4 de abr. de 2014

A REGRA É CLARA! NÃO É ARN ÓBI vi O?


Vejam como são as coisas.

Há pouco tempo, há muito pouco tempo mesmo, o Acre o melhor lugar pra se viver queria ser candidato a sede da copa do mundo, hoje com a declarada situação de emergência pela cheia do rio madeira foi tudo por água abixo.

Isso é tão Acre? Não! Isso é tão Brasil, o país que navega sem o rumo das prioridades achando porque cresceu 2,3% (abaixo de sua própria expectativa), já pode dar suas puladinhas? E o ‘Pibinho’, a volta da inflação, cambio descontrolado, BNDS, salvando o superávit primário, a produção do etanol que não dá cheiro, a Petrobras quebrando; sem falar na divida externa triplicando.

É óbvio que todo ano isso pode acontecer, é previsto, mas em nome do poder a todo custo, à política do pão e circo continua falando mais alto, assim como o porre de democracia em nome do politicamente correto que não passa. O Problema é que para essa ressacar passar a farsa da educação tem que acabar, mas isso não interessa aos detentores do apito. Estádios feitos as pressas têm estrutura desmoronando, tem estrutura caindo e matando operário e nos entornos, muito pouca coisa foi feita, até plataforma de petróleo já ta inclinando.

Com uma produção industrial inócua que não consegue absorver centenas de estudantes que estão na porta do mercado de trabalho e dependendo de tudo e de todos só me resta fazer umas perguntas?

EMERGÊNCIA NÃO SERIA UMA PONTE AOS MOLDES DA RIO NITERÓI NOS TRECHOS QUE TRANSBORDARAM? 

PARA QUEM FALA EM ECLUSA TUDO É POSSÍVEL.

O ACREANO CONTINUARÁ COMENDO BOLA?

Será que vai acontecer novamente? 
Nosso Reichstag já começou a fazer fumaça depois do que aconteceu no STF. Desejo aos partidos, boas partidas, enquanto nossa língua continuar sendo o futebolês. Bom, que essa seja a última vez.

ENQUANTO ISSO NO PAÍS DA COPA - BELO HORIZONTE - AEROPORTO DA PAMPULHA CIDADE QUE É SEDE DA COPA DO MUNDO


" Senhores passageiros aqui quem fala é o comandante:
Apertem os cintos que durante nossa amerrissagem pode haver balcões, computadores, cadeiras ou bancas de revistas pela proa.
No mais agradecemos por voar na Pluvi Airlines" .

CHARGES DO DIA - 04/04/2014

TRIBUTO AO PASSADO - REVISTA ANTIGA DE RONDÔNIA - 19




VÍDEO DO TRATOR ATRAVESSANDO CAMINHÕES NA BR-364 - BAIXOU, MAS AINDA HÁ DIFICULDADES


AC 24HS

RO: RIO MADEIRA SE ESTABILIZA EM 19,62m DURANTE A SEMANA E PREOCUPAÇÃO É COM "PÓS CHEIA" - FOTOS

RONDÔNIA AO VIVO - Na aferição realizada no início da manhã desta quinta-feira (03) pela Agência Nacional de Águas (ANA) a cota do níveo do rio Madeira na Capital estava marcando 19,62m, mostrando uma estabilidade já aguardada pelo Sistema de Proteção da Amazônia e técnicos. No final de semana passada o nível chegou a marcar 19,71m.

A preocupação da Prefeitura e Defesa Civil no atual momento diz respeito a contaminação das águas da cheia em várias áreas da cidade, onde moradores e populares estão sujeitos a contrair doenças neste período, como cólera, febre tifóide e leptospirose. Mesmo com a campanha de conscientização e força tarefa em visitas a essas localidades ainda tem consumo de peixes contaminados e mesmo uso de águas pútridas.

A vazante do rio que deve ocorrer em meados de abril vai fazer com que as águas abaixem, outra preocupação identificada como “pós cheia”, quando as áreas atingidas, principalmente bairros da área ribeirinha e portuária da capital devem avaliar os prejuízos e as providências a serem tomadas em relação as moradias e condições de permanecer no local, já que se tratam de áreas de riscos.

A prefeitura de Porto Velho tem uma comissão de técnicos para analisar justamente essa questão, chamada de “Sala de Reconstrução, e vai resolver o problema de moradia para as vítimas da cheia que tiveram suas casas inundadas. Onde deve estudar e apresentar alternativas de moradias a essas famílias que não sejam nas áreas atingidas.

Confira abaixo as mais recentes fotos da maior cheia do rio Madeira.

 

3 de abr. de 2014

CONHEÇA A IMPORTÂNCIA DO ITA (INSTITUTO TECNOLÓGICO DE AERONÁUTICA

DA SÉRIE: VALE À PENA LER DE NOVO - 03/04/2014

"Pessoas engajadas em tarefas monótonas são suscetíveis a cometer erros ocasionais que podem trazer sérias conseqüências."

Cientistas europeus e norte-americanos identificam que
o cérebro apresenta atividade anormal pouco
antes de o dono cometer um erro durante 
a execução de uma
tarefa ou trabalho monótono

Agência FAPESP – A frase, que se aplica com perfeição a Homer Simpson, personagem de desenho animado constantemente envolvido em trapalhadas na usina nuclear em que trabalha, foi o ponto de partida de um estudo feito por pesquisadores europeus e norte-americanos, que procuraram investigar o que estaria por trás do tal fenômeno.

Segundo os cientistas, pessoas em tais situações exibem atividade cerebral anormal pouco antes de a falha ser cometida. O estudo será publicado esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas).

Os autores da pesquisa usaram equipamentos de ressonância magnética para investigar o que ocorre na atividade cerebral em situações de erros em meio a tarefas monótonas. Segundo eles, as falhas humanas em tais situações não são apenas resultantes de flutuações momentâneas na concentração ou na atividade cerebral como se suspeitava.

