19/04/2014

EITA CABRA DA PESTE!

VISITANTE ILUSTRE - 19/04/2014

COM LICENÇA SENHOR CONTRAVENTOR, POSSO LHE INVESTIGAR?


Policiais federais são obrigados a avisar se político é investigado

Formulário já tem um campo específico para informar se alvo da investigação é pessoa pública

FENAPE -  Tâmara Teixeira - A Polícia Federal passou a controlar de perto as investigações que envolvem a participação de políticos em algum crime. Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Federais de Minas Gerais (Sinpef-MG), Rodrigo Porto, há cerca de dois meses, foi acrescentado um campo no formulário de dados cadastrais das operações de inteligência em que os agentes são obrigados a informar se há entre os suspeitos “pessoas politicamente expostas” e o nome delas.

Para o sindicato, intervenções políticas estariam prejudicando o desempenho da corporação. O número de indiciamentos da corporação por peculato recuou 80%, os originados por processos de exigência de propina, 83% e os por desvios em prefeituras, 84%, nos últimos sete anos, no Brasil.

De acordo com o novo formulário, os agentes devem informar se há algum político ou pessoa ligada a figuras públicas importantes no caso em investigação. Segundo Porto, é preciso escrever o nome da pessoa e, depois disso, o policial ou algum outro servidor envolvido na operação é chamado em Brasília, na sede central da PF, para esclarecer qual é exatamente a suspeita.

“Para nós, isso é uma interferência política. Oficialmente, a informação seria para que a polícia tivesse uma dimensão real do que irá precisar para aquela ação e futuras prisões, como recursos e efetivo”, afirma Porto.

A assessoria de imprensa da PF confirma a criação do novo campo e diz que quando há algum político ou personalidade pública em determinado caso é “preciso ter mais cuidado com as informações”. A PF disse que não rebateria as críticas do sindicato e não soube explicar o que significa exatamente “ter mais cuidado”. De acordo com a PF, o procedimento é adotado não só para políticos, mas também quando se trata de servidores ou pessoas ligadas a eles.

Ainda de acordo com a assessoria, o dado é solicitado desde 2010, mas segundo Porto, a mudança estava funcionando em fase de testes, e só recentemente foi incorporada oficialmente à rotina dos agentes.

As informações adicionadas no sistema eletrônico da corporação caem diretamente na mesa do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Ele é comunicado de todos os nomes de políticos ou “pessoas públicas”, como chama a assessoria da PF, que estejam sob suspeição. Por nota, o ministério informou que este é um padrão internacional. O órgão, no entanto, não detalhou quais normas são essas.

Segundo a assessoria, o ministro é comunicado dos nomes, mas não do conteúdo das operações. O ministro Cardozo, ainda de acordo com a assessoria, não faz qualquer intervenção nas operações em curso.

Controle. Um outro policial federal entrevistado pela reportagem afirmou que foi convocado recentemente à central, em Brasília, por participar de uma investigação que, durante o seu curso, detectou a participação de um gestor do Executivo.

“De forma velada, disseram-me para não aprofundar no envolvimento dessa pessoa, pois isso tornaria a ação mais longa e burocrática, já que ela tem foro privilegiado. Fizemos o trabalho, mas o resultado seria muito maior se tivéssemos tido mais liberdade”, revela a fonte.

Ação

Agilidade. Operações inteligentes são operações mais ágeis, que investigam crimes que ainda estão ocorrendo. Nelas, a Polícia Federal monitora os suspeitos de determinado crime.

Nota 1: Bom, acho que agora não falta mais nada para mostrar o que está acontecendo na história desse país.

Nota 2: O subtítulo é o título original.

CHINA ABOCANHA FATIA DO BRASIL NAS IMPORTAÇÕES DA ARGENTINA

A crise econômica na Argentina vem batendo mais forte no Brasil do que em outros parceiros comerciais do vizinho, enquanto a China abocanha a fatia brasileira no mercado argentino.

Os produtos chineses mais que triplicaram sua participação nos últimos dez anos, segundo estudo feito pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) a pedido da Folha.

O Brasil chegou a responder por 36,5% de tudo o que os argentinos compravam do exterior, em 2005. No ano passado, tinha 26,5% –no primeiro bimestre deste ano, a fatia já caiu para 24,8%.

Os chineses são de longe os que mais avançaram no período, atropelando não só a indústria brasileira mas também a americana. Apesar dessa ofensiva asiática, a União Europeia também conseguiu ampliar sua fatia.

O movimento é preocupante diante da importância do mercado argentino, que consome do exterior essencialmente produtos industrializados. É para lá que vai a maior parte dos manufaturados, os bens mais elaborados da indústria brasileira.

Por essa razão, o mau desempenho na Argentina acaba tendo efeito significativo no resultado comercial do Brasil. No primeiro trimestre deste ano, a queda nas vendas para os argentinos representou mais de um quarto do tombo de US$ 1,5 bilhão das exportações totais de manufaturados brasileiros.

"Estamos perdendo nosso mercado na América Latina. Nossa competitividade é colocada à prova a toda hora. Temos de ter preço e ampliar nossa relação com outros parceiros", diz Carlos Abijaodi, diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI.

Dos 10 setores que mais exportam para a Argentina, 9 apresentaram queda nas vendas desde 2011, quando houve recorde nas exportações brasileiras para o país.

