27 de nov. de 2013

EUA DESAFIAM CHINA E ENVIAM B-52 A ZONA DE DEFESA AÉREA


DIÁRIO DO GRANDE ABC - Dois caças-bombardeiros B-52 dos Estados Unidos sobrevoaram um grupo de ilhas disputadas entre Japão e China no Mar da China Oriental sem informar Pequim, disseram fontes norte-americanas nesta terça-feira, em um desafio direto a Pequim e sua decisão de expandir sua zona de defesa aérea.
Os aviões voaram de Guam e entraram na nova Zona de Identificação e Defesa Aérea Chinesa por volta das 19h de ontem, no horário de Washington, informou uma fonte dos EUA. Eles ficaram menos de uma hora cruzando o céu do Pacífico, onde não encontraram problemas.

Embora os EUA insistam que a missão de treinamento foi planejada há muito tempo e não tem relação com a nova Zona de Defesa Aérea da China, o voo ocorreu dias depois de o governo chinês ter divulgado um mapa e um novo conjunto de regras que regem a zona.
Durante a expansão, a Zona de Identificação e Defesa Aérea passou a incluir o grupo de ilhas, disputado tanto pela China quanto pelo Japão. As novas regras incluem notificações para autoridades chinesas sobre planos de voos, sujeitos a medidas militares de emergência.

As ilhas, fonte de tensão crescente entre os governos envolvidos, são chamadas de Diaoyu pelos chineses e conhecidas como Senkaku pelos japoneses.

O especialista da Marinha chinesa Zhang Junshe, citado pela Agência Xinhua, disse que outras nações não precisam ficar alarmadas, pois a nova zona não deve ser considerada uma medida preventiva contra qualquer país vizinho.

O voo dos B-52s fez parte de um exercício planejado chamado Coral Lightening, disseram as fontes norte-americanas. Os caças-bombardeiros não estavam armados e não foram acompanhados por aviões de escolta. 
Fontes: Dow Jones Newswires e Associated Press.

26 de nov. de 2013

PETROBRÁS TEM PIOR SITUAÇÃO DA DÉCADA E PRECISA DE REAJUSTE, DIZ JORNAL

 Primeira logo da Petrobras, de 1953
Do UOL, em São Paulo - A Petrobras está com a pior situação financeira em mais de uma década, segundo uma análise dos principais números da empresa, divulgada nesta terça-feira (26) pelo jornal "Valor Econômico".

Uma observação dos indicadores nos últimos 19 anos mostra, segundo o jornal, que a situação financeira da estatal atualmente se compara apenas com aquela vista no fim da década de 1990, quando o tamanho era metade do atual em termos de produção, e a cotação do petróleo oscilava, em média, abaixo de US$ 20, ante os mais de US$ 100 atuais.

A saída urgente, agora, na avaliação da própria empresa, de analistas e observadores ouvidos pelo "Valor", com a condição de não terem os nomes informados, é adotar a fórmula pretendida pela companhia que permita maior previsibilidade dos reajustes de preços.

No momento, a direção da estatal negocia com o governo federal --sócio majoritário da empresa-- uma fórmula de reajuste automático para a gasolina e o diesel, proposta pela Petrobras. O governo resiste a aprovar essa fórmula, segundo a Folha.

O aumento nos preços é cobrado pela Petrobras, como forma de alinhar os preços internos de derivados de petróleo aos valores internacionais, cotados em dólar.

A Petrobras compra derivados de petróleo no exterior por um preço maior do que vende no mercado interno. A medida é uma forma de ajudar o governo no controle da inflação.

Como as negociações internacionais são feitas em dólar, a valorização da moeda norte-americana no ano, que já chegou a 20% em 2013, prejudica os resultados da petrolífera.