Tom Eichele, da Universidade Bergen, na Noruega, e colegas descobriram que algumas regiões no cérebro apresentam alteração em sua atividade normal em até 30 segundos antes de o indivíduo cometer um erro. Tais áreas incluem uma que engloba diversas regiões corticais e que mostrou um aumento gradual na atividade durante os experimentos.

Os autores verificaram que a atividade cerebral diminuiu em regiões associadas com a manutenção do esforço durante a realização de tarefas antes que um erro ocorresse. Uma vez que os indivíduos cometeram e identificaram seus erros, eles voltaram às tarefas, reinicializando o padrão de atividade.

Os responsáveis pela pesquisa destacaram que os resultados poderão ajudar a estimar – e até mesmo a prever – erros antes que eles ocorram, o que ajudaria na melhoria da segurança no ambiente de trabalho, por exemplo.

O artigo Prediction of human errors by maladaptive changes in event-related brain networks, de Tom Eichele e outros, poderá ser lido em breve por assinantes da Pnas em www.pnas.org

SAI FORA URUBULINO - SEM CHUVAS NA BOLÍVIA RIO MADEIRA DEVE BAIXAR MAIS UM POUCO



Já começa a faltar as coisas cebola não se encontra mais e as que têm já são cobrados preços exorbitantes. No Jordão notícias dão conta que o óleo de soja já está custando R$ 8,00.

Imagem Inmet

MARCIO BITTAR E GLADSON CAMELI ASSINAM CPI PARA INVESTIGAR ESCÂNDALO NA PETROBRAS


No Senado, o presidente Renan Calheiros (PMDB-AL) abriu caminho para o início do funcionamento da CPI da Petrobras.

Bittar e Cameli, em Brasília, assinam CPI
 para investigar denúncias na Petrobras/Foto: Assessor
CONTILNET - O primeiro secretário da Câmara, Marcio Bittar (PSDB-AC), e o deputado Gladson Cameli (PP-AC), assinaram nesta quarta-feira, 2, o requerimento para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com a finalidade de apurar denúncias envolvendo a Petrobrás, a maior empresa brasileira. Entre os itens a serem investigados na CPI está a compra da refinaria de Pasadena (EUA) pela Petrobrás, indícios de pagamento de propina a funcionários da estatal pela companhia holandesa SMB Offshore, denúncias de que plataformas estariam sendo lançadas ao mar faltando uma série de componentes e indícios de superfaturamento na construção de refinarias.

“As denúncias são gravíssimas e precisam a ser investigadas com rigor”, disse Bittar. Ele explicou que assinou o pedido da CPI da Petrobrás “para defender um patrimônio público e que também pertence a milhões de brasileiros, que possuem ações da empresa”. Além das denúncias atuais, Bittar defende ainda a investigação sobre a apropriação de uma refinaria da Petrobrás pelo governo da Bolívia e o contrato firmado entre a estatal brasileira e a PDVSA, da Venezuela. Por seu lado, Gladson Cameli diz que “há muitas situações nebulosas relacionadas à Petrobrás que precisam ser devidamente esclarecidas”.

No Senado, o presidente Renan Calheiros (PMDB-AL) abriu caminho para o início do funcionamento da CPI da Petrobras naquela Casa. Ele rejeitou questionamento do PT pedindo que a comissão de inquérito não seja instalada.

Compra da refinaria

A compra da refinaria de Pasadena saiu mais cara do que se sabia para a Petrobrás. A empresa fez um pagamento extra de US$ 85 milhões, o que elevou o valor total pago pela estatal brasileira para US$ 1, 3 bilhão. Em 2005, a Astra Oil comprou a refinaria por US$ 42 milhões e investiu nela outros US$ 84 milhões, o que dá US$ 126 milhões.

Em 2006, a Petrobras comprou metade da refinaria. Pagou US$ 190 milhões pelas ações e US$ 170 milhões pelo estoque que havia naquele momento. A empresa brasileira afirmou que teve que pagar outros US$ 56 milhões de dólares em impostos, conforme um documento encaminhado à agência que regula o mercado financeiro nos Estados Unidos. Total pela primeira metade: US$ 416 milhões.

Em 2008, a sócia belga se baseou em uma cláusula contratual para forçar a Petrobras a comprar os outros 50%. A Justiça americana decidiu que o preço seria de US$ 639 milhões. A Petrobras recorreu e, depois de quatro anos de processo, perdeu. Em 2012, o valor foi corrigido para US$ 820 milhões.

ISOLADA E COM UM DOS PIORES IDH DO BRASIL, A CIDADE DE JORDÃO AINDA CONSERVA COSTUMES QUE COLOCAM EM RISCO A SAÚDE DE SEUS MORADORES


FOTO: KÉSIO ARAÚJO

Jairo Carioca – da redação de ac24horas - Jordão, na mesorregião do Juruá, fronteira com o Peru, no Acre, ficou conhecida recentemente por ser o município com um dos piores IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do país. Em uma escala de 0 a 1, a nota obtida pela cidade foi de 0,469, o que faz com que figure na faixa de áreas com pouco desenvolvimento humano.

O município segundo pior em qualidade de vida do estado não consegue esconder sua pobreza. 1.589 famílias dependem da transferência do governo federal através do Bolsa Família e Brasil Carinhoso para sobreviver. Quase a metade da população de 6.557 habitantes é analfabeta. A cidade convive com problemas em todas as áreas e enfrenta uma realidade em que falta quase de tudo, principalmente saúde, educação e saneamento.

O consumo de carne bovina sem fiscalização sanitária não é “privilégio” da população rural. Ele também acontece na cidade. Alguns costumes são conservados mesmo colocando em risco a saúde da população. Os três açougues existentes na cidade comercializam carne sem procedência. Para piorar ainda mais a situação, com as péssimas condições do ramal da Integração – por onde são escoados 80% da carne bovina – o transporte do produto passou a ser feito em carroças de boi e no lombo de diaristas.

