5 de jan. de 2018

Gladson cumpre agenda no Acre e garante empenho de mais de R$ 24 milhões para beneficiar saúde e infraestrutura dos municípios


O Senador Gladson Cameli (Progressistas-AC) iniciou nesta quarta-feira (03) uma agenda em vários municípios do estado para anunciar o investimentos no valor de mais de R$ 24 milhões do governo federal nas áreas de Saúde e Infraestrutura. Nos dois primeiros dias o parlamentar visitou comunidades e reuniu-se com prefeitos dos municípios de Porto Walter, Marechal Taumaturgo e Jordão.


Os recursos já empenhados são oriundos do Ministério da Saúde e do Departamento de Infraestrutura e Transportes (DNIT), frutos de recursos extra-orçamentários solicitados pelo parlamentar acreano durante o recesso do Congresso Nacional para beneficiar as populações de todos os municípios acreanos, ampliando assim os serviços básicos de saúde no Acre.

Serão entregues ainda no início do ano 26 ambulâncias em todos municípios, além de cinco vans, três unidades básicas de saúde fluviais (UBS) para atender as comunidades ribeirinhas; sete kits odontológicos e três equipamentos de UBS´s fluviais. Cameli também conseguiu a aquisição de máquinas e equipamentos para várias prefeituras, entre eles tratores de esteiras e retroescavadeiras. 

De acordo com o senador, também serão liberados mais recursos no total de R$ 1.200.000,00 (Um milhão e duzentos mil) para revitalização do Igarapé Preto, em Cruzeiro do Sul e mais R$ 800.000,00 (Oitocentos mil) para revitalização do Mercado Municipal e do Açude Velho. “O empenho desses recursos será realizado ainda em janeiro”, disse Cameli.


Gladson está conversando com as comunidades e com os prefeitos das cidades visitadas. Ele agradeceu a atenção do governo federal para com o Acre e destacou a importância de atender as populações do interior do estado, principalmente as comunidades ribeirinhas, que segundo ele são as maiores vítimas da ausência de médicos, equipamentos e medicamentos para auxiliar no tratamento preventivo de doenças que afligem as pessoas.

“Nós conhecemos o Acre e as pessoas. Precisamos estar conscientes das necessidades apresentadas pelos municípios e buscar melhorias para essas comunidades. Eu tenho feito isso, e continuarei trabalhando no Senado Federal pelo bem estar da população do meu estado”, afirmou ele.

Esses foram os 15 carros mais vendidos no Brasil em 2017


No ano foram emplacados 1.855.874 automóveis no país


O carro mais vendido no Brasil em 2017 foi o Chevrolet Onix, com 188.654 unidades vendidas no ano, segundo o ranking elaborado pela Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). No período, 1.855.874 automóveis foram emplacados no país. 


Em segundo lugar na lista dos mais vendidos está o Hyundai HB20, com 105.539 unidades. Ele é seguido pelo Ford Ka (94.893) e pelo Volkswagen Gol (73.919). 

A montadora líder do mercado de automóveis em 2017 foi a GM, que se manteve na primeira posição durante o ano todo, com participação de 18,79%. Em seguida vieram Volkswagen, Hyundai e Ford. As quatro primeiras montadoras controlaram 51,36% do mercado de automóveis no ano passado. 

Confira, abaixo, os 15 carros mais vendidos em 2017:

Modelo Unidades
1. Chevrolet Onix 188.654
2. Hyundai HB20 105.539
3. Ford Ka 94.893
4. Volkswagen Gol 73.919
5. Chevrolet Prisma 68.988
6. Renault Sandero 67.344
7. Toyota Corolla 66.188
8. Fiat Mobi 54.270
9. Jeep Compass 49.187
10. Honde HR-V 47.775
11. Volkswagen Fox Cross Fox 42.716
12. Toyota Etios HB 41.986
13. Hyundai Creta 41.625
14. Volkswagen  Voyage 40.822
15. Jeep Renegade 38.330

4 de jan. de 2018

Prefeita Marilete Vitorino se reúne com ACS e anuncia repasse integral de incentivo


Assecom - A Prefeita Marilete Vitorino decidiu agir corretamente e reuniu uma parte de seu secretariado, Procuradoria Jurídica e Contábil, entre outros para realizar o anúncio oficial do repasse integral do Incentivo Adicional para os Agentes Comunitários de Saúde.

A reunião aconteceu na manhã desta quinta feira, 04, no teatro municipal José Potiguara e a abertura foi feita pela própria prefeita que de maneira informal comunicou a boa notícia aos Agentes de Saúde em meios a elogios pelo reconhecimento dos trabalhos desenvolvidos pelos profissionais.


“Quero parabenizar vocês todos pelo trabalho de excelência que vocês etão realizando. Aqui na zona urbana não ouço reclamações; somente elogios. Uns se sobressai a mais, têm aqueles assim que são 100%, outros 80%, mas de forma que todos estão de parabéns”, elogiou a prefeita.

E para que todo o processo se consolide de forma legal, a prefeitura de Tarauacá estará enviando um Projeto de Lei à Câmara de vereadores para regulamentar o repasse do Incentivo Adicional de forma definitiva aos Agentes Comunitários de Saúde.

Em outros municípios as formas utilizadas pelos prefeitos ainda são bastante variadas. Assim, alguns repassam como gratificação outros, como incentivo adicional e outros, como a prefeita de Tarauacá, que resolveu apresentar uma Lei Municipal para regulamentar a repasse. 

Se aprovado o Projeto de Lei, a distribuição será realizada de forma linear, divididos igualmente entre os Agentes, de modo que cada um vai receber o equivalente a R$ 960,70. Esse valor deverá ser destinado para aquisição de kits como capas de chuva, protetor solar, botas, luvas e equipamentos para atender a área da vigilância em saúde. 

Trump responde ao líder da Coreia do Norte: ‘Meu botão nuclear é muito maior e poderoso’


Kim Jong-un e Donald Trump. LUCAS JACKSON – REUTERS


Há frases que definem uma presidência. Outras que marcam um momento histórico. E algumas que simplesmente retratam quem as pronuncia. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não pôde evitar ser ele mesmo na noite se terça-feira, 2 de janeiro – e, ante sua maior responsabilidade, a gestão de uma crise nuclear, responder ao seu arqui-inimigo norte-coreano com uma afirmação que mostra claramente sua forma de ver o mundo. “Kim Jong-un disse que o ‘botão nuclear está sobre sua mesa o tempo todo’. Alguém desse regime debilitado e faminto pode avisar a ele que eu também tenho um botão, mas que o meu é muito maior e poderoso, e que o meu funciona?”, disse o presidente no Twitter.

Suas palavras eram uma resposta tardia às declarações feitas na segunda-feira pelo tirano da Coreia do Norte, que reiterava que seu país, embarcado numa vertiginosa corrida armamentista, já era um Estado nuclear com um “forte poder” de dissuasão.

