29 de set. de 2025

USV da Exail alcança feito inédito com travessia autônoma de 2.000 km passando pelo Estreito de Gibraltar


A empresa francesa Exail anunciou uma conquista histórica na área de autonomia marítima: seu veículo de superfície não tripulado DriX O-16 completou uma travessia de 1.100 milhas náuticas (≈ 2.000 km) da costa de La Ciotat (França) até Troia (Portugal), sem escalas, para integrar o exercício REPMUS 2025, sob coordenação naval da OTAN.

A trajetória incluiu a passagem pelas Ilhas Baleares e a travessia do Estreito de Gibraltar — uma das rotas marítimas mais movimentadas do mundo — e durou seis dias. O DriX O-16 operou em autonomia supervisionada a partir do Remote Operation Center (ROC) da Exail em La Ciotat, demonstrando elevada resistência, consciência situacional e decisão confiável mesmo em alto tráfego marítimo.

Durante a missão, o USV também realizou mapeamento batimétrico do fundo marinho utilizando um sensor multifeixe Kongsberg EM304, provando sua capacidade de coletar dados científicos enquanto estava em trânsito.


Significado e implicações operacionais

Esse deslocamento de longo alcance representa um avanço contundente na maturidade operacional dos veículos marítimos autônomos. Ele comprova que USVs de porte robusto podem ser supervisionados remotamente através de águas abertas e canais restritos, chegando ao teatro de operações com prontidão para missão, sem necessidade de apoio logístico pesado ao longo do percurso.

“Com essa travessia sem precedentes, o DriX O-16 mostra que grandes USVs agora são uma realidade operacional”, afirmou Sébastien Grall, chefe de Soluções de Autonomia Marítima da Exail. “Como a primeira plataforma não tripulada a executar com sucesso essa missão, ela estabelece um novo padrão em autonomia de superfície: segura, confiável e pronta para missões.”

O sucesso da operação reforça o papel dos USVs em futuros cenários navais, particularmente para missões de reconhecimento, vigilância, mapeamento e suporte naval, com menor dependência de navios de escolta ou logística. À medida que a tecnologia avança, operações como esta aceleram a integração de plataformas autônomas em esquemas militares e civis no mar.

27 de set. de 2025

Na Tarauacá Rural Show, pesquisador explica a ligação do solo com o “abacaxi gigante”


Por Wanglézio Braga - O professor da Universidade Federal do Acre (UFAC), campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, Edson Araújo, foi um dos palestrantes da Tarauacá Rural Show nesta sexta-feira (26). Ele abordou o tema “Uso e Conservação de Solos no Sistema Produtivo” e, em entrevista ao Portal Acre Mais, analisou as características da terra da região.

Segundo Araújo, os solos de Tarauacá têm alta fertilidade, mas exigem manejo cuidadoso devido à presença de muita argila. “Quando está seco, o solo fica muito duro; quando molhado, se torna escorregadio. Isso exige técnicas mais localizadas, sem pensar em grandes áreas mecanizadas”, explicou.

Questionado sobre o famoso abacaxi gigante do município, o professor desmistificou a questão e afirmou que o solo tem, sim, influência, mas que não é o único fator. “O tamanho do abacaxi é resultado da combinação entre o solo e o microclima local. Já tentaram levar essa variedade para outras regiões, mas os frutos não atingiram o mesmo tamanho”, disse.

Edson reforçou que o relevo e as condições naturais de Tarauacá oferecem limitações, mas também oportunidades. “O produtor precisa entender as particularidades do solo e do clima para obter bons resultados, sem esquecer da preservação ambiental”, concluiu.

26 de set. de 2025

O nome por trás da Tarauacá Rural Show

O empreendedor que ensina na prática


Por Reginaldo Palazzo - Obviamente um evento dessa magnitude que é a Tarauacá Rural Show não se faz sozinho, é necessária uma equipe parceira, organizada e principalmente com competência e entusiasmo, e ajuda a agregar resultados atingindo assim o objetivo que é o sucesso do empreendimento.

Mas, se até um barco de competição precisa de um comandante que dita a proa e o ritmo, imagina toda a matemática de uma Feira Agropecuária onde diversos fatores podem alterar o resultado, dado que se envereda por áreas que não diz respeito somente a exatas.

Essa cabeça pensante, aguerrida, persistente é conhecida na cidade de Tarauacá por Zé Filho.

