No meio e à direita podemos ver o início da obra de entrada da nova Avenida Modelo que está sendo executada pela Prefeitura.
26 de set. de 2010
25 de set. de 2010
TERREMOTOS NO BRASIL
Terremoto derrubou 4 mil casas em 1996 no Rio Grande do Norte.Terremotos são comumente conhecidos como tremores de terra ou formalmente, abalos sísmicos. Os terremotos podem ser originados de duas formas, por tectonismo e vulcanismo.
O primeiro é oriundo de movimentos das placas tectônicas, esses podem ser convergentes ou divergentes, dessa forma a acomodação dessas placas geram os abalos sísmicos ou terremotos.
O segundo dá origem aos terremotos a partir de erupções vulcânicas, que correspondem à liberação de uma grande quantidade de energia acumulada no interior da Terra.
A ocorrência de terremotos pode ser monitorada, no entanto, é difícil de realizar previsões precisas do lugar e momento exato em que esse fenômeno pode acontecer, porém existem lugares que são mais propícios a incidências de abalos, nesse caso a possibilidade maior são nas bordas das placas tectônicas ou regiões onde elas se encontram.
Os terremotos podem ser medidos, o método de avaliação desse fenômeno foi elaborado pelo sismólogo norte-americano Charles Francis Richter, seu nome é utilizado para designar a escala. Os abalos são medidos em uma escala de 0 a 9, que corresponde à quantidade de energia liberada.
Anualmente são registrados aproximadamente 300 mil terremotos com escalas que variam em uma média entre 2 e 2,9 graus na escala Richter. Desse número alguns acontecem em território brasileiro.
Até pouco tempo atrás se acreditava que o território brasileiro era imune a ocorrência de terremotos, hoje já se sabe que essa informação é um tanto quanto precipitada, uma vez que estudos e pesquisas nesse tema ainda são modestos no Brasil.
Recentemente, o Brasil presenciou dois abalos sísmicos, o primeiro ocorreu em 2007 em um vilarejo localizado ao norte do Estado de Minas Gerais, esse evento gerou a primeira vitima fatal decorrente de terremotos na história do Brasil.
O segundo evento corresponde a três ocorrências em 2008 no norte do Ceará, registrando 3,9 graus na escala Richter. Os moradores dos municípios atingidos ficaram apavorados e passaram a noite acordados na rua.
Segundo o chefe do Laboratório de Sismologia da Defesa Civil, os terremotos vão continuar e alertou que a população deve conviver com o fenômeno.
Diante desses fatos e de outros ocorridos em anos passados fica evidente que o território brasileiro não está totalmente livre da ocorrência de abalos sísmicos, nesse sentido existe uma possibilidade real da incidência de terremotos de maiores proporções em uma das inúmeras cidades do Brasil, a escala mais elevada registrada no Brasil ocorreu em 1955, no Estado de Mato Grosso com 6,6 na Escala Richter.
Toda polêmica acerca da “imunidade” do Brasil em relação à ocorrência de terremotos foi derrubada pelo professor Allaoua Saadi. Através do Departamento de Geografia do Instituto de Geociência, liderado por Allaoua Saadi foram encontradas 48 falhas geológicas em toda extensão do território brasileiro.
São nessas falhas que desenvolvem os terremotos, por meio do movimento das placas tectônicas. As falhas se formaram há milhões de anos em um longo processo geológico. As placas atuais são resultados da junção de placas, uma sobreposta a outra, e muitas vezes a acomodação não realiza um perfeito encaixe, com isso há a formação de trincas, lacunas, rachaduras e falhas, e quando há ruptura resulta em terremotos.
Como foi expresso no texto, não há como prever a ocorrência de terremotos, embora haja maneiras de identificar lugares propícios ao desenvolvimento de tal fenômeno.
Diante dessa pesquisa, Saadi afirmou que a concentração maior das falhas está presente no Nordeste e Sudeste. Apesar das novidades oriundas desse estudo, ainda se tem informações superficiais, uma vez que foram identificadas somente as grandes falhas e existem ainda inúmeras outras pequenas fissuras.
Para a consolidação desse trabalho, Saadi utilizou vários recursos, dentre os principais estão: análise de mapas topográficos e geológicos, imagens de satélites e radar, além de livros e pesquisas sobre o assunto.
O pesquisador em questão relatou que existe a possibilidade de acontecer terremotos, porém com menor freqüência e intensidade em relação a outros lugares do globo.
Fonte: mundoeducacao.com.br
TRIBUTO AO PASSADO TARAUACÁ HÁ 85 ANOS - CORONEL ANTÔNIO ANTUNES DE ALENCAR
24 de set. de 2010
ARGENTINA AGRADECE VETO À ENTRADA DE NAVIO BRITÂNICO
Foto-mgp-club.com
A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, agradeceu a recente atitude de seu congênere uruguaio, José Mujica, que impediu a entrada de uma fragata da Marinha da Grã-Bretanha no porto de Montevidéu, onde o barco se reabasteceria antes de ir para as Ilhas Malvinas (Falkland).
A fragata Hms Gloucester D-96 pediu às autoridades uruguaias permissão para atracar na capital uruguaia e se reabastecer de combustível e víveres, mas o governo negou o pedido. O caso ocorreu há mais de uma semana.
"Em nome de todos os argentinos, quero agradecer o gesto imenso que você teve em impedir que um navio de guerra britânico pudesse se reabastecer nos portos uruguaios", disse Cristina, em vídeo postado hoje no site da agência estatal de notícias Télam.
O governo argentino havia solicitado aos países vizinhos que não dessem apoio a navios britânicos que navegam para as Ilhas Malvinas, epicentro da guerra de 1982 entre Argentina e Grã-Bretanha. Buenos Aires tenta recuperar o arquipélago no Atlântico Sul, em poder dos britânicos desde 1833.
Fonte: O Estadão
A fragata Hms Gloucester D-96 pediu às autoridades uruguaias permissão para atracar na capital uruguaia e se reabastecer de combustível e víveres, mas o governo negou o pedido. O caso ocorreu há mais de uma semana.
"Em nome de todos os argentinos, quero agradecer o gesto imenso que você teve em impedir que um navio de guerra britânico pudesse se reabastecer nos portos uruguaios", disse Cristina, em vídeo postado hoje no site da agência estatal de notícias Télam.
O governo argentino havia solicitado aos países vizinhos que não dessem apoio a navios britânicos que navegam para as Ilhas Malvinas, epicentro da guerra de 1982 entre Argentina e Grã-Bretanha. Buenos Aires tenta recuperar o arquipélago no Atlântico Sul, em poder dos britânicos desde 1833.
Fonte: O Estadão
LISTA DO DIAP, DOS POSSÍVEIS ELEITOS, INCLUI FERNANDO MELO
JAIDESSON PERES
RIO BRANCO – Prognóstico feito pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) neste mês concluiu que o deputado federal Fernando Melo (PT) está entre os 11 nomes mais competitivos para ocupar as oito cadeiras a que o Acre tem direito na Câmara dos Deputados.
Melo é candidato à reeleição e tem a seu favor um mandato atuante, pelo qual pôde, por exemplo, conseguir a liberação de R$ 3,9 milhões em emendas individuais, só neste ano.
O petista ficou em segundo lugar, atrás do colega Ciro Gomes (PSB-CE), que obteve do governo federal R$ 6 milhões.
O levantamento do Diap, que não possui caráter de pesquisa eleitoral, considerou aspectos como desempenho individual do candidato, trajetória e popularidade do partido, recursos disponíveis, coligação e vinculação a candidatos majoritários, apoio governamental e pesquisas eleitorais.
Outra revelação do prognóstico é que o PT aparece em primeiro lugar no ranking de chance de eleger deputados federais. A sigla ocupa a terceira colocação de candidatos lançados para a disputa da Câmara dos Deputados, podendo eleger 137.
Melo conquistou importantes adesões de líderes políticos, de autoridades, de movimentos sociais e de candidatos a deputado estadual. Familiares e amigos do candidato a deputado federal Jessé Santigo (PSB), morto em acidente na BR-364, já se somaram à campanha. A adesão do deputado estadual Walter Prado (PDT) é outra novidade no meio político.