Se o país tivesse mantido a participação que detinha em 2011 no mercado argentino, teria US$ 2,2 bilhões a mais em exportações no ano passado, aponta o estudo –o suficiente para quase dobrar o saldo comercial de 2013.


Peças x Produtos

Além da conhecida competitividade dos vendedores chineses, que oferecem preços baixos e têm acesso a farto financiamento à exportação, o perfil dos bens oferecidos pela China favorece a conquista do mercado de lá.

"Os produtos brasileiros ficaram mais caros. Além disso, o Brasil vende veículos e equipamentos acabados, as compras se ressentem mais. A China vende essencialmente peças", diz Matías Carugati, economista-chefe da consultoria argentina M&F.

As peças chinesas baratas viram produtos fabricados localmente. Não por acaso, um dos setores que mais perderam espaço na Argentina foi o de equipamentos eletrônicos e de informática. O país vizinho incentivou novas fábricas, o que fechou o mercado para os brasileiros.

A exportação de celulares, por exemplo, que chegou a US$ 740 milhões, despencou para US$ 200 mil em 2013. Segundo a Abinee, que representa o setor, multinacionais como Nokia e Samsung, que usavam o Brasil como base para a região, agora atendem só o mercado doméstico.

"O Brasil vem adotando uma paciência estratégica com o Mercosul e isso fez com que perdêssemos posições", avalia Humberto Barbato, presidente da entidade.

TRIBUTO AO PASSADO - REVISTA ANTIGA DE RONDÔNIA - 27

16/04/2014

FESTA DA UVA EM CAXIAS DO SUL - UM DIA A GENTE CHEGA LÁ



No entanto, a Festa da Uva não fica restrita ao Parque de Eventos. A cor e o cheiro da fruta já estão espalhados pelas ruas da cidade. Na Praça Central Dante Alighieri, o chafariz com água colorida parece cheio de suco de uva. O espelho d´água da Perimetral Bruno Segalla, na rótula Nelson Bazei, também ganhou o cor.

Segundo a organização da festa, serão utilizados, nos 18 dias do evento, 17 quilos de corante e 125 litros de essência de uva. A intenção da equipe da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, responsável pela manutenção, é manter a coloração rosada da água até o final da Festa da Uva.


MAIS FOTOS AQUI

MENOR ATEIA FOGO EM SALA DE AULA EM ESCOLA DA SOBRAL E AO SER APREENDIDO ENFRENTA POLICIAIS

Menor faz gestos obscenos/Foto: WhatsApp

CONTILNET - Na manhã desta terça-feira (15), um jovem ateou fogo em uma das salas de aula da escola Serafim da Silva Salgado, que está localizada no bairro Aeroporto Velho/Sobral. A motivação para o crime ainda é desconhecida.

Um jovem, acusado de ser responsável pelo ato e cuja identidade não foi revelada, foi apreendido por policiais civis.

Ao ser fotografado, o menor fez gestos obscenos para as câmeras e tentou dificultar a ação dos policiais.

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CCJ CONFIRMA FIM DE DOAÇÕES DE EMPRESAS PARA CAMPANHAS ELEITORAIS


Comissão aprovou, em turno suplementar, proposta que proíbe doações de pessoas jurídicas a candidatos e partidos políticos

POR AGÊNCIA SENADO - A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) votou nesta quarta-feira (16), em turno suplementar, substitutivo a projeto de lei (PLS 60/2012) da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) proibindo doações de empresas em dinheiro, ou por meio de publicidade, a candidatos e partidos políticos. Se não houver recurso para votação pelo plenário do Senado, a matéria será enviada à Câmara dos Deputados.

O substitutivo é de autoria do senador Roberto Requião (PMDB-PR) e altera dispositivos da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997). Originalmente, o PLS 60/2012 pretendia proibir apenas a oferta de recursos por empresas com dirigentes condenados em instância final da Justiça por corrupção ativa.

A intenção de Vanessa era estender aos doadores de campanha, sejam pessoas físicas ou jurídicas, as limitações já impostas aos candidatos pela Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar nº 135/2010). O PLS 60/2012 tratou, assim, de transpor os mesmos critérios de elegibilidade definidos na Lei da Ficha Limpa para classificação de cidadãos e empresas legalmente aptos a investir em campanhas eleitorais.

Poder econômico

Por entender que as eleições são processos com participação direta exclusiva dos eleitores, uma vez que as pessoas jurídicas não têm direito a voto, Requião decidiu pela proibição de toda e qualquer contribuição financeira de empresas a partidos e candidatos.

“Na medida em que uma regra de financiamento permite doações na proporção da propriedade de cada eleitor, o poder econômico tende a colonizar o poder político e desaparece a possibilidade de contraponto entre um e outro”, argumentou o relator.

Quanto às restrições a doações de pessoas físicas, Requião considerou desnecessária a exclusão de doadores “ficha suja” como proposto pelo PLS 60/2012. Atualmente, a Lei das Eleições limita as doações de cidadãos para campanhas a 10% do valor dos rendimentos brutos obtidos no ano anterior.

“Considero essa regra aceitável no caso das pessoas físicas, cujas diferenças de rendimento não são, normalmente, tão grandes quanto as diferenças no faturamento das empresas”, justificou Requião.

VIVA A RÉ PÚBLICA!

Não sei se eu começo pelo pibinho ou se pela falta de dissertação, clareza ou objetividade da Presidente Dilma Rousseff em suas falas. 

