31 de jan de 2019

Militares israelenses deixam Brumadinho hoje


Paula Laboissière - Militares das Forças de Defesa de Israel que atuam na tragédia de Brumadinho (MG) devem deixar hoje (31) o Brasil. De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, mais cedo, os integrantes da tropa israelense foram homenageados em cerimônia no 12º batalhão do Exército Brasileiro

Os militares chegaram ao Brasil na noite do último domingo (27) com equipamentos que poderiam auxiliar nos trabalhos após o rompimento da barragem da mineradora Vale. No sétimo dia de buscas por vítimas, as autoridades contabilizam pelo menos 99 mortos e 259 pessoas desaparecidas.

Soldado israelense-brasileira
A soldado israelense Amit Levi, 21 anos, é neta de brasileiros e fala português. Ela chamou a atenção durante coletiva de imprensa concedida há dois dias pelas tropas de Israel. Simpática, ela disse que era uma honra participar das operações de resgate em Brumadinho.

Os avós brasileiros de Amit Levi foram ao município mineiro para visitar a neta. Orgulhosos, ficaram com ela por algumas horas.

A imagem da soldado marcou as redes sociais e a mídia, em meio às operações, no momento em que olhava com respeito para as bandeiras do Brasil e de Israel afixadas em sua farda.

Desemprego recua 3% em 2018 e país fecha ano com 12,2 milhões sem ocupação


Aumento no trabalho informal e na população subutilizada são os motivos, segundo o IBGE

Fila em unidade do Poupatempo em São Paulo (Fernando Donasci/Folhapress)

Larissa Quintino - Pela primeira vez em três anos, a taxa de desemprego no Brasil caiu. Em 2018, o índice de desocupação ficou em 12,3% – um total de 12,8 milhões de desocupados, em média –, ante os 12,7% de 2017, quando 13,2 milhões, em média, ficaram sem atividade. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) foi divulgada nesta quinta-feira, 31, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O trimestre que se encerrou em dezembro fechou com 12,2 milhões de desocupados, o que representa uma taxa de desocupação de 11,6%. A queda de 2,4% em relação ao trimestre anterior, cuja taxa de desocupação foi de 11,9%, foi impulsionada por eleições, black friday e o aumento do trabalho temporário para o Natal, segundo o IBGE.

Os contingentes de empregados no setor privado com carteira e sem carteira assinada permaneceram estáveis em relação ao trimestre anterior: 33 milhões e 11,5 milhões, respectivamente. Mas a categoria “por conta própria”, com 23,8 milhões de pessoas, aumentou 1,5% no período. Na comparação com o último semestre de 2017, os empregados sem carteira e os trabalhadores por conta própria tiveram aumentos de 3,8% e 2,8%, respectivamente.

A melhora, portanto, deve-se principalmente ao aumento da quantidade de trabalhadores informais, que é a maior desde 2012, e não à geração de empregos com carteira assinada. O número de pessoas trabalhando sem carteira é de 32,9 milhões. No setor privado, esse número chega a 11,2 milhões. Já o número de pessoas trabalhando por conta própria é de 23,3 milhões, pouco mais que um quarto do total da população ocupada no país.

O aumento da informalidade influenciou, em parte, o crescimento nas atividades de serviços domésticos, comércio, alimentação, transporte e outros serviços.

“Esses números refletem uma tendência que vínhamos observando, do aumento da informalidade se opondo à queda na desocupação”, explica o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo.

Outro indicador em destaque é a população subutilizada na força de trabalho, que chegou a 27,4 milhões em 2018. Esse indicador mostra pessoas que poderiam trabalhar mais horas do que fazem atualmente. Sobre a medida desse índice, Cimar destaca que “embora tenha havido redução no contingente de desocupados, nas demais medidas que compõem o indicador – subocupação, força potencial de trabalho e desalento – o quadro é de aumento, com os três indicadores no ponto mais alto da série histórica”.

Entre os grupos de atividades, a agricultura, indústria e construção apresentaram as menores participações na série.

Parlamento Europeu reconhece Juan Guaidó como presidente

                                                 Ansa
Chefe da Assembléia Nacional da Venezuela e auto-proclamado "presidente em exercício" Juan Guaido - AFP

O Parlamento Europeu reconheceu nesta quinta-feira (31) o líder da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, como o presidente interino legítimo do país.

Os eurodeputados aprovaram a resolução com 439 votos a favor, 104 contra e 88 abstenções, depois de constatar que o presidente Nicolás Maduro “rejeitou publicamente a possibilidade de realizar novas eleições” depois do ultimato da União Europeia (UE).

Em comunicado, o Parlamento Europeu revela que solicitou à chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, e aos Estados-Membros que “adotem uma posição firme e comum e reconheçam Juan Guaidó como único Presidente interino legítimo do país até que seja possível convocar novas eleições presidenciais livres, transparentes e credíveis tendo em vista restabelecer a democracia”.

Durante a reunião, os parlamentares ainda declararam pleno apoio à Assembleia Nacional, tida como “o único órgão democrático legítimo da Venezuela”, pelo que os seus poderes “devem ser restabelecidos e respeitados, o que inclui as prerrogativas e a segurança dos seus membros”.

De acordo com o documento aprovado, Maduro usurpou, de forma ilegítima, o poder presidencial, tendo em vista as eleições de maio passado que foram consideradas fraudulentas.

“A UE não reconheceu essas eleições nem as autoridades instituídas por este processo ilegítimo”, acrescenta a nota.

Além disso, a assembleia europeia condenou os atos de repressão contra as manifestações sociais e todas as violações de direitos humanos. Juan Guaidó se autoproclamou presidente interino da Venezuela no último dia 23 de janeiro. O anúncio foi feito diante de centenas de apoiadores, em um protesto em Caracas, na capital do país.

Decreto do governo determinará CPF como 'chave universal' para uso de serviços públicos


G1 - Andréia Sadi - A equipe econômica do governo Jair Bolsonaro finalizou o texto de um decreto que permitirá que o CPF (Cadastro de Pessoas Físicas) seja uma espécie de “chave universal” ao cidadão para acesso a serviços públicos federais.

