20 de out. de 2026

“Se o Estado ajudar, o produto voa”: Temyllis Silva aposta em café para o desenvolvimento do Acre

 


Por Assessoria - A secretária de Estado de Agricultura do Acre, Temyllis Silva, participou do podcast “Dedin de Prosa”, do Portal Acre, nesta segunda-feira, 19. Em entrevista com os jornalistas Leônidas Badaró e Fredson Camargo, a titular da Seagri defendeu que a cafeicultura vêm caminhando lado a lado com o desenvolvimento social e econômico do estado. Ao reconhecer o potencial dessa cadeia produtiva, a secretária enfatizou que é responsabilidade do poder público criar políticas que visem a expansão da produção de café no Acre, e que garantam melhores condições de trabalho para os produtores rurais. “Se o Estado não atrapalhar, o produtor anda. Se o Estado ajudar, ele voa,” defendeu Temyllis.

Com essa perspectiva, a secretária reconheceu que, devido ao seu tamanho reduzido e às áreas de cultivo limitadas, a produção de café no estado jamais poderia competir com grandes centros agrícolas em termos de volume de produção. A solução encontrada pelo Estado foi de, então, investir na qualidade do café, incorporando ao produto acreano o selo amazônico, a preservação ambiental, a tecnologia e a assistência técnica. “Nós nunca iríamos disputar em quantidade. Nós precisávamos dar ao produtor as condições para que ele pudesse disputar em qualidade”, explicou Temyllis, destacando que foi nesse contexto que a Secretaria de Agricultura criou o QualiCafé em 2023, um concurso de qualidade que nasceu para reconhecer os melhores grãos do estado e preparar os produtores para os mercados nacionais e internacionais.

Para viabilizar esse projeto, Temyllis explicou que a Seagri firmou uma parceria estratégica com o Sebrae, que levou os produtores acreanos para a Semana Internacional do Café, em Belo Horizonte. A primeira participação, segundo ela, foi marcada pela falta de estrutura, mas também por uma grande vontade de aprender. No ano seguinte, houve uma expansão da produção de café e os produtores foram reconhecidos, o que impulsionou ainda mais o projeto. “No primeiro ano, fomos para a Semana Internacional do Café e não tínhamos estande. No ano seguinte, a decisão foi diferente: os finalistas do concurso passaram a ter um estande próprio para apresentar o café acreano ao mundo, já que a feira mineira é um dos principais eventos do setor no planeta,” destacou.

Para garantir que os produtores chegassem a esse patamar, a secretária destacou os grandes investimentos em capacitação e qualificação técnica. O trabalho do Qualicafé incluiu cursos de colheita, pós-colheita e seleção de grãos, além do suporte de instituições como a Embrapa de Rondônia, a Secretaria de Agricultura de Rondônia e a Emater. Para Temyllis a produção de café não se resume a secar o fruto no pé, mas também envolve uma cadeia complexa de cuidados para entregar um produto de excelência. “Houve um investimento pra você preparar o produtor, não é só colocar”, afirmou.

A transformação na vida de quem planta foi, segundo a secretária, o maior resultado de todo esse trabalho. Temyllis enfatizou que a cafeicultura tem dado dignidade às famílias do campo, permitindo que elas sonhem com oportunidades que antes pareciam distantes. “Não dá mais pro produtor no estado do Acre, no coração da Amazônia, não sobreviver da própria terra. Nós precisávamos encontrar culturas que dessem ao produtor a condição de ter dignidade, de viver bem, de sonhar em mandar um filho pra uma faculdade, de fazer uma viagem de férias, de sonhar em comprar uma caminhonete nova”, concluiu a secretária.

Vale pede registro na China para programa de panda bonds de até US$ 1,4 bilhão

Programa prevê emissão de até 10 bilhões de yuans entre 2026 e 2028, sujeita à aprovação na China


Trabalhadores passam por uma placa da Vale no complexo de fundição de cobre da companhia em Sudbury, na província de Ontário, Canadá. Foto: Cole Burston/Bloomberg


Por Karla Mamona - A Vale deu um passo para captar recursos no mercado de dívida da China. A mineradora informou nesta terça-feira (20) que sua subsidiária integral Vale Overseas Limited apresentou um pedido de registro para um programa de emissão de títulos denominados em renminbi, a moeda chinesa, no valor de até 10 bilhões de yuans (cerca de US$ 1,4 bilhão).


Conhecidos como panda bonds, esses títulos são emitidos por empresas ou governos estrangeiros no mercado doméstico chinês. O programa proposto pela Vale abrange o período de 2026 a 2028 e depende da aprovação da Associação Nacional de Investidores Institucionais do Mercado Financeiro da China (NAFMII).