“Aqui não tem local para o abate de animais. Cada um faz do jeito que pode. De tiro, a golpes de machado, vale tudo”, disse Farias. Ele conta que as carcaças de boi transportadas nos ombros de diaristas passam em frente da Delegacia de Policia Civil que fica ao lado de sua casa, na zona central do município. E que a cena inusitada é uma rotina na vida dos jordãoenses.  “A população consume a carne sem saber sua procedência e ainda transportada de forma irregular; não tem outra opção”, acrescenta um vendedor do produto.

A Associação de Produtores Rurais foi procurada pela reportagem, mas em fase de transição administrativa, ninguém está autorizado a falar em nome da instituição. Procurado, o secretário de saúde do município, Antônio Ferdinei, alegou falta de tempo para tratar do assunto. Antes de desligar o telefone, o secretário ainda confirmou que a cidade tem o serviço de vigilância sanitária. Mas não soube explicar porque ela não atua para o combate do abate clandestino.

Jordão está sem prefeito e vice-prefeito. Quem assume interinamente os destinos do município é o vice-presidente da Câmara de Vereadores de Jordão, Rosenildo Melo, o Dóda (PT). Ele não foi encontrado para falar sobre o assunto.

Por telefone, o prefeito Elson Farias não escondeu a decepção com a imagem divulgada pela rede mundial de computadores. “Me deixa triste como prefeito ver essa imagem, mas no período invernoso essa é a única forma de trazer o produto”, disse Elson Farias.

Farias explicou que em parceria com o governo do Acre, um investimento de R$ 1 milhão será feito na construção de um abatedouro municipal e aquisição de um caminhão frigorífico para o transporte adequado da carne bovina. Acrescentou que o ramal da Integração que liga a região do Murú com o município vai receber recursos de emendas federais para garantir a trafegabilidade de inverno a verão. Com relação à vigilância municipal do município, o chefe do executivo disse que não existe nenhum

Jordão fica isolado do resto do estado. Para chegar ao município, partindo de Rio Branco, via aérea, é necessário viajar (450 km em linha reta) em aviões pequenos. De barco a viagem pode ser feita em cinco dias dependendo da época do ano. A cidade está localizada na junção entre os Rios Tarauacá e Jordão.

SÓ FALTOU CHAMAR A POLÍCIA MILITAR PRA PRESTAR SEGURANÇA

 


Fotos: Fabiana Monteiro/Arquivo pessoal
 G1

TRIBUTO AO PASSADO - REVISTA ANTIGA DE RONDÔNIA - 18

2 de abr. de 2014

AEROPORTO INTERNACIONAL DE RIO BRANCO ESTÁ FECHADO PARA POUSO E DECOLAGENS


Jairo Carioca – da redação de ac24horas - O Aeroporto Internacional de Rio Branco está fechado para pousos e decolagens de grandes aeronaves. A informação foi confirmada pela Infraero. Um funcionário identificado como Willamis disse que o problema ocorreu após a decolagem de um avião na manhã de hoje.

 “No momento o aeroporto está com restrição de tamanho de pista, sendo permitido apenas o pouso e decolagem de pequenas aeronaves”, disse.

Outro servidor que pediu para não ter seu nome revelado informou que uma cratera se formou em 1000 metros da pista do aeroporto. A informação não é confirmada oficialmente. Ainda de acordo a Infraero, até às 17 horas de hoje o problema será solucionado.

Internautas que estão em Cruzeiro do Sul foram os primeiros a informar pelas redes sociais, o fechamento do aeroporto em Rio Branco. 

JORNALISTA DENUNCIA CENSURA E PEDE DEMISSÃO - DE LÁ PRA CÁ QUAIS AS PROVIDÊNCIAS QUE FORAM TOMADAS PELOS "ÓRGÃOS" DA LIBERDADE?


O jornalista Paulo Beringhs, que trabalhava até então no noticiario da TV Brasil Central, TV essa que era mantida pelo governo de Goiás, declarou ao vivo que estava sendo censurado pelo governador Alcides Rodrigues (PP). A declaração foi feita, durante a transmissão do Jornal "Brasil Central", na noite de quarta-feira (20-10-2010). 

ROCHA É IMPEDIDO DE ENTRAR NA ALEAC COM BICICLETA ELÉTRICA COMPRADA POR R$ 2.400,00


Modelo é o mesmo comprado pelo governo pelo valor de R$ 2.700.


Rocha é impedido de entrar na Aleac com bicicleta
 elétrica comprada por R$ 2.400

Gina Menezes, Da Agência ContilNet - Proibido de entrar na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) com uma bicicleta elétrica e dezenas de cartazes em protesto contra supostos beneficiamentos em licitações por parte da empresa Engeplan, o líder do PSDB, Wherles Rocha, afirmou que a sessão de quarta-feira (2) foi cancelada pela Mesa Diretora para impedir que ele se manifestasse, da tribuna da Casa, sobre o assunto.

O líder do PSDB na Aleac pretendia mostrar no plenário uma bicicleta elétrica no valor de R$ 2. 400, o mesmo modelo das adquiridas pelo governo pelo valor de R$ 2.700 da empresa Engeplan, de propriedade de uum secretário de Estado.

Rocha afirmou à imprensa que o presidente da Aleac, Élson Santiago, não levou em conta o fato de haver 11 parlamentares na Casa, totalizando quórum suficiente, e que cancelou a sessão para impedir que a denúncia contra a empresa Engeplan, pertencente ao ex-secretário Cassiano Marques e que atua no fornecimento de bicicletas elétricas para atender alunos da zona rural, fosse formalizada.