Eu fico impressionado em sua capacidade de falar coisas tão desconexas. Parece que  isso é reflexo do desnorteamento em que se encontra o país. 

Uma palinha




O mais novo escândalo da Petrobras é apenas a ponta do iceberg ou o fio da meada do que vem por aí. Em um momento desses de crise não se consegue acordo com a Argentina “Parceira no Mercosul” para os carros produzidos no Brasil, para quem não sabe de cada dez carros produzidos aqui, oito são exportados para lá.

A Câmara Federal age como se fossem crianças de primário ao dizer que só fazem uma CPI se a mesma for ampla.

O povo, aquele que vocês dizem que todo poder emana dele, não é só os que votaram no PT, e não quer saber se ela vai ser ampla geral e irrestrita, ele ( o povo), quer saber se vai acontecer a CPI, porque ninguém aguenta mais tanto roubo e as pessoas dizendo e jurando de pé junto que não houve roubo, que não sabia de nada apesar de tantas provas. 

Outra desculpa esfarrapada é que o PSDB ‘bloqueava’ as CPIs em sua época. E Daí? Qual é a culpa daqueles que o poder emana? Que se faça CPI de todos os partidos desde o dia que foram criados, e se possível (vamos falar o futebolês, que é a única linguagem que entendem), crie uma LEI que puna qualquer partido que tiver três CPIs e elimine-o da face da terra ( tipo cartão amarelo. Entende?  esse entende ai é aquele do Pelé ta!).

Senadores chegam ao ponto de dizer que o caso Pasadena foi acertado. Disso eu não tenho a menor dúvida, foi acertado mesmo. Outros dizem que foi estrategicamente correto. Oh, Se foi! Pela tática usada já dá pra perceber.

Isso não pode acabar em pizza.

DA SÉRIE: TRÂNSITO EM TARAUACÁ - DESCOBRI QUE A COISA TEM UM PRIMO, E O CHAMAM DE NEGÓCIO


O sujeito (esperto, comodista, mal intencionado, desrespeitador), ou seja lá como vocês chamam isso, deixa a bicicleta dele NO MEIO DA RUA e vai comer seu churrasquinho tranquilamente. Ah, que se dane caminhões, carros, motos, outros ciclistas e pedestres, eles que desviem, aqui nessa terra não tem Lei mesmo. Deve ser o pensamento dele.

O sujeito sentado na mesa ao lado vira-se pra mim e diz: 
- É, o "negócio" tá feio!
- Ai não resisti e perguntei:
- Esse "negócio" tem parentesco com "A COISA" ?

Outra pergunta: Não foi Salvador Allende que disse que não basta todos serem  iguais perante a Lei, e sim que a Lei seja igual perante a todos?

FOTO DO DIA - 16/04/2014

Manifestantes queimam bandeira do Brasil, em São Paulo.
Foto: Alex Silva / Estadão Conteúdo






BLOG DO NOBLAT

15/04/2014

JORNALISTA DINAMARQUÊS SE DECEPCIONA COM FORTALEZA E DESISTE DE COBRIR COPA

Tendo a missão de cobrir a Copa do Mundo, o jornalista desistiu e voltou para a Dinamarca ao ter contato com os problemas sociais do Brasil, especialmente de Fortaleza


Jornalista estrangeiro se decepciona com Fortaleza e desiste de cobrir Copa no Brasil (FOTO: Arquivo pessoal)

Tribuna do Ceará - Hayanne Narlla - Até aonde você iria por um sonho? O jornalista dinamarquês Mikkel Jensen desejava cobrir a Copa do Mundo no Brasil, o “país do futebol”. Preparou-se bem: estudou português, pesquisou sobre o país e veio para cá em setembro de 2013.

Em meio a uma onda de críticas e análises de fora sobre os problemas sociais do Brasil, Mikkel quis registrar a realidade daqui e divulgar depois. A missão era, além de mostrar o lado belo, conhecer o ruim do país que sediará a Copa do Mundo. Tendo em vista isso, entrevistou várias crianças que moram em comunidades ou nas ruas.

Em março de 2014, ele veio para Fortaleza, a cidade-sede mais violenta, com base em estatísticas da Organização das Nações Unidas (ONU). Ao conhecer a realidade local, o jornalista se decepcionou. “Eu descobri que todos os projetos e mudanças são por causa de pessoas como eu – um gringo – e também uma parte da imprensa internacional. Eu sou um cara usado para impressionar”.

Descobriu a corrupção, a remoção de pessoas, o fechamento de projetos sociais nas comunidades. E ainda fez acusações sérias. “Falei com algumas pessoas que me colocaram em contato com crianças da rua e fiquei sabendo que algumas estão desaparecidas. Muitas vezes, são mortas quando estão dormindo à noite em área com muitos turistas”.

Desistiu das belas praias e do sol o ano inteiro. Voltou para a Dinamarca na segunda-feira (14). O medo foi notícia em seu país, tendo grande repercussão. Acredita que somente com educação e respeito é que as coisas vão mudar. “Assim, talvez, em 20 anos [os ricos] não precisem colocar vidro à prova de balas nas janelas”. E para Fortaleza, ou para o Brasil, talvez não volte mais. Quem sabe?