O decreto já está na Casa Civil e será publicado em breve pelo governo. O blog procurou o secretário de Desburocratização do governo, Paulo Uebel, que confirmou a informação.

Ele trabalhou no decreto com técnicos da equipe do ministro Paulo Guedes (Economia). Representantes de outros ministérios também participaram.

Segundo Uebel, a intenção do governo, seguindo diretriz do presidente Bolsonaro, é facilitar a concessão e a prestação de serviços públicos federais, sem que a pessoa precise carregar consigo diferentes documentos, assim como memorizar diferentes números de identificação.

“O CPF vai ser uma espécie de chave universal. O cidadão poderá usar outros números – o governo que não poderá exigir. A ideia é simplificar e desburocratizar a vida das pessoas”, explicou o secretário.

Com o novo decreto, não será mais necessário portar ou memorizar diferentes números de cadastros, como o número do cadastro no Programa de Integração Social (PIS) , Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), entre outros.

Integrantes da equipe econômica ouvidos pelo blog afirmam também que, como as informações sobre os cidadãos atualmente estão fragmentadas em diferentes bases de dados, há muitas informações duplicadas e inconsistentes – o que dificulta o trabalho federal e facilita irregularidades.

O governo quer consolidar um cadastro que reunirá os dados do cidadão a partir da integração de plataformas digitais.

A partir da publicação do decreto, os órgãos do governo federal terão um prazo de três meses para se adaptar à decisão.

O secretário Uebel deu alguns exemplos de como deve funcionar o novo sistema:

Se o cidadão vai ao INSS, nao precisará mais informar o número do NIS.
Se for à Caixa, não precisará saber o número do PIS
Se for tirar a 2ª via da certidão de reservista, não precisará mais informar o número, apenas o CPF
Se for no cadastro único dos benefícios sociais, bastará informar o número do CPF
A ideia do governo é publicar o decreto nesta ou na próxima semana, segundo o secretário.

30 de jan de 2019

Doria zera ICMS de frutas, verduras e hortaliças embaladas


Medida passa a valer no dia 1º de fevereiro e deve diminuir o preço desses produtos, mas não impacto tão grande no valor de hortifruti em geral

O governador do Estado de São Paulo, João Doria, assina decreto de redução e imposto dos hortifrutis semiprocessados (Governo do Estado de São Paulo/Divulgação)

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB) zerou o Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias (ICMS) de frutas, verduras e hortaliças que estejam embaladas ou resfriadas. O decreto foi publicado nesta quarta-feira, 30, no Diário Oficial do Estado de São Paulo.  Apesar disso, o impacto no bolso do consumidor deve ser mínimo.

Com a decisão, os produtores não terão que pagar 18% de imposto sobre a mercadoria. A isenção de impostos já existe para os produtos a granel de hortifruti.

Segundo o presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Ronaldo dos Santos, a medida pode impor mais competitividade na venda de produtos de hortifruti embalados, pois o setor vende muito pouco atualmente. Segundo ele, esses produtos representam entre 3% a 5% do faturamento do setor de frutas, verduras e legumes nos supermercados.

“Como as pessoas estão em busca de mais praticidade, a isenção de imposto nesse tipo de produto tende a ser benéfica. Caso a pessoa veja que o preço está menor, pode vir a comprar algo que seja mais prático pra ela do que um produto a granel, por exemplo”, afirmou.

De acordo com Santos, pode haver um impacto no preços desses produtos, mas a decisão não muda valores no setor de hortifruti em geral. “Esses produtos dependem muito de chuva, do tempo, como os itens a granel já tinham a alíquota zerada, o impacto pode ser o aumento de competitividade”, disse.

A isenção do ICMS se aplica às operações com hortifrútis como abóbora, alface, batata, cebola, espinafre, banana e mamão, entre outros. Esses produtos podem estar ralados, cortados, picados, fatiados, torneados, descascados ou desfolhados. Também é permitido que estejam lavados, higienizados, embalados ou resfriados, desde que não cozidos e não haja adição de quaisquer outros produtos que não os relacionados, mesmo que simplesmente para conservação.

O setor de hortaliças é o que mais gera empregos diretos na cadeia primária: são até 25 pessoas por hectare, em trabalho fixo ou temporário. O valor da produção agropecuária paulista em 2018, de acordo com dados da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento, foi de cerca de 74 bilhões de reais.

Desse total, aproximadamente 15% representam receita proveniente da produção de frutas e hortaliças. Segundo estimativas do setor, ao menos 50 mil agricultores paulistas serão beneficiados com a desoneração.

Apesar da medida, não deve haver um impacto tão grande no preço do hortifruti em geral no bolso do consumidor.

‘Impostos inúteis’
Durante a cerimônia de assinatura do decreto, Doria classificou a medida como uma das formas como a desburocratização do estado. “São menos 18% de impostos inúteis e inadequados. Infelizmente, ao longo dos anos, vários produtores foram penalizados exatamente porque estavam fazendo o correto, limpando, lavando e embalando os seus produtos, mas tendo que pagar mais impostos e fazendo com que os preços de frutas e verduras fossem mais caros nos supermercados. A partir de agora, São Paulo dá este bom exemplo que reduz o preço de alimentos para o consumidor em todos os níveis.”

Doria afirmou que outras medidas de desoneração fiscal podem ser tomadas ainda em 2019, em especial para os setores de alimentação e de higiene e limpeza. Porém, o governador espera contrapartidas imediatas do setor privado, como a queda dos preços para o consumidor final de itens que venham a ser desonerados.

“Ações desta natureza possivelmente se repetirão ao longo do ano. Menos burocracia, menos impostos, mais motivação para produtores e distribuidores e, com isso, gerando mais emprego e renda, e ao gerar renda e mais emprego, geramos mais impostos e o Estado cumpre também o seu objetivo social”, finalizou Doria.

O secretário estadual da Agricultura e Abastecimento, Gustavo Diniz Junqueira, também falou sobre a importância do ato para os produtores paulistas: “O decreto assinado hoje vai ao encontro da proposta de incentivar o produtor a agregar valor ao seu produto para aumentar a receita. Estamos reparando uma injustiça com o agricultor que tem espírito empreendedor, e incentivando aqueles que não se preocupavam com a apresentação de seus produtos a fazê-lo de maneira a ganhar mais.”