“Todos os Estados Unidos estão ao alcance de nossas armas nucleares, e um botão nuclear está sempre sobre minha mesa. Essa é a realidade, não uma ameaça”, afirmou Kim Jong-um num discurso, cujo eixo, porém, foi a abertura de uma via de diálogo para que uma delegação do Norte possa participar dos Jogos Olímpicos de Inverno que o Sul organiza. Uma iniciativa que poderia contribuir para uma aproximação, mas à qual Trump não quis dar ouvidos. Ao contrário: preferiu lançar um ataque verbal que confirma uma das características de sua personalidade: responder a qualquer desafio com outro maior.

Não é a primeira vez que ambos os mandatários se engalfinham. Em setembro, durante sua estreia na Assembleia Geral da ONU, o presidente norte-americano ameaçou a Coreia do Norte com a “destruição total” se o regime asiático colocasse em perigo a segurança dos EUA, chamando Kim Jong-um de “homem-foguete”. “Com certeza, vou domar com fogo o americano desequilibrado e senil”, respondeu o tirano, num pronunciamento transmitido pela TV.

Essa troca de insultos se repetiu em novembro. Na reta final de sua viagem à Ásia, Trump chamou de “gordo e baixo” o Líder Supremo após ser retratado pela imprensa norte-coreana como um “velho lunático”. Agora, voltam à rota de colisão os dois homens que protagonizam o maior enfrentamento nuclear da década.

FONTE: El País

Presidente contra as reformas pode jogar o Brasil novamente para o fundo do poço, afirma Kawall


"Se nós não levarmos essa eleição a sério e elegermos o populismo, o Brasil não irá sobreviver", projeta o economista-chefe do Safra


Depois de passar pela pior recessão já vista em 2016, o Brasil conseguiu sair do fundo do poço no ano passado. Porém, a depender do resultado das eleições para presidente deste ano, podemos retornar em uma situação ainda pior: "a eleição de um presidente contra as reformas pode jogar o Brasil novamente para o fundo do poço, inclusive para algo muito pior do que vimos na última recessão", assim afirmou Carlos Kawall, economista-chefe do Banco Safra e ex-secretário do Tesouro.

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Em entrevista exclusiva para InfoMoney, Kawall se mostrou otimista com a recuperação da economia, movimento que será liderado pela ponta do consumo, assim como estima uma inflação controlada e juro fixado em 6,75% ao longo de 2018, mas tudo isso pode ser colocado em xeque com o resultado das eleições.

Confira os principais trechos da entrevista:

Aprovação da reforma da Previdência
“Este não é o nosso cenário-base para este ano, na verdade acreditamos que há uma chance de 20% de aprovação do texto em pleno ano eleitoral, já que estamos falando de uma medida bastante impopular. Para nós, Previdência somente 2019, com o quadro eleitoral já definido. Por outro lado, o esforço que o governo empreendeu no final de 2017 para tornar a reforma mais ‘fácil de engolir’ pela população, deixando de lado o foco estritamente econômico e explicando que a reforma tem como objetivo reduzir a injustiça entre as aposentadorias pagas para o alto escalão do setor público, mantém acesa a chama de esperança de que o governo consiga passar o texto na Câmara em fevereiro, embora não seja nosso cenário-base”.

Rebaixamento do rating
“Caso aprovada [a reforma da Previdência] em fevereiro, o Brasil não será rebaixado e no cenário mais otimista as agências de classificação de risco poderiam retirar a perspectiva negativa do rating brasileiro, o que seria um grande alívio para os mercados. Agora, concretizado o cenário-base (somente em 2019), essa derrota do governo não será encarada da mesma maneira pelas agências de classificação de risco. Pelo quadro atual, a chance de rebaixamento pela S&P (Standard & Poor's) ultrapassa 50%. Já no caso das outras duas agências [Fitch Ratings e Moody´s], não vejo uma indicação tão clara como da S&P e apostaria que elas provavelmente aguardariam o desenvolvimento do quadro político, como o andamento da economia, para tomar uma decisão”. 

Expectativas econômicas para 2018
“Para este ano, nossa expectativa contempla um crescimento para o PIB (Produto Interno Bruto) de 2,5%, frente 0,9% no ano passado, recuperação que será liderada pelo consumo, especialmente por bens duráveis, que está mais ligado ao financiamento, com investimento se recuperando aos poucos na indústria. Na nossa opinião, os setores de construção civil e infraestrutura vão demorar mais para iniciar uma retomada”.

 “A inflação deve encerrar 2018 em 4,1%, ainda abaixo do centro da meta de 4,5%. Mesmo com o crescimento projetado para a economia e a política monetária expansionista, acreditamos que a inflação será bastante comportada neste ano tendo em vista que o tamanho do hiato do produto (quanto a demanda da economia está distante de sua capacidade máxima de produção) ainda é muito grande, como não esperamos uma melhora significativa do desemprego, o que permite que a inflação permaneça controlada em 2018”.

“O Copom (Comitê de Política Monetária) deve cortar a Selic em 25 pontos-base na primeira reunião de 2018 para 6,75% ao ano e encerrar neste nível. Uma alteração da taxa básica de juros pelo BC não dependerá do futuro da reforma da Previdência, mas sim o resultado da eleição, pois aí teremos uma mudança quanto ao horizonte das reformas para os próximos anos”.

Quadro fiscal
“Apesar de extremamente complexo, o quadro fiscal de 2018 não é mais caótico como dos últimos anos, pois agora nós temos gestão sobre as contas públicas em consonância com o comprometimento das metas fiscais. Obviamente, a aprovação da reforma da Previdência é importante para voltarmos ao superávit, mas não é a única medida que governo tem que tomar, que a partir das eleições deverá rediscutir suas despesas obrigatórias”.

“Portanto, com maior comprometimento com as metas, melhores expectativas para a economia e o pagamento de R$ 130 bilhões de dívida por parte do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) à União, esperamos uma melhora da dinâmica da Dívida/PIB em 2018”.

Risco eleitoral
“A eleição de um presidente contra as reformas pode jogar o Brasil novamente para o fundo do poço, inclusive para algo muito pior do que vimos na última recessão. Como uma vez disse o ex-ministro da Fazenda, Delfim Netto, se nós não levarmos essa eleição a sério e elegermos o populismo, o Brasil não irá sobreviver. Nós estamos no limite no campo das contas públicas e do descrédito internacional, já que estamos discutindo se vamos sofrer um novo rebaixamento. Não podemos insistir nos mesmos erros”. 

Lula presidente
“Caso eleito, não acredito que Lula realizará um tipo de governo intervencionista como tivemos na era Dilma, ele buscaria uma maior aproximação junto ao empresariado e ao mercado. A grande diferença será a realidade econômica que o petista enfrentará, bem diferente de 2003, quando tínhamos as ‘contas em dia’. Esse choque de realidade será o grande desafio para ele caso eleito, pois, inevitavelmente, será obrigado a discutir o andamento da agenda de reformas para resolver o quadro fiscal brasileiro, agenda que não faz parte dos planos políticos do PT”.

