4 de jul. de 2019

MEC encontra contratos irregulares que totalizam R$ 178 milhões


Informações foram encaminhadas à órgãos de controle: CGU e TCU e se concentram em contratos na área de TI

O ministro da Educação Abraham Weintraub
Geraldo Magela/Agência Câmara

O MEC (Ministério da Educação) encontrou irregularidades em contratos no valor total de R$ 178 milhões. Os contratos são para contratação de consultores, vigentes desde 2008. Os maiores problemas foram encontrados em contratos da área de TI e todos os que tinham problemas eram no âmbito da OEI (Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura).

Após o pente-fino, os dados foram encaminhados para a CGU (Controladoria Geral da União) e para o TCU (Tribunal de Contas da União). 

De acordo com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, ainda não é possível apontar dolo ou culpa. 

— A palavra fica restrita a isso. Uma irregularidade por enquanto.

Weintraub convocou uma coletina de imprensa, nesta quinta-feira (4), na sede da pasta. O pente-fino da Educação começou ainda na gestão do ministro Ricardo Vélez Rodrigues. 

Reforma da Previdência é aprovada em comissão especial da Câmara dos Deputados


Com 36 votos favoráveis, membros do colegiado aprovam parecer do relator Samuel Moreira (PSDB-SP). Comissão passa a analisar destaques apresentados ao texto


Os membros da Comissão Especial da Reforma da Previdência da Câmara dos Deputados aprovaram, nesta quinta-feira (4), por 36 votos a 13, o substitutivo apresentado pelo deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) para a proposta que altera as regras para o sistema de aposentadorias.

Trata-se do segundo avanço do texto na casa legislativa desde que foi enviado pelo governo Jair Bolsonaro (PSL) ao parlamento. Em abril, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara havia aprovado, por placar de 48 votos a 18, a admissibilidade da proposta.

Os deputados agora se debruçam sobre os destaques apresentados pelas bancadas para modificações do texto. Superada esta etapa, a  Proposta de Emenda à Constituição (PEC) vai a plenário, onde será submetida a dois turnos de votação e precisará do apoio de 3/5 dos membros da casa, o equivalente a pelo menos 308 deputados.

Durante as deliberações, deputados do centrão falaram na necessidade de se aprovar a partir dos próximos passos da tramitação a entrada de estados e municípios no texto. 

A oposição, por sua vez, continuou criticando o discurso de remoção de privilégios, citando os dispositivos do texto que abrem brechas para que viúvos ou viúvas recebam menos de um salário-mínimo de pensão. 

Palocci: Caixa-preta de 500 Bilhões no BNDES


Além de apontar Lula como o grande articulador do esquema de corrupção no BNDES, Antonio Palocci disse na sessão secreta da CPI que as gestões do PT distribuíram para as empresas amigas nada menos que R$ 500 bilhões.

Mas os petistas e seus satélites querem convencer você de que o verdadeiro ladrão é o juiz que prendeu o ex-presidente.

Tirinhas do Edbar - 04/07/2019

Palocci: Lula era articulador da corrupção no BNDES

Comissão da Previdência se reúne para votar parecer do relator


Ana Cristina Campos - Os deputados que integram a comissão especial da reforma da Previdência (PEC 6/19) na Câmara dos Deputados voltam a se reunir na manhã de hoje (4) para votar o parecer do relator, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP).

Os parlamentares do colegiado têm até as 10h para apresentar destaques com sugestões de mudanças no relatório de Samuel Moreira que ontem (3) apresentou a terceira versão do texto. Até ontem, havia 124 destaques a serem apreciados, dos quais 25 são das bancadas partidárias.

A sessão da comissão especial de ontem, prevista para as 13h, começou com sete horas de atraso. Moreira só começou a ler o relatório às 21h35, depois de a comissão rejeitar um requerimento de adiamento da leitura por 36 votos a 0, com 12 abstenções. A leitura durou cerca de dez minutos. A sessão só terminou no início da madrugada desta quinta-feira.