Os títulos emitidos no âmbito do programa terão garantia integral e incondicional da própria Vale. A apresentação do pedido, porém, não representa uma emissão efetiva. Uma eventual captação dependerá, entre outros fatores, das condições de mercado.

A mineradora brasileira programou um “road show” já nesta semana para apresentar a operação a potenciais investidores.

 

A movimentação ocorre em meio ao interesse do governo brasileiro em acessar o mercado chinês de dívida. O Tesouro Nacional prepara uma emissão pioneira de títulos soberanos em yuans, em uma operação que pode abrir caminho para outras companhias brasileiras.

Em junho, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, entregou uma carta de intenções do Tesouro Nacional ao Banco Popular da China, o banco central do país asiático. Na ocasião, a proposta do governo previa uma captação de aproximadamente 10 bilhões de yuans, equivalente a cerca de US$ 1,4 bilhão.

O cronograma divulgado anteriormente apontava para uma possível operação entre o fim de setembro e outubro, sujeita à aprovação dos reguladores chineses e a condições de mercado favoráveis.


Vantagens e riscos da captação em yuans

Um dos atrativos dos panda bonds é o custo de financiamento. Segundo informações divulgadas anteriormente, emissões recentes de empresas e governos no mercado chinês tiveram taxas entre 1,70% e 2,05% ao ano. Para comparação, a captação mais recente do governo brasileiro em dólares, por meio de um título de dez anos, registrou retorno (yield) de 6,4% ao ano.

As taxas, contudo, não são diretamente comparáveis: o custo final depende do prazo, do risco de crédito do emissor, das condições de mercado e de eventuais despesas associadas à operação.


O risco cambial é outro fator relevante. Uma empresa que capta em yuans e tem parte significativa de suas receitas ou despesas em outras moedas fica exposta à variação do câmbio, caso não faça operações para reduzir esse risco. A oscilação do yuan em relação ao real, portanto, pode influenciar o custo efetivo da dívida para uma companhia brasileira.


China tem peso nos negócios da Vale

Para a Vale, o mercado chinês tem importância que vai além do financiamento. A China é o principal destino do minério de ferro produzido pela mineradora e responde por uma parcela relevante de suas receitas.

Em declaração anterior, o diretor financeiro da companhia, Marcelo Bacci, afirmou que seria natural a Vale buscar acesso ao mercado financeiro chinês, considerando a importância do país para seus negócios.

O acesso, porém, depende das condições oferecidas pelos investidores chineses, das exigências regulatórias e das necessidades de financiamento de cada companhia.

A Vale informou que manterá o mercado atualizado sobre os desdobramentos relevantes do programa. Os títulos serão emitidos exclusivamente no mercado interbancário de títulos da China, em conformidade com as leis e regulamentações locais.

Além da Vale, empresas brasileiras com relações comerciais relevantes com a China, como WEG, JBS e Embraer, foram apontadas anteriormente como possíveis candidatas a explorar esse mercado. A Suzano já acessa esse mercado. A fabricante de celulose foi a primeira empresa não financeira das Américas a emitir panda bonds, em novembro de 2024, quando captou 1,2 bilhão de yuans. Desde então, realizou novas operações na China.

19 de out. de 2026

"Não houve tentativa de golpe" - Aldo Rebelo

 

Trocano: o que se sabe sobre a ‘mãe de todas as bombas’ brasileira

O Instituto de Aeronáutica e Espaço desenvolveu entre 2004 e 2011 uma grande bomba lançada do C-130, pensada para abrir clareiras na mata fechada. Certificada e depois encerrada, a arma virou lenda na internet, com números que nenhuma fonte oficial confirma


Alexandre Galante  - Poucos projetos de armamento brasileiros despertam tanta curiosidade quanto a Trocano. Na internet, ela aparece como a “MOAB brasileira”, uma referência à GBU-43/B americana, conhecida como “mãe de todas as bombas”, e às vezes como a “terceira maior bomba termobárica do mundo”. Os documentos oficiais contam uma história mais modesta, mas real: a de uma grande bomba lançada de avião de transporte, desenvolvida durante sete anos pela Força Aérea Brasileira, certificada e, em seguida, encerrada.


Uma bomba para abrir clareiras

O projeto começou em 2004, a pedido do Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER) e da Diretoria de Material Aeronáutico e Bélico (DIRMAB), no Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), em São José dos Campos. Segundo o relatório de atividades do instituto de 2011, a Trocano era um sistema de defesa com duas finalidades: interditar grandes áreas e abrir clareiras que permitissem o pouso de helicópteros em regiões de mata fechada.

O conceito tem precedente conhecido. Na Guerra do Vietnã, os americanos usaram a BLU-82, apelidada de “Daisy Cutter” (algo como “cortadora de margaridas”), lançada de aviões C-130 para abrir zonas de pouso de helicópteros na selva. A Trocano seguia o mesmo princípio. Como a GBU-43/B americana, foi projetada para ser carregada sobre um palete no compartimento de carga do C-130 Hércules e extraída por paraquedas, que a separa do palete; a partir daí, sua própria aerodinâmica determina a trajetória de queda.