“Encaro as eleições de 2018 como a chance do Acre experimentar um novo momento com novas ideias”, diz Gladson



Mariano Maciel - Em entrevista exclusiva ao ac24horas, o senador Gladson Cameli (Progressistas) avalia que o ano de 2017 foi positivo para o estado do Acre e grandes objetivos de seu mandato foram alcançados. Ele dá destaque especial à restauração da BR 364, bandeira que o parlamentar abraçou quando ninguém queria ser o “pai da obra” inacabada, que ameaçava isolar mais de 250 mil pessoas em três regionais do estado.

Outro indicador apontado como avanço, é o da recuperação econômica do Brasil com a diminuição do desemprego. Para o senador, estão criadas as condições para uma retomada do crescimento em 2018. Visto como liberador de emendas para todos os municípios do Acre, o engenheiro revelou o segredo para conseguir recursos em Brasília.

Inocentado na investigação do Ministério Público Federal na Operação Lava Jato, pré-candidato ao governo por um conjunto de partidos de oposição, Cameli mudou o discurso com relação à postura adotada pelo Democratas de Tião Bocalom e ao pedir respeito a uma nova via política, chamou para si a responsabilidade da liderança do processo.

“Essa eleição não será pela política. Será pelas pessoas”, garante o parlamentar.

Veja na íntegra a entrevista concedida pelo senador Gladson Cameli ao site ac24horas.

Ac24horas – O senhor assumiu o desafio de restaurar a BR 364 quando ninguém queria apadrinhar a recuperação da rodovia. O senador chegou a ter medo de assumir uma bandeira tão complexa como essa?

Gladson Cameli – Eu gosto de desafios. Confesso que quando o governo federal começou a contingenciar recursos por conta da crise instalada nesse país, eu cheguei a pensar que os objetivos do DNIT não seriam alcançados. Foi preciso fincar o pé na porta do Ministério dos Transportes e graças a Deus conseguimos sensibilizar o ministro Maurício Quintela e a direção nacional do DNIT da necessidade de não cortar recursos para a obra. Deu certo, com a conquista da Superintendência no Acre eu me tranquilizei, era a certeza de que os recursos estavam em boas mãos e que seriam aplicados corretamente. O resultado do meu empenho, da união da bancada federal e da transparência na gestão do Thiago Caetano está aí, a BR aberta e com mais de 150 km restaurados.

ac24horas – Essa é a maior conquista nessa área de infraestrutura para o Acre ou existiram outros avanços?

Gladson Cameli – Nós temos um conjunto de obras importantes para o desenvolvimento do estado, a BR 364 tem uma importância muito grande para a ligação do Juruá com o restante do Brasil, o escoamento da produção, a garantia de abastecimento, mas tem um outro corredor fundamental que é a BR 317. Já tem recursos orçados em R$ 63 milhões para a recuperação total dela, desde a divisa do Amazonas até Assis Brasil. Temos o cronograma da ponte sobre o Rio Madeira, mais R$ 140 milhões de investimentos, sem atraso e a expectativa de inaugurar essa obra em 2018. Essa ponte com a conclusão do Anel Viário entre Epitaciolândia e Brasileia fecha as grandes obras necessárias para ligação com o Pacífico. O projeto de reconstrução da BR 364 garante obras para os próximos quatro anos.

ac24horas – O que representou a liberação de exportação da carne suína para a Bolívia?

Gladson Cameli – Ouvir um empresário falar em triplicar a geração de emprego e renda em um momento que o estado vive um caos na segurança pública é muito gratificante. O ministro Blairo Maggi demonstrou para o Acre que com vontade política é possível fazer. O que não resolveram durante décadas, levamos seis meses para colocar nas mãos do Paulo Santoyo, sócio proprietário da Dom Porquito. E vamos avançar rumo ao mercado andino. O Acre precisa produzir, fortalecer o agronegócio. Vejo isso como grande alternativa econômica. Como senador, estou trabalhando para melhorar a vida das pessoas do meu estado e do meu país. Foi isso que me honrou com a escolha do meu trabalho como merecedor do título de melhor senador do Acre.

ac24horas – O senhor é pré-candidato ao governo. Como vai conciliar a atividade parlamentar com as eleições em 2018, caso o seu nome seja referendado pelos partidos de oposição? Já lhe criticaram até pelo o senhor cumprir mais agenda no Acre do que no Senado Federal.

Gladson Cameli – Na semana que me criticaram eu voltava de Brasília com a garantia de 25 ambulâncias, uma para cada município do meu estado. O cidadão hoje está mais preocupado em manter ou conseguir seu emprego do que com política. Está mais amedrontado com essa crise de segurança do que preocupado com campanha. Então, nossa obrigação, como senador é agora buscar soluções e investimentos que ajudem ao Acre suportar essa terrível crise.

ac24horas – Mas as eleições foram antecipadas, o senhor acredita que tem como fugir desse debate?
Gladson Cameli – Eu estou encarando esse momento como uma chance do Acre experimentar um novo momento, com novas ideias para a saúde, para a educação, para discutirmos como o cidadão vai poder sair e chegar em casa com segurança, poder voltar a pensar num futuro melhor. Sou um senador que anda, que conversa com todos os prefeitos independente de cores partidárias, desde Marechal Thaumaturgo até Assis Brasil. Esse debate eu venho tendo diariamente com a população.

ac24horas – O senhor pediu respeito à decisão do Tião Bocalom de marchar com o Democratas com a pré-candidatura do Cel. Ulisses, isso significa o fim das tratativas com o Democratas?

Gladson Cameli – Representa um ponto final nas picuinhas, nos debates pequenos. O Acre é muito maior do que os ataques criados a partir das decisões de grupos políticos. O adversário do Bocalom é o mesmo meu, ou seja, o PT. Nosso objetivo também é comum, de tirar esse grupo que endividou o estado, que persegue o produtor rural, desde o grande até o pequeno, impedido o progresso com um discurso vazio de florestania. Mas voltando à sua pergunta, não é o fim do diálogo, creio que vamos continuar fazendo uma conversa ampla, mas pensando no Acre e nas pessoas.

ac24horas – Com a decisão do DEM, o PSDB é o partido credenciado para indicar a vaga de vice na sua chapa?

Gladson Cameli – Eu tenho dito que o PSDB tem dado gestos positivos. Essa questão é como um casamento, precisa de confiabilidade e fidelidade. Eles apresentaram o nome do médico Eduardo Veloso, estão tratando isso com muita responsabilidade com os demais partidos. A busca não é apenas de um nome para ser vice, mas um perfil que possa confirmar a união das nossas ideias, trazer novas visões e somar ainda mais competência ao nosso grupo.

ac24horas – Como o senhor avalia as últimas denúncias com relação ao seu mais forte adversário político, o prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre?

Gladson Cameli – Acho que cabe a ele responder melhor essa pergunta. Fui eleito o senador com o melhor trabalho em prol do meu estado e sou ficha limpa. Isso é o que realmente importa.