EM SESSÃO TUMULTUADA, SENADO APROVA VOTO ABERTO PARA CASSAÇÕES DE MANDATOS E VETOS PRESIDENCIAIS

Senadores participam de sessão na qual a PEC 43/2013, que prevê o fim do voto secreto em todas as decisões do Legislativo, foi aprovada com alterações nesta terça-feira (26)

Em uma sessão tumultada, o plenário do Senado aprovou com mudanças em  segundo turno a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do Voto Aberto, que prevê o fim do voto secreto no Legislativo

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil - Em 28 de outubro de 2013, em votação secreta, a Câmara manteve o mandato de Natan Donadon (ex-PMDB-RO), condenado pelo Supremo. Com quórum de menos de 410 deputados, 233 votaram a favor de sua cassação, 131 contra e houve 41 abstenções. Para cassá-lo, eram necessários 257 votos, o que representa a metade do total de deputados mais um voto.

O deputado foi acusado de participação em desvio de cerca de R$ 8 milhões da Assembleia Legislativa de Rondônia em simulação de contratos de publicidade.

O caso Donadon foi o que inspirou a Câmara a votar a PEC do Voto Aberto, projeto que foi ao Senado, que precisa ainda aprová-la em segundo turno.

O texto-base da PEC 43/2013, de autoria do ex-deputado Luiz Antônio Fleury (PTB-SP), foi aprovado por 58 votos a favor, quatro votos contra e nenhuma abstenção. A matéria estabelece que serão abertas as votações de cassações de mandatos parlamentares e de vetos presidenciais.

O texto havia sido aprovado em primeiro turno pela Casa no dia 13 deste mês e, antes disso, por unanimidade pela Câmara dos Deputados.

A proposta remetida pela Câmara previa também a abertura do voto para indicações de autoridades e eleições das mesas diretoras das duas Casas, mas a maioria dos senadores considerou que isso poderia prejudicar a independência deles em relação ao Executivo.

Como os senadores rejeitaram parte do texto da Câmara e aprovaram o restante, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou a intenção de promulgar o trecho que é consensual. Ele disse que vai se reunir com a Mesa Diretora das duas Casas para tratar da parte que foi rejeitada pelos senadores.

Destaques 
Chegaram a ser apresentados três requerimentos de destaques, que são pedidos para votação em separado de trechos do texto principal da proposta. O autor dos pedidos foi o senador Romero Jucá (PMDB-RR).

Em uma votação apertada -- 31 a 29--, os senadores rejeitaram um dos requerimentos que pedia a exclusão de casos de vetos presidenciais. Os outros dois foram aprovados pela maioria dos parlamentares.

Por 41 votos a 16, o plenário rejeitou a manutenção no texto-base da PEC dos artigos que proíbiam o voto secreto nas decisões da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e que estendia a proibição às Assembleias Legislativas dos Estados, à Câmara Legislativa do Distrito Federal e às Câmaras Municipais. 

E por 40 votos favoráveis, 21 contrários e duas abstenções, os senadores decidiram manter as regras atuais para exame de indicações de autoridades, que é em votação secreta.  

A proposta de pôr fim ao voto secreto ganhou força no Congresso após a sessão em que a Câmara, no final do mês de agosto deste ano, manteve o mandato do deputado Natan Donadon (sem partido-RO), condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a 13 anos de prisão por peculato e formação de quadrilha. Na opinião de especialistas, o voto aberto poderia ter evitado esse resultado.

Sessão tumultuada

A votação da PEC que acaba com o voto secreto foi tumultuada desde o início. Assim que a sessão foi aberta, o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) apresentou questão de ordem para que fossem retirados os requerimentos de destaque, que poderiam alterar a PEC. 

"Os cortes [na PEC] são antiregimentais. Eu questiono essa mutilação que querem fazer na proposta", afirmou Rollemberg. 

O presidente Renan Calheiros (PMDB-AL) indeferiu a questão, argumentando que a "apreciação dos requerimentos é normal, regimental e constitucional, pois requerimento de destaque é procedimento de votação e não emenda". 

A discussão em torno da questão durou cerca de uma hora e meia da sessão. Diante do apelo de vários senadores, Rollemberg retirou a questão de pauta.

Após isso, a forma de votação dos pedidos de destaque também causou bate-boca no plenário. A votação simbólica de dois dos requerimentos --por meio da manifestação dos líderes e não de forma nominal-- gerou críticas contra o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL).

