26 de set. de 2022

Uma nova ordem mundial surgirá das cinzas da supremacia dos EUA

Por Marco Carnelos - À medida que a globalização e o domínio financeiro americano desmoronam, devemos prestar atenção ao papel do Sul Global

A ordem mundial está desaparecendo e ainda não há uma ideia clara sobre a próxima.

Demorou apenas 30 anos. A Guerra Fria terminou, mas uma paz calorosa durou apenas uma década. Os pilares da ordem mundial baseada em regras liderada pelos EUA – neoliberalismo, economia de livre mercado, finanças não regulamentadas e globalização – estão agora todos em questão.

No alvorecer do século XXI, a história e a natureza começaram a reivindicar assertivamente suas prerrogativas de uma humanidade superconfiante e arrogante. Os eventos de 11 de setembro e as longas guerras americanas no Iraque e no Afeganistão mancharam a liderança unipolar dos EUA e sua superioridade militar. A Pax Americana está em retirada desde então.

A crise financeira global de 2008 levantou dúvidas sobre uma economia gananciosa, especulativa, superfinanciada e subregulada. As consequências foram duras medidas de austeridade, espalhando uma enorme desigualdade; os dados mais recentes dos EUA e do Reino Unido são assustadores.

Teorias econômicas monetaristas duradouras foram deixadas de lado, enquanto imprimir dinheiro se tornou o novo normal nos EUA e na UE. A confiança cega no papel de equilíbrio do mercado, a chamada mão invisível, foi abalada. Os resgates financeiros e a pandemia de Covid-19 mostraram que é necessária uma mão visível, a do Estado. Políticos, economistas e especialistas neoliberais subitamente esqueceram o que pregavam há décadas.

Após 150 anos de intrusões e calamidades imperiais, a China despertou lentamente e recuperou o papel que teve durante a maior parte dos últimos dois milênios como a principal potência econômica do mundo. E foi ainda mais longe, tornando-se um poder tecnológico impressionante (com exemplos como 5G, inteligência artificial e computação quântica) e um poder militar em expansão.

Isso fez soar o alarme em Washington. Os EUA ficaram chocados com a ascensão da China e continuam relutantes em compartilhar sua hegemonia global há muito estabelecida.

Crise climática

Quanto à natureza – depois de ter sido dizimada pela atividade humana e principalmente pela industrialização ocidental – agora está ameaçando o planeta com uma crise climática acelerada, enquanto pandemias como a Covid-19 apresentam uma nova ameaça disruptiva para a humanidade.

A crise energética levou a algumas dúvidas sobre a revolução verde, já que até Elon Musk, da Tesla, sustenta que os combustíveis fósseis ainda são necessários. Reduzir as emissões globais é um processo mais complicado quando a economia mundial caminha para a recessão.

A raiva pelo presente e o medo pelo futuro – com a assustadora perspectiva de que as gerações seguintes terão uma vida pior do que a nossa – parecem ser os marcadores distintivos do nosso tempo.

Em circunstâncias tão perturbadoras, pode-se esperar que as principais nações do mundo arregacem as mangas e, juntas, enfrentem essa grande variedade de desafios. Sem chance: em vez disso, o sistema mundial está se fraturando ainda mais. O estopim foi a invasão da Ucrânia pela Rússia, mas as condições já existiam muito antes da guerra. Em outras palavras, embora o presidente russo Vladimir Putin seja o principal vilão aqui, ele não é o único.

Ler as folhas de chá corretamente é, portanto, crucial. Mas a mídia ocidental já errou na cobertura da recente cúpula da Organização de Cooperação de Shangai, procurando obsessivamente por uma divisão entre China e Rússia quando a verdadeira notícia era a longa fila de países dispostos a ingressar na organização.

Irã e Bielorrússia foram admitidos, e outros poderão ser adicionados em breve, incluindo Egito, Turquia, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait e Emirados Árabes Unidos. Aliás, são todos aliados e parceiros dos EUA.

Embora seja verdade que Moscou e Pequim tenham opiniões diferentes sobre muitas questões, a sorte está lançada. Eles estão no mesmo barco, com até a Economist reconhecendo esse fato. A China está se preparando para que os EUA e a UE tomem a mesma posição contra Pequim que tomou contra Moscou e, assim, estão aumentando seus esforços para ser o mais independente possível em tecnologia, energia, alimentos e finanças.

Dólar usado como arma

Um evento importante deve ocorrer na China no próximo mês, quando Xi Jinping deve ser reconduzido como o principal líder do país para um terceiro mandato sem precedentes que pode abrir caminho para sua nomeação vitalícia. E em novembro, as eleições de meio de mandato dos EUA determinarão se o governo Biden pode continuar sua agenda ambiciosa, tanto dentro quanto fora do país. Uma semana depois, a Cúpula do G20 na Indonésia mostrará como as relações estão evoluindo entre os blocos do Sul Global e do Norte Global.

