21/07/2014

QUEM É QUE FISCALIZA A HIGIENIZAÇÃO DOS BANHEIROS NO ENTORNO DA GAMELEIRA?


A fedentina está grande, vale lembrar que isso é ponto turístico.

SBPC: FIQUE POR DENTRO DO QUE ACONTECERÁ NO MAIOR EVENTO CIENTÍFICO DO PAIS


Acre será a sede do maior evento de pesquisa e ciência do Brasil

Kellyton Lindoso - O Acre está entre as atividades e oportunidades destacadas na “agenda científica” do Portal Brasil. As atividades passam por astronomia, empreendedorismo, divulgação, apicultura, microfluídica e modelagem molecular.

Neste mês, o Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast/MCTI), localizado no Rio de Janeiro (RJ), aproveita a data comemorativa do 45º aniversário do primeiro pouso tripulado na Lua, a Missão Apollo 11, para realizar um Programa de Observação do Céu especial.

Isso por causa do maior evento científico do país: a 66ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Veja o que de melhor acontecerá nesta semana:

Reunião da SBPC

De terça-feira (22) ao dia 27 acontece, em Rio Branco, na Universidade Federal do Acre (UFAC), a 66ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Com o tema “Ciência e tecnologia em uma Amazônia sem fronteiras”, o evento contará com 199 atividades e a participação de pesquisadores renomados do Brasil e do exterior e de gestores do sistema estadual e nacional de ciência, tecnologia e inovação (CT&I).

A programação da 66ª reunião anual foi preparada com o objetivo de levar aos participantes um panorama do que se faz em ciência hoje no Brasil. Estão previstas 51 conferências, 62 mesas-redondas, 54 minicursos, 16 encontros, sete sessões especiais e cinco assembleias.

Também serão realizadas no encontro a SBPC Jovem, a ExpoT&C e a SBPC Mirim. Somente a ExpoT&C reúne cerca 30 instituições interessadas em expor ao público novas tecnologias, produtos e serviços no maior evento científico do País.

Divulgação científica

Nesta edição da Reunião Anual da SBPC, o Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast/MCTI) irá participar da SBPC Jovem e do Dia da Família na Ciência, que ocorrerá no fim da semana. Num estande de 12 x 12 metros, a instituição irá realizar várias atividades de divulgação da ciência direcionadas a todas as idades.

Nas sessões do planetário inflável, conduzidas por um mediador, os visitantes poderão visualizar astros e seus movimentos, conhecer galáxias e nebulosas, além aprender mais sobre as constelações. As sessões têm duração aproximada de 30 minutos e acontecerão de hora em hora. A tradicional oficina Brincando com a Ciência apresentará ao público temas científicos de uma forma descontraída e interativa.

O museu terá ainda um espaço onde serão gravadas entrevistas com pesquisadores para o projeto A Ciência que Eu Faço, coordenado pela jornalista Vera Pinheiro. Na programação científica da SBPC, Heloisa Maria Bertol Domingues, diretora do Mast, será uma das coordenadoras dos encontros Meio Ambiente e Controle Social Na Amazônia (ABA), na quarta-feira (23), e Conhecimentos Científicos nas Fronteiras Sociais (SBHC), na quinta.

Comunicação e divulgação

Comunicação e divulgação científica será o foco da participação da Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Globais (Rede Clima) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) para Mudanças Climáticas na 66ª Reunião Anual da SBPC.

No estande da Rede Clima e do INCT na ExpoT&C haverá a simulação de uma estação de comunicação experimental, que convidará o público a lidar com imagens, textos, signos e sintaxes que circulam intensamente nas mídias relacionadas às mudanças climáticas.

A ideia é que os visitantes criem novas imagens e textos a partir dos materiais iniciais apresentados a eles. A Rede Clima e o INCT para Mudanças Climáticas estão sediados no Centro de Ciência do Sistema Terrestre do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCTI).

A mostra abre na quarta-feira (23).

DA SÉRIE: NIETZSCHE - 21/07/2014

20/07/2014

AÉCIO NEVES - ESCLARECIMENTOS


ESCLARECIMENTOS

O jornal Folha de S. Paulo publicou, hoje, a matéria “Governo de Minas fez aeroporto em terra de tio de Aécio”, que apresenta diversos equívocos, envolvendo o nome de Aécio Neves. A Coligação Muda Brasil lamenta e esclarece que:

Ao contrário do que foi publicado,

"o Governo do Estado não construiu aeroporto em terra de tio de Aécio". O aeroporto foi construído em área pertencente ao Estado, não havendo portanto o investimento publico em área privada afirmado no título da reportagem.

De forma incompreensível, o ex-proprietário da área é tratado na reportagem como dono do terreno.

Não se trata também de construção de um novo aeroporto, mas de melhorias realizadas em pista de pouso que existia há mais de 20 anos no local, realizadas por meio do ProAero, programa criado no governo Aécio Neves e que garantiu investimentos em inúmeros aeroportos do Estado.

O senador Aécio Neves não é proprietário da fazenda da Mata, no município de Cláudio, em Minas Gerais. O imóvel é de propriedade do espólio da avó da Aécio, Risoleta Neves —portanto, pertence aos três filhos dela. A fazenda está há cinco gerações na família. A bisavó do senador nasceu no local.

A documentação para homologação do aeroporto foi enviada à Anac em 22 de julho de 2011. Assim como vários outros aeroportos no Estado, aguarda a conclusão do processo.

Todos os aeroportos do país pertencem à Secretaria Nacional de Aviação Civil. Em maio de 2014, a Secretaria assinou convênio com o governo de Minas transferindo a jurisdição do aeroporto para o Estado.

Não houve nenhum tipo de favorecimento na implantação das melhorias na pista de pouso de Cláudio como insinua a reportagem. O ex-proprietário não concordou com as bases da desapropriação definidas pelo Estado e luta até hoje na Justiça contra elas. Até hoje ele não recebeu nenhum centavo.

Todas as atitudes do governo de Minas Gerais referentes ao aeroporto de Cláudio se deram dentro da mais absoluta transparência e lisura.

É também lamentável que a reportagem não tenha registrado que aeroportos locais (que não possuem voos comerciais) ou pistas de pouso fechadas são prática comum em aeroportos públicos, no interior do país, como forma de evitar invasões e danos na pista que possam oferecer riscos à segurança dos usuários. Ao ignorar esse fato, a reportagem deu a entender que o acesso à pista feito de forma controlada no município de Cláudio constitui algum tipo de exceção.


Entenda mais:

Em 2003, o governo do Estado lançou o Programa Aeroportuário de Minas Gerais (ProAero-MG), com objetivo de fortalecer a infraestrutura dos aeroportos públicos do Estado.