O senador Mário Couto (PSDB-PA) criticou a condução da votação. "Isso foi na marra. Em repúdio, a minoria se retira e não vai votar mais", disse. (Com Agências Brasil e Senado)

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ESTAVA EM FRENTE À CÂMARA MUNICIPAL DURANTE A MANHÃ

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A rede particular do Estado de Minas Gerais lidera o ranking nacional com seis instituições entre as 20 com as maiores médias do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2012 por escola. Para obter esse ordenamento, o UOL calculou a média das quatro provas objetivas do exame (linguagem, matemática, ciências humanas e da natureza).

EscolaRedeUFTotal de alunosAlunos participantesMédia geral*
COLEGIO BERNOULLI - UNIDADE LOURDESPRIVADAMG252234722,15
COLEGIO ELITE VALE DO ACOPRIVADAMG3232720,89
COL DE SAO BENTOPRIVADARJ7676712,79
COL DE APLICACAO DA UFV - COLUNIFEDERALMG158155706,22
VERTICE COLEGIO UNIDADE IIPRIVADASP6561705,56
COLEGIO SANTO AGOSTINHO UNIDADE NOVA LIMAPRIVADAMG4545695,88
COLEGIO HELYOSPRIVADABA3231695,55
COLEGIO MAGNUM AGOSTINIANO - NOVA FLORESTAPRIVADAMG206205694,67
COLEGIO DE APLICACAO DO CE DA UFPEFEDERALPE5050692,42
COLEGIO ANGLO LEONARDO DA VINCIPRIVADASP1515692,07
COLEGIO SANTO AGOSTINHO - NLPRIVADARJ190182691,24
COLEGIO SANTO AGOSTINHOPRIVADARJ185184690,05
COLEGIO CRUZEIRO-CENTROPRIVADARJ8585689,80
COLEGIO WRPRIVADAGO299290689,43
COLEGIO IPIRANGAPRIVADARJ3533686,87
MOBILE COLEGIOPRIVADASP145120685,50
COLEGIO SANTA MARCELINAPRIVADAMG5552684,76
ANGLO - LEONARDO DA VINCI COLEGIOPRIVADASP2321682,99
CEV COLEGIO UNIDADE JOCKEYPRIVADAPI3533681,94
SANTA CRUZ COLEGIOPRIVADASP231129681,47
  • *O cálculo da média foi feito somando as notas das quatro provas objetivas e dividindo por quatro. A nota da redação não entra na soma, pois a correção não é feita com a TRI
  • Fonte: MEC/Inep
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ESTÁ AI UM GRANDE PROBLEMA QUE AFETA A HUMANIDADE

IMAGEM DO DIA - UVAS DE TARAUACÁ

FOTO: HIROSHI ODAM

TRÊS EM CADA QUATRO MUNICÍPIO DO NORDESTE ESTÃO EM EMERGÊNCIA PELA SECA

Carlos Madeiro
Do UOL, em Maceió 


O agravamento da seca no Nordeste levou a região a ter recorde de municípios em situação de emergência em 2013. Por conta da estiagem prolongada, considerada a mais intensa nos últimos 50 anos, três de cada quatro municípios estão na situação excepcional e recebem apoio dos governos estaduais e federal para abastecer comunidades.

Segundo dados da Secretaria Nacional de Defesa Civil, 1.332 municípios tiveram a situação de emergência reconhecida pelo governo federal por estiagem ou seca, o que representa 74,2% de todas as cidades nordestinas.

Outros dez municípios da região também decretaram emergência, mas por erosão marinha ou problemas causados por chuvas, fechando a lista com 1.342 municípios.

Há situações também neste ano de municípios que decretaram emergência por estiagem e enxurradas. Foram os casos de Iaçu, Itaquara e Santa Luzia, todos na Bahia.

Em 2012, então recorde de decretos de emergência reconhecidos pela Secretaria Nacional, foram 1.224 portarias entre os municípios do Nordeste.

Estados mais atingidos
Percentualmente, o Ceará é o Estado mais afetado. Dos 184 municípios, 177 –ou 96% do total-- estão em emergência pela seca.