“Tinha deputados suficientes em plenário; eram sete deputados e mais os que estavam no Salão Nobre. Cancelaram por vontade própria e para que eu não denunciasse”, diz.

De acordo com o presidente da Casa, Élson Santiago, o cancelamento da sessão não teve a ver com qualquer tentativa de proibir manifestos.

“Não tinha quórum suficiente e nós encerramos, também, para receber os pais de autistas que vieram à casa legislativa”, diz.

No momento em que a sessão foi cancelada, estavam presentes à Aleac os deputados Manoel Moraes (PSB), Jonas Lima (PT), Walter Prado (PROS), Gilberto Diniz (PTdoB), Eduardo Farias (PCdoB), Hélder Paiva (PEN), Wherles Rocha (PSDB), Marileide Serafim (PSL), Denílson Segóvia (PEN) e o presidente da Mesa Diretora, Élson Santiago.

DA SÉRIE: ARTESANATO TARAUACAENSE - CÁLICE DE MADEIRA

POR DECRETO, PAPA DECLARA ANCHIETA SANTO HOJE


Igrejas de SP tocarão sinos às 14h para celebrar a data; veja programação

José Maria Mayrink - O Estado de S.Paulo - Os sinos de todas as igrejas de São Paulo vão tocar, por determinação do cardeal-arcebispo d. Odilo Scherer, às 14 horas de hoje, no instante em que o papa Francisco assinar, no Vaticano, o decreto de canonização do jesuíta beato José de Anchieta, o Apóstolo do Brasil. O secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), d. Leonardo Steiner, recomendou a todas as dioceses que participem da comemoração, acompanhando a iniciativa do cardeal de São Paulo.

Manto de José de Anchieta, que está na Igreja do Pátio do Colégio,
 em SP - Hélvio Romero/Estadão
A principal celebração será feita no centro da capital paulista, no Pátio do Colégio, antigo Colégio de Piratininga, criado por Anchieta e pelo padre Manoel da Nóbrega em 25 de janeiro de 1554, data que coincide com a fundação da cidade de São Paulo. À noite, haverá celebrações nas paróquias, com o canto ou recitação do Te Deum laudamos (Deus, vos louvamos), em ação de graças pela canonização.

D. Odilo presidirá uma cerimônia na Catedral da Sé, às 18 horas, e no Pátio do Colégio será cantado Te Deum às 19h30. Nos dois locais será descerrado um painel de sete metros com estampa de Anchieta.

No domingo, às 11h, o cardeal celebrará missa em homenagem a São José de Anchieta, na Catedral da Sé. Antes da cerimônia, haverá, às 10h, uma concentração no Pátio do Colégio, de onde os devotos sairão em procissão, acompanhando uma relíquia - um pedaço do fêmur do novo santo.

Missa. Às 18h do dia 24, o papa celebrará missa em homenagem a São José de Anchieta na Igreja de Santo Inácio, em Roma. O organizador da cerimônia, o jesuíta padre César Augusto dos Santos, um dos vice-postuladores da causa de canonização, informou que estão sendo convidadas mil pessoas, entre as quais membros da CNBB. Um convite será encaminhado também ao governo brasileiro, por meio da Embaixada do Brasil na Santa Sé.

Padre Geraldo Lacerdine, porta-voz da Companhia de Jesus em São Paulo, informou que os jesuítas estão programando uma grande celebração de ação de graças para 9 de junho, festa litúrgica de São José de Anchieta. Ele foi beatificado em 1980 e é lembrado nessa data, por ser o dia de sua morte. No dia 2 de junho, às 19h, os jesuítas cantarão o Te Deum na Igreja de São Luís, na esquina da Avenida Paulista com a Rua Bela Cintra.

Decreto. Francisco vai canonizar também os beatos franceses François de Montmorency-Laval e Maria da Encarnação Guyart, missionários que evangelizaram o Canadá.

A canonização de Anchieta será por decreto, dispensando a exigência de comprovação de um milagre. A iniciativa de fazer desse modo partiu do próprio papa Francisco. A assinatura dos decretos ocorrerá em audiência do papa ao cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos. 

ENQUANTO ISSO NO PAÍS DA COPA...02/04/2014


CRUZEIRO DO SUL - MAIS DE UMA ANDORINHA FAZ VERÃO?

TRIBUTO AO PASSADO - REVISTA ANTIGA DE RONDÔNIA - 17

1 de abr. de 2014

DA SÉRIE: TRÂNSITO EM TARAUACÁ - 01/04/2014



O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE...

AGORA NÃO PRECISA MAIS PERGUNTAR: LIO, TEM TAPIOCA DE QUE? TAI, É SÓ OLHAR E ESCOLHER O SABOR


FLORESTA SERTANEJA - UM POUCO DE HISTÓRIA



Em longa viagem à Amazônia, o escritor se depara com os mesmos brasileiros de Os Sertões. Desta vez como migrantes, trabalhando nos seringais

Revistadehistoria/Nísia Trindade Lima - A geografia sugere um contraste inconciliável: a árida caatinga e a exuberante floresta amazônica parecem viver realidades isoladas uma da outra. Mas a ocupação humana tratou de aproximá-las. Expulsos pelas secas, sertanejos nordestinos foram atraídos para a Amazônia pelo ciclo da borracha a partir das últimas décadas do século XIX. E em 1904, apenas dois anos após a publicação de Os Sertões, o autor da mais profunda obra sobre a vida daquela gente se deparou com seus personagens imersos em um novo contexto. 

Euclides da Cunha foi enviado à Amazônia após ser designado chefe da Comissão Brasileira de Reconhecimento do Alto Purus. Criada pelo barão do Rio Branco, ministro das Relações Exteriores, a missão tinha o objetivo de elucidar dúvidas relativas às fronteiras entre Brasil e Peru. Mesmo após a cessão do território do Acre pela Bolívia, assegurada pelo Tratado de Petrópolis (1903), eram frequentes os conflitos armados entre seringueiros brasileiros e extratores de caucho (um tipo de seringueira) peruanos, nos vales dos rios Juruá e Purus. 