Confira na íntegra o depoimento:

A Copa – uma grande ilusão preparada para os gringos

Quase dois anos e meio atrás eu estava sonhando em cobrir a Copa do Mundo no Brasil. O melhor esporte do mundo em um país maravilhoso. Eu fiz um plano e fui estudar no Brasil, aprendi português e estava preparado para voltar.

Voltei em setembro de 2013. O sonho seria cumprido. Mas hoje, dois meses antes da festa da Copa, eu decidi que não vou continuar aqui. O sonho se transformou em um pesadelo.

Durante cinco meses fiquei documentando as consequências da Copa. Existem várias: remoções, forças armadas e PMs nas comunidades, corrupção, projetos sociais fechando. Eu descobri que todos os projetos e mudanças são por causa de pessoas como eu – um gringo – e também uma parte da imprensa internacional. Eu sou um cara usado para impressionar.

Em março, eu estive em Fortaleza para conhecer a cidade mais violenta a receber um jogo de Copa do Mundo até hoje. Falei com algumas pessoas que me colocaram em contato com crianças da rua, e fiquei sabendo que algumas estão desaparecidas. Muitas vezes, são mortas quando estão dormindo à noite em área com muitos turistas. Por quê? Para deixar a cidade limpa para os gringos e a imprensa internacional? Por causa de mim?

Em Fortaleza eu encontrei com Allison, 13 anos, que vive nas ruas da cidade. Um cara com uma vida muito difícil. Ele não tinha nada – só um pacote de amendoins. Quando nos encontramos ele me ofereceu tudo o que tinha, ou seja, os amendoins. Esse cara, que não tem nada, ofereceu a única coisa de valor que tinha para um gringo que carregava equipamentos de filmagem no valor de R$ 10.000 e um Master Card no bolso. Inacreditável.

Mas a vida dele está em perigo por causa de pessoas como eu. Ele corre o risco de se tornar a próxima vítima da limpeza que acontece na cidade de Fortaleza.

Eu não posso cobrir esse evento depois de saber que o preço da Copa não só é o mais alto da história em reais – também é um preço que eu estou convencido incluindo vidas das crianças.

Hoje, vou voltar para Dinamarca e não voltarei para o Brasil. Minha presença só está contribuindo para um desagradável show do Brasil. Um show, que eu dois anos e meio atrás estava sonhando em participar, mas hoje eu vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance para criticar e focar no preço real da Copa do Mundo do Brasil.

Alguém quer dois ingressos para França x Equador no dia 25 de junho?

Mikkel Jensen – Jornalista independente da Dinamarca

O Tribuna do Ceará entrou em contato com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) para comentar acerca da possível “matança” comentada pelo jornalista dinamarquês, mas até a publicação desta matéria não foi enviada a resposta.

(*) A pedido de Mikkel, este artigo foi publicado com o jornalista já na Dinamarca.

TRIBUTO AO PASSADO - REVISTA ANTIGA DE RONDÔNIA - 26

ARMED POLICE IN TANKS WITH OVERHEAD HELICOPTER GUARDS STORM NOTORIOUS RIO SLUM IN CONTROVERSIAL 'CLEAN-UP' AHEAD OF WORLD CUP


1,400 armed police and marines have stormed one of Brazil's biggest slums in bulletproof trucks

Helicopters circle as scores of military point guns at residents as they walk through the streets in which they live

Operation to rid Complexo da Mare, home to more than 130,000 residents, of violence and drug gangs started today

Since 2011, government has cracked down on slums within the city ahead of World Cup which begins in June

Brazilian police have attracted widespread criticism following use of violence and 'covered-up' murders

DAYLYMAIL - By EMILY KENT SMITH - The Brazilian government has deployed forces to one of Rio de Janeiro's largest slums - in a clean-up operation which aims to reduce crime in the city ahead of the World Cup. 

Federal forces are here pictured entering the violence-plagued Complexo da Mare - one of Brazil's biggest slums - 'favelas' in Portuguese. 

These pictures show troops storming the favela bearing guns in bullet-proof vehicles while a helicopter circles above.

The faces of the 130,000 residents who live on the Mare complex have also been pictured. Mare is formed of 16 separate communities and has been riddled with drugs and dominated by gangs and militias. 

It is close to Rio's international airport, which means that visitors must drive past it on their way into the city. 

Senior officials have denied that the Mare clean-up is related to the World Cup - claiming that they aim to improve the lives of Rio favela residents.




CLIQUE AQUI PARA VER O RESTO DA VERGONHA

TELEXFREE DEU ENTRADA NESTA SEGUNDA-FEIRA NUM PROCESSO DE FALÊNCIA, NOS ESTADOS UNIDOS

CONTILNET - O pedido encaminhado ao Tribunal é assinado pelo executivo Stuart MacMillan, CEO interino nomeado pelos diretores da empresa, Carlos Wanzeler e Jim Merrill.

A Telexfree, uma das patrocinadoras do seu uniforme, empresa proibida de atuar no Brasil, sob acusação da prática de "pirâmide financeira", deu entrada nesta segunda-feira num processo de falência, solicitando ao Tribunal de Falências do Distrito de Nevada os benefícios do Capítulo 11 do Código de Falências dos Estados Unidos.

A medida é um dispositivo legal no processo de declaração de falência, passando a operar sob a direção de um interventor nomeado pelo tribunal numa última tentativa de reorganização administrativa.

É a última etapa na luta para salvar a empresa, cumprindo com o pagamento a credores ou até mesmo isentando-a, total ou parcialmente, do pagamento das dívidas.

