9 de out. de 2026

Quando Bolsonaro zerou impostos federais nos combustíveis Federação Única dos Petroleiros (FUP), disse que era estelionato eleitoral, e agora não é?

Na grande marcha da hipocrisia o que importa é se manter no poder a qualquer custo

Imagem: Opinião Brasília


Reginaldo Palazzo - Em 2022, quando Jair Bolsonaro zerou impostos federais sobre combustíveis, diversas entidades e políticos criticaram a medida, apontando caráter eleitoreiro e risco fiscal. 

Vejamos alguns exemplos:

Uma dessas entidades foi a Federação Única dos Petroleiros (FUP-CUT) que chegou a chamar a decisão de “estelionato eleitoral”, (aqui). 

A FUP ainda afirmou que Bolsonaro só agiu por causa da pressão da inflação em ano de eleição.

Na “crítica da onda”, o senador Jean Paul Prates (PT) acusou o governo de agir apenas por pressão eleitoral dizendo que:

“O governo nunca quis agir no cerne da questão” e só tomou medidas simplistas para tentar conter desgaste eleitoral.

No final das contas, o ex-presidente da Petrobras rompeu com o PT criticou o que chamou de ‘quermesse de megawatts’ na política energética e antecipou com uma precisão de sniper um cenário fragmentado e desafiador para Lula esse ano.

Fato é que grupos políticos que perderam a oportunidade para mostrar para que veio, não tiveram competência se quer para criar novas lideranças.

Por outro lado, novos opositores preparados e com futuro promissor aparecem a cada eleição.

Lula conseguiu destruir ele, o PT e na Balsa vai levar toda a esquerda brasileira.

Já dizia um moribundo cacique político:

Um pouco de canja de galinha e autocrítica não faz mal pra ninguém

"Não posso apoiar Lula. Sou contra o modelo econômico que vem asfixiando o Brasil com juros altíssimos" - Augusto Cury

 Imagem: Área Vip

"As grandes decisões não nascem do barulho, mas da reflexão e consciência".

Primeiro Gripen E produzido no Brasil realiza voo inaugural

Primeiro caça Gripen construído fora da Suécia, por meio de colaboração entre Saab e Embraer, consolida mais um marco no programa Gripen


O primeiro caça Gripen produzido fora da Suécia decolou e completou o histórico voo inaugural a partir do aeródromo da Embraer em Gavião Peixoto (SP), no dia 06 de outubro, às 10:21.

Conduzido pelo piloto-chefe de testes da Saab, Jakob Högberg, o voo teve como objetivo a verificação do funcionamento dos sistemas básicos e o desempenho inicial da aeronave. O voo foi classificado como o primeiro teste de aceitação de produção do caça e iniciou a fase final do processo de fabricação na Embraer.

Engenheiros de voo da Embraer foram responsáveis pelo planejamento e execução do voo, com apoio da Saab, marcando mais um marco no plano de transferência de tecnologia entregue pelo programa Gripen ao Brasil.

“Este voo inaugural demonstra que a produção do Gripen no Brasil atingiu um novo nível de maturidade. Tenho orgulho da nossa estreita cooperação com a Embraer no programa Gripen, que estabelece uma base sólida para o futuro desenvolvimento do Gripen no Brasil”, afirma Marcus Wandt, head da área de negócios Aeronautics da Saab.

“Este voo do primeiro Gripen E produzido pela Embraer no Brasil é um marco histórico para a indústria aeroespacial e de defesa do país. Ele consolida o sucesso de uma estratégia de longo prazo que combinou a visão da Força Aérea Brasileira, a expertise da Saab e as capacidades de engenharia e manufatura da Embraer”, afirma Bosco da Costa Junior, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança.

Após a campanha de voo de aceitação de produção, a aeronave será certificada e estará pronta para entrega à Força Aérea Brasileira (FAB). Ela será transferida para a Base Aérea de Anápolis, em Goiás, para integrar o Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA), que atualmente opera 10 caças Gripen.

Esta aeronave, oficialmente apresentada em 25 de março deste ano pela Embraer, é a primeira de 15 que serão produzidas no Brasil sob o programa atual. A Embraer abriga a única linha de produção de caças supersônicos da América do Sul e é parte integrante da rede global de fabricação e cadeia de fornecimento da Saab.

