonte de nitrogênio utilizada nas lavouras. A região também responde por aproximadamente metade da oferta mundial de enxofre e por parcela relevante da produção de amônia.

A ureia é fabricada principalmente a partir do gás natural. Já o enxofre é indispensável à fabricação de fertilizantes fosfatados. Assim, a interrupção da navegação não afeta apenas o produto pronto: ela restringe o acesso às matérias-primas necessárias para que indústrias instaladas em outros países, inclusive no Brasil, mantenham suas fábricas em operação.

Depois de recuar durante a trégua, a ureia voltou a subir no mercado brasileiro e chegou a aproximadamente R$ 2,23 mil por tonelada, considerando o preço internacional com frete até o Brasil e o câmbio de R$ 5,10. O valor ainda não inclui despesas portuárias, transporte interno, tributos e margens comerciais.

A pressão é mais forte sobre os fosfatados. O fosfato monoamônico, conhecido como MAP, está próximo de R$ 4,54 mil por tonelada nos portos brasileiros. O enxofre alcançou o equivalente a R$ 6,38 mil por tonelada no mercado internacional, reflexo da escassez provocada pelas limitações de produção e transporte no Oriente Médio.


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O Brasil importou cerca de 1,4 milhão de toneladas de MAP no primeiro semestre, redução de 24% em relação ao mesmo período de 2025. As compras de superfosfato simples também recuaram 14%, para aproximadamente 1,4 milhão de toneladas. No caso do enxofre, a queda chegou a 41%, com cerca de 671 mil toneladas desembarcadas.

A menor disponibilidade da matéria-prima já provoca efeitos na indústria nacional. Unidades produtoras de fertilizantes fosfatados reduziram ou interromperam atividades em Goiás, Minas Gerais, Bahia, Tocantins e Mato Grosso. Novos cortes estão previstos caso o fornecimento de enxofre e ácido sulfúrico não seja normalizado.

Isan Rezende

A redução da produção doméstica amplia a dependência das importações justamente quando os fornecedores internacionais enfrentam restrições. A China passou a exigir inspeções obrigatórias para exportar sulfato de amônio, medida que pode atrasar os embarques. Rússia e outros países produtores também priorizam o abastecimento interno ou enfrentam dificuldades logísticas relacionadas a conflitos e sanções.

O efeito não será igual para todos os agricultores. Grandes propriedades que anteciparam as compras, possuem melhor acesso ao crédito ou mantêm níveis adequados de nutrientes no solo conseguem atravessar um período curto de escassez com menor impacto. O risco é maior entre pequenos e médios produtores que compram mais perto do plantio e dependem do estoque disponível nas revendas locais.

A possibilidade de reduzir a aplicação também depende da análise do solo. Em áreas que receberam adubação adequada nos últimos anos, pode existir algum efeito residual de fósforo. Isso não significa, porém, que o nutriente possa ser retirado indiscriminadamente. Nitrogênio e potássio também desempenham funções fundamentais e a redução sem orientação técnica pode comprometer o desenvolvimento das plantas, a produtividade e a qualidade da colheita.

O Rabobank estima que as entregas de fertilizantes no Brasil podem cair para 47,2 milhões de toneladas em 2026, quase 2 milhões de toneladas abaixo do recorde do ano passado. Além da guerra, pesam nessa projeção o endividamento rural, a restrição de crédito e a relação menos favorável entre o preço dos insumos e o valor recebido pelas commodities.


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O resultado da menor adubação dependerá também do clima. Chuvas regulares podem ajudar as plantas a aproveitar melhor os nutrientes disponíveis no solo. Em contrapartida, a previsão de um El Niño forte aumenta o risco de estiagens, excesso de chuva e irregularidade das precipitações nas regiões produtoras.

Uma eventual perda de produtividade não deve aparecer imediatamente nos preços ao consumidor. O impacto será sentido primeiro nas lavouras plantadas no segundo semestre e poderá chegar ao varejo em 2027, principalmente se a redução dos fertilizantes coincidir com problemas climáticos. O risco maior não é a falta completa de adubo, mas a soma de custos elevados, crédito restrito, compras atrasadas e clima desfavorável.

Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, essa nova escalada no Oriente Médio amplia uma preocupação que o produtor já carregava antes mesmo do plantio. “Os fertilizantes representam uma parcela importante do custo da lavoura e qualquer aumento compromete o orçamento, sobretudo entre pequenos e médios produtores, que enfrentam mais dificuldade para obter crédito e antecipar as compras”, afirma Isan.

“Quando o adubo encarece ou não chega no momento adequado, o agricultor é obrigado a rever o pacote tecnológico. Reduzir a aplicação pode aliviar o caixa no curto prazo, mas aumenta o risco de perda de produtividade e de renda. O produtor acaba exposto dos dois lados: paga mais para plantar e pode colher menos”, acrescenta.

“O Brasil precisa tratar a dependência externa de fertilizantes como uma questão estratégica. Não existe solução imediata para substituir as importações, mas é necessário ampliar a produção nacional, diversificar fornecedores e melhorar a infraestrutura de entrada e distribuição desses insumos. O custo de uma crise internacional não pode continuar chegando integralmente à porteira”, conclui Rezende.

Fim da espera: mulheres passam por cirurgias com recursos destinados por Alan Rick


Assessoria - Depois de anos convivendo com dores e sangramentos, mulheres acreanas começaram a sair da fila de cirurgias eletivas.  A espera para centenas delas chega ao fim após o senador Alan Rick destinar R$ 9 milhões que garantiram a celebração de um convênio entre a Prefeitura de Rio Branco e o Hospital Santa Juliana. 

Os procedimentos da primeira etapa do programa, realizada com R$ 4,8 milhões já liberados, começaram a ser realizados no início de julho. 

Moradora de Feijó, Maria Ernande da Silva Lima aguardava há cerca de três anos pela retirada do útero e passou os últimos seis meses em Rio Branco realizando exames enquanto esperava pelo procedimento.

“Foram três anos de batalha. Graças a Deus chegou essa oportunidade para mim”, resumiu.

A filha, Maria José Lima, acompanhou todo o sofrimento da mãe. Moradora da zona rural de Feijó, ela conta que a distância até a cidade tornava a rotina ainda mais difícil quando as crises se agravavam.

“Tivemos medo de perdê-la. Quando soubemos que ela seria operada, foi uma felicidade muito grande”, disse.

O senador destacou a alegria de ver o recurso beneficiando quem precisa. “Nada é mais importante do que ver uma pessoa voltar a ter esperança. Saber que essas mulheres estão deixando para trás anos de espera e sofrimento reforça o nosso compromisso de continuar trabalhando para garantir mais acesso à saúde para quem mais precisa”, pontuou Alan Rick.  

Segundo o prefeito de Rio Branco, o programa marca a história da saúde municipal. 

“Pela primeira vez, a Prefeitura de Rio Branco avança na oferta de procedimentos de média complexidade. É um convênio importante com o Hospital Santa Juliana, que possibilita ampliar o acesso da população às cirurgias eletivas, reduzir o tempo de espera na fila única de regulação e fortalecer a assistência especializada dentro do município”, afirmou o prefeito.

Nesta primeira etapa, serão realizados mais de 500 procedimentos pelo SUS, entre eles laqueadura tubária, histerectomia videolaparoscópica, laparotomia videolaparoscópica para drenagem e/ou biópsia, histerectomia total e histerectomia por via vaginal.

Outra paciente beneficiada é Cleidione Mendonça de Oliveira, moradora de Rio Branco. Ela esperava havia mais de um ano pela retirada do útero e chegou à cirurgia com o quadro de saúde bastante debilitado.

“Eu estava muito debilitada. Esperei mais de um ano por essa cirurgia. Graças a Deus isso aconteceu”, afirmou.

O secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, destacou que a iniciativa representa um avanço na oferta de serviços à população e explicou que todas as pacientes são atendidas dentro da ordem da fila única de regulação do estado.


“Estão sendo realizados entre 10 e 15 procedimentos por semana, podendo chegar a até 60 cirurgias por mês”, explicou.

As cirurgias são realizadas por videolaparoscopia, técnica minimamente invasiva que proporciona menor tempo de recuperação e menos desconforto no pós-operatório.