Nova versão
Em seu novo voto complementar, Samuel Moreira manteve as regras para as aposentadorias dos policiais que atuam na esfera federal. As categorias, que incluem policiais federais e legislativos, se aposentarão aos 55 anos de idade, com 30 anos de contribuição e 25 anos de exercício efetivo na carreira, independentemente de distinção de sexo.

Em seu novo texto, Moreira recuou da permissão para que estados e municípios aumentem a contribuição dos servidores públicos locais para cobrir os rombos nos regimes próprios de Previdência. A possibilidade constava do relatório apresentado na terça-feira (2) pelo relator.

Com a desistência, os estados e os municípios voltam a ficar integralmente fora da reforma da Previdência. Caberá às Assembleias Legislativas estaduais e às Câmaras Municipais aprovar a validade da reforma para os governos locais, assim como o aumento das alíquotas dos servidores sob sua alçada.

Principal ferramenta para elevar a arrecadação da seguridade social e cobrir parte do rombo da Previdência, o aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de 15% para 20% será restrito a bancos médios e grandes. A modificação constou do novo voto complementar do relator da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara.

O texto anterior, lido na terça-feira (2), previa que a elevação da alíquota valeria para todas as instituições financeiras, exceto a B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo). As cooperativas de crédito haviam sido beneficiadas com aumento menor, para 17%.

Panorâmica - 04/07/2019

3 de jul. de 2019

Exclusivo: PF vai investigar suspeita de venda de mandato de Jean Wyllys

Claudio Dantas - A pedido do deputado José Medeiros, a Polícia Federal vai apurar as suspeitas envolvendo a decisão de Jean Wyllys de abrir mão do mandato parlamentar para David Miranda, marido de Glenn Greenwald.

Medeiros enviou à PF, no mês passado, ofício em que relacionava a desistência do psolista às reportagens do site de Glenn Greenwald.

“Tais fatos não me parecem ser mera coincidência”, escreveu o parlamentar no documento, alertando para o que considera uma “invasão cibernética promovida e patrocinada por estrangeiros”.

No ofício, Medeiros também pediu a verificação de eventuais transferências de recursos de Greenwald para Wyllys.

O Antagonista revelou ontem que a PF pediu ao Coaf uma análise preliminar das atividades financeiras do advogado americano.

Governo Bolsonaro inova e apresenta Enem Digital







Vai viajar em julho? Confira os eventos que movimentarão o mês pelo país


De festas julinas aos eventos gastronômicos, julho chega repleto de opções para quem vai curtir as férias do meio de ano


Balneário Cambori (SC) recebe 10ª edição do evento Balneário Saboroso  Foto: Daniel Vianna/MTur
Ministério do Turismo/Geraldo Gurgel - Uma das características do mês de julho é que as festas juninas não param e ganham a versão “julina” para quem vai continuar aproveitando as homenagens aos santos do mês anterior: Santo Antônio (13), São João (24) e São Pedro (29). Se o seu destino é o Nordeste, Campina Grande (PB), continua em festa, até domingo (07), fazendo jus à fama de realizar o maior São João do Mundo. Até lá o Arraial de Belo Horizonte (MG), na Praça da Estação, oferece uma experiência completa: música, dança e gastronomia.  Entre os 359 eventos cadastrados no mês de julho no Calendário Nacional de Eventos do Ministério do Turismo, 18 são festas “julinas”.

“O Calendário Nacional de Eventos é fundamental para ampliar a oferta turística em todas as regiões do Brasil e movimentar o turismo doméstico e internacional. O nosso objetivo é divulgar os eventos turísticos brasileiros, agregando valor à imagem dos nossos destinos. Além disso, o calendário é uma ferramenta de consulta que contém informações de qualidade sobre a oferta turística do Brasil que possam ser úteis ao turista no momento de planejar suas viagens”, disse o ministro do turismo, Marcelo Álvaro Antônio.