O que está claro agora é que a globalização está desmoronando. Como Zoltan Pozsar, do Credit Suisse, resumiu com maestria, a globalização foi alimentada pelo gás barato da Rússia para a Europa e produtos baratos da China para os EUA, que sustentavam o sonho consumista americano. O sistema também se baseou no domínio financeiro americano construído sobre o dólar americano como moeda de reserva global e, por décadas, foi dotado de inflação baixa e taxas de juros zero.

Esta situação não existe mais. A hegemonia financeira dos EUA é menos tolerada, pois o dólar foi excessivamente usado como arma contra qualquer um que não se alinha com as posições de Washington.

As principais palavras-chave agora são dissociação e reshoring, diante de cadeias de suprimentos globais cada vez mais interrompidas. Cortada da energia barata da Rússia, a Europa está adotando alternativas muito mais caras. Os EUA e a China estão cada vez mais se desvinculando, sem sequer perguntar quais impactos podem resultar do corte de cadeias de suprimentos e fluxos financeiros.

Guerra econômica

Enquanto uma guerra real está ocorrendo na Ucrânia, uma guerra econômica global está se desenvolvendo entre os EUA, a UE e a Rússia e, em breve, a China. O Sul Global está observando, esperando permanecer em cima do muro, mas também pode se envolver economicamente. Os EUA estão ponderando sanções secundárias contra países que não se alinham com suas sanções contra a Rússia, e uma situação semelhante pode ocorrer em um futuro próximo em relação à China.

O inverno está chegando. A Europa está pronta para começar o racionamento de energia, enquanto os EUA deixaram claro que não podem ajudar. Quarenta CEOs de produtores de metal europeus, reunidos sob a bandeira da Eurometaux, emitiram este mês uma carta conjunta às instituições da UE, alertando que seu setor enfrenta uma ameaça existencial de altos custos de energia.

Em nível global, o Banco Mundial acaba de divulgar um relatório afirmando que “a economia global está no meio de um dos episódios mais síncronos internacionalmente de aperto das políticas monetária e fiscal das últimas cinco décadas”. Entre suas conclusões está que uma recessão global pode ser iminente.

A ordem mundial baseada em regras liderada pelos EUA tem sido frequentemente implementada com viés, mas sua crise também se deve ao surgimento mundial de diferentes valores, particularmente na China, na Rússia e no Sul Global. O sistema global pode estar evoluindo ao longo das linhas civilizacionais.

Há um século, o intelectual francês René Guénon advertiu contra uma civilização ocidental excessivamente materialista e individualista; algumas décadas depois, o historiador Arnold Toynbee deixou claro que o Ocidente não podia fingir ser o único modelo a seguir.

Hoje, é necessária uma recalibração da ordem mundial – e para funcionar de forma adequada e justa, deve ser baseada em valores amplamente compartilhados, refletindo nossa nova realidade mais caleidoscópica.

*Marco Carnelos é um ex-diplomata italiano. Ele foi designado para a Somália, Austrália e as Nações Unidas. Ele serviu na equipe de política externa de três primeiros-ministros italianos entre 1995 e 2011. Mais recentemente, ele foi enviado especial do coordenador do processo de paz no Oriente Médio para a Síria para o governo italiano e, até novembro de 2017, embaixador da Itália no Iraque.

É HORA DA ITÁLIA!

 

BC estabelece limite de cobrança de taxas nas máquinas de cartão

Resolução passa a vigorar em 1° de abril de 2023

Andreia Verdélio - O Banco Central estabeleceu limites para a cobrança da tarifa de intercâmbio (TIC) e para o prazo de liquidação de operações de cartões pré-pagos e de cartões de débito. A TIC é a remuneração paga ao emissor do cartão, a cada transação, pelo credenciador do estabelecimento comercial, que é quem aluga as maquininhas de cartão para os comerciantes.

A nova regulação estabelece o limite máximo de 0,5% a ser aplicado em qualquer transação de cartões de débito e 0,7% aplicado em qualquer transação de cartões pré-pagos. Também deverá ser obedecido o mesmo prazo para disponibilização dos recursos aos estabelecimentos comerciais, independentemente de o cartão ser de débito ou pré-pago.

A resolução foi foi adotada pelo BC após consulta pública e passa a vigorar a partir de 1º de abril de 2023. Segundo o órgão, esta tarifa representa um custo que o credenciador repassa ao estabelecimento comercial que, por sua vez, repassa ao consumidor.

“As medidas visam a aumentar a eficiência do ecossistema de pagamentos, estimular o uso de instrumentos de pagamentos mais baratos, possibilitando a redução dos custos de aceitação desses cartões aos estabelecimentos comerciais, além de possibilitar reduções de custo de produtos aos consumidores finais, de forma a proporcionar benefícios para toda a sociedade”, explicou em nota.

Segundo a autarquia a medida também aumenta a transparência para os participantes do mercado quanto aos custos envolvidos na transação e facilita a supervisão da aplicação da regra.

