9 de jan. de 2009

Tributo ao passado


O Fotógrafo de Tarauacá antigamente.
Muitas fotos que vocês tem em casa, tem a assinatura deste homem.

Teste para renovar a carteira de motorista.

Para você que está prestes a revalidar sua carteira ai vai um pequeno teste para ajudar.
www.terra.com.br/istoe/produtos/teste_transito/index.htm

8 de jan. de 2009

Paralelo


Vitor Hugo

O homem é a mais elevada das criaturas.

A mulher é o mais sublime dos ideais.

Deus fez para o homem um trono;

para mulher, um altar.

O trono exalta,

o altar santifica.



O homem é o cérebro;

a mulher, o coração.

O cérebro fabrica a luz;

o coração fabrica o amor.

A luz fecunda!

O amor ressuscita.



O homem é o gênio,

a mulher o anjo.

O gênio é imensurável;

o anjo indefinível.

Contempla-se o infinito.

Admira-se o inefável.



A aspiração do homem é a suprema glória;

a aspiração da mulher é a virtude extrema.

A glória traduz a grandeza;

a virtude traduz a divindade.



O homem tem a supremacia;

a mulher, a preferência.

A supremacia representa a força;

a preferência representa o direito.



O homem é forte pela razão.

A mulher é invencível pelas lágrimas.

A razão convence;

as lágrimas comovem.



O homem é capaz de todos os heroísmos.

A mulher, de todos os martírios.

O heroísmo enobrece;

o martírio sublima.



O homem é o código.

aA mulher, o Evangelho.

O código corrige;

o Evangelho aperfeiçoa.



O homem é um templo.

A mulher, um sacrário.

Ante o templo, nos descobrimos;

ante o sacrário, ajoelhamo-nos.



O homem pensa.

A mulher sonha.

Pensar é ter no cérebro uma luz;

sonhar é ter na fronte uma auréola.



O homem é um oceano.

A mulher é um lago.

O oceano tem a pérola que o embeleza;

o lago tem a poesia que o deslumbra.



O homem é a águia que voa.

A mulher, o rouxinol que canta.

Voar é dominar o espaço;

cantar é conquistar a alma.



O homem tem um farol: a consciência.

A mulher, uma estrela: a esperança.

Um farol guia,

a esperança salva.



Enfim: o homem está colocado onde termina a terra;

a mulher onde começa o céu...!

Uma boa ajuda para quem quer se informar sobre seu remédio.

Basta digitar o nome do remédio desejado no site abaixo, e você terá também os genéricos e os similares de todas as marcas com os respectivos preços em todo o Território Nacional. Como tudo que é bom não é divulgado, peço-lhes que divulguem aos seus.

http://www.consultaremedios.com.br

Façam bom uso!

A mais bem preservada cratera de impacto do Brasil.



São sedimentos que estão depositados intocados a uns 300 milhões de anos.


* Nome: Serra da Cangalha,
* Localização: 8º05`S 46º52`W - Tocantins - Brasil
* Diâmetro: entre 12 e 13 km,
* Idade: 300 milhões de anos.
* Morfologia: anel circular de vales, com elevação central
* Estruturas específicas: estrutura mais aparente é um anel de vales com 5 km de diâmetro. Existência de um núcleo soerguido com cerca de 3 km de diâmetro, formado por uma serra circular com 250-300 metros de altura, existência de cones de estilhaçamento.
* Situação: Comprovada

Localizada no estado do Tocantins, no Nordeste do Brasil, tem em torno de 12 a 13 km de diâmetro e 300 milhões de anos. Sua característica proeminente é um anel central de montanhas com um diâmetro de 3 a 4 km.

Recomendação da Cruz Vermelha


Para quando você for viajar de carro.
As equipes de emergência médica se deram conta de que, muito frequentemente, nos acidentes em rodovias, os feridos portam consigo um telefone celular. No entanto, na hora de os médicos fazerem uso para se comunicar algum parente, não sabem com quem contatar entre a longa lista de números.
Assim, lançam-nos a idéia de que todos adicionem em sua agenda do telefone celular um número da pessoa a ser contactada, em caso de acidente, sob a expressão " A Em emergência ". (O " A" é para que apareça sempre em primeiro lugar na lista).
É algo simples, não custa nada e poderia nos ajudar demais.
SE LHE PARECE UMA BOA IDÉIA, REPASSE...

LAMBANÇA



Nos últimos dias foram muitas as situações que me fizeram refletir sobre “política”. O que é afinal política? Por que muitos não gostam ou talvez não saibam da sua importância. São muitas as perguntas que cercavam o pleito eleitoral. O povo cheio de dúvidas, à deriva dos que fazem politicagem e pouco se preocupam em apresentar boas propostas, que tenham como principal objetivo atender o povo, este que tem um grande poder nas mãos.
O poder é algo abstrato, que emana do povo, segundo nossa Constituição Federal, mas o povo sabe, por exemplo, qual é o papel do vereador? Uma pesquisa feita pelo jornal da BAND no Rio de Janeiro, constatou que, de 50 pessoas entrevistadas sobre qual seria o papel do vereador, apenas 7 delas sabiam a resposta. A realidade dos cariocas é outra, claro! Todavia o acesso ao conhecimento é mais amplo. Imagine em nosso Estado onde muitas pessoas ainda vivem isoladas e, o meio de comunicação mais utilizado é o rádio.
O fato é que muitas coisas não podem passa despercebidas, como a compra de votos, concepção errada do que é política, do que é ética. Conhecer a história de quem estamos votando é um fator determinante na decisão do voto. Pensar no voto como uma atitude de mudança, é algo primordial. Analisar as propostas dos candidatos é importante, pois podemos fazer comparações e defender aquela que é melhor para o bem estar de nossa população.
Na verdade, fiquei indignada com tantos que continuam prometendo e não fazem nada, há políticos para todos os gostos: aqueles que estão no poder desde a década de 90, graças à compra de votos e achando-se os bons, mas na verdade só ganham porque passam quatro anos roubando o dinheiro do povo. Não podemos esquecer-nos dos novos que estão sonhando em levantar um bom patrimônio, e para isso contam com a participação dos seus amigos que foram na balsa e têm uma boa experiência, porém esses não irão dar conselhos agora, visto que estão contando, o dinheiro que sobrou da compra de votos e dos bois que estão no pasto. É claro não desistem nunca! Já inclusive estão pensando numa maneira de aliar – se com o prefeito eleito e conseguir alguma coisa. Então os novos têm que esperar um pouquinho para receber algumas aulas dos mestres.
Ah! Mas se você caro amigo leitor, acha que acabou, está muito enganado. Eu não falei que havia de tudo, há aqueles que se elegem com a ajuda da família e garantem emprego até pra prima do marido da irmã. É confuso, mas é isso aí! Na hora da distribuição dos empregos, é uma lambança daquelas. Um diz: “ei, deixar essa vaga pra mim, pois o meu sobrinho termina o ensino médio esse ano e já é hora dele trabalhar”, outro diz: “Ah temos que ser honestos pelos menos na repartição dos empregos, afinal somos amigos”. E o prefeito será que entra na festa? Este tem agora grandes amigos capazes de perder até a família para prestar solidariedade ao nosso ilustre prefeito, que irá garantir o nome na folha de pagamento somente daqueles que lhe foram fiéis, os outros, sinto muito, prefiro não comentar!
E os eleitores que venderam seu voto ainda vão até seus candidatos, agora eleitos, e dizem:” agora aquela ajudar vai dar certo”. E o assessor do candidato, que é também filho, diz: “puxa! Agora você vai ter que esperar, pois ele viajou, sabe como é trabalhou muito precisava de férias”. E todas às vezes a desculpa é mais ou menos a mesma, interessante!
No entanto nem tudo está perdido, resta à primeira dama, esta que é advogada dos excluídos da sociedade. Opa! Ela também viajou, estava muito cansada, mas com o coração bom que tem e o compromisso de zelar pelo povo, vai garantir um sacolão aos que enfrentam as enchentes. Afinal! Eles só comem neste período!
Este texto não é um manual de boa política, entretanto, um desabafo de quem sonha com dias melhores, com um país justo, com igualdade social. Isso não é querer demais, é apenas uma questão ideológica. Aqui não é necessário roubar do povo, pois a idéia é que todos tenham uma vida digna, capaz de garantir, educação, saúde, habitação, e etc.
Não é utopia, mas somente a união da classe trabalhadora reivindicando seus direitos, assegurados constitucionalmente. Não podemos esquecer-nos de um ponto importante: educação! É preciso educar o nosso povo, valendo uma reciclagem na pedagogia tradicional. Hoje, é necessário educar a partir de nossa realidade, ou seja, contextualizar. Necessitamos incluir na vida escolar das crianças e jovens o tema “política”. A idéia é familiarizar-se, pois temos que deixar de ouvir “eu não gosto de política”, sendo que esta é que definirá os próximos acontecimentos de nossa sociedade.
A proposta é formar pessoas conscientes, capazes de votar porque defendem uma ideologia, não se vendem por uma cota dos cofres públicos ou que se deixam corromper pelos políticos profissionais. O desafio é grande, todavia a vontade de mudança é maior. Temos de refletir sobres nossas atitudes, pois serão reflexos no futuro de milhares.
Por: Sionete Vianna
Fonte: blog do Accioly

