26 de jan. de 2020

Participação brasileira na Segunda Guerra ganha história em quadrinhos



Marcelo Barros - A Segunda Guerra Mundial (1939-1945) foi o maior conflito militar do Século XX. Ela colecionou trágicas primazias, como o genocídio em escala industrial, com as câmaras de gás dos campos de extermínio, e a utilização de armas nucleares, com os bombardeios das cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. Para o Brasil, foi a única vez que o país enviou tropas ao Continente Europeu para enfrentar inimigos declarados, no caso a Itália fascista e a Alemanha nazista. Foi a única nação sulamericana a fazer isto.

Enquanto em outros países este acontecimento histórico resultou em muitas obras, como livros, filmes e quadrinhos, a história da participação brasileira no conflito ficou durante décadas praticamente relegada a famílias de ex-combatentes e poucos historiadores. Por isso é particularmente importante a História em Quadrinhos (HQ) brasileira ambientada na Segunda Guerra a ser lançada. A obra em questão é “Elísio: uma jornada ao inferno”, que se baseia nos relatos verídicos do soldado brasileiro Eliseu de Oliveira, publicados após a guerra primeiramente em livro reportagem do jornalista Altino Bondesan, base também para uma monografia do historiador Douglas Almeida.


A HC “Elísio: Uma Jornada ao Inferno”, lançamento da editora porto-alegrense AVEC (96 páginas, R$ 59,90), é a obra de estreia do paulista Renato Dalmaso, 38 anos, que até pouco tempo atrás trabalhava como gerente de loja. Aficionado pelos relatos dos mais velhos sobre parentes ou conhecidos que haviam lutado na guerra e um ávido consumidor da ficção e dos documentários produzidos sobre o tema, ele resolveu pesquisar a Força Expedicionária Brasileira (FEB) para encontrar uma história a ser contada. Encontrou a do ex-soldado Eliseu de Oliveira (1922-2012), que, ainda em 1945, ao final da guerra, narrara sua angustiante experiência na Itália e na Alemanha ao jornalista Altino Bondesan, dando origem ao livro “Um Pracinha Paulista no Inferno de Hitler”.

O título da obra de Dalmaso faz referência a um dos significados do nome Eliseu, “do Elísio”, e à mitologia grega: os Campos Elísios eram um paraíso para onde os heróis, os santos, os poetas e os deuses iam depois da morte. Conforme o texto de apresentação, O Elísio toma liberdades artísticas, mas o estilo é realista, constituindo um dos trunfos da HQ. Através de suas aquarelas pintadas com cores sóbrias, é possível ter uma ideia do horror da guerra, o caos que um bombardeio instala, a aflição reinante em um campo de prisioneiros. É possível, também, acompanhar as reflexões de Eliseu, compartilhar de seus temores, seu estranhamento com a recepção pelos italianos, suas aventuras amorosas com as “ragazzas” e o sentimento de desamparo que não tarda a se transformar em desespero.


Aí está outro trunfo da obra: seu protagonista não é o herói típico do gênero. Ele é capaz de atos de nobreza e coragem, mas também se deixa assaltar pela dúvida, pela saudade, pelo nojo, pelo medo. O Elísio é a história de um homem comum, capaz de atos de nobreza e atormentado pelo medo, apanhado pelo turbilhão da Segunda Guerra.

Para reforçar a percepção do estranhamento vivido pelos pracinhas brasileiros, o autor optou por manter os diálogos nas línguas originais, alternando entre português, italiano e alemão. “Queria que o leitor sentisse as mesmas dificuldades de comunicação que os pracinhas tiveram na época. No caso do italiano, é uma mistura com o português, que era o que acontecia na época, dois povos se esforçando para se fazer entender. Nada do que está em outra língua é tão essencial para a história, mas fica como curiosidade, uma cereja no bolo do leitor que se interessar e buscar a tradução”, conta Dalmaso.


Recentemente, novas obras estão ajudando a revelar a dimensão da participação do Brasil na Segunda Guerra. Diários como “Nós vimos a cobra fumar” (Italo Diogo Tavares), memórias como “Bom Dia, Meus Camaradas” (Marechal Aguinaldo Caiado de Castro), biografias como “Manuel, o padioleiro – Aventuras de um pracinha baiano na II Guerra Mundial” (Chico Araújo) e “Batalhas de um pracinha” (Antonio Walter Santim), além de obras baseadas em novas pesquisas, como “Operação Brasil – O ataque alemão que mudou o curso da Segunda Guerra Mundial” (Durval Lourenço Pereira) ampliaram consideravelmente a bibliografia sobre o assunto.

No cinema, uma primeira iniciativa de 1960, “Sangue, Amor e Neve”, foi seguida mais de três décadas depois pelos importantes documentários “Senta a Pua!” (1999) , “A cobra fumou” (2002) e “Navalha: Um batalhão brasileiro na Linha Gótica” (2016) e pelas ficções “A Montanha”(2010) e “A Estrada 47” (2013). A atual obra sobre a participação do Brasil na Segunda Guerra em quadrinhos chega para somar o leque das obras importantes, não apenas para preservar a memória dos pracinhas brasileiros, mas também para jogar luz sobre um conflito que mudou o mundo de forma irreversível e que, apesar de ofuscado por interesses políticos nacionais, tornou a democracia e a liberdade legados também dos brasileiros.