Muitos eventos aguçam o paladar para atrair fluxo turístico aos destinos, dinamizando a oferta turística. São 50 festivais gastronômicos, entre eles, o 10º Balneário Saboroso, em Balneário Camboriú (SC), onde o turista tem opção de frequentar mais de 30 restaurantes com menus exclusivos ao longo do mês. Outros 122 eventos celebram o frio, como o 25º Festival de Inverno de Arte e Cultura de Poços de Caldas (MG), de 6 a 21 de julho. Em Ouro Preto e Mariana, cidades históricas mineiras, o inverno é celebrado com muita festa, comida e arte de 8 a 28 de julho. Já o verão amazônico é comemorado em diferentes destinos do Norte, como Soure (PA), que realiza o 36º Festival de Verão, na Ilha de Marajó.

O bom queijo, o tradicional café e a saborosa cachaça são três paixões dos mineiros em um único local e os principais ingredientes do 2º Festival Queijo, Café e Cachaça de Caxambu (MG), entre os dias 19 e 21 de julho. A programação conta com palestras, demonstrações, degustações, exposições e shows. O evento vai reunir os principais produtores, expositores, especialistas e curadores das três atividades que diversificam a oferta turística de Minas Gerais.

Entre as grandes festas de julho, a 26ª Festitália, de 12 a 21, em Blumenau (SC) reúne música e gastronomia típica, apresentações culturais e shows. A programação do evento resgata a cultura italiana ao longo de 10 dias, no Parque Vila Germânica. Durante o festival gastronômico e cultural as maiores atrações são os pratos típicos e as apresentações de grupos folclóricos, cantores e conjuntos musicais.

Entre os dias 6 e 14 de julho, Cáceres (MT), realiza a 38ª edição do Festival Internacional de Pesca Esportiva, no rio Paraguai, considerado o maior festival de pesca em água doce do Brasil. Além dos aspectos turísticos, culturais e esportivos, o festival aumenta o número de postos de trabalho, distribui renda de forma mais equitativa e coloca em evidência, no âmbito nacional e internacional, um destino turístico rico em diversidade, cultural, ambiental e social. O Evento contempla uma feira de negócios com produtos náuticos, de pesca, de ecoturismo, da agricultura familiar, do artesanato e da gastronômica regional, além de shows culturais.

Na segunda semana de julho, de 11 a 14, será realizado o tradicional Encontro dos Povos do Grande Sertão Veredas, em Chapada Gaúcha (MG). Além de divulgar e conservar as tradições dos povos do sertão, suas comidas típicas, danças de rodas e artesanatos, tem o "Caminho do Sertão". A trilha ecológica e literária, de Sagarana até o Parque Nacional Grande Sertão Veredas, tem 187 km e é feita a pé, seguindo o caminho percorrido pelo escritor Guimarães Rosa.

CALENDÁRIO DE EVENTOS - As informações contidas no calendário são coletadas de forma colaborativa, majoritariamente com o apoio das secretarias estaduais e municipais de turismo. Para cadastrar um evento, entre no site do Calendário Nacional de Eventos. Em caso de dúvidas, verifique o Manual de Preenchimento. 

Frente fria promete temperaturas baixas a partir de sexta-feira no Acre

Novo relatório da reforma da Previdência mantém economia de R$ 1 tri


Fim de isenção a exportadores rurais continuará impacto fiscal


Wellton Máximo - O fim da isenção da contribuição previdenciária a exportadores rurais permitirá manter a economia com a reforma da Previdência acima de R$ 1 trilhão em dez anos. Segundo o relator da proposta na comissão especial da Câmara, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), o impacto fiscal corresponderá a R$ 1,074 trilhão no período.

A estimativa inclui a redução de despesas de R$ 933,9 bilhões e aumento de receitas (por meio de alta de tributos e fim de isenções) de R$ 137,4 bilhões. A proposta original, enviada pelo governo em fevereiro, previa uma economia de R$ 1,236 trilhão em uma década, mas não incluía elevação de receitas.

A primeira versão do relatório tinha reduzido a economia de R$ 1,13 trilhão com o remanejamento para a Previdência Social de R$ 214 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O relator, no entanto, desistiu da ideia após críticas da equipe econômica e do Congresso.

Do lado das despesas, o novo relatório projeta economia de R$ 688 bilhões com o Regime Geral da Previdência Social (RGPS), que paga as aposentadorias da iniciativa privada e das estatais; R$ 136 bilhões no Regime Próprio dos Servidores Federais; R$ 74 bilhões com a redução da faixa de renda para receber o abono salarial e R$ 33 bilhões com uma medida para combater fraudes no Benefício de Prestação Continuada (BPC), também incluída hoje no relatório.