CURA DA CINOMOSE?... Remédio natural

NÃO AGRIDA A NATUREZA, RESPEITE TODA FORMA DE VIDA, NÃO MALTRATE OS ANIMAIS, USE SACOLAS RETORNÁVEIS, RECICLE, REUTILIZE, REDUZA,SÓ IMPRIMA SE FOR NECESSÁRIO.
(A NATUREZA AGRADECE)

"Ter um cão é ter a certeza de que ele estará lá,do outro lado do arco-íris,e depois de um latido a distância,pulará em seu colo e dirá em pensamento:Não aguentava mais te esperar"
RECEBI E ESTOU REPASSANDO PARA TODOS OS PROTETORES...

Tem 1 remédio q CURA CINOMOSE, fortalece ossos, nervos, músculos e vermifuga.
Chama-se GENGIROBA q é encontrada em casa de ervas.
Quebra a casca, joga fora.
DA SEMENTE, amassa a castanha que tem dentro e come. Tem um gosto horrível e deve ser envolto por 1 alimento de sabor agradável ou então colocado dentro de cápsulas que são vendidas em drogarias.
PESSOAS E CÃES GDES- come-se 4 por dia, sendo duas pela manhã e duas à tarde.

CÃES PORTE MÉDIO- 3 por dia

PEQUENOS- 2 por dia

BEM PEQUENOS- 1 por dia, divido em 2 pedaços ( manhã e tarde ).
A semente não tem contra indicações por ser homeopática e pode ser ingerida mesmo usando com outros medicamentos.
(Quem forneceu a dica solicitou o repasse pois pode ser útil a muitos
animais).

Aida Lima
Adote Um Focinho Carente

 Interessante o comentário da Rossana, leiam.
Luis Fernando e Rossana BaldanJan 27, 2012 10:47 AM

7 de jan. de 2009

Tião Viana quer melhorar a prestação de serviços da aviação regional e mais espaço entre poltronas nas aeronaves


A empresa de transporte aéreo TAM Linhas Aéreas deverá oferecer uma nova opção de voo para os acreanos. O novo voo entraria em operação nos próximos dias com horário previsto de chegada às 12 horas e saída de Rio Branco às 12h40.

A rota seria São Paulo/Brasília/Rio Branco. A saída seria do aeroporto de Guarulhos, com escala em Brasília e chegada a Rio Branco prevista para as 12 horas, no horário local. O retorno, com a rota inversa, seria 40 minutos após a chegada.

A informação foi dada ontem, em Rio Branco, pelo senador Tião Viana (PT-AC), vice-presidente do Senado, ao revelar que o diretor presidente da TAM, David Barioni Neto, e o gerente-geral da empresa em Rio Branco, Uiter José da Silva, confirmaram a aprovação de mais um voo da empresa tendo o Acre como destino.

O senador havia feito a reivindicação de mais um voo da empresa para o Acre em novembro de 2008, quando recebeu, no seu gabinete em Brasília, a diretoria da TAM, incluindo o vice-presidente comercial da companhia, Paulo Castello Branco, para discutir os destinos e as perspectivas da aviação brasileira. O senador revelou que defende a expansão da aviação regional do país, o que, segundo ele, interessa muito ao Acre. “Nós nos ressentimos de mais linhas aéreas para ampliar a integração com os Estados da Região Norte e de outras regiões brasileiras, além dos países vizinhos, como Peru e Bolívia”, disse o senador.

O senador sugeriu aos dois executivos que seja aberto um portal de transporte de passageiros e carga a partir do Acre com os países vizinhos banhados pelo Pacífico. De acordo com Tião Viana, a integração aérea do Acre com os países andinos ampliará o fluxo turístico e de negócios entre as duas Amazônias, criando um fluxo rodoviário para o interior do país a partir do Acre.
As duas regiões serão integradas a partir de 2010 com a conclusão da pavimentação da Rodovia Interoceânica, que vai ligar a Amazônia brasileira, por meio do Acre, com as cidades portuárias do Pacífico peruano e com a rodovia Pan-Americana, que interliga os países sul-americanos.

Além da integração sul-americana, Tião Viana sugeriu a inclusão de alimentos regionais nos serviços de bordo da aviação nacional, o que geraria renda e emprego nas regiões para onde são realizados os voos comerciais das grandes e médias companhias aéreas. O senador também solicitou aos dirigentes da TAM a compreensão das companhias para ampliar o espaçamento interno das aeronaves, pleito que já faz parte de um projeto de lei de sua autoria em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal.

Tião Viana é autor de um projeto de lei que, se aprovado, vai determinar a configuração interna exigida para a certificação das aeronaves no transporte aéreo de passageiros, com espaçamento livre mínimo, entre duas fileiras consecutivas de poltronas, de 78,7 centímetros para voos domésticos e de 83,8 centímetros, para voos internacionais.

O senador justifica seu projeto dizendo que há uma tendência mundial de aumento de assentos oferecidos em cada aeronave, o que resulta na redução do espaço disponível por passageiro.

Segundo o senador, a insuficiência de espaço tem efeitos nocivos para o bem-estar dos usuários do transporte aéreo, prejudicando a adequada movimentação dos membros inferiores dos passageiros, o que pode levar a manifestações de ordem vascular.

