9 de out. de 2018

Gestor do Alaska explica por que a Faria Lima se converteu a Bolsonaro


Henrique Bredda é apenas um dos gestores que mais ganhou dinheiro na Bolsa desde 2016 e também é conhecido por suas postagens pró-Bolsonaro no twitter; ele escreveu uma coluna com exclusividade ao InfoMoney explicando por que o mercado financeiro abraçou o deputado

Jair Bolsonaro (Gabriela Korossy/ Câmara dos Deputados)


Como explicar por que tanta gente demorou para perceber o "fenômeno Bolsonaro"? Concorde ou não com as ideias do candidato do PSL, o fato é que a onda conservadora colocou o deputado a um passo da Presidência da República, além de ter ajudado a eleger 52 deputados do partido e tantos políticos que declararam apoio.

A resposta para a pergunta está com Henrique Bredda, gestor de um dos fundos de ações que mais lucrou no Brasil nos últimos anos e um dos primeiros investidores profissionais que começou a ver com bons olhos as ideias econômicas de Bolsonaro.

Bredda enviou com exclusividade ao InfoMoney sua análise sobre como nasceu esse fenômeno Bolsonaro e por que os investidores que habitam a Faria Lima abraçaram de vez o candidato. Mas antes do texto, uma breve apresentação para quem não conhece o Henrique Bredda.

Bredda é gestor do fundo de ações Alaska Black, que de janeiro de 2016 pra cá teve ganhos de impressionantes 305%, bem acima da alta de 83% do Ibovespa.

Importante ser dito que o fundo carrega uma boa dose de "emoção" na sua cota, com uma volatilidade acima da média da indústria. Por isso o Alaska Black é uma ótima opção para quem quer ter uma "pimenta" na carteira de investimentos - mas como toda pimenta, coloque uma quantidade que não te faça se arrepender depois.

Mas Bredda não é famoso apenas pela impressionante performance de seu fundo, e quem segue sua conta no twitter sabe bem o motivo. Um dos primeiros profissionais da indústria de fundos a "quebrar a casca" que dividia o buy side do investidor de varejo, ele atraiu muitos fãs (e alguns haters também) pelas suas postagens favoráveis a Bolsonaro.

Em julho, por exemplo, o gestor revelou que teve um encontro com Bolsonaro e ficou com uma ótima impressão dele, gerando forte reação de apoiadores e desafetos do candidato.

A saber: o fundo Alaska Black está aberto para aplicação em várias plataformas, como a XP Investimentos. Se você quer investir no fundo, clique aqui e abra sua conta gratuitamente na XP.

E para quem quiser conhecer Bredda pessoalmente, ele será um dos palestrantes do evento que o InfoMoney fará parte e acontecerá nesta quarta-feira (10) na sede da Fecomercio em São Paulo. O evento é gratuito, mas as vagas são limitadas. Veja aqui como assistir.

Confira a análise de Henrique Bredda enviada ao InfoMoney:

"Ainda teremos o 2º turno pela frente, mas o que vimos até aqui já foi histórico. Vários conceitos, antes tidos como verdades absolutas pelos especialistas em 'ciência política', foram destruídos. Na eleição presidencial vimos as principais vantagens, tidas como essenciais, serem reduzidas em frangalhos: tempo de TV, coligações, dinheiro para a campanha, estrutura e tradição partidária. Fosse tudo isso importante, não teríamos Jair Bolsonaro do PSL com 46,2% e Geraldo Alckmin (PSDB) com 4,8%. Foram quase 10 vezes mais votos para o candidato sem dinheiro, sem estrutura partidária, sem tempo de TV, sem coligações e sem nunca ter disputado uma eleição presidencial.

Alckmin teve um arsenal invejável ao seu dispor: tempo de TV infindável, muito dinheiro a disposição, conseguiu a maior coligação entre todos - atraindo o tão desejado 'Centrão' - e representou o PSDB, um partido que disputou competitivamente todas as eleições presidenciais desde o Plano Real, chegando sempre entre os dois candidatos mais votados. Alckmin teve ainda um dos melhores track records no currículo: foi por diversas vezes governador do mais rico estado do Brasil, tendo vencido todas as eleições com grande facilidade.

O que aconteceu então? A eleição para governador de São Paulo nos dá uma pista: Dória terminou em 1º, sendo o representante do PSDB, no estado com tradição tucana, mas Bolsonaro ganhou com folga no mesmo estado. Essa é a prova que o eleitor não é ideologicamente ligado a partidos. O eleitor define o seu voto nome a nome. E nessa eleição em especial, ter o nome conhecido ou ser político da velha guarda não significou se sair bem. A população quer renovação. O povo não gosta do que está vendo e quer trocar. Doria é um 'new face', mesmo sendo do PSDB. Alckmin não. Bolsonaro, por mais que esteja há quase 30 anos no Congresso, é uma pessoa nova para a maioria da população e se posiciona claramente anti-establishment.

Outra característica presente em todas as eleições, e fica agora a grande dúvida depois do fiasco que vimos nessas eleições de 2018, foram as pesquisas eleitorais. Qual a real utilidade? São críveis? O mercado balançou vigorosamente a cada nova pesquisa, principalmente a do Datafolha e do Ibope. Dezenas de bilhões de reais em valor de mercado foram retirados e acrescidos nas mais diversas companhias de acordo com as intenções de voto. E por mais que esses institutos tenham corrido nos últimos dias para 'ajustar' os números de intenções de voto do Bolsonaro, eles ficaram várias 'margens de erro' erradas. Bolsonaro veio muito acima do mais otimista cenário previsto anteriormente, e acrescido ainda de algumas 'margens de erro' a mais. Foi surreal o erro. Diria que esse 'erro' se estenderá no 2º turno novamente.