Do lado da arrecadação, Moreira incluiu na proposta o fim da isenção das contribuições dos exportadores rurais para a Previdência Social, que deverá reforçar o caixa do governo em R$ 83,9 bilhões em uma década. A elevação de 15% para 20% da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) dos bancos deverá gerar R$ 53,5 bilhões em receitas.

Da série: Monarquia 03/07/2019

Guaidó diz que "nunca" será um bom momento para negociar com Maduro

 

Manaure Quintero e Vivian Sequera, da Reuters  Bruxelas - O líder de oposição venezuelana Juan Guaidó disse nessa terça-feira (2) que "nunca" haverá um bom momento para negociar com a "ditadura" do presidente Nicolás Maduro, descartando uma nova rodada de conversas para pôr fim à crise política que o país vive. 

Guaidó e Maduro haviam enviado representantes a Oslo em maio, para discussões incentivadas pelo governo da Noruega, mas as partes não conseguiram chegar a qualquer tipo de acordo. No sábado, pessoas familiarizadas com o assunto disseram à Reuters que as negociações seriam reiniciadas nesta semana. 

Guaidó afirmou que não havia "anúncio oficial de que ele compareceria a uma nova rodada" de diálogo. 

"Nunca será um bom momento para a mediação... com sequestradores, violadores de direitos humanos, e com uma ditadura", disse Guaidó a jornalistas na Assembleia Nacional, controlada pela oposição e dirigida por ele. 

Poucos detalhes foram revelados sobre as negociações de Oslo entre os representantes de Maduro e Guaidó, que se autoproclamou presidente interino e denuncia Maduro como um usurpador ilegítimo que provocou recessão nos últimos cinco anos. 

Os comentários de Guaidó ocorrem quando a oposição expressa indignação diante da morte, na semana passada, do capitão da Marinha Rafael Acosta, enquanto estava detido em custódia militar. A esposa do capitão e grupos de direitos humanos acusam o governo Maduro de torturar Acosta e de se recusar a esclarecer as circunstâncias da morte. 

O procurador-chefe da Venezuela acusou, na segunda-feira (1º), dois oficiais de Inteligência de homicídio em conexão com a morte de Acosta, sem explicar como ele teria sido morto.

Presença do Presidente Jair Bolsonaro ontem no mineirão, confirma sua popularidade, os últimos presidentes que apareceram em estádios foram literalmente vaiados




E mais uma vez o congresso nos faz passar vergonha internacionalmente

2 de jul. de 2019

Como o acordo Mercosul-UE pode afetar o bolso do brasileiro


A maioria dos produtos que faz parte do acordo será beneficiada com a adoção de tarifa zero na importação e exportação, mas, em muitos casos, os benefícios não devem ser imediatos
(Shutterstock)

Após de mais de 20 anos de negociações, foi assinado nesta última sexta feira (28) o acordo de livre comercio entre UE (União Europeia) e Mercosul. Juntos, os blocos representam um mercado de 750 milhões de consumidores e uma fatia de 25% do PIB mundial.

Cerca de 92% das exportações do bloco sul-americano terão suas tarifas zeradas, o que é muito importante para o exportador de produtos agrícolas brasileiro, que deve sentir ganhos nos produtos como o suco de laranja, frutas (melão, melancia, laranja, limão, entre outras), café solúvel, peixes, crustáceos e óleos vegetais, açúcar, etanol, arroz, ovos, mel e carnes.

A União Europeia fará o mesmo para 92% das importações do Mercosul no mesmo período, mas uma desgravação (prazo para a tarifa se tornar zero) de 15 anos está prevista para 'alguns dos produtos mais sensíveis' vindos do Mercosul. 

Além disso, mesmo eliminando mais rapidamente as tarifas em alguns produtos agrícolas, os europeus ainda vão manter cotas de importação.