25 de jan. de 2020

Brasil e Índia assinam acordos e ampliam investimentos entre os países


Oi sobe no boato, cai no fato


Money Invest - Mais uma vez expressão muito utilizada na bolsa de valores “Sobe no boato e desce no fato” Prevaleceu para as ações da Oi. A expectativa da venda da Unitel para angolana Sonangol foi confirmada.

O que era para ser um alívio para as ações da empresa avançar, ocorreu o inverso, assim que a Oi confirmou a transação no valor de US$ 1 bilhão as ações da empresa despencaram devolvendo grande parte dos ganhos da semana.

Oi: sobe no boato, cai no fato
Os papéis da empresa (OIBR3) fecharam o dia no valor de R$ 0,96 queda de 10,28%, já as preferenciais (OIBR4) fecharam o dia à R$ 1,44 queda de 7,10%.

Começa a ser inevitável o grupamento das ações da Oi, O grupamento, ocorre quando a companhia julga que a cotação de sua ação está baixa, ela pode reunir várias ações em uma. Em geral, esse processo reduz a volatilidade dos papéis.

OGMA inicia fabricação dos componentes do primeiro KC-390 Millennium da Força Aérea Portuguesa


Guilherme Wiltgen - A primeira de cinco aeronaves Embraer KC-390 que vão equipar a frota da Força Aérea Portuguesa começou a ser construída em solo português. A OGMA, Indústria Aeronáutica de Portugal, anunciou nesta quinta-feira, dia 23 de janeiro, que acaba de finalizar a produção do primeiro painel que vai integrar a fuselagem desta aeronave de transporte multimissão. Este importante componente foi mostrado ao Chefe do Estado Maior da Força Aérea, General Joaquim Borrego, numa recente visita às instalações da empresa, em Alverca do Ribatejo, a poucos quilômetros de Lisboa.

No âmbito do programa KC-390, a OGMA tem a seu cargo a fabricação da fuselagem central e montagem dos sponsons direito e esquerdo (conjuntos com cerca de 12 metros de dimensão que compõem a carenagem do compartimento do trem de pouso) bem como dos lemes de profundidade. Estas peças são fabricadas em material compósito e ligas metálicas.

Nas instalações da OGMA em Alverca, são produzidos os 10 painéis que constituem a fuselagem central do avião, as carenagens do trem de pouso (sponsons) bem como os painéis em compósito que formam o seu revestimento. O transporte destes componentes exige uma operação de logística e de transporte excepcional, com os componentes estruturais de maior envergadura transportados em caminhões especiais até ao Porto de Lisboa, seguido por via marítima rumo ao Brasil, com destino à fábrica da Embraer, localizada em Gavião Peixoto, no interior do Estado de São Paulo.


O Embraer KC-390 é uma aeronave de transporte multimissão desenvolvida pela Embraer, preparada para responder às mais variadas missões, como busca e salvamento, transporte e lançamento de cargas e tropas, combate a incêndios, reabastecimento em voo e evacuação médica, com capacidade de operar inclusive em pistas semi-preparadas.

Este é um dos projetos mais ambiciosos da Embraer e tem Portugal como maior parceiro internacional. O envolvimento da OGMA no KC-390 iniciou-se ainda na fase de planeamento e concepção da aeronave, numa relação de parceria e de proximidade com a Embraer.


A empresa portuguesa participou na fase inicial do Desenvolvimento do Produto (‘Joint Definition Phase’) e no desenvolvimento e gestão de uma cadeia de fornecimento sustentada, competitiva e flexível, preferencialmente nacional. No início de 2017 a OGMA iniciou a entrega dos componentes destinados à primeira aeronave de série de um conjunto de 28 destinadas à Força Aérea Brasileira.

FONTE: NewsAvia

24 de jan. de 2020

Presidente Bolsonaro já está na Índia


Nova ponte entre Brasil e Paraguai começa a tomar corpo em Foz do Iguaçu. Compromisso do presidente Bolsonaro


Da Série: Monarquia - 24/01/2020

Física e Matemática ajudam PF a decifrar rede de pornografia infantil na internet


Policiais federais em ação da Operação Darknet Foto: Divulgação/PolíciaFederal

Marcelo Barros - A Matemática e a Física se tornaram aliadas inovadoras nas investigações conduzidas pelo Grupo de Repressão a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal no Rio Grande do Sul. Conceitos científicos e até fórmulas têm sido estudadas como ferramentas para decifrar organizações criminosas, identificar quais as peças principais das redes – e como é possível desmontar essas organizações.

Para contar como a ciência pode ajudar a desvendar o funcionamento do crime, três policiais federais do Brasil, em parceria com três matemáticos da Universidade de Limerick (Irlanda), publicaram artigo este mês na revista Nature, uma das mais conceituadas publicações científicas no mundo. No texto, detalham o impacto da Operação Darknet, feita pela PF entre 2014 e 2016 em 18 Estados e no Distrito Federal, em uma rede de pornografia infantil que atuava nas profundezas da internet. O saldo de 182 presos resultou na derrubada das publicações que concentravam 60% das visualizações no fórum virtual em que eram compartilhados vídeos e imagens pornográficas.

O artigo científico ressalta efeitos de algo que destoa da rotina de investigações brasileiras: aproximar a ciência da apuração policial. Nesse encontro, as duas partes se beneficiam de um incremento na eficiência.