Leia também:
> O segredo do sucesso do Alaska Black: "gostamos dos ativos que ninguém gosta"
> Fundador do Alaska explica por que o Ibovespa pode subir 1.000% nos próximos anos

Do ponto de vista prático, pensando no Congresso, onde as maiores batalhas para aprovação de reformas que o país tanto precisa serão travadas, temos excelentes notícias. Políticos que poderiam atrapalhar o avanço do país ficaram de fora: Suplicy, Lindbergh, Dilma, Requião, Wadih Damous, Vanessa Graziotin, Vicentinho, Jorge Viana etc... Já outros alinhados com o avanço do país entraram: Luiz Philippe de Orleans e Bragança, Kim Kataguiri, Carla Zambelli, entre outros. A população quer renovação e se cansou da hegemonia da esquerda. Quer renovação, e é pela direita. No 2º turno, Bolsonaro começa com uma enorme vantagem. Receberá uma migração natural de eleitores anti-petista do Alckmin, Amoedo, Meirelles, Marina e até do Ciro Gomes. E não adianta o candidato que ficou fora do 2º turno pedir voto pro Haddad ou pro Bolsonaro: o eleitor brasileiro é independente.

Segunda-feira os mercados devem abrir comemorando a grande vantagem do Bolsonaro frente ao Haddad, comemorando o fato do Ciro Gomes estar fora do 2º turno (cenário mais temido pelo mercado) e comemorando (por que não?) o fato de Suplicy, Lindbergh, Dilma, Requião e tantos outros saírem de cena e não poderem atuar contra as tão necessárias reformas.

É jogo de ida e volta, mas podemos dizer que Bolsonaro ganhou de goleada fora de casa no jogo de ida, contra todas as previsões dos especialistas, desde os que falavam em desidratação, até os que nem sequer o levavam a sério. No jogo de volta agora, terá igual condição naquilo que ainda não teve: tempo de TV para que a população o conheça um pouco mais de perto e desmistifique as impressões ruins que as campanhas difamatórias ininterruptas por ventura tenham lhe dado.

Estou particularmente curioso para saber o posicionamento oficial do PSDB e do NOVO: Bolsonaro, PT ou em cima do muro. Veremos.

Bom 2º turno a todos.

Henrique Bredda"

8 de out. de 2018

Gladson Cameli é eleito governador e encerra ciclo de duas décadas de poder petista no Acre


Com 98% das urnas apuradas, candidato é declarado eleito com mais de 53% dos votos


Archibaldo Antunes - O senador Gladson Cameli é o novo governador eleito do estado do Acre, com mais de 53% dos votos. Com a vitória em primeiro turno – conforme a previsão das últimas pesquisas de intenção de voto feitas por quatro institutos –, o progressista encerrou o longo ciclo do PT no governo estadual, que começou com Jorge Viana, no ano 2000, passou por Binho Marques, em 2006, e terminará no dia 31 de dezembro, com Tião Viana.


E com o detalhe de impor sobre o adversário do PT uma vitória acachapante, numa diferença superior a 78 mil votos sobre o concorrente. A apuração parcial contabiliza mais 220 mil votos para o progressista, contra 141 mil de Marcus, 44 mil do Coronel Ulysses, 2,7 mil de Janaína Furtado e 1.193 de David Hall.

Com 98% das urnas apurados, Gladson foi declarado eleito pelo TRE/Arte: Contilnet
No comecinho da apuração dos votos no Acre, quando os primeiros 2% das urnas já estavam apuradas, o candidato petista Marcus Alexandre tomou à frente, com mais 56% dos votos – contra 46% de Cameli –, dando a impressão de que poderia virar o jogo. Minutos depois (com 3,9% dos votos contabilizados pela Justiça Eleitoral) a diferença em favor do ex-prefeito de Rio Branco em relação ao principal adversário já havia caído para 0,4%.

Por volta dos 13% das urnas apuradas, Gladson tinha ultrapassado do petista: o primeiro com 50,5% dos votos válidos, e o segundo com 41,9%. À essa altura, o Coronel Ulysses (PSL) somava 7%, Janaína Furtado (Rede) 0,36%, e David Hall (Avante) 0,15%.

Com mais de um terço da apuração realizada pelo TRE, a tendência de vitória de Gladson no 1º turno se mantinha. Ele já contabilizava 53%, contra 37% de Alexandre e 9% de Ulysses. Janaína e Hall se mantinham abaixo de 1%.

O senador do Progressistas se mantinha 3,5 pontos percentuais acima dos 50% necessários para liquidar a fatura quando a apuração havia chegado aos 80% do total. Marcus Alexandre, por sua vez, caíra 2 pontos, indo a 35%. Ulysses subiu um ponto – chegando a 10%. E os outros dois candidatos se mantinham abaixo de 1%.

Assim que 98% dos votos haviam sido contabilizados pelo Tribunal Regional Eleitoral, Gladson foi anunciado como governador eleito do Acre, com 53,65% dos votos – contra 34,45% de Marcus Alexandre, e 10,82% do Coronel Ulysses.

Janaína Furtado e David Hall não alcançaram 1% dos votos.

3 de out. de 2018

Justiça suspende CEI contra a Prefeita de Tarauacá, e decreta nulos os atos realizados pela Comissão


Prefeita Marilete Vitorino comemorou a decisão.

Acrenoticias - A titular da Vara Cível da Comarca de Tarauacá, a magistrada Ana Paula Saboya Lima, concedeu uma liminar à Prefeita de Tarauacá, Marilete Vitorino (PSD), suspendendo a decisão de abertura da Comissão Especial do Impeachment (CEI), e decretando nulos os atos praticados pela Comissão.

A CEI buscava cassar o mandato da gestora. A denúncia feita contra a gestora e acatada por oito vereadores afirmava que ela teria cometido falta de decoro, além de descumprir com a legislação ao repassar o mandato ao procurador jurídico do município, além de ser acusada de outros problemas e falta de serviços que supostamente deveriam ser oferecidos pela Prefeitura.

A Reportagem do Acre.com.br apurou que o Mandado de Segurança foi impetrado por Marilete Vitorino após ter sido notificada da decisão da Câmara de Vereadores. O problema alegado no Mandado de Segurança (MS) seria o descumprimento dos regulamentos municipais que determinam prazos para a escolha dos membros da CEI, da escolha do presidente, dentre outras falhas processuais.

