29 de dez. de 2025
Recente ataque russo à Ucrânia leva Polônia a acionar caças, reforçar defesa aérea e fechar aeroportos no leste do país
Fernando Valduga - Um novo ataque russo de grande escala contra a Ucrânia, realizado na madrugada e manhã de sábado (27/12), voltou a provocar reflexos diretos no flanco oriental da OTAN. A ofensiva, que incluiu o lançamento de mísseis de cruzeiro e drones de longo alcance contra diversos alvos ucranianos — entre eles a capital Kiev — levou a Polônia a elevar imediatamente o nível de prontidão de suas Forças Armadas, acionar caças de alerta rápido e suspender temporariamente operações em aeroportos civis próximos à fronteira com a Ucrânia.
De acordo com comunicado oficial do Comando Operacional das Forças Armadas da Polônia, a decisão foi tomada após a detecção de intensa atividade da aviação estratégica russa envolvida nos ataques ao território ucraniano.
❗️ Uwaga. W związku z aktywnością lotnictwa dalekiego zasięgu Federacji Rosyjskiej, wykonującego uderzenia na terytorium Ukrainy, rozpoczęło się operowanie lotnictwa wojskowego w polskiej przestrzeni powietrznej.
Como parte dos procedimentos padrão adotados desde o início da guerra, aeronaves de combate polonesas passaram a operar no espaço aéreo nacional, enquanto sistemas terrestres de defesa aérea e de vigilância por radar foram colocados em regime reforçado, especialmente nas regiões do sudeste do país, consideradas mais sensíveis em cenários de escalada regional.
Zgodnie z obowiązującymi procedurami Dowództwo Operacyjne RSZ… pic.twitter.com/A5WI0pyYwa
As autoridades militares ressaltaram que as medidas tiveram caráter preventivo e defensivo, com o objetivo de proteger a integridade do espaço aéreo polonês e reduzir o risco de incidentes involuntários. Mísseis de cruzeiro russos, como os Kh-101 e Kh-555, além de drones de origem iraniana do tipo Shahed, frequentemente seguem rotas próximas a países da OTAN durante ataques à Ucrânia, aumentando o risco de desvios, quedas de destroços ou violações não intencionais de fronteiras — situações que já ocorreram em episódios anteriores na própria Polônia e em países vizinhos, como a Romênia.
Em paralelo à ativação do dispositivo militar, a Agência Polonesa de Serviços de Navegação Aérea anunciou a suspensão temporária das operações civis nos aeroportos de Rzeszów-Jasionka e Lublin. A medida teve como finalidade garantir total liberdade de manobra para a aviação militar durante o período de alerta máximo.
O aeroporto de Rzeszów, localizado no sudeste do país, é considerado um ponto estratégico relevante, frequentemente citado como um importante hub logístico para o apoio ocidental à Ucrânia, o que explica a atenção especial dedicada à sua segurança sempre que há intensificação do conflito.
Após algumas horas, o Comando Operacional confirmou o encerramento da operação aérea extraordinária. Segundo a nota oficial, as missões de patrulha conduzidas por aeronaves polonesas e aliadas foram concluídas sem incidentes, e os sistemas de defesa aérea e de reconhecimento por radar retornaram ao regime operacional padrão. As autoridades destacaram que, durante todo o período de prontidão elevada, não foi registrada qualquer violação do espaço aéreo da República da Polônia.
O comunicado também enfatizou a cooperação com aliados da OTAN, agradecendo o apoio do Comando Aéreo da OTAN e a participação de meios destacados por países como Estados Unidos, Espanha e Países Baixos, que mantêm aeronaves e sistemas de defesa aérea posicionados na região como parte das missões reforçadas de policiamento aéreo do flanco leste da Aliança. Desde 2022, esse dispositivo multinacional vem sendo ampliado de forma contínua, refletindo a preocupação com a segurança aérea e a dissuasão diante da guerra em curso na Ucrânia.
Segundo Varsóvia, as Forças Armadas polonesas continuam monitorando de perto a situação no território ucraniano no âmbito da operação Wschodnia Zorza, mantendo um estado de prontidão permanente. O episódio deste sábado reforça como ataques russos de grande escala seguem produzindo efeitos imediatos além das fronteiras ucranianas, exigindo respostas rápidas, coordenadas e cada vez mais frequentes por parte dos países da OTAN situados na linha de frente do conflito.
BC da China muda discurso e sinaliza cautela sobre estímulos agressivos para a economia
Banco Popular da China (PBOC, na sigla em inglês) prometeu manter os juros em níveis baixos
Sede do Banco Central da China
O banco central da China reafirmou sua postura de política monetária favorável ao crescimento, ao mesmo tempo em que sinalizou cautela contínua em relação a estímulos agressivos. Isso reforçou uma mudança de foco para a garantia da estabilidade a longo prazo em detrimento de soluções imediatas.
O Banco Popular da China (PBOC, na sigla em inglês) prometeu manter os juros em níveis baixos, de acordo com comunicado divulgado na quarta-feira, após a reunião do seu comitê de política monetária do quarto trimestre. O banco reiterou o compromisso de intensificar as políticas “transcíclicas”, uma expressão que sugere que a instituição pretende olhar além da volatilidade de curto prazo e evitar estímulos excessivos que possam criar desequilíbrios estruturais.
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O comunicado não mencionou uma redução nas taxas de juros nem para o índice de requerimento de reserva, ou compulsório, que determina quanto dinheiro os bancos devem manter em reservas, enquanto o PBOC prometeu usar várias ferramentas de política monetária. Isso sugere que o banco central está cauteloso em relação a grandes passos de afrouxamento, mesmo após um comunicado divulgado na sequência de uma importante conferência anual econômica, que havia incluído uma referência a essas medidas no início deste mês.