Agricultor, empresário, empreendedor e agora na seara política, Zé Filho dita perseverantemente o compasso do resgate da feira após meio século.

Visionário, Zé que é bem quisto no mitiê agropecuário, entende que apesar do vento que atualmente sopra contra qualquer pessoa quando acorda se liga instantaneamente ao agro no momento que escova os dentes para tomar café.

Hoje em dia dado o início e com parcos recursos é preciso ‘pensar fora da caixa’, e nisso, Zé vem se mostrando especialista.

Um obstáculo atrás do outro, não importa, o negócio é contornar ou até derrubar.

O certo, em um município que respira agro.

Já se nota uma mudança no pensamento das pessoas que começam a se render ao pensamento desenvolvimentista dos envolvidos.

Poucas pessoas notam, mas nos últimos anos um comércio que cresceu muito na cidade foi o do ramo agropecuário.

Há 10 anos atrás contava-se nos dedos de uma mão a quantidade de lojas que atendia esse público.

Agora, temos Laço de Ouro, Casa da Lavoura, Bicho do Mato, Casa da Ração e outras tantas que fazem com que o presídio não tenha 09 andares, gerando uma coisa muito importante para o município, emprego!

Isso sem contar os ‘Pet Shops’.

O número crescente de cidadãos tarauacaenses se dedicando ao estudo da veterinária é outro ponto positivo para um engrandecimento socioeconômico do município.

Isso se traduz em uma palavra, dignidade.

Não tem coisa melhor no mundo que um pai de família poder sustentar sua casa.


Vestuário

Outro ramo notório em seu crescimento é o do vestuário típico.

O tarauacaense pode agora encontrar botas, chapéus fivelas etc. nas próprias ruas do seu comércio, não necessitando mais ir a Rio Branco ou comprar pela internet pagando frete.

O caminho trilhado até agora está sendo curto e árduo, pois estamos ainda na terceira edição do resgate, mas como diria o astronauta Neil Armstrong, um pequeno passo para o homem do campo, um salto gigante para a sociedade tarauacaense.


Quase imperceptível pra quem não conhece

Mas uma das coisas que passa desapercebido para os leigos é a evolução genética dos animais. Não é um processo rápido, demanda tempo, mas já se nota uma evolução nesse importante quesito na pecuária tarauacaense, pecuária essa merecedora de todas as atenções, seja pela iniciativa privada, seja pelo poder público, haja vista ser reconhecida por ser a pioneira na criação de gado no Estado do Acre.

E assim vai, de grão em grão a produtividade vai crescendo paralelamente com o aumento da resistência da saúde animal e consequente rentabilidade de todo um sistema.


Geração

Uma feira que gera de tudo, filhotes, negócios, contatos, aprendizado e sorriso, sim sorriso, principalmente o estampado no rosto do vendedor ambulante, autônomos anônimos que com essa renda extra pode sanar uma dívida, comprar um presente de aniversário para um filho e o mais importante, se sentir útil.

Que a Tarauacá Rural Show não seja interrompida como já em outras épocas, e que nessa matemática o sinal de mais seja o sol que ilumina os caminhos dos pequenos, médios e grandes agricultores.

Etelstano e Cia Ltda devem estar se revirando no túmulo


Ministério da Defesa do Reino Unido determina que as tripulações da Força Aérea Real têm o direito de usar uniformes veganos e devem receber botas, cintos e boinas ecológicos.

A que nível chegou essa cultura woke.

Qual será o nome do próximo avião? Spitchicory?

Não vai demora para mudarem a bandeira.

25 de set. de 2025

Cavalgada marca abertura da VI Tarauacá Rural Show

Chuva não impede público de comparecer


Por Reginaldo Palazzo – A chuva que antecedeu à cavalgada não impediu a bela exibição das alegres e divertidas comitivas que abrilhantaram a abertura da VI Tarauacá Rural Show.

Da mesma forma, preparativos que ultimaram uma melhor trafegabilidade para o público aconteceu a contento.



Com isso o público já começa a comparecer para aproveitar o restante da noite com show a nível nacional Brenno e Matheus.


Inesperada, mas positiva

A chuva, proveniente de uma massa polar que criou instabilidade atmosférica, pode resultar em uma possível estiagem no restante da feira, ou seja, até o próximo dia (28).

Talvez conforme o calor e a umidade, daqui pra frente apenas pancadas de chuva de mais ou menos uns 40 minutos.