“A compressão e a imobilização favorecem a formação de coágulos e, por conseguinte, pessoas propensas a problemas circulatórios podem apresentar quadro de trombose durante voos de longa distância”, disse o senador, que também é médico com doutorado pela Universidade de Brasília (UnB).


fonte: Pág 20

Para quem tiver dúvidas sobre as novas regras de ortografia.

http://www.interney.net/conversor-ortografico.php

Muito bom!
Estava com alguns errinhos nos primeiros dias mas testei novamente agora, regra a regra, e está OK.
Você digita a palavra sempre em minúsculas na caixa TEXTO e clica no botão ENVIAR.
Abaixo do botão ENVIAR aparecerá a nova forma, se houver mudança, ou a forma já conhecida, caso não haja mudanças.
Tentem, por exemplo, essa sequência. Podem copiar e colar todas de uma só vez.
manda-chuva , guarda-chuva , sempre-viva, lingüiça, heróico, herói, ex-alunos,
super-interessante, super-romântico, micro-ondas, contra-senso, auto-peças,
auto-escola, super-homem, arqui-inimigo, pluri-partidário, neo-liberalismo,
vice-diretor, semi-deus, sem-teto, müller.
Observem as mudanças.

EM ALGUM LUGAR DO RIO

Em um lugar do rio, de difícil travessia, havia um barqueiro que atravessava as pessoas de um lado para o outro. Em uma das viagens, iam um advogado e uma professora. Como quem gosta de falar muito, o advogado pergunta ao barqueiro: Companheiro, você entende de leis? Não. Responde o barqueiro.
E o advogado compadecido: É pena, você perdeu metade da vida! A professora muito social entra na conversa: Seu barqueiro, você sabe ler e escrever? Também não. Responde o remador. Que pena! Condoi-me a mestra, você perdeu metade da vida! Nisso chega uma onda bastante forte e vira o barco.
O canoeiro preocupado, pergunta: Vocês sabem nadar? Não! Responderam Eles rapidamente. Então é uma pena. Concluiu o barqueiro. Vocês perderam toda a vida!
"Não há saber mais ou saber menos: Há saberes diferentes."
(Paulo Freire)
É isso aí velhos e novos companheiros. Diz o fenomenal compositor Roberto Carlos Braga: Quem sabe menos das coisas sabe muito mais que eu. Vamos aprender?

Novos pelotões de fronteira serão “células de vigilância”, sem vilas residenciais



O Ministério da Defesa vai quase dobrar o número de pelotões de fronteira na Amazônia, mas a diretriz de instalação dos novos postos mudará radicalmente. Serão, prioritariamente, “células de vigilância militar”, deixando em segundo plano a velha preocupação com a chamada “vivificação das fronteiras” - o povoamento da região -, o que sempre levava ao traslado de familiares dos militares para a áreas dos pelotões e à criação de pelo menos uma vila no entorno.

Atendendo à recomendação do decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em julho do ano passado, o Exército vai instalar 28 novos pelotões em terras indígenas e em áreas de conservação da Amazônia. O projeto, batizado com o nome de Amazônia Protegida, ampliará de 23 para 51 o número de pelotões de fronteira e reforçará prioritariamente a Região Norte, área mais rarefeita de proteção militar. Pelo projeto, as novas unidades de defesa serão construídas ao longo dos próximos nove anos, estendendo-se até 2018, e com um orçamento de R$ 1 bilhão. A meta é aumentar o número de militares do Exército presentes na área de 25 mil para 30 mil. O projeto prevê ainda a modernização dos quartéis que já existem na fronteira, ao custo de R$ 140 milhões.

O Amazônia Protegida foi concebido já com base na Estratégia Nacional de Defesa, lançada em dezembro por Lula. Nessa nova concepção, os 28 novos pelotões de fronteira servirão para “monitorar” e “reagir imediatamente” a qualquer ameaça. Serão “a ponta de um sistema estratégico de defesa”. Terão menos gente e mais equipamentos. Ao contrário do que ocorre hoje, quando com a instalação dos pelotões são construídas vilas residenciais para abrigar os familiares dos militares, na nova concepção filhos e mulheres não irão mais para a fronteira com seus maridos, permanecendo nos centros urbanos. Os soldados servirão nos postos de fronteira em sistema de rodízio.

RADARES - De acordo com um general, o novo pelotão constituirá “uma espécie de célula de vigilância” e, quando todos os postos estiverem instalados, a distância entre eles será de 200 a 250 quilômetros. Tudo será coberto pelos radares de vigilância aérea e terrestre, que estarão conectados ao sistema de comando e controle da unidade central. O Amazonas será o Estado que mais receberá novos postos de fronteira, sete, seguido de Roraima, com seis. No Amazonas eles ficarão em Demini, Jurupari, Marauiá, Tunuí, Traíra, Puruê e Bom Jesus. Em Roraima, serão instalados em Entre Rios, Jacamim, Vila Contão, Serra do Sol, Ericó e Uaiacás. Os demais Estados da Amazônia receberão quatro postos, dos quais três em Rondônia (Surpresa, Rolim de Moura e Pimenteiras do Oeste). No Amapá, eles serão construídos em Vila Brasil, Queriniutu, Jari e Amapari. No Pará, em Tiriós, Curiaú, Cafuni e Trombetas. No Acre, em São Salvador, Marechal Thaumaturgo, Jordão e Iaco.

Apesar de a implantação dos novos pelotões não ter mais a função de povoar a Amazônia, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, tem dito que a região precisa ser ocupada e desenvolvida. Jobim disse aos parlamentares, em audiência pública no Congresso, no fim do ano, que o “desenvolvimento e a proteção da Amazônia só serão eficazes se tiverem a vertente civil, com a presença e o envolvimento de todos os segmentos do Estado na região”.

“Sem isso, nós vamos gastar, investir, vamos proteger a Amazônia, mas a dificuldade é que os ilícitos serão praticados por aqueles personagens que, por falta de opção econômica para garantir sua sobrevivência, são empurrados para a ilegalidade”, avaliou Jobim, citando como exemplo os que acabam praticando o desmatamento. Afinado com a tese dos militares, ele considera que a região não pode ser “um jardim para deleite de europeus que destruíram suas florestas”, mas um local em que os brasileiros possam se desenvolver. “A Amazônia não pode ser mantida como um parque de recreio para europeus e americanos apenas”, insiste. “Lógico, o turismo é importante, mas reduzir a Amazônia a somente isso é muito ruim.”

FONTE: Estadão - reportagem de Tânia Monteiro / FOTOS: EB - Banco de imagens da Amazônia

6 de jan. de 2009

Deputado comunista vai propor emenda constitucional para acabar com emprego vitalício de ministro do STF


Edição de Terça-feira do Alerta Total http://www.alertatotal.blogspot.com

Adicione nosso blog e podcast aos seus favoritos.

Por Jorge Serrão

Uma proposta de emenda constitucional, de autoria de um parlamentar comunista, quer acabar com o emprego quase vitalício de ministro do Supremo Tribunal Federal. A intenção da proposta do deputado federal Flávio Dino (PC do B-MA) é fixar os mandatos dos 11 membros do STF em 11 anos. Hoje, eles só deixam o Supremo por vontade própria ou com a “expulsória” (atingindo o limite de 70 anos de idade).

O deputado defende seu projeto argumentando que é preciso evitar a submissão da política pelo que chama de “aristocracia judiciária”. O parlamentar critica que o STF promove uma distorção no sistema republicano, quando toma mais decisões políticas, econômicas e sociais que técnicas. Flávio Dino avalia que o poder vitalício do Supremo cria hoje uma hiperconcentração de poder e um desequilíbrio entre os poderes.

O parlamentar do PC do B quer promover poucas alterações no modelo de escolha dos ministros do Supremo. Defende que a indicação deve ser política, papel do Presidente da República – conforme acontece atualmente. Na emenda, só seria incluído um sistema de lista (feita pela comunidade jurídica e com a participação do Congresso) para embasar a escolha presidencial.

O STF é o responsável por zelar pelo cumprimento da Constituição - violada a toda hora em nosso estado de insegurança do Direito. O problema é que não existe qualquer pena prevista para quem descumpre a norma constitucional.

