13 de fev de 2016

ACRE REGISTRA 106 CASOS SUSPEITOS DE ZIKA


Casos suspeitos de Zika continuam aumentando em todo o país. No Acre, 106 casos suspeitos da doença foram notificados, de acordo com o boletim epidemiológico divulgado nesta sexta-feira (12), pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre). Os dados são de novembro de 2015 até a semana epidemiológica 04/2016 (03/01 a 30/01/2016).

O maior número de casos suspeitos é de Rio Branco, 105 casos, e apenas um no município de Brasiléia. Todos que atenderam aos sinais e sintomas de caso suspeito seguem em investigação epidemiológica e laboratorial.

Sobre os casos de microcefalia, de dezembro de 2015 a janeiro de 2016, foram notificados 19 casos da doença na Maternidade Bárbara Heliodora, sendo que todos estão em investigação epidemiológica e laboratorial para confirmação ou descarte.

A Sesacre destaca que existem outros agentes infecciosos causadores de microcefalia como: sífilis, toxoplasmose, HIV, citomegalovírus, Herpes dentre outros, por isso é necessário que toda gestante realize o pré-natal, para investigação prévia.


O Ministério da Saúde e os estados investigam 3.670 casos suspeitos de microcefalia em todo o país. Isso representa 76,7% dos casos notificados. Desses 404 já tiveram confirmação de microcefalia e/ou outras alterações do sistema nervoso central, sendo que 17 com relação ao vírus Zika. Outros 709 casos notificados já foram descartados. Ao todo, 4.783 casos suspeitos de microcefalia foram registrados até 30 de janeiro.

O mosquito Aedes aegypti é o transmissor do zika, que também é vetor da dengue e da chikungunya.

CHEGOU A HORA DE CANCELAR A OLIMPÍADA NO RIO, DEFENDE REVISTA 'FORBES'




Daniel Buarque  - Com a crise no Brasil agravada pelo surto de vírus zika, “está começando a parecer que chegou a hora de cancelar os jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro'', diz um texto publicado no site da revista de economia “Forbes''.

“A razão é simples: mulheres jovens não podem viajar com segurança para o país'', diz o texto, publicado na seção de finanças nos esportes.

“Por mais que a água poluída e questões de segurança já tornassem as coisas difíceis para qualquer pessoa que quisesse visitar o país, agora o Brasil está na linha de frente da epidemia do vírus zika'', explica, lembrando que a Organização Mundial de Saúde já decretou emergência internacional por causa da doença.

Segundo a “Forbes'', na situação atual, somente atletas vão poder viajar ao país, e mesmo entre os competidores há mulheres que vão correr riscos.

“O Comitê Olímpico Internacional deve mudar os Jogos de lugar, adiar sua realização ou cancelar a Olimpíada. Prevenção é a melhor opção diante de uma ameaça tão séria à humanidade'', complementa.

O risco de epidemia global das doenças se tornou um assunto político a ser tratado por diplomatas em encontros internacionais e médicos de todo o mundo na Organização Mundial da Saúde. E agora o zika praticamente mobiliza o noticiário internacional sobre o Brasil. Mais da metade das menções ao país na imprensa estrangeira tratam do zika. Na última semana, foram centenas de reportagens todos os dias, com diferentes abordagens e com variados graus de aprofundamento. E assim, a associação entre zika e Brasil chegaram ao topo das tendências mais populares do planeta no Google.

GOVERNO MANTÉM PROPOSTA "INACEITÁVEL"E SINTEAC AGUARDA DELIBERAÇÃO POR GREVE


O governo do Estado não garantiu qualquer reajuste neste ano aos professores e funcionários de escola

“O sinteac defende o percentual de 25% mesmo que escalonado, com efeito financeiro já neste ano”, disse Rosana Nascimento

Assessoria - O ano letivo está previsto para iniciar na próxima segunda-feira (15). Se haverá aula ou não nas escolas estaduais dos 22 municípios esta decisão será tomada a partir das 16 horas desta sexta-feira (11), no Hall da Assembleia Legislativa, durante assembléia extraordinária da categoria.

O governo do Estado não garantiu qualquer reajuste neste ano aos professores e funcionários de escola, durante reunião ocorrida pela manhã. No entanto, comprometeu-se a não interromper as negociações. Os representantes do governo manterão encontros semanais com os sindicalistas, sempre ás sextas-feiras, abrindo possibilidade de haver progresso nas negociações.

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteac) informará o resultado da reunião durante assembleia geral de logo mais. Os trabalhadores vêm reivindicando há vários anos um aumento de 25%, mas o Estado acena com menos da metade.

O governo informou ao sindicato que não tem como conceder reajuste neste ano, e manteve o percentual de 11,48% a serem pagos em três vezes (janeiro de 2017, agosto de 2017 e março de 2018). Segundo a proposta, não há nenhum centavo de reajuste para os servidores de escola, que sobrevivem há sete anos com um piso de R$ 672,00 (abaixo do salário mínimo). O sindicato propôs a criação de um piso aos funcionários de escola, similar ao do magistério.

A presidente do Sinteac, Rosana Nascimento, ainda tentou sensibilizar o subsecretário de Educação, José Alberto, o “Chachá”, mas o assessor do governador Tião Viana se manteve irredutível.

“O sinteac defende o percentual de 25% mesmo que escalonado, com efeito financeiro já neste ano. Não é justo que os trabalhadores fiquem sem nada em 2016. O governo não foi decente com os funcionários de escola. Esses servidores merecem mais respeito também”, disse a sindicalista. 

FACECOISAS -13/02/2016

 

12 de fev de 2016

UMA CARTA ABERTA AO BRASIL, DE MARK MANSON


Rodrigo Constantino - Não deixem de ler essa carta-desabafo de um gringo que vai casar com uma brasileira e viveu no Brasil pelos últimos 4 anos. Sua visão de fora é acurada, seus ataques são legítimos, suas críticas são duras, porém verdadeiras. Ignorá-lo, ou pior, atacá-lo por ser um “estadunidense” metendo o dedo em nossa cara, criticando nossa cultura, significa apenas reforçar os problemas que ele aponta. A postura de alguém maduro deve ser absorver as críticas, refletir sobre elas, e de preferência… mudar! Adianto que esse é inclusive o tema de meu próximo livro pela Record, já em fase de edição (acelera aí, Carlos Andreazza!). Leiam:

Querido Brasil,

O Carnaval acabou. O “ano novo” finalmente vai começar e eu estou te deixando para voltar para o meu país.

Assim como vários outros gringos, eu também vim para cá pela primeira vez em busca de festas, lindas praias e garotas. O que eu não poderia imaginar é que eu passaria a maior parte dos 4 últimos anos dentro das suas fronteiras. Aprenderia muito sobre a sua cultura, sua língua, seus costumes e que, no final deste ano, eu me casaria com uma de suas garotas.