A Operação Darknet tem duas marcas emblemáticas que, segundo os pesquisadores, são iniciativas pioneiras no mundo: 1) infiltrar agentes policiais em uma rede da dark web, parte da internet escondida intencionalmente para proteger a identidade dos usuários e bastante usada para propósitos ilícitos, como negociações do mercado paralelo de armas e drogas, além da pornografia infantil; 2) o uso de técnicas para compreender a atuação dos criminosos para análise dos impactos causados pela operação.

Para investigar a produção e a distribuição de pornografia infantil nesse ambiente, a PF infiltrou agentes, com aval da Justiça, que monitoraram e coletaram dados sobre o tráfego, reunindo informações que poderiam responsabilizar os criminosos. A maior dificuldade foi quebrar a barreira de anonimato para deixar de lidar com avatares – espécies de máscaras digitais, atrás das quais os usuários podem se esconder – e conhecer as pessoas reais por trás das ações. A chave para quebrar essa barreira segue guardada em sigilo pelos investigadores.

Investigação
“Só duas polícias do mundo trabalharam nesse ambiente, o FBI (EUA) e a Scotland Yard (Reino Unido). Com tecnologia desenvolvida dentro da própria Polícia Federal, conseguimos identificar os criminosos e bater na porta dos caras certos”, disse ao Estado o agente da PF Luiz Walmocyr dos Santos Júnior, que assina o artigo.

Rede
A analogia que ele escolhe para explicar o trabalho é a de um castelo de cartas. O castelo, diz, representa a rede criminal. Há cartas, continua, que representam muito mais para a sustentação do que outras. “Claro que se retirar todas as cartas, inevitavelmente o castelo cai. Mas qual é a forma mais eficiente de derrubá-lo com poucas prisões? É importante saber”, conta, ressaltando que nenhum crime pode ser desconsiderado.

Os investigadores mostram que de 10,4 mil usuários do fórum de pornografia alvo da Operação Darknet, 9,6 mil estão conectados com o chamado núcleo central de 766 indivíduos fortemente conectados. Estes 9,6 mil usuários não publicaram conteúdo. Em outra via, os 766 do núcleo compartilham e visualizam ativamente, o que os põe, sob a ótica dos federais, na posição de estruturadores.

Analisar como esse castelo se estrutura, qual o comportamento das peças e como atacá-las do modo mais eficaz é trabalho do agente da PF Bruno Requião da Cunha, físico por formação que se aprofundou no uso da ciência para o entendimento de redes criminais durante o pós-doutorado na Irlanda.

Para explicar o que faz, ele usa o termo criminofísica, que remete à física social – aplicar métodos da Física para entender o comportamento humano. Essa análise sobre interações na rede – com uso de conceitos e até fórmulas matemáticas – permite identificar padrões e perfis que serão úteis à investigação tradicional. “Uma rede é um conjunto de pontos ligados por linhas. A maneira como essas conexões ocorrem sempre vai refletir determinado comportamento. Sabemos que há previsibilidade nessas relações. Não é aleatório.”

O modelo, diz, já pode ser usado em outras investigações de crimes em rede, mesmo fora da internet, como grupos de tráfico de drogas, terrorismo e lavagem de dinheiro.

‘É preciso investir em inteligência’, afirma Moro
O ministro da Justiça e Segurança, Sérgio Moro, disse ao Estado que a publicação do artigo dos agentes da Polícia Federal na revista é “um indicador da qualidade dos conhecimentos científicos forenses da PF”. “Reforça ainda o quanto é preciso investir em métodos de inteligência para valorizar o trabalho dos investigadores.” Essa modernização, de acordo com o ministro, é uma das metas da pasta.

O agente da PF Bruno Requião da Cunha, físico de formação e um dos autores, diz que o que tem sido feito no País é inovador no mundo inteiro. Isso precisa ser reconhecido, diz, e fomentado. Para dar escala a esse método de trabalho, segundo ele, é preciso cooperação entre centros de pesquisa e órgãos de investigação. Mas, mesmo com toda a ciência, o conhecimento do investigador experiente não fica de lado. “A supervisão deles pode confirmar se os resultados fazem sentido na vida real”, afirma Cunha.

Fonte: Estadão

Sobre o Ministério da Justiça e Segurança Pública, por Carla Zambelli


Petrobras reduz preço da gasolina e do diesel para distribuidoras


Novos valores começam a partir desta sexta-feira


Alana Gandra - A Petrobras confirmou hoje (23) que vai reduzir em 1,5% o preço da gasolina e em 4,1% o preço do litro do diesel para as distribuidoras a partir desta sexta-feira (24). O último reajuste promovido pela empresa havia sido uma redução de 3% nos valores dos dois combustíveis no dia 14 deste mês.


Os preços para a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras têm como base o preço de paridade de importação, formado pelas cotações internacionais desses produtos mais os custos que os dos importadores, como transporte e taxas portuárias, por exemplo. A paridade é necessária porque o mercado brasileiro de combustíveis é aberto à livre concorrência, dando às distribuidoras a alternativa de importar os produtos. Além disso, o preço considera uma margem que cobre os riscos, entre os quais a volatilidade do câmbio e dos preços.

A gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras são diferentes dos produtos ofertados nos postos de combustíveis. São os combustíveis tipo "A", ou seja, gasolina antes da sua combinação com o etanol e diesel e também sem adição de biodiesel. Os produtos vendidos nas bombas ao consumidor final são formados a partir do tipo "A" misturados a biocombustíveis.