A linguagem sugere “uma preferência por uma abordagem reativa em vez de proativa em relação ao afrouxamento monetário”, disse em nota o economista do Goldman Sachs, Xinquan Chen, na quinta-feira. As mudanças na linguagem “apontam para uma abordagem mais cautelosa e flexível em relação ao afrouxamento da política monetária”, afirmou.
Essa abordagem ponderada ocorre apesar do aprofundamento da fraqueza da demanda interna, com as vendas no varejo no mês passado expandindo ao ritmo mais lento desde o colapso causado pela Covid. O investimento em ativos fixos também está a caminho de registrar seu primeiro ano de declínio em meio a dados que remontam a 1998, após uma crise agravada por uma escassez de financiamento para projetos de infraestrutura.
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O comitê afirmou que irá “avaliar a força, o ritmo e o momento” da implementação da política com base na evolução das condições internas e externas. O PBOC também reiterou o compromisso de manter a estabilidade básica do yuan em um nível razoável e equilibrado para evitar riscos de movimentos excessivos.
O PBOC tem adotado uma abordagem cautelosa neste ano, frequentemente decepcionando economistas que previam cortes mais agressivos nas taxas de juros. Essa contenção reflete preocupações mais profundas do banco central em proteger as margens bancárias cada vez menores e preservar espaço de políticas para futuras desacelerações.
Embora o comunicado da reunião tenha mencionado a manutenção de liquidez “ampla”, o foco na “qualidade e eficiência” em vez do volume bruto sugere que qualquer flexibilização adicional será majoritariamente direcionada.
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O PBOC provavelmente cortará o compulsório, o RRR, em 50 pontos-base no primeiro trimestre para manter ampla liquidez e garantir que os juros do governo permaneçam baixos, escreveram economistas da China Galaxy Securities em um relatório na quinta-feira.
Embora possa reduzir a taxa básica de juros em 10 a 20 pontos-base em 2026, qualquer redução só será desencadeada por um aumento da pressão econômica, como uma deterioração nas relações entre os EUA e a China ou uma piora do desemprego, acrescentaram os economistas.
PMERJ Atinge a Marca Histórica de 800 Fuzis Apreendidos em menos de um ANO
A direção da Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro na apresentação dos resultados. Além das armas de origem desde o exterior tem novas fontes de fornecimento como as produzidas ilegalmente no país
Em ação operacional realizada no início da tarde desta sexta-feira (26/12) na comunidade Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, policiais militares do 41º BPM (Irajá) apreenderam dois fuzis. A apreensão dos armamentos entraria apenas para a estatística de rotina se não fosse um detalhe: com essas duas armas de guerra, a Corporação atingiu a marca recorde de 800 fuzis apreendidos em menos de um ano.
A apreensão na comunidade do Juramento destaca mais uma ação dos policiais do 41º BPM, que, neste ano, foi a unidade que mais apreendeu fuzis, atingindo a marca de 132 fuzis, entre janeiro e 26 de dezembro. Depois do 41º BPM, compõem a lista dos cinco batalhões melhores colocados no ranking o BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais), com 112; do 15º BPM (Duque de Caxias); do 9º BPM (Rocha Miranda), com 62; e do 21º BPM (São João de Meriti), com 58 fuzis.
Observar a qualidade e boa conservação, ao menos em uma análise visual, das armas apreendidas. Anteriormente oriundas de armas antigas desviadas dos arsenais das próprias PMs e Forças Policiais dlo RJ e de outros estados assim como das Forças Armadas. Aqui incluídas oriundas de países fronteiriças– Esse volume de apreensões de fuzis, impensável em qualquer outro estado da Federação, reflete a garra e o profissionalismo dos nossos policiais, como também a capacidade de planejamento da Corporação. Mas reflete também a necessidade da participação das forças federais nessas ações, especialmente no combate ao tráfico de armas – afirma o secretário de Estado e comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes Nogueira.
A observação do coronel Menezes está de acordo com o levantamento da área de inteligência da Corporação. Esse levantamento mostra que mais de 90% dos fuzis apreendidos pela Polícia Militar são fabricados em outros países da Europa, Ásia e, sobretudo, Estados Unidos.
Não por coincidência, os dois fuzis apreendidos nesta sexta-feira por policiais militares do 41º BPM foram fabricados nos Estados Unidos: um Colt AR-15 M4 calibre 5.56 e um Bushmaster modelo XM15 calibre 5.56.
Os dois fuzis encontrados nesta sexta-feira — um Colt AR-15 M4 e um Bushmaster XM15, ambos calibre 5.56 — foram produzidos nos EUA.
Veja os fuzis internacionais apreendidos em megaoperação contra o CV
De acordo com a PCERJ, foram apreendidas 91 armas longas do CV, avaliadas em cerca de R$ 5,4 milhões
Larice de Paula e Carlos Carone
Metrópoles
30 Outubro 2025
O delegado da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro Vinicius Domingos publicou nas redes sociais imagens dos fuzis apreendidos durante a megaoperação considerada a mais letal da história do estado, realizada na terça-feira (28/10).
No vídeo, Domingos explicou: “O CFAE [Coordenadoria de Fiscalização de Armas e Explosivos da Polícia Civil] está analisando os fuzis apreendidos, que em seguida serão enviados à perícia”.
11 fuzis G3 (alemães);
13 FALs (belgas);
16 AK-47 (russos);
O restante AR, fuzis americanos.
