23 de abr. de 2026

Relatada por Alan Rick, lei cria incentivo direto à reciclagem no país


Da Assessoria - O Brasil começa a tratar a reciclagem com a seriedade que ela exige. Foi sancionada a Lei nº 15.394/2026, que muda as regras tributárias e cria condições reais para fortalecer o setor em todo o país.

A nova legislação autoriza o aproveitamento de créditos de PIS e Cofins na compra de materiais recicláveis e, ao mesmo tempo, isenta esses tributos na venda de resíduos. Na prática, isso significa menos custo para quem recicla e mais incentivo para que empresas invistam nessa cadeia produtiva.  

Relator da proposta no Senado, o senador Alan Rick teve papel decisivo na construção do texto e na defesa de uma medida que vai além da economia.

A lei atinge diretamente uma realidade que o país muitas vezes não enxerga. São milhares de brasileiros que vivem da coleta e da triagem de materiais recicláveis, responsáveis por sustentar grande parte da reciclagem no Brasil. Ao reduzir a carga tributária, o novo marco fortalece essa cadeia e reconhece o valor de quem está na base dela.

Durante a tramitação, Alan Rick defendeu que a reciclagem precisa deixar de ser tratada apenas como discurso ambiental e passar a ocupar o centro das políticas econômicas. A nova lei, transforma resíduo em ativo econômico, gera renda e estimula um modelo de desenvolvimento mais sustentável.

Mais do que uma mudança na legislação, a medida sinaliza uma mudança de visão. O que antes era visto como descarte passa a ser reconhecido como oportunidade.

Inadimplência empurra agronegócio para pior momento em 20 anos | CNN NOVO DIA

 

Da Série: Cenas tarauacaenses - 23/04/2026


 

15 de abr. de 2026

Produtor que preserva poderá pagar menos imposto, prevê projeto relatado por Alan Rick

Proposta reconhece preservação como atividade rural e cria incentivo direto para quem protege o meio ambiente


Assessoria - O senador Alan Rick (Republicanos-AC) apresentou parecer favorável ao Projeto de Lei nº 3.784/2024, que permite ao produtor rural abater no Imposto de Renda os gastos com preservação ambiental. A proposta foi aprovada na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) e segue agora para análise da Comissão de Meio Ambiente (CMA).

O texto reconhece como atividade rural ações como recuperação de áreas degradadas, proteção de matas ciliares, reflorestamento e outros serviços ambientais.

Na prática, o produtor que investir nessas ações poderá lançar esses custos como despesa, reduzindo o valor do imposto a pagar. Trata-se de um incentivo direto e quem preserva paga menos.

Relator da matéria, o senador destacou que a proposta corrige uma distorção histórica ao reconhecer economicamente quem protege o meio ambiente. “Esse projeto reconhece esse esforço e transforma a preservação em benefício real para o produtor”, afirmou.

Alan Rick também ressaltou que a medida tem impacto direto no Acre, onde produção e preservação caminham juntas e fazem parte da realidade de milhares de produtores.

A proposta segue agora para a Comissão de Meio Ambiente, dando continuidade à sua tramitação no Senado.

14 de abr. de 2026

O Papa diz que "não é político". Os fatos dizem o contrário

 

O Papa diz que "não é político". Os fatos dizem o contrário.


Papa Leão XIV disse ontem, a bordo do voo papal rumo à Argélia, que não tem medo de Trump e que a posição do Vaticano é "baseada no Evangelho, não em política externa." Disse textualmente que "não somos políticos."

Na prática, os fatos contam uma história bem diferente.

Em 9 de abril, quatro dias atrás, o Papa recebeu no Vaticano ninguém menos que David Axelrod, o principal estrategista das campanhas presidenciais de Barack Obama em 2008 e 2012, um dos operadores políticos mais influentes do Partido Democrata nas últimas décadas. A audiência foi confirmada pela própria Santa Sé. A CBS News informou que já existem negociações entre o círculo de Obama e o Vaticano para um possível encontro entre o ex-presidente e o Papa. Christopher Hale, que escreve um livro sobre o Papa e a política americana, afirmou que o encontro com Axelrod foi inesperado e que há sinais claros de uma aproximação.

Ou seja: um Papa que diz "não ser político" recebe, a portas fechadas, o MAIOR operador político da esquerda americana, e logo em seguida intensifica os ataques à administração Trump sobre a guerra no Irã.