Não é segredo para ninguém que você está passando por alguns problemas. Existe uma crise política, econômica, problemas constantes em relação à segurança, uma enorme desigualdade social e agora, com uma possível epidemia do Zika vírus, uma crise ainda maior na saúde.

Durante esse tempo em que estive aqui, eu conheci muitos brasileiros que me perguntavam: “Por que? Por que o Brasil é tão ferrado? Por que os países na Europa e América do Norte são prósperos e seguros enquanto o Brasil continua nesses altos e baixos entre crises década sim, década não?”

No passado, eu tinha muitas teorias sobre o sistema de governo, sobre o colonialismo, políticas econômicas, etc. Mas recentemente eu cheguei a uma conclusão. Muita gente provavelmente vai achar essa minha conclusão meio ofensiva, mas depois de trocar várias ideias com alguns dos meus amigos, eles me encorajaram a dividir o que eu acho com todos os outros brasileiros.

Então aí vai: é você.

Você é o problema.

Sim, você mesmo que está lendo esse texto. Você é parte do problema. Eu tenho certeza de não é proposital, mas você não só é parte, como está perpetuando o problema todos os dias.

Não é só culpa da Dilma ou do PT. Não é só culpa dos bancos, da iniciativa privada, do escândalo da Petrobras, do aumento do dólar ou da desvalorização do Real.

O problema é a cultura. São as crenças e a mentalidade que fazem parte da fundação do país e são responsáveis pela forma com que os brasileiros escolhem viver as suas vidas e construir uma sociedade.

O problema é tudo aquilo que você e todo mundo a sua volta decidiu aceitar como parte de “ser brasileiro” mesmo que isso não esteja certo.

Quer um exemplo?

Imagine que você está de carona no carro de um amigo tarde da noite. Vocês passam por uma rua escura e totalmente vazia. O papo está bom e ele não está prestando muita atenção quando, de repente, ele arranca o retrovisor de um carro super caro. Antes que alguém veja, ele acelera e vai embora.

No dia seguinte, você ouve um colega de trabalho que você mal conhece dizendo que deixou o carro estacionado na rua na noite anterior e ele amanheceu sem o retrovisor. Pela descrição, você descobre que é o mesmo carro que seu brother bateu “sem querer”. O que você faz?

A) Fica quieto e finge que não sabe de nada para proteger seu amigo? Ou
B) Diz para o cara que sente muito e força o seu amigo a assumir a responsabilidade pelo erro?

Eu acredito que a maioria dos brasileiros escolheria a alternativa A. Eu também acredito que a maioria dos gringos escolheria a alternativa B.

Nos países mais desenvolvidos o senso de justiça e responsabilidade é mais importante do que qualquer indivíduo. Há uma consciência social onde o todo é mais importante do que o bem-estar de um só. E por ser um dos principais pilares de uma sociedade que funciona, ignorar isso é uma forma de egoísmo.

Eu percebo que vocês brasileiros são solidários, se sacrificam e fazem de tudo por suas famílias e amigos mais próximos e, por isso, não se consideram egoístas.

Mas, infelizmente, eu também acredito que grande parte dos brasileiros seja extremamente egoísta, já que priorizar a família e os amigos mais próximos em detrimento de outros membros da sociedade é uma forma de egoísmo.

Sabe todos aqueles políticos, empresários, policiais e sindicalistas corruptos? Você já parou para pensar por que eles são corruptos? Eu garanto que quase todos eles justificam suas mentiras e falcatruas dizendo: “Eu faço isso pela minha família”. Eles querem dar uma vida melhor para seus parentes, querem que seus filhos estudem em escolas melhores e querem viver com mais segurança.

É curioso ver que quando um brasileiro prejudica outro cidadão para beneficiar sua famílias, ele se acha altruísta. Ele não percebe que altruísmo é abrir mão dos próprios interesses para beneficiar um estranho se for para o bem da sociedade como um todo.

Além disso, seu povo também é muito vaidoso, Brasil. Eu fiquei surpreso quando descobri que dizer que alguém é vaidoso por aqui não é considerado um insulto como é nos Estados Unidos. Esta é uma outra característica particular da sua cultura.

Algumas semanas atrás, eu e minha noiva viajamos para um famoso vilarejo no nordeste. Chegando lá, as praias não eram bonitas como imaginávamos e ainda estavam sujas. Um dos pontos turísticos mais famosos era uma pedra que de perto não tinha nada demais. Foi decepcionante.

Quando contamos para as pessoas sobre a nossa percepção, algumas delas imediatamente disseram: “Ah, pelo menos você pode ver e tirar algumas fotos nos pontos turísticos, né?”

Parece uma frase inocente, mas ela ilustra bem essa questão da vaidade: as pessoas por aqui estão muito mais preocupadas com as aparências do que com quem eles realmente são.

É claro que aqui não é o único lugar no mundo onde isso acontece, mas é muito mais comum do que em qualquer outro país onde eu já estive.

Isso explica porque os brasileiros ricos não se importam em pagar três vezes mais por uma roupa de grife ou uma jóia do que deveriam, ou contratam empregadas e babás para fazerem um trabalho que poderia ser feito por eles. É uma forma de se sentirem especiais e parecerem mais ricos. Também é por isso que brasileiros pagam tudo parcelado. Porque eles querem sentir e mostrar que eles podem ter aquela super TV mesmo quando, na realidade, eles não tenham dinheiro para pagar. No fim das contas, esse é o motivo pelo qual um brasileiro que nasceu pobre e sem oportunidades está disposto a matar por causa de uma motocicleta ou sequestrar alguém por algumas centenas de Reais. Eles também querem parecer bem sucedidos, mesmo que não contribuam com a sociedade para merecer isso.

Muitos gringos acham os brasileiros preguiçosos. Eu não concordo. Pelo contrário, os brasileiros tem mais energia do que muita gente em outros lugares do mundo (vide: Carnaval).

O problema é que muitos focam grande parte da sua energia em vaidade em vez de produtividade. A sensação que se tem é que é mais importante parecer popular ou glamouroso do que fazer algo relevante que traga isso como consequência. É mais importante parecer bem sucedido do que ser bem sucedido de fato.

Vaidade não traz felicidade. Vaidade é uma versão “photoshopada” da felicidade. Parece legal vista de fora, mas não é real e definitivamente não dura muito.

Se você precisa pagar por algo muito mais caro do que deveria custar para se sentir especial, então você não é especial. Se você precisa da aprovação de outras pessoas para se sentir importante, então você não é importante. Se você precisa mentir, puxar o tapete ou trair alguém para se sentir bem sucedido, então você não é bem sucedido. Pode acreditar, os atalhos não funcionam aqui.