Segundo o coordenador da Defesa Civil do Ceará, coronel Hélcio Queiroz, o problema é a localização do Estado, que está praticamente todo inserido na região do semiárido.

MUNICÍPIOS DO NORDESTE MAIS AFETADOS PELA SECA (NOV.2012 A NOV.2013)
Laboratório de Processamento de Imagens da Ufal/Divulgação
"Este momento é o mais crítico que temos, pois nossa estação chuvosa acontece em fevereiro, março. Estamos agora no ápice da estiagem, com um período natural sem chuvas. Normalmente em dezembro começam algumas chuvas, mas são de baixa intensidade, insuficientes", disse.

Queiroz afirma que a principal dificuldade do sertanejo é a distribuição de água. "O Estado está com as reservas marcando 34%, em média. Estamos com algumas ações, alguns poços têm conseguido suprir, temos adutoras emergenciais, que ajudaram para que algumas municípios saíssem do colapso de abastecimento", explicou.

Segundo o proprietário Severino da Silva, de 48 anos, os ossos só foram encontrados porque o "tanque" onde estavam soterrados ficou completamente seco, devido à falta de chuvas na região Diogenes Barbosa/Jornal Vanguarda
Já a Bahia é o Estado com maior número de municípios atingidos: 276 em emergência pela longa estiagem neste ano.

O coordenador da Defesa Civil da Bahia, Salvador Brito, afirma que a situação neste ano está ainda mais preocupante que 2012. "Já estamos no final de novembro, e a gente vê a situação está pior do que a do ano passado. Em algumas regiões, como no oeste, não tivemos chuva ainda. Isso está preocupando", explicou.

Segundo Brito, algumas regiões tiveram chuva, mas em pouca quantidade. "Onde choveu não foi suficiente para restabelecer a normalidade. A nossa preocupação é que as previsões não são muito animadoras. Estamos com uma operação estadual com 330 carros-pipa atuando, fora a operação do Exército", explicou.

Os gastos com a realização de festa de Carnaval serão controlados em 139 municípios do Rio Grande do Norte que estão em estado de calamidade devido à estiagem desde o ano passado. A recomendação do MPC (Ministério Público de Contas), feita na última terça-feira (15), abrange também prefeituras do Estado que estão com folhas salariais em atraso 

Pior que 2012
Segundo o meteorologista Humberto Barbosa, mapas de satélite mostram que a seca está mais intensa em muitas regiões do Nordeste.

"A área atingida pela seca em 2013 é visivelmente maior do que a de 2012. Esse mapa também revela que áreas de degradação dos solos aumentaram na região semiárida do Nordeste em função da seca prolongada neste ano", explicou, citando que a Bahia foi o Estado que mais viu áreas degradadas pela seca crescerem.

Ainda de acordo o meteorologista, ainda é cedo para fazer previsões sobre a quadra chuvosa de 2014. "Somente em meados de dezembro deve ser feita a primeira previsão", disse Barbosa.

25 de nov. de 2013

CARGUEIRO DA EMBRAER VOA EM 2014


KC-390 foi incluído no PAC e está focado na ampla demanda internacional por esse tipo de aeronave

ROBERTO GODOY - O Estado de S.Paulo- O gigante está trancado em uma sala grande como ele mesmo, um prédio inteiro para acomodar com folga o corpo de 35 metros. O modelo em escala real do novo jato da Embraer, o cargueiro militar KC-390, criado para cumprir várias missões, fica isolado na reservada unidade de Eugênio de Melo, a 20 quilômetros da sede da empresa em São José dos Campos. O jato em modelagem ainda está sem as asas - seriam necessários outros 35 metros.

Do mesmo local, há pouco menos de 40 anos, o Brasil influenciou guerras travadas no Oriente Médio e no norte da África, armou Exércitos latinos e equipou ex-colônias portuguesas. Em certa época, o complexo de Eugênio de Melo abrigou a extinta Engesa - de onde saíram os blindados batizados com nomes de serpentes brasileiras, Urutu e Cascavel.