Ac24horas – Qual suas considerações finais e a expectativa para 2018?

Gladson Cameli – O país caminha com expectativas de crescimento. Participei de um encontro mundial onde um estudo aponta a projeção maior do PIB brasileiro para 2018. Estou com muita esperança e vontade de continuar trabalhando. Quero agradecer a toda população do meu estado pelo forte sentimento que a gente recebe nas ruas. Agradecer minha esposa, Ana Paula, meu filho Guilherme por tudo de bom que Deus tem proporcionado em nossas vidas e desejar um feliz natal e um próspero ano novo para todas as famílias do meu estado.

Sancionada lei que autoriza pagamento do 13ª salário a vereadores, prefeita e vice no município de Brasiléia



Wiliandro Derze - Os vereadores do município de Brasiléia aprovaram a mudança do artigo 19 da Lei Orgânica do Município para garantir o pagamento dos seus 13ª salário da prefeita e vice-prefeito. No Diário Oficial dessa quinta-feira (28), no apagar das luzes de 2017, a mudança foi sancionada e os políticos fecham o ano com mais uma conquista e mais gastos ao município.

A remuneração dos vereadores fica estipulada de acordo com os artigos da Lei Orgânica do Município estabelecidas na Constituição Federal. O que inclui o acréscimo do abono salarial ou 13ª salário como é conhecido.

O presidente da Câmara Municipal, Vereador Rogério Pontes (PMDB) aliado da prefeita, Fernanda Hassem (PT), não atendeu às ligações da reportagem e nem respondeu às mensagens até o fechamento desta edição para explicar o motivo da aprovação da lei, mesmo no momento de dificuldade financeira que passa o município com os cortes do Fundo de Participação do Município (FPM).

Por que as TVs em aviões podem entrar em extinção


Telas na parte de trás dos assentos custam muito dinheiro e ficam obsoletas muito rapidamente


O entretenimento a bordo de aeronaves comerciais pode estar prestes a sofrer mudanças drásticas: para economizar, aéreas começam a extinguir a tela multimídia que fica nas costas dos assentos.

De acordo com Dan McKone, diretor da consultoria L.E.K, que deu entrevista ao New York Times sobre o tema, cada tela pode custar US$ 10.000, além de aumentar o peso do avião – o que impede que sejam transportados mais passageiros. Além disso, as telas usadas a bordo rapidamente se tornam obsoletas e devem ser substituídas.

Dados estes fatores, empresas como a American e a United Airlines já começaram a oferecer um serviço wifi que permite aos passageiros interagir com conteúdo através de seus dispositivos pessoais. Aeronaves mais novas dessas empresas já dispensaram as telas acopladas nas poltronas para voos nacionais, e voos internacionais também podem ver essa mudança eventualmente.

Para o especialista contatado pelo Times, a tendência é que, desde já, cada vez mais voos domésticos substituam totalmente as telas nos aviões pelo uso dos smartphones e tablets individualmente.

Empresas brasileiras já refletem essa tendência do “traga seu próprio dispositivo”. A Latam, por exemplo, oferece o app LATAM Enterteinment, com filmes, séries, música e notícia em voos nacionais ou dentro da América Latina. Já a Gol usa o GOL Online, e a Avianca Brasil foi a primeira aérea da América do Sul a oferecer internet em suas aeronaves. Ambos os produtos usam WiFi e funcionam nos celulares e tablets dos passageiros.

Petrobras reduzirá preços da gasolina pela 3ª vez a partir de sexta-feira



José Roberto Gomes - A Petrobras informou nesta quinta-feira que reduzirá os preços da gasolina em 0,9 por cento nas refinarias a partir de sexta-feira, na terceira queda consecutiva deste ano, de acordo com comunicado no site da estatal.

A alteração faz parte da nova sistemática de formação de preços da petroleira, em vigor desde julho e que prevê reajustes quase que diários para os combustíveis.

Em paralelo, a Petrobras disse que elevará os preços do diesel em 1,2 por cento nas refinarias a partir de sexta-feira.

3 de jan. de 2018

Acre teve aumento de mais de 100% no número de assassinatos nos últimos dois anos


Mesmo diante da pior fase vivida pelos acreanos no setor da segurança pública Tião decidiu restringir recursos do policiamento


Medalha de bronze
Em 2016, a capital do Acre ostentou o triste título de terceira cidade mais violenta do país, quando o critério considerado é a recém-criada expressão ‘Crime Violento Letal Intencional’ (CVLI). A informação é do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2017, elaborado com base em levantamento de dados do ano anterior, realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.


Parada obrigatória
Antes, porém, de detalharmos os dados do estudo citado – e provarmos adiante, conforme prometido na coluna anterior, que a culpa pelo aumento da violência no Acre tem como maior responsável o governador Tião Viana –, cabe a observação de que o tal CVLI foi uma nova nomenclatura sugerida pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), ainda na gestão da ex-presidente Dilma Rousseff. CVLI ou homicídio doloso, o fato é que teremos um corpo no chão…

Seria cômico, não fosse trágico!
A conclusão é uma só: petista adora rebatizar as coisas, como se isso fosse suficiente pra mudar a realidade, certo? O que antes era miséria, por exemplo, virou ‘hipossuficiência’; o que era autonomia feminina, ‘empoderamento’; homossexualismo agora é ‘homoafetividade’; e sem-teto virou ‘pessoa em situação de rua’.

Estatística macabra
De volta ao Anuário Brasileiro de Segurança Pública, em 2016, no quesito assassinato, a cidade de Rio Branco perdeu apenas para Aracaju (SE) e Belém (PA). Enquanto a taxa média de homicídios registrados nas capitais brasileiras foi de 29,5 para cada grupo de 100 mil habitantes, a nossa foi de 62,3 – contra 66,7 de Aracaju e 64,9 de Belém. Perdemos por pouco…

Inverdade
O discurso do governador Tião Viana, segundo o qual o Brasil inteiro padece do mesmo problema que o Acre, é simplesmente mentiroso. A coluna baseia essa afirmação nos dados do Anuário da Segurança Pública, no Atlas da Violência e no Mapa da Violência – todos de 2017.

Farsa grandiloquente
Ao comentar a suposta diminuição no número de homicídios na última semana do ano passado, replicando a gafe de Tião Viana, que chegou a comemorar a queda no número mortos em relação ao mesmo período de 2016, o secretário de Segurança Pública do Acre, Emylson Farias, também caiu na esparrela de assegurara que a violência no Brasil inteiro havia aumentado. “Em todos os Estados brasileiros aumentou”, disse ele.

Gangorra 
Elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Atlas da violência diz o seguinte: “Ao analisar a evolução dos homicídios por Unidade Federativa de residência, verificamos que houve situações bastante distintas, sendo que, no período entre 2005 e 2015, a variação das taxas de homicídios se inseriu no intervalo entre +232,0% (Rio Grande do Norte) e -44,3% (São Paulo)”.

