27 de jun de 2016

MARINHA DA BOLÍVIA - PAÍS SEM ACESSO AO MAR - USA CARRO ROUBADO NO BRASIL


Veículo foi apreendido pelo Departamento de Operações de Fronteira do Mato Grosso do Sul

O veículo foi identificado graças ao número do chassi 

blastingnews - O Departamento de Operações de Fronteira do Mato Grosso do Sul fez uma apreensão curiosa no último sábado (18). Durante uma operação policial na fronteira com a Bolívia, os policiais do departamento pararam uma viatura da marinha daquele país. O fato por si só é curioso, já que a Bolívia não tem acesso ao mar. Mas o que chamou a atenção dos policias foi que a viatura - uma Ford F 250 de cor prata, com as cores da marinha da Bolívia  - é, na verdade, um veículo roubado no Brasil, em 2006, na cidade de Curitiba. 

O veículo estava com a logomarca da Polícia Militar Naval da Marinha da Bolívia, e era conduzido pelo militar Ever Inarico Gomes, de 23 anos. O militar foi preso pelo crime de receptação e levado para uma delegacia civil de Corumbá. O carro, com pintura bastante desgastada, estava com placas bolivianas, e sua real procedência só foi descoberta após os policiais do DOF realizarem uma vistoria no chassi e no motor do veículo. O caso foi registrado como recuperação de veículo objeto de roubo.

Marinha sem mar

A Bolívia possui uma marinha, chamada oficialmente de Armada de Bolivia ou Fuerza Naval de Bolivia, mas não tem acesso ao mar. O país perdeu seu acesso ao Oceano Pacífico durante uma guerra contra o Chile, em 1884. Atualmente a força naval do país navega apenas no lago Titicaca, que faz fronteira entre esta nação e o Peru, e em rios. O Titicaca é considerado o maior lago da América Latina. Sem ter como navegar os oceanos, a marinha boliviana não possui frota naval. Seu papel envolve controlar, patrulhar e transportar unidades militares pelos lagos e rios da nação. A Armada de Bolivia possui cerca de cinco mil marinheiros.

O governo da Bolívia negocia com países vizinhos o acesso ao mar. Um oficial da força, em entrevista ao jornal britânico The Guardian, afirmou que "existe uma injustiça histórica clara e a marinha boliviana foi criada para servir como um protesto perante o mundo inteiro”.

O militar preso com o carro roubado faz parte da Polícia Militar Naval da Marinha. Esta subdivisão é responsável por realizar operações de proteção a pessoas importantes, segurança física e patrulha de instalações. 

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