E sabe o que é pior? Essa vaidade faz com que seu povo evite bater de frente com os outros. Todo mundo quer ser legal com todo mundo e acaba ou ferrando o outro pelas costas, ou indiretamente só para não gerar confronto.

Por aqui, se alguém está 1h atrasado, todo mundo fica esperando essa pessoa chegar para sair. Se alguém decide ir embora e não esperar, é visto como cuzão. Se alguém na família é irresponsável e fica cheio de dívidas, é meio que esperado que outros membros da família com mais dinheiro ajudem a pessoa a se recuperar. Se alguém num grupo de amigos não quer fazer uma coisa específica, é esperado que todo mundo mude os planos para não deixar esse amigo chateado. Se em uma viagem em grupo alguém decide fazer algo sozinho, este é considerado egoísta.

É sempre mais fácil não confrontar e ser boa praça. Só que onde não existe confronto, não existe progresso.

Como um gringo que geralmente não liga a mínima sobre o que as pessoas pensam de mim, eu acho muito difícil não enxergar tudo isso como uma forma de desrespeito e auto-sabotagem. Em diversas circunstâncias eu acabo assistindo os brasileiros recompensarem as “vítimas” e punirem àqueles que são independentes e bem resolvidos.

Por um lado, quando você recompensa uma pessoa que falhou ou está fazendo algo errado, você está dando a ela um incentivo para nunca precisar melhorar. Na verdade, você faz com que ela fique sempre contando com a boa vontade de alguém em vez de ensina-la a ser responsável.

Por outro lado, quando você pune alguém por ser bem resolvido, você desencoraja pessoas talentosas que poderiam criar o progresso e a inovação que esse país tanto precisa. Você impede que o país saia dessa merda que está e cria ainda mais espaço para líderes medíocres e manipuladores se prolongarem no poder.

E assim, você cria uma sociedade que acredita que o único jeito de se dar bem é traindo, mentindo, sendo corrupto, ou nos piores casos, tirando a vida do outro.

As vezes, a melhor coisa que você pode fazer por um amigo que está sempre atrasado é ir embora sem ele. Isso vai fazer com que ele aprenda a gerenciar o próprio tempo e respeitar o tempo dos outros.

Outras vezes, a melhor coisa que você pode fazer com alguém que gastou mais do que devia e se enfiou em dívidas é deixar que ele fique desesperado por um tempo. Esse é o único jeito que fará com que ele aprenda a ser mais responsável com dinheiro no futuro.

Eu não quero parecer o gringo que sabe tudo, até porque eu não sei. Eu deus bem sabe o quanto o meu país também está na merda (eu já escrevi aqui sobre o que eu acho dos EUA).

Só que em breve, Brasil, você será parte da minha vida para sempre. Você será parte da minha família. Você será meu amigo. Você será metade do meu filho quando eu tiver um.

E é por isso que eu sinto que preciso dividir isso com você de forma aberta, honesta, com o amor que só um amigo pode falar francamente com outro, mesmo quando sabemos que o que temos a dizer vai doer.

E também porque eu tenho uma má notícia: não vai melhorar tão cedo.

Talvez você já saiba disso, mas se não sabe, eu vou ser aquele que vai te dizer: as coisas não vão melhorar nessa década.

O seu governo não vai conseguir pagar todas as dívidas que ele fez a não ser que mude toda a sua constituição. Os grandes negócios do país pegaram dinheiro demais emprestado quando o dólar estava baixo, lá em 2008-2010 e agora não vão conseguir pagar já que as dívidas dobraram de tamanho. Muitos vão falir por causa disso nos próximos anos e isso vai piorar a crise.

O preço das commodities estão extremamente baixos e não apresentam nenhum sinal de aumento num futuro próximo, isso significa menos dinheiro entrando no país. Sua população não é do tipo que poupa e sim, que se endivida. As taxas de desemprego estão aumentando, assim como os impostos que estrangulam a produtividade da classe trabalhadora.

Você está ferrado. Você pode tirar a Dilma de lá, ou todo o PT. Pode (e deveria) refazer a constituição, mas não vai adiantar. Os erros já foram cometidos anos atrás e agora você vai ter que viver com isso por um tempo.

Se prepare para, no mínimo, 5-10 anos de oportunidades perdidas. Se você é um jovem brasileiro, muito do que você cresceu esperando que fosse conquistar, não vai mais estar disponível. Se você é um adulto nos seus 30 ou 40, os melhores anos da economia já fazem parte do seu passado. Se você tem mais de 50, bem, você já viu esse filme antes, não viu?

É a mesma velha história, só muda a década. A democracia não resolveu o problema. Uma moeda forte não resolveu o problema. Tirar milhares de pessoa da pobreza não resolveu o problema. O problema persiste. E persiste porque ele está na mentalidade das pessoas.

O “jeitinho brasileiro” precisa morrer. Essa vaidade, essa mania de dizer que o Brasil sempre foi assim e não tem mais jeito também precisa morrer. E a única forma de acabar com tudo isso é se cada brasileiro decidir matar isso dentro de si mesmo.

Ao contrario de outras revoluções externas que fazem parte da sua história, essa revolução precisa ser interna. Ela precisa ser resultado de uma vontade que invade o seu coração e sua alma.

Você precisa escolher ver as coisas de um jeito novo. Você precisa definir novos padrões e expectativas para você e para os outros. Você precisa exigir que seu tempo seja respeitado. Você deve esperar das pessoas que te cercam que elas sejam responsabilizadas pelas suas ações. Você precisa priorizar uma sociedade forte e segura acima de todo e qualquer interesse pessoal ou da sua família e amigos. Você precisa deixar que cada um lide com os seus próprios problemas, assim como você não deve esperar que ninguém seja obrigado a lidar com os seus.

Essas são escolhas que precisam ser feitas diariamente. Até que essa revolução interna aconteça, eu temo que seu destino seja repetir os mesmos erros por muitas outras gerações que estão por vir.

Você tem uma alegria que é rara e especial, Brasil. Foi isso que me atraiu em você muitos anos atrás e que me faz sempre voltar. Eu só espero que um dia essa alegria tenha a sociedade que merece.

Seu amigo,

Mark

Voltei. Obrigado, Mark. Suas críticas são de um amigo sim, pois de inimigos bastam os próprios brasileiros que fingem que nada disso existe, que alimentam essa cultura porca do “jeitinho”, que acham o máximo essa esculhambação e rejeitam a impessoalidade das regras do jogo sob o império das leis isonômicas. Um gringo com essa visão, que tem a coragem de colocar o dedo na ferida, vale mais do que mil brasileiros empolgados com as “malandragens” nacionais e recalcados com os bem-sucedidos.