“Chamou a atenção que a maior parte dos fuzis da plataforma AR — mais de 90% — são cop fakes, ou seja, falsificados”, ressaltou Domingos.
O arsenal de guerra encontrado nas mãos do Comando Vermelho (CV), nos complexos do Alemão e da Penha, revela o poder bélico milionário da facção. Só em fuzis, foram apreendidas 91 armas longas, avaliadas em cerca de R$ 5,4 milhões, segundo estimativas da Polícia Civil.
No total, foram 118 armas de fogo, incluindo pistolas, um revólver e 14 artefatos explosivos, todos prontos para uso e equipados com acessórios de precisão, como lunetas e miras holográficas, capazes de aumentar alcance e letalidade dos disparos.
Operação mais letal da história do RJ
A megaoperação mobilizou cerca de 2.500 agentes em 26 comunidades dos complexos da Penha e do Alemão, deixando cenário de horror e devastação. Moradores foram flagrados tentando recolher e cobrir corpos espalhados pelas ruas.
Fábrica clandestina de fuzis alvo da PF tinha capacidade para montar 3,5 mil armas por ano
Instalação sofisticada no interior de São Paulo tinha peças importadas dos Estados Unidos e da China
Por Lucas Mathias
VEJA
16 Outubro 2025
Uma quadrilha especializada na produção, montagem e comércio ilegal de armas de fogo de uso restrito foi alvo de uma operação da Polícia Federal nesta quarta-feira, 15. De acordo com as investigações, a organização criminosa tinha a capacidade para fabricar 3,5 mil fuzis por ano e abastecia as principais facções do Rio de Janeiro.
Ao todo, foram dez mandados de prisão e oito de busca e apreensão em endereços no território fluminense, além dos estados de São Paulo e Minas Gerais. A Justiça Federal determinou ainda o sequestro de R$ 40 milhões em bens e valores dos investigados.
A ação, desenvolvida em conjunto com o Gaeco do Ministério Público Federal, contou com 50 agentes e é um desdobramento de outra operação da Polícia Federal, deflagrada em 2023. Na ocasião, o líder da quadrilha havia sido preso com 47 fuzis, em etapa que identificou e desmontou uma das fábricas localizada na capital mineira Belo Horizonte.
O criminoso, condenado posteriormente a 12 anos de prisão pelo Tribunal de Justiça do Rio, seguia comandando o esquema em prisão domiciliar, como aponta a corporação.
Fábrica sediada em Santa Bárbara d’Oeste operava com estrutura sofisticada e sob a fachada de uma empresa de peças aeronáuticas (Divulgação/Polícia Federal/.)Nos últimos dois anos, a produção que antes era centrada em Belo Horizonte foi transferida para uma instalação no interior de São Paulo, onde operava com estrutura mais sofisticada e sob a fachada de uma empresa de peças aeronáuticas.
Tal fábrica, sediada em Santa Bárbara d’Oeste, também foi alvo da PF em agosto deste ano. Na ocasião, mais fuzis foram apreendidos, além de 31 mil peças que seriam usadas para a montagem de novos armamentos. Parte desses componentes era importado dos Estados Unidos e da China.
Uma vez montados, os fuzis eram entregues especialmente nas favelas do Complexo do Alemão e da Rocinha, ambos controlados pelo Comando Vermelho na cidade do Rio.
Produção das armas, que antes era centrada em Belo Horizonte, foi transferida para uma instalação no interior de São Paulo (Divulgação/Polícia Federal/.)
23 de dez. de 2025
FAB intercepta e detém aeronave oriunda da Venezuela na Reserva Brasileira Indígena Yanomami
Aeronave sem plano de voo foi interceptada e realizou pouso forçado em Roraima
COMAE, Agência Força Aérea, por por Tenente Michelle Daniel E Tenente Scarlet
Na operação, foram empregados Caças A-29 Super Tucano e uma aeronave de alerta aéreo antecipado E-99, sob coordenação do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE). A aeronave suspeita foi detectada pelos radares do Sistema Brasileiro de Defesa Aeroespacial (SISDABRA).
De acordo com a FAB, o avião interceptado voava sem plano de voo e com matrícula não identificada, o que motivou a adoção das Medidas de Policiamento do Espaço Aéreo (MPEA), conforme previsto no Decreto nº 5.144, que regulamenta a atuação contra tráfegos aéreos ilícitos.
Durante a interceptação, os pilotos da FAB realizaram reconhecimento visual e tentativas de comunicação por rádio. Após essas ações, o piloto da aeronave suspeita optou por efetuar um pouso forçado em uma pista de terra, localizada a cerca de 15 quilômetros ao sul do município de Amajari, aproximadamente 60 quilômetros de Boa Vista (RR).
Na sequência, a FAB empregou um helicóptero H-60 Black Hawk para executar as Medidas de Controle no Solo (MCS). No local, a aeronave foi encontrada abandonada, apresentando avarias estruturais decorrentes do pouso forçado. O piloto não foi localizado.
A operação faz parte da Operação ZIDA 41, cujo objetivo é coibir voos irregulares e atividades aéreas ilícitas, por meio de ações integradas entre a Força Aérea Brasileira e os órgãos de Segurança Pública, reforçando a soberania e a segurança do espaço aéreo nacional.
Fotos: COMAE
PIB de Epitaciolândia dobra em 4 anos e coloca município em destaque entre as cidades do Acre
Por Wanglézio Braga - Epitaciolândia despontou como o município com o maior PIB do Alto Acre e o quinto maior do estado, segundo dados do Produto Interno Bruto dos Municípios, divulgados nesta sexta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento, referente ao ano de 2023, é feito em parceria com órgãos estaduais e a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e confirma a força econômica da cidade na região de fronteira.