Uma foto icônica de uma amizade duradoura

Culpar Bolsonaro por Brumadinho é uma catástrofe intelectual


Não dúvidas de que as omissões da Vale e do poder público são o motivo número 1 de revolta da população. Causa também revolta, em qualquer pessoa intelectualmente honesta – seja de esquerda ou de direita -, a exploração política da tragédia


Causa revolta a tragédia de Brumadinho (MG) se repetir três anos depois do desastre de Mariana. Causa mais revolta ainda a tragédia ser causada pelo fator humano, e não por variáveis incontroláveis da natureza, como terremotos e furações. De outro modo: vidas poderiam ter sido salvas.

Conforme relatado pelo pesquisador Bruno Milanez, em entrevista à Folha de São Paulo, o desastre em Brumadinho decorreu das tentativas das mineradoras em i. flexibilizar o licenciamento (“testam brechas”), ii. da falta de percepção de risco das empresas do setor, iii. do autolicenciamento (estudo ambiental é feito por empresas contratadas pelas mineradoras), iv. da falta de distanciamento entre barragens e comunidades e v. da construção de degraus adicionais após o licenciamento (Brumadinho começou com 18 metros e terminou com 85 metros) . O que tem em comum entre esses casos? O fator humano, numa combinação perversa entre irresponsabilidade das empresas com leniência do setor público.

Não há dúvidas de que as omissões da Vale e do poder público são o motivo número 1 de revolta da população brasileira. Causa também revolta, em qualquer pessoa intelectualmente honesta – seja de esquerda ou de direita -, a exploração política da tragédia. Setores do jornalismo colocam Bolsonaro como o grande culpado pelo desastre, mesmo que ele tenha apenas menos de um mês de governo, e as fiscalizações e licitações ocorreram anterior ao seu mandato. Chegamos ao cúmulo de Bolsonaro ser culpado pelo o que ele pensa sobre o meio ambiente.

Atribuir esse tipo de culpa a Jair Bolsonaro é uma vigarice intelectual por dois motivos. Primeiro, porque ninguém pode ser condenado por um pensamento, e sim pelos seus atos. Culpar o pensamento de Bolsonaro sobre questões ambientais, por uma tragédia claramente originada em governos anteriores, é admitir que já vivemos no romance 1984 (George Orwell), no qual existe o "pensamento crime".  Alguns poderiam dizer: “Ah, mas se ele pensa assim, mais tragédias irão ocorrer”. Recorrendo a um pouco de lógica, pergunta-se: como alguém já pode ser julgado por futuras tragédias que ainda não ocorreram?

Outro motivo de desonestidade intelectual é relacionar diretamente flexibilização ambiental com leniência com grandes questões de meio ambiente. Não necessariamente flexibilização ambiental significa permitir leis frouxas para a construção de barragens. Conforme defendido pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, a ideia é flexibilizar e desburocratizar questões menores, justamente para os técnicos terem mais tempo e recursos para avaliar questões de grande impacto ambiental, como as barragens, por exemplo. 

Aliás, diga-se de passagem, a pauta ambiental é prioridade entre os conservadores, conforme observou Roger Scruton. De acordo com o filósofo inglês, os conservadores querem preservar o meio ambiente, pois “acreditam que a coisa mais importante que os vivos podem fazer é radicar-se, construir um lar  deixa-lo como legado para os filhos” (ver “como ser um Conservador)”.

Ora, se a preocupação com o meio ambiente é uma pauta conservadora, por que justamente os conservadores são os primeiros a serem culpados pelas questões ambientais? Segundo Scruton, é que a causa conservadora “foi poluída pela ideologia do grande capital, por ambições globais das empresas multinacionais e pela supremacia da economia sobre o pensamento dos políticos modernos”. Além desses fatores, segundo ele, “a verdade no ambientalismo foi obscurecida pela propaganda alvoroçada dos ambientalistas e pela imensidão de problemas que nos apresentam”.

Apesar da disputa de quem é o dono da causa e das divergências entre conservadores e ambientalistas, Scruton mostra que é possível uma convergência de pensamento entre ambos. Para ele, o sentimento de pertença a um território une conservadores e ambientalistas por uma mesma causa. Dessa forma, num processo espontâneo, de baixo para cima, a população cobrará leis e fiscalização mais duras das autoridades locais a fim de garantirem a preservação ambiental.

É importante salientar que o culpado pelas catástrofes ambientais não é o livre mercado em si, mas justamente o capitalismo de compadrio fomentado pela relação promíscua entre interesses privados e estatais. É perfeitamente possível haver desenvolvimento capitalista com respeito ao meio ambiente. Alguns países altamente desenvolvidos economicamente, com muito mais livre mercado que o Brasil, têm um senso de preservação ambiental bem maior que o nosso. É o caso dos americanos pressionado o Congresso para a construção e parques nacionais, das iniciativas na Noruega e Suécia no uso de energia limpa, da Irlanda que adotou uma legislação restritiva a sacolas de polietileno, entre outros exemplos (ver Scrutton, Como ser um Conservador).

Dessa forma, a flexibilização ambiental pode ser benéfica, na medida em que permite mais desenvolvimento econômico (geração de renda e emprego), desde que não traga riscos a vidas humanas e à natureza. Portanto, antes de criticar Bolsonaro por suas posições ambientais, deve-se entender melhor qual é o posicionamento do atual governo nessas questões, compreendendo que há gradações de flexibilizações ambientais.

Tratar  "flexibilização ambiental", sem fazer as devidas distinções entre os casos - poda de árvore é diferente de construção de barragens - ou é um raciocínio simplista, ou é desonestidade intelectual. Diga-se de passagem, conforme observou o jornalista Caio Copolla, a pronta resposta do governo federal em Brumadinho foi impecável (aqui).    

Por fim, a ideologização dessa questão não vai levar a nada - a não ser benefício a grupos de interesse. Culpar o atual governo pela catástrofe é desonesto intelectualmente, mas cobrá-lo daqui para frente é um exercício propositivo de cidadania a fim de evitar novas catástrofes.