8 de out. de 2026

"As razões da derrota do Lula" - Aldo Rebelo

 

Família Vasco da Gama ganha título de melhor café do Brasil

 EMATER-MG divulgação

Alemanha alerta para conflito com a Rússia: a escalada começa fora do campo de batalha

Alerta da inteligência alemã expõe o risco de ações clandestinas produzirem uma escalada militar e coloca à prova a capacidade europeia de proteger infraestrutura, atribuir responsabilidades e responder com proporcionalidade


Ricardo Fan  - (RDN) Em audiência pública no Parlamento alemão, em 5 de outubro de 2026, o presidente do Serviço Federal de Inteligência, o BND, Martin Jäger, advertiu que a Alemanha corre o risco de ser envolvida em um conflito violento com a Rússia. A avaliação, acompanhada por alertas da inteligência interna e da contrainteligência militar, descreve uma deterioração da segurança que alcança transportes, indústria de defesa e infraestrutura militar. O registro oficial do Bundestag confirma a declaração e as preocupações com sabotagem e ações letais atribuídas aos serviços russos. [1]

A ressalva é determinante: segundo a Reuters, Jäger afirmou não haver indícios de um ataque russo iminente em grande escala contra a OTAN, embora considere possíveis atividades militares de baixa intensidade nos países bálticos. O alerta exige, portanto, distinguir ameaça clandestina, violência localizada e preparação para guerra convencional. Confundir essas categorias compromete a compreensão do problema e pode influenciar decisões de resposta. [2]

A questão estratégica está na possibilidade de operações conduzidas para pressionar um adversário sem iniciar uma guerra produzirem consequências que tornem essa contenção insustentável. Uma sabotagem com vítimas, uma interrupção prolongada de serviços essenciais ou um ataque contra instalações militares pode impor ao governo atingido escolhas que ultrapassem a investigação policial.


A violência clandestina e o cálculo da coerção

Operações híbridas combinam instrumentos diferentes para obter efeitos políticos e operacionais. Espionagem, sabotagem, ataques cibernéticos e manipulação informacional podem integrar uma campanha, mas não possuem necessariamente a mesma origem ou gravidade. A identificação de um padrão exige evidências que conectem os episódios a uma estrutura de comando ou a objetivos convergentes.

Sob essa perspectiva, o emprego clandestino da violência oferece a um agressor uma possibilidade de impor custos enquanto dificulta a responsabilização. A utilização de intermediários, a dispersão dos executores e a exploração de vulnerabilidades civis podem prolongar o intervalo entre o incidente e a identificação de seu patrocinador.

Esse intervalo tem valor estratégico. Enquanto o Estado atingido investiga, empresas suspendem atividades, recursos são deslocados para proteção e autoridades enfrentam pressão por resultados. A eficácia de uma campanha desse tipo deve ser avaliada tanto pelos danos físicos quanto pelas decisões que consegue induzir.

A ambiguidade, entretanto, não garante controle. Os executores podem provocar danos superiores aos previstos, atingir pessoas alheias ao alvo ou deixar evidências que reduzam a possibilidade de negação. Uma operação concebida para permanecer limitada pode criar uma crise de dimensão muito maior.


A infraestrutura como parte da capacidade militar

A menção alemã a transportes, indústria de defesa e infraestrutura militar amplia o foco para a sustentação das operações. A capacidade de uma força depende da circulação de combustível, munições, peças e pessoal, além da continuidade dos sistemas de comunicação e manutenção.

Um inventário expressivo de armamentos não assegura prontidão quando suas cadeias de apoio são interrompidas. A mesma distinção vale para anúncios de investimento: recursos autorizados e contratos assinados precisam se converter em produção, treinamento, disponibilidade técnica e capacidade de reposição.

A sabotagem pode explorar justamente essa diferença. Danificar um componente de difícil substituição ou interromper um acesso logístico pode produzir efeitos desproporcionais ao custo da ação. Infraestruturas com funções civis e militares apresentam um problema adicional: sua proteção envolve operadores privados e autoridades diferentes, enquanto os efeitos de uma interrupção atravessam esses limites administrativos.

Como implicação operacional, o planejamento defensivo precisa contemplar rotas alternativas, estoques críticos, comunicações redundantes e reparação rápida. Impedir todos os incidentes é uma expectativa pouco realista; reduzir sua capacidade de comprometer missões é um objetivo verificável.