O preço de venda às distribuidoras não é o único determinante do preço final ao consumidor. Como a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, as revisões feitas pela Petrobras podem ou não se refletir no preço final, que incorpora tributos e repasses dos demais agentes do setor de comercialização: distribuidores, revendedores e produtores de biocombustíveis, entre outros.  

*Colaborou Douglas Correa, repórter da Agência Brasil

23 de jan. de 2020

Paulo Guedes tem razão: falta capitalismo ao Brasil!


 Foto: reprodução

Claudia Wild - Paulo Guedes explicou, com uma única frase, em Davos, a pobreza do Brasil: “We don’t like capitalism”- Nós não gostamos do capitalismo. A aversão do brasileiro ao livre mercado, traduzida por meio de uma mentalidade estatólatra, que pede Estado para tudo, é responsável pelo nosso grande atraso.

O desafio é mudar a mentalidade calcada na inveja e no fracasso de um modelo econômico desastroso. O Brasil adotou, há décadas, a derrota como meta. Nela, o papai-Estado deve servir de babá 24 horas por dia; determinar todos os passos do cidadão; regular, proibir tudo e permitir a exceção; impedir o que é inerente ao ser humano: ser livre, criar e empreender.

Enquanto essa mentalidade inexitosa e obsoleta estiver permeando o imaginário do brasileiro mediano – em que o maior sonho de vitória é ver-se aprovado em algum concurso público – não deixaremos nosso subdesenvolvimento. Será um trabalho hercúleo e de gerações.

O Brasil, ao adotar a curiosa postura de combater os males socialistas com mais socialismo ainda, confirmou sua propensão à perpetuação do fracasso. A “brilhante” fórmula nos rendeu metade de uma população sem saneamento básico, profusão de favelas, atrasos variados, enorme pobreza etc. Tudo isso é fruto de uma mentalidade ignorante e ruim trazida para a política.

Paulo Guedes tem razão! O Brasil não gosta do capitalismo. Os espertalhões criminosos conseguiram inocular na mentalidade dos brasileiros a ideia de que o capitalismo não presta, não é bom. Fizeram isso ao mesmo tempo que inocularam também a cruel mentira de que os “paraísos socialistas” são os modelos para os nossos problemas. E muitos acreditaram.

O capitalismo não é perfeito, enfrenta muitos desafios, mas é, de longe e sem concorrência, o único modelo que dá liberdade ao cidadão e proporciona melhorias à população pobre.

É preferível, mil vezes, termos as desigualdades capitalistas a continuarmos defendendo a igualdade socialista: a miséria para todos.

Como disse o saudoso Roberto Campos: “A primeira coisa a fazer no Brasil é abandonarmos a chupeta das utopias em favor da bigorna do realismo”. Ele não estava errado!

Embraer e Boeing estudam família de turboélices de 70 lugares para competir com a ATR


Fernando Valduga - A Embraer pretende competir com a ATR no mercado de turboélices de 70 lugares.

A Embraer está em estágio avançado de análise para lançamento de um novo turboélice a ser desenvolvido em parceria com a Boeing, afirmou o principal executivo de sua divisão de aviação comercial nesta segunda-feira.

A aeronave será do mesmo tamanho ou maior que o turboélice ATR-72, de 70 lugares, que é produzido por grupo franco-italiano e que atualmente domina o segmento, afirmou o presidente-executivo da divisão de aviação comercial da Embraer, John Slattery, à Reuters. A compra do controle da divisão da companhia brasileira pela Boeing está aguardando aprovação de autoridades europeias.

“Ele fica dentro de nosso mercado alvo, que sempre fomos claros em dizer que é abaixo de 150 lugares, e terá uma adjacência natural com a família E2, disse Slattery, referindo-se à família de jatos regionais de 80 a 120 lugares da Embraer. “O estudo do modelo de negócios está indo bem.”

O executivo afirmou que a Embraer não seguirá adiante com o projeto do turboélice se tiver de desenvolvê-lo sozinha por causa do custo estimado em bilhões de dólares, além de outras prioridades da companhia. Mas ele afirmou que não há relação entre o estudo do turboélice e as negociações com reguladores sobre o restante das atividades de aviação comercial da Embraer.

“O volume de recursos necessários para uma nova aeronave comercial estado da arte é de uma ordem de magnitude que nós simplesmente não temos apetite para desenvolver fora do ambiente da joint-venture (com a Boeing)”, disse Slattery. “Sem joint-venture, sem turboélice.”

Ele afirmou que a Embraer continua confiante sobre a venda do controle de sua principal divisão para a Boeing e citou apoio de várias companhias aéreas clientes da empresa.

A Embraer também está tendo negociações “significativas” com General Electric, Rolls-Royce e Pratt & Whitney Canada sobre o fornecimento do motor para o possível novo turboélice da companhia.

Analistas afirmam que turboélices são mais eficientes que jatos em distâncias curtas, especialmente em momentos de alta nos preços do petróleo.

A ATR, co-controlada pela Airbus e pela italiana Leonardo, controla cerca de 80% do mercado de turboélices do mundo, com o restante sendo atendido pelo De Havilland Canada DHC-8. A China também está buscando atuar no mercado de turboélices com o futuro Xian MA700.

Fonte: Reuters

Ministro Fux suspende por tempo indeterminado juiz de garantias


A decisão, feita nesta quarta-feira (22), irá valer até que o plenário do STF decida as novas regras. Por ora, não há data marcada para a análise

Ministro Luiz Fux suspende por tempo indeterminado juiz de garantias - Nelson Junior/STF 

Clébio Cavagnolle - O vice-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Luiz Fux, suspendeu, nesta quarta-feira (22), por tempo indeterminado, a implantação da figura do juiz de garantia. A decisão irá valer até que o plenário do STF decida as novas regras.