Nos últimos anos, o Governo do Estado de Minas Gerais tem investido na construção e em melhoramentos de aeroportos em todo o território mineiro. Esses aeroportos são classificados nas categorias “regional” e “local”. 

O aeroporto do município de Cláudio (MG) pertence à última categoria, de forma similar a cerca de 85% dos aeroportos públicos do Estado.

Os aeroportos regionais recebem investimentos de apoio à aviação comercial. Os aeroportos locais têm como objetivo apoiar a aviação de pequeno porte, com a finalidade principal de atendimento a ações nas áreas de segurança e saúde e de apoio a atividades econômicas locais.

Cláudio é um próspero município da região centro-oeste de Minas Gerais. A cidade é conhecida por seu grande pólo de fundições e metalúrgica, considerado um dos maiores do Brasil e da América Latina. Destacam-se a produção de móveis em alumínio, peças de ferro fundido e outros. Mais de 100 empresas do setor atuam na cidade. Apenas em 2014, foram formalizados junto ao Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (INDI) novos investimentos da ordem de R$ 1 bilhão no município. 

O programa ProAero previu um aeroporto local de pequeno porte no município.

A escolha da área se deu por critérios técnicos, não tendo interferido na decisão o fato do proprietário à época ser ou não ser parente do então governador. Já havia no terreno em questão uma pista de pouso construída há 20 anos, o que tornaria a obra muito mais barata. Prevaleceu exclusivamente o interesse público. 

Em outra hipótese, o Estado teria buscado uma outra solução mais cara para os cofres públicos apenas para evitar que a obra fosse feita em terreno cujo proprietário tivesse laços de parentesco com o então governador. Nessa hipótese, os agentes públicos poderiam, inclusive, ser acusados de improbidade administrativa, pois teriam deixado de pensar na melhor solução para o erário público apenas para não contrariar os interesses particulares de um parente do governador que não queria ter sua área desapropriada.

O ex-proprietário do terreno não concordou com as bases da desapropriação definidas pelo Estado e luta até hoje na justiça contra elas.

O governo estadual agiu com rigor e seguiu todos os trâmites legais para garantir a melhor solução para o Estado. Prova disso é que os interesses de um parente do governador na época foram contrariados para que prevalecesse o interesse público.

O aeroporto do município de Cláudio (MG) é de uso público e, assim como outros, aguarda a conclusão do processo de homologação junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), cujo início se deu em 22 de julho de 2011.

No país, todos os aeroportos estão subordinados à Secretaria Nacional de Aviação Civil. Em maio de 2014, a Secretaria transferiu a jurisdição do aeroporto ao Estado de Minas Gerais.

O DIA EM QUE OS EUA MATARAM 290 CIVIS INOCENTES - UM POUCO DE HISTORIA

Ilustração do ataque ao voo 655 da Iran Air

Folha de São Paulo - Por Samy Adghirni -  Um dos mais polêmicos ataques americanos contra civis inocentes ocorreu há exatos 24 anos, no calor da guerra entre o Irã do então aiatolá Khomeini e o Iraque do ditador Saddam Hussein, aliado de Washington.

Na manhã de 3 de julho de 1988, um navio de guerra dos EUA disparou dois mísseis contra um Airbus A300 da Iran Air, matando na hora as 290 pessoas a bordo, incluindo 66 crianças. Entre as vítimas havia cidadãos de Irã, Índia e Itália, entre outros países.

A tragédia ocorreu nas águas verdosas do golfo Pérsico, alguns quilômetros ao sul da cidade de Bandar Abbas, de onde o voo Iran Air 655 acabava de decolar. O destino era Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, logo ali do outro lado do golfo, num voo que leva menos de meia hora. O avião foi atingido quando ainda estava em baixa altitude, despedaçando-se sobre o estreito de Ormuz.

Os mísseis foram disparados pelo USS Vincennes, um navio de guerra que invadira águas territoriais iranianas para perseguir lanchas de combate da República Islâmica. Eram tempos em que Washington apoiava a ditadura laica de Bagdá como forma de minar o regime islâmico de Teerã. Na frente marítima desta guerra, os EUA andavam escaldados por uma série de escaramuças no estreito de Ormuz, onde se cruzam águas de Irã, Emirados Árabes Unidos e Omã, países com perfis e interesses pra lá de divergentes.

USS Vincennes CG 49

O capitão do USS Vincennes, William C. Rogers, diz ter ordenado os disparos contra o Airbus por ter se confundido ao achar que se tratava de um caça iraniano do tipo F-14 Tomcat prestes a atacar o navio. Rogers alega que nenhum indício permitia identificar o voo da Iran Air como civil, já que o avião estaria voando sob um perfil de identificação usado tanto por pilotos comerciais como militares. Além disso, o Airbus decolara de uma pista usada com frequência pelos F-14 Tomcat da República Islâmica.

Militares a bordo do USS Vincennes dizem ter feito dez tentativas de contato emergencial com o comandante iraniano. Mas sete delas ocorreram na frequencia de comunicação militar, inexistente no Airbus, e três no modo emergencial civil, no qual mensagens não têm destinatário certo, podendo estar dirigidas a qualquer outro avião nas redondezas. Nenhum diálogo foi tentado pelo sistema padrão do tráfego aéreo global, pelo qual o comandante conversava normalmente em inglês com torres de controle da região.

Familiares lançam flores ao mar em homenagem as vitimas do voo 655 
Crianças jogam flores no local da tragédia em cerimônia organizada pelo governo do Irã (Atta Kenare – 2.jul.2012/France Presse)
Investigações também provaram que o avião estava em trajetória ascendente, contrariando relatos de oficiais americanos de que o aparelho estava voando para baixo, na posição clássica dos ataques aéreos.

A diplomacia iraniana chamou o acidente de “ato bárbaro” e “atrocidade”. Teerã disse que é impossível se tratar de um erro e denunciou o padrão de dois pesos duas medidas dos EUA, que mantinham o hábito de condenar ataques cometidos por Estados contra aviões civis mas até hoje não pediram perdão ao Irã. Em 1996, a Corte Internacional de Justiça obrigou o governo americano a indenizar famílias em cerca de USD 300 mil por vítima.

Os EUA sempre mantiveram a versão de que o incidente foi fruto de um erro causado pelo inerente estresse de uma tripulação confrontada a um cenário de guerra. O governo americano disse ter lamentado “a perda de vidas inocentes” mas nunca assumiu a responsabilidade pela tragédia, cuja repercussão acelerou o fim da guerra Irã-Iraque, meses depois. Os EUA homenagearam com pompa todos os tripulantes do USS Vincennes. O capitão Rogers ganhou até a medalha da Legião do Mérito, uma das mais importantes honrarias militares no país.

