18 de mai de 2019

Piora a situação da professora farsante

'Não foi crítica ao governo', diz autor de texto compartilhado por Bolsonaro


em.com.br - O analista da Comissão de Valores Mobiliários Paulo Portinho assumiu a autoria do texto divulgado nesta sexta, 15, pelo presidente Jair Bolsonaro, no qual destaca pressões de várias "corporações" do Poder. Segundo ele, a mensagem não era uma crítica nem ao governo nem ao Congresso, mas sim a pessoas com "influência no orçamento público".

"Não foi crítica ao governo nem ao Congresso. A única coisa que quis dizer no texto é o que está acontecendo no Brasil, mas não só agora. A impressão que temos é de que as pautas que vão para a eleição só são implementadas se interessam às corporações", afirma Portinho. "Quando falo corporação, não estou generalizando, mas sim falando de pessoas que têm muita influência sobre o orçamento público", afirmou o analista, que foi candidato a vereador em 2016 pelo Novo.

Publicado por Portinho em seu perfil pessoal no Facebook na manhã do último sábado, 11, o texto repercutiu nas redes sociais após Bolsonaro distribuir a mensagem a diversos grupos pelo WhatsApp nesta sexta. Ao compartilhar o texto, o presidente escreveu: "Um texto no mínimo interessante. Para quem se preocupa em se antecipar aos fatos sua leitura é obrigatória. Em Juiz de Fora (06/set/2018), tive um sentimento e avisei meus seguranças: Essa é a última vez que me exporei junto ao povo. O Sistema vai me matar. Com o texto abaixo cada um de vocês pode tirar suas próprias conclusões."

Apesar da publicação ter chegado ao Planalto, Portinho afirma não ter vínculos nem conhecer ninguém ligado a Bolsonaro. Defensor de uma pauta liberal na economia, o analista disse ter escrito a análise para comentar sua visão sobre acontecimentos envolvendo a política brasileira, incluindo também os governos FHC, Lula e Dilma.

"A gente vota em uma pauta liberal, mas a impressão que ficamos é que nada do que se fala nas campanhas pode sair. Quando você vê a história do Brasil, a história que se tem é que o que se discute na eleição não é exatamente o que dá pra governar", disse Portinho. "E com um governo que tem tantas dificuldades de relacionamento como o governo Bolsonaro, isso fica mais evidente, os atritos são maiores."

"A única coisa que espero, um objetivo pessoal, é que os três Poderes atinjam o nível máximo de racionalidade que eles possam ter. Se não sair a pauta do Bolsonaro, que saia a pauta do Congresso, mas que seja uma pauta que leve o Brasil adiante", afirmou.

Autor de texto foi candidato a vereador pelo Novo

Formando em Engenharia e mestre em Administração pela Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC-RJ), Portinho foi candidato a vereador em 2016 pelo Partido Novo, ao qual se filiou em 23 de dezembro de 2012, segundo base de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O analista continua filiado ao partido, mas afirma não participar das discussões políticas da sigla.

No pleito daquele ano, Portinho declarou R$ 883,9 mil em bens e teve a candidatura deferida pela Justiça Eleitoral. Durante a campanha, recebeu duas doações de R$ 500 do diretório municipal do Novo para serviços de consultoria em advocacia e contabilidade. Ao todo, recebeu 602 votos.

Bolsonaro compartilha texto que denuncia a trama dos poderosos para derrubá-lo


Fábio Gonçalves - Na manhã desta sexta, 17, Bolsonaro compartilhou em diversos grupos do WhatsApp um texto cujo conteúdo é uma variação da mesma análise de conjuntura feita pelo filósofo Olavo de Carvalho e por outros canais independentes, incluindo este aqui. Segundo a mensagem endossada pelo presidente, há uma trama entre os poderosos de Brasília, os mesmos de sempre, para impedir que o governo Bolsonaro, tal como pretendido pelos seus eleitores, possa sustentar-se. Em suma, querem derrubar – ou, no mínimo, anular – o presidente eleito pelo povo.

A mensagem cai como uma bomba no atual cenário. As últimas semanas foram de grande tensão no Planalto, tanto por desentendimentos entre figuras ligadas a Bolsonaro – flagrantemente a ala militar, Carlos Bolsonaro e Olavo de Carvalho – quanto com relação às pressões vindas de agentes externos, como o Centrão, que parece articular o desmonte da estrutura governamental de Jair para forçar um crime de responsabilidade que justificaria o pedido de impeachment, e a esquerda, que está usando o contingenciamento de verbas do MEC para reorganizar a militância. Sem falar na grande mídia que não descansa, dia e noite, na sua missão de malbaratar o governo.

Em vista disso, a mensagem compartilhada não deixa dúvidas: Bolsonaro está acuado e, não vendo outro remédio, convoca o povo a apoiá-lo para que ele possa fazer valer o voto de confiança que lhe foi dado nas urnas. Sem isso, o presidente cai. Ou, se fica, será castrado, tendo que se render ao sistema. Sistema contra o qual Jair e o povo se levantaram em revolta no último pleito.

Vejam a íntegra da mensagem:

Bastaram 5 meses de um governo atípico, “sem jeito” com o congresso e de comunicação amadora para nos mostrar que o Brasil nunca foi, e talvez nunca será, governado de acordo com o interesse dos eleitores. Sejam eles de esquerda ou de direita.

Desde a tal compra de votos para a reeleição, os conchavos para a privatização, o mensalão, o petrolão e o tal “presidencialismo de coalizão”, o Brasil é governado exclusivamente para atender aos interesses de corporações com acesso privilegiado ao orçamento público.

Não só políticos, mas servidores-sindicalistas, sindicalistas de toga e grupos empresariais bem posicionados nas teias de poder. Os verdadeiros donos do orçamento. As lagostas do STF e os espumantes com quatro prêmios internacionais são só a face gourmet do nosso absolutismo orçamentário.

Todos nós sabíamos disso, mas queríamos acreditar que era só um efeito de determinado governo corrupto ou cooptado. Na próxima eleição, tudo poderia mudar. Infelizmente não era isso, não era pontual. Bolsonaro provou que o Brasil, fora desses conchavos, é ingovernável.