Carlos Frederico Coelho, professor de comercio internacional da PUC Rio, explica que o acordo também deve trazer benefícios diretos para o consumidor final brasileiro, que terá à sua disposição uma gama maior de produtos europeus mais baratos com a tarifa zerada ao longo da implementação do acordo.

"A tendência é que o consumidor brasileiro tenha, sim, ganhos reais com o acordo", diz o professor em entrevista ao InfoMoney.

Frederico lembra que as tarifas sobre produtos agrícolas deixarão de existir assim que o acordo entrar em vigor. Para os setores de automóveis, maquinário industrial, químicos e fármacos, por outro lado, o processo é mais lento.

Automóveis e autopeças terão desgravação tarifária de 15 anos, com um período de carência de 7 anos. Hoje, automóveis europeus possuem uma taxa de 35% para entrar no mercado brasileiro. Na prática, os carros vindos dos países europeus devem ver seus preços caírem significativamente, portanto.

A União Europeia exportou, em 2018, 73 mil veículos para a região, ou seja, 2,2% do mercado.

Outra alíquota alta que será reduzida é a de exportação de vinhos. Atualmente, o Mercosul cobra 27% sobre vinhos europeus. Destilados hoje têm tarifas entre 20% e 35%; e chocolates e itens de confeitaria, de 20%. A tarifa para produtos lácteos, de 28%, será zerada. 

Poderia ser melhor?

"Achei bom, mas não achei fantástico. O acordo rompe a inércia na política internacional brasileira, mas não dá para saber quem vai ganhar ou perder, agora. Ele [o Acordo] sinaliza uma modificação importante das relações comerciais brasileiras, e isso só faz sentido em uma estrutura liberalizante maior da economia", completa Frederico.

Lia Valls, pesquisadora associada ao FGV - IBRE, também acredita que o acordo vai de encontro com a proposta do governo de maior abertura da economia brasileira e pode ser um catalisador para o fomento da indústria nacional.

"Temos que considerar que as taxas sobre maquinário industrial e químicos sofrerão uma redução gradativa até chegar no zero. Logo, nem é tanto a sobre fomentar a concorrência em si, é mais sobre o acesso às melhores tecnologias e insumos a preços menores, que pode fortalecer nossos setores industriais", afirma Lia.

“O acordo é condizente com a proposta do governo de acelerar a abertura da economia, além disso pode ser que de dentro da UE esse acordo possa ajudar na questão da entrada no Brasil na OCDE, por exemplo", termina a pesquisadora.

Para ser validado, o acordo ainda deve passar pela aprovação no Congresso e, após essa aprovação, o Senado deve dar a autorização para que o poder executivo possa ratificar o acordo. Esse trâmite será realizado em todos os países do bloco sul-americano (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai).

O processo é muito semelhante na União Europeia, cabendo ao Parlamento Europeu ratificar o acordo, após a aprovação de todos os países do bloco.

Da série: Monarquia 02/07/2019

Acordo com UE é confortável para agricultura brasileira, diz ministra


Tereza Cristina espera que Congresso aprove texto nos próximos 2 anos


Pedro Peduzzi - A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, disse hoje (1º) que o texto do acordo de livre comércio assinado entre Mercado Comum do Sul (Mercosul) e União Europeia (UE) é “confortável” e de acordo com o que o Brasil e a agricultura brasileira queriam.


“O texto ficou interessante. Acho que conseguimos vencer a barreira que tínhamos, e o texto ficou muito confortável para aquilo que o Brasil e a agricultura brasileira queriam”, afirmou a ministra, após participar de evento na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília.

Segundo Tereza Cristina, o acordo será benéfico tanto para o Mercosul quanto para a União Europeia e deve ser aprovado pelo Congresso Nacional nos próximos dois anos. “Os impactos são, na grande maioria, benéficos ao Brasil, principalmente para a agricultura brasileira. Tivemos vários produtos que tiveram a alíquota reduzida a 0, e outros com reduções significativas. Isso destrava o Brasil e traz modernidade à nossa agricultura, com máquinas que podem vir, máquinas que ainda não temos.” A ministra destacou que o acordo trará benefícios também para os setores industrial, de serviços e de obras públicas.