Tucanos vs. petistas
Ora, o governo tucano do Estado de São Paulo, onde o PT nunca venceu uma eleição para o Palácio dos Bandeirantes, conseguiu a proeza de diminuir os índices da violência tendo dois adversários no governo federal. O Acre, ao contrário, mesmo podendo contar com a ajuda de Lula e Dilma, correu na contramão, conforme se pode ver no gráfico reproduzido abaixo, e retirado do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2017. A sigla MVI significa ‘Mortes Violentas Intencionais’.



Ignorância ou má-fé?
Diz ainda o estudo citado que “Enquanto seis Unidades Federativas sofreram aumento nesse indicador superior a 100%, seis estados tiveram aumento entre 50% e 100%, seis estados sofreram aumento de até 50% e nove Unidades Federativas lograram diminuição das taxas de homicídios”. Em resumo, o governador e o secretário de Segurança se equivocam quanto à afirmação de que a criminalidade cresceu em todo o país.

Acima da média nacional
De acordo com o Ipea, entre 2005 e 2015, a taxa de homicídios no país cresceu 10,6%, contra um aumento de 45,9% no Acre. Em números absolutos, a média brasileira no mesmo período foi de +22,7%, enquanto o Acre apresentou o espantoso crescimento de 75% – passando de 124 mortes violentas em 2005 para 217 em 2015.

Extraoficiais
Uma vez confirmadas as informações publicadas no Facebook pelo promotor de Justiça da 10ª Promotoria de Justiça Criminal da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Rodrigo Curti, segundo as quais até o dia 29 de dezembro de 2017 foram registrados no Acre 481 assassinados, teremos – salvo engano do colunista, que é péssimo em matemática – um aumento de 121% no número de assassinatos entre 2015 e 2017.

Nada a declarar
O Anuário citado traz ainda um levantamento dos casos de violência contra a mulher – incluindo os casos de estupro – e o número de feminicídios por unidade federativa. O Acre, não se sabe por que cargas d’água, não repassou as informações aos pesquisadores do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Cabide de emprego
Este tópico chama a atenção pelo seguinte fato: Tião Viana criou, em 2010, a Secretaria de Políticas Para as Mulheres – um cabideiro de empregos que custou, entre agosto de 2015 e agosto de 2016, mais de R$ 2,3 milhões ao contribuinte. No mesmo período, só em diárias, foram gastos mais de R$ 131 mil.

Dois pesos e duas medidas
Conhecida por atuar contra os adversários da Frente Popular, quando estes supostamente figuram como agressores de mulheres, o órgão comandado pela senhora Concita Maia costuma se calar ante as agressões cometidas por assessores do governo.

Farsistas
A Sesp também não forneceu os dados relativos à morte de policiais civis e militares em serviço, tampouco informou a quantidade de veículos furtados no Estado nos anos de 2015 e 2016. Aliás, quanto aos casos de estupro, a secretaria enviou números que atestam a diminuição de casos na capital. A conclusão é óbvia: o governo de Tião Viana só divulga informações quando elas lhe são favoráveis.

Em números
Quanto à responsabilidade do governador Tião Viana pelo aumento da violência – tese sustentada pela coluna de ontem –, que ele insiste, de forma patética, a atribuir ao presidente Michel Temer, eis abaixo a realidade, em números, de um governo que não se preocupa com a segurança do cidadão.

Menos policiamento
Mesmo diante da pior fase vivida pelos acreanos no setor da segurança pública – algo sem precedentes na História do Acre – o governador Tião Viana decidiu restringir recursos do policiamento: dos R$ 302,5 milhões gastos em 2015, os investimentos caíram para R$ 267,9 milhões em 2016 – uma variação negativa de 11,4%.

Questão de prioridade
Em termos comparativos, no mesmo período, o Estado do Amapá elevou em 70,8% as despesas com policiamento, bem como o Amazonas (30,4%) e Rondônia (4%). Além deles, outras unidades federativas concentraram esforços para aumentar o combate ao crime através do fortalecimento das forças policiais, tais como Rio de Janeiro (129,5% de aumento nos gastos), Distrito Federal (217,5%) e Santa Catarina (277,8%).

Mãos-de-tesoura
O governo de Tião Viana também passou a navalha nos recursos da Defesa Civil (-10,6%) e praticamente liquidou com o setor de informação e inteligência da Segurança Pública, cortando, em 2016, 98,73% dos recursos, em comparação a 2015. Do total de R$ 1.130.914,46 destinados às atividades de inteligência das polícias, no ano retrasado o repasse foi estabelecido em ridículos R$ 14.383,76 – valor inferior ao salário de um ‘assessor especial’ de Tião Viana.

Desproporcional
O zelo de Tião Viana com a segurança do cidadão comum se dá na proporção inversa com que ele se preocupa com a sua própria – composta, como já foi dito, por mais de 90 policiais militares.

Mais do mesmo em 2018
A Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2018 comprova que nosso gestor maior está pouco se lixando para a criminalidade à que precisa se sujeitar a maior parte dos moradores da capital e do interior do Estado. Mas isso é assunto para a próxima coluna.

Passageiro se irrita com atraso de desembarque e deixa avião por saída de emergência; assista


Voo partia de Londres com destino à Malaga, na Espanha; o próprio passageiro abriu a porta de emergência


Um passageiro da Ryanair impossibilitado de desembarcar do avião após o pouso irritou-se e deixou a aeronave pela saída de emergência da mesma nesta segunda-feira (1). De acordo com o portal britânico Mail Online, ele ficou na asa do avião até ser socorrido pela equipe de bordo.

O voo partia de Londres com destino à Málaga, na Espanha, e teve sua decolagem atrasada em uma hora. Após o pouso no destino final, os passageiros ficaram cerca de trinta minutos impossibilitados de deixar o avião.

Outro passageiro do voo foi capaz de filmar o homem em questão, que não teve seu nome divulgado, saindo do avião. Segundo contou ao jornal, o passageiro afirmou que estava sofrendo de um ataque de asma e saiu da aeronave pois “precisava de ar”. Ele mesmo deixou seu assento e abriu a porta de emergência para sair.

Por ter quebrado as leis espanholas de aviação, a polícia foi chamada e o homem, preso. Procurada pelo jornal, a Ryanair confirmou o ocorrido: “A polícia do aeroporto de Málaga imediatamente prendeu o passageiro em questão e, já que esta é uma brecha das regulações de segurança da Espanha, está aos cuidados da autoridade do País”, disse.

Assista a seguir à gravação do ocorrido:

2 de jan. de 2018

Secretários emitem nota justificando atrasos no pagamento de plantões


Temendo paralisação em massa nos hospitais do Acre, os secretários da Gestão Administrativa e da Saúde, Sawana Carvalho e Gemil Júnior, respectivamente, assinaram nota para tentar justificar os atrasos no pagamento do dinheiro devido aos trabalhadores e jogar panos quentes no assunto.