O escritor partiu para a região em dezembro de 1904. Após visitar Belém, seguiu para Manaus, cidade agitada, descrita por ele como uma “Meca tumultuária”. Uma série de obstáculos adiou o início das atividades da Comissão, que após três meses enfim percorreu a calha do Rio Purus de abril a outubro de 1905, em meio a muitas dificuldades. Saindo na época da vazante dos rios, eles tiveram que fazer grande parte do percurso a pé, sem mantimentos suficientes e enfrentando doenças como a malária.

Quando foi escalado para chefiar a Comissão, Euclides estava sem emprego fixo, colaborando com os jornais O Estado de S. Paulo e O Paiz, no Rio de Janeiro. Foi nessas folhas que escreveu pela primeira vez sobre a Amazônia e os problemas de fronteira entre Brasil e Peru. Referia-se, sobretudo, à necessidade de os peruanos chegarem ao Atlântico, o que motivara os conflitos diplomáticos. Em “Contra os caucheiros”, publicado em 22 de maio de 1904 em O Estado de São Paulo, afirmava ser equivocado o envio de sucessivos batalhões do Exército brasileiro para o Alto Purus. Para ele, os migrantes sertanejos seriam a força capaz de garantir a integridade do território amazônico.

No artigo “Entre o Madeira e o Javari”, publicado uma semana depois, retomou o tema, agora sob um prisma político. Defendeu um trabalho persistente do governo brasileiro para a efetiva incorporação da região, o que demandaria ampliar os meios de comunicação, sobretudo o telégrafo – objetivo que seria alcançado três anos mais tarde, com a criação da Comissão de Linhas Telegráficas Estratégicas do Mato Grosso ao Amazonas, pela célebre Comissão Rondon.

Assim como escreveu sobre a guerra de Canudos antes de ser enviado ao sertão, discorreu sobre a Amazônia sem conhecê-la. Para formar seu juízo sobre a região, apoiou-se em diversas leituras, como os textos de Alexandre Rodrigues Ferreira, Alexander von Humboldt, William Chandless, Tavares Bastos, Alfred Wallace, Frederick Hartt e Walter Bates. E tal qual ocorreu com Os Sertões, os escritos elaborados após a viagem ganharam em complexidade, marcados pela ambivalência entre a defesa do progresso e a denúncia de seus problemas e contradições.

Comparada à experiência na Bahia, a viagem à Amazônia foi mais longa, mas não resultou em obra de mesmo fôlego. Em correspondência a amigos, Euclides da Cunha anunciou a intenção de escrever um segundo “livro-vingador”, expressão utilizada por José Veríssimo sobre Os Sertões. A trágica morte do escritor, em agosto de 1909, impediu a realização do projeto.

Influenciado pelo que qualificou de imaginosa literatura dos viajantes, Euclides da Cunha a princípio mostrou-se desapontado em seu primeiro contato direto com o Amazonas. Imaginara um rio grandioso e o achara pequeno, um verdadeiro diminutivo do mar, sem as ondas, a profundidade e o mistério. Tal desencanto só seria revisto após a visita ao Museu do Pará (atual Museu Emilio Goeldi) e a leitura de uma monografia do botânico Jacques Huber, que Euclides definiu como um “narrador sincero”. 

As lentes e os filtros da ciência não o levaram apenas à revisão de suas impressões e conceitos – influíram também nos sentimentos do viajante. Ao contemplar a Amazônia de perto, Euclides se declarou comovido e comparou a paisagem desconhecida à da criação do mundo. Oscilando entre o cientificismo e o romantismo, entre a pretensa descrição objetiva e a comoção despertada pela natureza, Euclides descreve a floresta como “um vasto e luxuoso salão” onde o homem seria um “intruso impertinente”. 

O tema da transformação da natureza, tão presente em Os Sertões, torna-se ainda mais acentuado na descrição dos cenários amazônicos. Aparentemente monótonos, eles se mostravam aos poucos instáveis e surpreendentes. A história daquele “paraíso perdido” – título que Euclides imaginou para o livro que não chegaria a escrever – era revolta como a do rio, e a natureza, uma opulenta desordem, desafiadora tanto para poetas como para cientistas.

As descrições dos viajantes não poderiam mesmo coincidir com as impressões dos que se fixaram por mais tempo em algum ponto do território amazônico. Um olhar mais atento não seria capaz de representar a selva como um lugar vazio, tampouco poderia ignorar o genocídio dos povos indígenas praticado na região desde o período colonial. A ideia do deserto verde, presente em seus primeiros textos sobre a Amazônia, deu lugar a uma análise sobre a forma de ocupação do território e o sistema de exploração econômica adotado. 

Se o tema do isolamento do sertanejo é o que mais sobressai em Os Sertões, no cenário amazônico destacam-se o nomadismo, a mobilidade e o desenraizamento da população. Não é possível encontrar nos escritos amazônicos de Euclides da Cunha a mesma tentativa de tipificar o sertanejo de Canudos, ainda que se encontrem menções a indígenas e caboclos como “fazedores de desertos”, uma referência à recorrente prática das queimadas. O autor também reforça estereótipos sobre a preguiça dos caboclos, que, segundo ele, passavam a vida bebendo, dançando e zombando. 

Grande parte dos textos aborda as atividades extrativas e o sistema de barracão responsável pelo endividamento e pela ruína dos migrantes. Obrigados a comprar seus alimentos, roupas e ferramentas no armazém (barracão) do seringalista, que debitava os custos nos salários já miseráveis, os trabalhadores contraíam dívidas das quais dificilmente conseguiam se livrar. Em mais uma de suas fortes imagens, Euclides observou que o seringueiro realizava uma anomalia, pois trabalhava para escravizar-se.