Nesta quarta-feira, a família Santiago, representada pelo deputado estadual Élson Santiago (PP) e pelo ex-deputado federal Ronivon Santiago, formaliza apoio à candidatura 1399.
Melo é candidato à reeleição e tem a seu favor um mandato atuante, pelo qual pôde, por exemplo, conseguir a liberação de R$ 3,9 milhões em emendas individuais, só neste ano.
O petista ficou em segundo lugar, atrás do colega Ciro Gomes (PSB-CE), que obteve do governo federal R$ 6 milhões.
O levantamento do Diap, que não possui caráter de pesquisa eleitoral, considerou aspectos como desempenho individual do candidato, trajetória e popularidade do partido, recursos disponíveis, coligação e vinculação a candidatos majoritários, apoio governamental e pesquisas eleitorais.
Outra revelação do prognóstico é que o PT aparece em primeiro lugar no ranking de chance de eleger deputados federais. A sigla ocupa a terceira colocação de candidatos lançados para a disputa da Câmara dos Deputados, podendo eleger 137.
Melo conquistou importantes adesões de líderes políticos, de autoridades, de movimentos sociais e de candidatos a deputado estadual. Familiares e amigos do candidato a deputado federal Jessé Santigo (PSB), morto em acidente na BR-364, já se somaram à campanha. A adesão do deputado estadual Walter Prado (PDT) é outra novidade no meio político.
Nesta quarta-feira, a família Santiago, representada pelo deputado estadual Élson Santiago (PP) e pelo ex-deputado federal Ronivon Santiago, formaliza apoio à candidatura 1399.
23 de set. de 2010
VAMOS DE MAL A PIOR, O QUE PARECIA IMPENSÁVEL ESTÁ CHEGANDO A REGIÃO NORTE.
Uma operação conjunta das ROTAM 01 E 04 do 1º BPM juntamente com agentes penitenciários federais e o Adjunto do mesmo batalhao, apreenderam na noite de quarta-feira (22) por volta das 21h, 19 explosivos em gel - (bananas de dinamite), 50 quilos de explosivos granulados e uma grande quantidade de detonadores, em um matagal aos fundos da Penitenciaria Federal de Rondônia localizada no Km 45 da BR 364, sentido Rio Branco – AC.
A apreensão foi feita logo após que trabalhadores da Usina abriam uma estrada nas proximidades de uma fazenda próxima do local avistaram todo o material escondido no mato e acionaram a policia via 190. Há uma suspeita de que o material seria utilizado para tentar explodir o sistema prisional e tentar resgatar marginais de alta periculosidade que ali se encontram detidos. A venda de explosivos é controlada pelo Exército Brasileiro e pelo numero do lote, pode-se identificar o suposto proprietário ou de onde foi desviado o produto. A operação policial militar foi comandada pelo Tenente Cavalcante e envolveu cerca de 20 policiais.
O material apreendido foi encaminhado até o Departamento de Polícia Federal - DPF/RO, onde o delegado responsável está investigando caso. Veja outras fotos clicando no link abaixo.
A apreensão foi feita logo após que trabalhadores da Usina abriam uma estrada nas proximidades de uma fazenda próxima do local avistaram todo o material escondido no mato e acionaram a policia via 190. Há uma suspeita de que o material seria utilizado para tentar explodir o sistema prisional e tentar resgatar marginais de alta periculosidade que ali se encontram detidos. A venda de explosivos é controlada pelo Exército Brasileiro e pelo numero do lote, pode-se identificar o suposto proprietário ou de onde foi desviado o produto. A operação policial militar foi comandada pelo Tenente Cavalcante e envolveu cerca de 20 policiais.
O material apreendido foi encaminhado até o Departamento de Polícia Federal - DPF/RO, onde o delegado responsável está investigando caso. Veja outras fotos clicando no link abaixo.
Rondoniaaovivo
EXÉRCITO DA COLÔMBIA MATOU MONO JOJOY, NÚMERO DOIS DAS FARC, E MAIS 20 GUERRILHEIROS
AFP
O chefe militar da maior guerrilha esquerdista da Colômbia, as Farc, Jorge Briceño, conhecido como Mono Jojoy, foi morto em um bombardeio das Forças Armadas em uma região de selva no sudeste do país, disseram fontes do Exército colombiano nesta quinta-feira.
Mais 20 guerrilheiros morreram durante a operação, indicou o governo colombiano. A morte de Mono Jojoy seria o mais duro golpe contra o grupo guerrilheiro Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) desde que seus dois principais dirigentes morreram em 2008.
O fiscal-geral nacional Guillermo Mendoza confirmou a morte do líder em entrevista à radio Caracol. "Uma fonte militar confirmou que há algumas horas que durante uma operação das quatro forças [militares] nesta quinta-feira encontrou-se o corpo de Mono Jojoy".
Uma fonte do Ministério da Defesa colombiano declarou ainda que mais 20 guerrilheiros morreram durante a operação na Província de Meta.
Nascido no Estado de Cundinamarca em 5http://www.blogger.com/img/blank.gif de fevereiro de 1953 Jorge Briceño Suarez é um dos mais importantes membros da cúpula das Farc. Juntou-se ao grupo em 1975 como guerrilheiro e chegou ao topo da hierarquia da organização.
Os governos da Colômbia e dos Estados Unidos ofereciam recompensas milionárias pela sua captura.
Folha.com
O chefe militar da maior guerrilha esquerdista da Colômbia, as Farc, Jorge Briceño, conhecido como Mono Jojoy, foi morto em um bombardeio das Forças Armadas em uma região de selva no sudeste do país, disseram fontes do Exército colombiano nesta quinta-feira.Mais 20 guerrilheiros morreram durante a operação, indicou o governo colombiano. A morte de Mono Jojoy seria o mais duro golpe contra o grupo guerrilheiro Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) desde que seus dois principais dirigentes morreram em 2008.
O fiscal-geral nacional Guillermo Mendoza confirmou a morte do líder em entrevista à radio Caracol. "Uma fonte militar confirmou que há algumas horas que durante uma operação das quatro forças [militares] nesta quinta-feira encontrou-se o corpo de Mono Jojoy".
Uma fonte do Ministério da Defesa colombiano declarou ainda que mais 20 guerrilheiros morreram durante a operação na Província de Meta.
Nascido no Estado de Cundinamarca em 5http://www.blogger.com/img/blank.gif de fevereiro de 1953 Jorge Briceño Suarez é um dos mais importantes membros da cúpula das Farc. Juntou-se ao grupo em 1975 como guerrilheiro e chegou ao topo da hierarquia da organização.
Os governos da Colômbia e dos Estados Unidos ofereciam recompensas milionárias pela sua captura.
Folha.com
PORTUGAL, A OTAN, O ATLÂNTICO E O BRASIL
Autor:João Brandão FerreiraDecorreu, recentemente, no Instituto de Defesa Nacional – casa onde não se discute futebol, novelas ou rock and roll, mas coisas sérias que interessam ao futuro do país – um seminário sobre o futuro conceito estratégico da OTAN, o que não é certamente de se estranhar na próxima cimeira daquela organização, em Lisboa, em Novembro.
O debate foi encerrado pelos ministros da defesa português e pelo seu homólogo brasileiro, que estava em visita à terra de onde partiu um tal de Cabral, que haveria de aportar em Porto Seguro, por volta da primavera de 1500. Só por ter ouvido o ministro brasileiro valeu a pena a viagem.
Sem pretender tocar em tudo o que se debateu, direi que a focalização das intervenções se centrou na importância que o “mar” parece ter voltado a ter para Portugal – e não só como projeção de poder, mas como exploração de recursos – e no “súbito” interesse que o governo português passou a ter em mostrar a importância que o Atlântico Sul deve ter para a OTAN. O que se passou, naquele âmbito, naquele dia, mostrou à saciedade como, em política, não se pode ter razão antes do tempo. Mas, em Estratégia, pode e deve-se.