De acordo com o IBGE, o PIB per capita de Epitaciolândia chegou a R$ 42.300,30 em 2023, colocando o município na 1.843ª posição no ranking nacional. A trajetória de crescimento chama atenção: em 2020, o indicador era de pouco mais de R$ 23 mil e, em 2021, primeiro ano da gestão do prefeito Sérgio Lopes, passou para R$ 33.960,77. Em pouco mais de quatro anos, o PIB praticamente dobrou, reflexo do aquecimento do comércio, da produção rural e da integração econômica com a fronteira. Do recorde estadual, a cidade fica com a 5° melhor economia.
O prefeito Sérgio Lopes destaca que os números mostram mais do que riqueza gerada. Segundo ele, a maior renda per capita do estado precisa se traduzir em qualidade de vida para quem vive no município. “Hoje Epitaciolândia tem a maior renda per capita do Alto Acre e estamos trabalhando para que isso vire desenvolvimento social, com reflexos na saúde, educação, esporte, assistência social e até no turismo”, afirmou. Vale lembrar que Sérgio Lopes iniciou o mandato em 2021, foi reeleito em 2024 e segue à frente da prefeitura em 2025.
Na comparação regional, Epitaciolândia lidera com folga. Brasiléia registrou PIB per capita de R$ 35.761,56 em 2023, Xapuri alcançou R$ 34.315,94 e Assis Brasil ficou com R$ 23.131,67. Todos os municípios apresentaram crescimento nos últimos anos, mas em ritmo inferior ao de Epitaciolândia, que se consolidou como o principal polo econômico do Alto Acre.
Breve análise
Para a economista Juliana Santos, consultada pelo Portal Acre Mais, na manhã de hoje (20), o avanço do PIB indica mais circulação de dinheiro, maior consumo e melhores condições na cidade.
“Do ponto de vista econômico, o resultado de Epitaciolândia indica um claro processo de dinamização produtiva local, com aumento consistente da renda gerada por habitante e maior eficiência no uso dos fatores de produção. O crescimento acelerado do PIB per capita sugere que o município conseguiu ampliar sua base econômica, combinando atividades do comércio de fronteira, serviços, logística e produção rural, o que elevou a circulação de renda e fortaleceu o mercado interno. Esse desempenho cria um ambiente mais favorável ao investimento privado, à geração de empregos e à arrecadação municipal, permitindo maior capacidade de o poder público investir em infraestrutura, saúde, educação e apoio ao setor produtivo. Em termos práticos, significa mais segurança econômica, além de maior resiliência do município frente a crises externas”, explicou.
21 de dez. de 2025
Propriedade, desenvolvimento e poder político: o novo papel do Acre no Parlamento Amazônico
Por Ronan Matos - O que explica que a região mais rica em recursos naturais do país continue sendo também uma das mais pobres? Por que a Amazônia, exaltada em discursos internacionais e relatórios ambientais, segue produzindo miséria, violência e dependência estatal para quem vive nela? E, sobretudo, quem ganha com esse modelo que transforma gente em problema e floresta em fetiche ideológico?
Na 28ª Conferência da Unale, realizada em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, a Assembleia Legislativa do Acre deu uma resposta política relevante a essas perguntas. Por unanimidade, o deputado Afonso Fernandes foi eleito presidente do Parlamento Amazônico, organismo que reúne parlamentares da Amazônia Legal para discutir temas centrais como desenvolvimento regional, integração, bioeconomia e infraestrutura. Não se trata de um cargo simbólico. Trata-se de um espaço estratégico de formulação política, que o Acre passa a liderar, substituindo Rondônia na presidência.
Ao assumir a função, Afonso foi direto ao ponto. Falou em unir os nove estados da Amazônia em torno de pautas que dizem respeito a quem mora na região, e não a quem a observa de longe. Defendeu a preservação da floresta, mas deixou claro que floresta em pé sem gente em pé é apenas propaganda. Preservar exige compensar. Proteger exige permitir que os benefícios cheguem ao povo amazônida, que hoje paga a conta de um modelo que o proíbe de produzir, empreender e prosperar.
Não por acaso, a posse de Afonso, marcada para 25 de fevereiro, já nasce com densidade intelectual e política. Está previsto o lançamento do livro América Latina, que aborda dois temas centrais para o futuro do Acre e da Amazônia: a integração regional e a regularização fundiária como estratégia de desenvolvimento. Cogita-se ainda a presença do economista Hernando de Soto, referência mundial ao demonstrar que a pobreza persiste onde os ativos dos pobres permanecem na ilegalidade. Também se articula a participação de Aldo Rebelo, talvez o mais contundente crítico do modelo que empobrece a Amazônia em nome de um ambientalismo de gabinete.
As ideias se complementam. Aldo Rebelo denuncia o empobrecimento sistemático da região amazônica, rica em potencial e pobre em realidade. Hernando de Soto aponta o caminho para romper esse ciclo: transformar o chamado ativo morto, especialmente imóveis e terras, em propriedade legal, capaz de gerar crédito, investimento e autonomia. No Acre, essa discussão não é teórica. Ela é existencial.
A política pública dominante nas últimas décadas foi a da sacralização do território. Criaram-se reservas, unidades de conservação e entraves legais que transformaram mais de noventa por cento do território em área interditada à atividade econômica. Quem produz vira suspeito. Quem trabalha vira réu. A Operação Suçuarana é apenas um exemplo recente de como o Estado atua para defender a propriedade pública abstrata contra o produtor real, que vive e trabalha na terra.