Uma das descrições mais expressivas é a do ritual de malhação do Judas, única atividade que quebrava a rotina solitária dos seringais. Em uma das cenas, um sertanejo horroriza seus filhos ao ceder o próprio chapéu para o espantalho a ser destruído no ritual. Ele estaria se vingando de si mesmo e da ambição que o fizera migrar para a Amazônia.

Embora se dedique a paisagens muito diferentes, tanto em Os Sertões como nos escritos amazônicos Euclides denuncia o drama da civilização brasileira. Em ambos, ressalta o contraste – às vezes a oposição – entre a população do litoral e aquelas dos sertões (o que poderia incluir a Amazônia, uma vez que era considerada um espaço incivilizado).  O sertanejo permanece como personagem central. Ao escritor, cabia denunciar a guerra cotidiana e silenciosa travada nos seringais. 

Desde sua publicação, em 1902, Os Sertões é visto como um grito de alerta para a elite política e a intelectualidade do Brasil, insensíveis à realidade do país. Contrastes e Confrontos, lançado em 1907, e À Margem da História, publicação póstuma, reúnem os artigos de Euclides sobre a Amazônia antes e após sua viagem à região. Embora menos conhecidos, os ensaios amazônicos reforçam a tese de uma formação histórica marcada por contrastes e antagonismos. O dever da ciência e dos intelectuais era, para Euclides da Cunha, promover o encontro entre Estado e nação.

Nísia Trindade Lima é  pesquisadora da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz  e autora de Um sertão chamado Brasil: intelectuais e representações geográficas da identidade nacional (Rio de Janeiro: Revan/Iuperj, 1999).

Saiba Mais - Bibliografia:

GALVÃO, Walnice e GALOTTI, Oswaldo (orgs.). Correspondência de Euclides da Cunha. São Paulo: Edusp, 1997. 
HARDMAN, Francisco Foot. “A vingança da Hiléa: os sertões amazônicos de Euclides”. Tempo Brasileiro. Rio de Janeiro, número 144, pp. 29-64, janeiro-março de 2001.  

SANTANA, José Carlos Barreto de. “Euclides da Cunha e a Amazônia; visão mediada pela ciência”. História Ciências Saúde Manguinhos, volume VI, suplemento “Visões da Amazônia”. Rio de Janeiro,  setembro de 2000, pp. 901-917.

VENTURA, Roberto. “Visões do deserto: selva e sertão em Euclides da Cunha”. História Ciências Saúde Manguinhos, volume V, suplemento “Brasil ser tão Canudos”. Rio de Janeiro: setembro de 2000, pp. 133-147.

NA DITADURA, GAYS ERAM REJEITADOS PELA DIREITA E PELA ESQUERDA, AFIRMA ESCRITOR E ATIVISTA GAY - UM POUCO DE HISTÓRIA

Roldão Arruda/ Estadão - João Silvério Trevisan decidiu deixar o Brasil em 1973, após a censura proibir a exibição do filme Orgia ou o Homem que Deu Cria, que ele havia escrito e dirigido. Ao voltar, três anos depois e ainda em plena ditadura, ajudou a criar o movimento gay no Brasil, esteve entre os fundadores e principais redatores do histórico jornal Lampião da Esquina e escreveu Devassos no Paraíso, um amplo painel sobre a questão da homossexualidade no País.

Na entrevista abaixo, Trevisan fala das perseguições sofridas pelos gays durante a ditadura e dos embates com os movimentos de esquerda. Segundo sua avaliação, o movimento gay era rejeitado pela esquerda, que não aceitava sua independência. “Eles eram autoritários e travados”, afirma.
Além de cineasta, Trevisan, hoje com 69 anos, é romancista, contista,  ensaísta e tradutor. A seguir, os principais trechos da entrevista.

Você decidiu sair do Brasil no início da década de 1970, no meio de um dos piores períodos da ditadura, na vigência do AI-5. Foi uma decisão  relacionada à perseguição aos homossexuais?

Foi, indiretamente. Teve a ver com a proibição de meu filme, Orgia ou o Homem que Deu Cria, que envolvia a homossexualidade – não como questão de direitos, mas como vivência. Apresentei uma travesti, cenas sadomasoquistas, homens pelados, dentro de um esquema de provocação, que a ditadura entendeu. A censura proibiu o filme em sua quase totalidade, por considerá-lo obsceno. Diante disso, resolvi deixar o País, o que acabou tendo muitos efeitos colaterais positivos para mim.

Que efeitos?
Eu saí para o mundo. Eu e várias outras pessoas. Foi uma geração inteira que teve possibilidades de fazer trocas importantes lá fora e voltar para o Brasil em condições de discutir a nossa realidade sob uma ótica menos fechada do que a existente aqui. No meu caso foram importantes os contatos com os movimentos feminista, homossexual e contra o racismo, além da questão ambiental, que já estava em voga em Berkeley, na Califórnia, para onde eu fui em 1973.
Berkeley foi um dos principais centros de contestação política dos Estados Unidos.
Fui para lá de propósito. Eu queria assistir à queda do império americano. Havia acabado de descobrir coisas importantes na minha vida, entre elas, Rimbaud. Assim como ele tinha viajado para ver a queda de Paris, sob a Comuna (1871), fui para ver a queda do império americano. Não vi, mas conheci um outro lado do império, fascinante e fundamental. Tive contatos literários importantes e conheci a esquerda americana, a diversidade da New Left, que está na base da contracultura. Foi uma vivência extraordinária, que durou três anos.