Expliquemo-nos: há cerca de 50 anos, o governo português, defendeu que a OTAN deveria estender-se ao Atlântico Sul, pois era necessário defender a África do ataque comunista e garantir a liberdade de comunicações marítimas, sobretudo a Rota do Cabo, por onde passavam (e passam!), a maioria dos abastecimentos para o mundo ocidental. Na altura, é claro, ninguém deu ouvidos ao que disseram os governantes de Lisboa. Nem a OTAN, nem a CEE (Comunidade Econômica Européia), nem os EUA nem, tão pouco os Ibero-Americanos, incluindo o Brasil. Se alguns políticos de nome acharam a idéia boa e pertinente, mantiveram a prudência do recato, face ao politicamente correto – uma constante de sempre.
Na altura pretendeu, ainda, o governo português lançar e desenvolver a “Comunidade Luso-Brasileira”, que poderia ter sido um instrumento de grande alcance para a segurança, desenvolvimento e aproximação das duas nações irmãs, que até há menos de 200 anos tinham sido uma só realidade política. O projeto frustrou-se sobretudo por manifesto desinteresse do Brasil que preferiu apostar no seu “dolce farniente” tropical, baseado no samba, futebol e carnaval, sustentado pelo que colhe no seu úbere solo e subsolo. E, ainda, por causa da aposta que fez em nos substituir na África, acaso a Idéia portuguesa do Minho e Timor mancava, como veio a suceder.
Acontece que os povos podem viver nos mais diferentes regimes políticos ou ter da democracia a idéia mais díspar, mas vivem – normalmente sem darem conta – numa verdadeira ditadura geográfica. Ou seja a Geografia acaba sempre por se impor à Política e não esta àquela.
Sem embargo, um lance político/social em que a história dos povos é pródiga, fez com que uns “adiantados mentais” tomassem de assalto o Terreiro do Paço e tivessem decretado que o Infante D. Henrique, o D. João II, mais o Bartolomeu Dias, o Diogo Cão, o Vasco da Gama e um rol extenso de outros de semelhante coturno, eram gente pouco estimáveis, quiçá responsáveis pelas desgraças da Nação – os outros, piores ainda, eram os seus herdeiros mais modernos. Estas idéias peregrinas tiveram como consequência que o país voltasse as costas ao mar.
Passados mais de 30 anos após este erro trágico, a força das circunstâncias (e da Geografia…), está fazendo com que os responsáveis políticos atuais estejam a rever os erros (grosseiros) efetuados. A proposta de extensão da Plataforma Continental – que tão bem tem sido conduzida – aparece, assim, como uma espécie de “milagre” da N. Sª de Fátima! Vamos a ver se em vez de reverter a nosso favor não vai ser pasto dos tubarões europeus…
O Brasil, por sua vez, só acordou há poucos anos da sua letargia foram desenvolvendo indústrias de ponta e de grande mais-valia econômico/financeira; tornou-se auto-suficiente em energia – que era a sua grande vulnerabilidade – e, de uma potencia regional centrada no seu umbigo, sem qualquer espírito marítimo, de repente aparece a crescer brutalmente, e a requerer um lugar permanente no Conselho de Segurança da ONU e a promover acordos nucleares com o Irã!
Em Portugal, os políticos ofuscados pela Europa – de onde, no passado, quase nunca nos veio proveito algum – deram uns passos tímidos junto de quem falava português no mundo e criaram, em 1996, a CPLP, cujo maior cultor foi o embaixador brasileiro José Aparecido de Oliveira que, só por isso, já merece ficar na História. Esta organização tem tido um desenvolvimento muito periclitante em parte pelo pouco empenho português, desinteresse brasileiro e fragilidades de toda a sorte, de que sofrem os antigos territórios portugueses vitima da malfadada “descolonização”.
Chegamos a 2010, com uma crise econômico/financeira grave no mundo e outra pior em casa; com a UE cheia de problemas; sem peso especifico em nenhuma organização internacional de que Portugal é parte; endividados até ao tutano; com os partidos políticos em guerra civil permanente; a perder soberania e capacidades quase diariamente para Bruxelas (e Madrid) – muitos até gostam!, etc.
Com este pano de fundo, os políticos do retângulo dão-se, finalmente, conta dos erros feitos relativamente à “maritimidade” e o governo acorda para a realidade da OTAN querer fechar o comando que a Aliança tem em Oeiras, faz muitas décadas. Verifica também que tem que diversificar opções e mercados. O tempo que se perdeu!…
O Brasil e o mar aparecem, deste modo, como alternativas óbvias e válidas. Estando o ministro Jobim, em visita à Portugal e a assinar negócios, pareceu ao governo luso ser um bom momento para lhe pedir um acordo que ajudasse à manutenção do comando da OTAN em Oeiras, alegando-se uma parceria (“um olhar”), para o Atlântico Sul. A jogada foi bem vista e permitia, ainda, a Portugal aumentar a sua importância junto daquela organização de Segurança e dar o ar da sua graça.
Só que o ministro brasileiro, em resposta ao ministro português estragou, ainda por cima com uma franqueza brutal, a bem delineada jogada de poker portuguesa. O discurso do ministro Jobim valeu pela substancia mas, também, pela clareza e pela determinação que colocou nas idéias que defendeu. Nada, mas mesmo nada, usual num político. Também denotou alguma arrogância, sinal claro de que o aumento do poder real do Brasil, logo funcional, lhes está, já, a subir à cabeça (cabe aqui referir que um orador brasileiro que falou no painel anterior, querendo salientar a importância do mar para o Brasil referiu que o único ataque que o seu pais sofreu veio por mar – o ataque ao Rio de Janeiro, por parte de franceses; ora a verdade é que o Brasil nunca sofreu qualquer ataque por mar, já que na altura do conflito, a terra de Vera Cruz pertencia à corte portuguesa…).
Durante a sua intervenção o ministro do país irmão – onde os portugueses são um dos pratos fortes do anedotário nacional – referiu a continuada fraqueza dos países europeus da OTAN face aos EUA; condenou a expansão a leste; idem para a tentativa de colocar mísseis americanos em alguns desses países (no que tem razão), bem como a alteração dos limites de atuação do artº 5º- que afirmou apenas servirem interesses dos EUA – no que também, penso, tem razão, etc. No fundo defendeu que a OTAN já não tem razão de existir, pois já não existem as razões que levaram à sua fundação (no que está claramente enganado). Pelo meio desferiu uma tremenda acusação sobre os EUA, que deve ter deixado o adido militar daquele país com as orelhas queimando, e o ministro Santos Silva com um sorriso amarelo.
Bom, a OTAN para o Brasil tem apenas um interesse residual e talvez lhes escape que os europeus desenvolveram-se extraordinariamente à sombra do guarda-chuva convencional e nuclear americano. E, seguramente, não fazem idéia do que é ter 150 divisões soviéticas do outro lado da fronteira…
Andar para leste foi o corolário natural dos russos terem perdido a “guerra” e a União Soviética ter implodido. E se houve algum acordo com o senhor Gorbachev, sobre isso, não se sabe publicamente. Humilhar ou despertar ameaças na grande nação russa é que já parece ser politicamente insensato e aí tem o Sr ministro razão.
Que o Brasil possa ter razões de queixa dos EUA, por causa de muita política de canhoneira por parte daqueles no Hemisfério Centro e Sul-americano, é razoável; que os critiquem sobre as agressividades do Tio Sam sobre a Amazônia, também se aceita; e que vai haver mais choques agora que o Brasil aspira ser uma (super) potência é natural. O fato de o ministro pertencer ao Partido dos Trabalhadores é apenas uma contingência ideológica, que ajuda a alguma radicalização do discurso.
Que tudo isto deva interferir com a posição portuguesa é que já é discutível. Vejamos mais em detalhe:
A proposta de Lisboa não é geopoliticamente despropositada, nem ofende quaisquer interesses ou brios brasileiros. Permite uma eventual parceria que seria útil a ambos os países e oferecia-lhes uma posição reforçada, para quando os EUA quisessem unilateralmente e fora do âmbito da OTAN, instalar um comando qualquer que lhes permita operar no Atlântico Sul e na África. Dizer o senhor ministro Jobim que não quer países estranhos à região, por lá, pode ser uma tirada grandiloquente, mas que não colhe no campo prático, já que as águas internacionais são livres e nada restringe que países terceiros façam acordos entre si.