Aldo descreve com precisão cirúrgica esse cenário ao analisar o Amapá, realidade que espelha o Acre. Altos índices de violência, dependência massiva de programas sociais e economia praticamente proibida por legislação ambiental e demarcações. O resultado não poderia ser outro: miséria administrada, criminalidade crescente e um povo mantido sob tutela permanente.
A raiz do problema é clara. Sem regularização fundiária, a propriedade rural permanece numa zona cinzenta entre o legal e o ilegal. A posse é legítima, mas não reconhecida. Isso impede crédito, planejamento, investimento e segurança jurídica. Não por acaso, esse processo enfrenta resistência feroz de ONGs e do pensamento neomalthusiano, que defende a desantropização da Amazônia, como se gente fosse um erro a ser corrigido.
O fracasso do modelo é evidente. A Amazônia concentra os piores indicadores sociais do país enquanto repousa sobre o subsolo mais rico da nação. Essa contradição não é acidente. É projeto. Um projeto que transforma a floresta em vitrine e o amazônida em figurante pobre.
A regularização fundiária urbana e rural é a grande política pública capaz de romper esse ciclo. Ela cria proprietários, não dependentes. Gera riqueza, não estatísticas assistenciais. Organiza a realidade em vez de negá-la. É por isso que a direita acreana precisa assumir essa pauta como eixo central de seus programas para 2026. Não como slogan, mas como convicção.
Afonso desponta exatamente por compreender isso. Ao assumir a presidência do Parlamento Amazônico, ele assume uma responsabilidade histórica. A de recolocar o Acre e a Amazônia no caminho da prosperidade real, aquela que começa pelo direito básico de possuir, produzir e viver com dignidade.

18 de dez. de 2025
Da série: Como vai ser o futuro - Trânsito em Tarauacá
“Feito no Acre”: Campanha quer ampliar participação de produtos acreanos no mercado
Por Wanglézio Braga - O Acre deu um passo importante para fortalecer sua economia com o lançamento da campanha “Feito no Acre”, apresentada na última sexta-feira (12), no auditório da Fieac. A iniciativa quer incentivar consumidores a priorizar produtos produzidos dentro do estado, reforçando identidade, pertencimento e desenvolvimento regional. Para o presidente da Fieac e deputado federal, Zé Adriano, o movimento nasce para substituir o termo americanizado “Made in Acre” e reafirmar o valor da produção local. “O que nós fazemos aqui é muito bom e precisa ser valorizado”, afirmou ao Portal Acre Mais.
Durante o lançamento, Zé Adriano destacou que cada real gasto em produtos acreanos retorna em forma de emprego, investimentos e fortalecimento da indústria. A campanha será trabalhada de forma ampla, envolvendo diversos setores para atualizar dados e orientar ações nos próximos 18 meses. O objetivo é mostrar às famílias que consumir o que é produzido no estado ajuda diretamente na manutenção de obras, na geração de renda e no estímulo ao empreendedorismo regional.
Indústria e agro são pilares da nova campanha lançada na sexta-feira (12)
O agronegócio foi apontado como o primeiro e mais estratégico setor dentro da campanha. Segundo o presidente da Fieac, o agro é a base da cadeia produtiva e precisa ser preservado e ampliado para garantir matéria-prima às indústrias locais. Ele lembrou que, na pandemia de 2020, o setor industrial foi essencial para manter o Acre de pé, e agora é o momento da população reconhecer esse esforço valorizando quem produz e transforma. “Um estado industrializado é um estado rico e mais independente”, reforçou.
Ao final, Zé Adriano deixou um recado direto aos produtores, empresários e trabalhadores que fazem parte do setor produtivo do Acre. “Se foi feito no Acre, é muito bom”, resumiu.
A Campanha é uma realização do Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento do Acre, Fieac, Faeac e Governo do Estado do Acre, com apoio do Sebrae/AC.
Greve nos Correios começa em 7 estados após impasse salarial
Greve Correios avança com paralisação por tempo indeterminado e pode se espalhar pelo país
bpmoney/Fernanda Capelli - A greve nos Correios entrou em vigor às 22h desta terça-feira (16) após sindicatos de algumas das maiores bases de funcionários da estatal aprovarem paralisação por tempo indeterminado.
A decisão veio da assembleias locais, depois do fracasso nas negociações do novo acordo coletivo de trabalho (ACT).
A paralisação acabou sendo aprovada em Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Ceará e Paraíba. Em São Paulo, os trabalhadores decidiram cruzar os braços mesmo contrariando a orientação da direção do sindicato estadual, o que reforça o nível de insatisfação nas bases.
Greve Correios se espalha por bases regionais
Além dos estados, também decretaram greve as bases de Vale do Paraíba (SP), Campinas (SP), Santos (SP) e Londrina (PR). Em todos os casos, a decisão ocorreu após votação em assembleias locais, organizadas pelos sindicatos regionais.
Outras 12 entidades sindicais optaram por manter o estado de greve, mecanismo que indica mobilização permanente e possibilidade de paralisação a qualquer momento.
Estão nessa condição as bases de Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Maranhão, Pará, Piauí, Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul, Roraima, Santa Maria (RS), Juiz de Fora (MG) e Bauru (SP).
Reajuste salarial e vale-peru estão no centro da greve
Os trabalhadores afirmam que a greve Correios é resultado direto da falta de acordo com a direção da estatal.