A visão americana do ocorrido foi resumida nas palavras do então vice-presidente George Bush, em entrevista à revista Newsweek concedida em agosto de 1988:

“Eu nunca pedirei desculpas pelos EUA. Nunca. Não ligo para os fatos”.


A PRAÇA DE MANAUS - PARTE I


Clique aqui para ir ao índice da obra
novomilenio.inf.br - Ao longo dos séculos, as povoações se transformam, vão se adaptando às novas condições e necessidades de vida, perdem e ganham características, crescem ou ficam estagnadas conforme as mudanças econômicas, políticas, culturais, sociais. Artistas, fotógrafos e pesquisadores captam instantes da vida, que ajudam a entender como ela era então.


Um volume precioso para se avaliar as condições do Brasil às vésperas da Primeira Guerra Mundial é a publicação Impressões do Brazil no Seculo Vinte, editada em 1913 e impressa na Inglaterra por Lloyd's Greater Britain Publishing Company, Ltd., com 1.080 páginas, mantida no Arquivo Histórico de Cubatão/SP. A obra teve como diretor principal Reginald Lloyd, participando os editores ingleses W. Feldwick (Londres) e L. T. Delaney (Rio de Janeiro); o editor brasileiro Joaquim Eulalio e o historiador londrino Arnold Wright. Ricamente ilustrado (embora não identificando os autores das imagens), o trabalho é a seguir reproduzido, em suas páginas 972 a 978, referentes ao Estado (ortografia atualizada nesta transcrição).

Teatro do Amazonas
Foto publicada com o texto, página 972
Considerado do ponto de vista da extensão, é o Amazonas o primeiro entre os vinte e um estados e territórios da União. Estende-se pela superfície de 1.897.020 quilômetros quadrados, e confina com seis países estrangeiros.

Ao Sul, limitam-no o estado de Mato Grosso, a República da Bolívia e o Território do Acre; ao Oeste, o Peru, Equador e Colômbia; ao Norte, Venezuela; a Leste, a Guiana Inglesa e o estado do Pará. Tem uma população de 400.000 habitantes, não avaliada em dados seguros.

Este estado divide com o do Pará o poderoso Rio Amazonas; mas tem uma parte muito maior desse rio do que o Pará e é a unidade político-geográfica que dispõe da mais extensa superfície fluvial do mundo.

Quando Portugal, na primeira metade do século XVI, dividiu o Brasil em Capitanias ou províncias desiguais, o Amazonas não foi incluído, e só depois de 1636 se estabeleceu na embocadura do imenso "mar de água doce" a Capitania de Joannes, hoje Ilha de Marajó.

Quem primeiro descobriu o Rio Amazonas foi o espanhol Vicente Yanez Pinzon, companheiro de Colombo, que explorou a costa do Norte do Brasil e reconheceu o estuário. Em 1519, Gonzalo Pizarro, irmão do conquistador do Peru, partiu do Pacífico em busca do El-Dorado que, embora ainda hoje no domínio da fantasia, empolgou a imaginação e credulidade da Europa por meio século.

Pizarro não foi longe, mas o seu lugar-tenente Orellana, traindo-o, quando a sua expedição estava nos maiores apuros, abandonou-o e, com alguns homens, desceu por um dos principais braços do Amazonas, o Rio Napo, que nasce nos flancos do Cotopaxi, nos Andes. Com incrível felicidade, Orellana navegou todo o curso principal até o Atlântico, seguindo depois para a Espanha, para onde levou maravilhosas lendas, grandemente exageradas como de costume.

Entre elas, contava-se a das mulheres guerreiras (também atribuída a Gonzalo Pizarro, que teve de explicar as causas do insucesso da sua expedição), donde o grande rio tirou o seu nome Amazonas, dado depois, como vimos, ao maior estado do Brasil.

Um século depois, outro espanhol, Juan de Palacios, partindo de Quito, Equador, chegou à confluência do Napo com o Amazonas, continuou até a entrada do Rio Negro e foi morto pelos índios. Os companheiros que se salvaram conseguiram alcançar Belém, fortaleza fundada pelos portugueses no estuário.

Dirigida pelo capitão geral Velho de Carvalho, partiu de Belém, rio acima, uma expedição em 1637, que depois de um ano de quase incríveis aventuras, chegou a Quito em 1638. Espanha e Portugal estavam então sob uma só coroa, e os pioneiros foram entusiasticamente recebidos. Esta foi a primeira expedição bem sucedida na travessia do continente, nesta latitude, de Leste para Oeste, e a sua ousadia e sucesso estão no mesmo nível do colossal trabalho dos brasileiros, na última metade do século XIX, no Amazonas.

Voltando a Belém, em 1639, Teixeira, chefe da expedição, levantou um marco na foz do Rio Napo, como sinal da ocupação do país pelos portugueses - fato que, devido à separação entre Portugal e Espanha, no ano seguinte, foi um dos principais argumentos aduzidos por Portugal para provar o seu direito a toda a bacia do Amazonas até aquele ponto.

Em 1625, os holandeses estabeleceram uma feitoria no Xingu, um dos afluentes do Amazonas, mas foram, com outros aventureiros, gradativamente expulsos pelos portugueses, que conseguiram alcançar o completo domínio do rio, cuja livre navegação fecharam aos estrangeiros. Só depois de 1867 o Amazonas foi de novo franqueado ao mundo.

Até 1822, quando o Brasil se fez independente como Império, o território, agora conhecido por Amazonas, formava parte da Capitania do Pará, com uma sub-capitania S. José do Rio Negro, estabelecida em 1755. O 1º governador, Joaquim de Mello das Póvoas, fez de Barcelos o seu quartel-general, no vale do Rio Negro, acima da cidade de Manaus, sendo Barcelos uma das muitas povoações fundadas pelos jesuítas nesta região.

O 3º governador, Manuel da Gama Lobo, transferiu a sede do governo para a Barra do Rio Negro, hoje Manaus - capital do Amazonas -, então uma simples vila missionária. Depois da independência, em 1822, os habitantes do Rio Negro bateram-se pela sua autonomia e estabeleceram um governo provisório; mas, tendo sido subjugados, foi Rio Negro de novo incorporado, em 1832, como comarca da Província do Pará. Contudo, continuaram a protestar, e em 1850 conseguiram uma lei que separava da Província do Pará a Comarca do Rio Negro, elevando-a à categoria de província sob a denominação de Amazonas, em 1º de janeiro de 1852.