Porém, acredito que uma outra abordagem ao problema teria sido preferível, por parte do governo português: a de lançar a ideia de que o estabelecimento de uma zona de paz e segurança para a área em questão, deve constituir o esteio político/doutrinário da CPLP – onde parece que o Brasil não quer se empenhar, vide o recente acordo que fez com a CEDEAO (Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental). E Portugal não é estranho ao Atlântico Sul, andamos por lá uns cinco séculos e nas costas brasileiras 322 anos – mais do que o Brasil tem de vida própria…
Ora estando a CPLP estruturada neste sentido, já seria mais fácil ao Brasil aceitar uma parceria com a OTAN. Mas agora só se pode pensar nisso para a próxima cimeira.
Adaptação: Angelo Nicolaci- GeoPolítica BrasilO debate foi encerrado pelos ministros da defesa português e pelo seu homólogo brasileiro, que estava em visita à terra de onde partiu um tal de Cabral, que haveria de aportar em Porto Seguro, por volta da primavera de 1500. Só por ter ouvido o ministro brasileiro valeu a pena a viagem.
Sem pretender tocar em tudo o que se debateu, direi que a focalização das intervenções se centrou na importância que o “mar” parece ter voltado a ter para Portugal – e não só como projeção de poder, mas como exploração de recursos – e no “súbito” interesse que o governo português passou a ter em mostrar a importância que o Atlântico Sul deve ter para a OTAN. O que se passou, naquele âmbito, naquele dia, mostrou à saciedade como, em política, não se pode ter razão antes do tempo. Mas, em Estratégia, pode e deve-se.
Expliquemo-nos: há cerca de 50 anos, o governo português, defendeu que a OTAN deveria estender-se ao Atlântico Sul, pois era necessário defender a África do ataque comunista e garantir a liberdade de comunicações marítimas, sobretudo a Rota do Cabo, por onde passavam (e passam!), a maioria dos abastecimentos para o mundo ocidental. Na altura, é claro, ninguém deu ouvidos ao que disseram os governantes de Lisboa. Nem a OTAN, nem a CEE (Comunidade Econômica Européia), nem os EUA nem, tão pouco os Ibero-Americanos, incluindo o Brasil. Se alguns políticos de nome acharam a idéia boa e pertinente, mantiveram a prudência do recato, face ao politicamente correto – uma constante de sempre.
Na altura pretendeu, ainda, o governo português lançar e desenvolver a “Comunidade Luso-Brasileira”, que poderia ter sido um instrumento de grande alcance para a segurança, desenvolvimento e aproximação das duas nações irmãs, que até há menos de 200 anos tinham sido uma só realidade política. O projeto frustrou-se sobretudo por manifesto desinteresse do Brasil que preferiu apostar no seu “dolce farniente” tropical, baseado no samba, futebol e carnaval, sustentado pelo que colhe no seu úbere solo e subsolo. E, ainda, por causa da aposta que fez em nos substituir na África, acaso a Idéia portuguesa do Minho e Timor mancava, como veio a suceder.
Acontece que os povos podem viver nos mais diferentes regimes políticos ou ter da democracia a idéia mais díspar, mas vivem – normalmente sem darem conta – numa verdadeira ditadura geográfica. Ou seja a Geografia acaba sempre por se impor à Política e não esta àquela.
Sem embargo, um lance político/social em que a história dos povos é pródiga, fez com que uns “adiantados mentais” tomassem de assalto o Terreiro do Paço e tivessem decretado que o Infante D. Henrique, o D. João II, mais o Bartolomeu Dias, o Diogo Cão, o Vasco da Gama e um rol extenso de outros de semelhante coturno, eram gente pouco estimáveis, quiçá responsáveis pelas desgraças da Nação – os outros, piores ainda, eram os seus herdeiros mais modernos. Estas idéias peregrinas tiveram como consequência que o país voltasse as costas ao mar.
Passados mais de 30 anos após este erro trágico, a força das circunstâncias (e da Geografia…), está fazendo com que os responsáveis políticos atuais estejam a rever os erros (grosseiros) efetuados. A proposta de extensão da Plataforma Continental – que tão bem tem sido conduzida – aparece, assim, como uma espécie de “milagre” da N. Sª de Fátima! Vamos a ver se em vez de reverter a nosso favor não vai ser pasto dos tubarões europeus…
O Brasil, por sua vez, só acordou há poucos anos da sua letargia foram desenvolvendo indústrias de ponta e de grande mais-valia econômico/financeira; tornou-se auto-suficiente em energia – que era a sua grande vulnerabilidade – e, de uma potencia regional centrada no seu umbigo, sem qualquer espírito marítimo, de repente aparece a crescer brutalmente, e a requerer um lugar permanente no Conselho de Segurança da ONU e a promover acordos nucleares com o Irã!
Em Portugal, os políticos ofuscados pela Europa – de onde, no passado, quase nunca nos veio proveito algum – deram uns passos tímidos junto de quem falava português no mundo e criaram, em 1996, a CPLP, cujo maior cultor foi o embaixador brasileiro José Aparecido de Oliveira que, só por isso, já merece ficar na História. Esta organização tem tido um desenvolvimento muito periclitante em parte pelo pouco empenho português, desinteresse brasileiro e fragilidades de toda a sorte, de que sofrem os antigos territórios portugueses vitima da malfadada “descolonização”.
Chegamos a 2010, com uma crise econômico/financeira grave no mundo e outra pior em casa; com a UE cheia de problemas; sem peso especifico em nenhuma organização internacional de que Portugal é parte; endividados até ao tutano; com os partidos políticos em guerra civil permanente; a perder soberania e capacidades quase diariamente para Bruxelas (e Madrid) – muitos até gostam!, etc.
Com este pano de fundo, os políticos do retângulo dão-se, finalmente, conta dos erros feitos relativamente à “maritimidade” e o governo acorda para a realidade da OTAN querer fechar o comando que a Aliança tem em Oeiras, faz muitas décadas. Verifica também que tem que diversificar opções e mercados. O tempo que se perdeu!…
O Brasil e o mar aparecem, deste modo, como alternativas óbvias e válidas. Estando o ministro Jobim, em visita à Portugal e a assinar negócios, pareceu ao governo luso ser um bom momento para lhe pedir um acordo que ajudasse à manutenção do comando da OTAN em Oeiras, alegando-se uma parceria (“um olhar”), para o Atlântico Sul. A jogada foi bem vista e permitia, ainda, a Portugal aumentar a sua importância junto daquela organização de Segurança e dar o ar da sua graça.
Só que o ministro brasileiro, em resposta ao ministro português estragou, ainda por cima com uma franqueza brutal, a bem delineada jogada de poker portuguesa. O discurso do ministro Jobim valeu pela substancia mas, também, pela clareza e pela determinação que colocou nas idéias que defendeu. Nada, mas mesmo nada, usual num político. Também denotou alguma arrogância, sinal claro de que o aumento do poder real do Brasil, logo funcional, lhes está, já, a subir à cabeça (cabe aqui referir que um orador brasileiro que falou no painel anterior, querendo salientar a importância do mar para o Brasil referiu que o único ataque que o seu pais sofreu veio por mar – o ataque ao Rio de Janeiro, por parte de franceses; ora a verdade é que o Brasil nunca sofreu qualquer ataque por mar, já que na altura do conflito, a terra de Vera Cruz pertencia à corte portuguesa…).
Durante a sua intervenção o ministro do país irmão – onde os portugueses são um dos pratos fortes do anedotário nacional – referiu a continuada fraqueza dos países europeus da OTAN face aos EUA; condenou a expansão a leste; idem para a tentativa de colocar mísseis americanos em alguns desses países (no que tem razão), bem como a alteração dos limites de atuação do artº 5º- que afirmou apenas servirem interesses dos EUA – no que também, penso, tem razão, etc. No fundo defendeu que a OTAN já não tem razão de existir, pois já não existem as razões que levaram à sua fundação (no que está claramente enganado). Pelo meio desferiu uma tremenda acusação sobre os EUA, que deve ter deixado o adido militar daquele país com as orelhas queimando, e o ministro Santos Silva com um sorriso amarelo.