A sequência é reveladora. Na véspera do encontro com Axelrod, o The Free Press publicou que o subsecretário de Defesa dos EUA, Elbridge Colby, havia convocado o diplomata do Vaticano em Washington e pressionado a Santa Sé a apoiar a posição americana. Imediatamente após a audiência com Axelrod, o Papa passou a classificar a guerra no Irã como "injusta" e chamou as declarações de Trump sobre destruir "toda uma civilização" de "verdadeiramente inaceitáveis."

Trump não é diplomata e nunca fingiu ser. Respondeu como sempre responde: chamou o Papa de "FRACO contra o crime" e "terrível para política externa" no Truth Social, e disse que Leão XIV deveria "parar de servir à esquerda radical." Creio que Trump errou no tom, mas e no CONTEÚDO?

Porque este Papa, que diz não fazer política, tem um padrão bastante consistente de escolher lados.

Vale lembrar: Leão XIV era braço direito de Francisco como prefeito do Dicastério dos Bispos. E durante a pandemia, o Vaticano NUNCA condenou o fechamento compulsório de igrejas por governos ao redor do mundo. Nunca criticou a segregação entre vacinados e não vacinados imposta até dentro de templos católicos. Ao contrário: o Papa Francisco chegou a declarar que a vacinação era uma "obrigação moral" e impôs a vacina como mandatória para funcionários do Vaticano e a Guarda Suíça.

Na verdade, bispos que ousaram defender a doutrina da Igreja sobre o direito à objeção de consciência foram PUNIDOS.

O Bispo Daniel Fernández Torres, de Arecibo, Porto Rico, foi removido por Francisco em março de 2022. Seu "crime"? Defender o direito dos fiéis à objeção de consciência diante da vacinação obrigatória e assinar isenções religiosas para paroquianos, algo respaldado pelo próprio catecismo católico.

Fernández Torres também se recusou a assinar uma carta dos bispos porto-riquenhos que afirmava existir um "dever moral" de vacinar-se. Foi deposto sem processo formal, sem acusação escrita, e classificou sua remoção como "totalmente injusta."

O Bispo Joseph Strickland, do Texas, sofreu o mesmo destino em novembro de 2023. Strickland criticava abertamente o que via como defesa tíbia da doutrina da Igreja diante do avanço da ideologia de gênero e do aborto. Acusou o Papa Francisco de "minar o depósito da fé." E quem conduziu a decisão de removê-lo do lado do Vaticano? O então Cardeal Robert Prevost, hoje Papa Leão XIV.

Enquanto isso, durante todo o governo Biden, um presidente que se declarava católico praticante enquanto promovia a agenda mais radicalmente pró-aborto da história americana, o Vaticano nunca emitiu uma ÚNICA crítica pública à sua administração.

O padrão é claro: bispos conservadores que defendem a doutrina são punidos. Governos de esquerda que promovem aborto e restrições a liberdades religiosas recebem silêncio diplomático. Operadores do Partido Democrata são recebidos em audiência privada. Já um presidente republicano, que tem feito muito mais pelo movimento conservador do que a própria Igreja, especialmente no seu segundo mandato, é tratado da forma mais crítica possível.

É esperado e legítimo que um Papa promova a paz e condene a guerra. Essa é uma função histórica do papado. E Trump, por sua vez, errou a mão na resposta. A postagem no Truth Social chamando o Papa de "FRACO" e "terrível para política externa" já era agressiva demais. Mas o que veio depois foi pior: uma imagem gerada por inteligência artificial que muita gente interpretou como Trump se apresentando como uma figura de Jesus Cristo. Trump negou. A imagem foi apagada posteriormente, mas o estrago já estava feito.

Nada disso, porém, invalida o ponto central: há sim uma ação POLÍTICA do Vaticano, e ela tem apresentado um alinhamento consistente à esquerda. O atual Papa pode não ser tão abertamente esquerdista quanto Francisco, mas a máquina institucional do Vaticano continua operando na mesma direção 

13 de abr. de 2026

A guerra que o mundo árabe está assistindo


Extraído de Tudo sobre Defesa - A guerra que o mundo árabe está assistindo – TUDO SOBRE DEFESA


Por Renato Marçal - Em 13 de abril de 2026, poucos dias após o cessar-fogo temporário que encerrou a fase mais intensa da Operação Epic Fury, o Oriente Médio vive um momento de inflexão histórica. Lançada em 28 de fevereiro de 2026 por Estados Unidos e Israel, a operação visou desmantelar a infraestrutura nuclear, os sistemas de defesa aérea e a liderança do regime iraniano, resultando na destruição de mais de 80% dos sistemas de defesa antiaérea iranianos, centenas de instalações de mísseis balísticos e a eliminação de figuras-chave, conforme relatado por fontes oficiais americanas e análises independentes. No entanto, o que o Ocidente interpretou predominantemente como uma narrativa de “resistência iraniana” contra o “hegemonismo americano-israelense” revela, na realidade, uma cegueira estratégica profunda: a incompreensão sistemática do imperialismo iraniano que, há quatro décadas, subverte as soberanias árabes através de uma rede de proxies não como instrumento de libertação, mas como mecanismo de ocupação colonial disfarçada de solidariedade islâmica.