Com a caneta, Fux suspendeu determinação do presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, de suspender a figura pelo período de seis meses.

Na decisão, Fux ressalta que o fato de a lei questionada ter sido aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada por Bolsonaro “não funciona como argumento apto a minimizar a legitimidade do Poder Judiciário para o exercício do controle de constitucionalidade”. 

Argumenta também que “desconhece que a Constituição e a jurisprudência autorizam a adoção de técnicas de interpretação e de decisão que funcionam como incrementos ao conteúdo da legislação objeto do controle".

Por fim, o ministro afirma que a decisão a ser proferida em sede de medida cautelar na ação direta de inconstitucionalidade tem escopo reduzido, sob pena de prejudicar a deliberação a ser realizada posteriormente pelo plenário da Corte.

Fux acredita que, em vez de se produzir uma política pública integrativa com a participação dos entes interessados, “promove-se uma mudança estrutural no Poder Judiciário por meio da aprovação de uma regra de impedimento processual”, apta a “gerar completa desorganização do sistema de justiça criminal”.

O vice-presidente do STF observa que se “deixaram lacunas tão consideráveis na legislação, que o próprio Poder Judiciário sequer sabe como as novas medidas deverão ser adequadamente implementadas”.

O resultado dessas "violações constitucionais", para Fux, é lamentável. “Em outras palavras, tem-se cenário em que o Poder Legislativo induz indiretamente o Poder Judiciário a preencher lacunas legislativas e a construir soluções para a implementação das medidas trazidas pela lei 13964/2019, tarefas que não são típicas às funções de um magistrado”, diz.

Da Série: Monarquia - 23/01/2020

Lei anticrime entra em vigor hoje



Projeto foi sancionado pelo governo em 24 de dezembro de 2019

Começa a vigorar nesta quinta-feira (23) a Lei 13.964/2019, conhecida como pacote anticrime, aprovada pelo Congresso e sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro no dia 24 de dezembro do ano passado.

Houve 25 vetos à matéria aprovada pelo Congresso. O pacote reúne parte da proposta apresentada no início deste ano pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e trechos do texto elaborado pela comissão de juristas coordenada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Entre os pontos que foram vetados estão o aumento de pena para condenados por crimes contra a honra cometidos pela internet e o aumento de pena para homicídios cometidos com arma de fogo de uso restrito, que poderia envolver agentes da segurança pública.

Juiz de garantias
Nessa quarta-feira (22), o vice-presidente do STF, ministro Luiz Fux, decidiu suspender a aplicação do mecanismo do juiz de garantias pela Justiça, até o plenário da Corte julgar o mérito da ação, o que não tem data para ocorrer.

A decisão anula liminar concedida pelo presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli, que, na semana passada, suspendeu a aplicação das regras por seis meses. Toffoli chegou a criar um grupo de trabalho no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão que também é presidido por ele, para discutir a implementação do juiz de garantias.

A decisão de Fux foi motivada por nova ação protocolada pela Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp). Para a entidade, a medida deveria ser suspensa até o julgamento definitivo por violar princípios constitucionais.

Fux ocupa interinamente a presidência da Corte no período de férias de Toffoli, até 29 de janeiro.

O juiz de garantias deve atuar na fase de investigação criminal, decidindo sobre todos os pedidos do Ministério Público ou da autoridade policial que digam respeito à apuração de um crime, como, por exemplo, quebras de sigilo ou prisões preventivas. Ele, contudo, não poderá proferir sentenças.

*Com informações do repórter André Richter

Secretário Mike Pompeo diz que defenderá fortemente um convite ao Brasil para iniciar a adesão na OECD


22 de jan. de 2020

Agentes da ditadura madurista sequestram deputado e invadem escritório do presidente interino Guaidó na Venezuela


Thaís Garcia - Agentes da ditadura madurista sequestram deputado e invadem escritório do presidente interino Guaidó na Venezuela 16Imagem: Foto/EFE

Nesta terça-feira (21), a mando do ditador Nicolás Maduro, agentes das Forças de Ação Especiais (FAES) chavistas e do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin),invadiram os escritórios do presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó em Caracas. As invasões ocorreram no momento em que Guaidó se encontra na Europa para fazer várias visitas a países em busca de apoio contra a ditadura socialista de Maduro.

“Acabamos de confirmar que as tropas estão no escritório do presidente Guaidó”, disse a parlamentar Delsa Solorzano a repórteres. O Serviço de Segurança Nacional vasculhou todo o escritório de Guaidó.

De Londres, o presidente interino descreveu o regime como “covarde” ao invadir seu escritório.

“Ditadura covarde! Enquanto estou em viagem, consolidando o apoio para superar a tragédia que os venezuelanos estão enfrentando, eles se mostram sem vergonha: sequestram o deputado Ismael León e invadem nosso escritório. O mundo nos recebe e nos apoia! Permanecemos firmes, alcançaremos a Liberdade!”, disse Guaidó.

Reconhecimento

Mais de 50 países consideram Juan Guaidó o legítimo presidente da Venezuela, em vez do ditador socialista Nicolás Maduro.

Durante sua viagem ao exterior, Guaidó tenta obter mais apoio para a expulsão de Maduro.