“Assim, a análise da questão, em juízo de cognição sumária permite concluir que não houve observância das formalidades legais previstas no Decreto Lei nº 201/67, Lei Orgânica Municipal e Regimento Interno da Câmara de Vereadores, pela não realização da constituição da comissão processante na mesma sessão em que recebeu a denúncia, bem como pela ausência de realização de sorteio e não observância da proporcionalidade da representação partidária para escolha dos membros da Comissão Processante, o que se afigura suficiente para concessão da liminar pretendia, sem prejuízo da análise das outras matérias quando do julgamento definitivo do presente caso”, descreve a magistrada.

Entre os argumentos apresentados, a Prefeita ainda apontou que os vereadores da Comissão estariam impedidos de atuar.

A decisão é liminar e analisou a formalidade e o cumprimento da legislação do município.

O pedido de abertura da CEI foi do servidor em cargo de confiança Rodnei Sombra, lotado na própria Câmara Municipal.

Pesquisa da Record coloca Gladson com 49% e Marcus com 34%



Marcos Venicios - O Instituto Real Time Big Data, contratado pela Rede Record/TV Gazeta, divulgou nesta terça-feira, 2, os números referentes a intenção de votos dos acreanos para a disputa do governo do Acre faltando cinco dias para o dia da eleição, no domingo, dia 7. De acordo com a pesquisa estimulada, o candidato progressista Gladson Cameli aparece com 49%, abrindo 15 pontos de vantagem do segundo colocado, o candidato petista, Marcus Alexandre Viana, que registrou 34% das intenções de votos. Na terceira colocação, surge o Coronel Ulysses Araújo (PSL) com 9%. Na quarta posição, aparece Janaina Furtado (Rede) com 1% das intenções de votos. O candidato do Avante, David Hall, não pontuou na pesquisa. Nulos e Brancos registraram 4% e indecisos ficou na casa dos 3%.


Já na amostra de votos válidos, Gladson aparece com 53% e Marcus Viana marca 36%. Ulysses fica com 10% e Janaina registra apenas 1%, o que resultaria no termino das eleições no primeiro turno.

A pesquisa também abordou sobre a espontaneidade do voto. Nesse quesito, Gladson Cameli aparece com 37% e Marcus com 24%. Coronel Ulysses surge com 6%. Nulos ou Brancos registraram 13% e indecisos ficou na casa dos 20%.

A amostragem do Instituto Real Time Big Data traz a tona também os percentuais de rejeição dos candidatos. Marcus Viana lidera o percentual de rejeição com 49%. Já Gladson Cameli aparece em segundo, com 35%. Janaina Furtado e David Hall aparecem empatados com 28% de rejeição cada. Ulysses Araújo marca 26%.

Na simulação de segundo turno entre Gladson Cameli e Marcus Viana, o candidato progressista venceria o pleito com com 54% dos votos contra 37% do petista. Nulos e brancos registraram 6% e 3% ficaram indecisos.

A Pesquisa Real Time Big Data foi realizada no dia 1 de outubro e ouviu 1.200 pessoas. A amostragem tem margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos e tem margem de confiança de 95%. A medição foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número AC –05680/2018 // BR – 05230/2018.

2 de out. de 2018

Corte internacional nega pleito da Bolívia para obrigar Chile a negociar acesso ao mar


Por 12 votos a 3, tribunal rejeitou demanda feita por La Paz em 2013; chilenos comemoram



HAIA — A Corte Internacional de Justiça (CIJ) rejeitou nesta segunda-feira a demanda da Bolívia de forçar o Chile a negociar um acesso soberano do país ao Oceano Pacífico. A Bolívia desejava pôr fim ao que chama de “dependência e sobrecustos logísticos” para importar e exportar os seus produtos através dos portos chilenos.

Mas os juízes, por 12 votos a favor e 3 contra, julgaram que o Chile “não está obrigado a fazer isso, porque nenhum dos acordos ou tratados assinados por ambos os países ao longo dos anos assim o determina; tampouco o determinam outras resoluções internacionais”, segundo o parecer do presidente da Corte, o somaliano Abdulqawi Ahmed Yusuf.

— A República do Chile não contraiu a obrigação legal de negociar um acesso soberano ao Oceano Pacífico para o Estado Plurinacional da Bolívia — disse Yusuf.

Em 2013, a Bolívia apresentou uma demanda ao tribunal internacional para obrigar o Chile a negociar um acesso soberano ao Pacífico. Após a derrota na Guerra do Pacífico (1879-1884), o país cedeu ao Chile 400 quilômetros de costa e 120 mil quilômetros quadrados de território, num tratado de fronteira assinado em 1904.

A ação movida por Morales em 2013 procurava alcançar três declarações do CIJ: que o Chile tinha a obrigação de negociar com a Bolívia para chegar a um acordo para conceder um acesso soberano ao mar; que o Chile não tinha cumprido essa obrigação; e que tinha que cumpri-lo de boa fé, formal e prontamente, dentro de um prazo razoável e de maneira efetiva.

Ao longo destes cinco anos, Morales adotou não apenas uma estratégia legal, mas também de comunicação, diplomática e política. A Bolívia defendia que o Chile havia se comprometido ao longo dos anos a negociar o acesso soberano ao mar, por meio de acordos, práticas diplomáticas e declarações de representantes do mais alto nível.

O país mantinha uma expectativa positiva quanto ao resultado, baseada em uma vitória da equipe jurídica boliviana em um processo que já terminou, quando o Chile questionou a competência do CIJ para lidar com a questão.

Além disso, a reivindicação não se baseava no tratado territorial que anula o litoral boliviano desde 1904, que é irreversível, mas sim nas chamadas “expectativas de direito”, que a Bolívia teria adquirido, de acordo com a própria, a partir de várias ofertas feitas pelo Chile ao longo do tempo para resolver a disputa bilateral, que não se concretizaram.

O Chile, entretanto, defendia que as conversas sempre estiveram fechadas e quase sempre foram frustradas pelo próprio governo boliviano. O país entende que não há disputas de fronteira pendentes entre os dois países e que cumpriu e aprofundou todos os compromissos firmados no tratado de 1904 e seus acordos complementares, sem perder sua vontade permanente de diálogo.

De acordo com Santiago, a Bolívia cedeu o litoral definitivamente no tratado, e, em troca, o Chile efetou um pagamento em libras esterlinas, a construção de uma ferrovia entre as cidades de Arica e La Paz e a garantia de trânsito livre para os portos do Chile, o que tem sido cumprido por mais de 100 anos.