Ou seja, na prática, “o guardião” não garante o respeito à Constituição. E os ministros do STF, a maioria se definindo como “doutrinadores”, ainda usam sua criatividade jurídica para dar novas interpretações ao que ficou fixado na Carta de 1988.

Vai dar processo?

Perguntinha idiota do jornalista Hélio Fernandes, 88 anos, dono da Tribuna da Imprensa:

“Passar o Natal na casa do advogado de Daniel Dantas, como fez o ministro Gilmar Mendes, é prova de boa conduta?”.

Hélio Fernandes pega ainda mais pesado contra o presidente do STF:

“Com o Supremo em recesso, foi a Fortaleza por um dia, numa viagem que parecia misteriosa. Mas que eu desvendei, revelei e expliquei”.

Leia, abaixo, as Rapidinhas Políticas e, mais abaixo, as Rapidinhas Econômicas
© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 06 de Janeiro de 2009.

La vem o Príncipe.



Espalhou-se na mídia a visita que o traidor da princesa Di, o príncipe Charles vem fazer à Amazônia. Se eu já tenho o pé atrás com os USA, imagina com a Inglaterra e os restos da Ilha, com exceção da Irlanda do norte, que não se deixa enganar facilmente.
O maior caso de biopirataria, foi o contrabando de sementes da árvore de seringueira no ano de 1876, pelo inglês Henry Wickham, sendo levadas para a Malásia que após algumas décadas passou a ser o principal exportador do látex; biopirataria, a exploração e a comercialização de recursos biológicos é que mais afeta a Amazônia.
O termo “biopirataria” foi lançado em 1993 pela ONG RAFI (hoje ETC-Group) para alertar sobre o fato do conhecimento tradicional e dos recursos biológicos estarem sendo apanhados e patenteados por empresas multinacionais e instituições cientificas. Tais comunidades, que geraram estes conhecimentos fazendo uso destes recursos ao longo dos séculos, estão sendo lesadas por não participarem dos lucros produzidos pelas multinacionais.
Será que o príncipe vem se desculpar?
Claro que não, deve ter outros interesses por trás dessa visita, provavelmente alguma pressão a exercer. Os Amazônidas deveriam fazer protesto na rua contra essa visita. Podem ter certeza boa coisa para o Brasil eles não desejam.

Justificativa de um dimensionamento


Implicações de um Projeto

A bitola das ferrovias (distância entre os 2 trilhos) dos Estados Unidos é de 4 pés e 8,5 polegadas.

Por que este número foi usado? Porque era esta a bitola das ferrovias inglesas e, como as americanas foram construídas pelos ingleses, esta medida foi usada por questões de compatibilidade.

Por que os ingleses usavam esta medida? Porque as empresas inglesas que construíam os vagões eram as mesmas que construíam as carroças antes das ferrovias e, por essa razão, utilizavam os mesmos ferramentais das carroças.

Por que essas medidas (4 pés e 8,5 polegadas) para as carroças?

Porque a distância entre as rodas das carroças deveria caber nas estradas antigas da Europa, que tinham exatamente esta medida.

E por que tinham esta medida?

Porque estas estradas foram abertas pelo antigo Império Romano quando de suas conquistas, e foram baseadas nas antigas bigas romanas.

E por que as medidas das bigas foram definidas assim?

Porque foram feitas para acomodar os 2 traseiros dos cavalos.

Finalmente: o ônibus espacial americano Shuttle utiliza 2 tanques de combustível (SRB - Solid Rocket Booster) que são fabricados pela Thiokol, em Utah. Os engenheiros que os projetaram preferiam fazê-lo mais largo, porém tinham a limitação dos túneis das ferrovias por onde eles seriam transportados, que tinham suas medidas baseadas na bitola da linha.

Conclusão

O exemplo mais avançado da engenharia mundial em design e tecnologia é baseado no tamanho do trazeiro do cavalo romano.

5 de jan. de 2009

Notas de 1 real danificadas


O Banco central resolveu acabar com as cédulas de 1 real,e 1 centavo isso já ocorreu há uns 2 anos, e parece que se esqueceram do Acre. Aqui em Tarauacá é comum no comércio umas notas imundas quase ilegíveis os números de série.
Se você é pai, mãe, professora avó etc. e seu filho têm cofrinho, pelo menos uma vez por mês retire as moedas e troque por cédulas de papel, seu filho vai adorar, primeiro que geralmente você terá que arredondar para cima, porque sempre faltará o valor necessário para trocar por uma nota, e depois troque as moedas em algum ponto comercial, os comerciantes vão agradecer muito, e quando você for comprar alguma coisa não vai receber balas de troco.
As moedas precisam circular...

Uma boa idéia

piadas

O Frio:
25ºC
Pernambucanos ligam o ar quente
Cariocas vão à praia
Mineiros comem um feijão tropeiro
Curitibanos limpam o jardim
20ºC
Pernambucanos tremem incontrolavelmente de frio
Cariocas vestem um moletom
Mineiros bebem pinga perto do fogão a lenha
Curitibanos tomam sol no parque
15ºC
Carros pernambucanos não ligam mais
Cariocas se reunem para comer fondue de queijo
Mineiros continuam bebendo pinga perto do fogão a lenha
Curitibanos dirigem com os vidros abaixados
10ºC
Decretado estado de calamidade pública em Pernambuco
Cariocas usam sobretudo, cuecas de lã, luvas e toucas
Mineiros continuam bebendo pinga e colocam mais lenha no fogão
Curitibanos botam uma camisa de manga comprida
5ºC
Pernambuco entra num clima de armagedon
César Maia Lança a candidatura do Rio para as olimpiadas de inverno
Mineiros continuam bebendo pinga e quentão ao lado do fogão a lenha
Curitibanos fecham as janelas de casa.
0ºC
Pernambuco começa a se desintegrar
No Rio, César Maia veste 7 casacos e lança o "Ixxnou Bórdi in Rio"
Mineiros entram em coma alcoólico ao lado do fagão a lenha
Curitibanos fazem o último churrasco no pátio, antes que esfrie
-10ºC
Pernambucanos, Mineiros e Cariocas entram em estado de criogenia
Curitibanos começam a dizer: "Meu camarada, tempo brusco, tá muito frio.
Vou tomar um leite quente..."
*********************
Prof.: Quantos anos você tinha no seu último aniversário?
Aluno: Sete.
Prof.: E quantos anos você terá no seu próximo aniversário?
Aluno: Nove.
Prof.: Não pode, Joãozinho, pensa bem...
Aluno: Pode, tia. Estou fazendo oito hoje.

Prof.: Jorge, vá até o mapa e ache a América.
Jorge: Aqui está, tia.
Prof.: Certo. Agora, turma, quem foi que descobriu a América?
Turma: O Jorge!

Prof.: Júlio, diga o nome de algo importante que temos hoje e que não existia há
dez anos.
Júlio: Eu!

Prof.: Tomás, por que você está sempre tão sujo?
Tomás: Porque estou mais perto do chão do que a senhora, tia.

Prof.: Porque você está atrasado?
André: Por causa da placa, tia.
Prof.: Que placa?
André: A placa que diz "Escola, Devagar".

Paula: Papai, você sabe escrever no escuro?
Papai: Acho que sim. O que é que você quer que eu escreva?
Paula: Seu nome no meu boletim.

Prof.: Nesta caixa, tenho uma cobra de dez pés.
Pedro: Mentira, tia. Cobra não tem pés.

Prof.: Como você pode se prevenir de mordida de inseto?
Maria: Não mordendo nenhum.