Entre as principais reivindicações estão reajuste salarial com base na inflação e a manutenção de benefícios considerados históricos pela categoria.
Os sindicatos defendem a preservação do adicional de 70% nas férias, do pagamento de 200% aos fins de semana e do vale-peru, benefício de fim de ano no valor de R$ 2,5 mil.
De acordo com as entidades, os funcionários não podem ser responsabilizados pela crise financeira da empresa.
Negociação no TST não destravou acordo
Desde a última quinta-feira (11), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) vem conduzindo reuniões de mediação entre representantes dos sindicatos e da direção dos Correios.
Foram cinco encontros até agora, sendo dois na semana passada e três nesta terça-feira (16).
Durante as negociações, os Correios chegaram a propor reajuste pela inflação e aceitaram parte das demandas, mas mantiveram a recusa em conceder o vale-peru, ponto que acabou inviabilizando o acordo.
Crise financeira agrava impasse nos Correios
O impasse ocorre em meio à deterioração das contas da estatal. Os Correios acumulam prejuízo de R$ 6,1 bilhões até setembro e tiveram recentemente negado um empréstimo de R$ 20 bilhões, que teria garantia do Tesouro Nacional.
Atualmente, está em análise no Ministério da Fazenda uma nova proposta de empréstimo de R$ 12 bilhões. Dessa forma, isso deve integrar o plano de reestruturação da empresa. Enquanto isso, o ACT vigente, firmado pela gestão anterior, segue sendo prorrogado desde julho, sem definição de novos termos.
Em suma, com a greve em curso e outras bases em estado de alerta, a greve nos Correios pode ganhar escala nacional nos próximos dias. Isso ampliaria os impactos sobre serviços postais e logísticos em todo o país.
17 de dez. de 2025
Trump ordena bloqueio de petroleiros na Venezuela e amplia pressão militar sobre Maduro
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (16) a imposição de um bloqueio a todos os petroleiros “sancionados” que entram e saem da Venezuela, em mais um movimento de escalada da pressão política, econômica e militar contra o governo de Nicolás Maduro. A medida, segundo Trump, tem como objetivo sufocar o financiamento do narcotráfico e outros crimes que, segundo Washington, seriam sustentados pela receita do petróleo venezuelano.
O anúncio ocorre poucos dias após forças norte-americanas apreenderem um petroleiro próximo à costa da Venezuela, uma ação incomum que coincidiu com o reforço da presença militar dos EUA no Caribe. Em uma publicação nas redes sociais, Trump afirmou que a Venezuela estaria “completamente cercada pela maior armada já reunida na história da América do Sul” e prometeu intensificar ainda mais a pressão militar.
“Só vai aumentar, e o choque para eles será algo que nunca viram antes”, escreveu Trump, acrescentando que a campanha continuará até que a Venezuela entregue petróleo, território e ativos aos Estados Unidos — declaração que suscitou questionamentos quanto à sua base legal e política.
Procurado pela Associated Press, o Pentágono encaminhou todos os pedidos de esclarecimento à Casa Branca. Autoridades americanas têm defendido que as operações na região fazem parte de uma ofensiva contra o narcotráfico, mas críticos apontam que a estratégia pode estar ultrapassando os limites do direito internacional e da própria legislação dos EUA.
Desde o início do reforço militar, forças norte-americanas realizaram uma série de ataques contra embarcações no Caribe e no Pacífico que, segundo Washington, estariam ligadas ao tráfico de drogas. Esses ataques já teriam causado ao menos 95 mortes em 25 incidentes conhecidos, o que tem provocado críticas de parlamentares democratas e republicanos.
O governo Trump sustenta que a campanha foi bem-sucedida ao impedir que grandes quantidades de drogas chegassem ao território americano. Já o presidente venezuelano Nicolás Maduro afirma que o verdadeiro objetivo dos EUA é derrubá-lo para controlar as vastas reservas de petróleo do país. Essa interpretação ganhou força após declarações da chefe de gabinete de Trump, Susie Wiles, que disse à revista Vanity Fair que o presidente “quer continuar afundando navios até que Maduro se renda”.
A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo e produz cerca de 1 milhão de barris por dia, dos quais aproximadamente 850 mil são exportados. De acordo com Francisco Monaldi, especialista em petróleo venezuelano da Universidade Rice, cerca de 80% dessas exportações têm como destino a China, enquanto entre 15% e 17% seguem para os Estados Unidos por meio da Chevron, com o restante indo principalmente para Cuba.
Desde 2017, quando os EUA impuseram sanções severas ao setor petrolífero venezuelano, o governo Maduro passou a depender de uma frota clandestina de petroleiros, muitos sem bandeira, para escoar o petróleo no mercado internacional. A estatal PDVSA está excluída dos mercados formais e vende grande parte de sua produção com descontos significativos, sobretudo para compradores chineses.
Ainda não está claro como Washington pretende implementar o que Trump chamou de “bloqueio total e completo” dos petroleiros sancionados. Atualmente, a Marinha dos EUA mantém cerca de 11 navios na região, incluindo um porta-aviões e navios de assalto anfíbio, além de aeronaves de patrulha marítima P-8 Poseidon. Esses meios garantem ampla capacidade de vigilância e interdição do tráfego marítimo que entra e sai da Venezuela.
Senador Alan Rick cobra urgência do Itamaraty contra taxas abusivas e risco de expulsão de estudantes na Bolívia
Assessoria - O senador Alan Rick (Republicanos-AC) reuniu-se, nesta quarta-feira (17), no Ministério das Relações Exteriores, para pedir ajuda imediata aos estudantes brasileiros de Medicina na Bolívia. O encontro com o embaixador Bruno Bath, chefe da Divisão da Bolívia, Daniel Lins, e a assistente consular Milenia Vieira tratou das cobranças abusivas feitas pela Universidad Amazónica de Pando (UAP), em Cobija, na fronteira com o Acre.