A Vila da Barra do Rio Negro, elevada a cidade, que por uma vizinha tribo de índios foi de novo batizada com o nome de Manaus, ficou sendo a sede do governo. Em 1774, Manaus era uma pobre vila missionária; em 1848, mais ou menos na ocasião da primeira visita de Bates, contava 3.874 almas, das quais 234 escravos, e toda a comarca não rendia mais de 300 libras de impostos.

Hoje em dia, como podemos ver, Manaus é uma bela cidade iluminada à luz elétrica, com cerca de 70.000 habitantes, excedendo a um milhão esterlino a receita da ex-comarca, hoje um gigantesco estado.

Até 1853, a navegação do Amazonas era feita por batelões, que levavam muitas semanas a chegar ao Rio Negro, tendo o governo central sistematicamente proibido a navegação a vapor naquele rio.

Contudo, em 1852, o visconde de Mauá, o mesmo homem que dirigiu a construção da primeira estrada de ferro no Brasil, obteve um monopólio de navegação a vapor no Amazonas; e nesse mesmo ano foi organizada a Companhia de Navegação e Comércio, com o capital de 4.000 contos de réis.

Vinte anos mais tarde, depois de ser franqueada ao mundo a navegação no Amazonas (1872), essa companhia se transformou na atual Companhia de Navegação a Vapor do Amazonas, hoje pertencente a ingleses, que tão bons serviços há prestado ao desenvolvimento desta região.

Daquele ano em diante, o progresso tem sido rápido, e, por cerca de 1874, começou a correr uma linha subsidiada de vapores entre Liverpool e Manaus, outra para os Estados Unidos em 1872, e uma 4ª para o Rio de Janeiro e portos de escala em 1884, enquanto que a arrecadação de impostos diferenciais dos produtos embarcados diretamente, ou via Pará, completava a emancipação comercial e política do Amazonas, do vizinho estado do Pará, do qual permaneceu como presa por tão longo tempo.
Um trecho do Rio Negro
Foto publicada com o texto, página 973

Em 1889, com a proclamação da República, a província se tornou o autônomo estado do Amazonas, dirigido no que concernia aos negócios internos por um governador e uma Constituição própria.

Contudo, é interessante recordar a condição administrativa e financeira deste maravilhoso território, nas palavras do último presidente da ex-província, dirigidas à Assembléia Provincial em 1889. Declarou ele que a província estava "sem orçamento, sem polícia ou governo municipal, sem dinheiro e sem crédito". Depois de 10 anos apenas de existência autônoma, pôde o governador, em 1898, com legítimo orgulho, anunciar uma receita de 21.426:000$ (£616.587, segundo a taxa oficial de 7⅛ d. por mil réis).

Cumpre observar que, durante as épocas de câmbio baixo, o mil réis era sempre de maior valor nos estados do que no Rio de Janeiro; de sorte que o equivalente da receita estadual, em libras, era de fato mais do que indica o câmbio oficial.

Durante a mesma época, Manaus se transformara, de miserável vila que era, em uma das principais cidades do Brasil. Decerto, nem tudo é devido à emancipação política; o tempo e as exigências da indústria e comércio, que encontram no Amazonas um manancial inesgotável, têm tomado parte influente nesse desenvolvimento. Mas é fato que, sem liberdade de agir e se desenvolver, por si, e sem a livre navegação fluvial, o Amazonas jamais atingiria o grau de prosperidade, de que hoje se ufana.

Como, na sua interessante obra A Terra do Amazonas, fez notar o barão de Sant'Anna Nery: "A causa e efeito do desenvolvimento do comércio no estado do Amazonas é a facilidade do transporte. Em 1872 entraram 51 vapores; em 1906 o número atingiu a 1.248". A franquia do colossal rio foi o ponto de partida do progresso do Amazonas, aumentado pela sua subseqüente independência do Pará.

Palácio da Justiça
Foto publicada com o texto, página 974

Examinemos agora mais de perto a configuração, o clima, os produtos e o povo deste fascinante estado do Brasil. Quem tiver lido Bates, o incansável e modesto naturalista, quem tiver lido as suas memórias de onze anos no Amazonas, decerto adquirirá um grande desejo de ver este estado; e não só a obra de Bates inspirará o ardente desejo de conhecer estes vastos e virginais domínios, mas também outras, não menos notáveis, como a do almirante brasileiro barão de Teffé von Hoonholtz, que explorou o Javari e demarcou a fronteira do Brasil com o Peru.

Hoje, Manaus dista apenas 15 dias da Europa, achando-se a 1.000 milhas, rio acima. Em um artigo especialmente dedicado ao Amazonas, em outra parte deste volume, a extensão fluvial e outros assuntos foram considerados; mas o estado do Amazonas, sendo proeminentemente o Estado Fluvial ou melhor o Estado dos Rios, devemos aqui referir-nos outra vez às suas magníficas e poderosas correntes.

O estado é geralmente baixo e quase inteiramente produto do período terciário. O seu contorno irregular muito se aproxima do quadrado, estendendo-se por mais de 15 graus de longitude e mais de 15 graus de latitude. O Equador passa pela sua parte Norte, correndo o leito principal do Rio Amazonas numa latitude quase uniforme de 3 graus Sul; a maior parte do estado acha-se, pois, no Sul da zona tórrida.

 Entrada da cidade de Manaus
Foto publicada com o texto, página 974

Sobre o clima não há acordo entre os viajantes, quer brasileiros, quer estrangeiros. Fato é que, graças às conquistas da ciência, apresentando anualmente novos meios de defesa e submetendo a população a novos regimes de higiene, a vida no Amazonas, salvo em certos distritos notoriamente insalubres, não é mais perigosa do que na Índia Inglesa e em outras regiões; e no Congo ou na África Ocidental, a vida é infinitamente mais precária para a raça branca do que no Amazonas.

É uma terra em que a colheita é perpétua, em que a natureza não dorme nem descansa. É uma terra de poderosos rios, que são as suas únicas estradas, entre florestas que, se não fossem habitadas, se poderiam considerar virgens.

De Parintins, primeira povoação de importância no leito principal do rio, situada a 676 milhas a Oeste da cidade do Pará, até Tabatinga, onde o grande rio, vindo do Peru, penetra em território brasileiro, há 1.074 milhas de distância. Nesse enorme trajeto, três imensos rios entram no Amazonas, procedendo do Norte - o Içá, o Japurá e o Negro -, e cinco do Sul - o Javari, que é a linha divisória com o Peru, o Jutaí, o Juruá, o Purus e o Madeira.

Todos estes grandes rios têm ainda inúmeros afluentes; e há outros rios menores procedentes do Norte ou do Sul, que às dezenas desembocam na grande artéria amazônica e que são do volume do Tâmisa, o Sena ou o Tejo.