E como foi a volta, com essa nova bagagem?
Isso me ajudou na fundação do movimento homossexual no Brasil. Começamos com o Grupo Somos, em São Paulo, e o jornal Lampião (circulou entre 1978 e 1981), no Rio. Logo no início o jornal teve problema com a ditadura. Fomos indiciados num inquérito, sob a acusação de ofensa à moral e aos bons costumes, por conta de uma matéria minha defendendo o jornalista Celso Kury, que já enfrentava processo, sob a mesma acusação. Fui fotografado na Polícia Federal com uma plaqueta no pescoço na qual estava gravado o número 024-0. A escolha do número não era por acaso.

Estava claro para você que era uma ação contra a homossexualidade?
Eles não sabiam muito bem o que era homossexualidade. Sabiam que era uma coisa ruim, mas não definiam bem. Quando chegamos lá na polícia, engravatados e acompanhados pelo advogado do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, o cara perguntou: ‘Como devo chamar o senhor?’ Eu respondi: ‘Pode chamar de veado mesmo’. Acho que ele estava esperando uma travesti ou alguma outra coisa próxima do conceito dele do que seria homossexualidade. Num dos interrogatórios, começou a fazer perguntas como se eu fosse um guerrilheiro que tivesse ido para Cuba. Até o que o escrivão parou, os dois cochicharam e resolveram cancelar aquele interrogatório e marcar outro.

Pode falar do cenário que encontrou na sua volta?
Quando cheguei, estavam em plena florescência no País o Ney Matogrosso e os Secos & Molhados e os Dzi Croquettes – uma corruptela de The Cockettes, que existia em São Francisco. Era a esculhambação da esculhambação. Também encontrei uma quantidade espantosa de travestis nas ruas. Em três anos de ditadura, portanto, aconteceu uma coisa que nunca consegui entender. Como é que eclodiu esse fenômeno?

Que palpite você arriscaria?
Provavelmente essas reações radicais eram uma resposta à repressão. Ou seja: estávamos reagindo à repressão política de uma maneira política, mas que eles não entendiam bem.

Como acabou o inquérito sobre a matéria no Lampião?
Não levou a nada. O juiz disse que não havia provas contundentes de que havíamos atentado contra a moral e os bons costumes.

Que outro tipo de ação repressiva o jornal enfrentou?
A coisa mais próxima disso foram os folhetos espalhados pela cidade, quando começaram os atentados a bomba contra bancas que vendiam jornais alternativos, como Pasquim, Movimento, Opinião. O Lampião foi colocado no meio, apesar de viver escondido nas bancas. Os donos das bancas não expunham o jornal, porque era considerado uma coisa pornográfica.

Como foi a relação do movimento com a esquerda?
Por incrível que pareça, também tivemos embates com a esquerda. Se você considerar que a esquerda era a margem do que estava acontecendo, nós ficávamos à margem da margem. Éramos indesejados pela direita e pela esquerda. É interessante notar que toda a nossa postura, enquanto movimento social que reivindicava direitos, era de esquerda.

A ditadura não era o inimigo comum a todos? 
Na visão da esquerda tradicional, os movimentos sociais novos eram diversionistas, dividiam o movimento operário. Por essa visão, éramos minorias e deveríamos nos submeter à prioridade política, que era o movimento proletário. A realidade é que eles mal nos suportavam. Isso chegou às vias de fato durante um congresso do MR-8, quando algumas feministas apanharam. A nossa grande experiência da ditadura pode ser resumida assim: os generais eram horríveis e a esquerda, autofágica. Isso, infelizmente, está sendo pouco analisado. Ninguém está botando o dedo na ferida, para ver como era realmente a esquerda no período. É muito importante rever toda essa questão das prisões ilegais e injustas, das torturas, mortes, mas isso não é motivo para esquecer o que foi a esquerda.

Por que? Isso ajudaria a entender a esquerda hoje?
Sim. Os cacoetes das esquerdas do período formaram as esquerdas que vieram a tomar a poder, os governos de centro e de esquerda que se sucederam após a redemocratização. Isso teve um efeito muito danoso, porque não soubemos, na redemocratização, sequer reformar nosso Exército e a Polícia Militar. É um escândalo ver que, depois de 50 anos, do golpe militar, ainda existam pessoas dispostas a ir para a ruas manifestar apoio ao Exército que deu o golpe.

Como você vê a Lei da Anistia, de 1979?
Foi uma tentativa de se colocar uma pedra em cima de tudo o que ocorreu e deixar intocadas as velhas ideias. Aconteceu que essa pedra criou vermes, que começaram a se multiplicar. É a questão da sombra junguiana. O Jung diz que a sombra no interior da psique é perigosíssima, porque se desdobra, enquanto não chega à luz do consciente.


O que lembra das denúncias de perseguições promovidas pelo delegado Wilson Richetti, na década de 1970?
De fato, ele promovia perseguições. Ia ao gueto, às bocas, abria os camburões e mandava os veados entrarem. ‘Quem for veado vai entrando’, gritava. Era na porrada. Quem sofria mais eram as travestis. Em 1982, quando fizemos uma manifestação contra as ações policiais fomos reprimidos. Aquilo era consequência de uma coisa fascista e reacionária que vivíamos no País.

Os partidos políticos, as organizações de esquerda apoiaram essa manifestação?
Não. Veja você: na época das grandes manifestações operárias no ABC, os homossexuais foram ao Estádio da Vila Euclides, em São Bernardo, desfilar na comemoração do 1.º de Maio. Foi o momento do racha do Grupo Somos, porque uma parte dele, da qual eu fazia parte, se recusou a desfilar sob a bandeira da Convergência Socialista. Não queríamos ser confundidos com nenhum partido. Defendíamos a existência de um movimento autônomo. Mas, como eu dizia, uma parte foi ao encontro da classe operária, que estaria abrindo o caminho para o socialismo, nos abençoando para um novo mundo, etcétera e etcétera. Quando fizemos a nossa passeata, no entanto, para protestar contra o Richetti, não apareceu um único membro de sindicato, de partido político.