Certificação em 2011

A Trocano em testes da FAB


Depois de sete anos de trabalho, a Subdiretoria de Defesa do IAE recebeu do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI) dois certificados para a Trocano: o Certificado de Produto Aeronáutico Aprovado, que atesta o cumprimento de todos os requisitos, e o Certificado de Integração à Aeronave C-130, que autoriza o emprego da arma no cargueiro da FAB.


O projeto também teve efeito institucional. Desenvolvido segundo a norma NBR 15100, de gestão da qualidade no setor aeroespacial, ajudou o IAE a se tornar a primeira organização pública do Brasil a receber a certificação NBR 15100:2004. Segundo o relatório, a produção em série seria custeada pelo EMAER e repassada à indústria nacional.


Projeto encerrado

A produção em série, porém, nunca foi anunciada. Em 2017, em resposta a um pedido feito pelo Poder Aéreo ao sistema de ouvidoria do governo federal, o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) confirmou ter desenvolvido um armamento chamado Trocano, uma bomba lançada de aeronave. Segundo o órgão, a arma teria como característica produzir um grande efeito de sopro, indicado contra construções de alvenaria e concreto convencionais. O DCTA informou também que o projeto foi encerrado em 2011.

A resposta deixou uma dúvida em aberto: o projeto foi encerrado porque fracassou ou porque chegou ao produto final? A coincidência entre o ano da certificação e o do encerramento sugere a segunda hipótese, mas a FAB nunca esclareceu se algum exemplar foi produzido ou incorporado ao inventário.

Em 2025, questionada pela Revista Sociedade Militar, a Força Aérea confirmou a existência do projeto, mas informou que os dados são de acesso restrito e o classificou como um projeto de pesquisa e de desenvolvimento tecnológico e científico, que foi ensaiado e avaliado.


O mito dos números

A falta de informações oficiais abriu espaço para afirmações sem comprovação. Sites e vídeos repetem que a Trocano teria 9 toneladas de explosivo, que seria mais potente que a MOAB americana e a terceira maior bomba termobárica do mundo, atrás apenas da russa FOAB. Nenhum desses números aparece no relatório do IAE nem na resposta do DCTA.

Até a classificação como arma termobárica é uma suposição. O DCTA descreveu a Trocano apenas como uma bomba de grande efeito de sopro, sem informar o tipo de carga explosiva ou o peso. A própria MOAB americana, usada como comparação, não é termobárica, mas uma bomba convencional de grande porte. A falta de transparência levou parte da imprensa a tratar a Trocano como um projeto “alegado, mas não comprovado”. Os documentos oficiais desmentem essa versão: a bomba existiu, foi desenvolvida, ensaiada e certificada.

O nome também tem uma origem brasileira. Trocano é o grande tambor de madeira usado por povos indígenas da Amazônia para transmitir sinais a longa distância, uma escolha coerente com uma arma pensada para operar na floresta.

A última palavra oficial sobre a Trocano continua sendo a de 2017: o projeto foi encerrado em 2011.

Desaprovação de Lula supera aprovação em Atlas, Nexus e PoderData

Três pesquisas nacionais divulgadas nesta segunda-feira apontam saldo numericamente negativo na avaliação do presidente

Ricardo Stuckert  


Três pesquisas nacionais divulgadas nesta segunda-feira (19) mostram a desaprovação de Lula (PT) numericamente acima da aprovação quando os entrevistados são questionados sobre o desempenho ou o trabalho do presidente.

No Atlas/Bloomberg, 52,3% dizem desaprovar o desempenho de Lula, enquanto 46,2% aprovam. Outros 1,5% não souberam responder.

No BTG/Nexus, 48,8% desaprovam o trabalho que o presidente vem fazendo e 47,2% aprovam. Outros 4,1% não souberam ou não responderam.

No PoderData, quando a pergunta trata especificamente do desempenho pessoal de Lula, 50% dizem desaprovar e 44% aprovam. Outros 6% não souberam responder.

O PoderData também fez uma pergunta separada sobre o governo. Nesse caso, 50% dizem desaprovar a administração e 45% aprovam, enquanto 5% não souberam responder.

O Atlas/Bloomberg mediu ainda a avaliação qualitativa da gestão: 50,6% classificam o governo como ruim ou péssimo, 40,7% como ótimo ou bom e 8,6% como regular.

Os números não devem ser somados ou comparados como se fossem uma única pesquisa. Os institutos usam metodologias diferentes e também adotam formulações próprias para medir aprovação, desempenho pessoal e avaliação do governo.