1º resultado

O vencedor das comitivas foi a F3F que empreendeu um desfile organizado agregando enraizado profissionalismo.


Destaque para o charme


A beleza natural tarauacaense, fez-se presente com as candidatas a Rainha do Rodeio.

Vencedoras de outras Feiras como, por exemplo, Samara Alencar, vencedora do ano de 2023 prestigiou a abertura, bem como a vencedora do ano passado Luanna Del Paris.

Madrinha dos Peões Ray Mesquita e a Garota Abacaxi Vanessa Araújo Silva 2024, também registraram presença.




Segurança

Com policiamento tanto na área interna como externa a segurança conta ainda com segurança privada inclusive com detectores de metais na entrada.


Apresentação


Esse ano temos cinco candidatas à Rainha do Rodeio, concorrem:

Natália Nascimento

Rogéria Kaxinawá

Raíssa Alves

Glória Maria

Pietra Gomes

Gigante do agro, Coamo investe R$ 3 bi para construir porto em Santa Catarina

Coamo é a maior cooperativa agrícola do Brasil e pretende movimentar 11 milhões de toneladas por ano



                   Por Reuters


A Coamo, maior cooperativa agrícola do Brasil, vai investir R$ 3 bilhões na construção de um porto em Itapoá, ao norte de Santa Catarina, de acordo com informação divulgada pelo governo do Estado e confirmada pelo grupo nesta terça-feira (26).

A operação do novo porto está prevista para 2030, segundo o comunicado do governo, que cita que serão construídos três berços de atracação com previsão de movimentar 11 milhões de toneladas por ano.

A Coamo, que faturou R$ 28,8 bilhões em 2024, já opera no porto de Paranaguá (PR), por onde escoa a produção de grãos como soja, milho e trigo de seus 32 mil cooperados.


Novo porto da Coamo

O novo porto da Coamo vai contar com terminais de granéis agrícolas, combustíveis líquidos, fertilizantes e GLP (gás liquefeito de petróleo), segundo a nota do governo catarinense, publicada por ocasião do encontro de dirigentes da cooperativa com o governador do Estado, Jorginho Mello.

“Esse é um sonho dos nossos produtores. Nós já temos dois terminais em Paranaguá, onde escoamos quase 5 milhões de toneladas por ano“, disse presidente da Coamo, Airton Galinari.

“E sentimos a necessidade dessa expansão porque tem negócios que a gente não consegue fazer”, afirmou ele.

Paraná Pesquisas: Alan Rick lidera disputa ao governo do Acre com 44%

De acordo com a pesquisa, o senador acreano sairia vitorioso em todos os cenários, com folga em relação aos concorrentes

Jefferson Rudy/Agência Senado


Catielen de Oliveira - Levantamento divulgado pela Paraná Pesquisas revelou, nesta quinta-feira (25/9), que o senador Alan Rick (União-AC) lidera como favorito na disputa pelo governo do Acre, com 44,5% dos votos. O parlamentar sairia vitorioso em todos os cenários, com folga em relação aos concorrentes.

No cenário mais provável, Rick se destaca com quase metade dos votos, seguido por Tião Bocalom (PL-AC), com 24,1%; Mailza (Progressistas-AC), com 17,6%; e Dr. Thor Dantas (PSB-AC), com 3,5%. O número de eleitores que não sabem ou preferiram não responder soma 3,8%, enquanto os que votariam em branco ou anulariam o voto somam 6,5%.

Em um segundo cenário, a vantagem do senador em relação aos concorrentes seria ainda maior. O parlamentar aparece em primeiro lugar, com 55,4%, na disputa contra Mailza (Progressistas-AC), que tem 24,2% das intenções de voto, enquanto Dr. Thor Dantas (PSB-AC) teria 5,2%.

Neste cenário, os que não sabem ou preferiram não responder somam 6%, enquanto os que votariam em branco ou anulariam o voto somam 9,2%.

De acordo com a Paraná Pesquisas, o levantamento foi realizado entre 19 e 23 de setembro de 2025. Foram ouvidos 1.505 eleitores em 18 municípios. Ainda segundo o instituto, o grau de confiança é de 95%, com margem de erro estimada em, aproximadamente, 2,6 pontos percentuais para os resultados gerais.

