8 de jan. de 2009

LAMBANÇA



Nos últimos dias foram muitas as situações que me fizeram refletir sobre “política”. O que é afinal política? Por que muitos não gostam ou talvez não saibam da sua importância. São muitas as perguntas que cercavam o pleito eleitoral. O povo cheio de dúvidas, à deriva dos que fazem politicagem e pouco se preocupam em apresentar boas propostas, que tenham como principal objetivo atender o povo, este que tem um grande poder nas mãos.
O poder é algo abstrato, que emana do povo, segundo nossa Constituição Federal, mas o povo sabe, por exemplo, qual é o papel do vereador? Uma pesquisa feita pelo jornal da BAND no Rio de Janeiro, constatou que, de 50 pessoas entrevistadas sobre qual seria o papel do vereador, apenas 7 delas sabiam a resposta. A realidade dos cariocas é outra, claro! Todavia o acesso ao conhecimento é mais amplo. Imagine em nosso Estado onde muitas pessoas ainda vivem isoladas e, o meio de comunicação mais utilizado é o rádio.
O fato é que muitas coisas não podem passa despercebidas, como a compra de votos, concepção errada do que é política, do que é ética. Conhecer a história de quem estamos votando é um fator determinante na decisão do voto. Pensar no voto como uma atitude de mudança, é algo primordial. Analisar as propostas dos candidatos é importante, pois podemos fazer comparações e defender aquela que é melhor para o bem estar de nossa população.
Na verdade, fiquei indignada com tantos que continuam prometendo e não fazem nada, há políticos para todos os gostos: aqueles que estão no poder desde a década de 90, graças à compra de votos e achando-se os bons, mas na verdade só ganham porque passam quatro anos roubando o dinheiro do povo. Não podemos esquecer-nos dos novos que estão sonhando em levantar um bom patrimônio, e para isso contam com a participação dos seus amigos que foram na balsa e têm uma boa experiência, porém esses não irão dar conselhos agora, visto que estão contando, o dinheiro que sobrou da compra de votos e dos bois que estão no pasto. É claro não desistem nunca! Já inclusive estão pensando numa maneira de aliar – se com o prefeito eleito e conseguir alguma coisa. Então os novos têm que esperar um pouquinho para receber algumas aulas dos mestres.
Ah! Mas se você caro amigo leitor, acha que acabou, está muito enganado. Eu não falei que havia de tudo, há aqueles que se elegem com a ajuda da família e garantem emprego até pra prima do marido da irmã. É confuso, mas é isso aí! Na hora da distribuição dos empregos, é uma lambança daquelas. Um diz: “ei, deixar essa vaga pra mim, pois o meu sobrinho termina o ensino médio esse ano e já é hora dele trabalhar”, outro diz: “Ah temos que ser honestos pelos menos na repartição dos empregos, afinal somos amigos”. E o prefeito será que entra na festa? Este tem agora grandes amigos capazes de perder até a família para prestar solidariedade ao nosso ilustre prefeito, que irá garantir o nome na folha de pagamento somente daqueles que lhe foram fiéis, os outros, sinto muito, prefiro não comentar!
E os eleitores que venderam seu voto ainda vão até seus candidatos, agora eleitos, e dizem:” agora aquela ajudar vai dar certo”. E o assessor do candidato, que é também filho, diz: “puxa! Agora você vai ter que esperar, pois ele viajou, sabe como é trabalhou muito precisava de férias”. E todas às vezes a desculpa é mais ou menos a mesma, interessante!
No entanto nem tudo está perdido, resta à primeira dama, esta que é advogada dos excluídos da sociedade. Opa! Ela também viajou, estava muito cansada, mas com o coração bom que tem e o compromisso de zelar pelo povo, vai garantir um sacolão aos que enfrentam as enchentes. Afinal! Eles só comem neste período!
Este texto não é um manual de boa política, entretanto, um desabafo de quem sonha com dias melhores, com um país justo, com igualdade social. Isso não é querer demais, é apenas uma questão ideológica. Aqui não é necessário roubar do povo, pois a idéia é que todos tenham uma vida digna, capaz de garantir, educação, saúde, habitação, e etc.
Não é utopia, mas somente a união da classe trabalhadora reivindicando seus direitos, assegurados constitucionalmente. Não podemos esquecer-nos de um ponto importante: educação! É preciso educar o nosso povo, valendo uma reciclagem na pedagogia tradicional. Hoje, é necessário educar a partir de nossa realidade, ou seja, contextualizar. Necessitamos incluir na vida escolar das crianças e jovens o tema “política”. A idéia é familiarizar-se, pois temos que deixar de ouvir “eu não gosto de política”, sendo que esta é que definirá os próximos acontecimentos de nossa sociedade.
A proposta é formar pessoas conscientes, capazes de votar porque defendem uma ideologia, não se vendem por uma cota dos cofres públicos ou que se deixam corromper pelos políticos profissionais. O desafio é grande, todavia a vontade de mudança é maior. Temos de refletir sobres nossas atitudes, pois serão reflexos no futuro de milhares.
Por: Sionete Vianna
Fonte: blog do Accioly

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Atenção:
Comentários ofensivos a mim ou qualquer outra pessoa não serão aceitos.