Mamãe: Porque você engoliu as moedas que eu lhe dei?
Joana: Você disse que era para o lanche.

Prof.: Tenho sete laranjas nesta mão e oito laranjas na outra. O que é
que eu tenho?
Mário: Mãos grandes!
******************
Dois baianos, que eram primos, vão servir no Exército.
Chegando lá, são entrevistados pelo sargento:
- Qual o seu nome? - pergunta ao primeiro.
- É Tonho, meu rei.
- Negativo. De agora em diante você será "Antônio".
- E o que você está fazendo aqui?
- Tô dando um tempo.
- Negativo. Você está servindo à Pátria.
- E o que é aquilo? - pergunta, apontando para a Bandeira do Brasil.
- É a bandeira.
- Negativo. De agora em diante ela é a sua MÃE.

Vira-se para o segundo e pergunta:
- Qual o seu nome?
- É Pedro.
- E o que você está fazendo aqui?
- Servindo à Pátria.
- E o que é aquilo (apontando para a bandeira)?
- É minha tia. Mãe do Tonho...

4 de jan. de 2009

HISTÓRIA SECRETA DA INVASÃO MILITAR DE RORAIMA



- depoimento de uma testemunha ocular -

No momento em que tanto se fala da cobiça internacional sobre a Amazônia, da ação de ONGs de todos os tipos agindo livremente na região Norte, de estrangeiros vendendo pedaços da nossa floresta, da encrenca que está sendo a homologação da Raposa/Serra do Sol, de índios contra índios, de índios contra não-índios, das ações ou omissões da Funai, do descontentamento das Forças Armadas com referência os rumos políticos que estão sendo dados para esta quase despovoada mas importantíssima parte das fronteiras da nação, é mais do que preciso falar quem sabe, quem conhece, quem vivencia ou quem tenha alguma informação de importância.

Assim sendo, para ficar registrado e muito bem entendido, vou contar um acontecimento de magna importância, especialmente para Roraima, e do qual sou testemunha ocular da História.

Corria o ano de 1993 – portanto, já fazem 15 anos. Era governo de Itamar Franco e as pressões de alguns setores nacionais e vários internacionais, para a homologação da Raposa/Serra do Sol, eram fortes e estavam no auge. Tinha-se como certíssimo de que Itamar assinaria a homologação.

Nessa época, eu era piloto da empresa BOLSA DE DIAMANTES, que quinzenalmente enviava compradores de pedras preciosas para Uiramutã, Água Fria, Mutum e vizinhanças.

No dia 8 de setembro de 1993, aí pelas 17:00, chegamos em Uiramutã, e encontramos a população numa agitação incomum, literalmente aterrorizada. Dizia-se por toda parte, que Uiramutã ia ser invadida, que havia muitos soldados "americanos", já vindo em direção à localidade.

A comoção das pessoas, a agitação, o sufoco eram tão grandes que me contaminou, e fui imediatamente falar com o sargento PM que comandava o pequeníssimo destacamento de apenas quatro militares, para saber se ele tinha conhecimento dos boatos que circulavam, e respondeu-me que sabia do falatório. Contou-me então que o piloto DONÉ (apelido de Dionízio Coelho de Araújo), tinha passado por Uiramutã com seu avião Cessna PT-BMR, vindo da cachoeira de ORINDUIKE, no lado brasileiro, (que os brasileiros erradamente chamam de Orinduque), contando para várias pessoas, que havia um acampamento enorme, com muitos soldados na esplanada no lado da Guiana, na margem do rio Maú, nossa fronteira com aquele país.

Aventei a necessidade de que o sargento, autoridade policial local, fosse ver o que havia de fato e falei com o dono da empresa, que aceitou, relutante e receioso, emprestar o avião para o sargento. Como, entretanto, o sol já declinava no horizonte, combinamos o vôo para a manhã seguinte.

Muito cedo, o piloto Doné e seus passageiros, que tinha ido pernoitar na maloca do SOCÓ, pousaram em Uiramutã. Eu o conheci nessa ocasião, e pude ouvir dele um relato. Resumindo bastante, contou que na Guiana havia um grande acampamento militar e que um avião de tropas estava trazendo mais soldados para ali.

Estávamos na porta da Delegacia, quando chegou uma Toyota do Exército, com um capitão, um sargento e praças.,vindos do BV 8. Ele ia escolher e demarcar um local para a construção do quartel de destacamento militar ali naquela quase deserta fronteira com a Guiana. BV 8 é antigo marco de fronteira do Brasil com a Venezuela, onde há um destacamento do Exército, na cidade de Pacaraima. Muito interessado e intrigado com o fato, resolveu ir conosco nesse vôo.

O capitão trazia uma boa máquina fotográfica e emprestei a minha para o sargento. O vôo foi curto, apenas seis minutos. Demos tanta sorte, que encontramos um avião para transporte de tropas, despejando uma nova leva de soldados, no lado guianense. Voando prá lá e prá cá, só no lado brasileiro, os militares fotografavam tudo, e o capitão calculou pelo número de barracas, uns 600 homens, até aquele momento.

Fiz diversas idas e vindas e, numa delas vi o transporte de tropas decolando e virando para a esquerda. Exclamei para o capitão: eles vem pra cima de nós! Como é que você sabe? Perguntou. Viraram para a esquerda, que é o lado do Brasil e, não da Guiana, respondi. Girei imediatamente a proa para Uiramutã e, ao nivelar o avião, o capitão me disse muito sério: estamos na linha de tiro deles! Foi então que olhando para a direita, vi à curta distância e, na porta lateral do transporte, um soldado branco, com um fuzil na mão.

Confesso que foi um grande susto! O coração parecia-me bater duas e falhar uma. Quem conhece a região, sabe que ali naquela parte, o Maú é um rio muito sinuoso. Enfiei o avião fazendo zig-zag nesses meandros, esperando conseguir chegar em Uiramutã. Se atiraram, não ficamos sabendo, mas após o pouso, havia muita gente na pista, que fica juntinho das casas. Agitadas, contaram que aquele avião tinha girado duas vezes sobre nós e a cidade, tomando rumo de Lethen, na Guiana, onde há uma pista asfaltada, defronte de Bomfim, cidade brasileira na fronteira.

Com esse fato, angustiou-se mais ainda a população, na certeza de que a invasão era iminente. O capitão determinou ao sargento e a mim, que fizessemos imediatamente um relatório minucioso, para ser envido ao comando da PM, em Boa Vista e partiu acelerado de volta ao pelotão de fronteira no BV 8.

Na delegacia, o sargento retirou o filme da minha máquina fotográfica, para enviar ao seu comando e eu datilografei um completo relatório que ele colocou em código e transmitiu via rádio para Boa Vista. Naquela época, o chefe da S2 da PM ( Seção de Inteligência), era o major Bornéo.

Uns quatro dias depois que cheguei desse giro das compras de diamantes, tocou a campainha da minha casa, um major do Exército. Apresentou-se e pediu-me para ler um papel, que não era outro, senão aquele mesmo que eu datilografara em Uiramutã , e do qual o comando da PM enviara cópia para o comando do Exército em Boa Vista. Após ler e confirmar que era aquilo mesmo, pediu-me para assinar, o que fiz. Compreendi que tinha sido testemunha de algo grande, maior do que eu poderia imaginar, e pedi então ao major, para dizer o que estava acontecendo, uma vez que parte daquilo eu já sabia. Concordou em contar, desde que eu entendesse bem que aquilo era absolutamente confidencial e informação de segurança nacional. Concordei.