Descobrimos que não existe nenhum compromisso de campanha que pode ser cumprido sem que as corporações deem suas bênçãos. Sempre a contragosto.

Nem uma simples redução do número de ministérios pode ser feita. Corremos o risco de uma MP caducar e o Brasil ser OBRIGADO a ter 29 ministérios e voltar para a estrutura do Temer.

Isso é do interesse de quem? Qual é o propósito de o congresso ter que aprovar a estrutura do executivo, que é exclusivamente do interesse operacional deste último, além de ser promessa de campanha?

Querem, na verdade, é manter nichos de controle sobre o orçamento para indicar os ministros que vão permitir sangrar estes recursos para objetivos não republicanos. Historinha com mais de 500 anos por aqui.

Que poder, de fato, tem o presidente do Brasil? Até o momento, como todas as suas ações foram ou serão questionadas no congresso e na justiça, apostaria que o presidente não serve para NADA, exceto para organizar o governo no interesse das corporações. Fora isso, não governa.

Se não negocia com o congresso, é amador e não sabe fazer política. Se negocia, sucumbiu à velha política. O que resta, se 100% dos caminhos estão errados na visão dos “ana(lfabe)listas políticos”?

A continuar tudo como está, as corporações vão comandar o governo Bolsonaro na marra e aprovar o mínimo para que o Brasil não quebre, apenas para continuarem mantendo seus privilégios.

O moribundo-Brasil será mantido vivo por aparelhos para que os privilegiados continuem mamando. É fato inegável. Está assim há 519 anos, morto, mas procriando. Foi assim, provavelmente continuará assim.

Antes de Bolsonaro vivíamos em um cativeiro, sequestrados pelas corporações, mas tínhamos a falsa impressão de que nossos representantes eleitos tinham efetivo poder de apresentar suas agendas.

Era falso, FHC foi reeleito prometendo segurar o dólar e soltou-o 2 meses depois, Lula foi eleito criticando a política de FHC e nomeou um presidente do Bank Boston, fez reforma da previdência e aumentou os juros, Dilma foi eleita criticando o neoliberalismo e indicou Joaquim Levy. Tudo para manter o cadáver procriando por múltiplos de 4 anos.

Agora, como a agenda de Bolsonaro não é do interesse de praticamente NENHUMA corporação (pelo jeito nem dos militares), o sequestro fica mais evidente e o cárcere começa a se mostrar sufocante.

Na hipótese mais provável, o governo será desidratado até morrer de inanição, com vitória para as corporações. Que sempre venceram. Daremos adeus Moro, Mansueto e Guedes. Estão atrapalhando as corporações, não terão lugar por muito tempo.

Na pior hipótese ficamos ingovernáveis e os agentes econômicos, internos e externos, desistem do Brasil. Teremos um orçamento destruído, aumentando o desemprego, a inflação e com calotes generalizados. Perfeitamente plausível. Claramente possível.

A hipótese nuclear é uma ruptura institucional irreversível, com desfecho imprevisível. É o Brasil sendo zerado, sem direito para ninguém e sem dinheiro para nada. Não se sabe como será reconstruído. Não é impossível, basta olhar para a Argentina e para a Venezuela. A economia destes países não é funcional. Podemos chegar lá, está longe de ser impossível.

Agradeçamos a Bolsonaro, pois em menos de 5 meses provou de forma inequívoca que o Brasil só é governável se atender o interesse das corporações. Nunca será governável para atender ao interesse dos eleitores. Quaisquer eleitores. Tenho certeza que esquerdistas não votaram em Dilma para Joaquim Levy ser indicado ministro. Foi o que aconteceu, pois precisavam manter o cadáver Brasil procriando. Sem controle do orçamento, as corporações morrem.

O Brasil está disfuncional. Como nunca antes. Bolsonaro não é culpado pela disfuncionalidade, pois não destruiu nada, aliás, até agora não fez nada de fato, não aprovou nada, só tentou e fracassou. Ele é só um óculos com grau certo, para vermos que o rei sempre esteve nu, e é horroroso.

Infelizmente o diagnóstico racional é claro: “Sell”.

Autor desconhecido

Segundo o Estadão, Bolsonaro, quando questionado sobre a mensagem, respondeu, por meio do seu porta-voz, da seguinte maneira.

“Venho colocando todo meu esforço para governar o Brasil. Infelizmente os desafios são inúmeros e a mudança na forma de governar não agrada àqueles grupos que no passado se beneficiavam das relações pouco republicanas. Quero contar com a sociedade para juntos revertermos essa situação e colocarmos o País de volta ao trilho do futuro promissor. Que Deus nos ajude!”

Lembrando que essa mensagem surge no momento que diversos grupos pró-Bolsonaro estão organizando uma manifestação, marcada para o dia 26, domingo, justamente para fortalecer o presidente e defender as pautas mais urgentes segundo o crivo popular: o Pacote Anticrime do ministro Sérgio Moro e a Reforma da Previdência.

O congresso tem que arcar com as consequências

Físico recebe prêmio de ciência e enaltece financiamento à pesquisa

foto:Cepof.ifsc

Cristina Indio do Brasil  - Vanderlei Salvador Bagnato, pós-doutorado em física, recebeu o Prêmio Almirante Álvaro Alberto na categoria Ciências Exatas, da Terra e Engenharias, na última quarta-feira (15), na Escola Naval, no Rio de Janeiro. O prêmio concedido em parceria do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com a Fundação Conrado Wessel e a Marinha do Brasil é considerado o maior do país em ciência e tecnologia. O pesquisador ainda recebe da Fundação a quantia de R$ 200 mil.

Bagnato relacionou a conquista do prêmio aos financiamentos que obteve, ao longo de sua carreira, para os projetos desenvolvidos na área de física atômica. A premiação é feita anualmente, desde 1981, ao pesquisador que se destaca pela realização de obra científica ou tecnológica de reconhecido valor para o progresso da sua área. O físico paulista destacou que faz ciência básica com o objetivo de avançar o conhecimento na área de física atômica e na aplicação dos seus conhecimentos em projetos de relevância social.