Bom, a OTAN para o Brasil tem apenas um interesse residual e talvez lhes escape que os europeus desenvolveram-se extraordinariamente à sombra do guarda-chuva convencional e nuclear americano. E, seguramente, não fazem idéia do que é ter 150 divisões soviéticas do outro lado da fronteira…
Andar para leste foi o corolário natural dos russos terem perdido a “guerra” e a União Soviética ter implodido. E se houve algum acordo com o senhor Gorbachev, sobre isso, não se sabe publicamente. Humilhar ou despertar ameaças na grande nação russa é que já parece ser politicamente insensato e aí tem o Sr ministro razão.
Que o Brasil possa ter razões de queixa dos EUA, por causa de muita política de canhoneira por parte daqueles no Hemisfério Centro e Sul-americano, é razoável; que os critiquem sobre as agressividades do Tio Sam sobre a Amazônia, também se aceita; e que vai haver mais choques agora que o Brasil aspira ser uma (super) potência é natural. O fato de o ministro pertencer ao Partido dos Trabalhadores é apenas uma contingência ideológica, que ajuda a alguma radicalização do discurso.
Que tudo isto deva interferir com a posição portuguesa é que já é discutível. Vejamos mais em detalhe:
A proposta de Lisboa não é geopoliticamente despropositada, nem ofende quaisquer interesses ou brios brasileiros. Permite uma eventual parceria que seria útil a ambos os países e oferecia-lhes uma posição reforçada, para quando os EUA quisessem unilateralmente e fora do âmbito da OTAN, instalar um comando qualquer que lhes permita operar no Atlântico Sul e na África. Dizer o senhor ministro Jobim que não quer países estranhos à região, por lá, pode ser uma tirada grandiloquente, mas que não colhe no campo prático, já que as águas internacionais são livres e nada restringe que países terceiros façam acordos entre si.
Porém, acredito que uma outra abordagem ao problema teria sido preferível, por parte do governo português: a de lançar a ideia de que o estabelecimento de uma zona de paz e segurança para a área em questão, deve constituir o esteio político/doutrinário da CPLP – onde parece que o Brasil não quer se empenhar, vide o recente acordo que fez com a CEDEAO (Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental). E Portugal não é estranho ao Atlântico Sul, andamos por lá uns cinco séculos e nas costas brasileiras 322 anos – mais do que o Brasil tem de vida própria…
Ora estando a CPLP estruturada neste sentido, já seria mais fácil ao Brasil aceitar uma parceria com a OTAN. Mas agora só se pode pensar nisso para a próxima cimeira.
Fonte: Jornal Defesa e Relações Internacionais – Portugal
22 de set. de 2010
PROGRAMAÇÃO DO NOVENÁRIO DE SÃO FRANCISCO
Dia 25 será a abertura começando com a procissão a partir da Igreja de São Francisco no bairro da Copacabana, dirigindo-se à Igreja Matriz de São José onde em seguida será rezada a missa de Abertura, e o hasteamento da Bandeira.
Estão todos convidados.
Caro visitante seja bem vindo!!!
Programação:Tema Central: São Francisco, um Apóstolo da Missão.
Lema: São Francisco, Meu Modelo de Missão.
Celebrações
*25/09-Sábado: Inicio do Novenário de São Francisco com Procissão as 18:00 horas, saindo da Igreja São Francisco no Bairro de Copacabana. Em seguida Missa com Hasteamento da Bandeira.
Responsáveis: Equipe de Copacabana e Padre Joachim.
Tema: São Francisco uma Vida de entrega ao Reino de Deus.
*26/09 – Domingo:
Tema: São Francisco é partilhando que se vive
para a vida Eterna.
6:30h. Missa. Responsáveis: Pe. Inácio e
Francisca Aragão.
8:00h. Missa. Responsáveis: Pe. Silvéster e Catequese.
19:00h. Missa. Responsáveis: Pe. Francisco, Pastoral da Família, Ângela e Alex.
*27/0/9 - segunda-feira
Tema: São Francisco, Apóstolo da humildade e
do Serviço.
6:15h. Missa. Responsáveis: Pe. Inácio e Irmãs de Nossa Senhora.
19:00h. Missa: Responsáveis: Pe. Silvéster, Comunidade Nossa Sra. Aparecida, Elisa e Socorro.
*28/09-terça-feira:
Tema: São Francisco onde houver ódio, que eu
leve o amor.
6:15h. Missa. Responsáveis: Pe. Joachim e Legião de Maria;
19:00h. Missa. Responsáveis: Pe. Inácio e Crismando.
*29/09-quarta-feira:
Tema: São Francisco, uma vida vocacionada a missão.
6:15h. Missa. Responsáveis: Pe. Inácio, Ir.do Asilo
15:00h. Missa dos Enfermos e Idosos. Responsáveis: Joachim e Ministros e Pastoral da Pessoa Idosa.
19:00h. Novena / Vídeo de São Francisco. Responsáveis: Grupo de Jovens.
*30/09-quinta-feira:
Tema: São Francisco uma vida a Serviço da Justiça e da Paz.
6:15h. Missa. Responsáveis: Pe. Joachim e Irmãos Maristas
19:00h. Missa. Responsáveis: Pe. Neris, Liturgia
e Pastoral da Educação.
*01/10-sexta-feira:
Tema: São Francisco onde houver trevas, que eu leve a luz.
6:15h. Missa. Responsáveis: Pe. Silvéster e Apostolado da Oração.
19:00h. Missa. Responsáveis: Pe. Inácio, Catequese, Liberdade e Edmilson.
*02/10- sábado:
Tema: São Francisco pequeno servo que se tornou grande diante de Deus.
6:15h. Missa. Responsáveis: Pe. Joachim e Irmãs de Nossa Senhora
19:00h. Missa. Responsáveis: Pe. Inácio, Corcovado e Rosa Neves.
*03/10-domingo:
Tema: São Francisco Ensina-nos a celebrar os frutos da verdadeira Fé.
6:15h. Missa. Responsáveis: Pe. Joachim e Ivaneida.
8:00h. Missa. Responsáveis: Pe. Inácio e Catequese
19:00h. Missa. Responsáveis: Pe. Silvéster, Crismando e Jovens.
*04/10-segunda-feira:
Tema: São Francisco uma vida de amor a Deus e ao Próximo.
6:30h. Missa. Responsáveis: Pe. Silvéster e Ministro da Eucaristia.
18:00h. Procissão, em seguida Missa Responsáveis Pe. Inácio e Equipe de Liturgia.
Obs: Quarta feira as 15 horas na Igreja Matriz de São José
Missa dos Enfermos e Idosos.
Ajude a levar para igreja aqueles que por si só não podem, mas que gostariam de participar desta grande festa.
Às 19 horas novena e logo a seguir Vídeo de São Francico.
Fonte Blog 300 anos de missão
STAR PERÚ DÁ INÍCIO AOS VOOS REGULARES NA LINHA RIO BRANCO, CUSCO E LIMA
Escrito por Samuel BryanLigação aérea é resultado de negociação entre Governo do Estado e iniciativa privada para movimentar economia e turismo da região
Voo da Star Peru tem saídas regulares de Rio Branco com destino às cidades peruanas Cusco e Lima (Fotos: Luciano Pontes/Secom)
Na última segunda-feira, dia 20 de setembro, marcou um fato histórico importante para o turismo do Acre com o voo inaugural da empresa Star Perú, que a partir de agora realiza a linha Rio Branco, Cusco e Lima, ligando Acre e Peru em viagens regulares. Cerca de 20 pessoas embarcaram no Aeroporto Internacional de Rio Branco com destino às cidades peruanas, entre turistas, empresários e autoridades acreanas e bolivianas. Os voos serão regulares, sempre na segunda e sexta-feira, com chegada às 10h20 no Aeroporto Internacional de Rio Branco, e saída às 11 horas.
A Secretária de Turismo em exercício, Ediza Pinheiro de Melo, contou como é importante destacar a consolidação dessa rota e o esforço do Governo do Estado do Acre para sua concretização. "O voo surgiu de uma negociação do governo com a iniciativa privada, consolidando esse trabalho que faz parte de um projeto muito maior junto com a Estrada Interoceânica. Agora você pode tomar café em Rio Branco e almoçar em Cuzco", afirma Ediza.
