7 de jul de 2011

ENCOMENDADO O TERCEIRO SUBMARINO NUCLEAR FRANCÊS DA CLASSE BARRACUDA

Poder Naval - No início do mês, o grupo DCNS informou que a agência francesa para compras de defesa (DGA) encomendou o terceiro submarino de ataque de propulsão nuclear da classe Barracuda, destinado à Marinha Francesa.

A encomenda faz parte do contrato concedido ao grupo em dezembro de 2006, compreendendo um total de seis submarinos nucleares de nova geração, a serem entregues entre 2017 e 2028. A classe Barracuda deverá substituir os seis submarinos nucleares de ataque da classe Rubis (foto abaixo), atualmente em serviço. Entre os armamentos que equiparão a nova classe, estão os torpedos pesados F21, de nova geração, mísseis antinavio SM39 e mísseis de cruzeiro do tipo MdCN.  Os novos submarinos deverão estar totalmente equipados para missões com forças navais da OTAN e para operações especiais.

Os dois primeiros submarinos da classe, o Suffren e o Du Guay-Trouin, estão atualmente em construção no estaleiro do grupo DCNS, em Cherbourg (França), com o apoio de unidades do grupo espalhadas pelo mundo.

                                                    FONTE / IMAGENS: DCNS

NOTA DO EDITOR: o nome do segundo submarino da classe Barracuda, Du Guay-Trouin, já foi dado a diversas belonaves francesas ao longo da história. Ele foi um comandante e corsário francês (no século XVIII, ambas as funções normalmente se sobrepunham) que, em 1711, comandou uma esquadra que realizou uma espetacular entrada na Baía de Guanabara, ocupando a cidade do Rio de Janeiro, numa expedição punitiva após saber-se da derrota da expedição de Du Clerc, realizada no ano anterior. A serviço do Rei da França, Du Guay-Trouin chegou a Comandante-Geral da Armada e Comendador da Ordem Real e Militar de São Luís.
A história da bem-sucedida invasão francesa ao Rio de Janeiro comandada por Du Guay Trouin pode ser lida em dois livros que recomendamos: “O Corsário: uma invasão francesa no Rio de Janeiro”, traz as memórias escritas pelo próprio Du Guay-Trouin em 1740, e publicadas em português em 2002 pela Editora Bom Texto. Outra obra tida como “clássica” sobre essa e outras expedições francesas é a de Augusto Tasso Fragoso, “Os Franceses no Rio de Janeiro”, publicada em 2004 pela Bibliex (as primeiras edições, também da Biblioteca do Exército, são de 1950 e 1965).

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