Ela comentou a possibilidade de surgimento de problemas por causa do chamado princípio da precaução, uma garantia dada aos países contra eventuais riscos ainda não identificados com base nos conhecimentos atuais. “Esse era um dos pontos difíceis de vencer porque a União Europeia tem isso como base em seus últimos acordos, e os parlamentos europeus não recebem mais acordos que não tenham esse princípio explícito”, disse a ministra. De acordo com o princípio da precaução, a ausência da certeza científica formal quanto a riscos de danos (sérios ou irreversíveis) pode justificar a implementação de medidas preventivas.

A ministra negou que as recentes autorizações para o uso de agrotóxicos até então proibidos no Brasil também possam resultar em mais barreiras comerciais contra o país. “O Brasil não ultrapassa nenhum dos limites de resíduos nas suas exportações. Assinamos e temos assinado protocolos internacionais que precisam ser cumpridos, e todos são cumpridos”, disse. “Tem muita gente misturando assuntos que não se misturam e não se confundem”, acrescentou.

Tereza Cristina ressaltou que, muitas vezes, a questão ambiental é usada por países europeus como estratégia para garantir mercados. “Eles são muito protecionistas. Querem denegrir a imagem do Brasil no meio ambiente para fazer com que o comércio seja impedido. Não acredito que nossos produtos tenham algum tipo de problema. Pelo contrário: eles [produtos brasileiros] são cada vez mais consumidos no mundo. E a Europa precisa deles.”

“Brasil e Estados Unidos são os dois únicos países que podem suprir a falta de alimentos que teremos nos próximos 30 anos. São as duas potências alimentares do mundo, e a Europa sabe disso. Existem produtores franceses e irlandeses que querem essa reserva de mercado que o atraso deixou muito tempo para o Brasil. Mas acho que o Brasil foi lá, chutou o pênalti e fez o gol”, afirmou a ministra.

1 de jul. de 2019

A montanha pariu um rato morto


Enquanto Greenwald, editor do Intercept, apagou e reescreveu "erros de edição" de mensagens divulgadas para desmoralizar Moro, manifestantes foram às ruas apoiar ministro da Justiça
     
Colorida de verde-amarelo, pacífica e ordeira, manifestação na Paulista revela força política de Moro. Foto: Pedro Venceslau/Estadão

José Nêumanne - Ao participar na tarde de domingo 30 de junho de 2019, do programa De olho nas ruas, cobertura da TV Gazeta das manifestações a favor de Sérgio Moro, seu combate anticrime e contra a corrupção, da reforma da Previdência e contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF), abordei a tentativa de desqualificar Sérgio Moro pelo blogueiro ianque Glenn Greenwald. 

Sobre os “erros de edição” do site The Intercept Brasil aproveitei uma definição de para sobre “o parto da montanha”, sátira clássica do poeta romano, para lembrar que, no caso em tela, a montanha pariu um rato morto.

O Brasil é realmente a bola da vez




Mensagens roubadas: bastaria perguntar ao vazador


Outro Indício de que as mensagens atribuídas a procuradores da Lava Jato é obra de hacker foi a adulteração (“tratamento jornalístico”, segundo o Intercept) no nome do tal “Ângelo” de um dos diálogos publicados.

Inicialmente, o site publicou “Ângelo Goulart Villela”. Depois, mudou para “Ângelo Costa”. Finalmente, só restou “Ângelo”.

Se foi vazamento interno, bastaria perguntar ao vazador.

O Intercept também disse ter feito pesquisa para concluir que “Monique” era “Monique Cheker”.

Se foi vazamento interno, bastaria perguntar ao vazador.

Um hacker, por sua vez, não tem a obrigação de saber quem é quem.

Não era necessário respeitar o Brasil



Fernada Salles - O anão diplomático cresceu. No G20, Jair Bolsonaro disse um sonoro “não” à velha prática internacional de diminuir o Brasil. De cabeça erguida, o presidente brasileiro marcou presença entre os líderes mundiais e apresentou rapidamente o novo rumo que seguirá o nosso país.