Informações das pesquisas

Atlas/Bloomberg: ouviu 4.998 pessoas entre 13 e 18 de outubro por recrutamento digital aleatório, pelo método Atlas RDR. A margem de erro é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Registro no TSE: BR-02418/2026.

BTG/Nexus: ouviu 2.002 eleitores por telefone, via CATI, entre 16 e 18 de outubro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pelo Banco BTG Pactual S.A. Registro no TSE: BR-04499/2026.

PoderData: ouviu 3.000 eleitores por telefone, entre 16 e 18 de outubro, em 695 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro estimada é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. Registro no TSE: BR-02586/2026.

16 de out. de 2026

Produtores de Assis Brasil conquistam primeiro e segundo lugares no QualiCafé 2026


Por Wanglézio Braga - Os produtores de Assis Brasil conquistaram o primeiro e o segundo lugar no QualiCafé 2026, concurso que reconhece os melhores cafés especiais produzidos no Acre. A cerimônia de premiação foi realizada nesta quarta-feira (14), na Chácara Modelo, em Rio Branco, com a participação dos 15 cafeicultores finalistas da competição.

O primeiro lugar ficou com Gilberto Portella, que alcançou nota 86,08. Na avaliação sensorial, o café apresentou notas de frutas, caramelo, mel, nozes e frutas secas, além de corpo descrito como diluído. Como prêmio, o produtor receberá um trator Lovol 254N-E 4×4, de 25 cavalos, avaliado em R$ 95 mil.

A segunda colocação também ficou com Assis Brasil, representada pelo produtor José Rodrigues de Araújo, que obteve nota 85,91. Entre as características identificadas pelos avaliadores estavam doce de leite, mel, caramelo, notas frutadas e florais, com um perfil descrito como fortemente equilibrado. Pela classificação, ele receberá R$ 60 mil em dinheiro.

15 de out. de 2026

Vão continuar lajotando a casa toda? Eis abaixo o que os seus descendentes e os meus indiretamente vão herdar

Lembre que a água tem que ir pra algum lugar


Reginaldo Palazzo – Esse vídeo acima nos traz uma reflexão atemporal. Até que ponto cidades suportarão isso?

Primeiramente quem conheceu Tarauacá há 30 anos atrás como eu lembra da quantidade de árvores para fazer sombra que havia em frente e dentro dos quintais das casas.

Hoje você vê ruas como, por exemplo, a João Pessoa, praticamente sem verde algum.

Aí depois ficam reclamando de calor.

Segundo e não menos perigoso a tendência que vejo em muitas casas dos proprietários lajotando 100% do quintal.

Uma lástima.

Uma das agravantes é que impede o retorno da água para lençóis freáticos, outra, é que essa água tem que ir pra algum lugar, e ela vai certamente para o meio da rua.

Aí começa o caos e as narrativas.

Mas aí é tarde demais.

Só lembrem que vocês como adultos tiveram também 100% de participação nisso.

Resultado previsível, só não digam depois que o mundo é mal.

14 de out. de 2026

O que as autoridades estão esperando para tomar providências? Mortes?




Reginaldo Palazzo - Na onda da ‘pausada administrativa’, uma “aparição plasmática” anda assustando motoristas no já caótico trânsito de motoristas mal-educados em todo Estado do Acre e quiçá do que resta desse país.

São o infesto dessas bicicletas elétricas que andam no meio da rua como se fossem motocicletas.

Não, não são, e você não vê ninguém fazendo nada pra resolver esse problema que aumenta a cada dia.

Esse vírus que entrou no fluxo das ruas das pequenas, médias e grandes cidades precisa de um antídoto urgente, crianças carregando crianças em velocidades absurdas para uma bicicletinha dessas sem se quer um capacete.

Em frente a fundação hospitalar presenciei uma cena parecida como a dessa senhora no vídeo acima, com a agravante que ela estava ultrapassando uma carreta e mudando de faixa sem o mínimo aviso e sem capacete.

Lembrando que aquilo lá é uma BR!

A luz de alerta já está acesa há muito tempo.

O que falta é farol, uma luz em cima desse problema.

Mas não vemos ninguém tomando providência.

Que Deus proteja essas crianças já que os próprios pais não protegem.

Café produzido em Brasiléia ganha micro lote em marca nacional


Pé de Orelha/Victor Augusto - Cultivado em meio a floresta, no sítio Paraná II, em Brasiléia, no interior do Acre. A produção da cafeicultora Antônia Lima Kurviski foi uma das vencedoras do concurso Florada Premiada Canéfora, o que acabou chamando a atenção da marca Três Corações, incluindo a como parte do Rituais Microlotes Raros.

O Rituais Microlotes Raros da 3 Corações é uma linha de café especial em formato drip coffee (filtro individual direto na xícara) com grãos de alta pontuação (acima de 88 pontos).