O Chile recebeu com surpresa e satisfação a decisão da CIJ, que considerou contundente. A sentença foi esperada com grande ansiedade no país. Parlamentares de todos os setores políticos assistiram juntos no Congresso ao julgamento em Haia, enquanto o presidente Sebastián Piñera e os ministros se reuniram no Palácio de la Moneda.

— Hoje é um grande dia para o Chile, e também para o direito internacional. Para o respeito aos tratados internacionais e para a saudável e pacífica convivência entre os países — disse Piñera, sorridente, poucos minutos depois de conhecer o resultado. — O presidente Evo Morales criou falsas expectativas e grandes frustrações para o seu próprio povo. Além disso, nos fez perder cinco valiosos anos nas saudáveis e necessárias relações que o Chile deve ter com os países vizinhos, inclusive a Bolívia — disse Piñera.



Havia temor de que o resultado de um litígio com o Peru de 2014 se repetisse, quando o CIJ determinou que o Chile perderia cerca de 20 mil quilômetros de presença marítima. Nas últimas décadas, várias autoridades chilenas assumiram disposição para novas negociações com a Bolívia, mas quase sempre foram frustradas pelo governo boliviano, até o rompimento unilateral das relações diplomáticas em 1978.

— Quando eles me dizem que talvez você tenha que negociar, negociar de boa fé, tudo o que eu digo é: ‘Mas por Deus, se é isso que sempre fizemos’ — disse o ex-presidente e atual senador chileno Ricardo Lagos, que em seu mandato manteve negociações com o então líder boliviano, Hugo Banzer, para facilitar a exportação de gás através dos portos chilenos, embora sem falar em soberania.

O presidente Morales, por sua vez, disse que não vai desistir do pleito.

— A Bolívia nunca renunciará — afirmou o presidente boliviano a jornalistas após a decisão. — No relatório, embora não haja a obrigação de negociar, há um chamado à continuidade do diálogo.

Segundo analistas, Morales pretendia usar uma vitória em Haia para impulsionar a própria campanha a um quarto mandato presidencial, em eleições marcadas para outubro de 2019 e cercadas por polêmica. Em fevereiro de 2016, Morales foi derrotado em um referendo que reformaria a Constituição para lhe conceder o direito a concorrer a mais um pleito. Ele então recorreu ao Tribunal Constitucional do país, que concedeu que é seu “direito humano” disputar a presidência.

Um resultado favorável à Bolívia em Haia serviria para impulsionar uma narrativa vitoriosa, de que o seu governo foi o único a lograr êxito no tema, histórico para os bolivianos. A questão adquiriu tal importância no país que a nova Carta Magna, aprovada em 2008, inclui um artigo sobre o “direito irrenunciável e imprescritível” do Bolívia sobre “o território que dá acesso ao oceano Pacífico e a seu espaço marítimo”.

O ex-chanceler boliviano Gustavo Fernandéz disse que a decisão não encerra a contenda, que deverá ser resolvida em outros âmbitos:

— Os juízes acabam de dizer: senhores, não existe obrigação jurídica, mas o problema não desapareceu, o problema persiste. — afirmou. — A Bolívia sustenta esta reivindicação há 140 anos e já demonstrou várias vezes que não renunciará, de modo algum, a este seu objetivo nacional.

Depois de desmontar os argumentos apresentados pela Bolívia sobre uma eventual obrigação jurídica do Chile, os juízes do CIJ pediram a ambas as partes que “continuem seu diálogo” num “espírito de boa vizinhança” para abordar o “enclausuramento da Bolívia”.

Com sede em Haia, a CIJ é um organismo ligado às Nações Unidas que julga disputas entre Estados.

FONTE: O Globo/Agências Internacionais

21 de set. de 2018

Valor: Embraer vai entregar três aeronaves KC-390 à FAB em 2019


 Embraer KC-390

Andrea Jubé - O avião militar KC-390 da Embraer, entrou na fase de finalização na linha de montagem na unidade de Gavião Peixoto (SP): pelo menos três aeronaves serão entregues no ano que vem à Força Aérea Brasileira (FAB). Um dos projetos prioritários da área de defesa em parceria com a Embraer, ao lado dos caças Gripen, o novo cargueiro de uso militar e civil deve ser apresentado pela FAB em uma solenidade organizada para o Dia do Aviador, em outubro. Até lá, há a expectativa de que o avião receba o certificado de tipo da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).


O Valor acompanhou a demonstração da aeronave ao ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, na segunda-feira na unidade fabril em Gavião Peixoto.

Há dois aviões já na fase de finalização, outros dois na etapa de estruturação (um com a fuselagem quase completa, outro com uma das asas prontas), e o quinto já tem as peças encomendadas, o que tem de ser feito com meses de antecedência.

O presidente da EMBRAER Defesa & Segurança, Jackson Schneider, confirmou ao Valor que o certificado da ANAC será emitido ainda neste ano, e as primeiras unidades entregues à FAB em 2019, quando completam-se dez anos do início do projeto. O contrato de aquisição dos aviões, entretanto, remonta a 2014. O comandante da FAB, Nivaldo Rossato, disse que o órgão conta com o avião operando já no ano que vem.

A FAB encomendou 28 aeronaves à Embraer: o orçamento da Força para 2019 reservou R$ 750 milhões para a aquisição dos aviões. As negociações de vendas também estão avançadas com Portugal, que deve encomendar cinco unidades. Argentina, Chile, Colômbia e República Tcheca já assinaram cartas de intenção de compra do modelo, o maior avião militar produzido no Brasil, que encabeça o consórcio formado por Portugal, Argentina e República Tcheca.


De acordo com os engenheiros da linha de montagem, assim que a empresa atingir a “fase de aprendizado”, será possível acelerar a produção e fabricar 1,5 ou duas unidades por mês, a fim de atender a expectativa de crescimento da demanda internacional.

Conforme um acordo celebrado em 2013, na França, caberá à Boeing a promoção internacional do KC-390 e o impulso das vendas em mercados onde a gigante da aviação tem atuação estratégica. Essa parceria foi celebrada cinco anos antes da joint venture anunciada em julho, evidenciando a vocação das duas empresas para atuarem juntas.