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Alan Ghani é colunista do InfoMoney, economista e professor de pós graduação. 

29 de jan de 2019

Cerimônia no Rio homenageia vítimas do Holocausto e pracinhas brasileiros que lutaram na Segunda Guerra Mundial


Solenidade reuniu sobreviventes dos horrores nazistas e integrantes da Força Expedicionária Brasileira (FEB).
Cerimônia marca o dia internacional em memória das vítimas do holocausto

Anne Lottermann - Uma cerimônia realizada no domingo (27) no Aterro do Flamengo, lembrou o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. A solenidade reuniu sobreviventes dos horrores nazistas e integrantes da Força Expedicionária Brasileira (FEB), que lutaram junto aos aliados na Segunda Guerra Mundial.

A data foi lembrada pela Confederação Israelita do Brasil e a Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro.

Freddy Siegfried Glatt, sobrevivente do Holocausto, falou das perdas que sofreu: “Eu nasci na Alemanha e fugimos para a Bélgica. Lá, pegaram meus irmãos, pegaram meus avós e pegaram todos os meus colegas de classe. Eu sou o único que sobreviveu”.

Apesar disso, ele se define como um homem de sorte. “Quando eu cheguei no Brasil, encontrei a minha esposa, a Beth. Tivemos seis netos, dois bisnetos. O Brasil me tratou muito bem.

Há 74 anos, no dia 27 de janeiro de 1945, milhares de judeus foram libertados do campo de concentração de Auschwitz, o maior e mais terrível campo de extermínio do regime de Adolf Hitler.

“É muito importante estarmos aqui reverenciando a memória de seis milhões de judeus que tombaram no Holocausto. E também cinco milhões de não-judeus que foram mortos pelos nazistas. É importante lembrar que, de seis milhões de judeus, um 1,5 milhão era de crianças. Para que esse crime, para que esse genocídio maior nunca mais se repita”, explicou Osias Wurmann, cônsul honorário de Israel no Rio de Janeiro.

O Brasil teve uma participação importante nesse capítulo da história. Quase 26 mil homens e mulheres da Força Expedicionária Brasileira (FEB), lutaram na Itália contra o nazi-fascismo.

“Nós lembramos dos sobreviventes, das vítimas que não podem estar conosco. E dos nossos combatentes, os pracinhas brasileiros que, um dos 19 países do mundo que mandou soldados, o único latino americano, o que é um motivo de muito orgulho para nós. Então, nós estamos aqui, chorando pelos que se foram, e comemorando os que sobreviveram e que reconstruíram as suas vidas no Brasil”, destacou Fernando Lottenberg, presidente da Confederação Israelita do Brasil.

Muitos combatentes morreram e foram enterrados na Itália. Anos depois, em 1960, as cinzas dos brasileiros mortos foram trazidas para o monumento aos mortos localizado no Aterro do Flamengo.

Israel Rosentahal, com 98 anos, foi voluntário da FEB. Atuou como cirurgião-dentista no front, à frente de um pelotão de infantaria. Ele lembra até hoje das maiores dificuldades enfrentadas pelos brasileiros.

“Lembro do frio e o medo de lá. Pegamos dois graus abaixo de zero. Dormindo em barraca, cama de lona, e aguardando o término da guerra que, no final, eu fui na verdade do último escalão, e ainda peguei uns três meses de guerra”, explicou o ex-combatente.

Apesar das dificuldades e dos momentos de tristeza que viveram, esses homens e mulheres conseguiram manter a alegria. E o agradecimento por quem os acolheu.

“Eu sou feliz de estar no Brasil e todos nós estamos felizes por estarmos no Brasil. Não existe país igual a este aqui. Não existe. Eu conheço o mundo inteiro”, destacou Alfredo Sobotka Freddy, sobrevivente do Holocausto.

O presidente da Federação Israelita do Rio de Janeiro, Arnon Velmovitsky, ressaltou a importância da manutenção da memória da tragédia. “Precisamos realmente divulgar e ensinar às nossas crianças, ensinar às próximas gerações a atrocidade que foi o Holocausto, atacou várias pessoas de diferentes matizes: os homossexuais, os judeus, os negros, os ciganos e todos aqueles que lutaram para erradicar o nazismo da face da terra. Então, o mais importante que a gente vê é a questão do ensino, para mostrar ao mundo que o Holocausto não pode se repetir”, destacou..

Thiago Caetano Secretário de Infraestrutura em entrevista ao Gazeta.net em 17/01/19


As 20 profissões com mais chances de serem substituídas por robôs nos próximos anos


Segundo um estudo desenvolvido pelo Laboratório de Aprendizado de Máquina em Finanças e Organizações da UnB, 54% dos empregos formais estão em risco   

Mais da metade (54%) dos empregos formais do Brasil estão em risco pela chegada de robôs e computadores, segundo um estudo desenvolvido pelo Laboratório de Aprendizado de Máquina em Finanças e Organizações da UnB (Universidade de Brasília). A pesquisa levou em conta 2.602 ocupações brasileiras.


O estudo mostra que 30 milhões de vagas com carteira assinada seriam fechadas até 2026 se todas as empresas do país decidissem substituir trabalhadores humanos pela tecnologia já disponível.

“Esse cenário é o mais fidedigno, uma vez que a automação de tarefas para as firmas produziria um aumento na eficiência de seus processos, redução de custos além da possibilidade de certas atividades serem executadas 24 horas 7 dias por semana”, diz o estudo.

De acordo com o relatório, o desafio do governo Brasileiro em um futuro próximo será lidar com esse cenário garantindo treinamento suficiente para os trabalhadores (em especial os trabalhadores pouco qualificados) para atuar em outros ramos de atividades cujo o nível de automação seja menor.  

Segundo dados do Ministério do Trabalho, dos trabalhadores com carteira assinada no fim de 2017, cerca de 25 milhões (57,37%) ocupavam vagas com probabilidade muito alta (acima de 80%) ou alta (de 60% a 80%) de automação, indicou o estudo.

Em relação à metodologia, foram consultados 69 acadêmicos e profissionais de aprendizado de máquina para calcular a probabilidade de automação num prazo de dez anos. A partir das avaliações desses especialistas, os pesquisadores usaram técnicas de análise das descrições das ocupações, para associar os riscos.