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse na terça-feira (21) que não tem indicações de que Maduro esteja preparado para realizar eleições livres.

“Houve muitas conversas com Maduro nos últimos meses. Além disso, ele não demonstrou vontade de realizar eleições presidenciais livres e abertas”, disse Pompeo na Costa Rica, durante sua viagem pela América Latina.

Caso Greenwald: liberdade de imprensa x inviolabilidade das comunicações

Ministro Abraham Weintraub traz novidades sobre o Sisu


Engenheiro da Marinha dos EUA patenteia reator de fusão nuclear compacto que pode gerar um trilhão de watts



Marcelo Barros - O mesmo engenheiro que patenteou um supercondutor de temperatura ambiente pela Marinha americana, Salvatore Cezar Pais, acaba de receber a patente para um pequeno reator de fusão nuclear capaz de gerar algo na casa de um trilhão de watts.

A notícia, dada pelo portal The Drive, ainda não foi comentada pela própria Marinha. Além disso, não está claro quanto – se qualquer coisa – da patente realmente representa uma tecnologia viável.

Há todo um conjunto de patentes “malucas” atribuídas à Marinha dos EUA sobre tecnologias que poderiam revolucionar o campo aeroespacial, bem como toda a maneira como vivemos nossas vidas.

Tem uma de campos eletromagnéticos de alta energia usados para criar novos métodos estranhos de propulsão aeroespacial e design de veículos que parecem basicamente OVNIs.

Agora, o mesmo misterioso engenheiro da Naval Air Warfare Center Aircraft Division (NAWCAD, ou “Divisão de Aeronaves do Centro de Guerra Aérea” da Marinha) responsável por essas invenções “malucas” veio com outra patente que parece impossível: de um reator de fusão compacto que pode bombear quantidades absolutamente incríveis de energia em um espaço pequeno, talvez de um carro.

Isso é muito mais poderoso do que qualquer usina nuclear operacional nos Estados Unidos hoje em dia.

Sobre a patente

A Marinha ainda não comentou em relação a nova patente, que apenas afirma que o reator pode ser usado no “espaço, mar ou ambiente terrestre”. Para quais aplicações, é um mistério.

Como com qualquer patente base tecnológica é incrível, é difícil dizer se a Marinha realmente desvendou como fazer reatores de fusão práticos, ou se é só mais uma ideia que precisa ser registrada imediatamente antes que tenhamos certeza de seu real potencial.
Vale lembrar que tal reator compacto foi aceito de primeira pelo Escritório de Marcas e Patentes dos EUA, o que, de acordo com o The Drive, não é comum. As invenções de Pais normalmente são rejeitadas de início e ele precisa recorrer diversas vezes.

O documento “Dispositivo de fusão por compressão de plasma” foi solicitado por Pais em 22 de março de 2018 e publicado em 26 de setembro de 2019. Parte do texto lê: “Atualmente, existem poucos reatores/dispositivos de fusão previstos que vêm em uma embalagem pequena e compacta (variando de 0,3 a 2 metros de diâmetro) e geralmente usam versões diferentes do confinamento magnético de plasma. Três desses dispositivos são o Lockheed Martin (LM) Skunk Works Compact Fusion Reactor (LM-CFR), o conceito de fusão EMC2 Polywell e a máquina Princeton Field-Reversed Configuration (PFRC) machine, e é questionável se eles têm a capacidade de atingir a condição de fusão – menos ainda uma queima de plasma autossustentada que leva à ignição”.



O tempo dirá 

Com tantas perguntas sem resposta circundando a patente, pode ser que nunca mais ouviremos falar dela.

Porém, a Marinha americana já defendeu alguns dos projetos no passado, chegando a afirmar que essas invenções realmente existem de forma operacional e que são necessárias para fins de segurança nacional, principalmente para fazer frente a adversários como o país asiático,  China.

Por agora, só o que podemos dizer é que Pais é um homem realmente ocupado. Se é um Einstein ou um gênio irreal de ficção científica, só o tempo irá mostrar.

Fonte: Engenharia É

Bolsonaro vai reforçar fiscalização ambiental criando uma força aos moldes da Força Nacional

Confiança da indústria cresce 1,1 ponto na prévia de janeiro


Aumento foi puxado pelas expectativas dos empresários


A confiança dos empresários da indústria cresceu 1,1 ponto na prévia de janeiro deste ano, na comparação com o resultado consolidado de dezembro do ano passado. Com isso, o indicador chegou a 100,5 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos, segundo dados divulgados hoje (22) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

O aumento da confiança foi puxado pelo crescimento das expectativas dos empresários em relação aos próximos meses. O Índice de Expectativas cresceu 2,4 pontos e atingiu 101,6 pontos, o maior valor desde junho de 2018 (102,3 pontos).

O Índice da Situação Atual, que mede a confiança dos empresários no momento presente, recuou 0,3 ponto, para 99,3 pontos.

O resultado preliminar de janeiro indica aumento de 0,4 ponto percentual do Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria, para 75,5%.

Programa Espacial Brasileiro terá Frente Parlamentar Mista no Congresso Nacional



Em breve, o Programa Espacial Brasileiro passará a contar com mais um canal de diálogo junto à sociedade, por meio do Poder Legislativo. No último dia 17 de dezembro, foi protocolado, na Câmara dos Deputados, requerimento de formação da Frente Parlamentar Mista para o Programa Espacial Brasileiro (FPMPEB): uma entidade associativa suprapartidária, sem fins lucrativos, que tem como objetivos primordiais o fortalecimento, o desenvolvimento e a defesa dos interesses do setor espacial em âmbito nacional. O lançamento da FPMPEB será no dia 19 de fevereiro de 2020, às 9h, no Salão Negro da Câmara dos Deputados.