Ao final do tratamento, as pacientes Maria e Cleidione fizeram questão de agradecer ao senador Alan Rick pelo investimento.

“Quero agradecer. Ele vai estar sempre nas minhas orações”, disse Maria Ernande.

“Agradeço muito, de coração. Que Deus o abençoe e que outras mulheres também possam ser atendidas”, declarou Cleidione.

16 de jul. de 2026

Lula assina aumento de impostos sobre insumos agrícola, e setor do agro alergta: "Vai tudo ficar mais caro"

Fim da isenção sobre insumos agrícolas reacende debate sobre o preço dos alimentos.


Easy fatos - A cobrança de PIS/Cofins sobre insumos agrícolas, como fertilizantes, sementes e defensivos, voltou a gerar repercussão no país. Com o fim da alíquota zero para esses produtos, representantes do agronegócio afirmam que os custos de produção aumentam e podem ser repassados ao longo da cadeia, chegando ao consumidor.

Segundo entidades do setor, a medida tende a impactar principalmente pequenos e médios produtores, que possuem menor capacidade para absorver o aumento das despesas. A preocupação é que esse cenário contribua para a alta no preço de alguns alimentos nos próximos meses.

O tema também ganhou forte repercussão política. Enquanto críticos afirmam que a mudança pode pesar ainda mais no bolso da população, o governo defende que a medida faz parte da reorganização do sistema tributário e da política fiscal em andamento. 

Fonte/Crédito: @salvadorpresss

9 de jul. de 2026

Em Sessão Solene toma posse o vereador Charle da Silva Luiz (Charle Yawanawa) do PDT


Câmara Municipal de Tarauacá -  Em uma Sessão Solene realizada hoje (09), a Mesa Diretora na pessoa do presidente em exercício Tatu do Bem deu posse ao Sr. Charle da Silva Luiz (PDT), conhecido em Tarauacá como Charle Yawanawá.

A posse é em virtude do pedido de afastamento solicitado pela vereadora Neirimar Lima, a Veínha do Valmar de 130 dias por motivos de saúde.


Charle foi diplomado como 2º suplente nas eleições municipais no último pleito em 2024.

Após ser declarado empossado, Charles subiu à Tribuna proferir algumas palavras.

“Quero começar agradecendo a Deus pela oportunidade de estar aqui. Quero agradecer também a Câmara Municipal de Tarauacá por esta solenidade e a todos que vieram compartilhar comigo este momento tão importante nessa caminhada. Recebo essa missão com muita humildade e com o coração cheio de gratidão. Quero fazer um agradecimento especial ao povo Yawanawa, minha origem, minha raiz, minha maior escola de vida. Charles ainda registrou seu agradecimento aos seus ancestrais, as lideranças atuais. “Muito do que eu aprendi sobre compromisso, diálogo e responsabilidade devo ao exemplo deles. Disse Charles. “Registro também minha gratidão ao grupo político que me acolheu”. Finalizou

Charles Yawanawa é o terceiro indígena a se sentar em uma das cadeiras do Parlamento Mirim, sendo precedido pelo senhor Chagas e Nasso da etnia Huni Kuin (Kaxinawa), mas Charle é o primeiro da etnia Yawanawa a assumir uma das cadeiras.

Os Kaxinawa são uma etnia indígena que pertence à família linguística Pano. Eles habitam a floresta tropical no leste do Peru, do pé dos Andes até a fronteira com o Brasil, e são mais numerosos na região brasileira do Acre. Os Kaxinawa autodenominam-se Huni Kuin, que significa "homens verdadeiros" ou "gente com costumes conhecidos". A palavra "Kaxinawa" é um termo pejorativo que significa "povo morcego" e não é aceito pelos próprios indígenas.

Os Yawanawa (yawa/queixada; nawa/gente) são um grupo pertencente à família lingüística pano que ocupa atualmente a T.I. Rio Gregório. "Yawanawa" aparece nas fontes escrito de formas diversas: Yawavo ou Yauavo, Jawanaua, Yawanaua, Iawanawa. A grafia "Yawanawa" que nós utilizamos é a que aparece nas cartilhas e outros documentos de autoria indígena.