O BC esclareceu que, em relação à regulamentação anterior, a nova norma simplificou a forma de aplicação do limite para a TIC dos cartões de débito. Antes, havia uma definição cumulativa de média ponderada de 0,5% e valor máximo por transação de 0,8%, agora passará a ser apenas de um percentual máximo por operação. A medida ainda eliminou as exceções previstas para transações não presenciais e com uso de cartões corporativos.

No caso dos cartões pré-pagos, ao estabelecer o limite máximo de TIC, o Banco Central  reconhece a “sua importância para a inclusão financeira da população de menor renda e para a digitalização da atividade de pagamentos, com a consequente redução da utilização dinheiro para realizar pagamentos”. Para o BC, a uniformização do prazo de liquidação das transações, seja com cartões de débito ou pré-pagos, também possibilita melhores condições para a gestão de fluxo de caixa dos estabelecimentos comercias, além de reduzir eventuais custos de antecipação de recebíveis.

Exclusivo: a história por trás da foto sobre o pão ‘nascer’ na lavoura

Imagem faz parte de projeto idealizado por mestra em agronomia, que se propôs a mostrar a realidade do meio rural

Raquel Guadagnin: mais do que um rostinho bonito na web; projeto de comunicação idealizado por uma mestra na área de agronomia 

Foto: Instagram/reprodução

Uma foto que se propõe a mostrar que, graças ao plantio do trigo, o pão “nasce” na terra — e não na padaria. Feito em plena lavoura, o registro mostra uma moça segurando um cartaz com frase referente à origem do alimento tão comum no Brasil e no mundo.

Valorizando o “orgulho de ser agro”, a imagem ganhou vez nas redes sociais. Viralizou. Somente na fan page Quedas do Iguaçu, a postagem a respeito, datada de 29 de agosto, soma mais de 512 mil curtidas, 43 mil compartilhamentos e 25 mil comentários.

Boa parte do público enalteceu o fato de uma jovem se propor a reforçar que sem a semeadura do trigo não há como o tradicional pãozinho ser servido nas padarias espalhadas mundo afora. Houve, porém, quem questionasse a veracidade da foto em questão.

“E é essa princesa do agro que planta e colhe, ou são os trabalhadores rurais?”, questionou um internauta, ao se referir à moça que aparece erguendo o cartaz com os dizeres “tu sabia que o pão não ‘nasce’ na padaria? Ele ‘nasce’ aqui [no campo].”


Mestra em agronomia protagoniza imagem

Foto: Instagram/reprodução

A “princesa” que despertou a ironia de certas pessoas planta e colhe, sim. Mais do que isso: faz parte da quinta geração de uma família que se dedica às culturas de soja, milho e trigo em propriedade rural localizada em Não-Me-Toque, município da região do Planalto Médio, no interior do Rio Grande do Sul.


Criada na lavoura de Não-Me-Toque, Raquel Guadagnin é a autora da foto sobre o “nascimento” do pão. Além de plantar e colher, ela estudou para isso. Graduada em agronomia, ela concluiu neste ano o mestrado em produção e proteção de plantas, pela Universidade de Passo Fundo (UPF).

“Fui ensinada desde criança a amar as plantas, a cuidar da terra, admirar a natureza e conviver em harmonia com ela” — Raquel Guadagnin

“Mas muito mais do que aprender os manejos necessários para produção agrícola, eu fui ensinada desde criança a amar as plantas, a cuidar da terra, admirar a natureza e conviver em harmonia com ela. Tudo isso me proporcionou a valorização do alimento que nos nutre todo santo dia”, comenta Raquel em entrevista ao Canal Rural.


Foto sobre pão faz parte de projeto

Foto: Instagram/reprodução

No contato com a reportagem do Canal Rural, Raquel pontua que a foto não foi mero acaso. Ela conta que o registro faz parte de seu projeto de comunicação digital, pelo qual tem por objetivo central mostrar o dia a dia de quem está na linha de frente da agricultura.

Ação que tem dado certo. A própria Raquel conquistou o status de influenciadora digital. Somente no Instagram, aproxima-se dos 32 mil seguidores. Apesar de ganhar vez nas redes sociais como agroinfluencer, a mestra na área agronômica revela que não esperava viralizar justamente por causa da foto sobre o “nascimento” do pão. “Nem coloquei o meu @ nela”, conta.

Mas uma vez com a foto viralizada, ela detalha como surgiu a ideia de fazer tal registro. Além disso, explica os seus propósitos no âmbito da comunicação em favor do agro e, como produtora rural, avalia quais são os desafios de se trabalhar no meio agrícola.

10 perguntas para a mestra em agronomia Raquel Guadagnin

Foto: Instagram/reprodução

Confira, abaixo, os principais pontos da entrevista exclusiva do Canal Rural com a mestra em agronomia — e agroinfluencer — Raquel Guadagnin:

1 — Quando, onde e por qual razão surgiu a ideia de mostrar que, graças ao plantio do trigo, o pão nasce na lavoura (e não na padaria)?