“Sou um cientista que só tenho que a agradecer à sociedade brasileira. Eu sou um daqueles cientistas que se não fiz mais, não foi porque a sociedade não investiu. Sempre fui um cientista muito bem financiado pela sociedade, então, me sinto honrado e com responsabilidade ainda maior de continuar o trabalho para que a gente possa atender a essa sociedade que tanto precisa em todos os seus níveis”, apontou em entrevista à Agência Brasil.

Atualmente o professor, que é diretor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP), tem um grupo de pesquisas com mais de 120 pessoas, entre elas, 25 pós-doutores e alunos de doutorado e mestrado. “Nós realizamos aplicações da física atômica e da ótica para o tratamento de câncer de um modo geral, diagnóstico, preservação de meio ambiente, transplante de órgãos, estamos envolvidos um pouco em nanotecnologia, então, o prêmio de alguma maneira dá um indicativo de que o que estamos fazendo hoje é a linha que talvez o Brasil queira”, disse.

Segundo Bagnato, as suas pesquisas já foram empregadas na criação de 40 empresas que, a partir da ciência básica, contribuem para dezenas de produtos no Brasil e fora do país. Para ele, a entrega do prêmio é um grande valorização desse trabalho. Apesar de reconhecer a existência de outras pessoas no Brasil com condições de receber a honraria, o pesquisador lembrou que ele e o presidente da Academia Brasileira de Ciência (ABC), Luiz Davidovich, são os dois brasileiros membros da Academia Americana de Ciência, o que representa uma honra muito grande, mas não se compara a receber um reconhecimento da sociedade brasileira.

Destaque
Na visão do professor, o prêmio dá tanta visibilidade que integrantes da Academia Pontifícia de Ciência do Vaticano, da qual também faz parte, já estavam informados de que ele seria agraciado e o assunto foi comentado na recente viagem que fez ao local. “Eles já sabem que estão premiando a ciência brasileira na sua forma mais elegante possível. Sim, acaba tendo uma repercussão boa e acaba ajudando. Premiar a ciência nós nunca erramos, não é? Então, não há dúvida de que um momento desse de conjugação das Forças Armadas, a Marinha, com a Ciência é o que todos nós queremos. Esse é o modelo que a gente quer para a ciência brasileira, a conjugação, a ação sistêmica para o bem-estar de todos”, afirmou.

Incentivo aos alunos
O professor confessou que vai destinar parte do dinheiro aos seus atuais alunos. “Os que já se graduaram, graças a Deus, estão muito bem colocados, mas tenho hoje 54 alunos de pós-graduação, somos cinco professores no grupo, na área da física e ótica aplicada à saúde”, completou.

Bagnato acrescentou que entre os seus projetos, estpa desenvolvendo um com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), no Rio de Janeiro. “Temos uma base de tratamento de câncer, que agora vai ser, se tudo der certo, adotada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com tratamento mais rápido, barato e mais seguro para a população. Não tem dúvida que é uma situação que só valoriza, levanta e só nos incentiva a ir adiante”, comentou.

História
O professor se formou em 1981, simultaneamente, em Física pela USP e Engenharia de Materiais pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Em 1987 se tornou doutor em física pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) e pós-doutor pela Universidade de Maryland, nos Estados Unidos. Em 1990, obteve a livre-docência pela USP.

No ano passado foi agraciado com o título de Pesquisador Emérito do CNPq e em 2015 recebeu o Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia. Além disso conquistou, em 2007, o título de Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico, concedido pela Presidência da República.

Bolsonaro diz que vai cancelar ‘contrato de publicidade’ da Petrobras


Jair Bolsonaro foi às redes há pouco para dizer que está tentando rescindir um contrato de publicidade da Petrobras com a McLaren.


O valor é de R$ 782 milhões, com duração de cinco anos.

Além da publicidade, que inclui a divulgação da logo da empresa no carro da McLaren, o contrato inclui cooperação tecnológica com o Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes) para o desenvolvimento de combustíveis e lubrificantes mais eficientes.

Satélite CBERS-4A conclui testes com sucesso e segue para China


Imagem Satélite CBERS-4A conclui testes com sucesso e segue para China 
INPE - Após minuciosa bateria de testes, o satélite sino-brasileiro CBERS-4A está pronto para o transporte à China, onde acontecerá seu lançamento no final deste ano. Foram quase dezoito meses para a montagem completa e verificação da estrutura, painel solar, sistemas e câmeras que, do Espaço, ajudarão o Brasil a contribuir para o desenvolvimento sustentável da Terra.

O CBERS-4A passou por testes vácuo-térmicos, de interferência e compatibilidade eletromagnéticas, vibração e acústica, entre outros, concluídos no final de abril. Em seguida, o satélite foi embalado e agora aguarda o embarque num Boeing 747 que partirá do aeroporto de São José dos Campos (SP) com destino a Pequim. O voo está previsto para o dia 27 de maio.

Este é o sexto satélite feito em parceria com a China – o primeiro foi lançado em 1999 - e resultado do primeiro acordo de cooperação em alta tecnologia entre dois países do Sul, firmado em 1988. No Brasil, o desenvolvimento do Programa CBERS (sigla em inglês para Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres) cabe ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Uma das mais importantes iniciativas pela capacitação e crescimento do mercado de alta tecnologia no país, o CBERS é utilizado no monitoramento de biomas, agricultura, crescimento urbano, gerenciamento hídrico e de desastres naturais.

A fase de montagem, integração e testes (AIT) do CBERS-4A foi realizada totalmente no Brasil, nas instalações do Laboratório de Integração e Testes (LIT) do INPE, em São José dos Campos. Único laboratório do Hemisfério Sul capaz de integrar e realizar testes completos de satélites e seus subsistemas, o LIT/INPE simula todas as condições que o satélite irá enfrentar desde o seu lançamento até o final de sua vida útil no espaço.