O tempo é outro e a influência está regida pelo mercado. O KC-390 é uma iniciativa focada na ampla demanda internacional detectada pela Embraer - cerca de 700 aeronaves desse tipo serão negociadas em dez anos por US$ 50 bilhões. "Acreditamos que poderemos entrar na disputa por alguma coisa como 15% desse total, na faixa de 105 unidades", diz o presidente da Embraer Defesa e Segurança, Luiz Carlos Aguiar.

Incluído no Programa de Aceleração do Crescimento - o PAC da presidente Dilma Rousseff -, o cargueiro e reabastecedor vai custar R$ 4,9 bilhões até a fase de construção dos 2 protótipos de desenvolvimento. A propriedade intelectual é da FAB. A etapa de encomendas pode chegar a mais R$ 3 bilhões - ao longo de 12 anos, estima o Ministério da Defesa.

O programa já acumula 60 cartas de intenção de compra emitidas por seis diferentes governos: Brasil (28 jatos), Colômbia (12), Chile (6), Argentina (6), Portugal (6) e República Checa (2). "Penso que, mais uma vez, chegamos na hora certa em um segmento restrito, não atendido pelas ações tradicionais", diz Aguiar.

De fato, o nicho está virtualmente vago. O principal concorrente é nobre: o poderoso Hércules C-130J, o mais recente arranjo da Lockheed-Martin, para o seu quadrimotor turboélice. A primeira versão voou faz 60 anos. Até 2010, haviam sido entregues 2.500 deles para 70 clientes.

O KC-390 leva vantagem em quase tudo, a começar pelo fato de estar saindo agora das telas dos engenheiros de projeto. Mais que isso, transporta 23 toneladas contra os 20 mil quilos do C-130. Voa a 860 km/hora, mais alto, a 10,5 mil metros, e a um custo significativamente menor.

A concorrência de outras fontes é rarefeita e não se encaixa exatamente no mesmo viés, como é o caso do japonês Kawasaki C-2, em teste desde 2010, ou do europeu A-400M. Os dois são maiores e têm valor de aquisição elevado, de US$ 120 milhões a US$ 180 milhões. O modelo da Embraer fica na faixa pouco superior a US$ 80 milhões. E carrega tecnologia embarcada de última geração.

Os motores, por exemplo, permitem a operação nas pistas não pavimentadas e sem acabamento. As turbinas V-2500 da americana International Aero Engines não estão sujeitas à sucção de detritos. Todo o projeto (veja o infográfico) utiliza conceitos avançados.

O pessoal. Na Embraer, o grupo de profissionais que trabalha no desenvolvimento do cargueiro e avião-tanque para reabastecimento em voo, é conhecido como "o pessoal do KC".

Jovens quase todos, como o engenheiro Rodrigo Salgado, de 34 anos. Formado na escola de Itajubá, sul de Minas, trabalha na empresa há 11 anos. No programa, cuida dos aviônicos e da integração dos sistemas. Considera a possibilidade de conviver com o produto ainda por muito tempo, decorrência "do desenvolvimento contínuo e da atualização das funções".

De olho na impressionante cabine, repleta de telas digitais, terminais móveis e painéis de instrumentos que dão ao módulo ares de ônibus espacial, um piloto de ensaios da Força Aérea torcia para estar na equipe dos testes, previstos para o primeiro semestre de 2015. Combatente, "com mais de 2 mil horas de voo" em supersônicos, e contemplado com um curso de especialização de custo estimado em US$ 1,2 milhão, o oficial avalia o advento do KC-390 na Aeronáutica "pelo valor estratégico: a aviação militar do País será capaz de se manter no ar, em quaisquer condições, com aeronaves de abastecimento, de ataque, transporte e inteligência, todas de projeto e fabricação próprios".

O gigante da Embraer é parte de um acordo de cooperação entre a EDS e a Boeing. A composição abrange o compartilhamento de conhecimento tecnológico e avaliação conjunta de mercados. É um bom modelo. A Boeing produz transportadores de carga e reabastecedores em voo há não menos de 45 anos. A Embraer é inovadora e imbatível em redução de custos. Conforme Luiz Aguiar, a análise dos mercados potenciais incluirá clientes que não haviam sido considerados nas projeções iniciais para o KC-390. É uma forma cuidadosa de dizer que os alvos passam a incluir países como a Itália e, talvez, mesmo os Estados Unidos.