Disse o major, que a embaixada brasileira em Georgetown tinha informado ao Itamarati, que dois vasos de guerra, um inglês e outro, americano, haviam fundeado longe do porto, e que grandes helicópteros de transporte de tropas, estavam voando continuamente para o continente, sem que tivesse sido possível determinar o local para onde iam e o motivo.

Caboclos guianenses (índios aculturados) tinham contado para caboclos brasileiros em Bomfim, cidade de Roraima na fronteira, terem os americanos montado uma base militar logo atrás da grande serra Cuano-Cuano, que por ser muito alta e próxima, vê-se perfeitamente da cidade. O Exército brasileiro agiu com presteza, e infiltrou dois majores através da fronteira, e do alto daquela serra, durante dois dias, filmaram e fotografaram tudo. Agora, com os fatos ocorridos em Orinduike, próximo de Uiramutã, nossa fronteira Norte, fechava-se o entendimento do que estava acontecendo.

E o que estava acontecendo? As pressões internacionais para a demarcação da Raposa / Serra do Sol apertavam, na certeza de que o Presidente Itamar Franco assinaria o decreto. Em seguida, a ONU, atendendo aos "insistentes pedidos dos povos indígenas de Roraima", determinaria a criação de um enclave indígena sob a sua tutela, e aí nasceria a primeira nação indígena do mundo. Aquelas tropas americanas e as inglesas, eram para garantir militarmente a tomada de posse da área e a "nova nação".

Até a capital já estava escolhida: seria a maloca da Raposa, estrategicamente localizada na margem da rodovia que corta toda a região de Este para Oeste, e divide geográfica e perfeitamente a região das serras daquela dos lavrados roraimenses – que são os campos naturais e cerrados.

Itamar Franco – suponho – deve ter sido alertado para o tamanho da encrenca militar que viria, e o fato é que, nunca assinou a demarcação.

Nessa mesma ocasião (para relembrar: era começo de setembro de 1993), estava em final de preparativos, o exercício periódico e conjunto das Forças Armadas nacionais, na cidade de Ourinhos, margem do rio Paranapanema, próxima de Sta. Cruz do Rio Pardo e Assis, em São Paulo, e Cambará e Jacarezinho, no Paraná.

Com as alarmantes notícias vindas de Roraima, o Alto Comando das Forças Armadas mudou o planejamento, que passou a chamar-se "OPERAÇÃO SURUMU" e, como já estava tudo engrenado, enviou as tropas para Roraima. Foi assim que à partir da madrugada de 27 de setembro de 1993, dois aviões da VARIG, durante vários dias, Búfalos, Hércules e Bandeirantes despejaram tropas em Roraima. Não cabendo todas as aeronaves militares dentro da Base Aérea, o pátio civil do aeroporto ficou coalhado de aviões militares. Chegaram também os caças e muitos Tucano. Veio artilharia anti-aérea, localizada nas cercanias de Surumu, e foi inclusive expedido um aviso para todos os piloto civis, sobre áreas nas quais estava proibido o sobrevôo, sob risco de abate.

Tendo como Chefe do Comando Militar da Amazônia (CMA), o general de Exército José Sampaio Maia – ex-comandante do CIGS em Manaus, e como árbitro da Operação Surumu, o general de Brigada Luíz Alberto Fragoso Peret Antunes (general Peret), os rios Maú, Uailã e Urariquera enxamearam de "voadeiras" cheias de soldados. Aviões de caça fizeram dezenas de vôos razantes nas fronteiras do Norte. O Exército também participou com a sua aviação de helicópteros, que contou com 350 homens do 1º, 2º e 3º esquadrões, trazendo 15 Pantera (HM-1) e 4 Esquilos, que fizeram um total de 750 horas de vôo. Vieram também cerca de 150 páraquedistas militares e gente treinada em guerra na selva. A Marinha e a Força Aérea contribuíram com um número não declarado de homens, navios e aeronaves.

Dessa maneira, não tendo Itamar Franco assinado o decreto de demarcação da Raposa / Serra do Sol e, vindo essas forças militares para demonstrar que a entrada de soldados americanos e ingleses em Roraima, não seria feita sem grande baixas, "melou" e arrefeceu a intenção internacional de apossar-se desta parte da Amazônia, mas não desistiram.

Decepcionando muito, embora sendo outro o contexto político internacional, Lula fez a homologação dessa área indígena, contestada documentalmente no Supremo Tribunal e, ainda tentou à revelia de uma decisão judicial, retirar "na marra", os fazendeiros e rizicultores ("arrozeiros") dessa área, que como muita gente sabe – inclusive os contrários – tem dentro dela propriedades regularmente documentadas com mais de 100 anos de escritura pública e registro, no tempo em que Roraima nem existia, e as terras eram do Amazonas. Agora, entretanto, os interesses difusos e estranhos de muitas ONGs, dizem na internet, que esses proprietários são "invasores", quando até o antigo órgão anterior ao INCRA, demarcou e titulou áreas nessa região, e que a FUNAI, chamada a manifestar-se, disse por escrito, que não tinha interesse nas terras e que nelas, até aquela ocasião, não havia índios.

As ONGs continuam a fazer pressão, e convém não descuidar, porque nada indica que vão desistir de conseguir essas terras "para os índios", e de graça, levarem além de 1 milhão e 700 mil hectares – quase o tamanho de Sergipe – tudo o mais que elas tem: ouro, imensas jazidas de diamantes, coríndon, safira de azul intenso, turmalina preta, topázio, rutilo, nióbio, urânio, manganês, calcáreo, petróleo, afora a vastidão das terras planas, propícias à lavoura, área quase do mesmo tamanho onde Mato Grosso planta soja que fez a sua riqueza.

Isso, é o que já sabemos, porque uma parte disso foi divulgada numa pesquisa da CPRM – Cia. de Pesquisa de Recursos Minerais, em agosto de 1988 (iniciada em 1983), chamada de Projeto Maú, que qualifica essa parte da Raposa/Serra do Sol, como uma das mais ricas em diamantes no Brasil, sendo o mais extenso depósito aluvional de Roraima, muito superior ao Quinô, Suapi, Cotingo, Uailã e Cabo Sobral. Essa pesquisa foi inicialmente conduzida pelo geólogo João Orestes Schneider Santos e, posteriormente, pelo também geólogo, Raimundo de Jesus Gato D´Antona, que foi até o final do projeto, constatando a possibilidade da existência de até mais de 3 milhões de quilates de diamantes e 600 Kg de ouro. Basta conferir a cotação do ouro e diamantes, para saber o que valem aquelas barrancas do rio Mau, só num pequeno trecho.

A "desgraça" de Roraima é ser conhecida internacionalmente na geologia, como a maior Província Mineral já descoberta no planeta. Nada menos que isso!

E o que ainda não sabemos? Essa pesquisa, feita em pouco mais de 100 quilômetros de barranca do rio, cubou e atestou a imensa riqueza diamantífera da área. Entretanto, o Estado de Roraima ainda tem coríndon, manganês, calcáreo e urânio, afora mais de 2 milhões e 100 mil hectares de terras planas agricultáveis, melhores que aquelas onde plantam soja no Mato Grosso.
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:O QUE ACONTECE QUANDO BEBEMOS REFRIGERANTES.


Primeiros 10 minutos:

10 colheres de chá de açúcar batem no seu corpo, 100% do recomendado diariamente.

Você não vomita imediatamente pelo doce extremo, porque o ácido fosfórico corta o gosto.

20 minutos:

O nível de açúcar em seu sangue estoura, forçando um jorro de insulina.

O fígado responde transformando todo o açúcar que recebe em gordura. (É muito para este momento em particular.)