17 de mai de 2019

Derrubando o clichê "tem que investir em educação"

Os investimentos em educação não Brasil não são pequenos, muito pelo contrário. Os números mostram que os investimentos em educação praticamente dobraram, mas nossos alunos continuam a ocupar as piores posições nos rankings internacionais de avaliação de ensino. Portanto, a pergunta chave a ser feita é: se os investimentos em educação são relativamente altos, por que os alunos brasileiros ocupam algumas das piores colocações nos rankings internacionais?

Importante: os comentários e opiniões contidos neste texto são responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney ou de seus controladores.

“Tem que investir em educação” é uma das frases mais propaladas como solução para melhorar o Brasil.  A frase é quase como um mantra unânime: bastaria investir em educação e, pronto, todos os problemas brasileiros estariam resolvidos.

Acontece que essa frase não passa de um clichê por dois motivos básicos. Primeiro, porque o Brasil já investe uma parcela significativa do seu orçamento em educação. Segundo, porque geralmente quem fala essa frase não busca o seu próprio conhecimento, acreditando que “se educar” é um processo passivo, e não ativo. 

Os investimentos em educação não Brasil não são pequenos, muito pelo contrário. Conforme relatório da OCDE, os gastos com educação passaram a representar de 4,7% do orçamento federal em 2008 contra 8,3% em 2017.

Os números mostram que os investimentos em educação praticamente dobraram, mas nossos alunos continuam a ocupar as piores posições nos rankings internacionais de avaliação de ensino.

Na comparação internacional, de acordo com o mesmo estudo, o gasto com educação no Brasil também é elevado em proporção do PIB (6%), ultrapassando países como Argentina (5,3%), Colômbia (4,7%), Chile (4,8%), México (5,3%) e Estados Unidos (5,4%).

Embora o número seja significativo, muitos argumentam que o investimento por aluno deveria ser maior. De fato. Mas não conseguimos magicamente colocar mais dinheiro na educação por uma razão básica: os recursos são escassos.

Os recursos do governo advêm da arrecadação de impostos da sociedade. E o dinheiro dos impostos vem da incidência de tributos sobre a renda gerada na sociedade pela produção de bens e serviços finais (PIB). 

Acontece que a arrecadação do governo é limitada porque a renda gerada pela produção de bens em serviços também é finita. Assim, o governo tem um orçamento limitado e não tem dinheiro abundante para fazer o que  quiser. Como o orçamento é limitado, para investir mais em educação, deve-se cortar recursos de outras áreas, gerando o que os economistas chamam de tradeoffs.

Mas, mesmo diante dessa limitação orçamentária, os gastos com educação no Brasil não são pequenos, conforme apontou o relatório da OCDE (aqui). Portanto, a pergunta chave a ser feita é: se os investimentos em educação, no país, são relativamente altos, por que os alunos brasileiros ocupam algumas das piores colocações nos rankings internacionais?

Conforme os números mostram, a questão não é de quantidade, mas da qualidade do gasto educacional. No Brasil, há uma ênfase muito grande de direcionamento de recursos públicos para o ensino universitário, e para a formação básica escolar. Acontece que a maior deficiência educacional, de acordo com o próprio estudo da OCDE, está na base, e não na formação universitária.

O problema se agrava, pois muitos alunos ingressam em universidades com deficiências básicas de interpretação de texto e matemática. Além disso, os cursos universitários das faculdades públicas formam centenas de alunos de profissões que não conseguem ser absorvidas pelo mercado de trabalho (filosofia e sociologia, por exemplo).

De outro modo, as universidades geram pessoas que se tornaram muito mais tomadoras do que doadoras do sistema. Não se trata de ser contra essas áreas do conhecimento, pelo contrário, mas entender que há um excesso de recursos públicos (seu dinheiro) para campos deficitários para a sociedade. Pior, conforme argumentado por Theodore Dalrymple, por vezes, é necessário encontrar posições no governo para acomodar pessoas formadas nessas áreas por absoluta falta de mercado. 

Se o problema está na base, por que existe este fetiche com o estudo universitário? Essa valorização excessiva de profissões intelectualizadas, em vez da formação de técnicos por exemplo? O fenômeno parece ser mundial e, inclusive, esse hipervalorização academicista  é criticada por intelectuais de peso, como Thomas Sowell  e Nassim Taleb.

Outro ponto que chama a atenção é a crença de que basta colocar mais dinheiro numa área e, de repente, todo mundo passa a ser mais inteligente e produtivo, e o país passa a se desenvolver.

O psiquiatra Theodore Dalrymple mostra em seu livro Podres de Mimados que as melhorias nos níveis educacionais em alguns países africanos, como  Tanzânia, Guiné Equatorial e Congo, não contribuíram em nada para o desenvolvimento econômico desses países. Isso não quer dizer que a educação não seja importante, pelo contrário.

O que o livro mostra é que colocar dinheiro apenas na educação, desprezando outros fatores como agricultura, infraestrutura etc., não levou ao crescimento econômico nos países analisados.

É óbvio que, nas nações mais ricas, o nível educacional é maior. No entanto, deve-se avaliar a eficiência do gasto educacional, ou seja, o quanto de retorno ele trará para a sociedade.

Em outras palavras: aumentar os gastos educacionais não significa necessariamente elevar o nível educacional da população, tampouco é garantia de desenvolvimento econômico, principalmente quanto a política educacional não leva em conta outros fatores como a infraestrutura, a agricultura etc.    

Curiosamente, as pessoas que propagam a frase “tem que investir em educação”, como saída para todos os males, desconhecem esses números e esses fatos. Pior, acreditam que educação é um processo passivo, e não uma conquista pessoal.

No mundo de hoje, todo mundo quer fórmulas prontas e pouca dedicação. No entanto, o processo de aprendizado é o oposto disso; pressupõe abdicação, esforço pessoal, aceitação, enfrentamento de suas próprias limitações e convivência angustiante com a dúvida, entre outros aspectos.

Não basta simplesmente colocar mais dinheiro na educação, se não houver um ambiente cultural de valorização do conhecimento, que desperte nos alunos o apreço pelo conhecimento, independentemente de títulos, rótulos ou incentivos financeiros.