Nota do Blog: O Vídeo colocado pelo editor do blog não faz parte da matéria original do Estadão. O termo 'DA EMBRAER' é muito forte, já que a mesma não produz motores e aviônicos. No mais, é um belo desenho.

NOTA DE ESCLARECIMETO – 25/11/2013

Em virtude de propagação errônea de informação em redes sociais, a Câmara Municipal de Tarauacá através da Mesa Diretora vem esclarecer o seguinte:

Dr. Jasone Ferreira da Silva, ex-prefeito e atualmente médico deste município, excepcional pessoa que nos honra com sua presença em nosso convívio, foi convidado a receber o Título de Cidadão Tarauacaense no último dia 19, indicado pelo Vereador Lulu Neri. Infelizmente, e alheio à nossa vontade, o mesmo não pode comparecer, mas esta Casa afirma que ele foi uma das primeiras pessoas a ser lembrada. Inclusive seu Título encontra-se nesta Casa Legislativa para ser entregue.

NOVA MODALIDADE DE LUTA EM TARAUACÁ - BRIGA DE PLACAS

TOMARA QUE ISSO NÃO EMPLAQUE. ALÉM DE ESTAR TAPANDO UMA PLACA INFORMATIVA OFICIAL, É PARA O BEM DA NÃO POLUIÇÃO VISUAL DO MUNICÍPIO

PREFEITURA DE RIO BRANCO LANÇOU UM EXCELENTE LIVRO SOBRE O SEU CENTENÁRIO



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O ESTRATÉGICO NIÓBIO


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net - Por Adriano Benayon- As chapas de ferro-nióbio são o principal dos produtos do nióbio nas exportações brasileiras, tendo totalizado US$ 4,8 bilhões, de 1996 a 2013. Somamos os dados, ano a ano, que estão na tabela do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. 
O mercado é fechado, estando concentrado em poucas empresas importadoras e pouquíssimas empresas  exportadoras. São transações entre empresas dos mesmos grupos ou entre grupos associados. A CBMM, de Araxá, que exporta 90% do total, vende o produto às suas próprias subsidiárias no exterior.

O preço seria muito mais alto, se houvesse mercados abertos ou algum tipo de concorrência, a não ser entre indústrias utilizadoras do metal.

A Bolsa de Metais de Londres não informa sobre negociações com o nióbio. Muitas fontes dizem que o nióbio não é negociado nessa bolsa nem em outras. 

Encontrei na internet notícia recente, 6 de setembro,  da Bolsa de Metais de Bejing (Pekim) nestes termos: “Os preços do nióbio metálico a 99,9% de pureza permanecem estáveis em 115 a 120 dólares por quilo, na Comunidade de Estados Independentes.” [Rússia, Ucrânia e outros]

Guardei também uma cotação, de 22.02.2011, do sítio eletrônico “chemicool.com/elements/niobium”, de nióbio puro (óxido de nióbio), a US$ 18,00 por 100g, ou seja, US$ 180 por quilo.  Além disso, outra do mesmo ano, em que barra de nióbio era cotada a U$ 315,79/quilo.

Isso é mais de 10 vezes o preço oficial da exportação brasileira desse insumo, i.é., US$ 30,00 por quilo, no último ano.  Já o preço oficial da chapa de ferro-nióbio é menor ainda (R$ 25,00), mesmo porque não se refere propriamente ao nióbio incorporado  às chapas de ferro-nióbio, nas quais o conteúdo de nióbio é diminuto, embora suficiente para lhes dar qualidade muitíssimo acima das outras ligas metálicas.

Para ter uma ideia, o preço oficial das exportações das chapas de ferro-silício e ferro-manganês, têm estado em US$ 1,77 e US$ 2,25, respectivamente. Dez vezes inferiores aos do ferro-nióbio.