Reconversão industrial: da percepção de ameaça à capacidade de defesa

A adaptação de empresas civis ao mercado militar acrescenta uma dimensão econômica ao debate sobre a segurança alemã. Reportagem da Deutsche Welle apresenta essa movimentação como uma busca por novas oportunidades diante da perda de empregos industriais, citando uma fabricante de impressoras que passou a produzir drones e veículos autônomos de emprego militar. O exemplo indica uma aproximação entre competências industriais civis e demandas de defesa, embora não permita dimensionar, isoladamente, a extensão dessa transformação. amp.dw.com

Do ponto de vista estratégico, a reconversão pode preservar conhecimento técnico, ampliar fornecedores e reduzir o tempo necessário para desenvolver determinados equipamentos. Competências em automação, eletrônica, software e fabricação de precisão oferecem possibilidades de aproveitamento militar. Entretanto, ingressar nesse mercado exige atender requisitos de confiabilidade, segurança, integração e sustentação que ultrapassam a apresentação de um protótipo.

É necessário distinguir oportunidade comercial, capacidade produtiva e disponibilidade operacional. O anúncio de um novo produto não demonstra que a empresa consiga fabricá-lo em escala, manter fornecimentos regulares ou assegurar manutenção durante uma crise. Para converter investimento industrial em capacidade militar, são necessários contratos previsíveis, componentes disponíveis, testes e integração às estruturas das forças usuárias.

Essa transformação também se conecta ao problema da sabotagem. A ampliação da base industrial de defesa aumenta a importância de proteger instalações, fornecedores, projetos e sistemas digitais. Uma fábrica capaz de produzir equipamentos militares depende de redes de energia, transporte e comunicação que podem permanecer vulneráveis. A política industrial e a segurança da infraestrutura precisam, portanto, avançar de forma coordenada.

O contraponto econômico é igualmente relevante: a expansão da defesa pode abrir oportunidades para empresas específicas, mas não deve ser presumida como solução suficiente para dificuldades mais amplas da indústria alemã. Seu valor estratégico dependerá da capacidade de gerar produção sustentável e equipamentos utilizáveis. Para a dissuasão, o resultado decisivo será a continuidade das entregas e da sustentação operacional.

Com a perda de empregos na indústria, empresas alemãs buscam novas oportunidades no setor de defesa. Uma fabricante de impressoras agora produz drones e veículos autônomos de uso militar.


Atribuição: da suspeita à decisão de Estado

O episódio de Leipzig, citado por Jäger, exemplifica a importância da atribuição. As autoridades alemãs responsabilizam a Rússia por uma tentativa de ataque com drone ao aeroporto em agosto. Essa posição oficial deve ser apresentada como tal, sem presumir que o conjunto de provas tenha sido disponibilizado publicamente. [3]

Identificar o equipamento empregado ou deter um executor não encerra necessariamente a investigação sobre patrocínio estatal. A avaliação pode exigir o cruzamento de comunicações, financiamento, vínculos operacionais e informações de inteligência. Também é necessário separar o grau de confiança de uma análise das condições para sustentar uma acusação judicial.

A divulgação das provas envolve outro dilema. Revelar informações pode fortalecer a legitimidade da resposta e a confiança entre aliados, mas também expor fontes e métodos. Preservar integralmente o sigilo protege capacidades de coleta, porém limita a avaliação externa das acusações.

Uma política consistente precisa administrar essa tensão. A urgência de neutralizar uma ameaça não elimina a necessidade de fundamentar a responsabilização, especialmente quando as medidas consideradas podem ampliar uma confrontação internacional.


O limiar da defesa coletiva

A OTAN reconhece que ataques cibernéticos significativos e outras ações híbridas podem alcançar a gravidade de um ataque armado. A avaliação ocorre caso a caso. O Artigo 5 estabelece uma obrigação de assistência, mas não determina uma resposta militar idêntica de todos os aliados nem torna o emprego da força a única opção. O Artigo 4, por sua vez, permite consultas diante de ameaças à segurança, à independência política ou à integridade territorial de um membro. [4]

Esse quadro oferece alternativas de coordenação, mas deixa espaço para divergências sobre a gravidade de um incidente, sua autoria e a resposta adequada. Uma operação limitada pode explorar essas diferenças, sobretudo quando as evidências permanecem incompletas.

Nesse cenário, a coesão aliada depende também da capacidade de compartilhar informações rapidamente e estabelecer entendimento comum sobre o ocorrido. Uma resposta tardia pode enfraquecer a dissuasão; uma resposta precipitada pode ampliar a crise sem atingir seu responsável.


Firmeza, evidência e controle

O argumento favorável ao reforço da inteligência alemã é operacionalmente consistente. Se o adversário utiliza redes clandestinas e vulnerabilidades de infraestrutura, a defesa precisa detectar preparativos, interromper conexões e proteger alvos antes da execução. O registro parlamentar mostra que os dirigentes associam o enfrentamento da ameaça ao fortalecimento da capacidade operacional e da resiliência dos serviços. [1]

O contraponto exige avaliar os resultados concretos dessa ampliação. Novas competências legais não asseguram, isoladamente, melhor desempenho. São necessários pessoal qualificado, capacidade técnica, coordenação institucional e mecanismos de supervisão capazes de acompanhar operações sensíveis.

