8 de abr de 2016

DEPUTADO JESUS SÉRGIO SUGERE QUE SEJA DECRETADO SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA DA BR-364


Da Assessoria - Em seu discurso realizado nesta terça-feira,5, na tribuna da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado e presidente da Comissão de Obras Públicas, Transportes e Comunicação da Casa, sugeriu que seja realizado uma investigação referente aos serviço executados pelas empresas na construção e recuperação da BR-364.

O parlamentar anunciou que estará convidando os membros que integram a Comissão de Obras Públicas, Transportes e Comunicação da Aleac para percorrerem todo o trajeto da BR, saindo de Rio Branco até Cruzeiro do Sul. O objetivo é mostrar as condições de trafegabilidade e pedir, mediante laudo técnico a ser emitido por um engenheiro, que seja decretado situação de emergência da BR-364.

O pedetista pretende ainda produzir um relatório, que será entregue ao DNIT com objetivo de que seja subsidiado o pedido de Estado de Emergência da BR-364. "Ou isso, ou a população que reside na Regional Tarauacá/ Envira  ficará isolada e desabastecida".

Jesus Sérgio destaca que algumas irregularidades ao longo da BR já foram identificadas, como: falta de manutenção; desmoronamento na lateral da pista; trechos que nunca foram concluídos; trechos reconstruídos em 2013 e 2014 que simplesmente viraram lama; notória ausência de insumos (cimento e pedra) nas etapas de preparação da Rodovia.

No último fim de semana ao regressar de sua cidade, Tarauacá, Jesus Sérgio disse estar revoltado com as péssimas condições de trafegabilidade. O trecho mais critico está situado localizado em Massipira (sentindo Feijó), onde dos 24Km, 10 deles encontra-se totalmente destruído, "um verdadeiro ramal", classificou o pedetista.

“Tenho percorrido cada trecho da BR-364, como faço semanalmente, e vejo a cada dia a situação está pior. Algo tem que ser feito imediatamente, do contrário a BR será interditada. Antes, eu gastava quatro horas para chegar a minha cidade, mas neste fim de semana gastei nove horas. Imagine de caminhão? O caminhoneiro me relatou que gastou 23 horas até Cruzeiro do Sul”, disse ao destacar ainda que "existem ramais que são melhores" do que alguns trechos da BR-364.

"O que fazem ainda é jogarem pedras nos buracos maiores. Acredito que o valor em dinheiro que tinha para pedra já está esgotando. Existe muitos desmoronamentos nas laterais, este é mais um fato preocupante”, ressalta.

Diante das condições precárias da rodovia, o deputado questionou também a transferência de responsabilidade da obra do governo do Acre para o DNIT. “Não sei como o DNIT recebeu essa BR. Do jurupari ao Massipira o que foi feito foi um tratamento, que tem duração de três meses. O trecho que sai de Massipira em direção à Feijó tem nove quilômetros e meio que virou lama. O que se percebe é que o asfalto está literalmente virando lama, parece que não jogaram pedra, não jogaram cimento, nada", lamentou.

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