Embora o óxido de nióbio tenha muito valor no exterior, mormente transformado, após o processo de redução, ele é de pouca significação nas exportações oficiais brasileiras.  O valor oficial de suas vendas ao exterior quase dobrou de 2009 para 2010, mas não é expressivo: foi para US$ 44 milhões, com preço médio de US$ 30,00, para quase 1.500 toneladas.

Esse preço de um produto processado em pouco supera o do minério bruto, que vem associado ao tântalo e ao vanádio. As exportações oficiais desse minério chegaram, em 2012, a quase US$ 50 milhões, com valor unitário  de US$ 24,00.

Note-se que as mineradoras instaladas no Brasil, a CBMM e a Anglo-American, têm, com as chapas de ferro-nióbio, receita 36 vezes maior que a obtida com o minério bruto e 41 vezes maior que a obtida com  o óxido de nióbio, mesmo contando-se só suas provavelmente subfaturadas exportações.

Devem isso à iniciativa do professor Bautista Vidal, titular, nos anos 70, da Secretaria de Tecnologia Industrial. Ele mobilizou técnicos para criar o processo de incorporar o óxido às ligas metálicas, através do Departamento de Engenharia de Materiais - da Escola de Engenharia de Lorena- USP.

As exportações oficiais das chapas de ferro-nióbio certamente não chegam a US$ 6 bilhões, desde que começaram, nos anos 80,  até hoje. Pois, em 1996,  o volume ainda era diminuto, e os preços, muito baixos. De então até 2013, conforme a Tabela do MDIC, foram US$ 4,8 bilhões.

Causa, pois  surpresa esta notícia da Agência Bloomberg, dos EUA, publicada em 03/03/2013, no Valor Econômico: “ Família mais rica do Brasil fez US$ 13 bilhões com o sonho do nióbio”.

Nela foi reportado: “Ela [a CBMM, Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração] vale pelo menos US$ 13 bilhões, baseado na venda da família de uma parte de 30% para um grupo de produtores de aço asiático por US$ 3,9 bilhões em 2011”.

O dado mais notável da notícia da Bloomberg/Valor Econômico é este: “ ... os herdeiros de Moreira Salles, a família mais rica do Brasil, seus quatro filhos, Fernando, Pedro, João e Walter, controlam uma fortuna combinada de US$ 27 bilhões, segundo o ‘Bloomberg Billionaires Index’ ”.

Levando em conta que o outro patrimônio mais importante do grupo Moreira Salles era o UNIBANCO, um banco que, há alguns anos, entrou em dificuldades e foi absorvido pelo Itaú,  parece nebuloso como foi possível acumular US$ 27 bilhões, com os lucros decorrentes fundamentalmente das exportações de nióbio, valoradas conforme as cifras oficiais.

De fato, os lucros disso para a CBMM não poderiam passar muito de US$ 1 bilhão, diante destes fatos: 1) faturamento de  $ 6 bilhões; 2) mesmo que os lucros tivessem sido sempre 50% do faturamento, não passariam de US$ 3 bilhões; 3) até 2007, a CBMM só tinha 50% das ações, além de que a tecnologia e o provável controle serem da Molybdenum Corp; dos EUA, do grupo Rockefeller; 4) desde 2011, há grupos siderúrgicos asiáticos com 30% de participação na CBMM; 5) a CODEMIG (estatal de Minas Gerais) tem 25% de participação nos “lucros operacionais” da CBMM; 6) 10% das exportações oficiais provêm da Anglo-American.

Com cerca de US$ 1 bilhão de lucros acumulados, e mais os US$ 3,9 bilhões da venda de 30% do capital da CBMM, admitindo que tenham ido inteiramente para o grupo Moreira Salles, ainda se fica muito longe dos US$ 27 bilhões referidos na notícia mencionada.

Fica, pois, demonstrado que o Brasil está longe de ter, em seu proveito, as receitas reais ou, no mínimo, as receitas reais possíveis, da extração de seu subsolo de um metal tão precioso e estratégico como o nióbio.