Alertas públicos também possuem efeitos políticos: mobilizam apoio, influenciam prioridades e sinalizam determinação ao adversário. Esse caráter não invalida o diagnóstico, mas exige distinguir a comunicação de dissuasão das evidências sobre capacidade e intenção.

A Rússia nega intenção de atacar países da OTAN, conforme registra a reportagem da RFI. Essa declaração não resolve as acusações sobre operações clandestinas; da mesma forma, as acusações não autorizam concluir que exista uma decisão comprovada de iniciar uma guerra generalizada. [3]


Custos econômicos e escolhas de médio prazo

Se a ameaça persistir, a proteção de instalações, sistemas digitais e cadeias logísticas tende a exigir investimentos permanentes. Empresas podem enfrentar custos adicionais de segurança, redundância e recuperação. Para o Estado, surge uma disputa por recursos entre ampliar forças de combate e assegurar que essas forças continuem abastecidas e utilizáveis.

O resultado estratégico dependerá da qualidade dessas escolhas. Investimentos que reduzam interrupções fortalecem tanto a economia quanto a defesa. Medidas dispersas, orientadas apenas pela repercussão de cada incidente, podem elevar despesas sem corrigir vulnerabilidades essenciais.

Para a Ucrânia, o efeito potencial de ataques contra redes europeias de apoio seria a redução de previsibilidade dos fornecimentos. Para os aliados, uma coordenação eficaz diminuiria o benefício esperado da coerção clandestina. Na hipótese de uma campanha estatal coordenada, seu patrocinador ganharia margem quando os episódios produzissem paralisia decisória ou divisões entre parceiros.


O risco decisivo é a perda de controle

A advertência alemã permite considerar cenários que vão da continuidade de operações clandestinas à ocorrência de um ataque com consequências suficientes para provocar uma resposta mais ampla. Uma confrontação militar limitada também permanece como possibilidade de planejamento. Esses cenários representam riscos a administrar, e não uma sequência inevitável.

O desafio europeu consiste em proteger infraestrutura, produzir atribuições confiáveis e preservar opções de resposta proporcionais. A dissuasão precisa comunicar capacidade e determinação, enquanto a diplomacia mantém meios de esclarecer intenções e conter incidentes.

O significado estratégico do alerta de Jäger está na pressão exercida sobre essa margem de decisão. Quando a violência clandestina compromete vidas e funções essenciais, o custo de permanecer na ambiguidade aumenta para todos os envolvidos. Evitar que a sabotagem evolua para confronto militar dependerá da capacidade de neutralizar seus efeitos, responsabilizar seus autores e responder sem perder o controle dos objetivos políticos.

Após Flávio terminar 1º Turno em primeiro, Brasil recebe 10 bilhões em investimento estrangeiro na bolsa de valores


O mercado financeiro reagiu com força ao resultado do primeiro turno das eleições presidenciais, que colocou Flávio Bolsonaro à frente de Luiz Inácio Lula da Silva.

No primeiro pregão após a votação, investidores estrangeiros registraram uma entrada líquida de R$ 10,06 bilhões na Bolsa brasileira, o maior volume diário da série histórica acompanhada pela Bloomberg desde 2008.

O Ibovespa também disparou 7,7%, impulsionado pelo otimismo dos investidores diante da possibilidade de uma mudança na condução econômica do país.

O resultado eleitoral aumentou as expectativas de uma política fiscal mais rigorosa e de maior controle dos gastos públicos em um eventual governo Flávio Bolsonaro.

Para você, essa reação do mercado é um sinal de confiança em uma possível mudança de governo?

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento


A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.


O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.


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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.


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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

7 de out. de 2026

Mais uma embarcação com drogas é explodida no Caribe pelo SOUTHCOM

 

Máquinas velhas e juros altos travam a produtividade da indústria e desafiam o próximo governo

Os desafios da indústria para o desenvolvimento do país são tema de reportagem da série especial sobre desafios para os próximos anos


Robotização na indústria brasileira depende em ampla medida de máquinas usadas ou reformadas. Ilustração: Daniela Arbex

Por Greg Prudenciano - A cada mês, de dez a quinze robôs industriais usados chegam à unidade da ABB Robotics em Sorocaba, no interior de São Paulo. Muitos passaram anos repetindo os mesmos movimentos em linhas de montagem de veículos, entre soldas, pintura e manuseio de peças.