VI Tarauacá Rural Show - Veja itinerário da cavalgada que terá saída às 17:00h

Concentração começa às 15:00h


A comissão organizadora divulgou o itinerário da cavalgada. 
Partindo do ramal da Jaburu seu término será no próprio parque de exposição.
Lembrando que a necessária documentação referente à saúde animal deve estar em dia.

24 de set. de 2025

Novo mapa da Latam: cidades menores ganham destaque na estratégia da empresa

A Latam vai definir nos próximos meses quais novas rotas serão atendidas no Brasil


                   Por Bloomberg


A Latam, maior companhia aérea da América Latina, busca aumentar receita em cidades de pequeno e médio portes. A informação é do CEO da emprsa, Roberto Alvo.

A Latam assinou um acordo para comprar até 74 aeronaves da brasileira Embraer na segunda-feira (22), sendo 24 entregas firmes e 50 opções de compra.

O acordo destaca a rapidez com que a Latam se recuperou de sua reestruturação no Chapter 11 em 2020, enquanto seus pares regionais lutam para recuperar estabilidade financeira. A companhia aérea reportou um lucro ajustado recorde no ano passado e, em seguida, elevou o guidance duas vezes no primeiro semestre de 2025. A entrega das aeronaves da Embraer, a partir do segundo semestre de 2026, abrirá caminho para 35 novos destinos, disse Alvo em entrevista.

“Ainda temos uma parcela enorme da população que permanece isolada do ponto de vista aeronáutico”, disse ele. “Mas, como são cidades menores, os fluxos são menores e, para atendê-las, é preciso um avião um pouco menor também.”

A Latam definirá nos próximos meses quais rotas e cidades serão atendidas no Brasil com o primeiro lote de novos aviões.


Concorrência da Azul

A compra de aviões menores pela Latam vai prejudicar a concorrente Azul, de acordo com os analistas Francois Duflot e George Ferguson, da Bloomberg Intelligence. Atualmente, a Azul enfrenta pouca ou nenhuma concorrência em rotas secundárias no Brasil.

Na semana passada, a Azul apresentou um plano de reestruturação a um tribunal de Nova York para eliminar aproximadamente US$ 2 bilhões em dívidas, além de levantar cerca de US$ 950 milhões por oferta de ações.

A Azul, a Gol e Latam dominam o transporte aéreo no Brasil, o maior mercado da América Latina. Fora do Brasil, a Avianca, que também entrou com pedido de recuperação judicial em 2021, está em uma posição ligeiramente melhor.

“Conseguimos acompanhar o crescimento da demanda, que tem sido saudável no pós-pandemia, com uma estrutura e estratégia de custos muito rigorosas, mantendo a eficiência operacional”, disse Roberto Alvo. “A diversificação do nosso portfólio nos permite, no final das contas, decidir como queremos movimentar nossos ativos para obter o melhor retorno.”

Fora do Brasil, a expansão da Latam segue em ritmo mais lento. Embora o presidente da Argentina Javier Milei tenha implementado uma política de céus abertos no final do ano passado, a Latam não considera retomar voos domésticos no país neste momento e se concentra em rotas internacionais, afirmou Alvo.

Além disso, um novo aeroporto na capital do Peru, Lima, oferecerá conectividade internacional extra assim que a obra no local for concluída, acrescentou Alvo.

Apesar da rápida expansão da companhia aérea e da alta das ações neste ano, a dívida da Latam permanece em território especulativo, de acordo com duas das três agências de classificação de crédito. Alvo disse que recuperar a nota de grau de investimento não é um objetivo em si neste momento, mas que a meta é alcançar uma classificação BB+.

“A Latam tem números financeiros mais sólidos do que companhias aéreas com grau de investimento”, disse Alvo. “O problema é que estamos na América Latina. Obviamente, temos o impacto de estarmos em mercados emergentes.”

Atualmente, a empresa não está considerando emissões adicionais de títulos de dívida, apesar da onda de vendas de dívida corporativa chilena recentemente, tanto no mercado interno quanto no exterior. A empresa decidirá em outubro se pagará antecipadamente os títulos com vencimento em 2030.

“Veremos como estarão as condições de mercado no próximo ano e, eventualmente, poderemos tomar a decisão de refinanciar a dívida”, acrescentou.

23 de set. de 2025

STJ proibiu mesmo prefeitos de usarem redes sociais? Onde está a decisão atual?