Alan Rick tem liderado a defesa dos alunos junto ao governo brasileiro. Ele entregou um documento denunciando aumentos de até 142% nas taxas cobradas pela universidade. Um dos exemplos mais graves é o valor do diploma, que saltou de cerca de R$ 10.455 em 2024 para mais de R$ 24.444 em 2025. Para o senador, os valores são injustos e atingem diretamente famílias humildes que investiram tudo no sonho de formar seus filhos.
Durante a reunião, o senador destacou que o Brasil acolhe os bolivianos com respeito e espera o mesmo tratamento aos brasileiros que estudam no país vizinho.
“Tratamos os bolivianos com dignidade e exigimos o mesmo para os brasileiros. Em nossas cidades de fronteira, eles utilizam o SUS gratuitamente e são bem recebidos. Queremos apenas justiça e o mesmo espírito de cooperação para os nossos estudantes”, afirmou Alan Rick.
O senador reforçou ainda o caráter urgente da situação. “Não podemos permitir que esses jovens sejam pegos de surpresa por taxas que destroem anos de esforço e de economia familiar.”
O embaixador Bruno Bath concordou com a indignação do parlamentar e classificou a situação como “dramática”. Ele revelou que até o Consulado Brasileiro em Cobija tem enfrentado dificuldades de diálogo com a reitoria da UAP.
“Compartilhamos completamente dessa indignação. A situação é urgente, pois nos próximos dias pode ocorrer até a expulsão de estudantes, o que não queremos. É obrigação do Estado brasileiro cuidar dos seus”, declarou o embaixador.
Alan Rick também enviou ofício diretamente ao ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, em busca de uma solução. O senador garantiu que seguirá acompanhando o caso diariamente até que os estudantes tenham segurança para concluir a formação e retornar ao Brasil, onde sonham em atuar como médicos.
Agricultura do Acre fecha o ano com avanços e aposta no “produtor digital” em 2026
Por Wanglézio Braga - A confraternização dos servidores da Secretaria de Agricultura do Acre (Seagri), realizada na sexta-feira (12), marcou o encerramento de um ano de resultados positivos para o setor produtivo do estado. Em conversa com o Portal Acre Mais, o secretário José Luís Tchê destacou que a celebração simboliza o reconhecimento de um trabalho coletivo, construído ao longo de 2025 com o esforço dos servidores, técnicos e, principalmente, dos produtores e produtoras rurais.
Segundo o secretário, os números alcançados pela agricultura acreana são fruto de uma parceria sólida entre governo, equipes da Seagri e quem vive no campo. Ele ressaltou que nenhuma política pública se sustenta sem o produtor rural e que o momento é de agradecer, fazer um balanço do que foi realizado e se preparar para um novo ciclo, com foco em mais entregas e obras no próximo ano.
Com a presença de Gladson Cameli, confraternização marca balanço positivo da agricultura
Olhando para 2026, José Luis Tchê adiantou que a Seagri chega com projetos estruturantes já planejados, muitos deles voltados à inovação. Entre os destaques está o programa Agricultor Digital, que deve integrar tecnologia, regularização fundiária digital, acesso a serviços e até telemedicina para produtores que vivem em áreas mais distantes, levando dignidade e qualidade de vida ao campo.
Ao final, o secretário deixou uma mensagem de confiança e reconhecimento aos agricultores do Acre, reforçando que o estado tem terra fértil, clima favorável e, acima de tudo, produtores comprometidos. A expectativa, segundo ele, é de que o próximo ano seja de ainda mais avanços, com políticas públicas que fortaleçam o agro e consolidem o Acre como um celeiro em crescimento na Amazônia.
16 de dez. de 2025
O paraguaio 𝐒𝐓𝐭𝐞 𝐏𝐀𝐌 𝐄𝐥𝐢 𝐚𝐬 𝐄𝐦𝐚𝐧𝐮𝐞𝐥 𝐃𝐞𝐥𝐠𝐚𝐝𝐨 𝐎𝐳𝐨𝐫𝐢𝐨 conclui o curso de piloto aviador na AFA
🇧🇷 El 12 de diciembre del año en curso, el 𝐒𝐓𝐭𝐞 𝐏𝐀𝐌 𝐄𝐥𝐢́𝐚𝐬 𝐄𝐦𝐚𝐧𝐮𝐞𝐥 𝐃𝐞𝐥𝐠𝐚𝐝𝐨 𝐎𝐳𝐨𝐫𝐢𝐨 culminó con éxito su formación en la prestigiosa Academia de la Fuerza Aérea Brasileña (AFA), en Pirassununga, Estado de São Paulo, Brasil.
— Fuerza Aérea Paraguaya (@Fuerza_aereapy) December 15, 2025
🧑🏻✈️El STte Delgado pic.twitter.com/pqQzrbT6QS
Em 12 de dezembro deste ano, 𝐒𝐓𝐭𝐞 𝐏𝐀𝐌 𝐄𝐥𝐢 𝐚𝐬 𝐄𝐦𝐚𝐧𝐮𝐞𝐥 𝐃𝐞𝐥𝐠𝐚𝐝𝐨 𝐎𝐳𝐨𝐫𝐢𝐨 concluiu com sucesso seu treinamento na prestigiosa Academia da Força Aérea Brasileira (AFA), em Pirassununga, Estado de São Paulo, Brasil.