A cafeicultora destaca que o diferencial é o sentimento dedicado na produção.


“O café especial pra mim é o fruto de um trabalho de dedicação e amor pelo café e a certeza da minha capacidade de produzir um café de qualidade”, disse Antônia.

A comercialização desses microlotes além de proporcionarem grande visibilidade, abertura de mercado, geração de contato com outras empresas dos ramos de vendas, também tem o valor total das vendas revertido direto para a cafeicultora.

Antônia é uma das cafeicultoras atendidas e acompanhadas pelo Sebrae por meio de consultorias e orientações de negócios.

Victor Augusto - 37 anos, acreano, jornalista e académico de direito. Por isso, criei este espaço onde compartilho minhas experiências e aprendizados. Afinal, acredito que conhecimento deve ser diário para nossa evolução. Por aqui, abordo assuntos sobre estilo de vida, com ênfase em levar uma vida baseada na informação, já que é minha área de formação e atuação.

C-390 na Índia: Embraer e Mahindra definem Nagpur como possível sede de montagem

Anunciada em 1º de outubro, proposta vincula a candidatura do cargueiro brasileiro ao desenvolvimento de capacidades industriais indianas; instalação depende da seleção no programa MTA e da assinatura de contrato


Ricardo Fan - (RDN) A Embraer e o Grupo Mahindra avançaram no planejamento de uma possível linha de montagem final do C-390 Millennium na Índia e identificaram Nagpur, no Estado de Maharashtra, como local potencial para a unidade. Divulgado em 1º de outubro de 2026, o anúncio acrescentou uma definição territorial à proposta industrial apresentada pelas empresas para o programa de Aeronaves de Transporte Médio, conhecido pela sigla MTA, da Força Aérea Indiana.

A iniciativa permanece em fase de preparação. A instalação da linha dependerá da escolha do C-390 pelo Governo da Índia e da formalização de um contrato. A identificação da cidade representa, portanto, um avanço na organização da candidatura, sem constituir uma decisão de compra ou autorização para iniciar a produção. embraer.com


Uma proposta que reúne aeronave, indústria e suporte

O projeto prevê mais do que a montagem local do cargueiro. Segundo as empresas, a futura unidade poderia incorporar integração de sistemas, engenharia de manufatura e desenvolvimento de fornecedores, acompanhados de treinamento e serviços de pós-venda. A intenção é integrar progressivamente empresas indianas ao ecossistema do C-390 e criar condições para sustentar sua operação ao longo do ciclo de vida.

Embraer e Mahindra trabalham com o Governo de Maharashtra nos preparativos relacionados à infraestrutura. Na avaliação apresentada pelas companhias, esse planejamento permitiria implementar a capacidade industrial com maior agilidade caso a proposta seja selecionada. Vinod Sahay, membro do Conselho Executivo do Grupo Mahindra, mencionou no comunicado a destinação de uma área pelo governo estadual para o projeto.

A cooperação foi construída por etapas. As empresas assinaram um memorando de entendimentos em fevereiro de 2024 e um acordo de cooperação estratégica em outubro de 2025. Em fevereiro de 2026, anunciaram também planos para estabelecer capacidade local de manutenção, reparo e revisão, ou MRO, igualmente condicionada à seleção da aeronave. mahindra.com

Essa sequência indica uma candidatura estruturada em torno de três elementos complementares: fornecimento do avião, participação industrial e sustentação operacional. Sua execução, contudo, exigirá transformar intenções de cooperação em obrigações contratuais, investimentos e entregas verificáveis.


O significado estratégico da industrialização

A proposta está alinhada às iniciativas Make in Índia e Atmanirbhar Bharat, associadas ao fortalecimento da produção doméstica e da autossuficiência indiana. Ao oferecer montagem, desenvolvimento de fornecedores e suporte local, Embraer e Mahindra procuram conectar a aquisição de uma capacidade militar à formação de competências industriais no país.

Na leitura estratégica, a definição de Nagpur torna a oferta mais concreta: identifica onde parte dessas atividades poderia ocorrer e permite antecipar discussões sobre infraestrutura, mão de obra e cadeia de suprimentos. Isso pode fortalecer a viabilidade de implementação da candidatura, embora o anúncio, isoladamente, não permita avaliar sua posição no processo de seleção.

Para a Embraer, uma eventual contratação abriria espaço para ampliar a presença industrial do C-390 no exterior. Para a Índia, o benefício potencial seria desenvolver capacidades de montagem e manutenção associadas à nova frota. A extensão desses resultados dependeria da divisão efetiva de responsabilidades, do conteúdo local e do conhecimento industrial incorporado pelas empresas indianas.