                          Coluna do Lininho


Nos últimos dias, ganhou espaço em sites e portais de diferentes regiões do país uma mesma manchete: “STJ proíbe prefeitos de usar redes sociais pessoais para divulgar ações públicas”. À primeira vista, o tema é relevante e atual. O uso das redes por gestores públicos de fato levanta debates sobre transparência, ética e comunicação institucional.

O problema está na forma como a notícia foi difundida. Nenhum dos textos apresentados traz o número do processo, a data da decisão, o nome do relator ou sequer o acórdão. Em vez de apuração, o que se viu foi uma onda de reprodução automática: o mesmo texto replicado em série, sem checagem de fonte e sem cuidado editorial.

Mais grave: muitos desses portais, ao replicar a matéria, acrescentaram referências a prefeitos locais, citando nomes e contextos municipais. Uma prática que transforma uma suposta decisão genérica, e até agora não confirmada nos autos do STJ, em arma política contra gestores.

É preciso esclarecer: a decisão do STJ que tratou do tema ocorreu em fevereiro de 2025, no Recurso Especial nº 2.175.480/SP (2023/0257925-7), relatado pelo ministro Teodoro Silva Santos, no caso específico do ex-prefeito de São Paulo João Doria. Na ocasião, a Corte apenas entendeu que havia indícios mínimos para o prosseguimento de uma ação de improbidade administrativa, porque Doria teria usado imagens de campanhas públicas em suas redes pessoais. Não se tratou de uma proibição geral aos prefeitos e nem de uma regra válida para todos os casos.

Portanto, não houve nenhuma decisão nova em setembro de 2025. O que circula agora é a reprodução de uma notícia imprecisa, sem documento, sem processo e sem prova. O resultado não é informação, é eco vazio, que fragiliza a credibilidade da imprensa e alimenta a politização rasa do debate público.

Relator do projeto da doação de alimentos, Alan Rick é homenageado em evento da ABRAS


Assessoria - O senador Alan Rick foi um dos homenageados no Jantar do Poder – Edição Magna, promovido pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), durante a ABRAS’25 Food Retail Future. O encontro reuniu as principais lideranças do varejo alimentar do país e contou com autoridades como o vice-presidente Geraldo Alckmin que participou por videoconferência (o avião não pousou devido o mau tempo em Campinas), além de deputados e os senadores Alan Rick e Efraim Filho.

Em seu discurso, Alan Rick destacou a aprovação do Projeto de Lei nº 2.874/2019, de sua relatoria, que institui a Política Nacional de Combate à Perda e ao Desperdício de Alimentos (PNCPDA). A nova legislação estabelece regras claras para a doação de alimentos, garante segurança jurídica aos doadores e cria mecanismos de incentivo, como benefícios fiscais e o Selo Doador de Alimentos.

O senador ressaltou que a medida era urgente, já que a falta de segurança jurídica levava muitas empresas a descartar alimentos, próprios para o consumo, para evitar  tributação, em vez de doá-los. “O país que alimenta o mundo ainda convive com milhões de famintos. Trabalhamos para transformar o desperdício em dignidade, criando condições para que supermercados e empresas possam doar sem medo de penalidades ou insegurança jurídica” .

Alan Rick também reconheceu a importância do setor supermercadista, que representa mais de R$ 1 trilhão do PIB e emprega cerca de 9 milhões de brasileiros, chamando-o de “vitrine da modernidade e da força produtiva do país” .

Ao encerrar, enfatizou que a sanção da lei é “apenas o começo”, defendendo que o Brasil precisa unir tecnologia, eficiência e justiça social:

“Esperamos que este seja um marco para muitas outras vitórias contra a fome. O Brasil que queremos é o da tecnologia no campo, da eficiência no varejo, mas, acima de tudo, da justiça social na mesa do trabalhador.”

Notas Estratégicas BR – Militarização do Arquipélago de Fernando de Noronha


                  Nelson During

                  Editor-Chefe DefesaNet


A Militarização do Arquipélago de Fernando de Noronha


A Marinha do Brasil precisa ocupar militarmente Fernando de Noronha, ou corre risco de perder sua estratégica posição avançada no Atlântico Sul. Uma Estação Aeronaval capaz de lançar caças de ataque naval e drones de reconhecimento e vigilância precisa ser instalada com urgência na ilha. Essa deveria ser a primeira prioridade da Marinha do Brasil, a frente de qualquer outra. Trata-se de assunto de importância estratégica e de Segurança Nacional.


Cabe uma pergunta. O feroz lobby ambientalista permitirá?