O voo marca acima de tudo um momento especial no processo de integração comercial, econômica e turística entre o Peru e o estado do Acre. José Raimundo Moraes, Presidente da Associação das Agências de Turismo e representante da Star Perú no Estado, lembra que há pouco tempo os acreanos não tinham fáceis opções de voos internacionais.
"Do Peru, o usuário pode se deslocar facilmente para o Chile e a Argentina. A partir de Cusco, são três horas de trem pra uma das maiores maravilhas do mundo, Machu Picchu. Tudo isso numa tarifa de ótimo valor, muito abaixo das tarifas cobradas a partir de Brasília", conta o empresário. É acima de tudo um novo destino para os acreanos. As passagens podem ser compradas em qualquer agência de turismo do estado. Os preços variam. A média, segundo o empresário, é de U$ 480 ida e volta de Rio Branco a Lima, e U$ 280 ida e volta para Cusco.
Negócios e lazer
Representantes do trade turístico, secretária de turismo em exercício e secretário de ciência e Tecnologia participaram do ato que marcou a chegada do voo regular da rota .
Quando soube do voo, Orlando Figueiredo, de Natal, que veio ao Acre para participar de um encontro de pesquisadores, comprou imediatamente uma passagem e partiu em busca de realizar o sonho de conhecer Machu Picchu (Foto: Luciano Pontes/Secom)O voo que agora liga o Acre ao Peru faz parte de um projeto de integração ainda maior que integra a Estrada Interoceânica, e deve aumentar ainda mais as relações comerciais do Acre com os países andinos. "Com a consolidação da estrada, e o início dos voos regulares, começa a haver uma segurança para que os empresários invistam ainda mais nas relações comerciais entre o Acre e o Peru", conta o Secretário de Desenvolvimento, César Dotto.
Representando o Itamaraty, Carlos Francisco também participou da solenidade. "Hoje, a inauguração deste voo é a realização de um sonho. Ele chega no momento em que outras rotas estão sendo inauguradas. Num feito que o Governo Federal nunca teria conseguido sem o total apoio do Governo do Estado do Acre".
José Manuel Aguilar, representante da Star Perú, contou que a empresa quer aumentar ainda mais a interação Lima, Cusco e Acre. "São destinos importantes e com uma rota que compensa cada vez mais, saindo de Rio Branco e chegando a Lima, com várias opções para ir a qualquer lugar do mundo", falou José.
A Secretaria de Turismo, Setul, estima que pelo menos cinco mil acreanos são clientes em potencial para o voo que ligará Rio Branco a Cusco e a Lima. O turismo para o Peru vem sendo cada vez mais incentivado e não apenas os acreanos interessados em descobrir as maravilhas do país vizinho serão beneficiados pela nova rota aérea internacional. Turistas de todo o Brasil terão mais uma opção de entrada, utilizando o Acre como porta, como já vem acontecendo através da ligação rodoviária. Hoje, um ônibus sai todos os dias de Rio Branco para Puerto Maldonado.
O voo já começa a atrair turistas até mesmo fora do Acre. Orlando Figueiredo, de Natal, veio ao Acre para participar de um encontro de pesquisadores em Cruzeiro do Sul e já tinha o grande desejo de conhecer o Peru. Ao saber do voo não perdeu tempo, comprou imediatamente uma passagem e partiu em busca de realizar um sonho, conhecer Machu Picchu. "Vou avisar a todos de Natal sobre essa oportunidade. É pelo menos 50% mais barato que qualquer outra rota, vir para Rio Branco e depois para o Peru", conta o pesquisador. "Estou impressionado com o Acre, Rio Branco é uma cidade linda e eu estou maravilhado, planejo voltar muito mais", completa ele.
Nota do blog: E daqui pra lá? Vamos de Bandeirante ou é só a empresa peruana a lucrar?
Fonte: Agência de Notícias
TRIBUTO AO PASSADO - TARAUACÁ - HÁ 86 ANOS
22/09/1924
Chega a esta cidade o 1º tenente da armada Artur Bustamante de Albuquerque, chefe da Comissão de Limites, com a republica [sic] do Perú, acompanhado do Major Manoel Zarati Cortez, por parte do Perú.
Fonte : Diversos dados sobre o Município de Seabra - 1905 - 1943 (atual Tarauacá).
Autor: Anastácio Rodrigues de Farias
Chega a esta cidade o 1º tenente da armada Artur Bustamante de Albuquerque, chefe da Comissão de Limites, com a republica [sic] do Perú, acompanhado do Major Manoel Zarati Cortez, por parte do Perú.
Fonte : Diversos dados sobre o Município de Seabra - 1905 - 1943 (atual Tarauacá).
Autor: Anastácio Rodrigues de Farias
O AÇAÍ É NOSSO. É MESMO?
Desse fruto, nada se joga fora, mas o retorno injusto só favorece a alguns, podendo prejudicar a maioria que aprecia beber vinho puro e grosso, a sua melhor forma e seu paladar superior.LÚCIO FLÁVIO PINTO
Editor do Jornal Pessoal
BELÉM, Pará – O roubo de sementes de seringueira é apresentado até hoje como o mais grave caso de biopirataria da história da Amazônia. O inglês Henry Wickham, que ganharia título de nobreza pela façanha, é acusado de contrabandear para a Inglaterra duas toneladas de sementes da Hevea Brasiliensis. Aclimatadas em Londres, as sementes foram plantadas na Ásia.
O plantio deu tão certo que a Amazônia, fornecedora monopolista de borracha na transição do século XIX para o XX, foi para o rabo da fila dos produtores e nunca mais recuperou a antiga posição. O Brasil deixou de ser auto-suficiente e a Amazônia nem é produtora significativa no mercado interno. Tudo por culpa de um inglês astuto e imoral.
A indignação de hoje é a mesma de quase um século atrás, quando as colônias asiáticas das potências européias passaram a inundar o mundo com borracha incomparavelmente mais barata e abundante. Na verdade, porém, não houve contrabando. Wickham despachou a carga pelos meios legais e até patrocinou um convescote antes do embarque, em Belém, com a presença de autoridades e pessoas gradas da sociedade local. Há provas suficientes e convincentes do fato. Mas se a Inglaterra, a maior potência da época, precisasse roubar as sementes, certamente não se inibiria. Tinha extensos antecedentes.
A quantidade e os preços da borracha amazônica eram incompatíveis com a escala de desenvolvimento que a indústria estava então em condições de seguir. O que a empacava era a insuficiência da oferta e os valores abusivos cobrados em função do monopólio. Os brasileiros até desdenharam a empreitada de Wickham. A árvore da borracha não era nativa da região? Como podia dar melhor em outro lugar? Impossível.
Não era, provou a história, reconstituída com lucidez pelo americano Warren Dean no já clássico A Luta pela Borracha no Brasil. Se a natureza foi pródiga (mas também caprichosa) na tessitura do ambiente físico na Amazônia, foi fatal em relação à Hevea Brasiliensis. A árvore atinge um porte atlético, com até 50 metros de altura, e uma fecundidade excepcional apenas nas condições naturais, dispersa no meio de muitas outras espécies.
A biodiversidade, quintessência do valor natural amazônico, hoje tão exaltada, mostrou-se fatal sempre que se tentou adensar seringueira na mata. E o adensamento era indispensável para aumentar a produção e a produtividade, sem o que ficou impossível concorrer com os plantios asiáticos.
Adensada, a seringueira é atacada por pragas, que a tornam estéril ou improdutiva. Henry Ford amargou essa constatação ao formar seus plantios no vale do rio Tapajós, no Pará. Depois de 17 anos de experimentos, ao custo de muitos milhões de dólares, desistiu e foi buscar seu suprimento na Ásia. A ecologia se revelou implacável com as tentativas de enriquecimento de seringueira na Amazônia.
O plantio deu tão certo que a Amazônia, fornecedora monopolista de borracha na transição do século XIX para o XX, foi para o rabo da fila dos produtores e nunca mais recuperou a antiga posição. O Brasil deixou de ser auto-suficiente e a Amazônia nem é produtora significativa no mercado interno. Tudo por culpa de um inglês astuto e imoral.