Capacidades operacionais e limites da proposta

O C-390 Millennium é uma aeronave militar multimissão com capacidade de carga útil de até 26 toneladas. Conforme o comunicado, pode executar transporte de tropas e cargas, lançamento de equipamentos e pessoal, evacuação médica, busca e salvamento, combate a incêndios e missões humanitárias. Foi projetado também para operar em pistas temporárias ou não pavimentadas.

Essas características compõem a oferta operacional, mas a avaliação de uma aeronave de transporte exige considerar o conjunto da missão. Carga útil máxima, alcance, condições da pista, altitude, temperatura e configuração empregada precisam ser examinados de forma integrada. A capacidade anunciada não significa que o avião transportará sua carga máxima em qualquer cenário.

Da mesma forma, a disponibilidade da futura frota dependerá de manutenção, peças, formação de equipes e suporte técnico. A previsão de MRO local é relevante justamente porque aproxima a proposta industrial das necessidades de sustentação da Força Aérea Indiana.


Preparação fortalece a oferta, contrato define a execução

O principal argumento favorável à iniciativa é a antecipação dos preparativos. Identificar uma localização, envolver o governo estadual e planejar fornecedores e manutenção pode reduzir incertezas de implementação após uma eventual contratação.

O contraponto está no que ainda precisa ser definido. O comunicado não apresenta valor de investimento, cronograma de instalação, ritmo de produção, quantidade de aeronaves a montar em Nagpur ou percentual de conteúdo local. Também não detalha o alcance de eventuais transferências de tecnologia. Sem esses elementos, não é possível dimensionar o impacto econômico ou o grau de autonomia industrial que o projeto proporcionaria.

Montagem final, integração de sistemas e domínio do projeto são competências distintas. A contribuição da parceria para a autossuficiência indiana dependerá das atividades efetivamente executadas no país e das condições de acesso ao conhecimento, aos componentes e ao suporte.


Da localização proposta à capacidade instalada

Nagpur representa um passo preparatório na candidatura do C-390 ao programa MTA. O avanço anunciado mostra que Embraer e Mahindra procuram apresentar uma solução que combine capacidade de transporte militar, participação industrial e apoio ao longo da vida operacional.

A passagem do planejamento à execução dependerá da seleção da aeronave, da contratação, das aprovações necessárias e da definição dos compromissos industriais. O significado estratégico da proposta será medido pela capacidade de converter essa preparação em produção, fornecedores qualificados e sustentação confiável da frota.


Fonte: comunicado conjunto da Embraer e do Grupo Mahindra,

13 de out. de 2026

Coronel Ulysses se reúne com a AMEAC e recebe reconhecimento de militares após vitória nas urnas


Por Ronan Matos - O deputado federal Coronel Ulysses se reuniu, nesta terça-feira (13), com representantes da Associação dos Militares do Estado do Acre (AMEAC), em um momento de diálogo sobre as demandas da categoria e de agradecimento pelo apoio recebido nas urnas.

Com uma trajetória de mais de 30 anos na segurança pública, Ulysses conhece de perto os desafios enfrentados pelos profissionais que dedicam suas vidas à proteção da população. O encontro reforçou a importância de ouvir os militares, compreender suas reivindicações e manter o compromisso com a valorização da categoria.

Durante a reunião, o tenente-coronel da Polícia Militar do Acre, TC PM Araújo, destacou a importância da eleição de representantes comprometidos com os valores defendidos pelos militares e com os interesses da sociedade.

“É a vitória de todos os militares e da sociedade em geral, porque a gente precisa de políticos comprometidos. Nós sabemos que o Coronel Ulysses é um político comprometido, que defende a família, a pátria e, principalmente, os militares. A gente fica contente de ter participado desse projeto e saído vitorioso. A vitória sempre tem um sabor especial”, afirmou o TC PM Araújo.

Coronel Ulysses agradeceu à AMEAC pela oportunidade de diálogo e a cada militar acreano pela confiança, pelo apoio e pela dedicação à segurança pública. O parlamentar também fez questão de reconhecer a população do Acre, que participou do processo eleitoral e confiou a ele a responsabilidade de continuar representando o estado em Brasília.

Reeleito deputado federal, Ulysses reforça o compromisso de seguir trabalhando em defesa da segurança pública, da valorização dos profissionais da área e das pautas que impactam diretamente a vida dos acreanos.

“Minha gratidão a cada militar e a cada cidadão acreano que confiou no nosso trabalho. Essa vitória aumenta ainda mais a nossa responsabilidade de continuar defendendo o nosso povo, valorizando quem protege a sociedade e trabalhando pelo futuro do Acre.”

Rio Branco e Sena Madureira entram na lista dos maiores rebanhos bovinos do Norte


Por Wanglézio Braga - Rio Branco tem o maior rebanho bovino entre os municípios do Acre e aparece na 12ª posição entre os 20 maiores da Região Norte, com 692.787 cabeças de gado. Os números fazem parte do levantamento da Pesquisa da Pecuária Municipal, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referente a 2025. O levantamento reúne municípios do Pará, Rondônia, Amazonas e Acre.