Esta análise, ancorada em evidências verificadas de relatórios governamentais, análises de think tanks e vozes autênticas do mundo árabe, demonstra que o regime teocrático iraniano construiu um império paralelo que erode instituições, captura economias e instiga conflitos sectários em países como Líbano, Iraque, Iêmen, Síria e Bahrein. O Ocidente, prisioneiro de conceitos anticoloniais obsoletos e de uma obsessão pelo conflito árabe-israelense como eixo central de “injustiça regional”, legitima inadvertidamente esse projeto imperial enquanto ignora o sofrimento árabe real. A Operação Epic Fury não foi apenas uma campanha militar; foi o catalisador de um reexame árabe que o Ocidente ainda se recusa a ouvir. (Leia o artigo completo que serviu de base para esta análise: “The War the Arab World Is Watching” – Zineb Riboua, 10 de abril de 2026).


A Moldura Ocidental: Resistência ou Subjugação?

A cobertura ocidental da Operação Epic Fury seguiu quase integralmente os termos impostos pelo regime iraniano. Meios europeus e americanos retratam o Irã como a parte agredida, narrando sua “resistência” contra supostas violações de soberania. Essa narrativa ignora o contexto mais amplo: o Irã não é uma vítima passiva, mas o arquiteto ativo de uma rede de milícias que funcionam como Estados paralelos dentro de Estados árabes soberanos. Em relatórios do Departamento de Defesa dos EUA e do Belfer Center, confirma-se que o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) canalizou fundos, armas e comandos para estruturas paralelas que capturam tesouros nacionais e instalam figuras políticas leais exclusivamente a Teerã. (Veja o Fact Sheet oficial do DoD sobre a Operação Epic Fury).

No Líbano, o Hezbollah não é mera “resistência”; é uma força que mantém o Estado libanês refém das decisões de Teerã, controlando decisões políticas e militares enquanto acumula um arsenal de dezenas de milhares de foguetes. No Iraque, facções armadas — estimadas em cerca de 35 a 67 grupos dentro das Forças de Mobilização Popular (PMF) — recebem salários pagos pelo tesouro iraquiano, mas obediência direta ao IRGC. No Iêmen, os houthis respondem a comandantes iranianos enquanto lançam ataques contra civis árabes e rotas marítimas internacionais. Essas não são alianças voluntárias de “solidariedade islâmica”; são mecanismos de subjugação colonial, onde o Irã exporta sua revolução teocrática através de intermediários, erodindo soberania árabe sob o disfarce de anti-imperialismo.

Fontes independentes, incluindo relatórios da Foreign Policy e do Irregular Warfare Initiative, confirmam que o modelo de proxies iraniano vai além do apoio armado: constrói estruturas paralelas de Estado, captura sistemas financeiros e instala elites políticas cuja sobrevivência depende exclusivamente de Teerã. O resultado é uma ocupação por procuração que os árabes vivenciam como colonialismo, não libertação. O Ocidente, ao tratar essas redes como “instrumentos legítimos de resistência”, endossa um projeto imperial enquanto acredita combater outro.


O Império por Procuração: Quarenta Anos de Subversão Árabe

O imperialismo iraniano não é abstrato; é experiencial para populações árabes em seis países chave. Desde a Revolução Islâmica de 1979, Teerã investiu sistematicamente em subversão institucional, teológica e cultural. No Líbano, o Hezbollah opera como um “Estado dentro do Estado”, sequestrando a soberania nacional. No Iraque, o IRGC financia milícias que controlam parcelas significativas do orçamento nacional via petróleo. No Iêmen, os houthis transformaram o país em plataforma de lançamento contra alvos árabes e internacionais, respondendo diretamente ao IRGC. (Mais detalhes em CENTCOM – Operação Epic Fury).