Não é mais como outrora, quando o Brasil era menosprezado por grandes potências econômicas. Com o PT na gestão, éramos vistos lá fora como o maior dos pequenos, o submisso latino-americano. Estaríamos saindo deste cenário aos poucos?

A postura mudou, fato. Talvez possamos até ensinar algo aos “deuses” europeus: “Temos exemplo para dar à Alemanha, inclusive sobre meio ambiente. A indústria deles continua sendo fóssil, em grande parte de carvão, e a nossa não. Eles têm a aprender muito conosco”, disse Bolsonaro no encontro do G20, na última semana.

Ainda acrescentou com firmeza: “O presidente do Brasil que está aqui não é como alguns anteriores, que vieram aqui para serem advertidos por outros países. A situação aqui é de respeito para com o Brasil. Não aceitaremos tratamento como no passado”.

O mundo não tinha razões para respeitar um Brasil submisso, que não valorizava suas incomparáveis riquezas, que exportava sua dignidade a preço de banana.

Miramos em outro patamar. Agora é esperar que o governo acerte o alvo.

Monarquistas por todo o Brasil participaram das manifestações a favor das pautas atuais


Pautas:
✅Manutenção da lava jato 
✅Aprovação da Previdência do Guedes
✅CPI da lava toga
✅Armas p/os cidadãos de bem







Bolsonaro rebate fala de Merkel sobre meio ambiente

Pequenas empresas garantem saldo positivo de empregos, mostra Sebrae




Pedro Rafael Vilela - O saldo positivo na geração de empregos em maio só foi possível por causa do desempenho das micro e pequenas empresas. O setor foi responsável, no mês passado, pela criação de 38 mil postos formais de trabalho (com carteira assinada) no país, enquanto as médias e grandes corporações registraram saldo negativo, demitindo 7,2 mil trabalhadores, conforme levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae) feito com base nos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia. No total, levando em conta a diferença entre contratações e desligamentos, o Caged de maio fechou com saldo positivo de 32,1 mil empregos gerados. 

"Nas crises, perder gente na micro e pequena empresa é pior do que na média e, sobretudo, na grande empresa. Então, os pequenos negócios têm essa característica, eles contratam quando precisam e praticamente não dispensam. Até porque uma dispensa numa grande empresa é só mais uma, mas numa pequena empresa a demissão gera um desfalque", afirma Carlos Melles, presidente nacional do Sebrae.

Os pequenos negócios do setor agropecuário lideraram a geração de vagas em maio, em função do cultivo de café, principalmente nos estados de Minas Gerais, do Espírito Santo e de São Paulo, e da laranja, também no interior paulista e mineiro. O setor de serviços, que empregou nesse período 16,7 mil pessoas, vem em segundo lugar no ranking de geração de novas vagas. O comércio e a indústria de transformação registraram saldos negativos de 9,4 mil e 3,1 mil empregos, respectivamente.

No acumulado dos cinco primeiros meses de 2019, os pequenos negócios responderam pela criação de 326,6 mil novos empregos, 35 vezes mais que os empregos gerados pelas médias e grandes empresas. Porém, esse saldo foi 9,6% inferior ao registrado pelo segmento no mesmo período de 2018.

Participação na economia
As micro e pequenas empresas representam, no Brasil, 99,1% do total registrado, segundo o Sebrae. São mais de 12 milhões de negócios, dos quais 8,3 milhões são microempreendedores individuais (MEI). Os pequenos negócios também respondem por 52,2% dos empregos gerados pelas empresas no país. 

Apesar disso, o segmento ainda tem participação um pouco tímida no Produto Interno Bruno (PIB, a soma de bens e serviços produzidos) do setor empresarial, gerando 25% do total. Em países como o Reino Unido, a Alemanha, Itália e Holanda, essa participação na formação no valor adicionado ao PIB está acima de 50%.

Crédito
Para Carlos Melles, o desafio para aumentar a rentabilidade e o faturamento das micro e pequenas empresas passa pela ampliação do acesso ao crédito. "Esperamos que a Empresa Simples possa irrigar o setor com recursos, atualmente muito concentrado em poucos bancos", afirma. 

