Nova rodada de pesquisa da Delta Agência de Pesquisa em parceria com os portais Notícias da Hora, Folha do Acre e Alerta Cidade realizada entre 25 e 30 de abril com 1.006 eleitores nos 22 municípios do Acre, consolida o ex-governador Gladson Cameli na liderança da corrida ao Senado com 26,79% das intenções de voto no cenário estimulado. O senador Márcio Bittar aparece em segundo, com 16,60%, seguido por Jorge Viana (13,67%), Mara Rocha (10,64%), Sérgio Petecão (7,65%) e Eduardo Veloso (6,16%). O índice de indecisos, de 15,01%, mantém a disputa aberta, sobretudo na definição da segunda vaga.
No recorte do primeiro voto, indicador decisivo em eleições com duas cadeiras, Cameli amplia de forma expressiva sua vantagem e atinge 38,27%, mais que o dobro de Jorge Viana, que soma 16,80%. Bittar registra 12,72%, seguido por Mara Rocha (9,05%) e Petecão (5,96%). O desempenho reforça uma base consolidada e estável do ex-governador, que mantém liderança contínua ao longo das pesquisas realizadas desde 2025, ainda que com leve acomodação recente em um cenário mais pulverizado.
A análise comparativa com levantamentos anteriores confirma essa tendência. Em 2025, Cameli já aparecia acima dos 30%, enquanto Bittar orbitava próximo dos 18%. Em 2026, os números mostram oscilações dentro da margem, mas sem alteração na hierarquia: Cameli segue na dianteira, enquanto Bittar se firma como principal nome na disputa pela segunda vaga. Jorge Viana, que já figurou com percentuais mais robustos em ciclos passados, mantém desempenho competitivo, porém limitado por maior rejeição.
Quando testado um cenário sem Cameli, o quadro se reorganiza de forma imediata. Bittar assume a liderança com 25,35%, seguido de perto por Jorge Viana (22,47%) e Mara Rocha (14,31%). Petecão e Eduardo Veloso aparecem em posições mais distantes. O dado evidencia que o eleitorado hoje concentrado em Cameli não se transfere automaticamente para um único adversário, fragmentando ainda mais a disputa e favorecendo quem tem maior capilaridade.
Nesse ponto, Bittar se destaca. Ele lidera o segundo voto nos dois cenários simulados, com 20,48% e 19,58%, respectivamente, consolidando-se como opção recorrente do eleitor para composição da dupla de eleitos. A performance sugere presença além da base principal e capacidade de crescimento na reta final, sobretudo em uma eleição onde o segundo voto tende a ser decisivo.
Os índices de rejeição reforçam o desenho atual. Jorge Viana lidera com 23,36%, seguido por Petecão (14,91%). Cameli aparece com 11,03%, patamar mais baixo entre os principais nomes, o que contribui para a manutenção de sua vantagem. Bittar, embora não lidere nesse quesito, apresenta desempenho competitivo ao equilibrar intenção de voto e menor resistência relativa em cenários alternativos.
O conjunto dos dados aponta um cenário com liderança clara e disputa aberta. Cameli consolida-se como favorito, sustentado por recall eleitoral e baixa rejeição, enquanto Bittar se posiciona como peça-chave na definição da segunda vaga, com ताकe consistente no segundo voto e desempenho crescente quando o líder sai de cena. A fragmentação entre os demais concorrentes — Jorge Viana, Mara Rocha, Petecão e Veloso — mantém o tabuleiro em movimento e indica que a corrida ao Senado no Acre seguirá competitiva até os estágios finais.
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