Na oficina da multinacional especializada em fabricação de robôs industriais visitada pelo InvestNews em agosto, eles são desmontados, atualizados e testados antes de serem revendidos. Um equipamento reformado custa de 40% a 60% do preço de um novo e costuma seguir para fábricas de setores como máquinas, alimentos, plásticos ou autopeças.

O mercado desses robôs se apoia num parque produtivo que envelheceu.

As máquinas da indústria brasileira têm em média 14 anos, e 38% delas estão próximas ou já ultrapassaram a idade indicada pelo fabricante como ciclo de vida ideal, segundo sondagem da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

“Estão raspando o fundo do tacho com a unha”, diz Rafael Cagnin, economista-chefe e diretor-executivo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial, o IEDI.

Máquina velha falha mais e consome mais energia, e o que se gasta para mantê-la de pé deixa de renovar a linha. Para quem precisa modernizar com menos capital, o retrofit tornou-se uma porta de entrada para a automação.

O percurso entre uma montadora e uma indústria de menor porte também explica a dificuldade brasileira de espalhar tecnologia pelo sistema produtivo – e pesa sobre um problema que acompanha a economia desde os anos 1980: a baixa produtividade do Brasil.

O papel da indústria para a produtividade do país e os desafios para que isso se concretize são o tema da segunda reportagem da série especial do InvestNews sobre questões fundamentais para o desenvolvimento nacional; são desafios que o próximo governo – seja quem vencer as eleições – terá de enfrentar nos próximos anos, seja na forma de políticas setoriais ou na decisão de, por exemplo, priorizar investimentos e benefícios fiscais a empresas de serviços e do agronegócio.

Na primeira matéria, falamos do desafio de viabilizar as próximas fronteiras da exploração de petróleo e da necessidade de tomada de decisão sobre investimentos bilionários e autorizações adicionais para exploração, à luz do prazo de validade do pré-sal.

Agora de volta ao tema da produtividade: em 2025, cada hora trabalhada no Brasil gerava US$ 21,2, em dólares de 2021 por paridade de poder de compra, segundo estimativas da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Equivale a 26% da produtividade dos Estados Unidos e a 62% da chilena. O indicador reúne as máquinas disponíveis, a organização da fábrica, a qualificação profissional e a infraestrutura ao redor.

O bônus demográfico, que respondeu por cerca de 70% da alta média do PIB per capita nos anos 1990, já contribui negativamente. Com o envelhecimento da população – tema de outra reportagem mais à frente –, o avanço da renda dependerá cada vez mais do que cada hora produz.

Fornecedores globais de automação operam no país e existem linhas públicas de financiamento. Ainda assim, a indústria brasileira compra poucos robôs. Por quê?


Produtividade comparada

Em dólares internacionais de 2021, em paridade de poder de compra. O Brasil é 94º entre 184 países.




Fábricas sem máquinas

O Brasil não aparece nem entre os dez maiores mercados de novas instalações de robôs no levantamento mais recente da Federação Internacional de Robótica, a IFR. Em 2024, a média mundial chegou a 132 robôs em operação para cada 10 mil trabalhadores da manufatura. A Coreia do Sul, líder do indicador, tinha 1.220. O México, cuja indústria automobilística se integrou às cadeias norte-americanas, tinha 62

Adrian Covi, gerente da linha de negócios de Indústrias Gerais da ABB Robotics para a América do Sul, cita números da federação que situam o Brasil em 19 robôs por 10 mil trabalhadores, com 139 no setor automotivo e 13 nas demais indústrias.

“A gente faz o que é chamado de assessment, que é uma visita mesmo, olhando todos os processos e ajudando o cliente a entender onde ele teria os melhores benefícios iniciais [se instalasse mais robôs no processo de fabricação]”, explica Covi.




Rafael Cagnin, do IEDI, diz que há no Brasil uma “heterogeneidade estrutural” entre os setores industriais, um fenômeno típico de países em desenvolvimento, no qual empresas de alta tecnologia convivem com um tecido produtivo defasado.

“O Brasil tem ilhas de excelência num terreno relativamente ruim do ponto de vista de atualização tecnológica, de produtividade, de competências de gestão”, explica.

Embraer e WEG, por exemplo, conseguem competir no exterior com tecnologia avançada, e ao redor delas existe uma rede extensa de fabricantes menores, dependentes do mercado interno e com menos acesso a financiamento.