Se tem dúvida, basta ver a quantidade de gente com dinheiro, com acesso à informação – aliás, hoje cada vez mais fácil e barata devido à internet – e que são as primeiras a trocar uma prazer imediato (horas no Instagram, por exemplo)  pela leitura de um bom livro. Diante dessa triste realidade, só podemos constatar que a frase “tem que investir em educação” é apenas uma clichê vazio, uma necessidade de afetação de pseudo-intelectualismo com bom mocismo, nada mais que isso.

Presidente Jair Bolsonaro recebeu o prêmio de Personalidade do Ano da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos




Alunos carentes usam lixo para projeto de robótica premiado

Um dos projetos vencedores no Prêmio Professores do Brasil foi o “Robótica com Sucata, promovendo a sustentabilidade”, da professora Débora Garofalo. Ela foi premiada em 2018 por ensinar alunos a utilizar o lixo coletado nas ruas para transformar em soluções para problemas da comunidade.

“Quando eles (alunos) começaram a entender a importância de reutilizar, reciclar, dar novo destino aos lixos, colocando em prática diversas áreas do conhecimento, começaram a valorizar os estudos na vida deles”, afirma a professora da Escola Municipal de Educação Fundamental Almirante Ary Parreiras, em São Paulo.

A docente venceu o Prêmio Professores do Brasil em 2018, na categoria Ensino Fundamental: Anos Finais, que abrange do sexto ao nono ano dessa fase. Garofalo ensina matérias de tecnologia em uma área cercada por quatro favelas conhecidas pela violência. É a primeira mulher sul-americana entre os 10 melhores professores do mundo. Ficou entre os finalistas ao prêmio Global Teacher Prize, considerado o Nobel da educação.

A escola Ary Parreiras fica na Cidade Leonor, comunidade carente da Grande São Paulo. Sofre pela ausência de saneamento básico e alagamentos constantes causados pelo descarte de lixo em locais impróprios.

“Durante aulas públicas, percebemos o lixo como grande problema da localidade. A partir dessa questão, resolvemos trazer alguns desses materiais para a sala de aula e desenvolvemos nosso primeiro protótipo, que foi um carrinho movido a balão de ar”, conta a professora.

A intenção do projeto é dar a oportunidade ao aluno de intervir no lugar onde vive, por meio da reflexão para o descarte, reciclagem e reutilização, ao transformar o lixo em robótica com sucata.

Inscrições – Os professores de escolas públicas da educação básica têm prazo até 31 de maio para se inscrever no prêmio, que está na 12ª edição. É necessário enviar um relatório de alguma prática pedagógica desenvolvida com os alunos.

Registrar um processo vivido entre alunos e professores é uma forma de sistematizar o conhecimento do docente, o que garante o aprimoramento dos processos de ensino e aprendizagem.



Assista à série Professor Presente, com relatos semanais de professores vencedores do prêmio em 2018. Toda as quartas-feiras às 20h50 

Deputado do PSB ataca presidente do partido: “Autoritário”




O deputado federal Rodrigo Coelho (PSB) divulgou uma dura nota com críticas ao presidente de seu partido, Carlos Siqueira.


Coelho é o presidente da legenda em Joinville e se revoltou com a “dissolução” do diretório estadual em Santa Catarina. Ele alega que não foi chamado para discutir uma nova composição nem sequer foi comunicado da decisão.

“Pedimos respeito e entendemos que a decisão tomada pelo presidente foi totalmente arbitrária”, diz trecho da nota.

O catarinense é um dos deputados do PSB que defendem a aprovação da reforma da Previdência, ainda que com ressalvas, na contramão do que defende Siqueira, que forçou o partido a fechar questão contra a proposta.

"MAS U QUI É ISSU", MINISTRO?




Cartão do Caminhoneiro entra em vigor no dia 20 de maio


Ministro diz que medida trará flexibilidade aos motoristas autônomos


Pedro Rafael Vilela - O presidente Jair Bolsonaro e o ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque, confirmaram hoje (16) que o Cartão do Caminhoneiro, criado pela Petrobras, entrará em testes a partir do dia 20 de maio. A medida, que havia sido anunciado mais cedo pela estatal, foi um dos assuntos desta quinta-feira durante a transmissão semanal ao vivo do presidente em sua página oficial no Facebook. 

A live foi realizada diretamente do hotel onde Bolsonaro está hospedado em Dallas, nos Estados Unidos, onde ele cumpriu agenda de dois dias. Além do ministro Bento Albuquerque, o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, também participou da transmissão, que durou 30 minutos.

A operação com o Cartão do Caminhoneiro começará em caráter de teste em três estados a partir da próxima segunda-feira: Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. Nos demais estados, a previsão é que o serviço comece a operar no dia 25 de junho. 

"Cartão esse que possibilitará mais segurança, facilidade e flexibilidade e garantir o preço do combustível, na forma de um cartão pré-pago, por até 30 dias. Se o preço subir, o caminhoneiro vai ter a garantia do preço do diesel e, se o preço cair, ele pode pegar o dinheiro do cartão pré-pago e comprar mais combustível e assim utilizá-lo", explicou Bento Albuquerque.

Além dos autônomos, o Cartão do Caminhoneiro Petrobras será disponibilizado para transportadores e embarcadores. A solução funcionará como cartão pré-pago na compra de diesel, em postos com a bandeira Petrobras nos principais corredores rodoviários do país.

Funcionamento
Segundo a Petrobras, durante o período de testes, os caminhoneiros poderão realizar um pré-cadastramento pelo site www.cartaodocaminhoneiro.com.br e utilizar o serviço de forma segura. Após o lançamento definitivo, o cadastro poderá ser feito também via aplicativo, call center ou presencialmente, em locais a serem divulgados.

Feito o cadastro, o caminhoneiro poderá transferir valores para seu cartão e fazer a conversão dos valores para litros de óleo diesel, que podem ser utilizados em até 30 dias na rede de postos Petrobras credenciada. 