A pesquisa levou em conta a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), que é um documento que retrata a realidade das profissões do mercado de trabalho brasileiro. 

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Vale dizer que quando se fala em probabilidade de automação não significa que, na prática, o trabalhador humano perderá espaço e ficará sem emprego. Há algumas variáveis a serem consideradas.

A pesquisa elaborou um ranking com as ocupações que têm as maiores e menores probabilidades de serem substituídas pela automação nos próximos anos. Confira:

a) as 20 profissões com mais chances de serem substituídas pela automação:

Profissão Probabilidade (%)

1. Jornaleiro 100%
    Despachante aduaneiro 100% 
2. Produtor de cacau 99,99% 
3. Controlador de entrada e saída 99,93% 
4. Digitador 99,91% 
5. Ascensorista 99,90% 
6. Fisioterapeuta traumato-ortopédica funcional 99,89% 
7. Confeccionador de velas náuticas, barracas e toldos 99,88% 
8.Relojoeiro (reparação) 99,84% 
9. Operador de equipamentos de refinação de açúcar (processo contínuo) 99,83% 
10. Enólogo 99,81% 
11. Fuloneiro 99,79% 
12.Operador de máquina de cortina d´água (produção de móveis) 99,76% 
13.Gerente de vendas 99,75% 
14.Agente de segurança 99,74% 
15.Mecânico de manutenção de aparelhos esportivos e de ginástica 99,69% 
16. Assistente de laboratório industrial 99,65% 
17. Detetive profissional 99,64% 
18.Açougueiro 99,62% 
19.Trabalhador de serviços de limpeza e conservação de áreas públicas 99,56% 
20.Taquígrafo 99,55%

b) as 20 profissões com menos chances de serem substituídas pela automação:

Profissão Probabilidade (%)

1. Auxiliar de laboratório de análises clínicas 0,01%
  Babá 0,01% 
2. Promotor de Justiça 0,19% 
3. Engenheiro de telecomunicações 0,38% 
4. Psicanalista 0,39% 
5. Professor de nível médio na educação infantil 0,40% 
6. Engenheiros de sistemas operacionais em computação 0,47% 
7. Físico (materiais) 0,55% 
8.  Conservador-restaurador de bens culturais 0,58% 
9.Analista de suporte computacional 0,61% 
10.Técnico em mitilicultura 0,63%
11.Pescador industrial 0,67% 
12.Diretor de criação 0,69% 
13.Operador de laminador de barras a frio 0,76% 
14.Degustador de chá 0,80% 
15.Diretor comercial 0,83% 
16.Técnico de enfermagem 0,84% 
17.Assistente de operações audiovisuais 0,95% 
18.Estatístico 0,96% 
19.Agente de ação social 0,98% 
     Médico oftalmologista 0,98% 
20. Artesão com material reciclável 1,0%

26 de jan de 2019

Status da campanha de testes do Embraer KC-390 - 2018 - Via CAVOK BRASIL

A Embraer divulgou nesta semana um resumo sobre o status da campanha de testes do KC-390, que em 2019 deve entrar em operação com a Força Aérea Brasileira (FAB).

23 de jan de 2019

Trump reconhece Guaidó como presidente legítimo da Venezuela



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu hoje (23) Juan Guaidó como presidente em exercício da Venezuela. A declaração foi divulgada pela Casa Branca na sua conta no Twitter de forma objetiva. Guaidó se declarou nesta quarta-feira presidente da República em exercício e prometeu promover eleições gerais.


No Twitter da Casa Branca foi publicado que o “Presidente Donald Trump reconheceu oficialmente o presidente da Assembleia Nacional Constituinte, Juan Guaidó, como o presidente interino da Venezuela.” 

Cerca de 30 minutos depois, em sua conta oficial, o presidente norte-americano escreveu que “os cidadãos da Venezuela sofreram muito tempo nas mãos do regime ilegítimo de Maduro” e depois confirmou que reconheceu Guaidó como presidente interino do país sul-americano.


Juramento na Venezuela
Apontado como principal líder da oposição, Guaidó, de 35 anos, fez o juramento durante um protesto em Caracas contra o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que assumiu o segundo mandato presidencial há 13 dias.

"Hoje, 23 de janeiro de 2019, em minha condição de presidente da Assembleia Nacional, ante Deus todo-poderoso e a Venezuela, juro assumir formalmente as competências do Executivo nacional como presidente em exercício da Venezuela."

Antes do juramento, Guaidó reiterou a promessa de anistia aos militares que abandonarem Maduro e apelou para que fiquem “do lado do povo”. Segundo ele, é preciso reagir à “usurpação” do poder por parte do presidente da República, instaurar o governo de transição e eleições livres.

BOLSONARO RECONHECE NOVO GOVERNO DA VENEZUELA



Como O Antagonista antecipou, Jair Bolsonaro acaba de ir ao Twitter confirmar o reconhecimento de Juan Guaidó como legítimo presidente interino da Venezuela.

O presidente brasileiro publicou em seu perfil na rede social o mesmo texto divulgado como nota oficial pelo Itamaraty.

“Hola, sou Mike Pence”: vice-presidente dos EUA manda mensagem de apoio a venezuelanos

Jeff Mason - O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, publicou nesta terça-feira um vídeo de apoio a venezuelanos, encorajando aqueles que estão se manifestando contra o presidente Nicolás Maduro e reiterando o apoio dos EUA ao líder da oposição Juan Guaidó.

A oposição da Venezuela planeja realizar manifestações por todo o país na quarta-feira, como parte de um evento anual que marca a queda de um governo militar em 1958. Críticos do governo estão cada vez mais comparando Maduro ao ditador Marcos Pérez, derrubado do poder naquele ano.

Em um vídeo falado em inglês com algumas palavras em espanhol, Pence, que já criticou Maduro anteriormente, o declarou um “ditador” que não tem nenhum direito legítimo ao poder.

“Em nome do presidente Donald Trump e de todo o povo norte-americano, me deixem expressar o inabalável apoio dos Estados Unidos à medida que vocês, o povo da Venezuela, elevam suas vozes em um clamor de liberdade”, disse Pence, após iniciar o vídeo com a saudação “hola”, que quer dizer “olá” em espanhol.