Em abril, entrou em vigor a lei que cria a Empresa Simples de Crédito (ESC), que passou a permitir que qualquer pessoa possa abrir uma empresa e emprestar recursos no mercado local para pequenos negócios. O governo estima que a criação da ESC pode injetar R$ 20 bilhões por ano em novos recursos para as micro e pequenas empresas no Brasil. Isso representa crescimento de 10% no mercado de concessão de crédito para as micro e pequenas empresas que, em 2018, alcançou o montante de R$ 208 bilhões.

Exportação
O Sebrae também quer reverter a baixa participação das micro e pequenas empresas brasileiras na exportação. "No mundo todo, os pequenos negócios são muito atuantes nas exportações, superiores a 40% do total em países como a Alemanha, França e Portugal e até mais de 50% do total de exportações na Itália, Espanha e no Reino Unido. No Brasil, os pequenos negócios só respondem por 4,2% das exportações. Precisamos aumentar a produtividade dos pequenos negócios para ampliar a competitividade desse setor", afirma Melles.

Manifestações em apoio a Lava Jato foram um sucesso. Outras pautas também foram reivindicadas


Copacabana
✅Manutenção da lava jato
✅Aprovação da Previdência do Guedes ✅CPI da lava toga ✅Armas p/os cidadãos de bem


Av. Paulista

29 de jun. de 2019

Professores da rede pública fazem curso nos EUA


Capacitação de seis semanas vai beneficiar mais de 480 profissionais


Bruna Saniele - Geidla Silva Manuel tem 31 anos e é professora de inglês da rede pública da cidade de Mariana, Minas Gerais. Sara Gleice Gomes de Almeida, 33 anos, tem a mesma profissão e leciona em Belém, no Pará. Mais de 2,6 mil quilômetros as separam no Brasil, mas na próxima semana as duas vão se encontrar para uma capacitação nos Estados Unidos. As professoras foram selecionadas no último edital do Programa de Desenvolvimento Profissional para Professores de Língua Inglesa nos Estados Unidos (PDPI) oferecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, a Capes.


No total, 486 professores de todas das regiões do Brasil vão participar do programa oferecido em parceria com a Embaixada dos Estados Unidos e a Comissão Fulbright.

Essa é a segunda vez que Geidla se inscreve para a bolsa. Em 2017, não foi selecionada. Neste ano, antes de saber que iria para Austin, no Texas, teve que olhar duas vezes para achar seu nome na relação de aprovados. “teve um problema no sistema e colocaram a lista do ano passado. Aí quando colocaram a certa quase morri de felicidade. Já estou louca para chegar lá, o coração está na boca”, conta.



Sensação semelhante viveu Sara Gleice. A paraense ficou nove meses nos Estados Unidos em 2014 e voltou para o Brasil para dar aulas de inglês. Ela e outro colega da Escola Municipal Padre Leandro Pinheiro vão participar da capacitação. “Estou muito grata, muito feliz pela oportunidade que os professores de escola pública vão ter. É um presente de ouro e vou usufruir dessa chance para levar o melhor para os meus alunos.”



Qualificação
A coordenadora-geral de Formação de Docentes da Educação Básica da Capes, Izabel Pessoa, diz que o programa já teve mais de dez edições e segue com o objetivo de compartilhar experiências e qualificar os professores brasileiros. “Os professores vão fazer o treinamento da língua inglesa e o compartilhamento de metodologias de ensino para capacitar esse profissional brasileiro”, conta.

O programa oferece aos aprovados passagem aérea, ajuda de custo, reembolso da taxa de solicitação de visto, seguro saúde, deslocamento nos EUA, alimentação, material didático, taxas escolares, alojamento em instalações do campus universitário no qual o curso será realizado e passagem aérea nacional e hospedagem para participação na orientação.

O professor Paulo Barbosa, do município de Lontra (MG), disse que sem esse apoio financeiro seria praticamente impossível fazer um curso em outro país. “Creio que 100% das nossas aulas vão ter uma melhora com esse programa.”

O embarque dos professores começou na sexta-feira e vai até este domingo (30). As aulas nos Estados Unidos começam já na segunda (1°) e vão até 9 de agosto, data em que os selecionados começam a voltar para o Brasil.