Essa arquitetura não surge de um vácuo. Documentos do National Counterterrorism Center e do Belfer Center detalham como o IRGC-Quds Force fornece treinamento, financiamento e orientação estratégica, criando uma “unidade de frentes” que projeta influência sem confrontação direta. Após a Operação Epic Fury, essa rede sofreu degradação significativa: o desmantelamento de linhas de suprimento sírias, perdas de liderança no Hezbollah e redução drástica da capacidade de financiamento iraniano.

Aqui reside o paradoxo ocidental: ao enquadrar o Irã como “resistência anticolonial”, analistas e governos ocidentais invertem a realidade. O verdadeiro colonialismo é iraniano — conduzido por proxies que fragmentam Estados árabes, proliferam forças armadas paralelas e subordinam economias locais.


Irã: A Ameaça Maior e Mais Imediata para Nacionalistas Árabes

Para muitos árabes — incluindo nacionalistas seculares com reservas profundas sobre a política israelense — o Irã representa uma ameaça maior e mais imediata que Israel. Essa visão, contra-intuitiva para mentalidades ocidentais centradas no conflito árabe-israelense como “eixo primordial de injustiça”, emerge de quatro décadas de experiência vivida.

O uso retórico de Israel como álibi perpétuo para agressão iraniana é ferramenta duradoura do regime. O Ocidente amplifica isso, por vezes involuntariamente. No entanto, o desmantelamento da arquitetura de proxies abre possibilidade real de Estados árabes governarem sem interferência externa pela primeira vez em uma geração. Estados do Golfo demonstraram resiliência militar ao absorver milhares de foguetes e drones enquanto mantinham vida civil plena, refutando narrativas condescendentes sobre sua capacidade.


As Vozes Árabes: Entrevistas que o Ocidente Ignora

Dois depoimentos recentes em canal árabe patrocinado pela Arábia Saudita (Al Arabiya) encapsulam o debate autêntico no mundo árabe, conduzido em árabe e fora da vista ocidental. O escritor egípcio Ibrahim Issa e o ex-parlamentar iraquiano Faiq al-Sheikh Ali articulam, com franqueza rara, que o Irã é o inimigo primordial. (Transcrições completas disponíveis no artigo original de Zineb Riboua: The War the Arab World Is Watching).

“Quando você apoia o Hezbollah, as Forças de Mobilização Popular ou os houthis, você apoia um partido que se declara do Velayat-e Faqih no coração de um Estado árabe. Você apoia lealdade declarada ao Irã, secessão do exército, rebelião contra a soberania nacional. Isso não é traição e colaboração?” — Ibrahim Issa, em entrevista a Nayef (Al Arabiya, abril de 2026).

Issa denuncia a cultura política árabe dominada por islamismo político, nasserismo e esquerdismo desde os anos 1950-1960, que glorifica derrotas e ataca vitórias, levando ao apoio esquizofrênico ao regime iraniano que suprime até seus próprios esquerdistas. Ele compara argumentos pró-Irã a delírio ideológico: o regime não caiu do ar, mas foi esvaziado, podre e agora enfrenta seu povo.

“O primeiro, primário e fundamental inimigo é o Irã, não Israel. Como iraquiano, o que me trouxe a Israel? Não tenho fronteira com Israel. Israel não interfere em meus assuntos. O Irã — 1.400 anos — está dentro do Iraque.” — Faiq al-Sheikh Ali, em entrevista a Rasha (Al Arabiya, abril de 2026).

Al-Sheikh Ali, filho de Najaf e da hawza religiosa, descreve o Irã como ocupante que governa o Iraque via milícias escravas, espalha superstição e humilhação. Ele critica até EUA e Israel por terem tolerado governos iraquianos impostos por Teerã desde 2003. Ambas as vozes ecoam alívio árabe: EUA e Israel, outrora vistos como opressores, são processados como algo próximo a libertadores — não por gratidão, mas por alívio diante do colapso da arquitetura imperial iraniana.


Implicações Estratégicas: Um Ponto de Inflexão para o Mundo Árabe e o Ocidente

A Operação Epic Fury acelerou um reequilíbrio já em curso. O desmantelamento parcial da rede de proxies — Hezbollah enfraquecido, PMF fragmentados, houthis com capacidade reduzida — abre uma janela para os Estados árabes governarem sem interferência externa. Relatórios do Pentágono e da Foreign Policy confirmam que o Irã perdeu boa parte da sua capacidade de distribuir armas e financiar proxies na mesma escala de outrora. Estados do Golfo revelaram prontidão militar surpreendentemente boa para críticos ocidentais e nacionalistas árabes. (Detalhes operacionais completos: CENTCOM Official Page).

