10 de mai de 2018

Em crise, Segurança é a pauta central da comunicação de Sebastião que tenta convencer o telespectador e o leitor de que tudo está normal



A crise da Segurança que tem levado os acreanos a viver confinados em suas casas e a conviver com o medo, tem levado a equipe de comunicação do governador Sebastião Viana (PT) a focar a produção de seu conteúdo jornalístico e publicitário para as ações do setor.

Em meio a propagandas que tentam convencer o telespectador de que tudo está normal e de que a culpa da violência é do presidente Michel Temer (MDB), o governo não consegue abafar o noticiário ruim sobre o aumento da criminalidade. A sensação de insegurança, aliás, não fica restrita às manchetes, mas é perceptível nas ruas.

Para mostrar que realiza algo, o governo todos os dias bombardeia as redações de seus jornais e emissoras aliados com releases (textos de assessoria de imprensa) mostrando os trabalhos desenvolvidos pelos órgãos de segurança, e apresentando dados elaborados por sua própria equipe com possíveis reduções de homicídios.

No site de divulgação dos feitos de Sebastião Viana, a Agência de Notícias do Acre, reportagens com conteúdo sobre a Segurança Pública são a pauta principal e estão sempre em destaque. Apresentando somente o lado oficial da questão, as matérias chegam a ter produção especial, com direito a vídeos.

Até bem pouco tempo, a equipe de Comunicação de Sebastião deixava o tema da segurança em segundo plano, classificando-o como de interesse apenas das páginas policiais dos jornais e de veículos sensacionalistas.

Na campanha publicitária elaborada pela Companhia de Selva, a agência que há duas décadas detém os contratos milionários da mídia petista, a estratégia é tirar a culpa da crise do governo e empurrar para o colo de Temer e das facções criminosas.

A estratégia é tentar convencer o público de que a não fiscalização das áreas de fronteira é a grande responsável pelo aumento da violência. Nos 13 anos em que os presidentes do PT ocuparam o Palácio do Planalto, os petistas acreanos não se lembravam de que o Acre fazia fronteira com a Bolívia e o Peru, e de que a fronteira estava escancarada.

A veiculação das peças publicitárias levou o deputado Wherles Rocha (PSDB) a acionar o Ministério Público para que retire do ar os comerciais por, de acordo com ele, conterem informações mentirosas e serem uma “propaganda enganosa”.

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