Como sou filha de produtores rurais, tenho vivência no campo e da agricultura desde a infância, morei na fazenda até os 14 anos. Com isso, sempre acompanhei o passo a passo de tudo que acontecia por lá, o que me proporcionou acompanhar de perto como é o cultivo das culturas de soja, milho e trigo.

Mas muito mais do que aprender os manejos necessários para produção agrícola, fui ensinada desde criança a amar as plantas, a cuidar da terra, admirar a natureza e conviver em harmonia com ela. Tudo isso me proporcionou a valorização do alimento que nos nutre todo santo dia.

Senti que precisava comunicar de alguma forma o campo para a cidade

E ao criar conteúdo no meio digital, comecei a perceber que muitas pessoas não tinham esse conhecimento da origem do nosso alimento. Aí, um certo dia, eu estava na fazenda e era justamente na época em que estava ocorrendo a semeadura do trigo. Senti que precisava comunicar de alguma forma o campo para a cidade.

Comunicar que o início do processo produtivo do pão começava ali, ao lançarmos a semente ao solo. Comunicar que a partir desse trabalho iniciava-se um novo ciclo para a produção dos grãos de trigo, que então dariam origem à farinha e depois ao pão, ao biscoito, à massa, à cerveja e a diversos outros produtos. Assim, a gente pode perceber que, por meio de uma simples foto, há uma grande história.

2 — Somente na fan page Quedas do Iguaçu, a foto onde você aparece no campo com o cartaz sobre o “nascimento” do pão alcançou mais de 500 mil curtidas. Você esperava que tal ação poderia viralizar dessa forma?

Eu já estava produzindo conteúdo há algum tempo, dedicando-me a isso para comunicar o agro. Sabia que algum dia isso iria acontecer, mas de forma alguma pensei que essa seria a foto que iria viralizar, tanto é que eu nem coloquei o meu @ nela. Viralizou e as pessoas nem sabiam que era eu quem tinha produzido.

3 — Diante da repercussão da foto, além de impulsionar o “Orgulho de Ser Agro”, há, por outro lado, algumas críticas e “piadinhas”. Teve gente, por exemplo, que sugeriu que você não trabalharia no ambiente rural. Acredita que o machismo também é algo a se combater dentro do agro?

Não podemos ignorar que existam pessoas que praticam esse ato de maldade chamado machismo. Porém, no momento em que destilamos nosso ódio e a nossa raiva ao próximo, não estamos falando daquela pessoa em si, mas estamos falando de nós mesmos, do que há dentro de nós.

Sendo assim, só há uma forma de combater o machismo e toda a maldade: olhando para si, olhando para dentro, olhando para sua vida, sua história, suas mazelas. Somente assim será possível termos um mundo melhor, quando cada um cuidar de si mesmo e não do outro.

4 — Como mestra na área de agronomia, o que você tem a dizer para quem sugere que você, porventura, não trabalharia no campo?

Tenho consciência dos meus valores e de toda a minha história. Sendo assim, não preciso provar nada a quem está ali somente para acreditar na sua “verdade” e destilar o seu ódio. Eu tenho plena consciência de quem eu sou. E isso basta! No entanto, sugiro para que essas pessoas busquem o autoconhecimento e olhar para dentro de si enquanto está em tempo, pois raiva e ódio podem ser fatais.

5 — Justamente nesse ambiente acadêmico: quais fatores te levaram a decidir cursar agronomia?

Como desde a infância eu tive contato com a natureza e acompanhei meus pais na lida do dia a dia no campo, plantando, cuidando e colhendo as plantas, sempre tive muita curiosidade de saber como tudo funcionava, o invisível aos nossos olhos. Então, quando chegou o momento de escolher o curso de graduação, não tive dúvidas de que eu queria aprender mais sobre as plantas, sobre os insetos, sobre a terra e sobre a natureza.

6 — No Instagram, onde se aproxima dos 32 mil seguidores, você se apresenta como alguém que atua em prol da “comunicação no agro”. Como tem sido essa missão?

Para mim, a missão de comunicar o agro requer uma base forte de estudo, dedicação e vivência prática. Assim, ao longo do caminho vai se construindo uma comunicação cuja base é a verdade.

“O meu propósito de comunicação é mostrar a vivência prática e o dia a dia no campo”

Nenhuma missão é fácil, não nascemos prontos e muitas vezes não estamos preparados para as adversidades que encontramos no caminho. Por isso é necessário muita resiliência e sabedoria para fazer o melhor com o que temos e, dessa forma, seguimos por um propósito: comunicar o nosso agro.

7 — Como você define a sua atividade de comunicadora e influenciadora digital sobre o tema agro?

O meu propósito não é utilizar o meu perfil para combater e debater falsas narrativas sobre o agro. O meu propósito de comunicação é mostrar a vivência prática e o dia a dia no campo. Trazendo a verdade do que acontece nos bastidores, a verdade do que acontece lá na lavoura, a realidade do produtor rural. Tudo isso com o objetivo de levar conhecimento às pessoas sobre o nosso setor por meio do ambiente digital.

8 — Em sua visão, em quais pontos as redes sociais podem ser usadas para expor as realizações do setor da agropecuária brasileira?