Quem tem inveja e a deixa dominá-lo jamais vai admirar o que existe de melhor, querer aprender com os países mais desenvolvidos. É puro complexo de vira-latas, tão comum em meu país de origem. Ou o brasileiro deixa de ser tão jeca, ou realmente vamos viver repetindo os mesmos erros, e depois do PT, de que nem nos livramos ainda, pode muito bem vir um PSOL da vida. Cruzes!

EM TEMPOS DE CRISE, MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL FAZ COMPRA ASTRONÔMICA DE IPHONES 6



Por Elton Santos - Que a telefonia é cara no Brasil, isso todo mundo sabe. Mas quando se passa da cifra dos milhões, as suspeitas começam a emergir. Embora tenha passado despercebido, o Ministério Público Federal contratou por cerca de R$ 13 milhões, serviços de comunicação com a vigência de um ano.

A vencedora do pregão eletrônico foi a Claro. Na descrição da compra, o órgão exigiu que o modelo fosse IPhone 6 ou superior. A estimativa incial era gastar um pouco mais de R$ 2 milhões. Mas o valor foi exorbitantemente ultrapassado.

Segundo a justificativa do MPF, a compra de smartphones “tem como objetivo o atendimento à crescente demanda por serviços corporativos disponibilizados nos sítios institucionais e também de outros órgãos, tais como: correio eletrônico institucional (e-mail), serviço de mensagem instantânea, nuvem de dados corporativa, dentre outros“.

Já a escolha do iPhone 6 “se deu em função do parque já existente, garantindo que o investimento, as pesquisas e implementações já realizadas permaneçam incorporadas ao patrimônio, tangível e intangível da instituição, além de garantir a entrega de serviços já familiares aos usuários e com níveis de segurança satisfatórios”, consta do Edital. O caso já emitiu odor nas narinas de policiais federais, que viram com total estranheza a compra. Principalmente porque seria mais uma das tantas regalias, como férias remuneradas de 60 dias, recesso de 20 dias, auxilio moradia de R$ 4,3 mil, adicional de exercício eleitoral…



TERERÊ: DO GUARANI TERERÉ, SOM EMITIDO PELA ÚLTIMA CHUPADA NA BEBIDA


dicionariotupiguarani - Bebida feita com a infusão da erva-mate. Tradicionalmente é consumida em uma guampa (chifre, em quêchua) e uma “bomba”, adaptação dos canudos de ossos de peixe usado pelos índios.

O tereré é consumido no Sul do Brasil, Mato Grosso do Sul, Paraguai, Argentina e nos Andes.

É uma bebida fria.

No século XVII os padres jesuítas elogiavam os efeitos da erva, que dava força e vigor e matava a sede mais do que a água pura.

O mate é riquíssimo em cafeína, daí o poder revigorante.

O tererê, assim como o chimarrão, tem um ritual para consumo. O domínio  desse ritual pode facilitar ou dificultar a aceitação de um novato em certos grupos, especialmente entre gaúchos.A bebida é consumida em grupo, uma pessoa por vez. Ela deve consumir a bebida até esvaziar o recipiente (guampa ou “cuia”). O som produzido pela bomba quando o líquido acaba é a senha para o recipiente ser passado para o próximo.

Tanto a bomba quanto a guampa podem ter adereços com figuras dos símbolos da família, iniciais de nome ou pedras preciosas.

Tererê também é o nome dado a um tipo de enfeite de cabelo, geralmente colorido, e muitas vezes aplicados por artesãos sulamericanos no Brasil.

– O grito “Uh! Tererê”, da torcida do Flamengo
vem da música em inglês “Whoomp, there it is“

EU AINDA ACRESCENTARIA NA FRASE DO EDUARDO GALEANO- "NÃO IMPORTA O GOVERNO"

NO MEIO DO CAMINHO HAVIA UM CARNAVAL, HAVIA UM CARNAVAL NO MEIO DO CAMINHO - E AI EMPRESARIADO?

Vendas de materiais de construção têm forte queda no Brasil em janeiro

Por Juliana Schincariol - As vendas de materiais de construção tiveram forte queda no primeiro mês de 2016, com a manutenção de condições negativas vistas em 2015 e com a entidade que representa o setor citando fraqueza tanto no segmento do varejo como no de construtoras.

A Abramat afirmou nesta sexta-feira que as vendas caíram 20,5 por cento janeiro na comparação com o mesmo mês em 2015. O recuo tanto dos materiais de base (-19,9 por cento) quanto de acabamento (-21,4 por cento) pressionou os resultados consolidados.

Na comparação com dezembro, as vendas subiram 5 por cento, disse a entidade.

Segundo a associação, as condições negativas que predominam desde o segundo semestre de 2015 permanecem para o varejo e para as construtoras, agravadas pela forte intensidade das chuvas no início de ano, que atrasaram andamento de obras.

"O setor só vai observar uma reação no mercado a partir de abril ou maio", estimou o presidente da associação, Walter Cover. Esta retomada depende, porém, de mais crédito ao setor, obras de infraestrutura e implementação completa da terceira fase do programa Minha Casa Minha Vida.

Por outro lado, a associação pondera que a substituição de importações e aumento das exportações, ajudadas pelo câmbio, podem contribuir para um cenário "menos pior do que o de 2015".

A expectativa da Abramat é de retração de 4,5 por cento nas vendas em 2016. Em 2015, as vendas caíram 12,6 por cento sobre 2014, recuando ao nível de 2007.

Em janeiro, o nível de emprego na indústria de materiais de construção teve queda de 8,9 por cento na comparação com igual mês do ano passado. Ante dezembro, o recuo foi de 0,3 por cento.

Leia Também:


Nota do Blog: O subtítulo é o título original;
Quem se deu bem com o carnaval? Você?

11 de fev de 2016

CONSTRUTORA É MULTADA EM QUASE R$ 4 MIL POR "ERROS" EM OBRA NA MT-040; CONTRATO PODE SER CANCELADO


Foto: José Medeiros/GCom-MT

Olhar Direto/Viviane Petroli - A construtora Dínamo foi multada em R$ 3.947,86 por problemas na execução das obras de duplicação do terceiro trecho da Rodovia Palmiro Paes de Barros (MT-040), que liga Cuiabá a Santo Antônio de Leverger. Os "erros" foram constatados pelo governador Pedro Taques e pelo secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo Duarte, durante vistoria nesta quarta-feira, 10 de fevereiro, e o contrato pode ser cancelado. Trabalhos foram retomados em outubro de 2015, após seis anos paralisadas.

A multa foi aplicada na última segunda-feira, 08 de fevereiro, e a empresa possui, ainda, o prazo de cinco dias para contestar e apresentar os motivos que levaram o asfalto ao desgaste.

A obra foi fiscalizada pelo laboratório ambulante da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT). Conforme o diagnóstico, as falhas se deram em decorrência a problemas na execução da obra.