A TelexFree, proibida de operar no Brasil pela Justiça do Acre, que a condenou por prática de formação de pirâmide financeira, tem contrato com o Botafogo assinado até o final de 2014 por valores não divulgados pelas partes.

Segundo os sites americanos especializados em direito empresarial, o pedido de inclusão no Capítulo 11 do Código de Falências é geralmente solicitado (e concedido!) quando o valor das dívidas (passivo) é maior do que a soma dos ativos (crédito).

Em alguns casos, a medida proporciona a recuperação da empresa, que depois de certo tempo passa a operar normalmente.

Ou, como também acontece, se reorganizar para ser comprada por uma outra empresa ou té mesmo por investidores.

O pedido encaminhado ao Tribunal é assinado pelo executivo Stuart MacMillan, CEO interino nomeado pelos diretores da empresa, Carlos Wanzeler e Jim Merrill.

EMPRESA ACUSADA DE FRAUDAR CONTRADOS DA PETROBRAS FEZ DOAÇÃO PARA CAMPANHA DE SEBASTIÃO VIANA, DO PT

Ray Melo, da editoria de política de ac24horas -  A Óleo e Gás S/A, empresa que aparece em reportagens veiculadas na revista Época, revista Veja e jornal O Globo, acusada de integrar um consórcio criminoso montado para fraudar contratos na Petrobras, enriquecer seus membros e financiar políticos e partidos fez doações para campanha do governador do Acre, Sebastião Viana (PT), nas eleições 2010.

De acordo com o portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o então candidato Sebastião Viana, teria recebido R$ 300 mil da IESA, no dia 28 de agosto de 2010. Segundo as reportagens divulgadas no último final de semana, a IESA foi uma das empresas mais generosas com candidatos de PT, PMDB e PP. A empresa teria doado R$ 3,2 milhões a diversos candidatos e R$ 4,1 milhões aos partidos.

As informações das supostas doações facilitadas por pessoas ligadas a Petrobras vazaram depois que a Polícia Federal fez a apreensão de um manuscrito na casa do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, que aponta possíveis doações eleitorais. A Polícia Federal descobriu que Paulo Roberto, Youssef, políticos e prestadores de serviços estão interligados no consórcio.

A IESA Óleo e Gás S/A, uma das empresas relacionadas na agenda apreendida pela PF foi uma das maiores contribuintes da campanha do governador Sebastião Viana, que enfrentou processos por abuso de poder econômico após a disputa eleitoral. As empresas sob suspeita de fraude investigadas na Operação Lava-Jato da PF faturaram R$ 31 bilhões com a Petrobras na era PT.



Levantamento do site de revista Veja revela somas milionárias destinadas a empresas agora investigadas pela Operação Lava-Jato, da Polícia Federal. De acordo com a revista Época, a IESA disse que “somente o presidente Valdir Lima Carreiro poderia comentar o caso, já que é seu nome que aparece na lista, mas que ele estava em voo, com o celular desligado”.

Segundo o site do TSE, a campanha do governador Sebastião Viana e de seu irmão, o senador Jorge Viana (PT) teve doações de diversas empreiteiras que prestam serviços para o governo do Acre e Governo federal. O comitês de campanha do PT do Acre, figura como um dos que mais arrecadou doações de grandes empresas que teriam ligações com a cúpula nacional do partido.

POLÍCIA IMPÕE DISCIPLINA MILITAR EM ESCOLAS PÚBLICAS DE GOIÁS


Alunos de colégios administrados pela PM não podem usar gírias ou usar batom e devem bater continência e marchar

Motivada pela violência nas unidades de ensino, tutela da polícia é elogiada por pais de estudantes, mas criticada por especialistas
  
DEMETRIO WEBER - VALPARAÍSO Um grupo de adolescentes se perfila em formação militar, enquanto uma soldado armada os passa em revista. Nenhum deles masca chicletes. As garotas não usam batons ou esmaltes chamativos. Nas conversas não se toleram gírias. Todos são obrigados a cantar o Hino Nacional na chegada, a caminhar marchando e a bater continência diante do diretor. Não estamos num quartel, mas num dos dez colégios da rede estadual de Goiás cuja administração começou a ser transferida para a Polícia Militar desde janeiro, numa medida desenhada para amainar os repetidos casos de violência ocorridos numa região desassistida a apenas 40 quilômetros do Distrito Federal.

Duas das escolas sob o novo regime ficam nas cidades de Valparaíso e Novo Gama. Ali, a maioria dos professores é a mesma do ano passado, e a metodologia pedagógica continua sob responsabilidade da Secretaria estadual de Educação. Mas o diretor de cada unidade é um oficial da PM, assim como a equipe encarregada de manter a “ordem”. Todos fardados e com armas na cintura.

A escolha dos colégios não foi em vão. O entorno do DF convive com problemas crônicos de violência. Desde 2011, a Força Nacional de Segurança Pública reforça o policiamento. Em Valparaíso, o Colégio Fernando Pessoa já apareceu no noticiário policial depois que um ex-aluno foi assassinado a tiros ali. Em outra ocasião, uma professora sofreu um sequestro relâmpago ao sair do prédio.