O cargueiro da Embraer atinge um nicho de mercado onde a Boeing atua com modelos muito maiores, e enfrentava a concorrência da Lockheed, fabricante do Hércules C-130, também de transporte militar, mas desenvolvido há cerca de 60 anos. É justamente o avião de cargas utilizado pela FAB, que já completou 53 anos. “O nosso está antigo, o KC-390 é mais rápido, carrega mais carga com o custo de hora de voo mais barato, vai fazer a diferença no transporte e na logística”, afirma o brigadeiro Rossato.

Desde que encomendou à Embraer o desenvolvimento de um avião de transporte tático em 2009, a FAB investiu R$ 5 bilhões no projeto. Na fase de testes, o protótipo sofreu dois incidentes: em 2017, durante um voo, e em maio, quando deslizou na pista.

Além do documento da ANAC, o avião precisa concluir o ciclo de certificação, com a obtenção da Final Operational Capability (FOC), emitida pelo Instituto de Fomento Industrial (IFI), o que só deve ocorrer no ano que vem. Em dezembro de 2017, a aeronave obteve a Capacidade Inicial de Operação (IOC), que assegurou as condições necessárias para o início da operação, bem como um certificado provisório da ANAC, atestando a adequação do projeto aos requisitos de certificação da categoria transporte.

Segundo a EMBRAER, o avião está em campanha de ensaios, progredindo de forma “extremamente satisfatória”, atingindo os objetivos de desempenho e capacidade estabelecidos, e já tem acumuladas mais de 1.800 horas de voo. Para concluir a campanha de certificação, é preciso atingir 2.000 horas de voo.

FONTE: Valor Econômico*

17 de set. de 2018

OEA não descarta intervenção militar para depor Maduro na Venezuela


De acordo com o secretário-geral da OEA, o governo venezuelano tem cometido violação dos direitos humanos e crimes contra a humanidade


SP (FOLHAPRESS) – O secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), Luis Almagro, afirmou que não deve ser descartada uma intervenção militar na Venezuela para derrubar o governo de Nicolás Maduro.

A declaração do uruguaio ocorreu na Colômbia, no momento em que tratava da migração em massa de venezuelanos. De acordo com Almagro, o governo venezuelano tem cometido violação dos direitos humanos e crimes contra a humanidade.

“Nesse caso é miséria, é fome, é a falta de remédios, que são como instrumentos repressivos para impor uma vontade política ao povo, isso é inadmissível”, afirmou.

“O sofrimento do povo, no êxodo induzido que está sendo conduzido [pelo governo venezuelano], coloca as ações diplomáticas em primeiro lugar, mas não devemos descartar nenhuma ação. Quanto à intervenção militar para derrubar o regime de Nicolás Maduro, eu acho que não devemos descartar nenhuma opção.”

As declarações, dadas em Cúcuta, cidade na fronteira com a Venezuela, após uma reunião com o presidente da Colômbia, Iván Duque, e soaram como uma resposta ao governo do ditador Nicolás Maduro. Nesta semana, a Venezuela rejeitou ofertas de ajuda de outros países e informou que a atual crise humanitária pela qual o país passa faz parte de uma campanha mundial de difamação para derrubar Maduro.

O ditador venezuelano disse ainda que iria pedir uma indenização a Bogotá devido ao número de imigrantes colombianos que vivem na Venezuela. As declarações fizeram parte da primeira manifestação pública de Maduro após o jornal americano The New York Times ter revelado um encontro entre militares rebeldes do regime e representantes de Washington, o que segundo ele comprova que países estrangeiros trabalham contra seu governo, em especial os Estados Unidos.

FONTE: Folha de São Paulo

11 de set. de 2018

Pelo que apontam pesquisas, disputa pelo governo pode acabar no primeiro turno, diz colunista


Nova pesquisa mostra crescimento do progressista e estagnação do candidato do PT


KLÉBER BEZERRA, INTERINO  - O candidato do PP ao governo do Estado, Gladson Cameli, ampliou a vantagem sobre o candidato do PT, Marcus Alexandre, segundo pesquisa feita pelo instituto Delta, o petista estacionou em 27%, enquanto Gladson alcançou 44%.

Rejeição
Tanto na pesquisa estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, quanto na espontânea, Gladson é melhor avaliado. Marcus Alexandre só lidera no quesito rejeição. Ele tem 26,66% de rejeição do universo pesquisado.

Só confirma
A pesquisa da Delta, que foi registrada no TER – Tribunal Regional Eleitoral, só confirma o que as demais realizadas até aqui vêm mostrando. Gladson é bem avaliado pelo eleitor, que dá sinais de que deseja mudança. É aguardar o dia 7 de outubro para ver se a tendência vai se confirma ou não.

 Nova pesquisa mostra crescimento de Cameli/Foto: ContilNet

Briga boa
Enquanto que a disputa para o governo do estado parece cristalizada, para o Senado Federal a briga é boa pelas duas vagas nas eleições deste ano. Petecão, Jorge Viana, Márcio Bittar e Ney Amorim disputam com chance, com ligeira vantagem para os dois primeiros.

Em aberto
A pesquisa também revelou que o segundo voto para o Senado pode trazer surpresas, já que 26,13% dos eleitores entrevistados disseram não terem decidido ainda em quem votar. A disputa está totalmente indefinida, em aberto.

Fazendo “banzeiro”
Vendo o dia das eleições chegar e suas candidaturas sem decolar, muitos candidatos começam a entrar no desespero. Tem uns que estão recorrendo até a terreiro de macumba para tentar reverter a situação. Outros estão à base de Rivotril só em ver a balsa para Manacapurú fazendo “banzeiro”. Vixe!

Carreata
O PT e seus aliados “convocaram” suas militâncias, a maioria composta de cargos comissionados, para a carreata de seu candidato ao governo do estado. A festa foi bonita, porém com menos participantes que as carreatas realizadas pela FPA em eleições anteriores.