Penso que não é uma e nem duas pessoas que irão mudar a visão do mundo comunicando o agro, mas sim uma corrente de pessoas. No caso de nós jovens, já começamos essa trajetória, com muito amor e orgulho das nossas raízes, com cada um comunicando a sua realidade no digital e, consequentemente, tornando essa corrente cada vez maior e mais forte.

9 — Recentemente, você abriu inscrições para o seu primeiro workshop de comunicação agro? Qual o objetivo com essa atividade? Acredita que poderá ajudar produtores rurais a se comunicarem melhor e, assim, também possam ganhar protagonismo na luta contra falsas narrativas disseminadas sobre o setor?

O objetivo do meu workshop de comunicação do agro é mostrar às pessoas a importância da comunicação. Mostrar que a comunicação não é somente criar conteúdos nas redes sociais. A comunicação está em tudo, inclusive lá na fazenda. A comunicação é a base da nossa existência. Estamos comunicando quem somos o tempo todo.

E por que não unirmos a comunicação, que começa desde o momento em que a gente vem ao mundo, com o alimento que nos nutre todo santo dia? Com isso, vamos criando a nossa corrente com uma base sólida e forte para comunicar com muito amor e orgulho as nossas raízes, o nosso agro brasileiro.

10 — E qual a mensagem que você deixaria para quem, por trás de uma tela de computador ou celular, critica o trabalho de quem movimenta o agronegócio brasileiro?

“Deveríamos olhar demoradamente para nós próprios antes de pensarmos em julgar os outros” – Molière.

Direita vence na Itália e Giorgia Meloni vai comandar o país

Nova primeira-ministra critica o globalismo, a ideologia de gênero nas escolas, os movimentos de esquerda e a União Europeia

A nova primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, ao cumprimentar apoiadores pela vitória nas eleições legislativas - 25/09/2022 | Foto: Divulgação/Giorgia Meloni/Instagram

Cristyan Costa - A direita venceu na Itália nesta segunda-feira, 26, mostram pesquisas de boca de urna realizadas no país. A coalizão Irmãos da Itália, uma aliança de três partidos, deve conquistar mais de 60% dos assentos no Parlamento. Dessa forma, a líder dos conservadores, Giorgia Meloni, vai ser a primeira-ministra.


“Se fomos escolhidos para governar este país, nós o faremos por todos os italianos, com a vontade de unir o povo e de nos concentrarmos naquilo que nos une, e não naquilo que nos divide”, disse Giorgia, em um discurso logo depois do anúncio dos resultados. “Chegou a hora da responsabilidade.”


Crítica da União Europeia (UE), Giorgia disse não temer a oposição da UE. A nova primeira-ministra é crítica do globalismo, que, nas palavras dela, “visa a considerar como inimigo tudo o que nos define, tudo o que moldou nossa identidade e civilização”. “A esquerda italiana esqueceu o mundo do trabalho para seguir uma agenda ideológica alheia ao cotidiano do homem comum”, afirmou, em entrevista publicada ontem no jornal Washington Post.

Giorgia defende a revisão de tratados com a UE e a substituição desses acordos por uma “confederação de Estados soberanos”. “Todos na Europa estão preocupados com Giorgia Meloni no governo”, declarou ela, referindo-se a si própria. “Acabou a festa, a Itália vai começar a defender seus interesses.”

Entre outras pautas, Giorgia apoia uma “direita pura e dura”, identifica-se com o lema “Deus, pátria e família” (o mesmo do presidente Bolsonaro) e promete lutar contra os movimentos LGBT+ e feminista, além da ideologia de gênero.

Exército e FAB realizam reunião sobre doutrinas de emprego do KC-390

Guilherme Wiltgen  - Foi realizada a Reunião Preliminar das Experimentações Doutrinárias (Expr Dout) de Lançamento Eletrônico da Aeronave KC-390 e Lançamento Precursor de Bordo para as Operações Especiais.

A atividade, realizada sob coordenação do Comando de Operações Terrestres (COTER), por intermédio do Centro de Doutrina do Exército (C Dout Ex), contou com a participação de militares do Ministério da Defesa, do Comando de Preparo da Força Aérea, do 1º Grupo de Transporte de Tropas (1º GTT) da Força Aérea, da Brigada de Infantaria Pára-quedista e do Comando de Operações Especiais.

O principal objetivo do evento foi realizar o levantamento de recursos e propostas de atividades a serem desenvolvidas nas citadas Expr Dout. Na ocasião, também foram expostas pelo 1º GTT todas as novas capacidades tecnológicas agregadas na nova Anv, que contribuirão para evolução da Doutrina Militar Terrestre e da Doutrina Militar Aérea.


24 de set. de 2022

Bolsonaro cresce em pesquisa e pode vencer eleição no 1º turno

 

O desastre da Argentina que o PT quer trazer para o Brasil

Presidente Alberto Fernández tomou uma série de medidas que prejudicou o agronegócio dos hermanos

Fernández prejudicou o agronegócio da Argentina | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, adotou uma série de práticas que prejudicaram o agronegócio do país. Em uma dessas decisões, o peronista proibiu os produtores rurais de exportarem carne. Resultado: desabastecimento nos supermercados. Mas não é apenas isso.