A par do explorador, do seringueiro e do negociante de madeiras, o geógrafo, muito especialmente, tem aqui vastíssimo campo de trabalho. O maior dos grandes rios que deságuam no Amazonas dentro dos limites do estado, é o mais oriental o Madeira, que, vindo das altas montanhas da Bolívia, tem um curso de 3.107 milhas.

De estranhar ou não, o estado do Amazonas, sendo bem conhecido dos comerciantes e viajantes, não o é igualmente do mundo científico e político; a constante ousadia desses indivíduos jamais foi utilizada, nem suas informações foram colecionadas e publicadas.

Tem-se calculado que os vapores percorrem mais de 3.100 milhas do sistema fluvial, e os navios de vela 3.400, mas, como este cálculo foi feito há muitos anos, é provável que tais números estejam muito abaixo das distâncias realmente percorridas.

A Alfândega
Foto publicada com o texto, página 975

Em outros artigos desta obra são estudadas a flora e a fauna do Amazonas; aqui não lhes faremos senão breves referências. Em todo o vasto estado, as margens do rio, revestidas de densas florestas, constituem o horizonte do viajante, e em nenhuma dessas florestas se poderia penetrar sem o auxílio do terçado e da machada.

As florestas do Amazonas têm sido chamadas "o desespero dos botânicos", apesar da dedicação de muitos e eminentes observadores brasileiros e europeus. Depois de apresentar uma lista bem minuciosa de orquídeas e palmeiras, conhecidos monarcas das plantas e árvores da Amazônia, diz o geógrafo francês Elisée Reclus: "Quanto às outras produções da floresta, preciosas madeiras, borracha, variadas gomas, resinas e substâncias canforadas, plantas medicinais, de tinturaria e fibras, o botânico as classificou em milhares de espécies, e a indústria está sempre aprendendo a conhecer os seus valores e aplicá-las".

Podemos citar o mesmo eminente autor com relação à fauna: "Reina um silêncio tumular em muitos pontos da floresta, donde se poderia inferir que a fauna é mal representada; entretanto, se não são muito numerosos os representantes de cada família, as espécies oferecem uma variedade singular".

Durante os seus onze anos de exploração no Amazonas, o naturalista Bates (a quem tanto deveu o ilustre Darwin) colecionou 14.712 espécies de animais, 8.000 dos quais eram completamente desconhecidos da ciência.

A vida nos recessos da floresta parece não existir; os lugares sombrios são pouco freqüentados, mas nos pontos banhados de luz pululam os insetos, as aves e os mamíferos. Nesta região onde as árvores e os répteis têm de lutar pela vida, os animais também procuram as zonas superiores em que há sol e vento.

Intendência Municipal, Manaus
Foto publicada com o texto, página 975

Entre os insetos (com efeito mais bem classificados do que os crocodilos, os tapires, os jaguares e outras muitas famílias da fauna) são tão abundantes que chegam a constituir grave perigo. Assim, os mosquitos de noite e os piuns de dia tornam certos lugares às margens do Purus absolutamente inabitáveis; mais de um milhão voam em um metro cúbico de ar; muita gente sofre de abscessos produzidos pelas suas mordeduras e alguns ficam mesmo paralíticos.

As saúvas, formigas tão conhecidas dos naturalistas pelos trilhos que fazem de folhas cortadas, que armazenam em suas furnas subterrâneas, impossibilitam a lavoura em certos lugares; as plantações de café, que são tão dispendiosas, têm sido destruídas pela invasão deste inseto. A saúva, que pode se estender em uma linha de 50 a 65 jardas de comprimento, emprega um exército de mineiros supridos de um olho na testa como os cíclopes da fábula. Uma serpente vermicida, a amfisbena, que os nacionais acreditam ter duas cabeças e cuja mordedura consideram venenosa (crenças errôneas), vive sob as galerias destas formigas. Por outro lado, várias tribos de índios colhem formigas que misturam aos milhões com a sua farinha de mandioca.

Assistindo a um embarque
Foto publicada com o texto, página 976

Como dissemos, a população deste vasto território é avaliada em 400.000 almas, entre as quais figuram 150.000 índios. Esta avaliação dos habitantes indígenas é contudo pura suposição. Pode ser o dobro ou a metade, tão impossível tem sido até hoje, à vista do nosso deficiente conhecimento do estado, fazer um cálculo seguro.

Orellana, que primeiro desceu o Amazonas com 50 companheiros, fez referência no seu relatório a grande número de vilas nas margens deste rio. Três séculos depois, 150 tribos distintas que povoavam essas vilas desapareceram. A invasão dos brancos sem dúvida concorreu muito para diminuir a população indígena e é muito raro encontrarem-se índios de pura raça nas margens dos rios. À maioria desses indígenas, tem sido dado o nome genérico de tapuios, e a sua linguagem, embora menos pura, está se misturando com a dos guaranis que habitam a extremidade Sul do Brasil.

Como os índios do Brasil são descritos em outra parte desta obra, não podemos senão dar os nomes das tribos que têm representantes no estado do Amazonas. Tais são as suas divisões principais - os tapuios, os maranhas e os altis; subdivididas em mura, zuma, manaos, macu, tariana, catanixi, paumari, maiorunas, passé, ticunas, zahuas, os panos e outras.

Entre estas, há ainda algumas tribos belicosas que evitam a presença dos mestiços e brancos e atacam em ocasiões oportunas os exploradores que acaso se perdem nessas regiões.

Contudo, os índios meio civilizados, tristemente resignados com a proximidade dos brancos armados, são provavelmente em maior número; pois com o cruzamento das raças e com o correr dos tempos, a quantidade de índios brancos e pretos decerto excedeu grandemente os índios de puro sangue.

O palácio do governo
Foto publicada com o texto, página 976

O corpo operário do Amazonas tem sido suprido de mestiços e especialmente de cearenses, estes de cruzamento português, indígena e africano. A história do suprimento de operários ao Amazonas e ao Pará, pelo Ceará, é uma curiosa página da história pátria. Apesar de ser necessariamente tratada no trabalho relativo ao estado do Ceará, deve aqui merecer uma breve notícia.

Assim como no Pará, também no Amazonas se verifica que uma proporção apreciável de seringueiros procede, não do estrangeiro, mas sim daquele estado brasileiro, muito menor, porém muito mais populoso. Trabalhando como o italiano em S. Paulo, ou o alemão no Rio Grande do Sul, os cearenses têm sido induzidos aos milhares a enfrentar as florestas virgens e a solidão do Amazonas, e a passar anos e anos de pobreza e duro labor no cultivo da seringueira, regressando às vezes relativamente ricos para o seu estado natal, quase nunca resolvidos a voltar.