A comunidade Yawanawa é na realidade um conjunto que inclui membros de outros grupos: Shawãdawa (Arara), Iskunawa (atualmente conhecidos como Shanênawa, moram em uma aldeia próxima à cidade de Feijó), Rununawa, Sainawa (conhecidos geralmente como Yaminawá e que moram na região do Bagé), e Katukina. Esta configuração é o resultado de uma dinâmica sociológica própria de muitos grupos pano — alianças através de casamentos, raptos de mulheres no contexto de conflitos bélicos, migrações de famílias — e uma série de contingências históricas, especialmente as mudanças ocorridas a partir da chegada do homem branco — epidemias, alterações demográficas... Por meio destes processos foram se incorporando pessoas de outros povos que mantiveram relações com os Yawanawa no passado.

Entre os Yaminawa da TI Cabeceira do Rio Acre existe um subgrupo que recebe também o nome de Yawanawa. No entanto, os Yawanawa do Gregório não têm conhecimento deste outro grupo homônimo.

6 de jul. de 2026

O Brasa esfriou e o Haaland fez Créu!

 Tragam um psicólogo pra CBF urgente!

Haaland cadenciou o time

Por Reginaldo Palazzo - Em meio a idiotices de ideologias retrógadas e roubo de troféu a seleção brasileira que muito se assemelha ao Brasil atual, não só continua precisando aprender a se defender como agora precisa aprender a ganhar também.

Difícil, olhando o elenco mimizento contaminado pelo vírus que atingiu grande parte da “seleção” e do povo.

O que eu fico pasmo é ver pessoas que até gostam de futebol nutrir alguma esperança de ver futuro próximo no futebol brasileiro com tanta frescura à vista

Em 2014 acertei, (tem um vereador aqui na cidade que pode confirmar), que quem ganharia aquela copa seria a Alemanha quando assisti ao primeiro jogo daquela copa, só não esperava claro que a peia (surra) seria tão grande.

Dessa vez acertei novamente afirmando que infelizmente não passaria das oitavas de final.

Pessimismo? Não, realismo.

A última seleção que pode até não ter vencido, pois é coisa do futebol, mas que realmente convenceu, foi a de 1982.

De lá pra cá mesmo tendo conquistado duas copas do mundo, atribuo à sorte.

Primeiro, porque as outras seleções eram visíveis o crescimento técnico e tático, segundo, que também era visível que a seleção brasileira decaia em conjunto gradativamente.

Cogitaram até uma camisa da seleção brasileira na cor vermelha em plena polarização incrementando ‘a contrario sensu’ os fluídos e energias positivas que eram emanadas de ambas as partes se dissipou entre um espectro e outro e o que influía e muito, não influi mais.

Uma bobagem sem tamanho porque se fosse pra ter uma cor alternativa no caso dessa ‘seleça’ teria que ser alaranjado, a cor da brasa fria.

E teve gente que ainda colocou lenha nessa fogueira, (ôh desculpa), nessa brasa, mas era tarde demais, só não percebeu que a decadência do futebol brasileiro advém também de suas próprias escolhas políticas e seus reflexos.

Entre um Pelé e um Ronaldinho Gaúcho, verdadeiros craques que aparecem de 40 em 40 anos, é bom que se preparem as crianças que, essas sim, da pena porque não conhecem as obsolescências da vida esportiva desse país e se põem a chorar copiosamente sempre que uma vergonha dessas aparece de quatro em quatro anos.

Aí vem os técnicos de finais de semana, pilotos de aviões, e analistas políticos, porque sim, desses todo mundo tem um pouco, dizer que a culpa foi do técnico.

Muito pelo contrário, se não fosse ele não passava nem da fase de grupo, quanto mais adentrar nos dezesseis avos.


Coincidência ou não, ontem somente as bandeiras que tinham cruz passaram para as quartas de final, inclusive estampada na camisa da Noruega


Talvez quem sabe se a nossa bandeira ainda fosse a monárquica com a ‘Cruz da Ordem de Cristo’ descendente dos Templários teríamos passado.