Para o Ocidente, a lição é urgente: continuar enquadrando o Irã como “resistência” legitima seu imperialismo enquanto ignora ameaças reais vividas por árabes.


Conclusão: Ouvir o Mundo Árabe para Entender o Verdadeiro Conflito

O mundo árabe assiste ao desmantelamento de um império que nunca adotou democraticamente, nunca foi bem-vindo e foi imposto por violência e subversão. O Ocidente, hipnotizado por narrativas iranianas e por uma lente excessivamente árabe-israelense, perdeu o enredo principal: o imperialismo iraniano como a verdadeira ameaça existencial à soberania árabe. A Operação Epic Fury não encerra conflitos; expõe a necessidade de reavaliação estratégica.

Políticas ocidentais que tratam proxies como resistência endossam subjugação. Vozes como Issa e al-Sheikh Ali — transmitidas em canais árabes — revelam alívio e clarividência que o Ocidente deve amplificar, não silenciar. O imperialismo iraniano foi exposto: não como revolução, mas como colonialismo teocrático. Ignorá-lo não é neutralidade; é cumplicidade. O futuro do Oriente Médio exige que o Ocidente finalmente ouça o que o mundo árabe vem dizendo há quarenta anos: o Irã é o colonizador, e sua derrota abre caminho para soberania real.

Renato Henrique Marçal de Oliveira é químico e trabalha na Embrapa com pesquisas sobre gases de efeito estufa. Entusiasta e estudioso de assuntos militares desde os 10 anos de idade, escreve principalmente sobre armas leves, aviação militar e as IDF (Forças de Defesa de Israel)

9 de abr. de 2026

Tropas do Exército brasileiro são atacadas por traficantes na fronteira entre Brasil e Colômbia

Dos quatro criminosos armados com fuzis, um foi morto em confronto com militares, outro foi preso e dois escaparam


Por Heitor Mazzoco - Um acusado de tráfico internacional de drogas está preso no interior do Amazonas por ter participado de ataques com uso de armamento pesado contra militares do Exército brasileiro na divisa entre o Brasil e a Colômbia em três ocasiões nas últimas semanas. Um outro criminoso baleado não resistiu e morreu.

De acordo com a Justiça Militar da União, a ocorrência começou em 24 de março, “quando militares do Comando de Fronteira Solimões, vinculado ao 8º Batalhão de Infantaria de Selva, realizavam patrulhamento de reconhecimento na região de Igarapé Urutaui, área marcada por rotas de tráfico internacional. Na ocasião, a patrulha entrou em contato com quatro indivíduos. Um deles, armado com fuzil, abriu fogo contra os militares, que reagiram. Após a troca de tiros, os suspeitos fugiram pela mata”.

Já no dia 30 de março, os militares voltaram a ser surpreendidos por disparos enquanto realizavam uma pausa para almoço. Houve novo confronto e solicitação de reforço. “Com a chegada de apoio no dia seguinte, a operação foi retomada, mas, cerca de 20 minutos depois, a tropa voltou a ser atacada”, informou a Justiça Militar em nota.

No confronto mais intenso, um dos criminosos foi gravemente ferido, foi socorrido, mas morreu. Outro acabou capturado em meio à selva. Dois conseguiram escapar. Segundo informações divulgadas pela Justiça Militar, o preso tem 25 anos e afirmou em audiência de custódia que atuava no transporte de drogas na região ao mencionar carregamento de “marijuana”.

O colombiano detido está sendo investigado por tráfico internacional de drogas e resistência mediante ameaça ou violência contra militares no exercício da função. A prisão do acusado foi mantida depois de audiência de custódia diante do contexto de confronto armado e indícios de participação em organização criminosa. A ação tramita desde a segunda-feira, 6, no Juízo das Garantias na Auditoria da 12ª Circunscrição Judiciária Militar e está sob sigilo.


FONTE: Veja

6 de abr. de 2026

Foragido por tentativa de estupro contra criança é preso após mais de 20 anos em Sena Madureira

Foto de Cris Menezes


Cris Menezes - Nesta segunda-feira (6), uma ação da Polícia Civil do Acre resultou na prisão de um homem acusado de tentativa de estupro contra uma menina de apenas 10 anos. O crime ocorreu em 2001, e o suspeito estava foragido desde então.