“Nicolás Maduro é um ditador sem qualquer direito legítimo ao poder. Ele nunca ganhou a Presidência em uma eleição livre e justa e tem mantido o poder prendendo qualquer um que ouse se opor a ele.”

Pence declarou novamente o apoio dos EUA a Guaidó, com quem conversou por telefone no início deste mês, e chamou a Assembleia Nacional, que ele lidera, de o “último vestígio de democracia” no país. O vice-presidente disse que Washington apoia a decisão de Guaidó de afirmar o poder da instituição, declarar Maduro um “usurpador” e pressionar pelo estabelecimento de um governo de transição.

“À medida que vocês fizerem suas vozes serem ouvidas amanhã, em nome do povo norte-americano, nós dizemos às boas pessoas da Venezuela: estamos con ustedes”, disse, completando com a tradução: “Nós estamos com vocês, nós apoiamos vocês e permaneceremos com vocês até que a democracia seja restaurada e que vocês recuperem seu direito inato de libertad.”

Maduro tomou posse em 10 de janeiro em meio a críticas internacionais de que sua liderança é ilegítima, após uma eleição amplamente considerada como fraudulenta.

Pence tem frequentemente assumido a liderança dentro do governo Trump nas condenações a Maduro. Ele chamou a posse do presidente venezuelano de farsa e deixou claro que os Estados Unidos não reconhecem o resultado das eleições.

Reportagem de Jeff Mason; reportagem adicional de Brian Ellsworth

Economia, Venezuela e Battisti são temas de Bolsonaro em Davos



Em seu terceiro dia em Davos, na Suíça, o presidente Jair Bolsonaro tem hoje (23) reuniões sobre diversos temas, entre eles as perspectivas econômicas, políticas e sociais sobre o Brasil, as questões bilaterais, como a extradição do italiano Cesare Battisti, e o agravamento da crise na Venezuela.

O presidente terá um almoço de trabalho denominado “O Futuro do Brasil” e, em seguida, se reúne com o primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte. O encontro ocorre dez dias depois de Battisti ser capturado e preso, na Bolívia, para onde fugiu do Brasil, na tentativa de escapar da extradição.

Condenado na Itália à prisão perpétua pelo assassinato de quatro pessoas, a captura, prisão e extradição de Battisti se transformaram no principal tema da imprensa na Itália e no Brasil.

Bolsonaro concedeu entrevista exclusiva à RAI, emissora pública de televisão italiana, em que lembrou ter sua origem na região de Lucca, e disse que pretende visitar o país.

Venezuela

O agravamento da situação na Venezuela e a crise humanitária ocuparão dois momentos distintos na agenda do presidente. Inicialmente, uma reunião diplomática, e depois um jantar com presidentes latino-americanos. No intervalo, é aguardada uma declaração à imprensa.

A conversa sobre a Venezuela ocorre no dia em que os opositores promovem, em Caracas, a chamada jornada anti-chavismo e em meio a protestos intensos nas principais cidades do país. Civis e militares entram em confronto, segundo imagens divulgadas por organizações não governamentais.

Economia

Em Davos, ontem (22) o presidente discursou na abertura do Fórum Econômico Mundial e jantou com empresários. Ele ressaltou a preocupação do governo federal em promover o desenvolvimento econômico associado à preservação do meio ambiente. Também defendeu valores e reiterou a preocupação em promover mudanças, a partir das reformas que pretende implementar.

"Minha equipe sabe o dever de casa que tem que ser feito e esperamos obter esse apoio do Parlamento", disse Bolsonaro. "Minha confiança nos senhores é muito grande e sei da minha responsabilidade", acrescentou em vídeo publicado em sua conta pessoal do Twitter. 

O presidente reafirmou os compromissos de campanha e sua preocupação com o combate à corrupção e o aperfeiçoamento da segurança pública no Brasil. Acrescentou que o país tem praias, florestas e o pantanal, que precisam ser conhecidos, e convidou os presentes para vir ao Brasil.

Governo vai taxar dividendos e juros



Paulo Guedes disse ontem em Davos, em encontro organizado pelo Itaú Unibanco, que o governo vai taxar dividendos e juros.

O presidente do Bradesco, Octavio de Lazari Junior, aprovou a medida:

“O que vão fazer é reduzir a carga fiscal sobre a produção e aumentar sobre os ganhos de capital. É uma substituição de impostos coerente. O setor produtivo poderá produzir mais barato e criar mais emprego. E o tributo fica maior sobre o que de fato não gera riqueza.”

22 de jan de 2019

6 Motivos para o Brasil investir em transporte de cargas por ferrovias

Via Trole BusRenato Lobo  - Com a discussão acirrada na corrida presidencial, não faltam debates nas redes sociais em qual candidato é mais preparado para o futuro do nosso país. Porém, muitas vezes o que vemos é um bate boca que gira em torno de acusações, onde as propostas dos presidenciáveis deveriam ser levados em conta.

Na falta de debate de idéias, a logística do Brasil quase sempre é esquecida na discussão. O Via Trolebus não tem compromisso com nenhum dos dois partidos que polarizam a disputa eleitoral nos últimos anos, mas quer discutir mobilidade, e esse tema abrange também o transporte de cargas.

Nesta postagem relacionamentos 6 vantagens extraídas de uma publicação da canadense Michelle Lalande-Dery, autora do livro La suite des idées (Les Editions Lucange, Québec, Canadá), onde é relata que a via férrea possuí vantagens consideráveis. Algumas estão listadas abaixo:

1# – Numa distância de 1 km, um caminhão consome 13 vezes mais energia que um trem para transportar uma tonelada de frete.

2# – Uma via férrea de um único par de trilhos equivale a uma via expressa de 14 pistas paralelas.

3# – Um comboio de 200 vagões transporta tanto quanto 400 carretas rodoviárias.

4# – Acrescentar um único trem de frete à rede equivale a retirar da circulação até 280 caminhões.

5# – Redução dos níveis de poluição do ar, sobretudo quando o transporte ferroviário for movido a energia elétrica.