Já não basta a ‘Ré-Pública’ inventar que o verde se refere as matas e o amarelo ao ouro?

Pra quem não sabe o verde se refere aos Braganças e o amarelo aos Habsburgos juntamente com o losango graças a origem da Imperatriz Leopoldina.

Por fim temos o (Erling Haaland), que cujo nome soa a bombardeiro da segunda guerra mundial, fez com que a torcida da Noruega explodisse ontem duas vezes em êxtase.

Também não é pra menos, em suas palavras Haaland, disse:

“Incredible, Unbelievable...”

Interessante também foi um narrador esportivos dizer:

Ainda temos uma bola”, referindo-se a mais uma chance que a seleção brasileira teria após a cobrança de pênalti como se pudesse toda hora fazer como fez contra o Japão, ou seja, ter sorte no finalzinho do jogo. O que eles fariam em vinte segundos o que não fizeram em mais de noventa minutos de jogo?

Fato, fato mesmo, daqueles concretado com betoneira, é que o declínio é visível e que estrela em camisa não ganha nada.

Alguém por favor componha uma música com o título.

Onde estão os campos de várzea?

Haaland é o astro do Manchester City

Imagem: Mark Leech/Offside/Offside via Getty Images

5 de jul. de 2026

"O voto da Federação do Acre muma determinada eleição custou mais caro do que o Estado do Acre custou ao Barão do Rio Branco" - Aldo Rebelo

 

Embrapa e NASA expõem verdade que desmonta a maior mentira ambiental contra o agro brasileiro


Por Compre Rural Notícias via Diário do Acre


Durante anos, o Brasil passou a conviver com uma narrativa que ganhou força dentro e fora do país: a ideia de que o agronegócio brasileiro seria um dos principais responsáveis pela destruição ambiental em escala global. Esse discurso, repetido em debates internacionais, campanhas ambientais e até em disputas comerciais envolvendo exportações brasileiras, ajudou a consolidar uma visão frequentemente negativa sobre a produção rural nacional. Mas, agora, Embrapa e NASA expõem verdade que desmonta a maior mentira ambiental contra o agro brasileiro.

Quando a discussão sai do campo ideológico e passa a ser analisada sob a ótica dos números oficiais, a realidade apresentada é bastante diferente. Levantamentos técnicos da Embrapa Territorial, cruzados com dados de monitoramento por satélite utilizados pela NASA, mostram que o Brasil ocupa hoje uma posição singular no planeta: além de ser uma potência agrícola global, está entre os países que mais preservam vegetação nativa em seu território.

Os dados revelam uma realidade que raramente aparece no debate público: grande parte dessa preservação está justamente dentro de propriedades rurais privadas, mantidas diretamente pelos próprios produtores brasileiros.

Brasil lidera preservação ambiental entre grandes economias mundiais, derrubando a maior mentira ambiental contra o agro brasileiro

Os números impressionam quando colocados lado a lado com outras grandes economias consideradas referência em políticas ambientais ao redor do mundo.

Segundo levantamentos técnicos utilizados por pesquisadores brasileiros, o país mantém atualmente 65,6% de todo o território nacional coberto por vegetação nativa preservada.

A comparação internacional ajuda a dimensionar esse cenário:


Brasil → 65,6% do território preservado

Estados Unidos → aproximadamente 19,9%

União Europeia → cerca de 17,9%

Na prática, isso significa que proporcionalmente o Brasil preserva mais áreas naturais do que diversas economias desenvolvidas frequentemente utilizadas como parâmetro em discussões ambientais globais.

Esse cenário ajuda a explicar por que especialistas argumentam que parte do debate internacional sobre sustentabilidade costuma desconsiderar características exclusivas da realidade brasileira.


Código Florestal obriga produtor rural a preservar grandes áreas

Uma das principais diferenças do modelo brasileiro está justamente na legislação ambiental aplicada às propriedades privadas.

O Código Florestal Brasileiro, considerado por especialistas um dos mais rigorosos do mundo, estabelece percentuais obrigatórios mínimos de preservação dentro das propriedades rurais.