Além da capital acreana, Sena Madureira também figura na lista regional, na 17ª colocação, com 602.495 bovinos. Os dados mostram a presença de dois municípios do Acre entre os maiores rebanhos da Região Norte, em um cenário liderado por São Félix do Xingu (PA), com 2.730.818 cabeças, seguido por Porto Velho (RO), com 1.678.295, e Marabá (PA), com 1.327.341.

A lista também inclui municípios de Rondônia e do Amazonas, como Nova Mamoré, com 958.540 cabeças, Lábrea, com 738.930, e Ariquemes, com 580.302. A concentração dos maiores rebanhos em diferentes estados evidencia o peso da pecuária na economia regional, tanto pela criação de animais quanto pela movimentação de atividades ligadas à produção e à comercialização da carne.

No Acre, a presença de Rio Branco e Sena Madureira entre os 20 municípios com os maiores rebanhos do Norte reforça a importância da atividade para o setor rural. Os números também ajudam a dimensionar a participação acreana na pecuária regional e oferecem uma referência para acompanhar a evolução do rebanho nos próximos levantamentos do IBGE.

Queda de juros pode gerar economia de até R$ 180 bilhões na dívida pública após 2027

Economia com juros pode significar uma redução de 15% no custo da dívida – e isso traz uma vantagem extra

Juros altos pesam sobre resultados de empresas brasileiras e ampliam risco em ações e papéis de dívida


Por Sérgio Tauhata - Até o Tesouro Nacional decidiu aproveitar a forte queda dos juros de longo prazo após o primeiro turno. O órgão responsável pela gestão da dívida pública viu a oportunidade e não titubeou: realizou o maior leilão de títulos prefixados em seis anos.

Com a melhora das condições após o primeiro turno, o órgão ofereceu na última quinta-feira (8) um total de 42 milhões de papéis, dos quais o mercado absorveu 40,8 milhões. A captação atingiu R$ 33,3 bilhões.

Só para explicar essa oferta elevada: entre segunda-feira (5) e quinta-feira, as taxas do Tesouro IPCA+ e Tesouro Prefixado recuaram drasticamente para os menores patamares desde o início de 2025.

No leilão de 8 de outubro, os títulos refletiram esse movimento. As taxas saíram entre 12,61% a 12,8%, dependendo do vencimento.

Na oferta anterior, em 1º de outubro, os retornos variaram de 13,90% a 14,35% ao ano.

Os juros, portanto, recuaram mais de 1,5 ponto percentual de uma semana para a outra.


Revisão de expectativas fiscais

O resultado do leilão e o tamanho do recuo dão uma dimensão do poder da mera perspectiva de recuperação da credibilidade das contas públicas do ponto de vista de quem investe em tais títulos.

Um alívio nos juros da magnitude projetada por várias casas de análise pode levar a uma redução gigantesca no custo da dívida pública – e privada também.

Várias casas passaram a revisar o ciclo de queda de juros e apontam para a possibilidade de o Banco Central ter espaço para cortar a Selic para até 9,50% ao ano no fim do ciclo, previsto para meados de 2028. Isso, claro, se houver realmente ações críveis de contenção de gastos públicos no longo prazo.

O Bradesco BBI projeta a Selic em 11% ao ano já no fim de 2027. Já o Morgan Stanley enxerga, no melhor cenário possível de resgate de credibilidade fiscal, a possibilidade de a taxa básica terminar o próximo ano em 9,75%.

O otimismo está ligado em parte à proposta ainda informal de Flávio Bolsonaro de começar um eventual governo com um corte de despesas equivalente a 1,5% do PIB. Mas as previsões em si não estão diretamente ligadas ao nome de quem sair vencedor das eleições. Elas mostram o que poderia acontecer num cenário de compromisso com o reequilíbrio das contas da União.


Economia de centenas de bilhões

E de quanto pode ser o alívio aos cofres públicos com juros mais baixos?

O relatório do Tesouro Nacional de agosto mostra que o estoque de LFTs, títulos conhecidos também como Tesouro Selic, representa 52,69% da dívida pública federal.

Como são títulos indexados à Selic, cada 1 ponto percentual de queda da taxa básica mantida por 12 meses representa uma redução na dívida bruta de R$ 65,8 bilhões, segundo cálculos do Banco Central no relatório de estatísticas fiscal de agosto, divulgado no fim de setembro.

Mas, como o Banco Central prefere fazer cortes sistemáticos e a passos comedidos, uma redução de 1 ponto seria algo bem gradual. No ritmo atual do ciclo de cortes, de 0,25 ponto por reunião, seriam necessários quatro encontros – que acontecem a cada 45 dias – para chegar a esse patamar.