De acordo com o governador Pedro Taques a atual administração do Governo de Mato Grosso "não recebe obra 'meia-boca', que não esteja 100% dentro do padrão de qualidade que queremos implantar. O cidadão tem esse direito".

Taques, ainda, ressaltou que a obra estava há muito tempo parada. "A obra tem um prazo natural para ser concluída. O que não pode é demorar e entregar mal feito. Não aceitaremos isso. Esse é um patrimônio publico, a rodovia é um patrimônio publico. Rodovia não é só para carregar carga. As pessoas têm o direito de transitar aqui. O estudante, o trabalhador. Não recebemos obra de baixa qualidade".

Segundo o secretário de Infraestrutura, Marcelo Duarte, o contrato com a construtora pode ser cancelado. Duarte destaca que o apoio obtido do governador é importante para o andamento das obras em Mato Grosso. " Nós temos técnicos que sabem o que fazer, porém em governos passados a orientação política era diferente. Esse governo é comprometido com o cidadão, em entregar para o cidadão aquilo que foi contratado. Nem mais, nem menos. Essa obra vai ser retomada. Muitos defeitos aqui identificados não podem ser corrigidos nessa época, sob pena de ficar pior. A gente vai ter que arrancar essa capa e colocar uma capa nova".

Problemas encontrados

Entre os problemas constatados na MT-040 está falha de desagregação, ou seja, pouco material betuminoso colocado, o que levou o asfalto a se soltar, provocando buracos. Ainda foram constatadas a presença de pouco piche em alguns pontos e excesso de piche em outros pontos. 

O secretário de Infraestrutura relata que também foi localizado um trecho com defeitos estruturais, deixou o asfalto ‘borrachudo’. "Nesse caso terá que mexer não só na capa, mas também na base. O problema não é espessura do asfalto, é maneira como foi feito. Esse asfalto chama-se TSD. Esse asfalto pode receber o recapeamento de CBOQ, que é o asfalto a quente. Mas tem que ser feito com qualidade. Não estamos exigindo nada além do que foi contratado e é por isso que essa empresa foi multada", explica o porquê da multa.

As obras de duplicação da MT-040, entre o quilômetro 05 e 28, teve início em 1º de outubro de 2015. A previsão de conclusão da obra é dezembro deste ano. A obra faz parte do pacote de rodovias contempladas no programa Pró-Estradas vale do Rio Cuiabá e recebe investimento de R$ 21,581 milhões para a sua reconstrução e duplicação.

GOVERNO DEVE ANUNCIAR CORTE DE CERCA DE R$25 Bi PARA 2016 NA 6ª, DIZEM FONTES


Em meio ao cenário econômico mais complicado, o governo deve anunciar na sexta-feira cortes de cerca de 25 bilhões de reais no Orçamento deste ano, informaram à Reuters duas fontes com conhecimento sobre o assunto.

Nesta manhã, a Junta Orçamentária --formada pelos ministros Nelson Barbosa (Fazenda), Jaques Wagner (Casa Civil) e Valdir Simão (Planejamento)-- se reúne no Palácio do Planalto. Dentro do governo, no entanto, ainda havia a discussão se o anúncio do contingenciamento poderia ser postergado para março.

"O jogo precisa começar. Se deixar para março (o anúncio dos cortes), os ministérios não vão entender que este é um ano também difícil", afirmou uma fonte da equipe econômica diretamente ligada ao tema, que pediu anonimato.

Na sexta-feira, o governo tem de publicar o decreto com a programação orçamentária e financeira deste ano, estabelecendo o cronograma mensal de desembolso dos órgãos, fundos e entidades do Poder Executivo. O anúncio dos cortes não precisa ser feito na sexta. 

A fonte, que falou em condição de anonimato, indicou, porém, que a postergação dos cortes poderia passar uma mensagem errada sobre a necessidade de rigor com o Orçamento. Disse ainda que o contingenciamento deve ficar em torno de 25 bilhões de reais.

Um deputado federal com trânsito na equipe econômica, que também pediu anonimato, confirmou o corte no Orçamento que, segundo ele, girará entre 20 bilhões a 30 bilhões de reais e que deve ser anunciado junto com o decreto de programação orçamentária.

Por lei, o governo deve divulgar esse cronograma de execução mensal de desembolso até 30 dias depois da publicação do Orçamento. A presidente Dilma Rousseff sancionou sem vetos o Orçamento de 2016 em 14 de janeiro.

Já sinalizando um ano de aperto fiscal, o governo editou decreto no mês passado limitando em 1/12 os valores para movimentação e empenho de despesas discricionárias até a divulgação da programação orçamentária, medida para assegurar o cumprimento da meta de superávit primário do ano.

A meta de superávit primário deste ano foi estabelecida em 30,554 bilhões de reais, equivalente a 0,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), para o setor público consolidado. Agentes econômicos e até integrantes do governo acham difícil o cumprimento desse objetivo, diante do quadro recessivo vivido pelo país que afeta a geração de receitas.
O governo também prepara alternativas para flexibilizar a meta de primário deste ano, criando bandas de oscilações e limite para os gastos públicos.

(Por Patrícia Duarte e Marcela Ayres)

TRIBUTO AO PASSADO - D. PEDRO II EM MEMÓRIAS DO EXÍLIO - 11/02/2016


Ao chegar a Portugal, como exilado, Dom Pedro II ouviu de um jornalista:

— Vossa Majestade aqui não é um proscrito. Todos vos estimamos, respeitamos e reverenciamos.
O povo nas ruas de Lisboa, clamavam “Viva o magnânimo!”

O Conde Afonso Celso narra a visita de condolências que ele e seu pai, o Visconde de Ouro Preto, fizeram a D. Pedro II por ocasião da morte da Imperatriz:

“Era modestíssimo o seu quarto”. A um canto, cama desfeita. Em frente, um lavatório comum. No centro, larga mesa coberta de livros e papéis. Um sofá e algumas cadeiras completavam a mobília. Tudo frio, desolado e nu.

D. Pedro II do Brasil não aceitou a ajuda financeira de seu sobrinho-neto D. Carlos I, rei de Portugal. D. Carlos I lhe ofereceu voluptuosa quantia e um palácio para residir sem custos.

Mas Pedro II sabia que ali não era o seu lugar, não seria ético em sua visão.

Os joelhos envoltos num cobertor ordinário, trajando velho sobretudo, D. Pedro II lia, sentado à mesa, um grande livro, apoiando a cabeça na mão. Ao nos avistar, acenou para que nos aproximássemos. Meu pai curvou-se para beijar-lhe a mão. O Imperador lançou lhe os braços aos ombros e estreitou-o demoradamente contra o peito. Depois, ordenou que nos sentássemos perto dele. Notei lhe a funda lividez.

Houve alguns minutos de doloroso silêncio. Sua Majestade o quebrou, apontando para o livro aberto e dizendo com voz cava:
— Eis o que me consola.