Dependendo da região, produtores são obrigados a manter:

80% da propriedade preservada na Amazônia Legal

35% em áreas de Cerrado localizadas dentro da Amazônia Legal

20% em grande parte das demais regiões brasileiras


Na prática, isso significa que milhares de produtores brasileiros não utilizam integralmente suas terras para produção, mantendo grandes áreas preservadas por obrigação legal.

Segundo dados consolidados pela própria Embrapa, o país possui atualmente cerca de 246,6 milhões de hectares de vegetação nativa preservados dentro de propriedades rurais privadas.

Para efeito de comparação internacional, essa área equivale aproximadamente ao território somado de cerca de 10 países europeus.


Para cada hectare produzido, o campo preserva mais de dois hectares de natureza


Outro dado técnico ajuda a desconstruir a ideia frequentemente difundida de que a expansão agropecuária necessariamente significa avanço sobre áreas naturais.

Atualmente, para cada 1 hectare efetivamente utilizado na produção agropecuária brasileira, existem aproximadamente 2,1 hectares de vegetação nativa preservados dentro das próprias propriedades rurais.

Esse indicador reforça uma característica pouco discutida fora do setor: em boa parte do território nacional, produção e conservação ambiental coexistem dentro da mesma atividade produtiva.

Em outras palavras, o mesmo produtor que cultiva alimentos também é responsável por manter grandes áreas preservadas.


Embrapa: A agricultura realmente “consome” água de forma definitiva?

Outro ponto que frequentemente aparece no debate ambiental envolve o uso da água pelo setor agrícola, especialmente em sistemas de irrigação.

É comum a narrativa de que o agronegócio “retira” grandes volumes de água de rios e aquíferos, comprometendo permanentemente a disponibilidade hídrica.

Mas estudos hidrológicos e especialistas em irrigação mostram uma dinâmica bem mais complexa.

No processo agrícola:

Parte da água infiltra naturalmente no solo

Outra parcela evapora e retorna à atmosfera

O ciclo hidrológico permite que boa parte retorne ao ambiente em forma de chuva, umidade e recarga subterrânea

Pesquisas do setor indicam que aproximadamente 90% da água utilizada em sistemas agrícolas retorna ao meio ambiente através do próprio ciclo natural da água, especialmente em sistemas tecnificados e manejados corretamente.

Ou seja, o conceito frequentemente difundido de “consumo definitivo da água” costuma ser apresentado de forma simplificada no debate público.


Agronegócio sustenta parte importante da economia brasileira

Além da questão ambiental, existe um fator econômico impossível de ignorar. Hoje, o agronegócio representa aproximadamente 25% de todo o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, sendo responsável por sustentar parte importante da economia nacional.

O setor responde diretamente por:

Milhões de empregos diretos e indiretos

Grande parte do superávit da balança comercial brasileira

Produção de alimentos para mercado interno e exportação

Segurança alimentar nacional e internacional

O Brasil se consolidou nas últimas décadas como potência mundial em segmentos estratégicos como:


Soja

Carne bovina

Milho

Café

Açúcar

Celulose

Proteína animal

Tudo isso operando sob uma das legislações ambientais mais restritivas do planeta.


O debate ambiental precisa ser construído com dados — não apenas narrativas


Isso não significa ignorar problemas reais que precisam de enfrentamento, como desmatamento ilegal, queimadas criminosas e necessidade permanente de fiscalização ambiental.

Mas especialistas defendem que o debate sobre sustentabilidade precisa considerar dados técnicos, contexto legal e a realidade produtiva brasileira, evitando generalizações que frequentemente colocam toda a produção rural nacional dentro da mesma narrativa, ou da maior mentira ambiental contra o agro brasileiro.

Os números mostram algo que raramente recebe o mesmo destaque internacional: o país que se tornou uma das maiores potências agrícolas do planeta também está entre os territórios que mais preservam vegetação nativa no mundo — e parte significativa dessa preservação está nas mãos do próprio produtor rural brasileiro.

Diante disso, cresce uma pergunta cada vez mais inevitável:

o mundo realmente conhece a realidade ambiental do agro brasileiro ou ainda continua enxergando o país através de uma narrativa construída sem considerar os dados completos?