Ele concluiu o Curso de Piloto Aviador Militar, treinando nas aeronaves T-25 Universal e T-27 Tucano, onde realizou manobras de voo, acrobacias aéreas, voo em formação, navegação por instrumentos e voo noturno, demonstrando excelência, disciplina e profissionalismo.
Este fato reflete o firme compromisso da FAP com o treinamento integral de seu pessoal e fortalece os laços de cooperação internacional com instituições aliadas, garantindo que cada membro esteja preparado para enfrentar os desafios do serviço e contribuir para a defesa do país.
15 de dez. de 2025
Bastidores da história acreana: bate-papo com o professor Lauro Fontes no DiárioCast
Tarauacá avança na construção de 50 unidades habitacionais após assinatura de processo licitatório
José Gomes/ SECOM - O município de Tarauacá deu um passo decisivo rumo à construção de novas moradias populares. Nesta semana, o secretário estadual de Habitação e Urbanismo, Egleuson Santiago, anunciou a assinatura do processo licitatório que permitirá o início das obras de 50 unidades habitacionais destinadas a famílias tarauacaenses. O avanço marca uma etapa fundamental dentro do planejamento estabelecido pelo Governo do Estado para ampliar o acesso à moradia digna em diversos municípios acreanos.
Visita técnica em julho confirmou viabilidade do projeto
O anúncio desta semana é resultado de um trabalho que vem sendo desenvolvido desde julho, quando o prefeito Rodrigo Damasceno e a vice-prefeita Marilete Vitorino receberam o secretário Egleuson Santiago para uma visita técnica ao terreno onde as casas serão construídas.
Na ocasião, a equipe avaliou as condições da área e acompanhou de perto o andamento da sondagem do solo, etapa essencial para garantir segurança e qualidade na execução da obra.
Sondagem concluída e cronograma avançando
Durante aquela inspeção, o secretário Egleuson havia informado que a sondagem estava em fase final e que, após sua conclusão, o próximo passo seria justamente a abertura do processo licitatório. Com o anúncio feito nesta semana, o cronograma segue dentro do previsto, aproximando o município do início efetivo das construções.
Impacto social esperado
As 50 novas habitações representam um reforço importante para a política habitacional de Tarauacá, contribuindo para reduzir o déficit de moradia e oferecer melhores condições de vida a dezenas de famílias. O município aguarda agora as próximas etapas do processo, que incluem a definição da empresa responsável pela obra e, posteriormente, o início dos trabalhos no canteiro de obras.
Zelensky abre mão da adesão à OTAN em tentativa de avançar nas negociações de paz
BERLIM — O presidente da Ucrânia, Volodímir Zelensky, anunciou neste domingo (14 de dezembro de 2025) que o país está disposto a renunciar formalmente ao sonho de se tornar membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) como parte de um esforço estratégico para impulsionar as negociações de paz com a Rússia. A declaração foi feita às vésperas de uma nova rodada de conversas em Berlim, que reúne representantes ucranianos, enviados dos Estados Unidos e líderes europeus com o objetivo de encontrar um caminho para encerrar o conflito iniciado em 2022.
A posição de Zelensky representa uma mudança significativa na política externa ucraniana, já que a adesão à OTAN vinha sendo um dos principais objetivos estratégicos do país e estava prevista na Constituição ucraniana como uma garantia de segurança diante de possíveis futuras agressões — especialmente por parte da Rússia.
Garantias de segurança no lugar da adesão
Zelensky afirmou que, em vez de buscar a filiação plena à OTAN, Kiev agora está focada em negociar garantias de segurança juridicamente vinculativas com os Estados Unidos, União Europeia, Canadá, Japão e outros parceiros ocidentais. Segundo ele, essa nova abordagem seria um compromisso ucraniano em troca de apoio efetivo que possa evitar futuras ofensivas russas.
Embora a renúncia à adesão à OTAN atenda a uma das exigências apresentadas por Moscou nas negociações de paz, Zelensky deixou claro que a Ucrânia não pretende ceder territórios já sob seu controle, rejeitando, por ora, propostas que impliquem na retirada de tropas ou entrega de áreas no leste do país.
O contexto das negociações
As conversas em Berlim contam com a participação de enviados especiais dos Estados Unidos — incluindo Steve Witkoff e Jared Kushner — e do chanceler alemão Friedrich Merz, entre outros líderes europeus. Os negociadores estão trabalhando para mediar um plano de paz que possa equilibrar os interesses de Kiev e as exigências russas, que há tempos afirmam que a Ucrânia deve abandonar seus planos de adesão à OTAN e aceitar um status de neutralidade como condição para um acordo duradouro.
A mudança de postura de Kiev ocorre em meio a uma intensificação das operações militares no terreno e a pressões diplomáticas crescentes por parte dos Estados Unidos e seus aliados para buscar uma solução negociada que ponha fim à guerra mais sangrenta na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
O objetivo de Putin com a guerra na Ucrânia
Um dos principais objetivos declarados por Putin desde o início da crise é impedir que a Ucrânia entre na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) — uma meta repetida em discursos oficiais e que esteve no cerne das exigências russas antes e depois da invasão.
Segundo analistas, Moscou vê a expansão da OTAN rumo ao leste europeu, inclusive com a possibilidade da Ucrânia se tornar membro, como uma ameaça direta à sua segurança estratégica. Para Putin, uma Ucrânia integrada à OTAN significaria bases militares e capacidades ocidentais ainda mais próximas do território russo.



