Mas, a despeito do grande número de mestiços e cearenses que há no Amazonas, os operários são ainda poucos, e a escassez da população continua a ser o motivo principal do pequeno e moroso desenvolvimento do grande território. Nem é mesmo um ideal a vida do operário nos seringais do Amazonas. Quando se acha na sua estrada, em algum recesso longínquo da floresta, distante talvez alguns milhares de milhas de Manaus, via fluvial, ele se vê verdadeiramente isolado.

A estrada pode ter de 100 a 150 seringueiras. Para elas se volta todo o seu cuidado, e o seu trabalho é duplo: primeiro a colheita da seiva, depois o seu preparo. Quando as inundações do inverno tornam inabitável a floresta, o paroara, como é denominado, retira-se para o centro do vasto campo, de que tem sido sentinela avançada, e, esperando a baixa das águas, goza do único repouso da sua dura existência.

É aqui que mais facilmente podem ser conhecidos os paroaras, entre os quais a avareza e a ambição na procura da borracha são tão fortes como a sede do ouro em outra qualquer parte do mundo. Dir-se-ia que desaparecem neles os outros desejos, todos os outros sentimentos; desprezam o conforto e até a saúde; o dinheiro que lhes é dado pela bela seringueira, dissipam-no freqüentemente em orgias.

Eis o que diz um observador francês: "Apesar das fadigas e perigos, poucos paroaras atualmente se tornam independentes com o fruto dos seus labores; a sua condição é quase sempre miserável; as despesas de viagem ao lugar do trabalho, feitas pelo proprietário do seringal, são lançadas a débito do operário. Assim começa a sua vida com uma dívida regularmente pesada, não podendo ele readquirir a sua liberdade enquanto não for liquidada. Ao mesmo tempo lhe é lançado em conta tudo que consome, fornecido pelo administrador a preços arbitrários: gêneros, vestuário e outros artigos, desde a farinha de mandioca até os instrumentos de trabalho. As dívidas dos paroaras fazem-nos verdadeiros escravos; a fuga lhes é difícil, acham-se nas garras dos patrões, bons ou maus, e para eles não há apelo. Numa região como o Amazonas, a ação da polícia é quase nula".

Embora, porém, represente a borracha para o Amazonas o que para a Argentina representa a criação do gado, não é esse produto o único deste ubérrimo estado. Fala bem alto a seguinte lista de outras exportações: peixe salgado, madeiras, tabaco, peles preciosas, couros, cacau, óleo de copaíba, piaçaba, cereais, gado suíno, peles de carneiro, conchas e plumas. Entre os estados exportadores, vem o Amazonas logo depois de S. Paulo e Rio de Janeiro. Em 1908 exportou só de borracha 18.065.105 quilos, no valor de £5.968.761.

Só Manaus, capital do estado, merece o nome de grande cidade, mas há cerca de vinte outras, além de vilas consideráveis espalhadas pelo estado. As principais são: Lábrea, Tefé, Borba, Humaitá, Manicoré, Maués, Olivença, Antimari, Caquetá, Vila Bela, Silves, Serpa e Rio Branco.

Vistas de Manaus: 1) Sociedade Portuguesa de Beneficência; 2) Automóveis da cidade; 3) O porto; 4) A catedral; 5) Uma praça pública - Foto publicada com o texto, página 977

18/07/2014

ÚLTIMOS MOMENTOS DO VOO MH17 DA MALASYAN AIRLINES - DIVULGADA FALA DE REBELDES RUSSOS




ESTADÃO - Ucrânia divulga conversas de rebeldes sobre queda de avião


REDAÇÃO INTERNACIONAL Sexta-Feira 18/07/14 Kiev afirma que diálogos provam que o voo MH17 foi derrubado pelos separatistas pró-Rússia As autoridades ucranianas divulgaram partes de conversas entre separatistas pró-Rússia, que, segundo Kiev, comprovam a responsabilidade dos rebeldes na queda do voo MH17. Assista ao vídeo e leia abaixo a transcrição das conversas em português: Leia a transcrição dos diálogos: Na primeira parte é possível ouvir os separatistas discutindo as circunstâncias do acidente. Na chamada, um rebelde identificado como Igor Bezler, fala com um oficial de inteligência russo chamado Vasili Geranin:

Bezler: Nós acabamos de derrubar um avião. 
Geranin: Os pilotos, onde estão os pilotos? 
Bezler: Ele caiu perto de Yenakievo. Eles estão indo procurar e fotografar o avião. Tem muita fumaça 
Geranin: Há quantos minutos foi isso? 
Bezler: Meia hora atrás

Num segundo telefonema, milicianos dizem que rebeldes cossacos da vila de Chernukino derrubaram o avião. Um é identificado como Grego e o outro como Major: 

Grego: Oi major 
Major: O pessoal de Chernukino derrubou o avião. 
Grego: Quem? 
Major: Sabe, o pessoal do checkpoint de Chernukino, os cossacos com base lá? 
Grego: Sim. 
Major: O avião se desmanchou no ar, na área da mina de Petropavlovskaya. Achamos os primeiros 200 (código para mortos). 
Grego: Tinha 200? 
Major: Sim, civis. 
Grego: O que você tem aí? 
Major: Em resumo, um avião civil. 
Grego: Entendi, tinha muita gente? 
Major: Meu deus… os destroços estão espalhados. 
Grego: Que tipo de avião é? 
Major: Não sei, não há muitos destroços no local. Encontrei apenas os primeiros corpos. Há restos de corpos e cadeiras. 
Grego: Entendi… Algum tipo de armas?
Major: Nada, apenas material civil, toalhas, remédios, papel higiênico. 
Grego: Documentos? 
Major: sim, de um estudante indonésio…de uma universidade em Thompson. No terceiro telefonema, os rebeldes começam a conversar sobre o erro ao derrubar o avião: Militante não identificado: A respeito do avião que caiu perto de Gabrovo, é um avião civil. Há muitos corpos de mulheres e crianças. Os cossacos estão lá examinando. Estão dizendo na TV que é um avião ucraniano, mas parece que tem um logo da Malaysia Airlines. Nikolai Kositsin: O que fazia sobre território ucraniano? Militante: Carregava espiões, não é isso? Nikolai Jositsin: Sim. Militante: Não deveria estar voando. Há uma guerra aqui. 

RESIGNE-SE


Há anos muitas pessoas vêm reclamando do abandono na fiscalização da BR-364 no sentido Rio Branco/Cruzeiro do Sul/Rio Branco. 