40 minutos:

A absorção de cafeína está completa. Suas pupilas dilatam, a pressão sanguínea sobe, o fígado responde bombeando mais açúcar na corrente.

Os receptores de adenosina no cérebro são bloqueados para evitar tonteiras.

45 minutos:

O corpo aumenta a produção de dopamina, estimulando os centros de prazer do corpo. (Fisicamente, funciona como a heroína.)

50 minutos:

O ácido fosfórico empurra cálcio, magnésio e zinco para o intestino grosso, aumentando o metabolismo.

As altas doses de açúcar e outros adoçantes aumentam a excreção de cálcio na urina.

60 minutos:

As propriedades diuréticas da cafeína entram em ação. Você urina.

Agora é garantido que porá para fora cálcio, magnésio e zinco, os quais seus ossos precisariam.

Conforme a onda abaixa você sofrerá um choque de açúcar.

Ficará irritadiço.

Você já terá posto para fora tudo que estava no refrigerante, mas não sem antes ter posto para fora, junto, coisas das quais farão falta ao seu organismo.

Pense nisso antes de beber refrigerantes.

Se não puder evitá-los, modere sua ingestão!

Prefira sucos naturais sem açúcares.

Seu corpo agradece!*

Frase da semana


RATO QUE IMITA LEÃO VIRA MACACO.

3 de jan. de 2009

Uma de mineirim pra alegrar o sábado

Mineirim, miudinho, todo tímido embarca no ônibus de BH para Resplendor.
Seu colega de poltrona, um baita dum home de 2 metro de altura, com cara de poucos amigos.
O homão no maior ronco e mineirim todo enjoado com as curvas da estrada.
A certa altura mineirim não agüenta e vomita todo o jantar no peito do homão de 2 metro de altura por 2 de largura.
Mineirim no maior desespero e o baita sujeito ainda roncando.
Chegando em Valadares o homão acorda, passa a mão no peito todo melecado e gosmento.
Olha indignado e confuso pro mineirim, que imediatamente bate a mão no seu ombro e pergunta:
- Ocê Miorô?

Popeye, o marinheiro mais famoso do mundo, é de domínio público na Europa


Popeye, o marinheiro movido a espinafre que gera US$ 2,17 bilhões anuais em vendas, promete neste ano virar personagem de batalhas judiciais pelo mundo. Os direitos autorais dos desenhos originais expiraram no dia 1º de janeiro de 2009, entrando em domínio público de acordo com a lei da União Européia, que restringe o uso das imagens até 70 anos após a morte do autor. Elzie Segar, o cartunista norte-americano que criou o Popeye, morreu em 1938.

Segundo o jornal The Times, agora qualquer um pode imprimir e vender posters, camisetas e adesivos com a imagem do Popeye e mesmo utilizar sua imagem em novos quadrinhos, sem a necessidade de pedir autorização ou pagar royalties. A marca “Popeye”, no entanto, pertence à empresa King Features, que deve proteger seus direitos de forma “agressiva”.

- Os desenhos de Segar estão em domínio público, o que significa que qualquer um pode utilizá-los em camisas, posters e cartões abrindo espaço para um negócio de sucesso. Mas se você vender um boneco ou uma lata de espinafre do Popeye, pode estar infringindo uma marca registrada - explica ao The Times Mark Owen, especialista em propriedade intelectual.

Já nos EUA a lei é diferente, protegendo os direitos autorais até 95 anos após o primeiro copyright. Ou seja, na América do Norte Popeye tem dono até 2024 - um ano depois da entrada em domínio público de outro personagem mundialmente conhecido, o Mickey Mouse.

FONTE: O Globo

Historia (falsa) da música flor de lis


Circula na Internet que Djavan teve uma mulher chamada Maria, os dois teriam uma filha que se chamaria Margarida, mas sua mulher teve um problema na hora do parto e ele teria que optar por sua mulher ou por sua filha. Ele pediu ao médico que fizesse tudo que pudesse para salvar as duas, mas o destino foi duro e a mulher e a filha faleceram no parto.

Agora é possível "sentir" a letra da música. Conhecendo esta breve história passamos a ouvir a música sob novo contexto, entendendo como a dor pode ser transformada em poema e arte.

"Flor de Lis"


Valei-me, Deus! É o fim do nosso amor
Perdoa, por favor, eu sei que o erro aconteceu.
Mas não sei o que fez, tudo mudar de vez.
Onde foi que eu errei?
Eu só sei que amei, que amei, que amei, que amei.

Será talvez que a minha ilusão, foi dar meu coração,
com toda força, pra essa moça me fazer feliz,
e o destino não quis, me ver como raiz de uma flor de lis.
E foi assim que eu vi nosso amor na poeira, poeira.
Morto na beleza fria de Maria.

E o meu jardim da vida ressecou, morreu.
Do pé que brotou Maria, nem Margarida nasceu.
E o meu jardim da vida ressecou, morreu.
Do pé que brotou Maria, nem Margarida nasceu.

Djavan Caetano Viana (Maceió, 27 de janeiro de 1949) é um cantor, compositor e violonista brasileiro. Djavan combina tradicionais ritmos sul-americanos com música popular da América, Europa e África.

A verdadeira história da música
Um dos melhores compositores brasileiros revelados na década de 1970, o alagoano Djvan tem em “Flor de Lis” a canção que o projetou. Enquanto sua letra sobre um romance desfeito não se prende a nenhuma mensagem específica, a idéia da música, segundo Djvan, “foi construir uma melodia linear com a harmonia dançando, para lhe dar mais sabor”. Essa linearidade pode ser exemplificada pela freqüência da nota mi, repetida 24 vezes nos oito primeiros compassos “Valei-me Deus / é o fim do nosso amor / perdoa por favor / eu sei que o erro aconteceu / mas não sei o que fez...”), contendo ainda o mesmo trecho uma progressão harmônica com sete acordes diferentes, quase todos sobre esta mesma nota. A melodia prossegue nessa linha, realçando o jogo harmônico, cuja originalidade estabeleceu a certeza de que um novo talento surgia na MPB. Destaque no elepê de estréia do autor – A voz, o violão e música de Djavan – “Flor de Lis” não mostra ainda alguns dos elementos que marcariam o estilo de seu trabalho posterior.

Do livro “A Canção no Tempo – 85 anos de músicas brasileiras – Vol. 2: 1958-1985”

De Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello

2 de jan. de 2009

Leonardo Boff explica:



'No intervalo de uma mesa-redonda sobre religião e paz entre os povos, na qual ambos participávamos, eu, maliciosamente, mas também com interesse teológico, lhe perguntei em meu inglês capenga:

- 'Santidade, qual é a melhor religião?'

Esperava que ele dissesse:

'É o budismo tibetano' ou 'São as religiões orientais, muito mais antigas do que o cristianismo.'

O Dalai Lama fez uma pequena pausa, deu um sorriso, me olhou bem nos olhos - o que me desconcertou um pouco, por que eu sabia da malícia contida na pergunta - e afirmou:

'A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus.

É aquela que te faz melhor.'

Para sair da perplexidade diante de tão sábia resposta, voltei a perguntar:

- 'O que me faz melhor?'

Respondeu ele:

- 'Aquilo que te faz mais compassivo (e aí senti a ressonância tibetana, budista, taoísta de sua resposta), aquilo que te faz mais sensível, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário, mais responsável...

A religião que conseguir fazer isso de ti é a melhor religião...'

Calei, maravilhado, e até os dias de hoje estou ruminando sua resposta sábia e irrefutável.