'Operação limpeza' para conquistar comunidade

A vice-diretora do Fernando Pessoa, Glaucia Ermínia dos Santos, foi mantida no cargo e afirma que o cenário “é outro” desde a chegada da PM:
— A questão disciplinar mudou gritantemente. Tínhamos problemas de tráfico de drogas e prostituição. Professores tinham medo dos alunos.

No Colégio José de Alencar, no Novo Gama, relatos semelhantes.

— Era tudo bagunçado. Tinha gente usando drogas nos banheiros. Agora até o bairro está mais seguro. O melhor é sair e ver uma viatura na rua — diz a estudante Erisvânia Chagas, de 15 anos.

Em ambas as unidades, um mutirão chamado de “operação limpeza” foi posto em prática com o evidente intuito de conquistar a comunidade. As paredes foram pintadas; as pichações, apagadas. Os próprios alunos se tornaram responsáveis por sessões de vistoria nos banheiros e pela checagem da sala: se tudo não estiver arrumado, ninguém sai. Até a lista de ausentes à aula é compilada pelos estudantes, no caso um deles, o chefe da turma. Se um professor falta, nenhuma turma sai mais cedo.

O código de conduta segue os moldes do que vigora nos colégios da Polícia Militar de Goiás (CPMG). Até os cortes de cabelo devem obedecer a certos padrões. Contato físico “que denote envolvimento de cunho amoroso” é proibido.

— No início eu me revoltei, odiei. Hoje adoro, não troco por nada — sustenta Luísa Roriz, de 16 anos, que estuda em Valparaíso.

O apoio entusiasmado pode esconder temor a repressão. O código classifica como transgressão disciplinar grave “denegrir o nome do CPMG ou de qualquer de seus membros”. Quem conversa com alunos percebe o receio que têm de fazer críticas. Estudantes que davam entrevista ao GLOBO foram interpeladas por uma policial da equipe disciplinar no momento em que uma delas reclamava da exigência de ficar em pé durante solenidades.

— Não há dúvida de que a escola, para funcionar bem, deve ter normas claras e ser exigente. Mas isso nada tem a ver com militarização — critica Wanderson Ferreira Alves, professor de políticas educacionais na Universidade Federal de Goiás (UFG). — Experiências exitosas no mundo fizeram o caminho inverso, aproximando a escola da comunidade e horizontalizando relações hierárquicas.

Frederico Marinho, pesquisador de segurança pública na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), chama a transferência de escolas para a polícia de “maquiagem ideológica”, “tentativa de doutrinação dos alunos” e “aberração”:

— Não tem nada a ver com segurança.
Diretor do Colégio Fernando Pessoa, o capitão Francisco dos Santos Silva defende o modelo adotado pelo governo de Marconi Perillo (PSDB). Ele é formado em Pedagogia e foi professor da rede estadual antes de se tornar policial. E diz que um dos objetivos é melhorar a nota da escola no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), método avaliador do Ministério da Educação.

— O caminho é simples: a disciplina consciente. A gente faz (o aluno) pegar o gosto (pelo estudo). No sábado tem grupo de estudo na biblioteca. Em breve, vamos começar um cursinho para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) — afirma. — Gírias como “ô, véio” não podem (ser empregadas). Aqui a gente só usa a norma culta.

Diferentemente do que ocorre na rede pública, os colégios da PM goiana (aos quais se somaram os dois de Valparaíso e Novo Gama) cobram uma contribuição “voluntária” de R$ 40 a R$ 70 mensais. O dinheiro é administrado pela Associação de Pais da unidade e, segundo a PM, destinado a melhorias na infraestrutura, em equipamentos e na contratação de professores de reforço.

O Ministério Público em Valparaíso, contudo, acionou a Justiça no início do ano, devido a informações de que o pagamento da taxa seria compulsório, assim como a exigência de uso de uniforme, um kit de R$ 400. Uma liminar da Justiça garantiu o caráter espontâneo da taxa.

O comandante de Ensino da PM de Goiás, coronel Júlio César Mota, sustenta que houve um mal entendido e que a contribuição é voluntária:
— Quando o pai percebe que a contribuição está transformando a escola, a adesão é muito maior. Chega a 100% em algumas unidades.
O pedreiro Cleuber Bispo da Silva, de 44 anos, diz que faz questão de pagar.

— Meu menino mudou de comportamento. Passou até a arrumar mais o quarto — descreve o pedreiro, cujo filho, de 11 anos, está no 6º ano do ensino fundamental do Colégio Fernando Pessoa.

O coordenador geral da rede Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, avalia como “um desastre” o processo que está sendo registrado na rede estadual de Goiás:

— Trabalhei em escolas públicas nas regiões mais violentas de São Paulo e acompanhava as rondas que a polícia fazia. Elas já eram temerárias... Imagine uma administração da PM! A polícia não faz bem nem seu trabalho de segurança pública, que dirá educação. Essa medida reforça o sentimento de desigualdade entre as escolas. É um instrumento antirrrepublicano. Precisamos combater a desigualdade, não institucionalizá-la.

Outro a condenar a medida é o ex-comandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope) do Rio de Janeiro e antropólogo Paulo Storani.

— É a certificação do fracasso de um processo pedagógico no Brasil. É aquele pensamento: “ah, não temos como resolver o problema? Então chama a polícia”. Estão dando o gerenciamento da escola a um órgão que não tem essa função — raciocina. — A população tinha uma expectativa, é o desespero de querer qualquer coisa para melhorar uma situação. Pode melhorar em curto prazo, porque cria disciplina, mas não resolve nada a longo prazo.