Nenhum?
Na verdade, o Suplicy (Eduardo Suplicy, na época deputado estadual, hoje senador pelo PT) apareceu. Ele acompanhou de perto a questão das travestis. Foi muito solidário. Mas era a exceção. Nossos aliados estavam ao nosso lado enquanto interessava a eles, não quando interessava a nós. Foi um aprendizado muito doloroso. Quero deixar claro que não estou desculpando a ditadura. Saí do País porque o clima era insuportável, porque nossos amigos estavam sendo mortos. Mas isso não me impede de analisar a esquerda.

Você sofreu alguma censura da esquerda?
Uma vez mandei para o jornal Movimento um artigo que era uma espécie de introdução à questão dos direitos dos homossexuais. O texto foi submetido aos censores da Polícia Federal, em Brasília, e vetado. O pessoal responsável pela edição do jornal me devolveu o artigo datilografado, explicando que tinha sido censurado. Ao verificar o original, porém, constatei que, antes de ir a Brasília, havia sido inteirinho riscado pelo editor do Movimento. Ele deixou só o que lhe convinha. Sobrou pouca coisa para o censor, que, mesmo assim, vetou. Posso dizer que fui submetido a uma dupla censura. As As esquerdas eram autoritárias e travadas.

CALMA! A COPA DO MUNDO VAI RESOLVER TUDO ISSO.


Santo Deus! “Inferno de lama” engole carro inteiro na estrada de Boca do Acre.

Carro é ‘engolido’ por rios de lama na estrada de Boca do Acre/Fotos: Odair Leal

“Os passageiros têm que andar mais de um quilômetro com mala nas costas, por dentro de rios de lama, para pegar outra condução e poder completar a viagem.”

Da Redação Da Agência ContilNet - O governo federal já investiu quase cem milhões de reais na construção da BR-317, que liga Rio Branco a Boca do Acre. De acordo com o Tribunal de Contas do Amazonas, foram gastos R$ 88,5 milhões para asfaltar um trecho de 223 quilômetros.

Apesar da vultosa quantia, os grandes atoleiros continuam causando prejuízo e sofrimento aos moradores daquela pequena cidade escondida no meio da selva amazônica. E também, aos motoristas de caminhões, taxistas e outras pessoas que se atrevem a enfrentar os rios de lama que se formam ao longo da estrada



Alguns atoleiros chegam a ‘engolir’ veículos inteiros, como mostra as fotos de Odair Leal, um dos fotógrafos que mais conhece a realidade dos municípios acreanos.

Devido as péssimas condições da estrada, os moradores de Boca do Acre ficaram cerca de duas semanas sem poder viajar nos ônibus que fazem a linha para o município.

Um dos pontos mais críticos da estrada fica no quilômetro 45, sentido Boca do Acre a Rio Branco. A região pertence a tribo dos índios apurinãs, que por várias vezes já bloquearam a BR-317 exigindo o pagamento de pedágio.

De acordo com o site Portal Purus, a solução que os moradores encontraram para poder viajar foi o fretamento de taxis, que levavam os passageiros até o ponto crítico da estrada de onde faziam ‘baldeação’.

Todos os tipos de veículos encontram grandes dificuldades para atravessar os atoleiros

“Os passageiros têm que andar mais de um quilômetro com mala nas costas, por dentro de rios de lama, para pegar outra condução e poder completar a viagem”, diz o trecho de uma matéria postada no site.

Além de Boca do Acre, outros municípios amazonenses como Lábrea e Pauini, vêm sofrendo grandes prejuízos econômicos e sociais por causa das péssimas condições da 317. Maioria da população destas localidades procuram os hospitais públicos e particulares de Rio Branco (AC) para fazerem tratamento de saúde.

Boca do Acre é um dos municípios com grandes rebanhos bovinos. Nas últimas semanas os pecuaristas enfrentaram dificuldades para fazer o escoamento da produção.


Nota: O Subtítulo é o título original.

TRIBUTO AO PASSADO - REVISTA ANTIGA DE RONDÔNIA - 16

TRIBUTO A UM CÃO



huskybrasil - O mais altruísta dos amigos que o homem pode ter neste mundo egoísta, aquele que nunca o abandona e nunca mostra ingratidão ou deslealdade, é o cão. 
Senhores jurados, o cão permanece com seu dono na prosperidade e na pobreza, na saúde e na doença. Ele dormirá no chão frio, onde os ventos invernais sopram e a neve se lança impetuosamente se lá seu dono estiver. 

Quando somente ele estiver ao lado de seu dono, ele beijará a mão que não tem alimento a oferecer, ele lamberá as feridas e as dores que resultam dos encontros com a violência do mundo. Ele guarda o sono de seu pobre dono como se fosse um príncipe. Quando todos os amigos o abandonarem, o cão permanecerá.

__Quando a riqueza desaparece e a reputação se despedaça, ele é constante em seu amor como constante é o sol em sua viagem através do firmamento. Se a fortuna arrasta o dono para o exílio, o desamparo e o desabrigo, o cão fiel pede o privilégio maior de acompanhá-lo, para protegê-lo contra o perigo e para lutar contra seus inimigos. E quando a última cena se apresenta, a morte o leva em seus braços e seu corpo é deixado na lage fria, não importa que todos os amigos sigam o seu caminho: Lá, ao lado de sua sepultura, se encontrará seu nobre cão, a cabeça entre as patas, os olhos tristes mas em atenta observação, fé e confiança, mesmo à morte.

Este tributo foi apresentado a um júri pelo ex-senador George G. Vest (então advogado), que representou o proprietário de um cão morto a tiros, propositadamente, pelo vizinho. O fato ocorreu há um século na cidade de Warrenburg, Missuri, USA. O senador ganhou a causa e hoje existe uma estátua do cão na cidade e seu discurso está inscrito na entrada do tribunal de justiça, ainda existente na cidade.