Aurélio:

Compassivo = revela compaixão.

Sensível = Que recebe facilmente as sensações externas.

Desapegado = desinteressado.

Amoroso = terno, meigo.

Humanitário = Que visa ao bem-estar dos seus semelhantes.

Responsável = Que responde pelos próprios atos ou pelos de outrem.

TESE DE MESTRADO NA USP por um PSICÓLOGO

O HOMEM TORNA-SE TUDO OU NADA, CONFORME A EDUCAÇÃO QUE RECEBE'

Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível'

Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da 'invisibilidade pública'. Ele comprovou que, em geral, as pessoas enxergam apenas a função social do outro.
Quem não está bem posicionado sob esse critério, vira mera sombra social.

Plínio Delphino, Diário de São Paulo.


O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seres invisíveis, sem nome'. Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.

Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida:

'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica o pesquisador.

O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano. 'Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão', diz.

Apesar do castigo do sol forte, do trabalho pesado e das humilhações diárias, segundo o psicólogo, são acolhedores com quem os enxerga. E encontram no silêncio a defesa contra quem os ignora.

Diário - Como é que você teve essa idéia?

Fernando Braga da Costa - Meu orientador desde a graduação, o professor José Moura Gonçalves Filho, sugeriu aos alunos, como uma das provas de avaliação, que a gente se engajasse numa tarefa proletária. Uma forma de atividade profissional que não exigisse qualificação técnica nem acadêmica. Então, basicamente, profissões das classes pobres.

Com que objetivo?

A função do meu mestrado era compreender e analisar a condição de trabalho deles (os garis), e a maneira como eles estão inseridos na cena pública. Ou seja, estudar a condição moral e psicológica a qual eles estão sujeitos dentro da sociedade. Outro nível de investigação, que vai ser priorizado agora no doutorado, é
analisar e verificar as barreiras e as aberturas que se operam no encontro do psicólogo social com os garis.

Que barreiras são essas, que aberturas são essas, e como se dá a aproximação?

Quando você começou a trabalhar, os garis notaram que se tratava de um estudante fazendo pesquisa?

Eu vesti um uniforme que era todo vermelho, boné, camisa e tal. Chegando lá eu tinha a expectativa de me apresentar como novo funcionário, recém-contratado pela USP pra varrer rua com eles. Mas os garis sacaram logo, entretanto nada me disseram. Existe uma coisa típica dos garis: são pessoas vindas do Nordeste, negros ou mulatos em geral. Eu sou branquelo, mas isso talvez não seja o diferencial, porque muitos garis ali são brancos também.
Você tem uma série de fatores que são ainda mais determinantes, como a maneira de falarmos, o modo de a gente olhar ou de posicionar o nosso corpo, a maneira como gesticulamos.. Os garis conseguem definir essa diferenças com algumas frases que são simplesmente formidáveis.

Dê um exemplo.

Nós estávamos varrendo e, em determinado momento, comecei a papear com um dos garis. De repente, ele viu um sujeito de 35 ou 40 anos de idade, subindo a rua a pé, muito bem arrumado com uma pastinha de couro na mão. O sujeito passou pela gente e não nos cumprimentou, o que é comum nessas situações. O gari, sem se referir claramente ao homem que acabara de passar, virou-se pra mim e começou a falar: 'É Fernando, quando o sujeito vem andando você logo sabe se o cabra é do dinheiro ou não. Porque peão anda macio, quase não faz barulho. Já o pessoal da outra classe você só ouve o toc-toc dos passos. E
quando a gente está esperando o trem logo percebe também: o peão fica todo encolhidinho olhando pra baixo. Eles não. Ficam com olhar só por cima de toda a
peãozada, segurando a pastinha na mão'.

Quanto tempo depois eles falaram sobre essa percepção de que você era diferente?

Isso não precisou nem ser comentado, porque os fatos no primeiro dia de trabalho já deixaram muito claro que eles sabiam que eu não era um gari. Fui tratado de uma forma completamente diferente. Os garis são carregados na caçamba da caminhonete junto com as ferramentas. É como se eles fossem ferramentas também. Eles não deixaram eu viajar na caçamba, quiseram que eu fosse na cabine. Tive de insistir muito para poder viajar com eles na caçamba. Chegando no
lugar de trabalho, continuaram me tratando diferente. As vassouras eram todas muito velhas. A única vassoura nova já estava reservada para mim. Não me deixaram usar a pá e a enxada, porque era um serviço mais pesado. Eles fizeram questão de que eu trabalhasse só com a vassoura e, mesmo assim, num lugar mais limpinho, e isso tudo foi dando a dimensão de que os garis sabiam que eu não tinha a mesma origem socioeconômica deles.

Quer dizer que eles se diminuíram com a sua presença?

Não foi uma questão de se menosprezar, mas sim de me proteger.

Eles testaram você?

No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada, parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse: 'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E eu bebi. Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar comigo, a contar piada, brincar.

O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?

Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito ruim. O meu corpo tremia como se eu não o dominasse,
uma angustia, e a tampa da cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar, não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.

E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou?

Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se aproximando -
professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse passando por um poste, uma árvore, um orelhão.

E quando você volta para casa, para seu mundo real?

Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador. Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo nome. São tratados como se fossem uma 'COISA'.


*Ser IGNORADO é uma das piores sensações que existem na vida!

Essa tem que pensar...

Numa reunião de cientistas, aparece subitamente uma fada.
Ela diz para um deles: o senhor sempre foi uma pessoa muito sensível e humana e fui
encarregada de lhe ofertar um dos três poderes a seguir: saúde perfeita
com grande longevidade, riqueza imensa ou sabedoria infinita.
O cientista escolhe imediatamente "sabedoria infinita".
A fada dá-lhe um toque com a varinha de condão e desaparece.
Todos olham assombrados para o ungido, esperado uma reação.
Ele pára, olha em volta e declara: "Eu devia ter escolhido 'riqueza imensa'".

1 de jan. de 2009

O RIACHÃO


Acabei de ler O Riachão do escritor, jornalista, poeta, cronista e trovador tarauacaense Raimundo Rodrigues.
Um livro para quem quer voltar no tempo (ou não), e redescobrir o sofrimento sempre do mais fraco, aquele em que sempre a corda arrebenta no lado dele. Riachão é um romance poético, é saudade pura, é recordação.
Pelo menos esse teve um final feliz, coisa rara de se ver, em terra de onde quem manda é o dinheiro, o coronealismo reinante contra classe operária, riachão é uma aula de história, riachão é passado, ou não?

Receita de ano novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo

cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,


Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido


(mal vivido talvez ou sem sentido)


para você ganhar um ano


não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,


mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;


novo


até no coração das coisas menos percebidas


(a começar pelo seu interior)


novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,


mas com ele se come, se passeia,


se ama, se compreende, se trabalha,


você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,


não precisa expedir nem receber mensagens


(planta recebe mensagens?


passa telegramas?).




Não precisa fazer lista de boas intençõespara arquivá-las na gaveta.


Não precisa chorar de arrependido


pelas besteiras consumadas nem parvamente acreditar


que por decreto da esperança


a partir de janeiro as coisas mudem


e seja tudo claridade, recompensa,


justiça entre os homens e as nações,


liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,


direitos respeitados, começando


pelo direito augusto de viver.




Para ganhar um Ano Novo


que mereça este nome,


você, meu caro, tem de merecê-lo,


tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,


mas tente, experimente, consciente.


É dentro de você que o Ano Novo


cochila e espera desde sempre.




Texto de Carlos Drummond de Andrade extraído do "Jornal do Brasil", Dezembro/1997.