A Constituição nasceu com deficiências, e até fraudes, como a que privilegia o serviço da dívida, e foi sendo emendada, quase que invariavelmente, para pior. E o que tem de bom, fica, nas atuais condições, sem serventia. Exemplo: a propriedade do subsolo e dos recursos minerais definidos como bens da União (art. 20, VIII, IX e X).

Seria a base para garantir o interesse do País nessa área. Entretanto, o Estado tornou-se demissionário: praticamente tudo é objeto de concessões. No caso da principal reserva de nióbio, a União a cedeu ao Estado de Minas. Este, depois de mais de trinta anos de concessão à CBMM, renovou-a, em 2003, por mais 30 anos, sem licitação.

Cabe indagar por que as coisas são assim? Creio que vêm de longe e se foram agravando. Aí pelos anos 50, alguns líderes ainda tentavam consolidar a consciência dos interesses nacionais, e o País fazia progressos para o desenvolvimento. Nisso, o País sofreu intervenções, como a conspiração que derrubou Vargas em 1954. Logo após esse golpe, foram dados privilégios às empresas transnacionais, cujos carteis foram esmagando, em crescente quantidade, promissoras indústrias nacionais.

Isso acentuou-se sob JK, com a mesma política de atração de capitais estrangeiros, a qual fez implantar o cartel da indústria automobilística. Esse, até hoje, produz déficits externos e ainda se ceva de isenções fiscais e subsídios da União, dos Estados e dos Municípios.

Ora, a desnacionalização  implica inviabilizar o desenvolvimento tecnológico e faz que o apoio governamental à ciência e a tecnologia seja,  na maior parte, desperdiçado, pois as tecnologias só se desenvolvem em empresas atuantes no mercado. E dele as nacionais têm hoje poucos nichos.  A consequência é a  desindustrialização, entendida não só como regressão à produção primária, mas também como confinamento da indústria a produções de baixo valor agregado.

Os capitais estrangeiros tornaram-se dominantes inclusive na informação, nas comunicações e na política. As políticas passaram a ser desenhadas no seu interesse. Entre os inumeráveis exemplos, está a lei Kandir, que isenta a exportação, inclusive de produtos primários, de IPI, ICMS e contribuições sociais. Primeiro lei complementar, ela ganhou mais status em 2003: através de EC, foi incorporada à Constituição.

Então, a sociedade fica sem forças para reagir, já que os empresários industriais nacionais foram dizimados, e os que restam são acuados por políticas adversas. Tampouco os trabalhadores estão bem organizados para defenderem o País, o que seria a própria defesa deles.
Tivesse o País evoluído nos últimos 59 anos, a economia ter-se-ia diversificado para patamares crescentes de intensidade tecnológica, e, como no quartzo para os chips e a eletrônica avançada, o  nióbio estaria sendo utilizado, em grande escala, nos bens de altíssimo valor agregado.
Nesse caso, não estaríamos falando das perdas atuais com subpreços. Nem precisaríamos lembrar que nosso percentual da oferta do nióbio  é muito maior que a de todos os membros da OPEP, juntos, no tocante ao petróleo. Poderíamos criar a Bolsa do Nióbio e defender seus preços.

E ganharíamos centenas de vezes mais ao fabricarmos bens de elevada tecnologia, competitivos, livres dos carteis e de grupos concentradores.

Esse padrão de desenvolvimento e de consciência dos interesses nacionais, por parte das lideranças políticas, faria  conhecer o real valor do nióbio e de outros recursos naturais, e, assim,  eles não seriam alienados por praticamente nada. O Brasil teria também ganhado poder suficiente para defender seu povo e seus bens.

[Notas: 1) a CBMM pertence à holding financeira, Brasil Warrants, originalmente Brazilian Warrants, adquirida em Londres, a qual seria controlada pela família Moreira Salles; 2) documentos oficiais classificam como de seu interesse estratégico dos EUA as reservas de nióbio situadas em Araxá (MG), concedidas à CMBB e Catalão (GO), à mineradora britânica Anglo-American.]

Adriano Benayon, Economista, é Autor de “Globalização versus Desenvolvimento”.