A questão dos juros

A decisão de trocar uma máquina começa numa comparação financeira. Uma empresa com caixa pode comprar o equipamento, assumir os riscos da produção e esperar anos pelo retorno. O mesmo recurso em títulos públicos rende juros com risco muito menor.

Em setembro, a Selic está em 13,75% ao ano e o IPCA acumula 4,22% em doze meses, o que põe o juro real retrospectivo perto de 9,5%. Numa conta de chegada, o investimento industrial precisa render mais que isso para se justificar.

“O sujeito que tem que tomar uma decisão de ampliar uma linha de produção, trocar o maquinário, tem que ter um retorno maior do que um investimento de risco zero no mercado financeiro, sobretudo com título público”, afirmou Cagnin.

Grandes grupos emitem dívida e captam no exterior a custo mais baixo. Pequenas e médias indústrias dependem do banco doméstico ou do próprio caixa – e adiam a modernização quando as vendas caem.

Para o economista, esse custo interrompe um mecanismo conhecido do desenvolvimento: à medida que a mão de obra fica mais escassa e os salários sobem, é o investimento em máquinas que permite aumentar a produção por trabalhador.

“Não tem outra forma de você resolver esse problema que não investindo para poupar a necessidade de mão de obra e chegar a uma produtividade maior”, disse. “O problema é que no Brasil isso está bloqueado.”


O problema do imposto

A unidade de Sorocaba da ABB Robotics reúne treinamento, oficina, montagem e testes de células em cerca de 4 mil metros quadrados, mas não fabrica robô.

A ABB Robotics tem três fábricas de braços-robôs, seu produto principal: na China, nos Estados Unidos e na Suécia. “Aqui no Brasil, por condições de logística principalmente, nós acabamos trazendo da China”, afirmou Covi. A engenharia local desenvolve garras, ferramentas e sistemas de visão, fabricados por parceiros brasileiros.

Como o braço robótico é importado, o preço da automação no Brasil não depende apenas do custo do dinheiro. Depende também da política comercial.

Em fevereiro, o governo elevou o Imposto de Importação de um conjunto extenso de máquinas e equipamentos, e o braço robótico passou a ser tributado em 20%. A indústria reagiu, e antes do fim do mês parte do aumento já havia sido desfeita, com o imposto voltando a zero para mais de cem produtos e ao patamar anterior para outros quinze.

As idas e vindas ajudam a encarecer o processo e atravancam o processo de modernização da indústria, que pena em projetar quando e se o investimento em uma célula robotizada vai se pagar.

Fábrica da BYD em Camaçari: automação com importação (Divulgação)


O robô chinês na conta brasileira

Foram instalados 542 mil robôs industriais no mundo em 2024, dos quais 295 mil somente na China, segundo a IFR. A potência asiática respondeu por 54% das novas instalações, e seus fabricantes conquistaram 57% do próprio mercado.

No primeiro bimestre de 2026, a China respondeu por 36,2% das importações brasileiras de máquinas e equipamentos, enquanto Estados Unidos, Alemanha e Itália somaram 29,8%, segundo levantamento da Abimaq.

A fábrica da BYD em Camaçari, na Bahia, dá a dimensão concreta disso. A ABB China forneceu cerca de 200 robôs de pintura para o projeto, e a operação brasileira ficou com a instalação e cerca de US$ 1 milhão em serviços e mão de obra.

Pela metodologia da IFR, que organiza as instalações por país e por indústria, esses 200 braços integram o fluxo do mercado brasileiro, embora fabricados na China. A estatística registrará a modernização de uma grande fábrica, enquanto a produção do equipamento e boa parte do fornecimento permanecem fora do país.

Em Sorocaba, os robôs usados percorrem outra rota. Deixam o núcleo automotivo e chegam aos ramos da manufatura onde há 13 equipamentos para cada 10 mil trabalhadores.

A velocidade dessa circulação ajudará a definir quanto da tecnologia concentrada nas grandes fábricas avança pelo resto da indústria, e quanto crescimento o país será capaz de extrair a cada hora trabalhada por uma população que envelhece rapidamente.

A nova fake news de Janja contra Flávio

Em vídeo, a esposa de Lula afirmou que o candidato do PL vai acabar com o programa Farmácia Popular

Foto: reprodução


Após a fake news sobre Nossa Senhora Aparecida, a primeira-dama Janja (foto) tenta emplacar nas redes sociais uma nova notícia falsa sobre Flávio Bolsonaro (PL).

Além de dizer que o senador vai “enterrar” a PEC que acaba com a escala de trabalho 6 por 1 e “destruir” os direitos das mulheres, a esposa de Lula afirmou que o candidato do PL vai acabar com o programa Farmácia Popular.