6# – No caso de locomotivas movidas a diesel, o reservatório tem capacidade para 15’000 litros. A maior parte dos trens pode percorrer mais de 1600km sem precisar reabastecer.

Por 45 minutos, Bolsonaro destacará abertura econômica e democracia


O presidente discursa hoje (22) no Fórum Econômico Mundial

Presidente da República, Jair Bolsonaro, na chegada à Suíça  Alan Santos/PR

O presidente Jair Bolsonaro discursa hoje (22), pela primeira vez, depois de eleito, no exterior. Ele participa da abertura da 39ª edição do Fórum Econômico Mundial, que reúne a elite política e econômica global, em Davos, na Suíça. Em um discurso de 45 minutos, vai destacar a disposição do Brasil na abertura econômica, no combate à corrupção e no compromisso com a democracia.

Bolsonaro chegou ontem (21) a Davos acompanhado dos ministros da Economia, Paulo Guedes; das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

“Queremos mostrar que o Brasil tomou medidas para que o mundo restabeleça confiança, que os negócios voltem a florescer entre o Brasil e o mundo, sem viés ideológico, que nós podemos ser um país bom para investimentos, e, em especial, para o agronegócio” disse ao chegar.

Imagem externa
Bolsonaro quer mostrar ainda que a economia brasileira está se modernizando, com abertura comercial, segurança jurídica para os investidores externos e reformas estruturais.

Na noite desta terça-feira, o presidente tem jantar com o fundador do Fórum Econômico Mundial, professor Klaus Schwab.

Amanhã (23), Bolsonaro participa de jantar fechado com os presidentes da Colômbia, Iván Duque; do Equador, Lenín Moreno; do Peru, Martín Vizcarra; e da Costa Rica, Carlos Alvarado Quesada. Os cinco presidentes latino-americanos assistirão a uma apresentação do presidente executivo da Microsoft, Satya Nadella.

Quinta-feira (24), está prevista a participação do presidente num almoço de trabalho sobre a globalização 4.0, que trata da quarta revolução industrial proporcionada pela tecnologia e é o tema do Fórum Econômico Mundial este ano.

Depois, a comitiva retorna a Zurique, de onde embarca de volta para Brasília, chegando à capital federal na sexta-feira (25).

Ministros
Os ministros terão agendas paralelas em Davos. Paulo Guedes tem previstas reuniões com a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, e encontros com o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo; com o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Roberto Moreno, e com o secretário-geral da Câmara de Comércio Internacional, John Denton. O ministro da Economia também se encontrará com o secretário de Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin.

Guedes também pretende reunir-se com empresários das áreas de infraestrutura, logística, energia e tecnologia e representantes de fundos de investimentos e fundos soberanos. Nos encontros, o ministro informará que a equipe econômica trabalha numa agenda calcada em quatro pilares: reforma da Previdência, privatizações, reforma administrativa e abertura comercial.

Segundo o Ministério da Economia, Guedes informará que o Brasil pretende dobrar os investimentos (público e privados) em pesquisa, tecnologia e inovação, nos próximos quatro anos, e a corrente de comércio – soma de importações e exportações – de 22% para 30% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país).

A abertura comercial defendida por Guedes ocorreria de forma gradual, acompanhada de um programa de desburocratização e de redução de impostos para empresas. Essa diminuição de tributos seria financiada por privatizações e pelas reformas que reduzirão os gastos públicos nos próximos anos.

Só seis deputados foram a todas as sessões da Câmara nos últimos quatro anos

Foram realizadas mais de 400 sessões destinadas a votação em quatro anos de legislaturaEdmilson Rodrigues/Ag. SenadoEdmilson Rodrigues/Ag. Senado

Rafael Neves   e Lúcio Big - Na atual legislatura da Câmara, iniciada em 2015 e que se encerra oficialmente no dia 31 de janeiro, somente seis deputados não faltaram a nenhuma das sessões realizadas no período, conforme levantamento do Congresso em Foco. Tiveram 100% de presença em todos os quatro anos a deputada Conceição Sampaio (PSDB-AM) e os deputados Carlos Manato (PSL-ES), Lincoln Portela (PR-MG), Marcio Alvino (PR-SP), Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) e Weliton Prado (Pros-MG).

Outros nomes que tiveram frequência quase absoluta, foram Capitão Fábio Abreu (PR-SP), Floriano Pesaro (PSDB-SP), Samuel Moreira (PSDB-SP) e Tiririca (PSDB-SP). Eles anotaram uma ou duas ausências cada.

Tiririca, por exemplo, vinha registrando presença desde seu primeiro mandato, iniciado em 2011, mas teve uma única falta (justificada) no ano passado. O comediante se reelegeu em outubro depois de ter recuado da decisão de abandonar a política.

Outro exemplo de assiduidade foi Carlos Manato, que faltou a uma sessão pela última vez em 2005, segundo ele, porque estava no funeral do pai. No ano passado Manato perdeu a eleição para o governo do Espírito Santo. Será substituído na Câmara pela esposa, Suely Manato (PSL-ES), eleita para o primeiro mandato. O deputado acabou ganhando um cargo na Casa Civil do ministro Onyx Lorenzoni (DEM-RS) e terá, entre suas atribuições, ajudar na articulação política com a Câmara.

A Câmara realizou, nesta legislatura, um total de 416 sessões destinadas a votações, aquelas geralmente realizadas às terças, quartas e quintas-feiras, em que a presença é obrigatória. Quem falta pode apresentar justificativas como atestado médico, missão oficial ou partidária para abonar a ausência e evitar um eventual desconto no salário. Se não houver justificativa, há corte no contracheque.

Dos seis deputados com 100% de frequência nesta legislatura, a única que tentou reeleição à Câmara e não conseguiu foi Conceição Sampaio, do Amazonas. A tucana deverá assumir uma secretaria na prefeitura de Manaus, comandada pelo colega de partido Arthur Virgílio Neto.

21 de jan de 2019

Ministro da Infraestrutura anuncia concessão de 3 ferrovias até 2020

Imagem ilustrativa

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, anunciou em um vídeo publicado nas redes sociais do ministério, que o governo planeja lançar três novas concessões de ferrovias até o início de 2020, num “programa ambicioso, mas possível”.