Os trabalhadores podem cruzar os braços e deixar de pegar os plantões extras ofertados nas unidades de saúde. Os pagamentos referentes a novembro não foram realizados em dezembro, por um suposto erro no processamento da folha. E isso deixou os trabalhadores revoltados.

“(…) Isso ocorreu devido a problemas no sistema, e para não atrasar a folha de pagamento de todos os servidores do Estado foi decidido separar o pagamento do salário e o dos plantões”, pontua trecho da nota. E completam: “isso se dará a partir da abertura do orçamento, em 24 de janeiro”.

Acontece que a explicação dos secretários não caiu bem, e pode, agora, gerar novas discussões entre a classe. Com os pagamentos só no final de janeiro, trabalhadores temem que o governo queira fazer a quitação da dívida com os servidores apenas no pagamento de janeiro, aumentando impostos e descontos.

Vidente prevê terremotos queda de avião de grande porte e outras coisas para o Acre

1 de jan. de 2018

Superintendente do DNIT estima em R$ 1bilhão o valor para reconstruir a BR-364



Victor Augusto - Construir na Amazônia não é coisa fácil. As intempéries são obstáculos quase intransponíveis. Além disso, no Acre não existem materiais básicos para as obras. Para se ter uma ideia das dificuldades que isso impõe, o seixo, uma das principais matérias-primas utilizadas em construções, vem da fronteira com a Colômbia, a 3.409 quilômetros. Já a brita vem das pedreiras de Rondônia.

Quando o assunto é construção de estradas, essa logística é montada ano após ano. Uma grande soma de recursos é investida só para garantir que não falte material nos canteiros de obras, encarecendo em muito o custo do quilômetro das rodovias.

Nos anos 80, o antigo DNER, mesmo com o apoio do Batalhão de Engenharia do Exército, sequer conseguia que o trecho Rio Branco-Cruzeiro do Sul permanecesse aberto ou trafegável. Somente em 1995, quando Orleir Cameli assumiu o governo estadual, é que houve um empenho real de pavimentar a BR-364.

No entanto, naquele momento, alguns políticos acreanos, liderados pela ex-senadora petista Marina Silva, - hoje na REDE - conseguiram impedir na justiça que as obras continuassem, alegando danos ambientais e superfaturamentos.

Quando Jorge Viana (PT) assumiu o governo do Estado, no final dos anos 90, procurou dar continuidade às obras da BR, mas sem sucesso. Desta feita, não por interferência de opositores, mas por falta de vontade da bancada acreana e dele próprio. Nesse período, a estrada era utilizada apenas no verão.

Durante os seus dois mandatos (1999 a 2006), nenhum parlamentar da bancada acreana se posicionou contrário à construção da BR. Embora o então governador tivesse total liberdade para construir a rodovia, as obra só foram iniciadas na administração de seu sucessor, Binho Marques.

Uma das principais preocupações dos engenheiros naquela época era a infiltração, que deteriora a terraplanagem e o pavimento. As construtoras propunham usar uma colcha drenante, com 30 centímetros de brita. O material era “envelopado” a uma manta geotêxtil para garantir o escoamento da água que flui debaixo do solo, no momento em que as máquinas realizam o corte da terra para alcançar a medida exigida pelas regras de pavimentação.

Outra técnica utilizada foi a adição de cimento misturado ao solo. Para cada quilômetro asfaltado, segundo os técnicos, eram necessários três mil sacas de cimento. Para a construção da base da estrada também era necessária a utilização de cerca de três mil metros cúbicos de seixo.

O governador Tião Viana prometeu inaugurar a BR-364 em definitivo até o final do seu mandato. No entanto, alegando reparos permanentes por causa do solo, caminhões pesados e problemas climáticos, a obra foi devolvida para o Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit). A verdade é que a rodovia nunca ficou pronta porque, ao término de um trecho, tem-se o anterior para consertar. Que tipo de camada de asfalto foi colocada ao longo da estrada?

Além dos fatos já citados, ainda surgem escândalos envolvendo serviços pagos e não realizados, além de superfaturamento nas obras da BR-364. Sendo reais ou não as denúncias, fica difícil explicar ao povo acreano para onde foram tantos recursos financeiros investidos pela União.

 Formado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Acre (Ufac), pós-graduado em Avaliação e Perícia pela União Educacional do Norte (Uninorte) e mestre em Processos Construtivos pela Universidade Federal do Pará (UFPA), o superintendente do Dnit, Thiago Caetano, de 33 anos, recebe a nossa reportagem na sede da autarquia, em Rio Branco.

Ele falou dos desafios de manter a malha viária federal (cerca de 1.200 quilômetros) por causa da burocracia, quadro técnico insuficiente e falta de logística. Também fez uma avaliação do seu trabalho, apontou alguns problemas na construção da BR-364 e concluiu que o trecho entre Sena Madureira e o rio Liberdade precisa ser completamente refeito. O valor dessa reconstrução chega à cifra de R$ 1 bilhão. Veja os principais trechos da entrevista.


Acre em Revista – O senhor tinha apenas quatro anos efetivado no Dnit quando assumiu uma superintendência recém-criada. Isso está sendo um grande desafio?

Thiago Caetano – Bom, quando eu entrei no Dnit, fui empossado em Porto Velho. Passei cinco meses por lá. Foi quando começou a discussão sobre a possibilidade do departamento voltar a dar a manutenção no trecho entre Rio Branco e Cruzeiro do Sul. De volta a Rio Branco, trabalhei como engenheiro na parte de fiscalização. Em meados de 2015, quando o governo estadual começou a devolver as estradas para o Dnit, foi quando começamos o nosso planejamento, pois iriamos trabalhar com contratos grandes. Por questões técnicas, o superintendente de Rondônia já começou a me colocar à frente de alguns serviços, mesmo sendo apenas uma unidade, ou seja, sem autonomia. Houve a necessidade de uma autonomia de gestão. Nesse período saíram os primeiros contratos de manutenção da BR-364, porém, de imediato, chegamos à conclusão que a rodovia precisava ser reconstruída. O Dnit sempre deu manutenção no trecho. O problema residia no seguinte fato: garantir a manutenção de uma estrada que precisava ser refeita é a mesma coisa que querer apagar um incêndio com gotas d’água.

Acre em Revista – Criada a superintendência, o que foi feito de imediato?

Thiago Caetano – Como o projeto de reconstrução estava demorando muito, porque é complexo e envolve muita pesquisa, decidimos desmembrar a reconstrução em duas etapas: a primeira seria a restauração do que já existe.  O ano 2016 foi de profunda crise econômica e política. Todos diziam que era impossível alocar recursos, mas, em dezembro daquele ano, assinamos um contrato, que é esse que está sendo executado neste momento.

Acre em Revista – Recentemente, foi anunciado mais de 30 milhões para a continuação dos serviços no inverno. Isso garante que a estrada não vai fechar?