O governo argentino também criou uma ideia chamada “direito de exportar”. Em todo o mundo, só 11 países adotam essa prática — incluindo Afeganistão, Uzbequistão, Cazaquistão e Rússia. Na prática, essa ideia significa que os produtores rurais precisam pedir permissão às autoridades do país para exportar seus produtos.

Essa mesma política pode ser imposta no Brasil, caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) volte ao Palácio do Planalto. O petista sugeriu reduzir a exportação de carne brasileira, para abastecer o mercado interno.

Atualmente, o Brasil exporta 1 tonelada de carne para cada 4 de milho. Isso é fruto da liberdade que vigora no país. Na Argentina, por sua vez, exporta-se 1 tonelada de carne para cada 40 toneladas de milho.

Em artigo publicado na Edição 131 da Revista Oeste, o economista e analista político argentino Gustavo Segré resume a administração peronista: “Uma das características dos governos populistas de esquerda, que propõem modelos econômicos socialistas, é que são previsíveis”. E vai além: “Por isso, é possível enxergar o resultado das desastrosas políticas na área social, econômica, educativa e de saúde. Um dos indicadores mais importantes para um país está identificado por três letras : PIB — ou Produto Interno Bruto — representa a soma, em valores monetários, de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região, durante determinado período. O socialismo mudou o significado para Pobres, Inflacionados e Burros”.

Ditador esquerdista da Nicarágua tira CNN do ar no país

 

23 de set. de 2022

Chegam ao Brasil mais dois caças Gripen para a FAB


Alexandre Galante - Chega amanhã ao Porto de Navegantes, em Santa Catarina, o navio mercante Minervagracht trazendo mais dois caças Saab F-39E Gripen para a Força Aérea Brasileira. A informação é de Luiz Fernando Nardes, que trabalha na praticagem de Itajaí-SC.

O navio multipropósito Minervagracht é do mesmo armador holandês do navio que transportou os dois primeiros caças Gripen E em abril deste ano.

Após o desembarque no Brasil, as aeronaves deverão seguir para o Centro de Ensaios em Voo do Gripen, em Gavião Peixoto (SP), onde estão os demais caças Gripen da FAB.

Os caças F-39E Gripen deverão iniciar as primeiras operações na Base Aérea de Anápolis em novembro/dezembro de 2022.

Navio multipropósito Minervagracht, armador Spliethoff’s Bevrachtingskantoor BV, Amsterdam

Liga apresenta moção de censura contra von der Leyen

Ao anunciar esta sexta-feira a moção de censura contra Ursula von der Leyen, Salvini disse que a presidente da CE fez "uma ameaça esquálida, uma invasão de campo que não foi solicitada"

       © EPA/GIUSEPPE LAMI

DN/Lusa - A Liga declarou esta sexta-feira que apresentará uma moção de censura contra a presidente da Comissão Europeia, alegando que Ursula von der Leyen prometeu tratar a Itália como fez com Hungria e Polónia, se a direita vencer as eleições italianas.

A presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula Von der Leyen, disse na quinta-feira que se as eleições gerais em Itália derem início a uma mudança autocrática, nacionalista e eurocética, existem na União Europeia (UE) "instrumentos, tal como ocorreu nos casos da Polónia e da Hungria", a serem aplicados.

No entanto, Von der Leyen acrescentou que estão "prontos para trabalhar com qualquer governo democrático" que esteja, por sua vez, disposto a trabalhar com a Comissão.

Ao anunciar esta sexta-feira a moção de censura contra Ursula von der Leyen, Salvini disse que a presidente da CE fez "uma ameaça esquálida, uma invasão de campo que não foi solicitada".

"A senhora representa todos os europeus, o seu salário é pago por todos nós e foi uma ameaça repugnante e arrogante", declarou Salvini.

A CE censurou o primeiro-ministro húngaro, Viktor Órban, e o partido Lei e Justiça - no poder na Polónia - devido a questões relacionadas ao estado de direito e aos direitos humanos, impondo sanções contra estes países, exigindo que estivessem de acordo com os valores democráticos da UE.

A Liga e o partido Irmãos de Itália (Fdi) abstiveram-se, na semana passada, numa votação no Parlamento Europeu que declarava que a Hungria sob Orban já não é uma democracia em pleno funcionamento, mas uma autocracia.

Orban é um aliado chave dos dois partidos italianos, enquanto o Lei e Justiça faz parte da bancada conservadora do PE, presidida pela líder do FdI, Giorgia Meloni, junto com o partido de extrema-direita espanhol Vox.

Giorgia Meloni, que poderá tornar-se a primeira mulher chefe de Governo em Itália, segundo as sondagens para as eleições gerais de domingo no país, muitas vezes elogiou as políticas de Órban e dos seus aliados polacos.