O primeiro trecho a ser concedido, em março, deverá ligar Porto Nacional, no Tocantins, a Estrela D’Oeste, em São Paulo, integrando uma conexão entre os portos de Itaqui (MA) e Santos (SP).

As outras duas concessões devem ser realizadas ainda em 2019 ou até o início de 2020, segundo Gomes de Freitas. Uma, na chamada Ferrovia de Integração Oeste-Leste, deverá ligar Caetité ao Porto de Ilhéus, na Bahia. A outra, compor uma linha chamada Ferrogrão, em Mato Grosso.



No vídeo, publicado nesse sábado (19), o ministro disse ainda que pretende realizar a prorrogação antecipada de trechos já concedidos, sendo que as outorgas devidas em decorrência da medida poderão ser pagas pelas concessionárias por meio da construção de novos segmentos ferroviários, cuja propriedade deverá ser da União.

A primeira ferrovia a ser construída dessa forma vai ser a de integração do Centro-Oeste, segundo o ministro. A previsão é que o trecho ligue Água Boa, em Mato Grosso, a Campinorte, em Goiás.

“Com essas ações, a participação do modus ferroviário na matriz de transporte deve dobrar até 2025”, disse Gomes de Freitas no vídeo, que foi compartilhado pelo presidente Jair Bolsonaro em seu perfil oficial no Twitter.

O Amigo do Paulistinha



O laudo pericial da PF sobre os repasses da Odebrecht a Lula, Edison Lobão e Delfim Netto rastreia os pagamentos realizados pelo doleiro Álvaro Novis, o Paulistinha…

A PF pode aproveitar e rastrear também o pagamento que Paulistinha fez diretamente ao Amigo, o codinome de Lula. Até hoje, ninguém explicou esse ponto das planilhas da empreiteira.

18 de jan de 2019

Bolsa bate recorde novamente e fecha acima dos 95 mil pontos pela 1ª vez


Ibovespa registrou alta de 1% nesta quinta-feira, 17; no mercado de câmbio, dólar teve terceira alta seguida e terminou a R$ 3,7484
       

Simone Cavalcanti e Altamiro Silva Junior - O Ibovespa alcançou na sessão desta quinta-feira, 17, um novo topo histórico, na marca dos 95 mil pontos. Encerrou o pregão em alta de 1,01%, aos 95.351,09 pontos com o otimismo sobre a agenda liberal do novo governo permeando os negócios e levando parcela majoritária das ações à valorização. Ainda sem a participação mais expressiva dos investidores estrangeiros, o giro financeiro ficou em R$ 15,7 bilhões. No mercado cambial, o dólar teve sua terceira alta seguida e fechou em R$ 3,7484, maior valor desde 3 de janeiro.

Bem próximo da reta final, o índice Bovespa ganhou impulso extra com os índices em Nova York indo às máximas. Notícia de que o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, propôs retirar algumas tarifas impostas sobre produtos chineses para incentivar a China a fazer concessões mais profundas nas negociações comerciais levou otimismo aos investidores.

Já por aqui, de acordo com analistas em renda variável, são altas as expectativas sobre o projeto de Reforma da Previdência que será apresentado pela equipe econômica ao presidente Jair Bolsonaro. Segundo um gestor de um fundo de investimentos, a espera é por uma mudança de regras que possam acarretar economias para os cofres federais perto de R$ 1 trilhão no prazo de dez anos. 

Analistas lembram que os dados da economia brasileira são positivos, com perspectiva de maior crescimento em um contexto de inflação e juros em baixa, o que garante a possibilidade de um lucro maior para as empresas. Aliás, do ponto de vista corporativo, Pedro Guilherme Lima, da equipe de pesquisas da Ativa Investimentos chama a atenção sobre a possibilidade de a Petrobrás seguir com seu plano de desinvestimentos após queda de liminar que impedia, entre outras, a venda da TAG - um dos ativos mais valorizados.

Dólar
O dólar teve a terceira alta seguida, acompanhando o fortalecimento da moeda americana no exterior e com as mesas de operação na expectativa por novidades sobre a reforma da Previdência. Na sessão desta quinta-feira, o dólar à vista encerrou em alta de 0,42%, a R$ 3,7484, a maior cotação de fechamento desde 3 de janeiro (R$ 3,7579). O ministro da Economia, Paulo Guedes, deve dar mais detalhes do projeto durante o Fórum Econômico Mundial, na semana que vem na Suíça. Dos seis últimos pregões, o dólar subiu em cinco e o real deixou de ser a moeda que mais ganhou valor perante a divisa americana no começo deste ano. Entre as principais divisas de emergentes, o dólar caiu mais na Rússia (-4,16%) e na África do Sul (-4,20%), enquanto recuou 3,28% aqui. 

Pela manhã, o dólar chegou a bater em R$ 3,77, o que fez alguns agentes acionarem mecanismos para reduzir perdas, o chamado "stop loss". Operadores ressaltam ainda que, quando a moeda superou os R$ 3,73, atraiu vendedores. Pela tarde, desacelerou o ritmo de alta, acompanhando a perda de fôlego da moeda no exterior, sobretudo ante o peso mexicano, e a notícia de que Guedes dará detalhes sobre a reforma na Suíça. O texto da reforma ainda não está fechado, mas deverá ser apresentado ao presidente Jair Bolsonaro antes da viajem para o evento, que vai dos dias 22 a 25. 

Se o texto e outras medidas de Bolsonaro, como a agenda de privatizações avançarem como o esperado, o Bank of America Merrill Lynch projeta que o Brasil vai receber mais recursos externos, tanto para o mercado financeiro como para investimentos, e o dólar pode terminar o ano na casa dos R$ 3,60. O banco projeta que o investimento externo direto deve crescer para US$ 90 bilhões em 2019, ante US$ 85 bilhões do ano passado. Ainda entre os bancos estrangeiros, o HSBC avalia que o Brasil é um dos emergentes mais atrativos este ano. A instituição, porém, está mais pessimista sobre o real e vê o dólar na casa dos R$ 3,80 nos três primeiros trimestres deste ano e em R$ 3,90 em dezembro.