"O Cartão do Caminhoneiro Petrobras também é uma conta digital, permitindo que as transações sejam realizadas sem a presença do cartão físico, por meio do site e do aplicativo. Os valores em reais para conversão em litros de diesel estarão sempre disponíveis no site, no aplicativo e nos postos credenciados. O crédito em litros de diesel também pode ser revertido, a qualquer tempo, para reais, dentro dos 30 dias, descontando-se uma taxa cujo valor será previamente informado aos usuários", informou a estatal, em nota.

Sobre o preço do combustível, Bolsonaro disse tratar-se de uma política da Petrobras, baseado na variação cambial e no preço internacional do barril de petróleo, mas que poderia ser revista, caso se mostre "equivocada". "Lógico que se a gente puder rever isso aí sem prejuízo da empresa, não tem problema nenhum. Às vezes a política pode ter algum equívoco", disse. 

O ministro das Minas e Energia defendeu que os preços vão cair se for ampliada a produção de combustível no país.  

Validade da CNH
Jair Bolsonaro voltou a defender a ampliação da validade da Carteira Nacional de Habilitação de cinco para 10 anos e o aumento do limite máximo de pontos por infrações na carteira, de 20 para 40. Segundo ele, o assunto será discutido na semana que vem com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para saber se será editada uma medida provisória (MP) ou enviado um projeto de lei propondo as alterações. Se for por meio de MP, as mudanças terão validade imediata.  

O presidente ainda defendeu que os motoristas multados no trânsito sejam punidos apenas com pontos ou em valor pecuniário. As duas sanções juntas, como ocorre hoje, é injusta, na visão de Bolsonaro. 

"Não pode ser punido duas vezes pela mesma infração. Ou você tem a punição pecuniária, o dinheiro, ou você tem o ponto na carteira. Estamos estudando para ver se acabamos de vez com a indústria da multa que existe no Brasil", disse.

MP 870
Ainda durante a live, Bolsonaro disse que a Medida Provisória (MP) nº 870, que definiu a estrutura de seu governo, deve ser votada na semana que vem na Câmara dos Deputados. Ele voltou a dizer que espera que o texto seja mantido na íntegra. 

Na semana passada, a comissão especia que analisa a matéria introduziu modificações no texto, como a que retira o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Justiça e Segurança Pública para transferi-lo ao Ministério da Economia. Depois, a MP ainda precisa passar pelo Senado.

"A gente espera que ela seja aprovada sem alterações. Se tiver, é responsabilidade e um direito do Paramento. O Parlamento é soberano para alterar ou não. E o que for feito nós respeitaremos no lado de cá", disse. 

A comitiva presidencial embarca na noite desta quinta-feira de volta para Brasília, onde devem chegar amanhã (17) pela manhã. Mais cedo, Bolsonaro foi homenageado pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, em Dallas.

Hino do Império do Brasil - National anthem of the Empire of Brazil



Hino Nacional do Império do Brasil

Já podeis da pátria filhos
Ver contente a mãe gentil;
Já raiou a liberdade
No horizonte do brasil.

Brava gente brasileira
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo brasil.

Os grilhões que nos forjava
Da perfídia astuto ardil...
Houve mão mais poderosa:
Zombou deles o brasil.

Não temais ímpias falanges,
Que apresentam face hostil;
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do brasil.

Parabéns, ó brasileiro,
Já, com garbo varonil,
Do universo entre as nações
Resplandece a do brasil.

16 de mai de 2019

FAB intercepta aeronave com meia tonelada de pasta base de cocaína


Avião foi interceptado à noite, com utilização de tecnologias de visibilidade noturna


A Força Aérea Brasileira (FAB) interceptou, na noite desta quarta-feira (15/05), um avião ingressando no Brasil com uma carga de meia tonelada de pasta base de cocaína. A aeronave de matrícula PT-JLE foi detectada por radares e acompanhada por uma aeronave E-99 e dois A-29 Super Tucano da FAB até o pouso no município de Rio Verde (GO).


O avião bimotor foi classificado como tráfego aéreo desconhecido por trafegar em baixa altitude e não ter apresentado um plano de voo. Após ser detectada pela cobertura de radares, a aeronave PT-JLE foi acompanhada pelo avião E-99 da FAB e, em seguida, por dois caças A-29 Super Tucano acionados pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE).

Após pousar na cidade de Quirinópolis (GO), o bimotor retomou voo, sendo novamente interceptado pela aeronave A-29. A partir deste momento, foi dada continuidade às medidas de policiamento do espaço aéreo. O avião interceptado foi acompanhado até o pouso no município de Rio Verde, distante cerca de 220 km da capital goiana.

Clique aqui para baixar a imagem originalPara realizar a interceptação, as aeronaves da FAB utilizaram tecnologias que permitem ampliar a visibilidade no ambiente noturno: o sistema eletro-óptico infravermelho FLIR (em inglês, Forward Looking Infra-Red); e os óculos de visão noturna NVG (sigla de Night Vision Goggles).

A ação faz parte da Operação Ostium para coibir ilícitos transfronteiriços, na qual atuam em conjunto a FAB e órgãos de segurança pública. Nesta quarta (15/05), a Polícia Federal e a Polícia Militar do Estado de Goiás participaram da operação.

Edição: Agência Força Aérea - Revisão: Coronel Grandis

Presidente Jair Bolsonaro recebe hoje o prêmio de “Personalidade do Ano” da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos em Dallas




Mergulho inédito até ao ponto mais fundo dos oceanos encontrou plástico


Uma das imagens captadas pelo submersível de espécies marinhas THE FIVE DEEPS EXPEDITION

Foi uma vitória com sabor amargo: um explorador norte-americano quebrou o recorde de mergulho mais profundo, no fundo da fossa das Marianas, no Oceano Pacífico, mas Victor Vescovo encontrou resíduos de plástico.