“Não podemos deixar os brasileiros e brasileiras perderem seus direitos básicos. Os direitos das mulheres, que demoramos tanto tempo para conquistar, Flávio Bolsonaro vai destruir. Sabe o fim da escala 6 por1? Ele vai enterrar, acabar. Nós queremos que você descanse, que tenha tempo com a sua família. Ele quer que você trabalhe sete dias por semana. E o Farmácia Popular? Flávio Bolsonaro vai acabar. E o crime organizado, com Flávio Bolsonaro na presidência, ele vai dominar o Brasil, e as armas voltarão para dentro das suas casas. E se acontecer uma nova pandemia, teremos novamente covas abertas. E é isso que queremos pro futuro do nosso país? Jamais”, disse Janja no Instagram.

“Não podemos voltar às trevas que a família Bolsonaro deixou o Brasil há 4 anos atrás. Não vamos deixar nosso país nas mãos de quem vai entregar nossas maiores riquezas aos Estados Unidos. Nós vamos ganhar”, continuou.


PL desmente fake news de Janja

O PL já desmentiu a notícia que Flávio planeje acabar com o programa Farmácia Popular.

“Com Flávio Bolsonaro os remédios gratuitos vão continuar sendo distribuídos pelo programa Farmácia Popular.

A esquerda mente e manipula! Não caia em FAKE NEWS!”, publicou o partido de Flávio no X.


Leia também: Nikolas orienta eleitores como “tirar votos” de Lula


A cartilha do PT

O PT divulgou na segunda, 5, três orientações do presidente Lula (PT) para tentar reverter a desvantagem contra Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições.

Entre os recados estão a orientação para tratar com humildade os 33 milhões de eleitores que se abstiveram no primeiro turno, apresentar o PT como uma candidatura “antissistema” e defender a aprovação da PEC da Reforma da Segurança Pública.

Dia das Aves: Calor intenso pode reduzir produção e causar estresse térmico em galinhas do Acre, alerta especialista


Por Wanglézio Braga / Fotos: Arquivo Pessoal


No calor do Acre, atenção à água, sombra e ventilação ajuda a reduzir o estresse térmico das aves. A orientação é do médico-veterinário feijoense Israel Alencar, especialista em aves de corte e postura, que aproveitou o Dia das Aves, celebrado nesta segunda-feira (5), para alertar criadores sobre os cuidados necessários durante os períodos de altas temperaturas.

Segundo o especialista, em entrevista ao Portal Acre Mais pintinhos de até 14 dias precisam de temperaturas mais elevadas, entre 32 °C e 34 °C, mas a necessidade de calor diminui conforme a ave cresce. Na fase adulta, o conforto térmico fica próximo de 20 °C a 22 °C, uma condição difícil de alcançar naturalmente no Acre. Por isso, o produtor deve garantir sombra para as aves criadas ao ar livre e ventilação nos aviários, além de oferecer água fresca e potável constantemente. Em sistemas intensivos, Israel recomenda também galpões amplos e ventiladores para ajudar na dissipação do calor.

O excesso de calor provoca o chamado estresse térmico, que altera o comportamento e o funcionamento do organismo das aves. As galinhas passam a beber mais água, reduzem o consumo de ração, ficam ofegantes, abrem as asas e procuram locais mais frescos. Como não possuem glândulas sudoríparas, elas utilizam mecanismos como a respiração e a mudança de comportamento para tentar perder calor. Com isso, parte da energia que seria destinada ao ganho de peso e à produção acaba sendo utilizada para controlar a temperatura corporal, prejudicando o desempenho do plantel.

Além do conforto térmico, Israel chama atenção para a prevenção de doenças respiratórias, especialmente a coriza infecciosa, conhecida entre criadores pela chamada “ronqueira”. A vacinação e a biossegurança são medidas fundamentais para manter o aviário saudável durante o período quente e mais seco.

 Doenças como Newcastle e Marek também exigem atenção, embora muitas vezes os pintinhos adquiridos de incubatórios já sejam vacinados. Para o veterinário, o cuidado diário com o ambiente, a água, a ventilação e a vacinação pode evitar prejuízos maiores ao produtor. “A prevenção sempre é mais barata do que o tratamento”, resume.


CONFIRA A ENTREVISTA COMPLETA :


PORTAL ACRE MAIS – No Dia das Aves, qual a preocupação que o criador acreano deve ter com as aves, levando em consideração este período quente?

