12 de abr de 2016

"SORTE DO BRASIL! VIVA O IMPERADOR CIDADÃO! - O REPUBLICANO VICTOR HUGO REFERINDO-SE A D. PEDRO II



Dom Pedro II estava em Paris e não poderia deixar a cidade sem conhecer Victor Hugo, por quem nutria grande admiração. Contrariando todas as orientações diplomáticas, pediu, por meio da embaixada brasileira, que Victor Hugo viesse visitá-lo no hotel onde estava hospedado. A resposta do escritor francês não poderia ter sido mais dura e deselegante: "Victor Hugo não vai à casa de ninguém...". A surpresa da resposta grosseira mal educada só não foi maior do que a nobreza de Dom Pedro II. Após duas outras tentativas frustradas, ele mesmo decidiu ir ao encontro de Victor Hugo. Na manhã do dia 22 de maio, Dom Pedro bateu à porta do apartamento do escritor, na rue Clichy, 21 – centro de Paris. Surpreso em choque, Victor Hugo abriu a porta e ao longo das horas o coração. A conversa durou extensas 12 horas. Nascia ali uma linda e respeitosa amizade. Victor Hugo morreu oito anos depois. Quando este faleceu, a filha de Victor Hugo prestou homenagem ao leal amigo de seu pai, mandando lhe manuscritos inéditos de várias obras. Pedro II e Victor Hugo trocavam correspondências semanalmente.

Quando o imperador partia do encontro – já era bastante tarde – Victor Hugo disse-lhe, com seu fino e espiritual sorriso: Sire, eu não saberia vos dizer como estou contente que não tenha na Europa soberano como vós. – Como assim? Pergunta Dom Pedro. – Porque, responde Victor Hugo, nós estaríamos fortemente complicados, eu e meus amigos republicanos, para não dizer que iríamos ter infinitas dificuldades em nossa crença! Dom Pedro II explode de rir e vai embora como homem amável e de bom espírito. Victor Hugo grita já ao longe “Sorte do Brasil!” “Viva o Imperador Cidadão!”.

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