O explorador desceu quase 11 quilômetros a bordo do submersível DSV Limiting Factor até chegar ao local mais profundo de todos os oceanos. Passou cerca de quatro horas a explorar a parte inferior da fossa no seu submarino construído para suportar a pressão daquele lugar inóspito. No fundo do oceano, Vescovo encontrou o que já esperava e algo que o surpreendeu: várias espécies de criaturas marinhas que só habitam águas mais profundas e um saco de plástico cheio de pequenas embalagens de rebuçados (também eles de plástico).

Esta é a terceira vez que o ser humano consegue alcançar as profundezas do Oceano Pacífico, observar o ambiente e voltar para contar a história. A 23 de Janeiro de 1960, um tenente da Marinha dos Estados Unidos da América, Don Walsh, e um engenheiro suíço, Jacques Piccard, foram os primeiros homens a descer até esta região.

Em 2012, o realizador dos filmes Titanic e Avatar, James Cameron, regressou, são e salvo, de uma viagem a solo à fossa das Marianas. Cameron, explorador da National Geographic, tornou-se no primeiro homem a viajar sozinho a uma zona tão profunda dos oceanos, ao viajar no seu submarino verde florescente Challenger Deep.

Imagem do submersível na fossa das Marianas The Five Deeps Expedition

A descida realizada pelo explorador norte-americano chegou aos 10.927 metros abaixo da linha do mar, 11 metros a mais do que o último mergulho, o que faz de Victor Vescovo o novo recordista do mergulho mais profundo de sempre.

Segundo a BBC, no total, Vescovo e sua equipa realizaram cinco mergulhos no fundo da fossa durante toda a expedição. Também foram usados alguns módulos para explorar algumas partes inacessíveis e remotas da região.

“Indescritível”
Ao canal britânico, o explorador refere que o sentimento de alcançar tal feito, para si e para toda a equipa envolvida, é “indescritível”. “Este submarino e sua nave-mãe, juntamente com a equipe de expedição extraordinariamente talentosa, levaram a tecnologia marinha a um nível ridiculamente superior, mergulhando, rápida e repetidamente, na área mais profunda e mais dura do oceano”, diz.

O explorador acredita ter descoberto quatro novas espécies de crustáceos semelhantes aos camarões, chamados amphipoda, bem como alguns vermes marinhos, a 7000 metros abaixo do nível da água do mar, e um peixe cor-de-rosa, a 8000 metros de profundidade.

A equipe também descobriu formações rochosas coloridas e recolheu amostras de pedras do fundo da fossa das Marianas. O próximo passo para os cientistas da expedição, escreve a BBC, será testar as criaturas marinhas recolhidas para perceber se há indícios de microplásticos nos seus sistemas.

O mergulho recorde faz parte da expedição Five Deeps, uma tentativa por parte de várias equipas de explorar os pontos mais profundos em cada um dos cinco oceanos do nosso planeta.

Fonte: Publico.pt

Táxi aéreo elétrico realiza primeiro voo em Munique


O serviço será cobrado por trajeto e não poluirá a atmosfera, com emissão zero de carbono


(Bloomberg) -O primeiro jato de passageiros do mundo com decolagem e aterrissagem totalmente vertical e elétrica foi apresentado ao mercado após completar seu primeiro voo.


A startup alemã Lilium planeja ter uma frota da aeronave de cinco assentos - que pode operar com um piloto ou em modo drone - voando por cidades em todo o mundo até 2025. O serviço será cobrado por trajeto e não poluirá a atmosfera, com emissão zero de carbono. O jato é cinco vezes mais rápido do que um carro e produzirá menos ruído do que uma moto.

O avião tem alcance de 300 quilômetros, permitindo trajetos como o de Nova York a Boston. Um rápido voo entre o Aeroporto Internacional John F. Kennedy e Manhattan deve custar cerca de US$ 70 por passageiro, sendo mais barato do que um helicóptero e oferecendo preços competitivos em relação aos serviços de limusine mais caros, disse o diretor comercial da empresa, Remo Gerber, em entrevista.

Um protótipo em tamanho real e peso total decolou da base da Lilium, nos arredores de Munique, em 4 de abril, e iniciou testes de voo para garantir a aprovação regulatória, informou a empresa nesta quinta-feira.

A aeronave é movida por 36 motores que giram após a decolagem para que o jato se desloque para a frente como um avião tradicional, usando apenas 10% da energia de drones multirotor com base na tecnologia de helicópteros.

Essa economia, por sua vez, permite que a aeronave voe a mesma distância por 10 vezes, superando os problemas de alcance, considerados um grande obstáculo para os aviões elétricos.

Manifestações contra bloqueio de recursos da educação são fruto de aproveitamento político, diz Mourão


Lisandra Paraguassu - As manifestações contra o congelamento de recursos para a educação que tomaram o país nesta quarta-feira são fruto de um aproveitamento político para protestar contra o governo, avaliou o vice-presidente da República, Hamilton Mourão.

“Ele (Jair Bolsonaro) colocou que contingenciamento existe todos os anos, em outros anos não houve manifestações desta natureza. Então é óbvio que houve uma exploração política nessa manifestação de hoje, para aproveitar com protesto ao nosso governo, isso aí não tem a mínima dúvida”, afirmou.

Mourão comentou a fala do presidente Jair Bolsonaro, que mais cedo havia dito que os manifestantes são “idiotas úteis” e massa de manobra de uma minoria de militantes.

Para o vice-presidente, isso é fruto de uma maneira “mais incisiva” do presidente falar. “É por isso que ele foi eleito”, disse Mourão, que está no exercício da Presidência porque Bolsonaro está fora do país, em viagem aos Estados Unidos.

Mourão disse ainda que não há como reverter o contigenciamento agora e que o governo falhou na comunicação das dificuldades.

“Nós não estamos arrecadando. Tem que entender que o Orçamento foi feito ano passado, não foi feito para a gente. Ele (Bolsonaro) tinha determinada expectativa de arrecadação que não está sendo atingida”, explicou. “Nós do governo não conseguimos comunicar tão bem isso.”

Segundo o vice-presidente, o tamanho das manifestações, especialmente no Rio de Janeiro e São Paulo, não surpreendeu.