"No domingo, os italianos vão votar, não os burocratas de Bruxelas, e se eu fosse a presidente da Comissão Europeia estaria [mais] preocupada com as contas de energia", declarou Salvini.

Meloni garantiu aos parceiros internacionais de Itália que, sob liderança, a Itália vai respeitar às posições da UE e da NATO e continuará a apoiar a Ucrânia na sua defesa contra a invasão russa.

A líder dos Irmãos de Itália também expressou opiniões eurocéticas e posições conservadoras.

Joe Biden volta a se perder em palco depois de discursar; veja vídeo

 


AEB participa do 73° Congresso Internacional de Astronáutica (IAC) 2022

A edição deste ano ocorre em Paris, entre os dias 18 e 22 de setembro

A Agência Espacial Brasileira (AEB), coordenadora do Programa Espacial Brasileiro (PEB), está presente na 73ª edição do Congresso Internacional de Astronáutica (IAC). O evento ocorre entre os dias 18 e 22 de setembro, com o intuito de fomentar o diálogo entre nações e profissionais que atuam no setor espacial.

Pela primeira vez com um estande institucional à disposição dos brasileiros no maior congresso de astronáutica do mundo, a AEB tem se posicionado cada vez mais como um facilitador para a criação de parcerias nacionais e internacionais para entidades governamentais, indústria e academia.

Entidades governamentais, empresas, cientistas, pesquisadores e estudantes brasileiros estão convidados a visitar o estande e utilizar-se do espaço para encontros, apresentações e outras ações que se façam necessárias. Ele está localizado no pavilhão sete do Centro de Convenções de Paris (veja o mapa). 

Durante o congresso, a Agência foi reconhecida como um dos parceiros que apoiam o evento e agora faz parte do IAF Alliance Programme, ao lado de representantes internacionais como a Agência Espacial Europeia (ESA) e a empresa astronáutica de Jeff Bezos, Blue Origin. 

No dia 19 de setembro, o presidente da AEB, Carlos Moura, se reuniu com os representantes das nações signatárias dos Acordos de Artemis. É a primeira reunião presencial desde o lançamento dos Acordos. Os signatários discutiram os próximos passos para garantir o seguro e responsável exploração do espaço.


O Congresso

O IAC é um evento anual organizado pela Federação de Astronáutica Internacional (IAF), criada em 1951, com o intuito de fomentar o diálogo entre nações e profissionais que atuam no setor espacial. Trata-se de uma grande oportunidade para reunir, negociar e trocar experiências com outras agências, empresas, startups, empreendedores, laboratórios, cientistas, pesquisadores e fabricantes do setor aeroespacial.

O Congresso é um evento que atrai mais de seis mil participantes a cada ano e disponibiliza informações recentes sobre desenvolvimentos e pesquisas do setor espacial em todo o mundo. É uma oportunidade em que todos os stakeholders do setor espacial global se reúnem simultaneamente.  

Este ano, o tema principal é “Espaço para todos” (Space for @ll). Enfatiza a inclusão de todas as comunidades espaciais, destacando o empreendedorismo que poderá ampliar o alcance de beneficiários das atividades espaciais. Além disso, o objetio da Agência Espacial da França (CNES - Centre National d'Études Spatiales) é de criar o primeiro IAC sustentável. 

Pesquisa Brasmarket: Bolsonaro lidera com 44,9% e Lula tem 31%; Presidente pode vencer no 1° turno


folhadapolitica - O resultado da nova pesquisa da Brasmarket, divulgada nesta sexta-feira (23) garante uma vitória no primeiro turno do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na sondagem anterior, publicada na semana passada, o atual presidente tinha 43,5%, e o petista, 30,5%; margem de erro é de 2 pontos percentuais

Pesquisa Brasmarket divulgada hoje sobre a corrida presidencial mostra Jair Bolsonaro (PL) com 44,9% das intenções de voto na estimulada, à frente de Lula (PT), que aparece com 31%. Na sondagem anterior, publicada na semana passada, o candidato à reeleição tinha 43,5%, e o petista, 30,5%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Ciro Gomes (PDT) aparece com 6,5%, e Simone Tebet (MDB), com 4,5%. Os dois estão tecnicamente empatados. Na rodada anterior, o pedetista tinha 7,6%, e a emedebista, 4,6%. Os demais candidatos aparecem com menos de 1%. Brancos e nulos somam 6,2%, enquanto os que não sabem/não responderam totalizam 5,7%.

Na espontânea, Bolsonaro lidera, com 43%, contra 28,8% de Lula. Ciro tem 4,6%, e Tebet, 2,5%. Os que não sabem/não responderam somam 14,6%, e os brancos e nulos, 5,4%.

Foram entrevistadas 2.400 pessoas em 504 cidades, entre os dias 18 e 20 de setembro. O levantamento foi registrado no TSE sob o protocolo BR-00580/2022.