A indignação de hoje é a mesma de quase um século atrás, quando as colônias asiáticas das potências européias passaram a inundar o mundo com borracha incomparavelmente mais barata e abundante. Na verdade, porém, não houve contrabando. Wickham despachou a carga pelos meios legais e até patrocinou um convescote antes do embarque, em Belém, com a presença de autoridades e pessoas gradas da sociedade local. Há provas suficientes e convincentes do fato. Mas se a Inglaterra, a maior potência da época, precisasse roubar as sementes, certamente não se inibiria. Tinha extensos antecedentes.
Indispensável adensamento
A quantidade e os preços da borracha amazônica eram incompatíveis com a escala de desenvolvimento que a indústria estava então em condições de seguir. O que a empacava era a insuficiência da oferta e os valores abusivos cobrados em função do monopólio. Os brasileiros até desdenharam a empreitada de Wickham. A árvore da borracha não era nativa da região? Como podia dar melhor em outro lugar? Impossível.
Não era, provou a história, reconstituída com lucidez pelo americano Warren Dean no já clássico A Luta pela Borracha no Brasil. Se a natureza foi pródiga (mas também caprichosa) na tessitura do ambiente físico na Amazônia, foi fatal em relação à Hevea Brasiliensis. A árvore atinge um porte atlético, com até 50 metros de altura, e uma fecundidade excepcional apenas nas condições naturais, dispersa no meio de muitas outras espécies.
A biodiversidade, quintessência do valor natural amazônico, hoje tão exaltada, mostrou-se fatal sempre que se tentou adensar seringueira na mata. E o adensamento era indispensável para aumentar a produção e a produtividade, sem o que ficou impossível concorrer com os plantios asiáticos.
Adensada, a seringueira é atacada por pragas, que a tornam estéril ou improdutiva. Henry Ford amargou essa constatação ao formar seus plantios no vale do rio Tapajós, no Pará. Depois de 17 anos de experimentos, ao custo de muitos milhões de dólares, desistiu e foi buscar seu suprimento na Ásia. A ecologia se revelou implacável com as tentativas de enriquecimento de seringueira na Amazônia.
A mais internacionalizada e a mais tardia na integração à nacionalidade
Qualquer pessoa minimamente informada não tem mais dúvidas a respeito. No entanto, a maioria prefere continuar a acreditar que o colapso da borracha, antes da crise do café, resultou de uma conspiração do imperialismo. As iniciativas de contar a história real também nada mais seriam do que a persistência do mesmo interesse estrangeiro, através dos seus porta-vozes mercenários.
Essa posição tem impedido a sociedade, como em outros episódios da história da Amazônia, de enfrentar e superar problemas reais que cotidianamente se impõem à região. O prejuízo dessa mistificação é enorme porque a Amazônia é a mais internacionalizada das regiões brasileiras e a mais tardia na integração à nacionalidade. Sua incorporação física tem apenas meio século e ainda não está completa (de certo modo, felizmente: a integração tem sido sinônimo de devastação, em amplo espectro).
O erro fatal cometido em relação à borracha pode estar se repetindo no caso do açaí. As reações dos leitores ao artigo divulgado na minha coluna no site do Yahoo, com mensagens perspicazes e provocativas, além de enternecedoras e gentis (112 no total), mostram que a sociedade está a reboque dos fatos consumados. O governo vem ainda mais atrás, se é que está acompanhando a dinâmica histórica.
Deixar de ser fruto amazônico, um risco

Conhecimento superficial é passaporte para uma atividade efêmera /AMBIENTE ACREANO
O descompasso entre os fatos criados pelos agentes dessa história, atuando sem coordenação e sem apoio ou regulação, pode provocar efeito – não semelhante, mas comparável – à crack da borracha, que se seguiu, em tão curto intervalo, ao seu boom. Foi uma história de menos de meio século.
São numerosos e complexos os problemas que precisam de solução para evitar as previsões feitas por muitos leitores: que o açaí deixará de ser produto genuinamente amazônico (e, sobretudo, paraense) e que os maiores ganhos serão obtidos por atravessadores e comercializadores, fora dos limites regionais (e até nacionais).
É preciso, primeiro, ter uma idéia da grandeza da economia do açaí. Para o produtor ele representa algo como R$ 2 bilhões. Colocado à mesa do consumidor, esse valor se multiplica, no mínimo, três vezes. Pode chegar a R$ 6 bilhões. Não há fruta que renda tanto.
Frutas típicas não faltam na Amazônia. A sorveteria Santa Marta, bem antes da Cairu, se tornou célebre porque chegou a oferecer 103 sabores de sorvetes, em sua maioria de frutas nativas e únicas. É espantoso que a estrutura governamental não contemple um instituto do açaí ou de frutas tropicais. É uma fonte de receita que já é muito significativa agora e pode se tornar grandiosa nos próximos anos.
Claro que a política oficial não pode ser montada num dia para se completar no outro. O maior desafio na Amazônia é criar conhecimento científico. A dificuldade está em dispor de verba para sustentar a frente do saber tanto quanto em estabelecer uma postura adequada sobre a complexidade regional. Um conhecimento superficial é passaporte para uma atividade efêmera, conforme mostram numerosos casos do passado.
Mal circularam informações sobre o poder cicatrizante do óleo da copaíba e já eram comercializadas cápsulas a granel. O efeito tóxico do óleo, nocivo para o aparelho digestivo, se contrapôs ao seu poder curativo. Não houve pesquisa suficiente sobre os princípios ativos da essência para a formulação de um medicamento completo.
A investigação científica sobre as frutas amazônicas, e, em particular, o açaí, é incapaz de responder sequer às indagações feitas pelos leitores da coluna na internet. Menos satisfatórios ainda são os dados socioeconômicos, necessários para montar uma base econômica, industrial e comercial para o produto.
Personagens que se encontram nas várias etapas do processamento do açaí acumulam conhecimentos específicos que lhes dão expertise e maestria no que fazem. Por isso há pessoas ganhando muito dinheiro com a exploração da palmeira – e não só para extrair o suco: há o apreciado palmito, o uso da palha, o artesanato criativo e bonito.
Do açaí, nada se joga fora. Mas o retorno é desigual e injusto: só favorece a alguns. E pode prejudicar a maioria, que aprecia beber o vinho puro e grosso, a sua melhor forma e seu paladar superior.
Como conciliar o consumo interno com a crescente exportação? Como difundir o “verdadeiro paladar do açaí”, conforme observou um leitor, em meio a manipulações tão diversas – e legítimas, porque atendem a demandas de consumidores distintos? Como conciliar a busca de um terroir, que garanta o melhor sabor e o maior preço, com a demanda do mercado local, a exportação com a necessidade interna?
Qual a rota a seguir para dar maior durabilidade ao açaí e manter suas propriedades originais para que chegue mais longe sem se desnaturar, em tal medida que, socializado por baixo, pela ausência do melhor paladar, acabará por ser cultivado em qualquer lugar com condições ecológicas semelhantes às nossas?
Se quem pode decidir e, ao invés de fazer a parte que lhe cabe. espera por decisões vindas da regulamentação automática do mercado (esta, uma ficção), dificilmente o açaí terá desfecho melhor do que o da borracha. Não por fantasias utilitárias, mas por efeito da ação – às vezes cruel – do mercado.
Dificuldade é dispor de verba para sustentar a frente do saber tanto quanto em estabelecer uma postura adequada sobre a complexidade regional. Açaí de Moju / M.CRUZ
Chagas, uma doença real
A propagação dos casos de doença de chagas associados – como conseqüência automática – ao açaí tem função invertida à do contrabando da borracha. Ao longo de séculos em que os paraenses beberam diariamente seu vinho de açaí, mesmo quando ele já estava azedo, a doença não existia, não se manifestava ou não era percebida.
Hoje existe e é real. Não pelo açaí em si, mas pelo crescimento do consumo sem o acompanhamento da higiene. A pasteurização, que seria a resposta automática, já proposta no parlamento, esbarra no dano que causa ao melhor paladar da fruta e na cultura local. Seria o veio através do qual se infiltraria a internacionalização predatória.
O problema existe, a causa é clara e a solução está ao alcance. Só falta a vontade de fazer melhor. Este é o produto mais em falta na Amazônia – e no Brasil.
O descompasso entre os fatos criados pelos agentes dessa história, atuando sem coordenação e sem apoio ou regulação, pode provocar efeito – não semelhante, mas comparável – à crack da borracha, que se seguiu, em tão curto intervalo, ao seu boom. Foi uma história de menos de meio século.