Anteriormente publicamos uma matéria que foi considerada como ficção. Porém a ficção poderá tornar-se realidade em futuro próximo.


Não falta dinheiro 1.

Diferente do que foi anunciado pelo Chefe do Estado-Maior da Aeronáutica em audiência pública no Senado, a FAB lançou um aviso de inexigibilidade para aquisição de 11 células usadas de helicópteros UH-60L Blackhawk, e a modernização de um total de 24 aeronaves.

O contrato, sem licitação, deverá ser feito com uma empresa dos Estados Unidos. A modernização está sendo bastante criticada por diversos setores tanto da caserna quanto da indústria por desprezar critérios como: alinhamento político, participação da Base Industrial de Defesa, e a instalação de sistemas eletrônicos civis. Com a instalação de um glass cockpit Garmin as aeronaves só poderão executar missões de caráter civil, conhecidas como atividades subsidiárias, não sendo possível integrar nenhum tipo de armamento.

Segundo as mesmas fontes, diversas empresas americanas poderiam executar o mesmo serviço, não havendo necessidade de um processo de inexibilidade.  Essas mesmas fontes afirmam que a melhor solução seria comprar um pacote de aeronaves e de modernização via Foreign Military Sales, que seria mais econômica e com mais transparência.


Não falta dinheiro 2.

A FAB estaria discutindo a compra de caças usados suecos Gripen C/D, após investir vários bilhões de Reais no desenvolvimento do Gripen E/F.  Os Gripen C/D não cumpriam os requisitos básicos do F-X1, há mais de 20 anos, por isso a versão E/F foi oferecida pela SAAB no F-X2.

Segundo fontes da própria FAB, e sua aquisição poderá prejudicar o futuro dos novos Gripen cujo desenvolvimento foi inteiramente financiado pelo contribuinte brasileiro.  Comprar aviões usados, no final do seu ciclo de vida, cuja produção foi feita em pequena quantidade será um pesadelo logístico pior que o AMX. Parece que a FAB não aprendeu com seus próprios erros. Como disse uma fonte da FAB, a responsabilidade pela tomada de decisão recai ao Comandante da Aeronáutica, ao Chefe do Estado-Maior e ao Comandante Geral de Apoio (COMGAP).


Ainda mais dinheiro?

Lula quer verba suplementar para apoiar o que seriam os três principais projetos das FFAA:

– SISFRON, que nunca trouxe qualquer benefício operacional para a Força Terrestre ou para a sociedade brasileira. Apelidado pelos próprios militares de Linha Maginot Tecnológica do Brasil;

– ⁠Gripen, que na sua versão E/F é uma excelente aeronave, mas um projeto que enfrenta sérios desafios;

– ⁠Submarino Nuclear, cujo projeto está literalmente afundando com a própria Marinha.

Não existem mais outras necessidades operacionais nas Forças Armadas? Se são essas as necessidades, vamos resumir a FAB em apenas 1 Grupo de Defesa Aérea, a MB a uma única Força de Submarinos e o EB, dissolver definitivamente as Armas Base e ficar sob o “comando e controle” das Comunicações.


Cascavel modernizado

Nos grupos de WhatsApp do Exército se tornou assunto da semana o processo de modernização das VBR Cascavel. Comentários chamando o projeto de gambiarra ou sem sentido, ou até de SISFRON móvel. O Exército planeja investir mais de um bilhão de reais na modernização de 98 veículos produzidos há 50 anos pela extinta Engesa.

Segundo fontes da própria caserna, o consórcio vencedor da licitação não consegue comprar nem os motores para continuar a modernização. Segundo as mesmas fontes, o resultado final da modernização não tem qualquer viabilidade operacional e técnica e deverá representar um pesadelo logístico. O EB deveria canalizar esses recursos para uma nova e moderna família de blindados sobre lagarta para substituir as frotas de Leopard e os M113, ou aumentar a quantidade de Centauro 2.


Protótipo Viatura Blindada Cascavel NG – Foto AKAER


Quem quer fazer negócio com o Brasil?

Empresas estrangeiras ameaçam desistir de fazer negócios com o Brasil. O motivo seria a enorme burocracia, arrogância, desinteresse dos militares e a falta de orçamento que atrapalham a concretização dos negócios. Enquanto isso, o mundo está em guerra e o que não falta são clientes que encomendam e pagam no ato.