“Os tamanhos são normais pelo que as organizações que fizeram têm condições de mobilizar. Nada demais isso aí, acho que está dentro da normalidade”, concluiu.

15 de mai de 2019

"O mais triste da greve é saber que estudantes estão sendo usados para defender “#LulaLivre” e gritar contra a #NovaPrevidencia". FernandoHoliday




Por iniciativa dos deputados Luiz Philippe de Orleáns e Bragança e Eduardo Bolsonaro, a Câmara dos Deputados realizou um Sessão Solene em honra a assinatura da Lei Áurea

Presidente Jair Bolsonaro receberá homenagem em visita oficial aos Estados Unido. Ele desembarca hoje em Dallas




Guedes diz que gastar R$ 445 bilhões com juro da dívida é 'um absurdo total'


"Não pode dar refresco. Tem de aumentar a competição entre os bancos para não ter essa concentração que houve", disse ele


O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o gasto de R$ 445 bilhões com o juro da dívida é um absurdo total, mas descartou soluções caóticas como, por exemplo, um eventual calote para reduzir o número. "Não pode dar refresco. Tem de aumentar a competição entre os bancos para não ter essa concentração que houve", disse ele, durante audiência da Comissão Mista de Orçamento (CMO), nesta terça-feira, 14.

Guedes questionou o fato de a administração petista, que governou o País nos últimos 16 anos, ter permitido a redução do sistema bancário a cinco ou seis bancos. "Quem é que fez isso aqui? É quem está chegando ou quem estava lá? Quem permitiu que a indústria bancária brasileira virasse cinco bancos? Quem estava no governo? Por que o spread é enorme? Por que os bancos têm uma concentração enorme?", ressaltou ele.

Ao comentar sobre a concentração no setor bancário, o ministro da Economia comparou ainda a população brasileira a patos. "Foi aquilo que eu disse em um outro contexto: são 200 milhões de patos e cinco bancos, então, o spread é grande", disse, completando com um reforço à crítica ao monopólio da Petrobras no gás natural: "São 200 milhões de patos e uma refinadora de petróleo, uma vendedora de gás, que é a Petrobras. Só tem ela", comparou Guedes.

O ministro afirmou ainda que é preciso se "despir" de ideologia e preconceito uma vez que, assim como no setor público, há "piratas privados" associados e que definem configurações mais razoáveis para eles. "Não são nossos bancos tradicionais que são piratas. Estou me referindo a outras situações, onde bancos públicos financiaram bilionários e hoje são objeto Lava Jato", explicou.

Brasil e Dinamarca renovam parceira para acelerar transformação digital no governo




Ministro da Educação explica o real valor do contingenciamento nas universidades

Suprema Corte da Venezuela acusa mais parlamentares de traição; Congresso é fechado



A Suprema Corte da Venezuela acusou de traição nesta terça-feira quatro parlamentares da oposição, dando sequência a acusações similares contra outros dez congressistas neste mês, ampliando a profunda crise política pela qual passa o país sul-americano.


Antes, as forças de segurança haviam impedido a entrada de deputados na sede do Congresso para a sessão desta terça-feira, afirmando que investigavam a possível presença de um artefato explosivo no prédio.

Em comunicado postado em sua página no Facebook, a Suprema Corte acusou os parlamentares Carlos Paparoni, Miguel Pizarro, Franco Casella e Winston Flores de traição e incitação de rebeliões. A acusação marca o mais recente passo de repressão do presidente Nicolás Maduro sobre aliados do líder oposicionista Juan Guaidó, após uma tentativa falha deste de gerar uma rebelião militar no início do mês.

“Isso simplesmente nos dá mais força”, disse Flores à Reuters, classificando as acusações do Judiciário como “ordens ilegítimas de um ditador”. “Sabemos que eles irão continuar com esse processo de tentativa de destruição da Assembleia Nacional.”

Na semana passada, após acusações similares da corte, um parlamentar de oposição foi preso e diversos outros se refugiaram em embaixadas estrangeiras em Caracas ou deixaram o país.

Flores afirmou que fará uma viagem “de emergência” ao Uruguai para denunciar a onda de acusações contra congressistas venezuelanos ao Parlamento do Mercosul, do qual também é membro, em Montevidéu.

Em um tuíte, Pizarro chamou a decisão da Suprema Corte de “uma sentença ilegal que busca apenas gerar medo para nos calar”.

A Reuters não conseguiu obter comentários dos outros parlamentares.

Funcionários encapuzados e armados do departamento de inteligência da polícia, assim como grupos da polícia nacional e militares, cercaram várias quadras próximas ao Congresso antes do início da sessão desta terça-feira, sem permitir a entrada de deputados, trabalhadores e jornalistas, de acordo com testemunhas.

A operação, que se prolongou por algumas horas, teve início com a busca por um suposto dispositivo explosivo na sede do Congresso, segundo informações recebidas pelos deputados. Entretanto, as autoridades não bloquearam o tráfego na área nem a passagem do público.

“Acreditam que o poder está nos prédios, nas gavetas, em um punhado de chaves. Perderam o poder que outrora tiveram quando perderam o povo”, escreveu o presidente do Congresso, Juan Guaidó, em sua conta no Twitter, sobre a restrição ao acesso à sede.

A sessão ordinária desta terça-feira estava marcada para as 10h, mas nunca começou. Os deputados permaneceram reunidos para discutir as acusações contra seus colegas e a prisão de Edgar Zambrano, vice-presidente da Assembleia e crítico de Maduro, que ocorreu mais cedo neste mês.

“Eles denunciaram falsamente que supostamente há bombas, que há explosivos no Palácio (Congresso)... Isso é uma armação para impedir que o Parlamento funcione hoje”, disse o deputado da oposição Jorge Millán. “Vamos insistir em poder entrar no Palácio e, se não tivermos sessão hoje, vamos realizá-la amanhã”, acrescentou.

O Ministério da Comunicação e da Informação não respondeu aos pedidos de comentários sobre o que aconteceu no Parlamento.

Reportagem de Mayela Armas e Corina Pons, com reportagem adicional de Luc Cohen