Thiago Caetano – A estrada não fecha. Já fizemos intervenções em todos os pontos críticos. A nossa meta inicial era restaurar entre 80 a 100 quilômetros neste ano. Uma obra dessas, até engrenar, levando em consideração a questão da alocação de recursos e toda a logística que ela precisa, é muito difícil cumprir prazos. A nossa fiscalização, ao identificar um serviço mal feito, para temporariamente a obra. Depois, exigimos que serviço seja refeito de acordo com o projeto original. Hoje, no trecho entre Rio Branco e Sena Madureira, temos dois pontos críticos: um próximo ao rio Antimari e outro próximo ao rio Andirá. Vamos concluí-los até o início do inverno. O nosso verão, este ano, começou praticamente no final de junho. Em agosto e setembro choveu muito acima do normal. O mês de outubro rendeu muito. Quem andar na rodovia vai constatar o avanço e a qualidade dos nossos serviços. Vamos fechar o ano com aproximadamente 140 quilômetros restaurados, ou seja, muito acima das nossas expectativas. Além disso, entre Tarauacá e o rio Liberdade, em cerca de 40 quilômetros, estão sendo feitos serviços preliminares, que é correção dos pontos críticos e regularização para passar o inverno. Se somarmos tudo, serão quase 200 quilômetros trabalhados, o que equivale a quase metade do percurso.

Acre em Revista – Ainda tem alguma novidade para ser anunciada este ano?

Thiago Caetano – Temos uma malha viária de 1.200 quilômetros e a menor superintendência do Brasil, ou seja, dispomos de poucos servidores e uma estrutura de trabalho enxuta. Mesmo assim, temos conseguido desenvolver muitos projetos e obras, além da restauração da BR-364, temos trabalhos de manutenção ao longo de toda a BR-364 e BR-317, conseguimos inclusive dar boas condições de tráfego no trecho entre a divisa de Rondônia e a cidade do Bujari, que no início do ano também estava bem precário. No presente momento, com a chegada do período de chuvas temos buscado investir muito nosso tempo para que os serviços de manutenção sejam mantidos durante os próximos meses e nos projetos futuros. Dentro desse planejamento futuro, temos o projeto da reconstrução da BR-364, com previsão de licitação até junho de 2018; temos os projetos de Restauração da BR-317 (com implantação de acostamentos, ciclovias, conclusão da Avenida Marinho Monte em Brasiléia, entre outras melhorias), com previsão de licitarmos até abril de 2018; Existe a licitação do contorno de Brasiléia e Epitaciolândia, que temos feito o acompanhamento junto ao DERACRE, com previsão de licitação até junho de 2018; Existe os projetos de Restauração da BR-364 entre a divisa de Rondônia e Sena Madureira, cuja previsão de licitação é até junho de 2018 (com previsão de implantação de acostamentos, ciclovias e a conclusão da duplicação entre a rotatória da corrente e a 3º Ponte, entre outras melhorias); existe também o Projeto para construção de um viaduto na rotatória da Corrente (que será o primeiro viaduto do estado do Acre), além de outras intervenções em pontos críticos, como na saída da Cidade do Povo e na rotatória próximo a UNINORTE/Tribunal de Justiça/Polícia Federal, com previsões de licitação até o final de 2018. Enfim, são grandes obras estruturantes que estamos com previsão de licitação ao longo do próximo ano, obras que irão impulsionar o desenvolvimento econômico do estado do Acre e possibilitar maiores investimentos em produção.  Isso sem falar nos investimentos de longo prazo, que também já iniciamos, como construção de novas rodovias para retirar os demais municípios do isolamento, federalização de rodovias estaduais para aumentarmos os investimentos no estado do Acre, construção de portos do tipo IP4 em diversos municípios, entre outros investimentos que temos trabalhado junto a Bancada Federal e Ministério dos Transportes.

Acre em Revista – A degradação da BR-364 foi muito acelerada. Ao final dessa reconstrução que o senhor está anunciando, poderemos ter uma rodovia de qualidade?

Thiago Caetano – Sim, com certeza. Estamos trabalhando para isso. Estamos tentando fazer coisas que a gente não fazia antes. Primeiramente, trazendo soluções adequadas à nossa região, ou seja, soluções cujos históricos já se mostraram viáveis. Quer um exemplo? Do rio Liberdade ao Juruá é um serviço que deu certo. Não é um solo melhor ali, mas foi utilizado um material melhor. Têm-se os mesmos problemas do rio Liberdade para trás. E por que o trabalho ficou bom? Porque o material para fazer a base e a sub-base veio do município de Rodrigues Alves. Ali foi usado um solo de qualidade. Outro fato: não foi usado o solo-cimento, mas o solo-seixo, que é similar ao solo-brita. A solução solo-cimento usado em quase toda a extensão da BR mostrou-se inadequado. O cimento, quando adicionado ao solo, fica uma base muito rígida, que, num processo químico, gera um calor de hidratação muito grande e fissura com facilidade. Quando isso acontece, e pelo fato de o lençol freático ser muito próximo à superfície, a água mina e desagrega o material facilmente. Ao longo dos trechos, colocaram uma base muito rígida sob um solo bastante deformável. Além disso, o controle do cimento é difícil porque ele tem prazo de validade de três meses, entre muitos outros aspectos que poderia citar aqui, enfim não tivemos um bom histórico com essa solução. Ainda sobre aquele trecho, do Liberdade para Cruzeiro, foram feitas bermas de equilíbrio (aterros laterais aos taludes para equilibrar o peso exercido pelo maciço do aterro principal) e uma drenagem muito bem feita. A nossa região tem um índice puviométrico muito elevado e o lençol, como eu já disse, é muito próximo à superfície. Em alguns locais é preciso ter uma drenagem profunda e outros uma superficial, o importante é não permitir que a água fique muito tempo sobre o pavimento ou que atinja as camadas estruturais. As nossas descidas d’águas, em sua maioria, foram feitas em concreto simples, sob um solo muito deformável, o que acasionou  fissuras, escoamento das águas por locais inapropriados (pelas fissuras) e muitas erosões. Por isso, as nossas descidas d’águas precisam ser em concreto armado. As bacias d´água também foram subdimensionadas, com bueiros que não suportavam a vazão das águas, entre outros aspectos. O próprio método de dimensionamento dos pavimentos utilizado é muito antigo e não atende as cargas a que as rodovias são expostas na atualidade, pensando nisso, nosso projeto está sendo feito com base no método mecanístico (usado há bastante tempo nos Estados Unidos e Europa), que avalia não somente a resistência dos materiais, mas também diversos critérios de desempenho das soluções, método este que se ajusta melhor as condições a que nossas rodovias são expostas, seja a nível de cargas ou aspectos climáticos.

Acre em Revista – Por que a BR-364 é uma obra de má qualidade?