Como se não bastasse animais na pista, pessoas deitadas na estrada, falta de sinalização, sinalização encoberta quando têm, motoristas imprudentes, carros sem a menor condição de entrar em um ramal quanto mais adentrar em uma rodovia federal, agora temos que tomar cuidado com carrocerias de caminhões abandonadas na beira da estrada até na contramão. O que será que elas aguardam?

A inconseqüência encontra território livre para se alimentar e tomar corpo arriscando a vida de pessoas inocentes até que uma “autoridade” sofra um acidente para fazer uma maquiagem.

A pergunta que não quer calar é: Por que não apreendem esses animais e forneça carne para asilos, creches e outras instituições de caridade?

Tome muito cuidado nessa “BR” traiçoeira e acima de tudo resigne-se e mantenha uma direção altamente defensiva, pois pelo o que eu estou vendo vai tardar muito para que se faça alguma coisa.

COLÉGIO ACREANO COMPLETOU ONTEM 81 ANOS


Ontem o Colégio Acreano completou 81 anos de resistência, ou melhor, existência. 

Ligações
Podemos ligá-lo a Tarauacá no sentido de ter sido o Sr. Raimundo Louro, Diretor do nosso glorioso Grupo Escolar João Ribeiro. Na época o Sr.Raimundo tinha entre seus alunos no Colégio Acreano o conhecido jornalista Altino Machado.

Visitei ante ontem o Colégio Acreano e posso afirmar que apesar de tudo ainda está bem conservado.

O Auditório que parece um teatro resiste a falta de educação de alguns alunos que escrevem até no assento das cadeiras.

O piso colorido nos leva curiosamente e rapidamente ao passado.

É enorme a quantidade de troféus ganhos no esporte e campeonatos de fanfarra

Infelizmente não se consegue mais ver sua fachada como na primeira foto e P&B, pois, diversas barracas de camelôs impedem uma boa visualização de sua arquitetura. Mas, mesmo assim é sempre bom visitar esse colégio.

PESQUISA DIZ QUE AÉCIO NEVES TEM EMPATE TÉCNICO COM DILMA EM CASO DE 2º TURNO


A taxa de rejeição a Dilma também subiu em relação à pesquisa anterior, indo de 32% para 35%.


Dilma Rousseff caiu de 38% para 36%,
Aécio Neves manteve seus 20%
IG- Pesquisa do Instituto Datafolha sobre as intenções de voto para as eleições à presidência da República, divulgada na noite desta quinta-feira (17), mostra pela primeira vez o candidato do PSDB, Aécio Neves, tecnicamente empatado com Dilma Rousseff (PT) caso ocorra um eventual segundo turno.

De acordo com o levantamento, que ouviu 5.377 eleitores em 223 municípios brasileiros entre terça (15) e quarta-feira (16), se a fase derradeira do pleito fosse disputada hoje Dilma teria 44% dos votos e Aécio, 40%. Como existe uma margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o cenário teria os dois empatados.

O Datafolha também analisou a possibilidade de um eventual segundo turno disputado entre a petista e o candidato do PSB, Eduardo Campos. Mais uma vez, a diferença entre Dilma e um rival diminuiu notadamente, ainda que desse a ela a vitória, com 45% dos votos - o ex-governador de Pernambuco contaria com 38%.

A diferença entre a oposição e a presidente é a menor desde que foi iniciada pelo instituto a série de pesquisas para as eleições 2014, em agosto do ano passado. Comparado ao último levantamento, divulgado no início deste mês, no primeiro turno Dilma caiu de 38% para 36%, Aécio manteve seus 20% e Campos foi de 9% para 8%. Como os rivais somam 36%, mesma porcentagem de votos da petista, ainda não é possível avaliar se haveria segundo turno.

Aumenta rejeição à candidatura de Dilma Rousseff
A queda na diferença dos candidatos caminha lado a lado com a avaliação dos eleitores em relação à gestão de Dilma: 29% a consideram como ruim e péssima, pior resultado desde que a ex-ministra da Casa Civil assumiu o posto de presidente. Entre os que consideram seu governo bom ou ótimo estão 32% dos entrevistados, índice semelhante ao de junho de 2013, após ocorrer a grande onda de protestos no País que derrubou sua aprovação na população.

A taxa de rejeição a Dilma também subiu em relação à pesquisa anterior, indo de 32% para 35%. O índice dos principais adversários é amplamente menor: enquanto Aécio tem 17% (tinha 16%), Campos mantém os 12%. Apesar de não figurar entre os favoritos na disputa, uma vez que possui apenas 3% das intenções de voto, o Pastor Everaldo (PSC) tem a segunda maior taxa de rejeição - 18%

ASTRONAUTA ALEMÃO ALEXANDER GERST FOTOGRAFOU O REFLEXO DO SOL NAS ÁGUAS TERRESTRES, DIRETO DA ISS

Crédito: Divulgação/ NASA - National Aeronautics and Space Administration

17/07/2014

PELO O QUE EU ESTOU VENDO, O CHOCOLATE, A SOVA, A SURRA, A PEIA QUE A SELEÇÃO ALEMÃ DEU NA SELEÇÃO DE HERÓIS NÃO FOI SÓ DENTRO DE CAMPO

Valor doado pelo meia foi superior a US$ 400 mil, o que equivale a cerca de R$ 880 mil

Özil doa premiação da Copa para pagar cirurgias de 23 crianças brasileiras

CORREIO - BA - O carinho dos jogadores alemães pelo povo brasileiro não ficou apenas no discurso. Titular da equipe campeã da Copa do Mundo, o meia Mesut Özil anunciou em sua página do Facebook que doou o dinheiro da premiação que recebeu pela conquista do tetracampeonato mundial para financiar cirurgias de 23 crianças brasileiras. 

Antes da competição, o jogador já havia bancado as operações de 11 delas e, como recebeu mais dinheiro, decidiu beneficiar mais 12 crianças. "Queridos fãs, antes da Copa do Mundo eu ajudei na cirurgia de 11 crianças doentes. Já que a vitória na Copa do Mundo não foi apenas por causa de 11 jogadores, mas pelo nosso time inteiro, eu vou agora elevar o número para 23. Esse é o meu agradecimento pessoal pela hospitalidade do povo brasileiro", publicou Özil na rede social.

De acordo com informações do jornal britânico Express, o valor doado pelo meia foi superior a US$ 400 mil, o que equivale a cerca de R$ 880 mil. 