— Vossa Majestade é um espírito superior. Achará em si mesmo a força necessária.

D. Pedro não respondeu. Depois de novo silêncio, mostrou-nos o título da obra que estava lendo, uma edição recente da “Divina Comédia”. Então, com estranha vivacidade, pôs-se a falar de literatura, a propósito do livro de Dante Alighieri. Mudando de assunto, discorreu sobre várias matérias, enumerando as curiosidades do Porto, indicando-nos o que, de preferência, deveríamos visitar. Não aludiu uma única vez à Imperatriz.

Só ao cabo de meia hora, quando nos retirávamos, observou baixinho:
— A câmara mortuária é aqui ao lado. Amanhã, às 8 horas, há missa de corpo presente.

“Saímos. No corredor, verifiquei que o meu chapéu havia caído à entrada do aposento imperial.” Voltei para apanhá-lo.

“Pela porta entreaberta, presenciei cena tocantíssima: Ocultando o rosto com as mãos magras e pálidas, o Imperador chorava como um menino; por entre os dedos escorriam lhe as lágrimas, que caíam sobre as estrofes de Dante.

Via Facebook - D. Pedro II do Brasil

PRF FLAGRA 32 MOTORISTAS DIRIGINDO EMBRIAGADOS NAS RODOVIAS DO ACRE E RONDÔNIA


Dos mais de 6 mil veículos fiscalizados até a meia-noite desta terça-feira, 834 multados, aproximadamente 64 foram recolhidos aos pátios da PRF


Desde a última sexta-feira (5), policiais rodoviários federais estiveram mobilizados em trechos considerados críticos para aumentar a sensação de segurança dos usuários de rodovias federais em nas rodovias de Rondônia e Acre.

Apesar do esforço de fiscalização e dos trabalhos de sensibilização em relação à bebida ao volante, 32 condutores foram flagrados dirigindo embriagados. Todos foram presos.

De sexta até terça-feira (9), aconteceram 32 acidentes, sendo que três pessoas ficaram em estado grave e uma delas morreu. Em 2015, (de 13 a 17 de fevereiro) foram 29 acidentes, 5 acidentes graves, 22 feridos e 2 mortos. Os números da PRF apresentam um aumento de 45% de feridos e uma redução de 100% nos óbitos.

Excessos que matam

Muitos condutores insistem em desobedecer as regras de velocidade das vias. Somente nesses cinco dias, 707 veículos foram flagrados com excesso de velocidade. A ultrapassagem proibida também foi alvo de fiscalização. Mais de 130 condutores já foram multados.

Dos mais de 6 mil veículos fiscalizados até a meia-noite desta terça-feira, 834 multados, aproximadamente 64 foram recolhidos aos pátios da PRF e somente serão liberados após o saneamento das irregularidades. As diárias nos pátios variam de R$23,03 a 140,72.

A operação segue até a meia-noite desta quarta-feira, 10. O balanço final será divulgado nesta quinta-feira, 11, a partir das 16h.

FACECOISAS -11/02/2016


NO RECIFE, ADVOGADO É DETIDO APÓS FUMAR DENTRO DO BANHEIRO DE AERONAVE


O funcionário da companhia alertou ao passageiro sobre o perigo e a proibição de fumar no dentro do avião


 Diário de Pernambuco - A Delegacia de Imigração da Polícia Federal, localizada no Aeroporto dos Internacional dos Guararapes-Gilberto Freyre, prendeu um advogado recifense flagrado fumando dentro do banheiro de um avião. O homem de 58 anos foi detido, na madrugada desta terça-feira (9/2), depois que o comandante da aeronave da empresa Avianca que fazia o trecho Galeão/Recife acionou a PF.

Segundo o piloto e um comissário de bordo, o advogado havia pedido bebida alcoólica (indisponível) durante o voo e exalava um forte odor de cigarro. Em seguida, o passageiro se dirigiu até o banheiro e, quando saiu do local, o comissário notou um, novamente, um odor de cigarro. No vaso sanitário, foi encontrado e fotografado o resto de cigarro, boiando na bacia sanitária. 

O funcionário da companhia alertou ao passageiro sobre o perigo e a proibição de fumar no dentro do avião e avisou ao comandante. Abordado pelos tripulantes, o advogado foi questionado se estava ciente de ter violado uma legislação federal informada em um vídeo de segurança e nos cartões colocados nos bolsões da poltrona. De acordo com a equipe, o advogado teria confirmado ironicamente saber disso.

Após o pouso do avião no Aeroporto dos Guararapes o passageiro foi retirado sem ter oferecido nenhuma resistência. Na Polícia Federal, ele usou do direito constituição de só falar perante o Juiz e foi autuado em flagrante pelo crime previsto no artigo 261 do Código Penal por “expor a perigo embarcação ou aeronave". Caso seja condenado, poderá pegar pena que varia de dois a cinco anos de reclusão. 

10 de fev de 2016

ACABOU O PALCO DE ILUSÕES. É QUARTA-FEIRA DE CINZAS


Blog do Carioca - Cinzas. Assim se resume o estado de espírito de muitos que esqueceram todos os problemas, as dívidas, soltaram literalmente a franga, enfim, fizeram o seu próprio samba enredo, descobriram seus mais nobres segredos, resolveram mostrar para o mundo - através das redes sociais - as suas verdadeiras máscaras.

E agora, qual samba enredo vai ser parte de sua rotina. A batucada acabou, tire a fantasia.

O que fizemos com aquele Brasil próspero e divino, a caminho do desenvolvimento, do progresso, da ordem e da paz social, que se cantava no palco, nas marchinhas, no prazer de uma bebida, uma curtida, um selinho, o jeitinho brasileiro.

Observe que o mundo, não somente no carnaval, tem mulheres andando peladas, homens se vestindo de mulheres, por isso, não mate e nem pratique violência ou assédio. É a vida real tal qual as ilusões de um bloco, a coletividade cega do carnaval.

E voltarás as mesmas ruas, encontrarás os palcos desertos, sem luzes, sem brilho, arquibancadas vazias, apenas esqueletos de madeira, farrapos de ornamentos sem sentido, bonecos rasgados, um encarnado sem vida, alegorias e adereços, tudo batido pelo vento, volta-se à realidade.

Qual escola foi nota 10?
Onde está a harmonia, os mestres-salas e as porta bandeiras?

O carnaval é uma festa popular que faz parte da identidade nacional há séculos. Isso é fato. Mas o Brasil e você pode ser muito mais do que exclusivamente Carnaval.