A iniciativa da criação da FPMPEB foi do deputado Daniel Freitas (PSL-SC), que a preside. A Agência Espacial Brasileira (AEB) atua em caráter consultivo. Também são membros da FPMPEB o Senador Jorginho Mello (PL-SC), como vice-presidente, o deputado Hildo Rocha (MDB-MA), como 2º vice-presidente e o senador Roberto Rocha (PSDB-MA), como secretário-geral. Como próximos passos, serão definidos os parlamentares para as coordenações regionais e o parlamentar para a coordenação política. A escolha se dará de maneira a considerar o engajamento dos parlamentares com o tema Espaço.

O presidente da AEB, Carlos Moura, e o diretor de Políticas Espaciais e Investimentos Estratégicos da AEB, Cristiano Trein, atuarão como membros técnicos relacionados ao Programa Espacial Brasileiro. Serão responsáveis por acompanhar, avaliar e debater temas relativos ao Setor Espacial. Segundo Carlos Moura, “os múltiplos desafios de um país continental como o Brasil requerem instrumentos espaciais para, de maneira eficaz, apoiar políticas públicas e viabilizar maior integração de nosso povo, educação inclusiva, melhor competitividade de nossa economia. Para tanto, é imprescindível que a sociedade conheça e apoie as atividades espaciais brasileiras. E, consequentemente, nossos representantes do povo possam agir para tornar nosso Programa Espacial como um valor maior do Estado Brasileiro. É nesse contexto que a FPMPEB surge como relevante instrumento para que possamos melhor atender as demandas nacionais”.

Frentes Parlamentares são grupos formados por representantes do Poder Legislativo, que se integram na busca pelo fortalecimento uma causa. São responsáveis por mapear informações produzidas sobre um tema específico no Congresso Nacional, e por dialogar com outros parlamentares sobre a importância do tema com o qual atuam. Delas participam Deputados e Senadores de diversos partidos. Para além de qualquer diversidade ideológica, e primando pela diversidade de visões, é papel da Frente Parlamentar buscar pontos de convergência sobre a temática da qual tratam.

Da Série: Monarquia - 22/01/2020

Nova concessão da Dutra será em 2021


Estudo da OCDE mostra futuro das profissões no mundo


Entre as mais procuradas estão medicina, direito e engenharia


Mariana Tokarnia - Medicina, direito, engenharia, pedagogia e licenciaturas estão entre as carreiras mais procuradas por estudantes de 15 anos em 41 países. No Brasil, quase dois a cada três estudantes pretendem seguir as dez profissões mais citadas no questionário do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2018 por aqueles que fizeram as provas. 

Os resultados estão no estudo “Empregos dos sonhos? As aspirações de carreira dos adolescentes e o futuro do trabalho”, divulgado hoje (22) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A publicação analisa, entre outras, as respostas à pergunta: “Qual profissão você espera ter aos 30 anos de idade?”, feita aos participantes do Pisa. O levantamento analisa ainda os resultados dos países que participaram da edição do exame em 2000 e em 2018. 

“As aspirações profissionais dos jovens são importantes”, diz o estudo. “As aspirações de carreira dos adolescentes são um bom preditor dos empregos que os alunos podem ocupar quando adultos”, observa. A intenção é mostrar também como essas aspirações mudaram ao longo do tempo.

Ranking por gênero
Os rankings das profissões mais desejadas variam de acordo com o gênero dos estudantes. Entre as mulheres, tanto em 2000 quanto em 2018, medicina, direito, pedagogia e licenciaturas, enfermagem, psicologia, administração e veterinária estão entre as top 10. 

Em 2000, profissões como jornalista, secretária e cabeleireira completavam o ranking. Em 2018, elas saíram e deram lugar às ocupações de designers, arquitetas e policiais. 

Entre os homens, as profissões mais procuradas em 2018 foram engenheiro, administrador, médico, advogado, profissional de educação física, arquiteto, mecânico automobilístico, policial e profissional de tecnologia da informação e comunicação. As profissões são as mesmas desejadas em 2000, apenas mudaram de lugar no ranking. Engenharia, que ocupava a terceira posição entre os meninos, passou a ser a mais buscada. 

“De maneira esmagadora, são mais frequentes os meninos que esperam trabalhar em ciência e engenharia do que as meninas, mesmo quando meninos e meninas têm o mesmo desempenho no teste científico do Pisa, mas esse nem sempre é o caso. Além disso, em muitos países, o nível de interesse das meninas por essas profissões é maior do que o dos meninos”, diz o estudo. 

No Brasil, 63% dos estudantes de 15 anos querem seguir essas carreiras. O índice só é superado pela Indonésia, com 68%. França e República Tcheca têm o  menor percentual, 36%.

Futuro das profissões
O estudo analisou também os riscos de as profissões escolhidas pelos estudantes não existirem mais no futuro devido ao uso de robôs e de inteligência artificial para substituir trabalhadores. 

De acordo com o texto, a maioria das carreiras mais populares entre os jovens, como profissionais de saúde e sociais, culturais e legais, tende a ter baixo risco de automação.