Empolgadíssimo
Em meio à carreata do Chame Chame um dos mais empolgados era o ex-vereador Carlinhos Santiago, diretor presidente da Cohab. Sem ter mais onde botar adesivo do 13, Carlinhos distribuía material de campanha do candidato e cantarolava seu jingle. Chame Chame Chame…

Tá “buiado”
Pelas recentes nomeações de assessores especiais e cargos comissionados feitas pelo governador Tião Viana, com salários nababescos que chegam a 19 mil reais e destoam dos salários de professores, médicos e os demais servidores, a conclusão a que se chega é de que o Estado está “buiado” na grana.

Nem aí
As nomeações feitas por Tião Viana soam como um tapa na cara do cidadão e do próprio Tribunal de Contas, que recentemente alertou para o grande número de servidores comissionados e recomendou ao governo conter sua volúpia em acomodar seus apaninguados. Tá nem aí!

Animados
Eleitores e aliados do candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, estão animados com o crescimento de sua candidatura depois do atentado que ele sofreu em Minas Gerais. O “Mito”, depois de quase ser assassinado por um imbecil fanático de esquerda, vê seu nome crescer nas pesquisas de intenção de voto.

Ex-governador do Paraná Beto Richa é preso em Curitiba


Político é candidato a senador pelo Estado 

Foto: Ricardo Gurriti / Futura Press

O ex-governador do Paraná e candidato ao Senado Beto Richa (PSDB) foi preso na manhã desta terça-feira em operação realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado, informou o MP paranaense.


O político foi detido devido a uma investigação do MP do Paraná sobre o programa Patrulha Rural, implantado para ampliar o policiamento em áreas rurais com viaturas 4x4, segundo o órgão.

Além de Richa, foram expedidos mandados de prisão para a mulher dele, um irmão do ex-governador e outras pessoas suspeitas de envolvimento em irregularidades no âmbito do programa, disse um representante do MP do Paraná por telefone.

Não foi possível fazer contato com representantes de Beto Richa de imediato

Também nesta terça-feira, a Polícia Federal deflagrou uma nova fase da operação Lava Jato no Paraná que investiga suspeita de pagamento de propina por parte da empreiteira Odebrecht a agentes públicos e privados do Estado no ano de 2014, quando Richa era o governador.


Sede da Polícia Federal no Paraná/Foto: Ricardo Moraes / Reuters
De acordo com a PF, a empreiteira fez pagamentos irregulares em contrapartida ao possível direcionamento do processo licitatório para investimento na duplicação, manutenção e operação da rodovia estadual PR-323.

Nessa ação, a Justiça Federal expediu 36 mandados judiciais a serem cumpridos nas cidades de Curitiba, Lupianópolis (PR), Colombo (PR), Salvador e São Paulo, sendo três mandados de prisão, todos em Curitiba.

A PF, como de costume, não identificou de imediato os alvos da operação, que foi batizada de Piloto.

10 de set. de 2018

Gladson tem 44% das intenções de voto e Marcus Alexandre 27,93%, segundo nova pesquisa Delta


Candidato da oposição cresceu quase 4 pontos em relação à sondagem anterior. Já a candidatura do petista estacionou no mesmo percentual apurado no início de agosto


ARCHIBALDO ANTUNES - O senador Gladson Cameli (Progressistas) ampliou a vantagem em relação ao seu principal adversário político na disputa pelo governo do Estado, o petista Marcus Alexandre. A nova sondagem de intenção de voto, na modalidade ‘estimulada’ (quando são apresentados ao eleitor os nomes dos concorrentes), mostra Cameli com 44% da preferência do eleitorado. No levantamento de agosto, também feito pela Delta Agência de Pesquisa, o progressista somava 40,46%, contra os mesmos 27,93% do candidato do PT.


Pesquisa mostra Cameli com 44% da preferência
do eleitorado da Capital e do interior
Em terceiro lugar aparece o Coronel Ulysses Araújo (PSL), com 6,53% das intenções de voto. Na sondagem de agosto, Ulysses obteve 7,26%. Em seguida vem a candidata da Rede Sustentabilidade, Janaína Furtado, com 1,26%. E por último David Hall (Avante), com 0,40%. No levantamento anterior, Janaína obteve índice de 2,06%, e Hall, de 0,33%.

Votos em branco/nulos somaram 5,86%, segundo a agência Delta. Já os eleitores que não souberam ou não quiseram responder à pergunta totalizaram 14%.

Hipótese de segundo turno

O instituto também aferiu a tendência dos eleitores acreanos na hipótese de que a disputa ao governo seja definida em segundo turno entre os dois principais postulantes à sucessão de Tião Viana. Gladson Cameli lidera com folga nesse cenário presumido, com 50,60% dos votos, contra 32,73% de Marcus Alexandre.

O candidato do PT, Marcus Alexandre, lidera o índice de rejeição
A sondagem demonstra ainda que o percentual dos eleitores – independente do candidato de sua preferência – que acreditam na vitória de Gladson é de 49,66%, portanto maior que o total dos que declararam votar nele. Marcus Alexandre sofre o efeito inverso: apenas 27,66% dos entrevistados apostam em sua eleição.

Nesse quesito, o Coronel Ulysses conta com meros com 1,06%, seguido de Janaína Furtado (0,33%) e David Hall (0,40%). Os que não souberam/não responderam à questão totalizam 21,46%.

Rejeição

O ex-prefeito de Rio Branco lidera a pesquisa apenas quando o tema é a rejeição do eleitor acreano. Ante a pergunta “Em quem você não votaria de jeito nenhum para governador do Acre”, 26,66% apontaram o candidato do PT. Gladson Cameli vem em seguida, com 12,26%, seguido de Ulysses (8,66%), Janaína (7,66%) e Hall (7,06%).

Os eleitores que não souberam ou não responderam totalizaram, neste caso, 37,66%.

Segundo a Delta, a pesquisa foi feita entre os dias 1º e 5 deste mês, com 1.500 eleitores. A margem de erro é de 2,5%, e o nível de confiança, de 95%. Os dados foram registrados no Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE) sob o número AC-06152/2018.

7 de set. de 2018

Uma vítima de verdade



O atentado a Jair Bolsonaro desmarcarou a impostura lulista.

Lula foi afastado da campanha eleitoral porque recebeu propina. Jair Bolsonaro foi afastado da campanha eleitoral porque tentaram assassiná-lo.

O criminoso condenado pela Lava Jato, que subiu nas pesquisas apresentando-se como vítima, agora tem de enfrentar uma vítima de verdade.