Embraer anunciou a assinatura de acordo de investimento para participação minoritária na @xmobots, empresa classificada como a maior companhia de drones da América Latina

 

Trigo: a Rússia sabe o poder que tem

 

Já está em vigor a lei que obriga os planos de saúde a cobrirem exames, tratamentos e procedimentos que não estejam no rol da ANS

 

No Sul, Lula confessa: Não queremos esconder nossa própria safadeza

 

Autorizado em caráter emergencial, ajuda a comunidade do Tauari

 

Por Reginaldo Palazzo - Na Sessão Ordinária do dia (21), última quarta-feira os Vereadores votaram e aprovaram por unanimidade os PL (Projeto de Lei), Nº 016 e 017 de 2022.

Ambos os PL(s), foram oriundo do Executivo Municipal e em caráter de urgência.

O primeiro de Nº 016/2022 ‘Altera a redação do Art. 6º, da Lei Municipal Nº 1016, de 04 de maio de 2022’.

Art. 1º Altera a redação do Art. 6º, da Lei Municipal Nº 1016, de 04 de maio de 2022, que passa a vigorar com a seguinte redação:

Art. 6º O CMS é composto por 08 (oito) conselheiros titulares e 08 (oito) suplentes cujo as vagas serão distribuídas da seguinte forma:


a) 50% de entidades e movimentos representativos de usuários no município;

b) 25% de entidades representativas no município de trabalhadores em saúde;

c) 25% de representantes de representação de governo, municipal, Estadual e Federal e prestadores de serviços privados conveniados no município.

O segundo foi o PL Nº 017/2022 que ‘Autoriza em caráter emergencial e por prazo determinado, o Poder Executivo Municipal a promover pequenas reformas nas residências familiares da comunidade Tauari, mediante avaliação social e laudo técnico de engenharia.

Esse foi em função de temporal seguido de forte ventania no último dia 09 de setembro, onde destelhou algumas residências de famílias de baixa renda que não têm como arcar com o prejuízo estando algumas cobertas por lona.

Nesse Sentido o Vereador Valdor do Ó (PSDB), propôs que se fizesse uma Indicação a de Nº 060/2022 cuja qual foi plenamente acatada pelo líder da Prefeita, Vereador Lulu Nery (PSD), para que outra localidade, dessa vez no Esperança, também pudesse ser socorrida pelos danos causados pelas intempéries de ontem.

Os Projetos de Lei Nºs 016 e 017 de 2022, passam a Lei assim que sancionadas de Nºs

1025 e 1026 respectivamente.

Próxima Sessão Ordinária está prevista para ser realizada na próxima terça-feira 27/09/2022.

22 de set. de 2022

Como a mobilização russa poderia mudar a essência de toda a operação na Ucrânia?

 

Obra de construção da ferrovia a TRANSNORDESTINA, no trecho do Ceará, segue acelerada!

 

Embraer e GMV, de Portugal, assinam Memorando de Entendimento para desenvolvimento tecnológico

 

A Embraer e a GMV, de Portugal, assinaram um Memorando de Entendimento para cooperação nas áreas de desenvolvimento e integração de sistemas para produtos e serviços de defesa, principalmente no âmbito do programa da aeronave A-29 Super Tucano. O Memorando inclui ainda potenciais parcerias em processos de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação, com o objetivo de ampliar o relacionamento comercial de longo prazo entre as empresas durante as fases de concepção, design, desenvolvimento, produção e suporte.

Novos negócios, desenvolvimento e integração de sistemas de navegação, de Aviônicos Modulares Integrados (Integrated Modular Avionics, IMA, na sigla em inglês) e de software também estão na pauta das duas empresas, que pretendem trocar informações sobre suas experiências, capacidades, produtos, sistemas e serviços. Especificamente na área de pesquisa e desenvolvimento com foco em IMA, a relação entre as empresas tem mais de 15 anos, incluindo projetos no âmbito da União Europeia.

A Embraer tem um compromisso estratégico de longo prazo com Portugal no desenvolvimento de seu ecossistema aeroespacial e de defesa, permanecendo como o país onde a empresa mais investe na sua capacidade industrial fora do Brasil. 

O exemplo mais recente foi um investimento de 74 milhões de euros na OGMA S.A., permitindo à empresa obter a certificação para a manutenção dos motores GTF da Pratt & Whitney, utilizados pela nova geração de aviões comerciais. Este acordo irá criar 300 postos de trabalho e poderá triplicar o volume de negócios anual da OGMA para 600 milhões de euros, refletindo também o interesse da Embraer em ampliar o escopo de suas atividades em Portugal e agregar, assim, valor à economia local.

Em linha com essa estratégia, diversas iniciativas foram lançadas este ano, incluindo a assinatura de um Memorando de Entendimento com idD Portugal Defence e a ETI para a cooperação em desenvolvimento tecnológico em suas áreas de especialidades. Com os projetos em desenvolvimento, a Embraer irá trabalhar com seus parceiros na definição de prioridades estratégicas para a Defesa em Portugal, incluindo treinamento avançado, desenvolvimento de tecnologias de dupla utilização e transformação digital.