COMPOSTO QUE REDUZ TUMOR EM 10 VEZES É DESCOBERTO NA USP


O INXS reduziu em cerca de 10 vezes o volume de um tumor maligno subcutâneo nas cobaias.[Imagem: S.Verjosvski/Almeida]

Com informações da Agência Fapesp - Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) identificaram uma molécula que controla a ação de um gene importante no processo da morte celular programada, a apoptose.

Carlos DeOcesano-Pereira e seus colegas descobriram que a expressão desse RNA, chamado INXS, apresenta-se reduzida em células cancerígenas - RNA, ou ácido ribonucleico, é o responsável pela síntese das proteínas na célula.

Assim, métodos capazes de estimular a produção desse RNA não codificador de proteínas poderiam ser usados no tratamento de tumores.

Eles testaram essa ideia em camundongos e conseguiram reduzir em cerca de 10 vezes o volume de um tumor maligno subcutâneo ao aplicar no local injeções de plasmídeos - moléculas circulares de DNA - contendo o INXS.

Genes intrônicos

O grupo vinha estudando o papel regulador dos chamados genes intrônicos não codificadores de proteína - aqueles localizados na mesma região do genoma de um gene codificador, porém na fita oposta de DNA.

O INXS, por exemplo, é um RNA expresso na fita oposta à de um gene codificador de proteína conhecido como BCL-X.

"Estudamos diversos genes codificadores de proteína envolvidos em morte celular em busca de evidências de que algum deles fosse regulado por um RNA intrônico não codificador. Foi então que encontramos o BCL-X, um gene situado no cromossomo 20", contou o professor Sérgio Verjovski-Almeida, coordenador da equipe.

O BCL-X, explicou o pesquisador, está presente nas células em duas formas alternativas: uma que inibe a apoptose (BCL-XL) e uma que induz o processo de morte celular (BCL-XS).

"Em uma célula sadia, existe um balanço entre as duas isoformas de BCL-X. Normalmente, já existe uma quantidade menor da forma pró-apoptótica (BCL-XS). Mas, ao comparar células tumorais e não tumorais, observamos que nos tumores a forma pró-apoptótica está ainda mais reduzida, bem como o nível de INXS. Suspeitamos que uma coisa estava afetando a outra", disse o pesquisador.

INXS na prática

As cobaias foram divididas em dois grupos. Metade passou a receber injeções de plasmídeos com INXS no local do tumor. A outra metade, que serviu de controle, recebeu apenas injeções de plasmídeos vazios.

Após 15 dias de tratamento, o tumor dos animais do grupo controle havia atingido volume médio de 600 mm3. No grupo tratado com INXS, o volume médio foi de 70 mm3 - cerca de dez vezes menor.

"Os tumores dos animais que receberam o INXS não apenas estavam menores e mais leves como também mais esbranquiçados, sinal de que a vascularização no local havia sido reduzida. Além disso, quando medimos a relação entre as isoformas de BCL-X, os tumores tratados tinham uma proporção maior da pró-apoptótica, o que sugere que as células tumorais restantes já estavam a caminho de morrer", contou o pesquisador.

O grupo agora pretende trabalhar no desenvolvimento de terapias contra o câncer capazes de elevar a quantidade de INXS apenas nas células tumorais

POR ONDE ANDA A OAB?

Reginaldo de Castro - Diante de sinais claros de retrocesso, sente-se a falta da palavra e da orientação da Ordem

Poucas vezes na história republicana do Brasil tantos e tão graves acontecimentos puseram em risco o Estado Democrático de Direito. São questões que, no passado, provocariam a intervenção da única tribuna pública não estatal em defesa da cidadania: a Ordem dos Advogados do Brasil, cujo Estatuto a compromete com a defesa da Constituição, da democracia e dos direitos humanos.

A OAB surgiu no bojo de uma crise institucional de grandes proporções: a Revolução de 1930. São 84 anos. Desde então, teve papel decisivo em todos os conflitos da vida brasileira, sempre mantendo distância crítica dos protagonistas do processo político, ocupando, com isenção e destemor, a tribuna da sociedade civil.

Não por acaso, quando o general-presidente Ernesto Geisel, em 1974, intentou a abertura democrática, dirigiu-se não a um partido político, mas à OAB. Raymundo Faoro era seu presidente e encaminhou os pleitos da sociedade: restabelecimento do habeas corpus, fim da censura, revogação dos atos institucionais, anistia e eleições diretas. Numa palavra, a redemocratização.

O atendimento não foi imediato; a abertura, como se recorda, era lenta e gradual. Mas a agenda desembocou, no final do governo seguinte, do general Figueiredo, na redemocratização.

Hoje, diante de sinais claros de retrocesso, sente-se a falta da palavra e da orientação da OAB. Falo como seu ex-presidente e alguém que preza sua história e papel social. Distingo a instituição dos que circunstancialmente estão no seu comando.

Estamos diante de uma agenda política assustadora. Teme-se pela independência do Judiciário e do Legislativo. O aparelhamento do Estado, síntese desses temores, culmina com a edição do decreto 8.243, que o entrega ao arbítrio dos “movimentos sociais”, sem que se defina o que são, já que podem ser institucionais ou não, segundo o decreto.

Antes, tivemos o mensalão, pontuado de agressões por parte dos réus ao STF e ameaças de morte a seu presidente, Joaquim Barbosa. E ainda: a tentativa de regulamentar (eufemismo de censurar) a mídia; a inconstitucionalidade do programa Mais Médicos; a desobediência do presidente do Senado ao STF quanto à instalação da CPI da Petrobras; a violência dos black blocs nas manifestações de rua; as ações criminosas de milícias armadas do MST e do MTST, entre numerosas outras ilegalidades que reclamam uma palavra firme de condenação por parte da advocacia brasileira. E o que se ouviu da OAB? Nada.

São assassinadas no Brasil anualmente mais de 50 mil pessoas, a maioria, jovens e pobres, em decorrência do narcotráfico. Hoje, o Brasil é, além de rota preferencial do comércio de drogas, o segundo maior consumidor mundial de cocaína e o primeiro de crack. O PT, há quase 12 anos no poder, não inclui esse combate entre suas prioridades. E o que diz a OAB? Nada!

Preocupo-me com essa omissão, que, como é óbvio, não é gratuita: tem substância política, expressa na inclusão do nome de seu atual presidente, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, na lista de postulantes ao STF. A presidente Dilma Rousseff faria um grande favor à advocacia brasileira nomeando-o, em justa paga aos inestimáveis serviços prestados a seu governo.

A OAB é grande, mas sua atual direção trai a sua história e, com isso, infunde desamparo à nossa frágil democracia. É preciso resgatá-la e devolvê-la a seu glorioso lugar de porta-voz da cidadania brasileira.

Reginaldo de Castro é advogado e foi presidente nacional da OAB