6 de set. de 2018

Corregedoria do TSE acata a defesa de Jéssica Sales e a considera apta a concorrer nas eleições



A Corregedoria Geral Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), órgão máximo da Justiça Eleitoral, acatou a defesa da deputada federal Jéssica Sales (MDB) e a considerou apta a concorrer nas eleições 2018. A decisão saiu no final da tarde desta quarta-feira (5). A Justiça considerou que Jessica Sales, que concorre à reeleição, tomou todas as providências necessárias durante o cadastramento biométrico realizado em 2017 pelo TRE do Acre.

Na decisão, a Corregedoria Geral Eleitoral do TSE ressalta que Jéssica Sales pode concorrer normalmente nas eleições de 2018 estando com sua candidatura à reeleição dentro do que exige a legislação eleitoral brasileira. Com isso, a instância máxima da Justiça Eleitoral encerra qualquer discussão jurídica a respeito de pedidos de impugnação no âmbito da Justiça acreana, passando a considerar que ela está com o título eleitoral e o alistamento ativos e que pode ser candidata.

Leia abaixo um trecho da decisão:

“Ante o exposto, a despeito das restrições atinentes ao tempo e das regras alusivas ao procedimento revisional, presente ainda a boa-fé objetiva manifesta no caso em espécie, impõe-se o deferimento do pedido de reconsideração para reconhecer como regular, na dimensão jurídico-normativa e nos termos da decisão do Juízo da 4a ZE/AC, a situação do alistamento eleitoral da titular da inscrição n° 3097672461, JESSICA ROJAS SALES, ficando a eleitora isenta das sanções decorrentes do não cumprimento das obrigações eleitorais, na forma preconizada pelo art. 10 da Res.-TSE n° 23.556/2017, analogicamente aplicável à hipótese dos autos.

Caberá ao Juízo da 4a ZE/AC, tão logo retomadas as atualizações do cadastro, adotar as providências necessárias ao saneamento devido, haja vista o momentâneo óbice de natureza eminentemente técnico-operacional.”

5 de set. de 2018

MP denuncia Haddad por corrupção e lavagem de dinheiro em suposto pagamento de dívida de campanha


Segundo a denúncia, ao iniciar mandato, ex-prefeito de São Paulo pediu R$ 2,6 milhões ao ex-presidente da UTC. Assessoria de Haddad demonstrou surpresa com denúncia no período eleitoral.

Fernando Haddad é réu por improbidade verificada nos tempos de prefeito. (Foto: EBC)

O Ministério Público de São Paulo denunciou o ex-prefeito de São Paulo e candidato a vice-presidente Fernando Haddad (PT) por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha por suspeita de pedir R$ 2,6 milhões à construtora UTC Engenharia para pagamento de dívidas de campanha.

Em nota, a assessoria de Haddad demonstrou “surpresa” com a denúncia em período eleitoral, afirmando que o delator do caso, o ex-presidente da UTC teve delações negadas pela Justiça (veja mais abaixo).

Segundo a denúncia, o pedido de recursos ao ex-presidente da UTC Ricardo Pessoa, entre abril e maio de 2013, foi feito por meio do então tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, que pretendia obter inicialmente R$ 3 milhões para o pagamento de trabalhos feitos à campanha por uma gráfica que pertencia ao ex-deputado estadual Francisco Carlos de Souza, conhecido como “Chicão”.

O promotor Marcelo Mendroni, autor da denúncia, diz que Vaccari Neto “representava e falava em nome de Fernando Haddad”.

O MP argumenta que houve um encontro pessoal do presidente da UTC com Haddad, conforme consta na agenda dele, após assumir a Prefeitura de São Paulo, em fevereiro de 2013. O documento aponta ainda que Ricardo Pessoa possuía uma “contabilidade paralela” relativa “a propinas pagas em decorrência de contratos de obras da UTC com a Petrobras, como “dívida a saldar em pagamentos indevidos de propinas” de R$ 5 milhões.

O promotor, que integra o Grupo de Atuação Especial de Repressão à Formação de Cartel e à Lavagem de Dinheiro e de Recuperação de Ativos, diz que houve uma negociação direta para o pagamento da dívida da campanha com a gráfica entre a UTC e o diretor financeiro da gráfica, reduzindo o valor para R$ 2,6 milhões.

A distribuição do dinheiro ocorreu, ainda segundo a denúncia, através de um esquema montado pela UTC por “contratos de prestação de serviço fictícios ou superfaturados”, de forma que os valores voltavam para a construtora e eram repassados a contas de caixa 2 junto ao doleiro Alberto Youssef, um dos delatores de esquemas de desvios de recursos públicos na Petrobras e no governo federal no âmbito da operação Lava Jato, investigada pela Polícia Federal e o Ministério Público Federal.

Os pagamentos foram feitos através de Youssef de forma dissimulada para a gráfica de Chicão, afirma o MP: parte foi levada, em espécie, na garagem do escritório dele aos sábados pela manhã e parte transferida a contas bancárias por empresas e pessoas interpostas com o objetivo de dissimular a origem do dinheiro.

Para o promotor, Haddad foi beneficiado “indiretamente” do pagamento e da dissimulação do dinheiro, e o PT, ‘diretamente”. “Ele foi beneficiário final do pagamento da dívida”, disse o promotor.

Além de Haddad, também foram denunciados o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o ex-deputado Francisco Carlos de Souza, o ex-presidente da UTC Ricardo Pessoa, o doleiro Alberto Youssef e o então diretor financeiro da construtora, Walmir Pinheiro Santana.

Defesas de Haddad e Vaccari contestam
Em nota, a assessoria de imprensa de Haddad disse que “surpreende que, no período eleitoral, uma narrativa do empresário Ricardo Pessoa, da UTC, sem qualquer prova, fundamente três ações propostas pelo Ministério Público de São Paulo, contra o ex-prefeito e candidato a vice-presidente da República, Fernando Haddad”.

Segundo a defesa de Haddad, “é notório que o empresário já teve sua delação rejeitada em quase uma dezena de casos e que ele conta suas histórias de acordo com seus interesses. Também é de conhecimento público que, na condição de prefeito, Haddad contrariou, no segundo mês de seu mandato, o principal interesse da UTC de Ricardo Pessoa na cidade: a obra confessadamente superfaturada do túnel da avenida Roberto Marinho”.