Segundo o calendário do Copom, que é o colegiado que decide os rumos da Selic, há mais duas reuniões neste ano, em novembro e dezembro. Então a taxa só cairia dos atuais 13,75% ao ano para 12,75% em março de 2027.

No ritmo de 0,25 ponto por decisão, a Selic poderia terminar o ano que vem em 11,25%. Se o BC não acelerar o passo, a taxa só chegaria a um dígito em setembro de 2028.

Essa economia com a redução de 1 ponto da Selic equivale a 0,44% do PIB, mas esse patamar só seria alcançado em março de 2027. Se a taxa básica terminar 2027 em 11,25% anuais, ocorreria uma redução de 2,5 pontos percentuais.

Nesse caso, a conta da economia vai subindo, gradativamente, ao longo do próximo ano até atingir R$ 163 bilhões após o corte de juros de dezembro. Ou seja: 1,1% do PIB projetado para 2027, segundo o projeto de lei orçamentária, o PLOA 2027.

O gasto atual do governo com os juros da dívida está em patamar equivalente a 7,7% do PIB. O gasto com a dívida baixaria, portanto, para perto de 6,6% do PIB.

É preciso fazer uma ressalva nesse caso. A economia, na verdade, não é necessariamente de caixa, ou seja, o que o Tesouro deixa de pagar no período. Isso porque o desembolso efetivo só acontece quando os títulos vencem ou pagam cupom.

A dívida pública exibe ainda um outro lado, o dos títulos como Tesouro IPCA+ (NTN-B), que é parcialmente prefixado, e Tesouro Prefixado (LTN).

Nesse caso, a economia ocorre nos momentos de refinanciamentos, porque o estoque já foi emitido com taxas antigas.

Segundo o relatório do Tesouro de agosto, em 12 meses vencem R$ 739 bilhões em NTN-Bs e prefixados.

Se houver uma queda de 1,5 ponto percentual no custo dessas dívidas na troca dos títulos antigos pelos novos, considerando que custo médio atual desse estoque está em 12,59% ao ano, a redução pode levar a uma economia bruta total de R$ 11 bilhões se a nova taxa perdurar por 12 meses.

Mas é preciso ainda considerar que essa redução de custo segue um padrão muito gradual. Os leilões de NTN-Bs e papéis prefixados se alternam e são feitos semanalmente.

O volume da captação feita em 8 de outubro, por exemplo, mesmo sendo histórico representa apenas 4,5% do montante a vencer até o fim de 2027.

A economia estimada com uma queda de 1,5 ponto representa 0,075% do PIB projetado para 2027.

Se considerarmos a média do juro real dos papéis atrelados à inflação nos últimos 16 anos (5,6%), haveria um espaço para uma queda adicional de cerca de 1 ponto percentual a partir das taxas de agora – mesmo após a queda firme desta semana.


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Nesse cenário, o custo financeiro poderia cair em cerca de R$ 8 bilhões nominais. Ou 0,054% do PIB estimado.


A economia de R$ 180 bilhões

No conjunto da obra, entre economia com títulos pós-fixados, atrelados à inflação e prefixados, já dá uma economia de 1,2% do PIB no fim de 2027. Nominalmente seriam até R$ 180 bilhões.

Isso significa que o desembolso atual de 7,7% do PIB poderia recuar a 6,5% – patamar já mais perto de 2022.

A economia com juros porém só passa a ser efetiva no ano seguinte e se as taxas se mantiverem por 12 meses.

Além disso, esse tipo de redução não entra na conta de superávit ou déficit primários. Mas ajuda de outra forma.

Quanto menor o custo da dívida, menor o superávit primário que o governo precisa fazer para segurar crescimento da dívida.

A despesa com juros entra em outra conta: a do resultado nominal, que é justamente o primário somado ao que o governo paga pelas dívidas menos o que recebe de juros, ou seja, os juros nominais líquidos – é este que come hoje 7,7% do PIB.

Uma queda no custo da dívida reduz o déficit nominal. Aqui vale um adendo: o Brasil nunca conseguiu produzir um superávit nominal em um ano fechado desde o início da série histórica apurada pelo BC.

Para isso, o superávit primário – a diferença positiva entre as receitas e as despesas não financeiras do governo – teria de ser grande o bastante para mais do que cobrir a conta de juros.

E isso é impossível: seria necessário um superávit de quase 8% do PIB. Não existe. É como esperar que um Uno Miller faça de zero a 100 em 2 segundos. Não vai fazer.

Mesmo os superávits primários não têm sido entregues pelo Estado brasileiro. O último foi em 2022 (1,25% do PIB). Mas, para o mercado, basta sinalizar que existe uma política concreta para fazer superávits ano após ano. Seria o bastante para criar o cenário que você viu aqui.