Vale a pena ver de novo ou a novela dos caças tampão na FAB

Desde os anos 2000, a FAB adquiriu três lotes de caças tampão:

Entre 2005 e 2006 comprou da África do Sul um lote de 14 caças Impala Mk2, o Xavante produzido naquele país, que já foram desativados.

Entre 2005 e 2008 comprou 12 caças Mirage 2000 da França, que também já foram desativados, embora tenha sido a melhor aquisição feita nos últimos anos.

Em 2009 comprou 11 células de caças F-5 da Jordânia. As versões F (biplace) foram modernizadas, e parte delas se transformou em monumento.

Em 2025 a FAB negocia um lote de 12 caças Gripen C/D com a Suécia. Produzidas nos anos 80/90 as células possuem mais de 30 anos. Por quantos anos eles vão voar antes de serem colocados em pilares para enfeitar alguma praça pública ou museu?


Visto com preocupação

A análise de Defesanet publicada nesta semana se tornou viral nos círculos castrenses. Militares estão preocupados e fazem mea culpa já que possuem responsabilidade no problema.


O inimigo mais temido pelos militares.

Não são ICBMs, caças F35, porta-aviões ou submarinos nucleares. Nada assusta mais um militar brasileiro do que colocar seu Cadastro de Pessoa Física ou o CPF em um contrato. Alguns passam o comando, outros deixam de usar o recurso disponível. É por isso que as Forças Armadas agora só querem negócios G2G (CovToGov). Enquanto isso a guerra continua e os quartéis do Brasil ficam sem meios e  munição.


De olho na China

Fontes diplomáticas afirmam que o Brasil está negociando a aquisição via G2G de drones e material de defesa da China.


Sem visto

Fontes diplomáticas disseram que os Ordenadores de Despesa que assinarem contratos com empresas de Defesa da China poderão perder o Visto Americano, com a medida sendo extensiva as suas famílias. Mais uma intimidação dos EUA quando o Governo Brasileiro busca uma aproximação com a indústria militar chinesa.

22 de set. de 2025

Programação da VI Tarauacá Rural Show - Evento ocorre de 25 à 28 de setembro




 

EOS apresenta ‘Apollo’, seu canhão laser de alta energia para defesa contra drones


A australiana Electro Optic Systems (EOS) revelou oficialmente o nome de sua arma a laser de alta energia de 100 kW: “Apollo”, sistema concebido para neutralizar ameaças aéreas – especialmente drones – “à velocidade da luz”. O anúncio ocorre um mês após a empresa conquistar o primeiro contrato de exportação mundial para um laser desta classe, firmado com um país-membro da OTAN na Europa, e antecedeu a feira internacional de defesa DSEI UK 2025, em Londres.

O nome Apollo simboliza “luz, visão e proteção”, atributos que, segundo a EOS, refletem o papel do sistema em oferecer uma nova camada de defesa antiaérea. O canhão laser é escalável para 150 kW, capaz de cobertura 360°, incluindo engajamentos verticais, e pode realizar tiros ilimitados quando conectado a energia externa, além de mais de 200 disparos armazenados em modo isolado.

Projetado para destruir drones dos Grupos 1 a 3 e interferir em sensores de longo alcance, o Apollo pode ser empregado como sistema autônomo ou integrado a defesas em camadas, combinando-se a armamentos cinéticos, como o sistema de armas remoto Slinger, e defesas baseadas em mísseis. Ele também se conecta a sistemas de comando e controle da OTAN já em operação.

Segundo o CEO do grupo EOS, Dr. Andreas Schwer, a empresa investiu anos no desenvolvimento para atender à demanda urgente por defesas contra enxames de drones, com um sistema livre de restrições ITAR, pronto para ser adotado, customizado e mantido por parceiros internacionais.

Plantio da soja liberada no Acre: chega ao fim o período de combate à ferrugem asiática


Por Wanglézio Braga - Neste sábado (20) chega ao fim o vazio sanitário da soja em todo o Acre. O período, que proíbe o plantio e a manutenção de plantas vivas da cultura, é uma medida obrigatória para combater a ferrugem asiática, considerada a doença mais grave da sojicultura, responsável por grandes perdas de produtividade no Brasil e no mundo.

A partir deste domingo, 21 de setembro, os produtores estão autorizados a retomar a semeadura da soja. A expectativa é de que a safra deste ano seja mais eficiente, já que o vazio sanitário reduz a sobrevivência do fungo que causa a doença, diminuindo os riscos de infestação logo no início do ciclo produtivo.