A defesa de Vaccari informou o que o delator fala "não procede". "O Sr. Vaccari jamais fez essa solicitação. Isso é somente palavra de delator, sem qualquer comprovação, pois não retrata a verdade. Até porque o Sr. Vaccari nunca foi tesoureiro de campanha de quem quer que seja, ele foi tesoureiro do partido", declarou o advogado Luiz Flávio D´Urso.

Bolsonaro se cristalizou



O PDT “avalia que o voto de Jair Bolsonaro se cristalizou e que, hoje, há só uma vaga no segundo turno”, diz a Folha de S. Paulo.

A vaga será disputada a tapas e pontapés por Ciro Gomes e Fernando Haddad. 

Dados revelam que homicídios cresceram 147% no Acre nos últimos quatro anos


Cálculo para classificar os estados por índice de violência foi baseado na da taxa de mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes

Violência no Acre/Foto: Reprodução

Ton Lindoso - Que o Acre ocupa a segunda posição no ranking de estados mais violentos do país nós já sabemos. Agora, quando esses dados são enumerados e comparados com dados de anos anteriores, a situação se mostra ainda mais preocupante.

De acordo com informações do Fórum Brasileiro de Segurança, que fez o mapa da violência com informações no Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o aumento de homicídios dolosos – quando há a intenção de matar – registrou um recorde em 2017: 502 vítimas. Um aumento de 147% se comparado com o ano de 2014.

De acordo com informações da EBC, que fez questão de repercutir a informação, há outros fatores alarmantes em se tratando de Acre.

“Outros fatores alarmantes sobre o estado acreano são o crescimento do número de roubos no estado – 85% entre os anos de 2013 e 2017 e o constante aumento de jovens nas práticas criminosas, seja como vítimas ou como autores”, divulgou.

O cálculo para classificar os estados por índice de violência foi baseado na da taxa de mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes.

4 de set. de 2018

VI Festival do Abacaxi: Prefeitura de Tarauacá anuncia banda Calcinha Preta como atração Nacional



Tarauacá se consagra nacionalmente como “A Terra do Abacaxi Grande e da Mulher Bonita”, com a maior produção de frutos “in natura” que chega a pesar até 15 quilos.

Em todo o país, não se tem conhecimento sobre a existência do produto dessa magnitude.

Valorizando esta consagração, a prefeitura de Tarauacá vai realizar mais um grande Festival do Abacaxi 2018.

E, este ano, uma das grandes atrações será a presença da Banda Calcinha Preta (Formação Original), além do show com o sambista taraucaense Bruno Damasceno e a Banda Bis.

Durante o evento acontecem diversas atividades culturais como: área de lazer, praça de alimentação, escolha do maior abacaxi premiação para o produtor e o concurso “Garota e Garoto abacaxi” 2018. 

O maior evento do abacaxi do Estado está programado para acontecer nos dias 28, 29 e 30 setembro de 2018 na Praça Alton Furtado (Praça da Municipal). 

A festa é tradicional em Tarauacá e que aquece a economia local e promove o encontro entre os trabalhadores rurais, valoriza a cultura do abacaxi e incentiva a produção da fruta.

3 de set. de 2018

Luiz Philippe de Orleans e Bragança via Facebook



Há mais de um século as forças que tomaram conta do Estado tentam reescrever a história do nosso país, tentam impor uma cultura que não é nossa.

Inicia-se hoje a semana da independência, com muita tristeza.

O Museu Nacional assim como Brasil, estava abandonado à própria sorte. Foi ali que D. Leopoldina assinou a ata da reunião que propiciou nossa independência. Foi num dia como hoje, 02 de setembro 1822. Coincidência terrivelmente simbólica!

Perdemos referências fundamentais de nossa história e também toda a consciência humanitária e científica acumulada de um ser humano exemplar que foi Pedro II; que queria conscientizar sobre o que existia de extraordinário na humanidade para os brasileiros.

A ânsia de apagar a nossa memória brasileira foi a real causa das chamas.

Existe um pouco de Brasil dentro de cada um de nós, e é nossa responsabilidade de vê lo independente mais uma vez.

#lutomuseunacional #luizphilippe #museunacional

A imagem da desolação


Perdi a conta de quantas vezes visitei esse museu. Um dos meus programas favoritos era quando meu pai levava eu e meus primos para visitá-lo e depois comer milho assado na brasa e tomar Grapette após jogarmos horas e horas de futebol naqueles campos da Quinta da Boa Vista.  O tarauacaense não faz a minima ideia do que foi perdido ali. 

2 de set. de 2018

“Vamos esquecer o 13, o número do capeta”, diz Bolsonaro em comício na Gameleira



Fábio Pontes - Após realizar carreata entre o aeroporto de Rio Branco e o centro, o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), em comício na tarde deste sábado (1) na Gameleira, disse que o número 13 é o símbolo do atraso e da desgraça, além de ser do capeta.

“Vamos esquecer o número 13, que é o número da desgraça e do atraso. 13 é o número do capeta, esse capeta que não respeita a família brasileira”, disse ele.



“Esse número 13 quer transformar o Brasil numa Venezuela. Vamos dar um pé no traseiro do 13.”

O início do evento foi marcado pelo apoio dado por alguns indígenas acreanos ao candidato, visto como adversário das principais reivindicações do movimento. Bolsonaro tentou se desvencilhar desta imagem, fazendo um discurso favorável aos povos tradicionais, defendendo pontos considerados sensíveis.

Bolsonaro declarou que os índios tenham o direito a vender parte de suas terras tradicionais, bem como a prática da mineração dentro delas. Os dois pontos são proibidos pela Constituição.


Bolsonaro afirmou que as populações indígenas não podem mais viver tuteladas dentro de seus territórios. “Índio não quer ser latifundiário. Ele quer a sua terra e nela quer ter o direito de produzir, inclusive garimpar se assim entender. Mais ainda, se quiser vender uma parte dela, pode vender”, afirmou Bolsonaro.

“Os índios não querem e não serão mais feitos massa de manobra”, reforçou.