BRASIL TEM 11 DA 30 CIDADES MAIS VIOLENTAS DO MUNDO, DIZ ONU


Maceió está na quinta posição da lista da violência, seguida por Fortaleza, na sétima
Levantamento aponta 437 mil assassinatos em 2012; do total, 36% ocorreram nas Américas

MARCELO REMIGIO - O Brasil tem 11 das 30 cidades mais violentas do mundo. Levantamento do Escritório sobre Drogas e Crime das Nações Unidas com base em assassinatos ocorridos no ano de 2012 aponta Maceió como a quinta cidade em homicídios por cada 100 mil habitantes. Fortaleza está na sétima posição e João Pessoa, em nono. A América Latina desbancou a África como a região mais violenta. Já Honduras é hoje o país com maior número de assassinatos por 100 mil habitantes. O índice registrado naquele país aponta para o que os pesquisadores chamam de "situação fora de controle". O segundo país mais violento é a Venezuela, seguido por Belize e El Salvador.

De acordo com a pesquisa da ONU, foram assassinadas 437 mil pessoas em 2012, das quais 36% nas Américas, a maior parte na Central e na do Sul. O Brasil é o país com mais cidades na lista da violência, seguindo pelo México, com seis - ambos são os países mais populosos da América Latina. Venezuela e Colômbia têm três cidades e Honduras e Estados Unidos, duas. Além de Maceió, Fortaleza e João Pessoa, foram listadas pelo levantamento das Nações Unidas Natal (12ª posição); Salvador (13ª); Vitória (14ª); São Luís (15ª); Belém (23ª); Campina Grande (25ª); Goiânia (28ª); e Cuiabá (29ª).

Para os pesquisadores da ONU, o elevado índice de homicídios na América Latina está ligado ao crime organizado e à violência política, que persiste há décadas nos países latinoamericanos. A maior parte das mortes (66%) foram provocadas por armas de fogo. Os cartéis do narcotráfico mexicanos são citados como responsáveis pela violência também em Honduras, El Salvador e Guatemala, países que integram rotas de distribuição de drogas que têm como destino os Estados Unidos. Já na Venezuela, os assassinatos são atribuídos à violência urbana.

Taxas de homicídios acima de 20 por 100 mil habitantes são consideradas pelos especialistas como graves. Em Honduras, são 90,4 homicídios por 100 mil habitantes. Já na Venezuela, a taxa chega a 53,7; em Belize, 44,7; em El Salvador, 41,2; na Guatemala, 39,9; na África do Sul, 31; na Colômbia, 30,8; no Gabão, 28; no Brasil, 25,2; e no México, 21,5. Países em conflitos têm taxas inferiores às da América Latina, como Iraque, no Oriente Médio, onde o índice registrado é de oito para 100 mil habitantes.

As cidades mais violentas do mundo são: San Pedro Sula (Honduras), Caracas (Venezuela), Acapulco (México), Cali (Colômbia), Maceió; Distrito Central (Honduras), Fortaleza; Cidade da Guatemala (Guatemala), João Pessoas, Barquisimeto (Venezuela), Palmira (Colômbia), Natal, Salvador, Vitória, São Luís, Culiacán (México), Guayana (Venezuela), Torreón (México), Kingston (Jamaica), Cidade do Cabo (África do Sul), Chihuahua (México), Victoria (México), Belém, Detroit (Estados Unidos), Campina Grande, Nova Orleans (Estados Unidos), San Salvador (El Salvador), Goiânia, Cuiabá e Nuevo Laredo.

Taxa média de homicídios global é de 6,2 por 100 mil/hab

Segundo o estudo da ONU, cerca de 750 milhões de pessoas vivem em países com as maiores taxas de homicídio do mundo, o que significa que quase metade de todos os homicídios acontece nos países onde moram apenas 11% da população mundial. Europa, Ásia e Oceania, onde estão cerca de 3 bilhões de pessoas, as taxas de homicídios são consideradas relativamente baixas.

A taxa média de homicídios global é de 6,2 por 100 mil habitantes, mas o Sul da África e a América Central registraram mais de quatro vezes esse número, 30 e 26 vítimas por 100 mil habitantes, respectivamente, os números mais altos do mundo. Enquanto isso, com taxas cerca de cinco vezes menores do que a média global, Ásia Oriental, sul da Europa e Europa Ocidental registraram os níveis mais baixos de homicídio em 2012. Ainda de acordo com a pesquisa, os níveis de homicídios no norte da África, na África Oriental e em partes do sul da Ásia estão aumentando em meio à instabilidade social e política. Já a África do Sul apresenta tendência de queda das taxas de homicídio: os assassinatos caíram pela metade, de 64,5 por 100 mil habitantes em 1995 para 31 por 100 mil habitantes em 2012.

Os homicídios ligados ao crime organizado, gangues e facções representam 30% de todos os assassinatos da América, em comparação com menos de 1% na Ásia, Europa e Oceania. Ainda que picos de homicídio estejam muitas vezes ligados a este tipo de violência, a América tem níveis de homicídio cinco a oito vezes maiores do que a Europa e a Ásia desde a década de 1950, aponta a ONU.