No entanto, fora do ranking das profissões top 10, “muitos jovens selecionam empregos com risco muito maior de automação. Ao todo, 39% dos empregos citados pelos participantes do Pisa correm o risco de ser automatizados dentro de 10 a 15 anos”. 

O estudo mostra que o risco de automação varia entre países. Na Austrália, Irlanda e no Reino Unido, cerca de 35% dos empregos citados pelos estudantes correm o risco de automação. Na Alemanha, Grécia, Japão, Lituânia e Eslováquia, mais de 45% desses empregos estão em risco.

Pisa 2018
O Pisa é aplicado a cada três anos e avalia estudantes de 15 anos quanto aos conhecimentos em leitura, matemática e ciências. Em 2018, o Pisa foi aplicado em 79 países e regiões a 600 mil estudantes. No Brasil, cerca de 10,7 mil estudantes de 638 escolas fizeram as provas.

21 de jan. de 2020

Dispensados pelo Flamengo, sobreviventes de incêndio no Ninho são convidados para teste no Vasco


Felipe Cardoso (meia), Wendel Alves (atacante), João Vitor Gasparin Torrezan (lateral-direito), Naydjel Callebe (zagueiro) e Caike Duarte Pereira da Silva não tiveram contrato renovado

O zagueiro Naydjel Callebe não teve contrato renovado no Flamengo — Foto: Reprodução

Hector Werlang - O Vasco convidou para um período de teste os cinco jogadores que estavam no dia do incêndio no Ninho do Urubu e foram dispensados pelo Flamengo. Por ora, os meninos entre 14 e 16 anos, sobreviventes da tragédia de quase um ano atrás, ainda não deram certeza se vão aceitar o chamado do clube de São Januário.

Felipe Cardoso (meia), Wendel Alves (atacante), João Victor Gasparin (lateral-direito), Naydjel Callebe (zagueiro), Caike Duarte Pereira da Silva (meia) não tiveram o contrato de formação renovado. A decisão do Rubro-Negro foi comunicada a eles entre os dias 7 e 9 de janeiro. Na última sexta-feira, o Vasco entrou em contato.

- Assim que a gente teve notícia de que os atletas tinham sido dispensados do Flamengo, buscamos o contato dos responsáveis, entramos em contato e colocamos o Vasco à disposição para um período de treinos. É normal que atletas ao saírem de clube grande procurem ingressar diretamente em outros sem precisar de avaliação. A gente entende a expectativa que eles têm. A gente quis se colocar à disposição para, caso eles não consigam, tenham as portas do Vasco abertas - explicou Witor Bastos, coordenador de captação do Vasco, ao GloboEsporte.com, para completar:

- Eles terem saído do Flamengo não é demérito. É um clube de alto rendimento e os jovens podem oscilar. Mas a pressa que a gente teve de colocar o Vasco à disposição teve um caráter social. O Vasco tem essa parte social muito sensível sempre. Faz parte da essência e da história do clube. Não tem como fugir disso.

Homenagens deixadas em frente ao Ninho na época da tragédia — Foto: André Durão

Normalmente, o período de teste é de 15 dias no Vasco. Os meninos treinam e são avaliados pelos profissionais do clube. Ao término, recebem a notícia de aprovação ou não.

O GloboEsporte.com entrou em contato com Clara Boroski, a mãe de Naydjel Callebe. Ela confirmou o convite do Vasco, mas disse que a família ainda não decidiu o que fazer.

- Desde que o Vasco entrou em contato, estamos pensando. Ficamos muito abalados com a tragédia e as mortes dos meninos. Graças a Deus o meu filho não se machucou e ficou bem. Além disso, fomos pegos de surpresa pela decisão do Flamengo. Não entendemos. Vamos conversar e ver ainda o que fazer. Tem muita coisa para ser pensada - disse Clara.

Adriana Gasparin Torrezan, mãe de João Vitor Gasparin Torrezan, também confirmou ao GloboEsporte.com o contato do Vasco. Ela agradeceu, mas informou que o filho já havia combinado de fazer um teste em outro clube:

- Ele recebeu o convite, mas já tínhamos acertado o teste com outro clube. Ficamos felizes pelo convite do Vasco, mas teremos que aguardar.

A tragédia que deixou 10 meninos mortos no Ninho do Urubu completa um ano no próximo dia 8 de fevereiro.

Quem são os meninos dispensados pelo Flamengo e convidados pelo Vasco

Felipe Cardoso, meia de 16 anos, chegou ao Flamengo no início de 2019, após início no Santos. No dia da tragédia, ele conseguiu se salvar e ainda ajudou outros companheiros a fugir.

Wendel Alves, atacante de 15 anos. Assim como Felipe, chegou ao Flamengo dias antes do incêndio. Na ocasião, ele quebrou uma janela para ajudar os companheiros a fugir das chamas.

João Victor Gasparin, lateral-direito de 15 anos, chegou ao clube com 13 anos e passou a dormir no Ninho quando completou 14. No dia do incêndio, contou aos pais que, inicialmente, achou que o alerta dos amigos era uma brincadeira, mas conseguiu escapar em tempo.

Naydjel Calleb, zagueiro de 15 anos. Foi um dos últimos a conseguir escapar antes de o fogo tomar conta do alojamento.

Caike Duarte Pereira da Silva, meio-campista de 14 anos, conhecido como Paquetá, pela semelhança física com o ex-meia rubro-negro.

*Colaborou Fred Gomes