Durante os meses de vazio, técnicos da área de agricultura reforçaram a importância de respeitar a medida, que garante a sustentabilidade da produção. O controle da ferrugem asiática depende dessa estratégia coletiva, já que uma única lavoura em desacordo pode comprometer áreas inteiras de plantio.

“Essas medidas são importantes para interromper a chamada ponte verde entre as safras, que é justamente o que permite a sobrevivência do fungo causador da ferrugem asiática da soja no período de entressafra”, destaca Tiago Pereira, assessor técnico da CNA.

Agora, com a liberação, o clima de preparação toma conta das propriedades rurais. Em Porto Acre, Senador Guiomard, Rio Branco e Capixaba as máquinas já estão a postos e sementes armazenadas aguardam o início do plantio. Para muitos agricultores, começa um novo ciclo de esperança, trabalho e expectativa de bons resultados na safra 2025/2026.

9 de set. de 2025

Guyana: Funcionários dos Departamentos de Estado e da Guerra visitam o país para fortalecer e expandir a parceria estratégica


Altos funcionários dos Departamentos de Estado e da Guerra visitaram a Guiana para fortalecer e expandir a parceria estratégica do país com os Estados Unidos. A Secretária Adjunta de Estado Barbara Feinstein (Assuntos do Caribe e Haiti) e o Secretário Adjunto da Guerra Joseph Humire (Assuntos do Hemisfério Ocidental) compareceram à posse e se encontraram com líderes guianenses, e o Secretário Adjunto da Guerra, Humire, se encontrou com Sua Excelência, o Presidente Ali.

A parceria EUA-Guiana remonta a 1966, e estamos ansiosos para fortalecer nossa cooperação em segurança e defesa para promover a paz na região e apoiar a integridade territorial da Guiana.


Crédito da foto: Gabinete do Presidente e GDF


Com tarifaço dos EUA, Acre não exporta nada em agosto e lidera perdas no Brasil

Por Marcela Jansen, do Correio Online


O primeiro mês de vigência do tarifaço imposto pelo presidente norte-americano Donald Trump trouxe um impacto imediato nas exportações brasileiras. Dados da balança comercial de agosto mostram que 21 dos 27 estados, incluindo o Distrito Federal, venderam menos para os Estados Unidos em comparação com julho. Entre os mais afetados estão cinco estados do Nordeste e um do Norte, o Acre, que lidera as perdas proporcionais.

Em julho, o Acre havia exportado pouco mais de US$ 74 mil em madeira, carvão vegetal e derivados. Em agosto, o valor caiu para zero, deixando o estado no topo da lista das maiores quedas percentuais. No Nordeste, o destaque negativo foi Alagoas, que depende fortemente da venda de açúcar para os EUA. O produto ficou fora da lista de isenções e puxou uma redução de quase 100% nas vendas do estado. Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Ceará também sentiram os efeitos da sobretaxa, com reduções que variaram de 69% a 80% em apenas um mês.

Embora a maior perda proporcional tenha sido registrada pelo Acre, em termos absolutos quem mais sentiu foi São Paulo. O estado exportou US$ 1,39 bilhão em julho, mas em agosto esse valor caiu para menos de US$ 960 milhões, uma redução de mais de US$ 400 milhões em um único mês. Minas Gerais, Ceará, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul também aparecem entre os maiores recuos em valores.

Entre os produtos mais afetados pelo tarifaço estão o minério de ferro, que praticamente deixou de ser embarcado para os EUA, o açúcar, com queda de 88%, além de aeronaves, máquinas, carne bovina fresca, madeira e celulose.

No Nordeste, o impacto foi tão forte que o Ceará, estado com maior dependência das exportações para os Estados Unidos, decretou situação de emergência e anunciou medidas de apoio a exportadores. No primeiro semestre deste ano, mais da metade das vendas externas cearenses tinham os EUA como destino.

Apesar das perdas com o mercado norte-americano, a balança comercial brasileira fechou agosto com superávit de US$ 6,1 bilhões, resultado puxado pela agropecuária e pela indústria extrativista. Em comparação ao mesmo mês de 2024, houve crescimento de quase 4%. Ainda assim, as exportações para os EUA recuaram 18,5% no período, deixando claro o peso da nova tarifa para os produtores e indústrias do país.