Cerca de 80% das vítimas de homicídio são homens, assim como 95% dos autores dos crimes; 15% de todos os assassinatos resultam de violência doméstica e a maioria (70%) das vítimas domésticas são mulheres. Mais da metade das vítimas de homicídios têm menos de 30 anos de idade, com crianças menores de 15 anos de idade representando pouco mais de 8% de todos os homicídios.

ONU confirma dados sobre violência divulgados por ONG mexicana

A pesquisa da ONU confirma dados sobre violência apresentados em levantamento elaborado pela ONG mexicana Conselho Cidadão para Segurança Pública e Justiça Penal AC divulgado em março deste ano. Segundo a pesquisa mexicana, o Brasil é o país com mais municípios no ranking: 16; e Maceió a quinta cidade mais violenta do mundo. O México aparece em segundo, com nove. Apenas sete cidades da lista não estão na América Latina: quatro dos Estados Unidos (Detroit, Nova Orleans, Baltimore e Saint Louis) e três da África do Sul.

O levantamento leva em conta a taxa de homicídios por grupo de 100 mil habitantes no ano passado. De acordo com a ONG, foram levantados dados disponibilizados pelos governos em suas páginas na internet e consideradas só cidades com mais de 300 mil. Essa foi a quarta edição do ranking. Dos 16 municípios do Brasil no ranking das cidades mais violentas do mundo, seis vão receber jogos da Copa do Mundo: Fortaleza, Natal, Salvador, Manaus, Recife e Belo Horizonte.

As brasileiras da lista mexicana
Maceió (5ª colocada) - 79,76 homicídios por 100 mil habitantes; Fortaleza (7ª) - 72,81; João Pessoa (9ª) - 66,92; Natal (12ª) - 57,62; Salvador (13ª) - 57,51; Vitória (14ª) - 57,39; São Luís (15ª) - 57,04; Belém (16ª) - 48,23; Campina Grande (25ª) - 46; Goiânia (28ª) - 44,56; Cuiabá (29ª) - 43,95; Manaus (31ª) - 42,53; Recife (39ª) - 36,82; Macapá (40ª) - 36,59; Belo Horizonte (44ª) - 34,73 e Aracaju (46ª) - 33,36.

14/04/2014

TRIBUTO AO PASSADO: TEATRO MUNICIPAL DE TARAUACÁ JOSÉ POTYGUARA



Em 1930, portanto lá se vão 84 anos, para saciar um pouco as almas sedentas por cultura que era comum as pessoas que detinham um alto nível educacional naquela época, em um palco improvisado no Grupo Escolar “João Ribeiro”, quando ainda era próximo da Praça da Bandeira, foi representada a primeira peça teatral de autoria do Dr. José Potiguara da Frota e Silva Promotor público intitulada “Alma Acreana”. 

José Florêncio da Cunha
Após três anos às 09:00hs da manhã do dia 26 de janeiro de 1933 apesar de uma chuva torrencial, o 6º Prefeito de Tarauacá Ten. Cel. José Florêncio da Cunha ou Cazuzinha para os íntimos (1930 a 1934), e diversas personalidades ilustres da cidade inaugurou o prédio do TEATRO MUNICIPAL DE TARAUACÁ JOSÉ POTYGUARA, prédio esse que com algumas reformas continua preservando 90% da sua arquitetura original até os dias de hoje.

Três dias após a inauguração em 29/01/1933, foi encenada a primeira peça teatral o melodrama “Razões do Coração”, de autoria do Dr. José Potiguara da Frota e Silva. 








A boa notícia para os munícipes tarauacaenses é que o então Prefeito Francisco Cleudon Rocha da Costa (1993/1996), no dia 25 de abril de 1994 tombou esse Teatro que, diga-se de passagem, é o mais antigo do Acre como PATRIMÔNIO HISTÓRICO CULTURAL DO MUNICÍPIO, pela Lei Nº 339/1994, e ainda diz mais; CONSERVANDO AS CARACTERÍSTICAS ORIGINAIS DE SUA CONSTRUÇÃO



Justiça seja feita ocorreu uma reforma significativa graças ao hoje Senador da República Jorge Viana que contribui com Dr. Jasone Ferreira da Silva Prefeito de Tarauacá no seu primeiro mandato (1997/2000) em 1999, através de convênio (Detalhes do Convênio) na época da última reforma. 


O estranho ou engraçado é a curiosidade de ninguém saber do por que do ano que é pintado no (oitão),  ser 1932, se ele foi inaugurado em 1933. Será que consideravam o ano que iniciou a construção? E agora? mantem-se o ano errado? Se o Tetro fosse restaurado acredito que sim.


A grosso modo a pintura mais original que podemos chegar segundo os antigos de Tarauacá é essa


José Potyguara
Então urge que se siga a Lei e se possível restaure-se o que puder e que pelo menos as cores originais sejam repostas porque como diz meu amigo Isaac Melo, “Que as pessoas possam ter mais respeito àquele palco sagrado onde já foram apresentadas peças com autores, atores e músicos ilustres”.

Outro detalhe estranho é que pode-se notar que o Teatro era numerado com o número 283 e nos dias de hoje o prédio encontra-se sem número.







Abaixo um texto escrito pela Senhora Maria Augusta da Silva, irmã da Professora e Poetiza Núbia Wanderley sobre detalhes históricos do Teatro.




Agradecimentos a Isaac Melo por ter enviado o programa da peça Razões do Coração e Félix Cavalcante pelas fotos da reforma do Teatro.