Essa é uma questão muito importante, principalmente na região em que a gente mora, a Região Norte, onde é muito quente. A literatura recomenda que as aves, na fase inicial, os pintinhos, até os 14 dias, tenham um conforto térmico em torno de 32 °C a 34 °C. Eles toleram bem até 38 °C, mas o conforto térmico deles está basicamente entre 30 °C e 32 °C.

Com o tempo, com a idade, o peso corporal vai aumentando, vai acontecendo também o empenamento, a muda da plumagem e a troca pelas penas. Então, essa temperatura vai diminuindo. Aos 30 dias de vida, fica mais ou menos entre 25 °C e 26 °C, até chegar à fase adulta, quando a temperatura de conforto térmico fica em torno de 20 °C a 22 °C.

Eu sei que aqui no Acre é muito difícil. Então, é importante, se você cria essas aves ao ar livre, garantir sombreamento para elas, com algum tipo de árvore. Se você cria essas aves de forma mais intensiva, em sistema confinado, é importante garantir ventiladores e um galpão bem amplo. Geralmente, no máximo, são 10 aves a cada 2 m².

Basicamente, é tentar amenizar a temperatura, porque é muito difícil a gente conseguir esses 22 °C, a não ser de forma controlada e artificial, com condicionador de ar. Então, não é todo mundo que vai ter um condicionador de ar para colocar nas suas aves. A melhor medida possível é essa: utilizar ventiladores, se tiver um galpão, tentar amenizar essas altas temperaturas e garantir água fresca para elas sempre, principalmente, de preferência, água potável. Também é importante garantir sombreamento se forem criadas em ambientes de forma extensiva.


PORTAL ACRE MAIS – As aves, em especial as galinhas, podem apresentar alterações comportamentais, fisiológicas e metabólicas que afetam seu desempenho por conta dessa onda de calor?

Com certeza. Elas vão sentir os efeitos que a gente denomina como estresse térmico, que vai alterar a fisiologia delas. A parte de conversão alimentar e outros aspectos fisiológicos vão ficar totalmente alterados pelo estresse térmico.

Vai diminuir o consumo de ração, com certeza, e elas vão procurar beber mais água também por conta disso. Vão procurar lugares mais frescos, abrir as asas e deitar para fazer a troca de calor, tentando dissipá-lo. Aquele famoso banho de areia também é uma forma que elas utilizam para fazer essa troca de calor, devido ao empenamento, já que são cobertas por penas.

Como elas não têm glândulas sudoríparas, ou seja, não suam, elas vão ficar ofegantes. Isso tudo vai alterar o metabolismo, porque o gasto energético que seria utilizado para deposição de carcaça e ganho de peso vai ser utilizado para que elas tentem fazer essa troca de calor e perder essa temperatura.

Então, o estresse térmico causado pelo grande aumento da temperatura é um fator preponderante que vai afetar diretamente o desempenho zootécnico das aves.


PORTAL ACRE MAIS – Qual a dica valiosa que os produtores acreanos não podem perder para manter seu aviário saudável e longe de doenças que ocorrem neste período no Acre?

A principal preocupação que o produtor tem que ter é com as doenças respiratórias, principalmente a coriza infecciosa. É aquela doença que apresenta sintomas que o produtor conhece bem como “ronqueira”, em que os olhos ficam fechados e a ave começa a apresentar problemas respiratórios.

Então, a vacina contra a coriza infecciosa é muito importante neste período. Quanto mais seco o ar, mais a umidade vai baixando, e isso é complicado para as aves. Eu acho que a principal forma de cuidar dessas aves é a prevenção, que é feita por meio da vacinação.

A vacina é de suma importância. É muito importante vacinar as aves contra essas doenças respiratórias, principalmente a coriza infecciosa. Temos outras doenças também, como Newcastle e Marek, que são doenças para as quais há vacinas determinadas pelo MAPA. Geralmente, se a pessoa adquirir os pintinhos de algum incubatório, as aves já vêm com essas vacinas.

São vacinas fáceis de aplicar, sendo algumas por via ocular. A vacina contra a coriza infecciosa é um pouco mais complexa, porque é intramuscular, ou seja, aplicada no peito ou na coxa. Mas é de suma importância para o controle, principalmente, da coriza infecciosa, que impacta diretamente na produção das aves e é de fácil contágio para as outras aves.

Então, o mais importante mesmo é cuidar do aviário, manter a sanidade, a biossegurança e a saúde dos animais. A prevenção sempre é mais barata do que o tratamento. Se possível, é importante vacinar as aves contra essas doenças que eu falei.