Thiago Caetano – Primeiro, Para se ter uma obra de qualidade, seja ela qual for, é preciso fazer todos os estudos que as normas técnicas determinam para identificarmos as condições do terreno onde a obra será executada, os materiais disponíveis para serem usados nas soluções escolhidas, realizar ensaios, experimentos, buscar conhecer bem a região (clima, relevo, condições hidrológicas), entre outros, para termos um projeto adequado. Quando não se tem isso, parte-se de uma premissa errada. Se a solução não é adequada, pode-se gastar valores astronômicos e não teremos uma obra de qualidade. Não é o valor, mas um projeto adequado. Para eu dar um parecer, teria que estudar todo o processo. Precisaria saber sobre os estudos iniciais, se foram todos feitos de maneira adequada (se não houve erro de levantamento). Se as soluções escolhidas no Projeto original guardavam relação com os estudos realizados e se eram adequadas para as condições locais (se não houve erro de projeto). Também precisaria saber se o projeto inicial foi alterado e se realmente a obra foi executada conforme o Projeto (se não houve erro de execução). Não é solução bem simples, mas, de cara, sabemos que executaram soluções que se mostraram inadequadas. O que eu posso dizer, sobre os trabalhos na BR-364, é que o projeto original foi bem diferente do projeto executado, houveram muitas alterações. Por exemplo, em um dos trechos da BR, constava, no projeto original, o tratamento do subleito com cal, que é uma solução melhor do que o cimento. Porque a cal trata quimicamente o solo e não fisicamente como o cimento. As bases e sub-bases, também no projeto original, tinham tratamento com areia para diminuir a expansão. A pedido do próprio gerenciamento do Deracre, se não me engano na época do Marcus Alexandre, foi que houveram essas modificações no projeto, que mostraram-se inadequadas. Agora, para se dar um parecer final, para sabermos se houve erro de Projeto ou Execução, ou ambos, teríamos que ter estudos muito mais aprofundados.

Acre em Revista – Sabemos que é um grande anseio da sociedade Acreana, que sejam identificados os verdadeiros responsáveis pelos problemas que envolvem a BR-364,     desde os de ordem técnica, até os próprios desvios que possivelmente podem ter ocorrido ao longo da obra, o que o senhor sugeriria nesse aspecto para resolver de forma definitiva esta novela que envolve a BR-364?

Thiago Caetano – Bom, inicialmente, gostaria de repetir o que sempre tenho dito: o meu papel a frente do DNIT não envolve buscar culpados para possíveis erros na BR-364, mas sim buscar soluções para que a sociedade Acreana tenha de fato uma rodovia de qualidade; que volte a acreditar que é possível termos boas rodovias no Acre; que volte a Acreditar nas instituições públicas; pois por onde andava nesse estado, o aspecto nos rostos das pessoas era de desesperança; mas creio que aos poucos, com transparência e busca por melhores soluções técnicas, temos conseguido resgatar a esperança das pessoas, especialmente do Vale do Juruá. Tem um exemplo que gosto de usar, que é a construção da ponte sobre o rio Madeira, que inclusive fui o primeiro fiscal daquela obra: quando estávamos instalando as placas da obra nas margens da rodovia, as pessoas e camioneiros passavam e tiravam brincadeiras conosco "parem de mentir... tirem essas placas daí... estamos cansados de ser enganados... já falaram várias vezes que iriam fazer essa obra e até hoje não saiu do papel..."; e, mesmo com todas as dificuldades que enfrentamos no início da obra, conseguimos iniciá-la e hoje está lá, a vista de todos, com previsão de conclusão para final de 2018. O mesmo aconteceu com o Contorno de Brasiléia e Epitaciolândia (com a construção de uma nova ponte duplicada), muitos duvidavam, muitos criticavam... muitos ainda duvidam, mas com todo esforço que desprendemos junto com o Senador Gladson Cameli, conseguimos salvar os recursos, o projeto e assinamos um convênio com o estado - hoje está na fase interna da licitação, com previsão de publicarmos o edital até o meio do ano de 2018 e iniciar a obra ainda no final de 2018. Enfim, quando temos foco, perseverança e trabalhamos em prol da sociedade, para resolver os problemas, os sonhos passam a se tornar realidade. Mas respondendo objetivamente sua pergunta, temos muita gente investigando e apurando tudo que ocorreu na BR-364: TCU, CGU, Polícia Federal, Ministério Público Federal e DNIT (com comissões sendo criadas para apurar os danos causado ao erário). O que acho que falta nesse aspecto de realmente resolver esta "novela", é unificar todas essas investigações; pois temos muitas informações sendo produzidas por todos esses órgãos, mas que se comunicam muito pouco. Creio que deveria ser criado uma espécie de Fórum ou Comissão Mista/Conjunta com representantes de todos esses órgãos, de preferência aqueles que já trabalharam ou estão trabalhando nessas investigações, para reunir todas as informações, analisar e processar de forma conjunta. Creio que os resultados seriam melhores e as respostas mais rápidas, conforme anseio da Sociedade.  

Acre em Revista – E a BR-317?

Thiago Caetano – Essa rodovia foi a que gente trabalhou menos durante este verão. Por quê? Por causa das nossas contratações. Assim que a gente virou superintendência, fizemos quatro contratos de manutenção para dar uma revitalizada geral na BR-317. Houve muitas brigas nos processos licitatórios. Apesar disso, já estamos atuando na manutenção da BR-317, priorizando os pontos mais críticos, avançando um pouco a cada dia. Até o final deste mês o trecho da divisa do Amazonas até depois de Capixaba já estará praticamente sem nenhum buraco e o trecho entre Capixaba e Brasiléia com os pontos mais críticos resolvidos e iremos continuar os trabalhos durante todo o período de inverno. Estamos realizando um mutirão nesta semana, a pedido do senador Gladson Cameli, que tem nos cobrado muito as ações para o Alto Acre, além dos vereadores de Brasiléia e Epitaciolândia, para tapar todos os buracos da BR-317, no trecho urbano de Brasiléia e Epitaciolândia, com o intuito de dar melhores condições de tráfego para essas duas cidades, que estão entre as com maior potencial turístico do Acre, agora nos períodos festivos de fim de ano. Além disso, apesar de todos os problemas na licitação do trecho de Brasiléia à Assis Brasil, estamos fazendo todo o esforço para começar os trabalhos de recuperação desse trecho ainda na próxima semana. Fora isso, temos projetos de restauração da BR-317 sendo elaborados em Brasília. Paralelo a isso, temos ainda o projeto de construção de um anel viário e mais uma ponte em Epitaciolândia e Brasileia, obras que exigiram um esforço muito grande da nossa bancada federal, principalmente do senador Gladson Cameli. 

Acre em Revista – Para que data está prevista a conclusão da ponte no rio Madeira?

Thiago Caetano – Tivemos alguns percalços, mas a obra em nenhum momento parou. Tivemos dificuldades financeiras sim, principalmente por causa dos sucessivos cortes no orçamento da União. Conversei com os engenheiros na semana passada. Estão terminando a fundação do vão central, que era a parte mais difícil da obra. Todos os serviços agora serão fora d’água. A previsão de entrega é no final do ano que vem.