TALVEZ, A ÚNICA FOTO DE UM NAVIO NEGREIRO - REGISTRO PARA QUE IMBECILIDADES COMO ESSA NUNCA MAIS ACONTEÇA



Possivelmente a única fotografia de um navio negreiro, esta foi feita por Marc Ferrez, em 1882. O navio que transportava as vítimas da escravidão era francês e a foto foi produzida de forma clandestina.
Facebook - Historia do Brasil

9 de fev de 2016

O QUE É FALSO E O QUE É VERDADEIRO NOS BOATOS SOBRE ZIKA



Veja tudo AQUI em uma boa reportagem da BBC

AGENTES FEDERAIS DIVULGAM CARTA-BOMBA: PF NO FIM DOS TEMPOS


Claudio Tognolli - Yahoo Notícias - Foi divulgada na noite de ontem, via Facebook, uma carta de 14 páginas, repleta de notas de rodapé, assinada pelos Agentes Federais do Brasil.

Confira a íntegra aqui

Trata-se de um petardo armagedônico, com 92 notas de rodapé que remetem a provas a subscrever as denúncias.

A palavra que mais brota do documento é “sucateado”.

Por exemplo: binóculos da marca Sophie custaram 80 mil dólares cada um. E não funcionam por falta de atualização de software.

O Tetrapol, caro sistema de comunicações comprado pela PF está parado e nunca foi usado. O AFIS, automated fingerprint identification, um sistema de identificação automatizada de impressões digitais, está sendo “ desmontado por má gestão”, denuncia a carta.

Lanchas adquiridas por força do governo dos EUA, após os atentados de 11 de setembro, estão em eterna manutenção.

Os chamados Vants, veículos aéreos não tripulados, refere o documento, “já não decolam mais”

O Comando de Ações Táticas de Brasília comprou 3 lanchas modernas, cada uma a um milhão de rais, para a nobre tarefa de patrulhar o Lago Paranoá.

Diz o documento ainda que entre 2008 e 2014 a PF tenha gasto RS$ 32 milhões somente com a mudança de lotação de membros do efetivo, ao custo de RS$ 156 mil por troca.

A missiva termina assim: “Não, senhores, a PF não é essa da Operação Lava Jato que tanto sucesso faz junto a opinião pública. A PF enfrenta graves problemas internos, que levam até o suicídio de seus membros. A PF precisa de um choque de gestão”.

A carta é tida e havida como a maior denúncia, com dados, já feita na história da PF

8 de fev de 2016

USO DO FGTS COMO GARANTIA DE EMPRÉSTIMO CONSIGNADO É QUESTIONADO



Trabalhadores, empresários e advogados são contra a intenção do governo de liberar parte do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço como garantia de empréstimo. A Maioria considera que eficácia será pequena e que só bancos serão beneficiados


Simone Kafruni, Antonio Temóteo - Sem alternativas para tirar o Brasil da recessão, o governo insiste no modelo esgotado de estímulo ao crédito para tentar alavancar uma retomada do crescimento. A tacada mais recente, porém, acendeu o sinal de alerta nos especialistas, ao colocar na berlinda o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), uma das conquistas mais importantes dos trabalhadores e a última tábua de salvação dos milhares de brasileiros que estão perdendo os empregos.

O Executivo pretende editar uma Medida Provisória (MP) que possibilitará o uso de parcela do FGTS como garantia nas operações de empréstimos consignados. Conforme o Ministério da Fazenda, “a proposta tem potencial para desenvolver o crédito no setor privado brasileiro e deve diminuir a taxa de juros dessas operações”. Para advogados, representantes dos trabalhadores e empresários, contudo, o momento não podia ser pior, com aumento das taxas de desemprego e saques cada vez maiores do FGTS. Se aprovada, alertam os especialistas, a medida vai incentivar o endividamento.

A ideia do governo é que o trabalhador do setor privado possa utilizar sua multa rescisória, correspondente a 40% do saldo acumulado, e até 10% da sua conta vinculada ao FGTS para prestar garantia em operações de crédito consignado. Atualmente, a modalidade é mais viável para servidores públicos, aposentados e pensionistas porque a estabilidade da renda permite juros mais baixos (veja quadro).

“Com base no saldo atual do FGTS (R$ 342 bilhões), os 40% da multa por demissão sem justa causa e os 10% dos depósitos correspondem a R$ 170 bilhões. Se apenas 10% dos recursos forem dados como garantia, isso viabilizaria R$ 17 bilhões em crédito consignado para os trabalhadores do setor privado”, calcula o Ministério da Fazenda, que aposta numa redução dos juros praticados por conta da garantia.

O presidente do Instituto Fundo Devido ao Trabalhador, Mario Avelino, duvida da estimativa. “Hoje, os bancos cobram 41% em média de juros para operações com trabalhadores da iniciativa privada ante média de 21% a 26% dos demais, ou seja quase o dobro. Quem garante que os juros vão cair? Essa medida é um presente para os bancos”, diz.

7 de fev de 2016

POR QUE O ASFALTO BRASILEIRO É MESMO UMA PORCARIA


 Estrada após terremoto no Japão: veja o tamanho das estruturas compactadas de solo e camadas que formam a rodovia. Aqui, nem sempre exigências técnicas são seguidas


BR 210 - Amapá 

Marco Prates Marco Prates - No primeiro semestre deste ano, o Tribunal de Contas da União (TCU) resolveu fazer uma fiscalização mais rigorosa e in loco de 11 estradas completamente novas ou refeitas pelo país. Em tese, todas elas deveriam cheirar a asfalto novo e serem lisas como gelo de quadra de patinação (sem a parte escorregadia).

Mas o que o TCU encontrou, para ficar em um exemplo extremo, foi a BR-316, no Maranhão.

Em seu primeiro ano de vida nova, ela já apresentava problemas em 82% de sua extensão, “inclusive com trechos em que não há mais revestimento asfáltico”, dizia o relatório do tribunal.

Era uma rodovia que deveria durar oito anos, segundo o contrato.

Trata-se de um episódio absurdo, mas poucos brasileiros se dirão consternados por ele. Muito provavelmente, porque estes mesmos brasileiros se lembram das últimas obras de recapeamento de vias em suas cidades, tão comemoradas por políticos locais.

Na maior parte dos casos, como disse um especialista ouvido por EXAME.com, elas não duram “duas chuvas”.

Diante deste cenário, em que as autoridades desejam que os cidadãos comemorem operações tapa buraco – por si só um atestado de trabalho mal-feito, seja no projeto, na construção ou na manutenção – é de se perguntar porque as estradas em países desenvolvidos não só parecem melhores, como duram mais.

Para tirar o assunto a limpo, EXAME.com conversou com dois professores universitários que lidam com pavimentação diariamente tanto em sala de aula quanto na prática, por meio de empresas de consultoria em engenharia.

As declarações, cujos trechos estão transcritos abaixo, não são nada surpreendentes, mas servem para constatar o óbvio: é hora de se exigir que novas rodovias sejam feitas com projetos técnicos realistas, que estes sejam integralmente seguidos pelas construtoras e posteriormente checados pelo governo na entrega. E que, daí, se siga a manutenção.