A captura aconteceu em Sena Madureira, no centro da cidade, onde o acusado aparecia ocasionalmente para receber benefícios sociais e comprar mantimentos. De acordo com os investigadores, ele vivia escondido na zona rural e já vinha sendo monitorado, até que os policiais identificaram o momento ideal para agir com segurança.

O mandado de prisão foi expedido com base no processo nº 0000162-90.2002.8.01.0011, da Comarca de Sena Madureira. Segundo as investigações, o homem utilizava a proximidade com a família da vítima para cometer os abusos, passando a mão nas partes íntimas da criança e fazendo propostas de cunho sexual.

A vítima teria sofrido as investidas por cerca de um ano, até conseguir relatar os fatos à avó, que denunciou o caso às autoridades na época.

Mesmo após mais de duas décadas, a prisão demonstra o trabalho contínuo da Polícia Civil no combate a crimes contra vulneráveis, reforçando que esse tipo de crime não prescreve na memória das vítimas nem no compromisso das forças de segurança.

O suspeito foi encaminhado para os procedimentos legais e deverá passar por audiência de custódia, onde o Poder Judiciário decidirá se ele permanecerá preso ou se responderá ao processo em liberdade, mediante medidas cautelares.

25 de mar. de 2026

Senado avança em projeto que cria o “Selo Verde Café Amazônia”


Por Wanglézio Braga - A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CAR) aprovou, na semana passada, o projeto de lei que cria o Selo Verde Café Amazônia, iniciativa que busca valorizar a produção sustentável na região. A proposta pretende certificar produtores que respeitam normas ambientais e trabalhistas na cadeia do café, fortalecendo a imagem do produto amazônico no mercado.

O texto estabelece critérios para concessão do selo a cafeicultores e cooperativas que adotem práticas responsáveis, como sistemas agroflorestais, integração lavoura-pecuária-floresta e manejo conservacionista. A certificação deve estimular a produção sustentável e ampliar a competitividade do café da Amazônia Legal.

O selo terá validade de dois anos, com possibilidade de renovação, e poderá ser utilizado como ferramenta de divulgação dos produtos. A medida busca agregar valor ao café amazônico e abrir novas oportunidades nos mercados nacional e internacional, além de incentivar boas práticas no campo.

Após a aprovação na comissão, o projeto segue para análise da Câmara dos Deputados, caso não haja recurso para votação no plenário do Senado. A proposta ainda prevê monitoramento, inclusive remoto, para garantir o cumprimento dos critérios exigidos pelos produtores certificados.

19 de mar. de 2026

1º voo do C-390 Millennium da Força Aérea da República da Coreia (ROKAF)

 Não houve intercorrência nos testes 




16 de mar. de 2026

Artigo científico liderado por professor da Ufac pede revisão de nomes de jacarés


Por Wanglézio Braga com informações da Ascom UFAC - Um pesquisador da Universidade Federal do Acre (Ufac) participou de um estudo internacional que propõe mudanças na forma como os jacarés são classificados pela ciência. O professor Giovanne Mendes Cidade, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza, é o primeiro autor do artigo “Nomenclatura Filogenética de Caimaninae (Crocodylia: Alligatoroidea)”, publicado na revista científica Historical Biology desde 4 de março. Estudo liderado por pesquisador da Ufac propõe nova classificação científica para jacarés atuais e extintos, resultado de uma cooperação internacional entre cientistas de vários países.

O trabalho apresenta uma proposta de nomenclatura filogenética para diferentes grupos de jacarés, incluindo espécies que ainda vivem na Amazônia, como o jacaré-açu e outros representantes do grupo. Pesquisa revisa a classificação evolutiva dos jacarés e estabelece novos nomes científicos para clados da família Caimaninae, com o objetivo de organizar melhor as relações evolutivas entre esses animais.


Ao todo, o estudo define sete grupos evolutivos, entre eles Caimaninae, Bottosauria, Caimanini, Jacarea, Purussauria, Purussauridae e Nettosuchidae. A pesquisa reúne informações detalhadas sobre cada clado, incluindo histórico taxonômico, registros fósseis, características evolutivas e dados sobre divergência entre espécies. Segundo os autores, a proposta busca criar uma base mais consistente para estudos futuros sobre a diversidade dos crocodilianos.

O trabalho também inclui jacarés extintos que fizeram parte da antiga fauna do Acre, como Purussaurus e Mourasuchus, cujos fósseis ajudam a contar a história evolutiva da região amazônica. Pesquisa científica destaca importância dos fósseis encontrados no Acre para entender a evolução dos jacarés, muitos deles preservados no Museu de Paleontologia da universidade.