São numerosos e complexos os problemas que precisam de solução para evitar as previsões feitas por muitos leitores: que o açaí deixará de ser produto genuinamente amazônico (e, sobretudo, paraense) e que os maiores ganhos serão obtidos por atravessadores e comercializadores, fora dos limites regionais (e até nacionais).
É preciso, primeiro, ter uma idéia da grandeza da economia do açaí. Para o produtor ele representa algo como R$ 2 bilhões. Colocado à mesa do consumidor, esse valor se multiplica, no mínimo, três vezes. Pode chegar a R$ 6 bilhões. Não há fruta que renda tanto.
Frutas típicas não faltam na Amazônia. A sorveteria Santa Marta, bem antes da Cairu, se tornou célebre porque chegou a oferecer 103 sabores de sorvetes, em sua maioria de frutas nativas e únicas. É espantoso que a estrutura governamental não contemple um instituto do açaí ou de frutas tropicais. É uma fonte de receita que já é muito significativa agora e pode se tornar grandiosa nos próximos anos.
Claro que a política oficial não pode ser montada num dia para se completar no outro. O maior desafio na Amazônia é criar conhecimento científico. A dificuldade está em dispor de verba para sustentar a frente do saber tanto quanto em estabelecer uma postura adequada sobre a complexidade regional. Um conhecimento superficial é passaporte para uma atividade efêmera, conforme mostram numerosos casos do passado.
Vinho puro e grosso, paladar superior
Mal circularam informações sobre o poder cicatrizante do óleo da copaíba e já eram comercializadas cápsulas a granel. O efeito tóxico do óleo, nocivo para o aparelho digestivo, se contrapôs ao seu poder curativo. Não houve pesquisa suficiente sobre os princípios ativos da essência para a formulação de um medicamento completo.
A investigação científica sobre as frutas amazônicas, e, em particular, o açaí, é incapaz de responder sequer às indagações feitas pelos leitores da coluna na internet. Menos satisfatórios ainda são os dados socioeconômicos, necessários para montar uma base econômica, industrial e comercial para o produto.
Personagens que se encontram nas várias etapas do processamento do açaí acumulam conhecimentos específicos que lhes dão expertise e maestria no que fazem. Por isso há pessoas ganhando muito dinheiro com a exploração da palmeira – e não só para extrair o suco: há o apreciado palmito, o uso da palha, o artesanato criativo e bonito.
Do açaí, nada se joga fora. Mas o retorno é desigual e injusto: só favorece a alguns. E pode prejudicar a maioria, que aprecia beber o vinho puro e grosso, a sua melhor forma e seu paladar superior.
Como conciliar o consumo interno com a crescente exportação? Como difundir o “verdadeiro paladar do açaí”, conforme observou um leitor, em meio a manipulações tão diversas – e legítimas, porque atendem a demandas de consumidores distintos? Como conciliar a busca de um terroir, que garanta o melhor sabor e o maior preço, com a demanda do mercado local, a exportação com a necessidade interna?
Qual a rota a seguir para dar maior durabilidade ao açaí e manter suas propriedades originais para que chegue mais longe sem se desnaturar, em tal medida que, socializado por baixo, pela ausência do melhor paladar, acabará por ser cultivado em qualquer lugar com condições ecológicas semelhantes às nossas?
Se quem pode decidir e, ao invés de fazer a parte que lhe cabe. espera por decisões vindas da regulamentação automática do mercado (esta, uma ficção), dificilmente o açaí terá desfecho melhor do que o da borracha. Não por fantasias utilitárias, mas por efeito da ação – às vezes cruel – do mercado.
Dificuldade é dispor de verba para sustentar a frente do saber tanto quanto em estabelecer uma postura adequada sobre a complexidade regional. Açaí de Moju / M.CRUZChagas, uma doença real
A propagação dos casos de doença de chagas associados – como conseqüência automática – ao açaí tem função invertida à do contrabando da borracha. Ao longo de séculos em que os paraenses beberam diariamente seu vinho de açaí, mesmo quando ele já estava azedo, a doença não existia, não se manifestava ou não era percebida.
Hoje existe e é real. Não pelo açaí em si, mas pelo crescimento do consumo sem o acompanhamento da higiene. A pasteurização, que seria a resposta automática, já proposta no parlamento, esbarra no dano que causa ao melhor paladar da fruta e na cultura local. Seria o veio através do qual se infiltraria a internacionalização predatória.
O problema existe, a causa é clara e a solução está ao alcance. Só falta a vontade de fazer melhor. Este é o produto mais em falta na Amazônia – e no Brasil.
21 de set. de 2010
O FUNERAL DE JACOB - PARA DESCONTRAIR
Jacob morreu...
A sua última vontade foi deixar 40.000 dólares para um bom enterro.
Depois de saírem os últimos acompanhantes, a sua mulher Sara aproximou-se da sua mais velha e querida amiga e disse-lhe:
"Estou certa de que Jacob estará contente"
"Sim, tens razão" respondeu a amiga mas perguntou: "Quanto custou realmente?"
"Quarenta mil" respondeu Sara.
A amiga surpreendida: "Tudo estava muito bem, mas 40.000?"
Sara respondeu: "O funeral foi 6.500 dólares, dei 500 à Sinagoga, o licor e os petiscos outros 500, e o resto foi para a pedra comemorativa".
"32.500 para uma pedra? De que tamanho é?"
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UMA BOA DICA

Tá querendo lembrar do nome do filme e não consegue de jeito nenhum?
Clique no link abaixo
http://www.65anosdecinema.pro.br/index.htm
20 de set. de 2010
DOIS BLOGS NOVOS PARA JOVENS

Um é o Show de meninas da minha filha que desponta para a vida, e tem vontade de passar para suas aminguinhas as últimas novidades da moda e beleza.
O segundo é esse abaixo. Um blog leve e alegre da minha amiga Clariane Oliveira.

19 de set. de 2010
USANDO MICROSCÓPIO ELETRÔNICO JORNAL BRITÂNICO EXIBE IMPRESSIONANTES FOTOS DE INSETOS
Para mostrar os insetos, foi usada uma técnica chamada eletromicrografia, que é uma imagem obtida pela fotografia da imagem da tela de um microscópio eletrônico de varredura. As imagens fazem parte de uma matéria feita pelo jornal Telegraph.
Com pequenos dentes caninos, as larvas de mosca são utilizadas na medicina para limpar feridas. Elas são esterilizadas e colocadas na ferida, onde se alimentam de tecido morto, deixando os tecidos saudáveis. Sua saliva contém substâncias anti-bacterianas que mantém a esterilidade da área.
Esta é uma “pulga de gato”, cientificamente chamada de Ctenocephalides felis. Obviamente, ela é encontrada nos pelos de gatos.
Se você não sabe, esta é a mosca doméstica. Sua cabeça é formada por um par de grandes olhos compostos de cerca de 4 mil facetas. Os pelos na cabeça e no corpo agem como órgãos táteis.
A foto acima mostra um ácaro de poeira. Milhões deles habitam sua casa, alimentando-se de células de pele. Eles vivem principalmente em móveis e são geralmente inofensivos. No entanto, seus excrementos podem causar reações alérgicas em pessoas sensíveis.
Este é o Acarus siro, uma espécie com pelos longos que se estendem pelo seu corpo e possui grandes patas dianteiras. Esta espécie é uma praga comum em celeiros, lagares e cozinhas, sobretudo sobre grãos e cereais.
O saccharina Lepisma é um inseto primitivo que mantém-se inalterado durante milhões de anos e é considerado um fóssil vivo. Sua cabeça é coberta de pelos sensoriais. Os olhos (verdes) são posicionados nas extremidades da cabeça e seu corpo é coberto de pequenas escamas brilhantes.
A aranha de pernas longas possui oito olhos (amarelos) posicionados no centro de sua cabeça. Embora nativa dos trópicos, é muito comum em casas de todo o mundo. Ela é chamada de pernas longas porque elas possuem 5 ou 6 vezes o comprimento do seu corpo.
Esta é a parte inferior da cabeça de uma cigarrinha.
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