Hoje, segundo especialistas, falhamos em todas essas etapas, e não por falta de capacidade. É certo: a conta sai muito mais salgada no "modus operandi" atual do que se houvesse seriedade em todo o processo.

Voltemos ao exemplo que abre esta matéria: os 107 milhões que saíram dos cofres públicos para recapear a BR-316 – um investimento que deveria durar no mínimo 8 anos, vale lembrar – foram seguidos por uma nova licitação apenas três meses após a entrega. Era preciso, afinal, recuperar o que já havia sido recapeado. De graça? Claro que não. O custo foi de outros 72 milhões de reais.

Veja abaixo trechos dos depoimentos dos dois especialistas em pavimentação.

Dickran Berberian, professor da Universidade de Brasília (UnB), e presidente da Infrasolo, empresa especializada em patologia de edificações

Respeito
“Nós, brasileiros, conhecemos muito bem a questão da pavimentação. Temos solo extremamente propício. Temos asfalto (material produzido pela Petrobras) da melhor qualidade. O que falta no Brasil é vergonha. Não há outra restrição, como ocorre para outros povos. Existem aqui dois tipos de pavimentação: a da técnica correta e a política. A política é aquela antes das eleições, que tem vida útil de duas chuvas”.

Água 
“O leigo imagina que o revestimento asfáltico (que fica por cima) é o mais importante na durabilidade e segurança. É importante, mas não o mais. Isso porque, para se fazer o asfalto, começa-se da camada original do terreno, chamada de sub-leito. Essa camada é feita de terra e solo compactado. É a espinha dorsal do pavimento. E o solo não gosta de água. Se molhar, perde a resistência. Essa é no fundo a principal função do revestimento: não deixar entrar água no sub-leito, na sub-base e na base".

"O buraco é um atestado de negligência. Começa assim: se o asfalto deformar mais que o limite calculado, se produz uma trinca, que é o primeiro câncer. Na primeira chuva, a água desce pela trinca. Ela enfraquece a estrutura que é de solo. Na próxima chuva, já se cria deformação. Na chuva seguinte, a água já entra pelas trincas e laterais não protegidas. No próximo ano, aquela deformação vira panela. E na próxima, cratera. E dá-lhe tapa buraco, réplica do tapa buraco e tréplica do tapa buraco. Falta a manutenção do nosso asfalto. Pode-se fazer um paralelo com dor de dente: tratou a cárie no começo não tem dor, não toma tempo, não fica caro e não perde o dente”.

Fiscalização
“Outro problema são os projetos que já vêm do governo com restrições de verba, e o pouco que vem é mal operacionalizado em parte pelo fiscal, o servidor. Do lado do governo, existe a questão do fiscal que aprova e recebe – e o governo paga – uma rodovia sem que ela esteja bem feita. Muitos entram em esquemão (com as construtoras), que é afinal o grande problema desse país”.

Exigência baixa
“A estrada tem que ser lisa, não pode ter sinal de emenda entre uma faixa e outra. Por uma questão cultural, os fiscais e executores acham que aquele padrão está bom. Também não estamos acostumados a ver coisa de qualidade com o mesmo custo. Há pessoas que estão felizes (com novas estradas e recapeamentos) e nem sabem que, com o imposto que se paga, dá para fazer coisa muito melhor. O próprio operário não tem capricho de ver a coisa bem feita. Isso não quer dizer que já não foi pior”.

Tecnologia
“De certa forma, estamos um pouco parados no tempo (em relação à tecnologia de pavimentação), mas mesmo com as metodologias dessa época (50 anos atrás), se seriamente executadas, 90% dos problemas não existiriam”.

João Virgílio Merighi, professor de engenharia da Universidade Presbiteriana Mackenzie e diretor técnico da Latersolo

Projetos
“Isso é falta de respeito para com a sociedade. Pavimento tem projeto e muitas vezes nem se faz um. São eles que determinam as espessuras mínimas necessárias considerando o uso (da rodovia) e os materiais (que serão usados). E ocorre muito o seguinte: “olha, para consertar a estrada, a espessura deve ser de 7 cm”, mas aí vem um político e fala que só tem dinheiro para 3. O que se faz? Pega o dinheiro, divide pelos quilômetros que se quer fazer e se encontra a espessura".

"Quando o TCU reclama, não é só da camada de cima do pavimento. É uma sucessão de erros. Se fosse só na ultima camada, se poderia errar o quanto quisesse. Sempre parabenizo o TCU quando eles batem forte, mas, na verdade, o que precisamos é modelo de contrato em que empresas são punidas. Isso aconteceu nos Estados Unidos nos 90”.

Tecnologia 
“O país está atrasado tecnologicamente. Mesmo usando tecnologia dos anos 60, fazemos pavimentos bons. (Em relação às rodovias do exterior) Também conseguiríamos fazer bons pavimentos, mas não tão bons quanto. Por exemplo, quando você dirige um carro e está chovendo, é importante ter aderência para o carro não derrapar. Nosso método antigo não prevê isso. O método moderno entra ainda com aderência para um veiculo que esteja a 100 km/h parar, por exemplo".

Material
"Tem também a qualidade de materiais. Quantos fabricantes de asfalto temos no Brasil? Um, a Petrobras. Não tem concorrência. O que existe é a indústria de aditivos químicos para melhorar qualidade do asfalto e aumentar a resistência do material. Será que eles são colocados conforme estão escritos nos editais? Além disso, você tem um país com extensões e climas diferentes, mas tudo é colocado no mesmo saco. Muitas vezes, estão empregando técnicas e tecnologias do Sul em obras lá no Norte. A nossa infraestrutura daqui, no Norte dura 6 meses ou um ano”.

Qualificação
“Não temos pessoas de elevado nível técnico para atender a demanda. Muitas vezes, não é dinheiro: precisa-se é de gente capacitada. Metade ou mais (dos engenheiros) não estão. Muitos estão errando e não sabem, por falta de conhecimento técnico. Isso é um grande entrave”.

Custo
“(Para se fazer estradas de boa qualidade e durabilidade) Você teria um acréscimo, grosseiramente, de 20 a 30% no preço. Basta fazer bem feito. Tem que selecionar solo e fazer obra com engenharia. Pavimento é para se pensar de 40 a 50 anos. Mas a conversa começa em pelo menos 20 anos. É só controlar a obra. Minha sugestão é colocar nas placas a durabilidade prevista. Só por no edital: “se arrebentar antes, você paga a conta”. Todo mundo vai tomar cuidado, desde que se diga “olha, a durabilidade é de 30 anos, se acontecer algo em 5, 10, 15, você vai pagar a conta”. O governo ainda está começando a exigir desempenho”.